Do Canal do jornalista e analista político Bob Fernandes, sobre o obscurantismo e prjeto Teo-"Money"-Crático da era Bolsonaro:
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quarta-feira, 1 de maio de 2019
quinta-feira, 1 de novembro de 2018
O cidadão de bem elegeu Bolsonaro, mas poderia ter sido Hitler, por Djefferson Amadeus, Mestre em Direito e Hermenêutica Filosófica, para o site Justificando
"(...) Fromm vai dizer – e a ele não posso deixar de referir, dado que é dele e Freud que vem a minha inspiração – que ânsia de poder do sádico não se origina da força, mas da fraqueza. Daí dizer-se que o sádico, no fundo, é um fraco, vale dizer: essa aparência forte e dominadora – tal qual a de Hitler e Bolsonaro – esconde, na verdade, uma fraqueza: sua dependência face ao objeto do sadismo."

Do Justificando:
Segunda-feira, 29 de outubro de 2018
O cidadão de bem elegeu Bolsonaro, mas poderia ter sido Hitler
O sádico, muitas das vezes, aparenta agir na mais pura bondade e com excesso de preocupação em relação ao outro.[1] Hitler, por exemplo, quando vivia em Munique, ainda desconhecido, adorava ajudar os ratinhos que passavam pelo seu quarto, dando-lhes comida.[2] Dava-lhes, porém, pouca comida. Ou melhor: nutria-os de pouquinho em pouquinho. E o motivo era simples: ele adorava vê-los brigando, por conta da pouca comida, e admirava o modo como os ratos mais fortes dominavam os mais fracos.
Por isso Fromm vai dizer – e a ele não posso deixar de referir, dado que é dele e Freud que vem a minha inspiração – que ânsia de poder do sádico não se origina da força, mas da fraqueza.[3] Daí dizer-se que o sádico, no fundo, é um fraco, vale dizer: essa aparência forte e dominadora – tal qual a de Hitler e Bolsonaro – esconde, na verdade, uma fraqueza: sua dependência face ao objeto do sadismo.
Por esse motivo, o sádico precisa (ou talvez fosse melhor dizer: necessita!) mandar em alguém; afinal: é daí que reside sua força, a saber: do fato de ser senhor de alguém. Essa força, como se vê, é dependente do seu objeto – a pessoa dominada – dado que é o domínio sobre ela que permite-o acreditar que é forte e dominador.
Eis porque os filhos de Bolsonaro, assim como Geli Raubal (a sobrinha-amante de Hitler) parecem ter suas vidas dentro de uma gaiola dourada, onde podem tudo – desde que não ultrapassem os limites da gaiola –, o que explica as constantes aparições de Bolsonaro, na TV, para “corrigir” os filhos.
O sádico pensa que o seu domínio pela vida alheia se dá pelo fato de amá-los muito; Erick Fromm, porém, lembra-nos que, na verdade, o sádico ama-os porque os domina.
O sadismo, como adiante se perceberá, varia de intensidade, podendo-se falar em 3 tipos de sádicos: (i) um primeiro, que visa não só o controle sobre a pessoa, mas também (ou, sobretudo) sobre seu corpo, com objetivo de usá-lo, explorando-lhe ao máximo; (ii) outro, que visa tornar as pessoas dependentes do sádico, para que este possa fazer delas meros instrumentos, como se fosse argila nas mãos do oleiro; (iii) e, por fim, aqueles (mais conhecidos) que desejam fazer (e ver) o outro sofrer, seja fisicamente, seja moralmente.[4]
Bom exemplo do primeiro tipo de sadismo está na fala de Ley, chefe da frente nazista de trabalho alemão: “Queremos mandar e gostamos disso; ensinaremos estes homens a montar nos cavalos, a fim de dar-lhes a sensação de domínio absoluto sobre um ser vivo.” [5]
Bolsonaro, como veremos (e suas falas estão aí – vivas – para comprovar) fornece-nos, por mais incrível que possa parecer, exemplo dos 3 tipos de sadismo, podendo o primeiro ser percebido nesta frase: “Vamos fazer o Brasil para as maiorias; as minorias têm que se curvar às maiorias. As leis devem existir para defender as maiorias; as minorias se adequam ou simplesmente desaparecem…”[6]
Hitler também pensava da mesma maneira que Bolsonaro, como se vê no seu famoso livro Minha Luta: “O que a maioria quer é a vitória dos mais fortes e o aniquilamento ou a captação incondicional dos mais fracos.”[7]
Já o segundo tipo de sadismo – fazer com que as pessoas fiquem dependentes do sádico, para que ele possa fazer delas meros instrumentos, como se fosse argila nas mãos do oleiro –, é-nos demonstrado pelas falas de Bolsonaro, com suas tentativas acabar com os direitos assegurados aos negros e aos oprimidos, bem como manter os privilégios dos homens sobre as mulheres, dos patrões sobre os empregados, entre outras coisas, para que sempre haja pessoas que dependam dos sádicos.
Joseph Goebbels, Ministro da propaganda nazista, também via os mais fracos como meros instrumentos, isto é, argila nas mãos do oleiro, o que fica claro no trecho a seguir: “chefe e massa constituem problema análogo a pintor e cores; nada mais são do que a pedra é para o escultor.” E conclui: “Às vezes a gente se vê preso numa profunda depressão, que só se pode vencê-la quando se está face às massas. Porque as pessoas são a fonte do nosso poder.”[8]
O terceiro e último tipo de sadismo, que pode ser considerado o mais grave, é justo aquele que mais se identifica com as palavras de Bolsonaro, dado que sua “racionalidade” rege-se por algo do tipo: “atacando primeiro, estou defendendo a mim e meus amigos contra o perigo de sermos feridos”. Aqui as falas de Hitler e Bolsonosaro espantam não só pelo conteúdo, mas também pela similitude, como demonstram os trechos a seguir:
“O erro da tortura foi torturar, e não matar”; “se vão morrer uns inocentes, tudo bem”; “não vou estuprar você porque não merece”; “ele devia ter sido morto a coronhadas”; “qualquer aliança cujo propósito não é a intenção de iniciar uma guerra é sem sentido e inútil”; “como uma mulher que preferirá se submeter ao forte do que ao fracalhão, as massas também amam muito mais o que manda do que o que suplica”; “as pessoas ficam muito mais satisfeitas com uma doutrina que não tolera os rivais do que uma que garante direitos liberais”.
As frases de Hitler foram colhidas no livro Minha Luta; já as de Bolsonaro, no Youtube. Limitar-me-ei a isso, deixando a você, leitor(a), a missão de identificar (ou de imaginar) a quem pertence tais frases. Depois disso, lembre-se do seguinte: tudo o que eles disseram (e fizeram) sempre foi (e continua sendo) em nome do bem, em prol da bondade, da moralidade, dos bons costumes e, claro, em nome de deus.
Por isso, o duque de La Rochefoucauld dizia que frequentemente faz-se o bem para poder – impunemente – fazer o mal (o que leva à reflexão sobre os riscos de se conceder poderes ilimitados a qualquer um, em especial os membros do Ministério Público, pastores, juízes, entre outros “cidadãos de bem”).
Aliás, sobre o perigo oferecido por “cidadãos de bem” (leia-se: falsos moralizadores), Jacinto Coutinho alertou-nos, de há muito, que “os maiores mafiosos vão à missa todos os domingos, quando não todos os dias e, na porta da igreja, tramam os mais terríveis crimes; os grandes defensores da moralidade (visite-se, por exemplo, as salas dos Tribunais, nos julgamentos dos crimes contra a liberdade sexual!), não de raro são infatigáveis pervertidos; democratas de palanques são senhores do totalitarismo, como mostraram certos políticos que, durante o regime militar eram havidos como os símbolos de um novo tempo e, depois, eleitos, usaram do poder para confirmarem-se no antidiscurso.”[9]
O “cidadão de bem” impõe aos outros valores que não valem para eles; são, pois, apedrejadores querendo apedrejar sua própria tentação ou culpa, como diria Calligaris.[10] Bradam contra a corrupção, cuspindo neste prato somente porque queriam (mas não conseguiram) comê-lo. (Millôr). O problema é que quando um moralista sobe ao poder todos pagam por seus moralismos, dado que o alívio de suas falhas é compensado com o rigor de suas exigências para com os outros.
Encerro, por isso, parafraseando Agostinho Ramalho: que Deus nos proteja da bondade dos hitleristas e dos bolsonaristas.
Djefferson Amadeus é mestre em Direito e Hermenêutica Filosófica (UNESA-RJ), bolsista Capes, pós-graduado em filosofia (PUC-RJ), Ciências Criminais (Uerj) e Processo Penal (ABDCONST), pesquisador da Coop. Social Fiocruz, Advogado.
[1] FROMM, Erich. O medo à liberdade. Rio de Janeiro: Zahar, 1978, p. 121 .
[2] HITLER, Adolf. Minha Luta. São Paulo: Editora Moraes, 1983, p. 97.
[3] FROMM, Erich. O medo à liberdade. Rio de Janeiro: Zahar, 1978, p. 133.
[4] FROMM, Erich. O medo à liberdade. Rio de Janeiro: Zahar, 1978, p. 120.
[5] FROMM, Erich. O medo à liberdade. Rio de Janeiro: Zahar, 1978, p. 179.
[6] https://www.youtube.com/watch?v=n5Kfeiu4QAM
[7] HITLER, Adolf. Minha Luta. São Paulo: Editora Moraes, 1983, p. 148.
[8] FROMM, Erich. O medo à liberdade. Rio de Janeiro: Zahar, 1978, p. 184.
[9] COUTINHO, Jacinto Nelson de Miranda. O papel do juiz no processo penal. In: COUTINHO, Jacinto Nelson de Miranda (Coord). Crítica à teoria geral do direito processual penal. Rio de Janeiro: Renovar, 2001, p. 4.
[10] CALLIGARIS, Contardo. Quinta-Coluna. 101 Crônicas. Ed: Publifolha, São Paulo, 2008, p. 99.
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segunda-feira, 13 de junho de 2016
O dia em que José Wilker deixou claro o que é o tal "Padrão Globo de Qualidade".... Ou melhor, de manipulação...
Veja o vídeo abaixo... Reflita o que disse o ator José Wilker no final dos anos 80 e tire suas próprias conclusões sobre a Rede Globo e sua poderosa família....
Fonte: Nossa Época
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domingo, 17 de abril de 2016
Bob Fernandes e a grande hipocrisia da Direita Golpista e sua política fascista choca o mundo
Segue para reflexão mais uma análise brilhante de Bob Fernandes sobre a hipocrisia da direita golpista-fascista brasileira:
Réus e bandos já discutem o pós. Nos bastidores, articulações para buscar escapar de condenação e cadeia. E, claro, raspas e restos interessam.
Nesta terça,12, Carlos Fernando de Lima, procurador na Lava Jato, concluiu:
-O Sistema político-partidário está apodrecido pelo abuso do poder econômico.
Há semanas, em uma palestra, o mesmo procurador deixou escapar:
-Governos que estão sendo investigados, os governos do PT...
Nem é preciso procurar nos computadores de empreiteiros para se chegar às perguntas aqui repetidas há mais de ano:
-Os computadores dos empreiteiros são monotemáticos? Registravam apenas conexões com a Petrobras?
Onde estão documentos das relações com governadores, prefeitos... atuais e ex? Com demais grandes partidos e líderes desse "Sistema apodrecido?"
Não expor algo tão óbvio certamente contribui para ódios, e para a escassez de racionalidade, reflexão.
Não é obra do acaso Jair Messias Bolsonaro (PSC) surgir com 8% em pesquisa do Datafolha. Empatado com Alckmin, governador de São Paulo (PSDB), e Ciro Gomes (PDT).
Maio de 99. ( Nesse link https://www.youtube.com/watch?v=-fMdCwlwg8E)
Em entrevista numa Tv, o hoje pré-candidato à presidência, Messias Bolsonaro, se revela. Diz: "Sou favorável ao pau de arara... à tortura".
Anuncia o Messias: chegando à presidência da República daria um "golpe" e fecharia o Congresso "no mesmo dia".
Messias Bolsonaro opina:
-Na ditadura só desapareceram 282, a maioria marginais (...) através do voto não vai mudar nada (...) só quando partimos para uma guerra civil...
O Messias prega:
-... e fazendo trabalho que o regime militar não fez, matando uns 30 mil...matando...Começando com FHC... Vai morrer alguns inocentes? Tudo bem...
Num outro tempo, outro tipo pregava:
-Nossas palavras devem ter uma única finalidade, um único objetivo: o combate...(A guerra).
Dizia ele:
-A faculdade de assimilação das massas é extremamente restrita, sua compreensão curta, e sua falta de memória é grande.
Dizia também:
Opiniões e atos (das massas) são determinados muito mais pela impressão causada em seus sentidos que pela pura reflexão.
Uma década depois de, sob descrédito e deboche pregar tal ideário, esse tipo chegaria ao poder. Ele se chamava Adolf Hitler.
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sexta-feira, 1 de abril de 2016
Wagner Moura e Eduardo Galeano sobre a tentativa golpista de se impor um estado fascista-policialesco hoje: a lição de História que a Globo não quer que aprendamos
Eduardo Galeano e a lembrança de anos terríveis: a ascensão e o apogeu do nazismo na Alemanha.
Foi por acso, sem apoio, sem base econômica internacional, que Adolf Hitler fez o que fez? E quem se beneficiou com esse tempo de horror, repetido em menor escala em golpes financiados pelo mundo na segunda metade do século XX e agora, na segunda década do XXI?
Segue uma reflexão profunda em uma rápida leitura apropriada para estes dias de tanta violência, intolerância e reacionarismo fascista-midiático feito às claras, sem subterfúgios, no Brasil.
Eduardo Galeano
“Os amigos de Adolf Hitler têm má memória, mas a aventura nazi não teria sido possível sem a ajuda que deles recebeu.
Como os seus colegas Mussolini e Franco, Hitler contou com o pronto beneplácito da Igreja Católica. Hugo Boss vestiu o seu exército.
Bertelsmann (criador do Círculo de Leitores) publicou as obras que formaram os seus oficiais.
Os seus aviões voavam graças ao combustível da Standard Oil (hoje Exxon e Chevron) e os seus soldados deslocavam-se em caminhões e jeeps da marca Ford.
Henry Ford, autor desses veículos e do livro “O Judeu internacional”, foi a sua musa inspiradora. Hitler agradeceu-lhe condecorando-o. Condecorou também o presidente da IBM, a empresa que tornou possível a identificação dos judeus.
A Rockefeller Foundation financiou investigações raciais e racistas da medicina nazi.
Joe Kennedy, pai do presidente, era embaixador dos Estados Unidos em Londres, mas mais parecia embaixador da Alemanha. E Prescott Bush, pai e avô dos presidentes, foi colaborador de Fritz Thyssen, que pusera a sua fortuna ao serviço de Hitler.
O Deutsche Bank financiou a construção do campo de concentração de Auschwitz.
O consorcio IGFarben, gigante da indústria química alemã, que passou depois a chamar-se Bayer, Basf ou Hoechst, usava os prisioneiros dos campos como coelhos-da-india e, além disso, utilizava a sua mão-de-obra. Os operários escravos produziam de tudo, incluindo o gás com que os iriam matar.
Os prisioneiros trabalhavam também para outras empresas, tais como Krupp, Thyssen, Siemens, Varta, Bosch, Daimler Benz, Volkswagen e BMW, que eram a base econômica dos delírios nazis.
Os bancos suíços ganharam rios de dinheiros comprando de Hitler o ouro das suas vítimas: as suas joias e os seus dentes. O ouro entrava na Suíça com uma assombrosa facilidade, enquanto a fronteira estava fechada a pedra e cal para fugitivos de carne e osso.
A Coca-Cola inventou a Fanta para o mercado alemão em plena guerra. Nesse período, também a Unilever, a Westinghouse e a General Electric, multiplicaram os seus investimentos e lucros na Alemanha. Quando a guerra terminou, a empresa ITT recebeu uma indenização porque os bombardeamentos aliados tinham danificado as suas fábricas na Alemanha”.
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