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segunda-feira, 14 de março de 2016

A ética tropeçante e o espírito do jacobinismo


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“The Purifying Pot of the Jacobins” (1973) de Benoit Louis Henriquez

É dever da inteligência dessacralizar as vacas, mas não sem antes ordenhá-las dia a dia, e sem jamais tomá-las por mulas. Em “A tolice da inteligência brasileira”, Jessé de Souza não se dá conta disso
Por Airton Paschoa - no Outras Palavras

Crítica de
A tolice da inteligência brasileira: ou como o país se deixa manipular pela elite
De Jessé Souza

Editora Leya, São Paulo
160313-JesséPassada a exasperação primitiva, vamos ao livro, e ao autor, por cujas posições jacobinas não posso deixar de declarar certa simpatia. Também tenho horror à escandalosa desigualdade social brasileira, com a qual não há contemporizar em hipótese nenhuma! náusea, literalmente náusea dessa iniquidade e suas sequelas, mortais e imortais, na saúde, na educação, na atuação da polícia nas periferias, trucidando nossa juventude negra e/ou pobre, com a cumplicidade do P(h)oder Judiciário, — pois não dá pra falar em Justiça no Brasil, senão com tanto grão de sal que receio venha a faltar no mar. Também quero um Estado forte, forte o bastante pra distribuir renda e porrada em quem se opuser.
Claro que nessas horas de espírito armado em que não há banheira de marat que nos amarre recorro sempre a uma admoestação do grande Rosa, o maior escritor brasileiro, junto com Mário de Andrade, — brasileiro, repito, não do Brasil, e do Ocidente, pois este sabemos quem é, pelo menos do Oitocentos: “Às vezes querer demais o bem, pode já ser um princípio de mal…”
Um dos problemas do jacobinismo, maior talvez que o político, é quando chega ao campo intelectual, bombando de anti-intelectualismo, e aí pouco importa a contradição performática em que incorre a milícia, perdão, militância. A par dele, outro problema, grave, gravíssimo, aliás, a um hedonista como eu, com coração, que é o caso de quem se mete a escrever poesia em tempos de fartura, fartura até de miséria, — outro problema grave é o estético. O jacobinismo intelectual bota muita coisa feia no mundo, e bruta, que não precisa de mais, a exemplo deste rebento do Jessé Souza, A tolice da inteligência brasileira: ou como o país se deixa manipular pela elite (SP, Leya, 2015).
O que não concede o jacobino intelectual é que por vezes, pra desgraça nossa, escrevem obras magistrais mesmo aqueles de quem menos gostamos, pessoal e/ou politicamente. Veja o caso do Gilberto Freire, um senhor de engenho rico (nos dois sentidos) e que criou uma obra magnífica, superior a’Os sertões, do nosso Euclides da Cunha, que nos inspira muito mais amor, em que pese o sobrenome, de triste memória hoje. Obra magistral em acepção original, de obra que ensina e com cujos ensinamentos, por mais controversos, não cansamos de aprender. Ou alguém já conhece palmo por palmo da Casa-grande & senzala?
Casa-grande não ruirá jamais, por uma razão que parece simples, e é quase misteriosa: por todos aqueles corredores e alpendres e alcovas respiramos verdades abafadas, ou vivência, ou autenticidade, ou condensação histórica, qualquer nome enfim que se lhe dê, mas que vive nas antípodas do academicismo contemporâneo, das obras desvitalizadas que vem reproduzindo nossa academia. Academia, sim, como dizem os americanos, infelizmente, que universidade que é bom, ai de nós! foi um rio que passou em nossa vida…
Se nosso senhor de engenho já impõe respeito, que dizer de Sérgio Buarque de Holanda, da obra e do autor, um dos monumentos maiores da nossa inteligência? Não merecerão nossos clássicos o mesmo cuidado e atenção que dedicamos aos clássicos internacionais? Onde estará de fato o “colonizado até o osso”?
A leitura que faz Jessé das Raízes do Brasil, de tão errada, de tão aberrante, leva a suspeitar que, impaciente com ser constrangido a ler em português, adotou um intérprete que seu livro curiosa e justamente combate. Bolívar Lamounier, adversário intelectual e político do nosso jacobino, foi porém infinitamente mais honesto com o pai do Chico.
E aqui tocamos o terceiro problema do jacobinismo, o moral. Porque desonestidade intelectual é desonestidade. O grande historiador estava longe de trair qualquer traço de “liberalismo ou culturalismo conservador”. Culturalista, liberal, vá lá! mas radical, liberal de esquerda, e isto está lá no livro, estampado, escancarado, “claro como a luz do sol do meio-dia” . Melhor, isto é o livro, isso está ali, e ali o acha cristalino qualquer “leitor de boa vontade e que ame a verdade”.
Mas o jacobinismo, que ama o combate acima de todas as coisas, certo da justeza da justa, numa quase tautologia sem fim, o jacobinismo desdenha da boa vontade e da verdade. A teoria patrimonialista de Raimundo Faoro certa hora é despachada com um piparote de corar o Brás Cubas: “não vale um vintém furado”!
Ser como intelectualmente honesto, ou simplesmente honesto, empolgando a ética da guilhotina? Assombrado, o leitor de boa vontade e amante da verdade não vê senão do alto de cada capítulo (patíbulo?) rolarem as cabeças, uma a uma, Freire, Sérgio Buarque, Faoro, Caio Prado…
Blasfemar, que nem faz Jessé, que a visão do Estado patrimonialista por Lamonuier descende em linha direta da crítica do Estado patrimonialista por Sérgio Buarque na década de 30 do finado século, e que tal concepção não passa, no fundo, de demonização do Estado, por corrupto e “cordial”, em favor do Mercado, por virtuoso e eficiente, numa espécie de neoliberalismo avant la lebbre — por Weber! chega às raias da Tolice com “t” maiúsculo!
O clientelismo contemporâneo que faz o Bolívar lamuriar, nada tem que ver com o clientelismo patriarcal de que fala o Sérgio Buarque. O que existe hoje, pr’além dos arcaísmos das deputadices familistas, élobby, e negociata, e achaque; e lobby e negociata e achaque de empresas; dito de outro modo, é privatização do Estado, e privatização por corporações gigantes, por entidades privadas, que podem até ser familiares, mas não são famílias, no sentido agrário-patriarcal das raízes ibéricas do país, nem sequer coronéis (ver o ornitorrinco do Chico Economicista de Oliveira). Encarar como clientelismo clássico tão deslavada pilhagem, cá entre nós, é forçar demais a pata.
Claro está que não se pede a um sociólogo a finura de um historiador, do mesmo modo que não se pede a um ortopedista que substitua o neuro e endireite cérebro. Tachá-lo todavia de “colonizado até o osso”, de “filho bastardo” de Freire, de “liberal e culturalista conservador”, de deslumbrado com a América e/ou a Europa, pra não falar de insinuações malévolas, leitor tolo que teria sido do Weber, ou da insinuação mesquinha de paulicentrismo, etc., etc., francamente, não é coisa digna de quem quer refazer a teoria social contemporânea, no Brasil e no mundo.
(Já filosofaram com o martelo, e dizem que com classe, mas não consta que sociologizar com ele, em tais termos, vá além de insulto à inteligência.)
Ambição é bom, e não ficamos atrás. Que diria no entanto o leitor de boa vontade e amigo da verdade se a gente saísse por aí agora a dizer, quase um século depois, que o pai do Chico não só não entendeu nada do Weber, como também não entendeu nada do Machado?
É dever da inteligência, quem há de negar? “dessacralizar as vacas” (nacionais e internacionais), mas não sem antes ordenhá-las, dia a dia, e sem jamais tomá-las por mulas. A queda pode ser fatal.
Dito isso, só posso achar que nosso Jessé não leu, não leu na fonte, diretamente, o nosso clássico. (Por ser nosso? por ter dificuldade com o português? com o português do Sérgio? por ser “colonizado até o osso”?) Só pode ter sido leitura de segunda mão, de tradução precária, quem sabe, bolivariana (em ambos os sentidos).
Isso tudo, meu leitor de boa vontade, meu leitor amante e amigo da verdade, tantas enormidades tão a sério escritas, com ares tais de “virada epistemológica”, que às vezes dava por mim devaneando, me perguntando com meus botões assustados, tentando se refugiarem nas casas… — por que aliciar assim o leitor, apelando pra sua boa vontade e seu amor à verdade? por que achar que ideologia, como bafo e sotaque, só os outros têm? por que que ciência só faço eu? florestanismo anacrônico? funcional? por que publicar livro que inflama o anti-intelectualismo de esquerda já tão anti-intelectual quanto a nossa? por que timbrá-lo com título à olavo-de-carvalho? ato falho? por que leiloar (quem dá menos?) o que temos de melhor em nossa tradição crítica? por que clamar pelo debate público, reclamando-lhe da pobreza, se o livro parece, por inaugural, querer justamente pôr fim ao pobretão?
E eis que, de pergunta em pergunta, fomos descobrindo o segredo do jacobinismo. Travestido de liberal, convocando o debate, retoricamente, o jacobino sabe de antemão o resultado, que não haverá nada nem minimamente próximo disso, pois, mercê da política de arrasa-terra, arrasa-casa, arrasa-mata, arrasa-prado, arrasa-raiz, a obra jacobina nasce sempre incontestável. Que marxista e/ou frankfurtiano, digamos, a não ser por espiritismo de porco, se meteria a fuçar semelhante imbruglio?

terça-feira, 16 de abril de 2013

Documentos do governo Americano liberados recentemente comprovam que o Golpe de 1º de abril de 1964 foi arquitetado na Casa Branca com o apoio dos Conservadores nacionais e setores militares



  Talvez você não saiba quem foi Lincoln Gordon, mas com certeza os frutos de sua ação recaem - sem que você tenha consciência - sobre você: ele era o embaixador norte-americano que, junto com o adido militar Coronel Vernon Walters, arquitetou e executou, com total incentivo e apoio da Casa Branca, o fétido Golpe Militar de 1 º de abril de 1964 - não sem ironia, o dia da mentira.

 Com base em documentos oficiais do governo Norte-Americano, liberados recentemente, e enriquecido com uma série de entrevistas com brasilianistas americanos e gravações reais de John Kennedy e Lyndon Johnson, bem como com golpistas brasileiros, civis e militares, incluindo farto material de imagens com a participação de historiadores nacionais e estrangeiros entrevistados - e mesmo militares perseguidos pelos próprios colegas golpistas por não concordarem com o atentando armado à democracia de então, como foi o caso do herói aviador Rui Moreira Lima - o documentário de Camilo Tavares, O Dia que durou 21 Anos!, desnuda e apresenta de forma direta e objetiva todo o complô conspiratório para salvaguardar os interesses dos poderosos de Washington para, mesmerizando as elites e a ala das forças armadas mais conservadoras e reacionárias, destruir a democracia brasileira em nome da defesa dos interesses econômicos yankees, sob o pretexto paranoico da "ameaça comunista".

O documentário, muito elogiado no exterior, em uma versão estendida e adaptada, foi passado na TV Brasil, e pode ser assistido, na sua versão para televisão, no video logo abaixo:



 Sobre este esplêndido documentário, segue a análise de Mário Magalhães, escrito para a revista Bravo!, edição de abril de 2013:

O presidente John Kennedy (à esq.), ao lado de Lincoln Gordon, embaixador dos Estados Unidos no Brasil. O diplomata recebeu sinal verde para agir contra Jango

 Em dezembro de 1977, o menino Camilo Tavares carregou feliz o bolo com que festejaria 6 anos de vida, por mais insólito que fosse o lugar onde seu pai o esperava para comemorar, um cárcere político de Montevidéu. O exilado brasileiro Flávio Tavares não tinha escolha: estava preso na capital uruguaia desde que agentes da ditadura local o haviam sequestrado, cinco meses antes.
 Pai e filho celebraram, mas sem vela nem bolo, retido na entrada da penitenciária por suspeita de esconder alguma arma ou mensagem. Camilo não se esqueceu do suco de laranja que Flávio lhe serviu e guardou para sempre a imagem do bolo proibido branco, de creme.
 Poucas semanas atrás, o jornalista Flávio se surpreendeu ao ouvir, de uma terceira pessoa, que o tempo não apagara essa passagem cinzenta da lembrança do hoje cineasta Camilo, o antigo garoto magro, de covinha no queixo e cabelo encaracolado, muito parecido com o quarentão elegante em que se transformou. Os dois nunca conversaram sobre a festa de aniversário improvisada na cadeia, de onde o pai foi libertado logo depois.
 O Dia que Durou 21 Anos!longa-metragem de estreia de Camilo Tavares, brotou de sua “vontade de saber por que na infância tinha presenciado episódios tão malucos, que não entendia”. Em outras palavras, “por que não voltava para casa”.
Nascido no México em 1971, o garoto não podia desembarcar na terra de seus pais devido aos tais “episódios tão malucos”, desencadeados com o golpe de Estado que derrubara o governo constitucional do presidente João Goulart, o Jango, no dia 1º de abril de 1964. Só veio para o Brasil aos 12 anos.
 O documentário foi concebido para contar a história de Flávio Tavares, com base em livros que ele mesmo escreveu, como Memórias do Esquecimento. Suas crônicas literárias reconstituem a trajetória acidentada do gaúcho militante de esquerda que encarou a ditadura, tornou-se guerrilheiro urbano, foi preso quatro vezes e padeceu em sessões de tortura.
  Reviravolta
 Ao se deparar com a fabulosa documentação sobre a deposição de Goulart, que os Estados Unidos vêm liberando ao público desde os anos 70, Camilo mudou de planos. E focou sua lente na participação norte-americana no consórcio conspirativo que mais influenciou o Brasil no século 20, instaurando a ditadura, que se estenderia de 1964 a 1985, os 21 anos do título do filme.
 A matéria-prima recolhida por Camilo justifica a reviravolta em seu projeto de quatro anos e a autópsia filmada da grande conspiração. O diretor se beneficiou de três pacotes volumosos, com divulgação autorizada pelos Estados Unidos: o garimpado pelo repórter Marcos Sá Corrêa, condensado no livro 1964 Visto e Comentado pela Casa Branca, de 1977, as gravações sonoras liberadas ao público em 1999 pela Biblioteca Presidencial Lyndon Baines Johnson, e os papéis e áudios difundidos em 2004 pela organização não governamental The National Security Archive.


 Cartazes pró-Jango durante o comício da Central do Brasil, no Rio de Janeiro, dias antes do Golpe de primeiro de abril de 64
 O acervo já configurava um tesouro histórico, mas o cineasta buscou mais informações nas bibliotecas que conservam a memória de dois presidentes norte-americanos – John Kennedy (1961-1963) e Lyndon Johnson (1963-1969) – e em emissoras de televisão dos Estados Unidos.
 Em 1960, João Goulart havia sido eleito vice, mas ascendeu a presidente da República com a tresloucada renúncia de Jânio Quadros no ano seguinte. Para assumir, derrotou um complô da cúpula das Forças Armadas, que o fustigava como sócio do comunismo, a despeito de ele ser um abonado estancieiro. O preço de um acordo foi aceitar a redução de poderes, com a introdução de um arremedo de parlamentarismo. Em janeiro de 1963, uma votação consagradora em plebiscito restabeleceu o presidencialismo e referendou indiretamente Goulart.
 O Dia que Durou 21 Anos! apresenta o inventário das frentes golpistas – empresarial e civil, política e militar – que confluíram em 1964, desgostosas com o rumo à esquerda tomado por Jango e apoiadas com entusiasmo pelas classes médias. Todas articuladas com a Casa Branca, cujo operador mais notório era Lincoln Gordon, embaixador no Brasil de 1961 a 1966 e ex-professor de Harvard. Em um diálogo entre Gordon e o presidente Kennedy, em 1962, o diplomata recebe sinal verde para agir contra Goulart, como testemunha um áudio da reunião em Washington.
Os EUA financiaram candidatos de oposição em eleições e cruzadas de propaganda contra o Planalto. No filme, o historiador James Green, da Brown University, compara: “Imagine se o governo brasileiro tivesse financiado Barack Obama, tivesse gasto 30 milhões de dólares na campanha (contra os republicanos)... Imagine o escândalo”.
 Thriller Político
 Não é só Green que se pronuncia em inglês, o idioma mais falado no filme, com protagonistas norte-americanos. Numa conversa telefônica em 31 de março de 1964, o presidente Lyndon Johnson e o subsecretário de Estado, George Ball, combinam o envio imediato de uma força naval para respaldar os golpistas no Brasil – zarpava a Operação Brother Sam.
 Em outra gravação, Johnson tratou com ­McGeorge Bundy, então seu conselheiro de Segurança Nacional, do reconhecimento diplomático do novo governo. Bundy disse que o embaixador Gordon desejava que fosse “muito caloroso”, enquanto os conselheiros em Washington preferiam “um pouco cauteloso”, pois os militares brasileiros estavam prendendo cidadãos. “Acho que tem gente que precisa ir em cana aqui e lá também”, retrucou o presidente, decidindo pelo tom efusivo.
 Sequências assim, com o registro a quente dos acontecimentos, mantêm o clima de tensão e thriller político do documentário. Bem como a manifestação assertiva de três veteranos oficiais militares brasileiros, que foram entrevistados para o filme. Partidários do golpe, defendem a “Revolução” feita em nome da democracia.
 Muito diferente de uma versão retalhada em três episódios, exibida na TV em 2011, o longa chega aos cinemas na abertura do ano que se completará com o aniversário de meio século do golpe. E no momento em que a Comissão Nacional da Verdade esquadrinha os tempos da ditadura, inclusive a colaboração norte-americana em violações dos direitos humanos no Brasil.
 Embora Camilo Tavares tenha se concentrado na gênese do golpe, seu pai pontua a história. Ela começa na crise provocada pela renúncia de Jânio, em agosto de 1961, que Flávio cobriu em Porto Alegre como editor de política do jornal janguista Última Hora. E termina em 1969, com o sequestro do então embaixador dos Estados Unidos, Charles Burke Elbrick, por grupos armados. Em troca de sua libertação, 15 oposicionistas deixaram a prisão, banidos do Brasil. Um deles foi Flávio, que, 27 meses depois de se radicar na Cidade do México, foi pai de Camilo, cujo nome reverencia o padre católico e guerrilheiro colombiano Camilo Torres, morto em 1966.
 Flávio Tavares, 78 anos, conduz serenamente as entrevistas do filme, mesmo as com velhos antagonistas ideológicos. A um deles, Robert Bentley, assessor de Lincoln Gordon em 1964, indaga sobre crimes como tortura contra presos políticos. Sem graça, o norte-americano responde: “Isso é difícil de justificar oficialmente. Mas lamento, lamento, de qualquer maneira”.
  Mário Magalhães é jornalista, autor da biografia Marighella - O Guerrilheiro que Incendiou o Mundo.
 Fonte: http://bravonline.abril.com.br/materia/autopsia-de-uma-conspiracao#image=188-ci-kennedy-gordon-ditadura

 O filmeO Dia que Durou 21 Anos, de Camilo Tavares. Em cartaz.