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segunda-feira, 18 de março de 2019

Procuradores da Lava Jato devem explicações à sociedade (1), por Armando Coelho, delegado da PF aposentado e ex-representante da Interpol, Neto e Wilson Luiz Müller, Integrante do Coletivo “Auditores Fiscais pela Democracia” (AFD)


Os bons entendedores entendem-se entre si; depois é só uma questão operacional  para encontrar um modo virtuoso de fazer valer a máxima em que o fim justifica os meios.



Procuradores da Lava Jato devem explicações à sociedade (Parte 1)

por Armando Rodrigues Coelho Neto e e Wilson Luiz Müller

Do GGN. - Quando a sociedade tomou conhecimento do acordo assinado entre a Petrobrás, Departamento de Justiça dos Estados Unidos – Doj e procuradores da Força Tarefa a Jato, muitos se perguntaram como tínhamos chegado a esse ponto. Não foi a divulgação do acordo que escandalizou. O próprio acordo é um escândalo. Os procuradores, no entanto, fizeram de conta que havia somente um mal entendido e acharam que passaria batido se fossem disparados alguns tuítes desqualificando os críticos.
Estavam reeditando o que já ocorrera no passado, quando um delegado da Polícia Federal administrava, em conta pessoal, dinheiro enviado pelos Estados Unidos. É que Tio Sam não confiava na máquina oficial brasileira. Além disso, há por parte de alguns seletos brasileiros a  ideia de que quando o dinheiro cai na vala comum do tesouro nacional, ele acaba sendo aplicado em coisas de menor valor, como por exemplo saúde e educação, quando seria muito mais vantajoso aplicá-lo em coisas mais nobres, como por exemplo, formação de lideranças. Se a mutreta deu certo no passado, por que não daria certo agora, no pós-golpe?
Pois estava vigente  o consenso produzido  sobre quem estava do  lado do bem (capital), e também identificados os que tinham escolhido o lado errado (povo). Estabelecido o consenso, as fichas foram apostadas naquilo que restara após a demolição do quadro partidário e político. No vácuo de poder cresceu a frondosa árvore da Força a Jato, adubada com ódio e desprezo pelos ocupantes dos andares de baixo, ou dos que não habitam em lugar algum. A Força a Jato consolidou-se como força política com programa próprio, com militantes próprios, com poderosos contatos em todas as esferas do poder. Tudo o que levava a assinatura da Força a Jato ganhava ares vestais. Os novos heróis foram logo identificados como “sendo dos nossos”, portadores de uma nova moralidade que não requeria outra coisa senão a promessa repetida do fim da corrupção. Em cima dessas promessas foi-lhes permitido a transgressão de normas e procedimentos legais.
Não havia por que anunciar ou justificar qualquer coisa. Os bons entendedores entendem-se entre si; depois é só uma questão operacional  para encontrar um modo virtuoso de fazer valer a máxima em que o fim justifica os meios. Mas o  fim maior, não anunciado, porém presente desde a primeira hora, era destruir a capacidade de resistência do povo que tinha avançado em seus direitos e sua consciência cidadã. E tinham sido descobertas as enormes reservas de petróleo do pré-sal; e crescia a autoestima dos brasileiros; e tínhamos perdido a síndrome de vira-lata.
Convictos da consolidação do consenso, os procuradores da Força a Jato arriscaram mais uma empreitada que fecharia com chave de ouro o ciclo do golpe. Surgiria, com a fundação bilionária, um robusto movimento em torno de palestrantes que ensinariam aos “cidadãos de bem” o que  é e como se faz política. Milhares de pupilos bem treinados fariam as vezes de partido político sem arcar com os ônus negativos da política tradicional, devidamente demonizada no período anterior.
Agora muitos se perguntam: como chegaram a esse ponto? Porque lhes foi permitido tudo durante mais de cinco anos, pouco importando fosse legal ou ilegal. Por que há pouco tempo, cientes e conscientes das ilegalidades que estavam praticando a serviço do golpe, tentaram criar, junto com a Justiça curitibana, o seu próprio AI 5, com a tal Lei contra a corrupção, por meio da qual queriam sacramentar suas impunidades. Queriam na verdade ficar acima da lei, já que  lei para todos não passava mesmo de filme vagabundo sobre a maior farsa judicialesca da história.
Para entender a mais recente  mutreta é preciso retornar ao noticiário de setembro de 2018, quando a GLOBO anunciou o fechamento do acordo que resultaria depois na Fundação a Jato (G1 de 27/09/2018). Sérgio Moro ainda era o juiz em Curitiba (estranhamente definido pela grande mídia como chefe da Lava Jato (sic) apesar de ser juiz). O presidente da Petrobrás era Ivan Monteiro. Segundo o G1, A Petrobras tinha fechado um acordo bilionário com a Justiça americana para encerrar as investigações sobre corrupção na empresa. “A Petrobras decidiu pagar para não ter que enfrentar a Justiça americana. O acordo para encerrar as investigações custou US$ 853 milhões o que, incluindo impostos, equivale a R$ 3,6 bilhões para a empresa”.
“A investigação tinha sido aberta depois que a Operação Lava Jato revelou a corrupção na Petrobras. Como a empresa tem ações negociadas na Bolsa de Nova York, o Departamento de Justiça americano e a SEC – órgão que regula o mercado de capitais nos Estados Unidos – queriam saber se a Petrobras desrespeitou as regras financeiras de lá”, disse o G1.
“A Petrobras paga a multa nos Estados Unidos, mas, pelo acordo, a maior parte do dinheiro fica para o Brasil: 20% vão para as autoridades americanas; 80%, serão investidos em programas sociais e educacionais no Brasil, que serão monitorados pelo Ministério Público Federal.
“O resultado final foi positivo para a imagem da empresa, sim. Encerra um cenário de incertezas jurídicas, pelo menos nos Estados Unidos. Há um aspecto negativo que deve ser considerado, que é o efeito desse acordo nos processos indenizatórios que estão ainda tramitando, tanto no Brasil, tanto na Argentina, quanto, muito recentemente, na Holanda”, explica João Paulo Naegele, especialista em direito do petróleo.
“No começo de 2018, a Petrobras já tinha fechado um acordo também bilionário para encerrar outra investigação. A ação acusava a empresa brasileira de enganar investidores com informações falsas, ocultando o esquema de corrupção descoberto pela Operação Lava Jato.
“A Petrobras concordou em indenizar quem comprou ações dela na Bolsa de Valores de Nova York entre 2010 e 2014. São quase US$ 3 bilhões que estão sendo pagos em três parcelas. O valor equivale a quase R$ 12 bilhões em valores de hoje. Foi o maior acordo já feito nos Estados Unidos sobre perdas com ações envolvendo uma empresa estrangeira.
“Somando os dois acordos, a Petrobras vai pagar mais de R$ 15 bilhões em multas, muito mais do que ela já conseguiu recuperar do dinheiro que foi desviado da empresa, até hoje, R$ 2,5 bilhões.”
Posteriormente, a Petrobras e o MPF de Curitiba, por meio de outro acordo, definiram que metade do valor depositado pela Petrobras (R$ 1.2 bi) iria para um fundo que tem por objetivo a promoção da cidadania; formação de lideranças; aperfeiçoamento das práticas políticas; e conscientização da população brasileira. A outra metade ficaria depositada como reserva para pagar eventuais ações movidas por acionistas americanos.
Esse acordo posterior dos procuradores da Força a Jato com a Petrobrás ainda precisa ser adequadamente analisado pelo que contém de estranhezas. Apenas para citar uma, parece sem sentido a previsão da reserva de 1,2 bilhão para indenizar eventuais ações futuras de acionistas. Conforme noticiado pela imprensa em 2018, o acordo com os acionistas americanos (aquele dos R$ 12 bilhões de reais) tinha posto fim ao litígio com os acionistas.
Em resumo:
– o acordo de que ora se tem notícia, patrocinado pelos procuradores da Lava Jato, foi firmado em setembro de 2018;
– no início de 2018, a Petrobrás já tinha fechado um acordo com os acionistas americanos, pagando R$ 12 bilhões de reais de multa;
– o placar matemático até agora, pasmem (!) é a entrega de R$ 15 bilhões da Petrobrás para os americanos contra R$ 2,5 bilhões recuperados pela Forca a Jato. A Petrobrás foi a empresa estrangeira premiada com a maior multa da história americana, tudo por conta do valoroso trabalho da Forca a Jato (agora é forca mesmo).
– a Petrobrás fica obrigada no acordo assinado pelos procuradores da Forca a Jato a entregar sistematicamente aos americanos as informações estratégicas da empresa. Espantoso!
– o desfecho de todo o imbróglio é um montante de R$ 2,5 bilhões de reais destinados à fundação da Força a Jato (vez ser pouco provável a utilização da reserva de 1,2 bilhão para novas ações de acionistas americanos)
Analisado o conjunto da obra, constata-se de pronto, que aquela força tarefa assumiu definitivamente seu viés político (jamais jurídico), na medida em que a tal fundação se propõe até a formar lideranças políticas – adequadas aos valores morais, sociais, políticos dos oficiantes do que deram de chamar Operação Lava Jato.
Como saldo fica a sensação de que os brasileiros estão sendo enganados, tomados como idiotas, sendo obrigados a entregar riquezas em troca de palavras bonitas e promessas vazias de um país livre da corrupção. E mais: que a Petrobrás está sendo mal defendida (ou simplesmente não defendida), ao mesmo tempo em que é atacada e lesada por todos os lados, dentro e fora do país.
Continua amanhã.
Armando Rodrigues Coelho Neto – delegado aposentado da Polícia Federal e ex-representante da Interpol em São Paulo
Wilson Luiz Müller- Integrante  do Coletivo “Auditores Fiscais pela Democracia” (AFD)
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quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Bob Fernandes: Deforma trabalhista, golpe e Dívida Pública que chega a R$3,5 trilhões para a alegria dos bancos. Governo e "O Mercado" são os pais da criança






Fernando Segóvia é o novo diretor da Polícia Federal. Segóvia disse que uma mala, só uma, não comprova crime e corrupção.

A mala, aquela com 500 mil. Para Rocha Loures, aquele corredor assessor do Temer. Presidente que foi à posse do delegado e bateu palmas. .

Deforma Trabalhista aprovada com 60% da população contra. A da Previdência, em pauta com 71% da população contra. 

 Para 64% dos brasileiros a decisão de abortar ou não é das mulheres. 

Mas a Câmara quer impor lei que impede aborto em qualquer circunstância. Inclusive estupro. 

 Não sabia que isso seria assim só quem não tem como saber. Quem sabia, inclusive no jornalismo, embarcou nisso porque quis. . Há um ano e meio o diálogo de Romero Jucá e Sergio Machado já explicitava: 

-Tem que mudar o governo (derrubar Dilma) pra poder estancar essa sangria. 

 -Rapaz, a solução mais fácil é botar o Michel (Temer). 

 Dilma derrubada, a transição. Entrevistas diárias com Geddel, Jucá, Padilha, Moreira Franco. Que pontificavam inclusive sobre corrupção. Sem ouvir a pergunta de volta: 

 -Mas como o senhor fala em corrupção e vai ser ministro se é acusado e investigado por corrupção? 

 Enquanto isso, como se não existisse, a Dívida Pública explode. Hoje, Três Trilhões e meio.  Essa dívida, no Brasil, em resumo tem crescido basicamente assim ...

.O governo se endividou? Corta no Social. E, como precisa de dinheiro para se financiar, emite papel, um Título do Tesouro. 

 Pode ser comprado diretamente, mas bancos e setor financeiro têm sido intermediários na venda desses títulos. Compram para revender. .

Ao revender, bancos e setor financeiro ganham boa parte do dinheiro. E com isso fazem mais dinheiro. Daí o seu Poder extraordinário. 

 Inclusive na definição de altíssimas taxas de juros. Que, claro, levam em conta também outros fatores. 

 Quase metade do Orçamento tem sido usado para pagar juros e amortização dessa Dívida Pública. Cujos donos, basicamente, são bancos e setor financeiro. 

Por isso ouvimos falar tanto nessa entidade tornada sagrada chamada "O Mercado".

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Roberto Requião pergunta da Tribuna do Senado: "Lava Jato, trair a Pátria não é crime? Vender o país não é corrupção?"



Do DCM:

VÍDEO – Requião: “Como pode um país ser comandado por uma quadrilha? Responda, Moro. Responda, Dallagnol”

 
Lava Jato, trair a Pátria não é crime? Vender o país não é corrupção?
Roberto Requião
O juiz Sérgio Moro sabe; o procurador Deltan Dallagnol tem plena ciência. Fui, neste plenário, o primeiro senador a apoiar e a conclamar o apoio à Operação Lava Jato. Assim como fui o primeiro a fazer reparos aos seus equívocos e excessos.
Mas, sobretudo, desde o início, apontei a falta de compromisso da Operação, de seus principais operadores, com o país.  Dizia que o combate à corrupção descolado da realidade dos fatos da política e da economia do país era inútil e enganoso.
E por que a Lava Jato se apartou, distanciou-se dos fatos da política e da economia do Brasil?
Porque a Lava Jato acabou presa, imobilizada por sua própria obsessão; obsessão que toldou, empanou os olhos e a compreensão dos heróis da operação ao ponto de eles não despertarem e nem reagirem à pilhagem criminosa, desavergonhada do país.
Querem um exemplo assombroso, sinistro dessa fuga da realidade?
Nunca aconteceu na história do Brasil de um presidente ser denunciado por corrupção durante o exercício do mandato. Não apenas ele. Todo o entorno foi indigitado e denunciado. Mas nunca um presidente da República desbaratou o patrimônio nacional de forma tão açodada, irresponsável e suspeita, como essa Presidência denunciada por corrupção.
Vejam. Só no último o leilão do petróleo, esse governo de denunciado como corrupto, abriu mão de um trilhão de reais de receitas.
Um trilhão, Moro!
Um trilhão, Dallagnoll!
Um trilhão, Polícia Federal!
Um trilhão, PGR!
Um trilhão, Supremo, STJ, Tribunais Federais, Conselhos do Ministério Público e da Justiça.
Um trilhão, brava gente da OAB!
Um trilhão de isenções graciosamente cedidas às maiores e mais ricas empresas do planeta Terra. Injustificadamente. Sem qualquer amparo em dados econômicos, em projeções de investimentos, em retorno de investimentos.  Sem o apoio de estudos sérios, confiáveis.
Nada! Absolutamente nada!
Foi um a doação escandalosa. Uma negociata impudica.      
Abrimos mão de dinheiro suficiente para cobrir todos os alegados déficits orçamentários, todos os rombos nas tais contas públicas.
(…)


sexta-feira, 19 de maio de 2017

A explosão da bolha maniqueísta: o fim do Governo Temer, por Alexandre Tambelli




Este episódio da derrocada final do Golpe de Temer & Cia. via depoimento direto da JBS na Procuradoria Geral da República e confirmadas as provas junto ao STF é nada mais nada menos do que o coroamento final de uma realidade paralela que explodiu: a da bolha maniqueísta! Esta, hoje, fugiu do controle dos seus participantes.
O jogo da inimizade coletiva, produtor da bolha, dividindo o país entre homens de bem: mercadistas, pró-americanos, moristas, aecistas, bolsonaristas e os homens maus: petistas, lulistas, dilmistas, esquerdistas, bolivarianos, comunistas, progressistas saiu do controle e ruiu.
A narrativa dos meios de comunicação hegemônicos capitaneados pela Rede Globo & velha mídia não pode mais conter o dique que transbordou e alagou as terras protegidas dos noticiários seletivos, das denúncias pela cor da camisa, das omissões pelo partido e Ideologia e do ódio produzido para defesa de interesses particulares de um grupo de pessoas contra todo um País.
Vivemos por muitos anos dentro de uma bolha maniqueísta, onde, aos habitantes de dentro da bolha (Presidente, Governador, Prefeito, políticos, ministros e secretários de Governo, magistrados, etc.) tudo foi possível fazer e com louvação, porque não os impunham limites a Justiça e o oligopólio midiático e os habitantes de fora da bolha (defensores de Ideologia e ideias outras), qualquer coisa, mesmo positiva que fizessem em mandatos, era encontrado pelo em ovo, a velha mídia os colocava em situação complicada e sempre como fazedores de coisas administrativamente erradas e supostamente ilegais, e que a Justiça, ainda, se movia para ajudar a destruí-los, mesmo sem motivos ou provas.
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Cada habitante da bolha esteve com um Poder particular de fazer o que quisesse, porque não era incomodado pela Rede Globo & Cia e pelo Judiciário, era “comprado” seus passos via defesa da Ideologia do oligopólio midiático formado pela velha mídia e seus parceiros: Mercado e Imperialismo Norte-Americano.  
Cada habitante da bolha pôde ser “comprado” para defender quem lhes propunha pedidos de benefícios privados, estatais e fiscais em troca de ganhar dinheiro, fama e Poder. 
E nessa troca, o silêncio da Rede Globo & velha mídia se fazia presente e comandava a realidade paralela, porque todos, no final das contas, estavam dentro de uma bolha maniqueísta que tinha alguns pontos básicos, todos os pontos associados de uma única Ideologia:
1) A defesa intransigente do Mercado e do Neoliberalismo;
2) O alinhamento sem nenhuma contrapartida aos interesses do Imperialismo Norte-Americano;
3) A defesa intransigente do Estado Mínimo e do Livre Mercado;
4) Privatizações sem freios de todas as empresas públicas, dos recursos naturais em território brasileiro e dos serviços básicos do Estado, todos que fossem possíveis terceirizados.
Defender estes pontos básicos era a senha da certeza de impunidade e do respaldo midiático do silêncio, de uma mídia familiar brasileira de não mais que 10 famílias, que nos coloca como o País, certamente, onde, a concentração oligopólica dos meios de comunicação é a maior.
Hoje ruiu a bolha maniqueísta, porque ela não mediu as consequências de seus atos, ela foi aceitando toda a ausência de limites, até chegar ao ponto de destruição do empresariado nacional globalizado em detrimento dos interesses do Império e das grandes corporações capitalistas estrangeiras via Operação Lava-Jato e assemelhadas, como a Operação Carne Fraca.
Um dos empresários globais brasileiros destruiu a bolha maniqueísta, deu o grito de alforria da classe empresarial nascida no Brasil, furou a bolha com um alfinete pontudo, tirou o protagonismo da Lava-Jato e assemelhadas de destruir tudo o que é nacional e competitivo no cenário Capitalista mundial. Joseley não se sujeitou ao Juiz Moro e assemelhados, se antecipou  ao já enfadonho movimento de destruição do Capital Nacional globalizado da República dos procuradores, delatando via PGR, aconselhado a delatar por Rodrigo Janot. 
Uma batalha se abriu aqui, pensei comigo: o empresário globalizado nascido dentro do Brasil que apoiou financeiramente, no caso da JBS, Aécio, Temer, Cunha & Cia. X o Juiz Moro, o Governo Temer em defesa de interesses de empresários estrangeiros. Esta contradição e hierarquia fez o impensado: o empresariado nacional globalizado, que patrocinou eleitoralmente e de outras formas políticos da bolha foi pela bolha prejudicado e um deles, Joseley da JBS detonou tudo, prejudicando a si próprio e outras pessoas.
Lembremos. Primeiro os interesses do Império, depois vem o resto, para a pessoa ser preservada pela bolha. Até a Globo entrou nesta situação de prejudicar seu terceiro maior anunciante: JBS, prejudicado por uma dessas Operações midiáticas da PF, que a Globo tanto incentivou, por ser ela parceira do Imperialismo Norte-Americano e anti-petista/ anti Governo Lula/Dilma. 
Imaginemos. Eu lhe dou milhões e milhões em apoio eleitoral e presto outros favores e você não impede de existir uma Operação Carne Fraca? Um dia tinha que haver uma implosão da bolha maniqueísta por sua contradição interna.
Lava-Jato que só estava dando chance à “sobrevivência” do empresariado nascido no Brasil na base da delação mágica, que tinha por citação necessária três palavras: “Lula”, “Dilma” e “PT”, senha para um grande empresário brasileiro que foi bem-sucedido na Era Lula/Dilma não ser preso por meses e meses, isto depois, de arruinar os negócios desse grande empresário em solo brasileiro em detrimento dos interesses de empresas estrangeiras e países desenvolvidos. 
Tudo feito, também, pela Lava-Jato, para destruir o legado social, a História e a imagem da centro-esquerda capitaneada pelo PT no Poder. 
E foi de forma incontestável que a bolha maniqueísta ruiu, com investigação, autorização do Supremo, levantamento de provas e não na base da coerção, da prisão midiática, da tortura psicológica do aumento da pena se não “delatar”, e, soltura só se falasse a palavra chave: “Lula” e os clássicos: “Ele sabia” e “Mandou destruir provas”, sem nenhuma prova material anexada à “delação”.  
Moro, Maurício Moscardi, Dallagnol, Ângelo Goulart Villela, Aécio, Temer, Zezé Perrella, Eduardo Cunha, etc. são exemplos reais da bolha maniqueísta e seu individualismo do vale-tudo. Surge quem oferece um “serviço” e por motivos diversos, passando por chances de enriquecimento ou brilho midiático e ego aceitam, pois, no auge da bolha maniqueísta estavam a salvos da Justiça. Cada um era uma peça individual, livre para agir como bem queira em benefício próprio, só obedecendo a um comando principal: a defesa e ação para o Neoliberalismo e os interesses do Império Norte-Americano vingarem.
Todos os agentes desta realidade paralela estão/ estarão nus diante do povo brasileiro e tentarão se salvar, cada um ao seu modo, dentro de um jogo ainda mais suicida de individualismo e de medo de ser o próximo a ser delatado e colocado na fogueira da inquisição de si mesmos. Poderemos assistir um delatar o outro por tentativa de “sobrevivência” e quase todos caírem juntos.
O “ele sabia” ficou no passado, as masmorras da Lava-Jato não têm mais utilidade porque ninguém mais em sã consciência vai querer nela adentrar. Moro e os procuradores da Lava-Jato e a Rede Globo de televisão & velha mídia ficarão presos a uma narrativa doentia de que tudo foi culpa do “Lula”, enquanto a caravana passa e leva tudo na direção de um redemoinho em mar revolto.
Moro e procuradores da Lava-jato vão ficar segurando a tocha de fogo do Tribunal Inquisitorial, enquanto o Sol pode já estar se abrindo no horizonte.
Ocupemos as ruas e peçamos sem tréguas a renúncia de Temer, as Diretas Já e um basta para o oligopólio midiático brasileiro capitaneado pela Rede Globo de Televisão.
Não! Ao Golpe dentro do Golpe! Nosso Luta é por eleições diretas antecipadas para 2017!
A explosão da bolha maniqueísta pode nos dar um alento, uma nova fisionomia de País com nova Política, com um Judiciário imparcial e uma mídia responsável, que faça Jornalismo e não seja mais seletiva.  
E, construir um País outro, com uma ideia de Nação, de desenvolvimento soberano, de solidariedade, de coletivismo e com Justiça Social. 
Fonte do texto: Jornal GGN

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Bob Fernandes: O tempo dos "Amarelos" purgarem culpas...






Na quinta-feira, 24, Romero Jucá fez aprovar emenda que autoriza famílias de políticos a legalizar dinheiro estocado fora do Brasil.

Senadores fingiram que o líder do governo Temer fez isso sozinho. Menos de 48 horas depois, Romero "estancar a sangria" Jucá sugeriu mudar o nome do PMDB.

Que voltaria a se chamar MDB, M de Movimento... como na ditadura. Porque esse MDB seria um "Movimento permanente, uma ação constante", é a ameaça de Jucá.

No domingo, ladeado por Renan Calheiros (PMDB) e Rodrigo Maia (DEM), presidentes do Senado e Câmara, Temer improvisou entrevista de urgência...

Para anunciar que vetaria a escandalosa Anistia, se aprovada... Mera tentativa de encobrir uma semana desastrosa, recheada de ações agora investigadas como crimes.

Inclusive crime de responsabilidade, um dos previstos para impeachment. Consequências do negócio imobiliário do ex-ministro Geddel na Bahia.

Geddel do PMDB. Assim como Temer e Padilha, enrolados nesse governo que por negócios já demitiu 6 ministros em 6 meses.

Neste domingo, 27, Esquerdas se manifestaram na Paulista. Contra a PEC do Teto para Investimentos e a Anistia para Caixa II.

As Direitas convocam manifestação para o próximo domingo, 4. Querem "Todos juntos" contra Anistia e "os corruptos".

Convocatória feita por vários daqueles mesmos "Movimentos" do impeachment.

Ótimo Esquerdas e Direitas nas ruas. Não para purgar culpas, destilar ódio. Mas para com clareza, cada qual no seu quadrado, dizer o que são, o que defendem, e a quem representam.

Em abril, 17, com pressão das ruas e Eduardo Cunha no Comando, a Câmara aceitava o processo de impeachment.

Quem ainda não sabia, naquela noitada não teve como não saber o que eram Cunha, PMDBs e demais Pês... O que é grande porção do Congresso.

Aqueles eram dias de panelas e "milhões de Cunhas". Tempo de camisas amarelas da CBF no combate ao "inimigo vermelho".

A corrupção é Sistêmica, move TODOS os grandes partidos; não sabe quem não tem como saber, não quer saber, ou é hipócrita.

Mas aquele era Tempo de protagonismos ligeiros. Tempo de PT e "bolivarianos" instados a ir pra Cuba, a purgar pecados publicamente.

Agora é o governo Temer, empossado pelo impeachment e ruas. Com ou sem-noção, com ou sem confissão, o purgatório estará lotado.

domingo, 28 de agosto de 2016

Ensaio geral: o Melô da Melação na Lava Jato, veja com Gilmar e Janot. Análise política de Bob Fernandes






A revista Veja noticiou: Dias Toffoli, ministro do Supremo, teria sido citado em pré-delação por Leo Pinheiro, da OAS.

A OAS, a pedido, identificou infiltração na casa de Toffoli. O ministro contratou uma empresa e pagou pelo conserto.

O ministro Gilmar Mendes acusa procuradores de vazarem esse enredo contra Toffoli. E ataca: procuradores se acham "o ó do borogodó" por terem "atenção" da Mídia.

Gilmar acrescenta: "Esses falsos heróis vão encher cemitérios". E cobra:

-Estão (procuradores) possuídos por teoria absolutista, de combate ao crime a qualquer preço (...) Não se combate o crime cometendo crime.

Para Gilmar, quem defende validar provas ilegais desde que "obtidas de boa fé" é "cretino absoluto".

No Congresso o juíz Moro defendeu tal tese, da validade de provas ilícitas "de boa fé". Assim como há procuradores que a defendem.

Na Teologia, Poder Infinito, Perfeito e Divino, quem tem é Deus. No céu.

Aqui na Terra, a resposta do Procurador Janot para Gilmar é confissão para a História:

-A gente vaza aquilo que tem. Se não tem informação, não vaza.

No "Petrolão", no "Mensalão", tudo vazou e vaza. Sobre tanto, em público, silêncio quase absoluto do ministro Gilmar... Até agora.

Dilma e Lula tiveram parte de conversa gravada ilegalmente, e vazada. Teori e Marco Aurélio Mello, ministros do Supremo, criticaram o juiz Moro. E...seguiu o enterro.

Gilmar Mendes disse, então, que importante era discutir "o conteúdo", não o grampo e vazamento ilegais.

Claro. Porque ali se buscava, como no filme Casablanca, prender "os suspeitos de sempre".

"Tríplex do Lula". Vocês se lembram. Meses de vazamentos. Manchetes estrondosas em telejornais, revistas, rádios, jornais...

Bem, a Polícia Federal conclui relatório e não incriminou, não indiciou Lula. E dai? Dai, serviço feito. O "Inimigo Número 1" que se dane.

Por ora, a delação da OAS está suspensa; além dos "suspeitos de sempre", tinha, tem citação de doações ilegais para campanhas de Temer, Aécio, Serra, Marina...

Reveladora pergunta e resposta de Janot sobre esse Melô da Melação na Lava Jato:

-A quem e por que a Lava Jato está incomodando tanto? Essas reações nos últimos dias me fizeram pensar muito.

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Bob Fernandes: Delação contra Temer, Serra, Aécio, Renan, Chalita...e Cunha entra nessa dança apesar do gritante silêncio das Panelas elitistas e dos "meninos" do MBL




Segue, para reflexão e clareamento das ideias no país dos midiotas de direita, mais uma certeira análise de Bob Fernandes (em vídeo e transcrição textual):



Delação contra Temer, Serra, Aécio, Renan, Chalita...e Cunha entra nessa dança


Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro, diz ter dado propina a mais de 20 políticos do PMDB, PT, PP, PV, DEM, PSB, PC do B e PSDB.

Machado cita Temer, Aécio, Renam e Chalita, entre tantos outros...

Léo Pinheiro, sócio da OAS, diz que representantes de Marina Silva pediram Caixa 2 em 2010.


A OAS citou o ministro Serra nas negociações para delação. A empreiteira negocia entregar mais de 100 políticos... E lista da Odebrecht tem 316 políticos...

Claro que há quem roube para si mesmo, mas, além disso, propina é a essência de campanhas milionárias... ou mesmo nem tanto assim...

Porções do empresariado ora são corrompidas, ora corrompem. O resto é conversa para quem é muito inocente...Ou de quem é muito "esperto".

E o ministro do Supremo Tribunal, Teori Zavaski, devolveu ao Procurador Janot pedido de investigação de Dilma e Lula por "tentativa de obstruir a Lava Jato".

Devolveu por obviedade, negada por fígados em fúria: a famosa gravação teve trechos gravados ilegalmente. E notemos: "vazamento" é, por definição, ilegal.

Ao noticiar a decisão novamente se reproduziu fartamente trechos da gravação da conversa entre Dilma e Lula tidos como "ilegais" por Zavaski...

...Como exemplo desse jogo, perceba-se: ao mesmo tempo a citação a Serra, noticiada por Mônica Bergamo, e neste telejornal, ficou confinada às redes sociais...

...Mas, claro, isso não vem ao caso...

Repetimos aqui há anos: é "Sistêmica" a podridão na política brasileira; e delação não é prova em si mesma quando os Poderes são harmônicos, quando as Instituições são equilibradas.

Delação, e vazamentos, têm tido uma segunda função: como estratégia e tática de parte do aparato judicial e suas alianças.

Via manchetes desmoraliza-se, se condena, ou se protege. A depender se adversários ou aliados.

Foi por isso que Eduardo Cunha resistiu por tanto tempo. Recebido com tapete... azul... fanfarra e manchetes enquanto o aliado que ajudaria a esmagar os adversários.

Feito o serviço descobriram que Eduardo Cunha sempre foi um grande... Eduardo Cunha.

Espera-se que, depois de dançar, com a temeridade que sempre demonstrou Cunha entregue todos que ameaça entregar. Com provas, por favor.

terça-feira, 31 de maio de 2016

Bob Fernandes: Envolvidos confessaram... E o Papa Francisco condenou o “golpe suave”


Mais um lúcido vídeo (e sua transcrição textual) do analista Bob Fernandes sobre o surreal Brasil da Casa Grande golpista e seus midiotas úteis, também denominados "coxinhas":


Reunido com bispos, o Papa Francisco disse estar preocupado com "golpes suaves"
na América Latina. Sua Santidade referia-se ao Brasil, também.
E o Papa manifestou tal opinião antes de conhecida parte das reveladoras conversas
gravadas por Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro.
As gravações de Machado com Sarney, Renan Calheiros, Romero Jucá, são tomografia
da derrubada de Dilma Roussef.
O que o PMDB articula nas conversas vazadas é um "acordo". Um "pacto" para derrubar Dilma
de qualquer jeito e fazer "Michel" presidente.
Escancarado na expressão "estancar a sangria", motivo óbvio é tentar conter a Lava Jato, que
 ameaça todos estes envolvidos.
Além do desespero de alvos da operação, o que esse converseiro mostra?
Mostra entranhas do topo do Poder.
Entranhas da Política. E do PMDB de Eduardo Cunha -personagem oculto das gravações.
Todos manobrando para depor Dilma e tentar salvar seus pescoços.
Os vazamentos buscam desobstruir o caminho da Lava Jato em direção a alvos secundários.
E alargá-lo rumo ao alvo primordial.
O vazamento das conversas entre Lula e Dilma havia contraído a Lava Jato. Por que ilegal ao menos
parte da gravação e o vazamento.
Contraído por gravação e vazamento terem atiçado ruas até então encolhidas.
Ruas cada dia mais ocupadas por oposições que hoje estão adiante e para além de partidos e
movimentos sociais tradicionais.
Oposições agora ao governo interino.
As gravações de Machado foram em março. O procurador Janot teve acesso ao teor das conversas,
 e a essa trama, antes do afastamento de Dilma ser autorizado, só em maio?
Governo Temer, terceira semana. Balançava, e caiu nesta noite de segunda, 30, o segundo ministro.
Como Romero Jucá, vitimado pelo mesmo delator, Sérgio Machado.
Fabiano Silveira, ministro da Transparência, foi gravado aconselhando Renan sobre como driblar a
Lava Jato...
Haja transparência.
A propósito de conselhos... Em editorial, a Folha de São Paulo recomenda a Gilmar Mendes
"evitar atitudes que destoem das práticas do judiciário".
O ministro preside o TSE. E a Segunda Turma do Supremo Tribunal, que julga processos da Lava Jato.
Sábado à noite Gilmar Mendes foi ao Palácio do Jaburu. Diz o ministro do Supremo que foi discutir
 com o interino Temer o "orçamento do TSE".

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Paulo Nogueira: "A sociedade deve aos suíços — não a Moro e os policiais da Lava Jato, não à imprensa livre fiscalizadora — o desmascaramento de Eduardo Cunha."


 "Ele representa a vitória da plutocracia sobre a democracia. O dinheiro — dinheiro sujo — o levou a uma posição de enorme poder para que Cunha defendesse, no Congresso, os interesses dos plutocratas.
  "Está escrito em sua testa ampla: “Eu defendo os ricos e os poderosos. Eu sou um instrumento da iniquidade e da desigualdade. Eu não estou nem aí para os desfavorecidos.” " Paulo Nogueira
Cunha com o banqueiro Andre Esteves, padrinho de Aécio Neves, no início do ano

Já não basta cassar Eduardo Cunha: é preciso prendê-lo


Texto de Paulo Nogueira, do Diário do Centro do Mundo


As coisas chegaram a um tal ponto que não basta cassar Eduardo Cunha.

Ele tem que ser preso.

Nada, chantagem, ameaça de impeachment, nada justifica manter Eduardo Cunha.

Ele é o símbolo máximo de um mundo político putrefato.

Ele representa a vitória da plutocracia sobre a democracia. O dinheiro — dinheiro sujo — o levou a uma posição de enorme poder para que Cunha defendesse, no Congresso, os interesses dos plutocratas.

Está escrito em sua testa ampla: “Eu defendo os ricos e os poderosos. Eu sou um instrumento da iniquidade e da desigualdade. Eu não estou nem aí para os desfavorecidos.”

E ele cumpriu sua agenda torpe na Câmara do seu jeito brutalmente indecente. Cunha encontrou uma maneira de aprovar a permanência do financiamento privado, a janela pela qual os plutocratas tomaram de assalto a democracia.

Lutou pela pilhagem dos direitos trabalhistas ao fazer aprovar um projeto favorável à terceirização.

Pesa agora contra ele a acusação de haver manobrado para fazer passar medidas que trariam ainda
mais bilhões aos já muitos de André Esteves, do BTG Pactual.

Por este serviço, segundo as denúncias, ele teria recebido 45 milhões de reais.

Cunha nega, assim como nega as contas na Suíças, das quais não é dono, mas “usufrutuário”, para lembrar a palavra que ele imortalizou e colocou no dicionário das infâmias de 2015.

Um deputado que se mantivesse no cargo depois de tantas delinquências comprovadas seria uma aberração. Tratando-se do presidente do Congresso, é uma vergonha nacional e internacional.

Tão rigoroso com tanta gente, sobretudo petistas, onde está Moro no caso mais dramático de corrupção do país?

Escondido.

Um dos motivos, talvez o maior, é que Cunha tem poder de retaliação, algo que não agrada a Moro.

E a imprensa, a autoproclamada fiscalizadora dos políticos: por que Cunha jamais entrou no seu radar?

Esta é fácil: porque ele defendeu sempre os interesses dos donos das grandes empresas de mídia. Por isso virou um intocável, um inimputável. A agenda econômica de Cunha é a agenda econômica dos Marinhos, dos Frias, dos Civitas. Numa palavra, a perpetuação da desigualdade.

A sociedade deve aos suíços — não a Moro e os policiais da Lava Jato, não à imprensa livre fiscalizadora — o desmascaramento de Eduardo Cunha.

Não fossem os suíços, ele estaria fazendo o serviço de sempre na Câmara. Não fossem os suíços, sua mulher Claudia continuaria a postar no Facebook fotos que demonstravam a vida suntuosa do casal, e incompatível com o ordenado de um deputado.

Muitas vezes você tem que descer ao abismo para mudar alguma coisa que parece impossível de mudar.

O Brasil teve que enfrentar uma inflação de 80% ao mês para que a sociedade gritasse que não dava mais. O próprio Malan, homem forte da economia sob FHC, admitia isso. Veio a estabilidade com FHC, e teria vindo com qualquer outro, dada a exaustão absoluta dos brasileiros com a inflação desmesurada.

Agora, na política, Eduardo Cunha representa o que a hiperinflação foi para a economia.

Há que tirá-lo de cena para que um paciente trabalho de reconstrução política possa ser iniciado.

E já não é suficiente cassá-lo, repito. É imperioso prendê-lo.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

O que a mídia comprometida não mostra: documentação e provas da Privataria Tucana

Este vídeo, presente no Youtube, apresenta um resumo muito bem feito do livro A Privataria Tucana, o mesmo que a mídia comprometida paulista fez questão primeiro de ignorar e, diante do sucesso de vendas, de desmerecer a favor dos interesses de.... bem, vejam: