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segunda-feira, 9 de maio de 2016

Trairagem entre bandidos parlamentares ameaça o Golpe dos Hipócritas e dos Coxinhas... Cunha pode estar por trás da anulação efetuado por Waldir Maranhã


Trairagem ameaça o golpe: segundo Garotinho, Eduardo Cunha desconfia de Temer, arma vingança e tem dito que ministros do STF lhe devem favores

09 de maio de 2016 às 02h42

vinga


Nos bastidores, armação; nas ruas e estádios, protestos (final dos estaduais no Rio e Rio Grande do Sul)
8/05/2016 13:51
Eduardo Cunha com a faca nos dentes
Ontem conversei por telefone com um deputado federal do PR amigo íntimo de Eduardo Cunha.
Ele tinha estado com Cunha minutos antes em sua residência oficial.
Fez algumas afirmações que são de arrepiar os cabelos.
Talvez não seja próprio revelar todas, mas uma, com certeza, já deve ter chegado a Michel Temer.
Eduardo Cunha disse em alto e bom som a seguinte frase: “Se eu for abandonado não vou sozinho para o sacrifício. É bom que alguém diga a Michel (Temer) e a (Romero) Jucá que eu posso ser o início do fim de um governo que nem começou”.
O amigo de Cunha me revelou que nunca tinha visto Eduardo no estado que o encontrou nessa visita. Cunha estava abatido, ansioso e com espírito de vingança.
Em um certo momento da conversa ele deixou transparecer que, na sua opinião, o Supremo não tomaria a decisão que tomou sem uma sondagem prévia ao presidente do Senado, Renan Calheiros e ao próprio Michel Temer.
Cunha desconfia de traição embora Temer tenha sido um dos primeiros a ligar para ele assim que o ministro Teori Zavascki concedeu a liminar para suspender o mandato e afastá-lo da presidência da Câmara.
Uma das afirmações que chamou a atenção do deputado do PR amigo de Eduardo Cunha foi a seguinte: “Não sou bobo. Tem gente que manda matar e depois vai chorar no velório ao lado da viúva. Se estão pensando que vou aceitar solidariedade sem uma solução concreta estão enganados”.
Disse também que sabia que uma parte da assessoria próxima de Michel, referindo-se a Moreira Franco, estava dando graças a Deus pela sua situação.
Demonstrou ainda grande irritação com Leonardo Picciani, que resistiu, segundo informações que chegaram a ele, a assinar uma nota de solidariedade pelo momento que estava vivendo.
Eduardo também reafirmava que não renunciaria chegando a dizer que seu substituto, o deputado Waldir Maranhão (PP-MA) é uma espécie de Severino Cavacanti (ex-presidente da Câmara) melhorado e que não duraria nem 15 dias no cargo.
Foram feitas outras afirmações que prefiro não revelar porque, afinal de contas, são quase que uma chantagem a ministros do STF a quem Eduardo Cunha afirma categoricamente que lhe devem muitos favores.
Como a fonte é altamente confiável é bom Michel Temer se preparar para dias nervosos, afinal Eduardo Cunha como amigo é um perigo, e como inimigo é mais perigoso ainda.
Imaginem na situação de ex-amigo. Eu não sei porque sou casado com Rosinha há 34 anos e nunca tive outra esposa. Mas dizem que os piores estragos que podem ser feitos na vida de um homem são por ex-mulheres e ex-amigos.
PS do Viomundo: Garotinho conhece bem a turma. Em 1999, nomeou o padrinho de Cunha, Francisco Silva, o homem da rádio Melodia, para secretário da Habitação, e ele levou Cunha para o governo.

Investigação VIOMUNDO

Estamos investigando a hipocrisia de deputados e senadores que dizem uma coisa ao condenar Dilma Rousseff ao impeachment mas fazem outra fora do Parlamento. Hipocrisia, sim, mas também maracutaias que deveriam fazer corar as esposas e filhos aos quais dedicaram seus votos. Muitos destes parlamentares obscuros controlam a mídia local ou regional contra qualquer tipo de investigação e estão fora do radar de jornalistas investigativos que trabalham nos grandes meios. Precisamos de sua ajuda para financiar esta investigação permanente e para manter um banco de dados digital que os eleitores poderão consultar já em 2016. Estamos recebendo dezenas de sugestões, links e documentos pelogaleriahipocritas@gmail.com

Sobre a anulação da votação do Impeachment, por Luis Nassif: O espaço político para a última chance para a democracia contra o Golpe

A decisão do presidente interino da Câmara, deputado Waldir Maranhão (PP-MA), anulando o rito do impeachment cria uma pausa jurídica e outra política.
O Senado poderá alegar que o processo já passou pelo rito da Câmara e não pode retornar. Não haverá como o STF (Supremo Tribunal Federal) deixar de arbitrar. Mesmo porque Maranhão invoca irregularidades processuais, batendo com a intenção do STF de não analisar mérito. Mesmo assim, parece difícil que uma decisão individual de um presidente de Câmara possa se manter.
Maranhão anula expressamente a votação do dia 17, as sessões dos dias anteriores, na qual foi aprovada a admissibilidade do processo de impeachment e define um prazo de cinco sessões para a retomada do processo.
De qualquer modo, ganha-se um tempo para a recomposição política do governo e para o fortalecimento da democracia, que poderá ser apenas uma tarde, uma semana, ou um mês..
O maior desafio agora será a presidente Dilma Rousseff entender a relevância do episódio e comportar-se à altura do momento histórico.
O primeiro passo é entender que as manifestações de rua, dos juristas, da mídia internacional pesaram, sim, na decisão de Maranhão e serão fundamentais para o futuro posicionamento do STF. Mas não se trata de uma vitória pessoal dela: trata-se de uma defesa radical da democracia que, em determinado momento, juntou críticos do seu governo e do PT, a grande frente pela democracia.
O que está em jogo é a grande marcha para impedir que a democracia seja ameaçada e que o regime de exceção volte ao país. É a luta para defender a imagem do país no mundo civilizado, para mostrar que temos instituições que impedirão golpes parlamentares inadmissíveis no atual estágio de desenvolvimento do país.
Sendo assim, é papel da presidente conduzir o grande pacto nacional, ser a protagonista de um amplo acordo que permita montar um Ministério de notáveis, atrair as forças efetivamente comprometidas com a democracia e afastar-se do dia-a-dia.
Grande parte da crise atual é fruto do seu voluntarismo, tanto na frente econômica, como na política. Hoje, o repórter político Tales Faria analisou corretamente os efeitos da imagem pública de Dilma sobre a crise política, o ar de arrogância que perpassa todas suas atitudes públicas - mesmo quando ela é a vítima, como acontece agora, e comporta-se com altivez. 
Ainda há que se baixar a poeira para poder se analisar corretamente o tempo ganho por Dilma. Nesses tempos em que a religião tem sido invocada para legitimar as práticas mais obtusas, que Deus a ilumine, assim como aos Ministros do STF, ao Procurador Geral da República, às lideranças políticas responsáveis, para que dessa caldeirão saia alimentos para a democracia.
Patriotismo e intenção de acertar é o que não faltam para a presidente.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Saiu no El País: Cunha manobra descaradamente em proveito próprio, fazendo o processo contra ele na Comissão de Ética voltar à estaca zero

EL PAÍS

Manobra leva processo de Cunha à origem e deputados querem afastá-lo

Partidos recorrem ao STF para garantir andamento do processo adiado por quinta vez




Aliados do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha(PMDB-RJ), conseguiram destituir o relator do processo contra ele no Conselho de Ética, o deputado Fausto Pinato (PRB-SP), e protelaram pela quinta vez uma decisão sobre a abertura de investigação contra o peemedebista por quebra de decoro parlamentar ao mentir na CPI da Petrobras. A decisão que afastou Pinato do cargo, assinada pelo primeiro-vice-presidente da Câmara e defensor de Cunha, Waldir Maranhão (PP-MA), gerou uma série de reclamações e bate-boca entre os membros da comissão. Resultado disso, o Supremo Tribunal Federal deve receber ao menos duas ações pedindo mudanças nas decisões da Mesa Diretora com relação ao Conselho de Ética.
Antes da sessão que acabou com a destituição do relator, os partidos que representaram contra Cunha, PSOL e Rede, se reuniram com membros do Ministério Público Federal e pediram que o órgão entre com uma ação no STF requisitando o afastamento de Cunha da presidência da Casa. O presidente do Conselho de Ética, José Carlos Araújo (PSD-BA), também pretende pedir o afastamento de Cunha. “Percebemos que enquanto o Cunha estiver no comando da Câmara, nenhuma investigação aqui será feita. Depois que o relator foi ameaçado e não cedeu à ameaça, ele é trocado. Como algo vai funcionar assim? ”, afirmou o líder da Rede, Alessandro Molon (RJ).
A decisão de Maranhão se baseou em um pedido feito por um dos cães de guarda de Cunha no Conselho, Manoel Júnior (PMDB-PB). No documento, denominado questão de ordem, Júnior afirmava que Pinato não poderia ser relator do caso porque no início do ano o seu partido, o PRB, compunha o mesmo bloco do partido do presidente da Casa, o PMDB. Sem consultar os demais membros da Mesa Diretora, Maranhão assinou a destituição do relator.
A decisão causou indignação de boa parte dos deputados e de espectadores da sessão e até dos outros membros da Mesa. “O Conselho de Ética deveria ser fechado. Isso aqui virou o conselho do pântano. Nada funciona”, reclamou o líder do PSOL, Chico Alencar (RJ). “Isso aqui é um circo. Estão fazendo chicana. É tudo o que o presidente tem feito”, reclamou o representante do PSB no Conselho, Julio Delgado (MG). “Não fomos consultados. Essa foi uma decisão monocrática”, ressaltou o primeiro-secretário da Câmara, Beto Mansur (PRB-SP).
Além do processo do PSOL e Rede, o PRB também deverá ingressar com uma ação no STF e com uma reclamação formal na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara. A ideia é devolver a relatoria do caso para Pinato. “Quando perceberam que sua atuação iria incomodar, decidiram o destituir do cargo”, reclamou o líder do PRB na Câmara, Celso Russomano (SP).
A tentativa de troca do relator já ocorria desde o início desta semana, quando o advogado de Cunha havia recorrido ao STF. O ministro Luís Roberto Barroso decidiu que o Judiciário não poderia interferir na questão por entender que ela se tratava de algo interno da Câmara.
Agora, com a destituição do relator, o processo praticamente volta à estaca zero. O presidente do colegiado, José Carlos Araújo, prometeu anunciar o nome do novo relator na manhã da quinta-feira, mas se antecipou e divulgou o nome no início da noite de quarta. Marcos Rogério (PDT-RO) foi o escolhido após o sorteio de uma lista tríplice. Após a definição, que ainda pode ser questionada juridicamente, o novo responsável pelo caso terá até dez dias para apresentar seu relatório preliminar em que defenderá a admissibilidade da investigação ou o arquivamento dela. Na sequência, os deputados votam o relatório, não sem antes travarem longos debates. A expectativa é que o caso só seja encerrado depois de fevereiro, se o recesso parlamentar for de fato suspenso, como tem se debatido no Congresso.
Já afastado da função que lhe deu uma inesperada visibilidade, Pinato disse que só vê uma forma do Conselho de Ética prosseguir os seus trabalhos sem a interferência de Cunha: “O próximo relator só vai sobreviver se ele pedir o arquivamento do processo”.