Mostrando postagens com marcador PM fascista. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador PM fascista. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Nota de solidariedade de filósofos, sociólogos, escritores, cientistas e intelectuais contra a"Demo"-Ditadura neo fascista representada na invasão da PM de Alckmin à Escola Nacional Florestan Fernandes


Resultado de imagem para Invasão Escola Nacional Florestan Fernandes

NOTA DE SOLIDARIEDADE E DENÚNCIA   –  ABAIXO A DEMOCRADURA


Nós abaixo assinados, filósofos, teólogos, cientistas sociais, assessores e agentes de pastoral de diversas Igrejas, manifestamos nossa irrestrita solidariedade aos professores, alunos, funcionários e visitantes da Escola Nacional Florestan Fernandes em Guararema SP, vítimas de violenta ação policial na manhã de 04 de novembro, operação ocorrida em outros estados do país contra assentamentos do MST. Tiros foram disparados contra as pessoas ali presentes, como se fossem bandidas. Algumas foram feridas e outras conduzidas à força para a delegacia.

Denunciamos com indignação essa escalada repressiva dos governos Temer e Alkmin, responsáveis pela ilegal ação policial, e invasão da Escola, sem mandato judicial.

A criminalização dos movimentos sociais é um grave sintoma de subversão do Estado democrático de direito.

O Brasil não merece nem admite que cidadãos e cidadãs participantes de movimentos sociais, excluídos de sagrados direitos como Terra Teto e Trabalho, reiteradamente defendidos pelo papa Francisco, sejam violados em sua dignidade, por forças policiais que agem com violência e ao arrepio da lei.

Petrópolis , 05 de novembro de 2016

A nota foi assinada pelas seguintes pessoas:

FREI BETTO – Assessor movimentos populares
LEONARDO BOFF – Teólogo, membro  da Carta da Terra
AFONSO MURAD – Teólogo e ambientalista
ROMI MÁRCIA BENCKE – Pastora da Igreja Evangélica de Confissão Luterana (IECLB)
MARIA TEREZA SARTORIO – Movimento Fé e Política – Educadora Popular
FRANCISCO DE AQUINO JUNIOR – Teologo – CE
LUIZ CARLOS SUSIN – Teólogo – PUC – Porto Alegre RS, teólogo, Fórum Social Mundial
OLINTO PEGORARO – Professor de filosofia política e ética na UERJ – Rio de Janeiro RJ
TEREZA MARIA POMPEIA CAVALCANTI – teóloga PUC – Rio de Janeiro RJ
BENEDITO FERRARO – Professor de Teologia – PUC – Campinas, SP
Ir. ANTONIO CECCHIN irmão marista e catequista da libertação, Porto Alegre, RS
MANFREDO ARAÚJO DE OLIVEIRA – Professor de Filosofia da Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, CE
LUIZ ALBERTO GOMEZ DE SOUZA – Sociólogo – Universidade Candido Mendes, Rio de Janeiro RJ
JOSE OSCAR BEOZZO, teólogo, educador e historiador – CESEEP – Centro Ecumênico de Serviços à Evangelização e Educação Popular, São Paulo SP
MARCELO BARROS – teólogo e assessor dos movimentos sociais – Recife PE
ANDREA GUIMARAES – bióloga, pesquisadora e professora universitária
EDWARD GUIMARAES – Professor da FAJE – Belo Horizonte MG
SINIVALDO S. TAVARES – teólogo – professor Belo Horizonte MG
PEDRO RIBEIRO DE OLIVEIRA -sociólogo, Movimento Fé e Política – Juiz de Fora MG
ROSILENY SCHWANTES – Psicóloga, doutora em Ciências da Religião, professora universitária, São Paulo, SP
TEOFILO CAVALCANTI – Economista, Rio de Janeiro, RJ
ALESSANDRO MOLON – professor e parlamentar federal – Rio de Janeiro RJ
LÚCIA RIBEIRO – Sociólogo – Rio de Janeiro, RJ
EDWARD NEVES MONTEIRO DE BARROS GUIMARÃES – Professor e teólogo, Belo Horizonte MG
ROSEMARY FERNANDES COSTA – Professora e teóloga – Rio de Janeiro, RJ
CELSO PINTO CARIAS – Teólogo, assessor das CEBs – Duque de Caxias, RJ
IVO LESBAUPIN – sociólogo – professor, Rio de Janeiro, RJ
AURELINA DE JESUS CARIAS – Educadora, Duque de Caxias, RJ
MARIA HELENA ARROCHELLAS – Teóloga – Petrópolis, RJ


terça-feira, 6 de setembro de 2016

Bob Fernandes: Sistema, 100 mil em uma manifestação pacífica e a PM (obviamente com sinal verde de cima) ataca no final




Sábado, na China, Temer disse que protestos contra ele país afora eram "inexpressivos". Com "40, 50, 100 pessoas", que "quebram carro".

Domingo, 4, da Paulista ao Largo da Batata, 100 mil pessoas protestaram. Com Coros de "Fora, Temer" "golpista"...

Sem transmissão ao vivo, sem helicópteros desde cedo, sem catraca livre e pesquisas sobre o número de presentes.

Manifestação absolutamente pacífica. Até o final quando, de maneira bárbara, desproporcional, a PM atacou.

Quem estava nas imediações do metrô -e eu estava- assistiu: com a desculpa de deter quem pulava catracas lá dentro do metrô, balas de borracha, jatos d´água...E bombas, inclusive em ônibus.

E isso do lado de fora.

Antes do protesto, 26 detenções, 8 delas de menores. Até à noite, por mais de 6 horas, todos sem acesso a advogados.

Black blocks, ausentes até o final, são justificativa para a repressão. Desde protestos contra o governo Dilma, em 2013, black blocs sumiram das manchetes.

Estavam de férias? Retornam só agora, em meio à nova oposição?

Dez fotógrafos e repórteres agredidos pelas PMs nos últimos dias, em São Paulo e pelo país.

Desde junho de 2013, no Brasil todo, 291 jornalistas atingidos em manifestações, informa a ABRAJI.

Domingo o atingido pela PM, e chamado de "Lixo", foi um repórter da BBC.

El País, agência Reuters, BBC... a mídia estrangeira está relatando essa violência.

Em Março, Aécio e Alckmin foram hostilizados na Paulista. Então secretário de segurança o hoje ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, foi escorraçado dessa mesma Avenida.

Expulso pelos que pregavam a derrubada de Dilma... Então sem nenhuma reação da PM.

No domingo, dois coros entre os entoados durante a passeata: "Chega de chacina, quero o fim da PM assassina" e "Não vai ter selfie".

O troco veio no final.

Agiram, agem desta forma diante de milhares de celulares, e Mídias do Brasil e do mundo. Imagine-se o que não fazem nas periferias...

...Os que têm visibilidade e voz estão sentindo na pele o que nas quebradas vivem (tantas vezes morrem) os seres tidos como "invisíveis".

Quarenta e oito horas depois da posse, o governo Temer interveio na Comissão de Anistia. Trocou 20 dos 25 integrantes.

Entre os novos membros, um acusado de ter colaborado com a ditadura. Por que esse ato e essa urgência?

Que tudo isso não seja configuração acelerada de um novo "Sistema".