Mostrando postagens com marcador #DiretasJá. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador #DiretasJá. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 31 de maio de 2017

O porquê das eleições diretas já. Artigo de Leonardo Boff




Resultado de imagem para Fora Temer Diretas Já


Todos reconhecem que estamos mergulhados numa profunda crise, das mais graves de nossa história, porque recobre todos os âmbitos da vida social e particular. O fato da crise signfica que perdemos as estrelas-guia e nos encontramos num voo cego, sem saber para onde vamos. Ninguém hoje pode dizer o que será o Brasil nos próximos meses. Por isso não é verdadeira a afirmação de que as instituições estão funcionando. Se funcionassem não haveria crise. Elas funcionam para alguns e para outros são completamente disfuncionais, especialmente, para a grande maioria do povo, vítima de reformas sociais que vão contra seus anelos mais profundos e, pior, que implicam a retirada de direitos e de conquistas históricas, como previstas nas reformas trabalhista e previdenciária.

O fato é agravado pela ilegitimidade do Presidente, cuja legalidade é discutida e para muitos, consequência de um golpe parlamentar por trás do qual se ocultam, como em outras ocasiões, as oligarquias econômicas e os endinheirados rentistas que controlam grande parte da economia nacional e que veem ameaçada a sua acumulação perversa.

Ninguém pode negar que estamos mergulhados num caos político que se revela pelo esgarçamento dos limites dos três poderes da república, um invandindo a esfera do outro. Os procuradores, os juizes e as forças policiais que operam a Lava Jato passam por cima de preceitos constitucionais, alguns sagrados em todas as tradições jurídicas desde o tempo do Código de Hamurabi (1772 a.C) que é a pressunção de inocência. As investigações da Lava Jato e as delações premiadas puseram à luz do dia o que grassava há dezenas de anos: a rede de corrupção que tomou conta do Estado, das grandes corporações e dos parlamentares, em sua maioria eleitos pelas grandes empresas, representando mais os interesses delas e menos os do povo.

Chegamos a um ponto crítico que temos à frente do poder executivo um Presidente acusado de corrupção, cercado de ministros, em grande parte denunciados e corruptos. Tanto o parlamento quanto o Presidente perderam totalmente a credibilidade que se revela pelos baixíssimos indices de aprovação popular.

O Presidente não mostra nenhuma grandeza, vítima da própria mediocridade e ilimitada vaidade. Aferra-se ao poder, sabendo da desgraça que isso representa para o povo e a desmoralização completa da atividade política. Caso renuncie ou perca o cargo no processo no TSE, invoca-se o artigo 81 da Constituição – que não é cláusula pétrea como querem alguns – que prevê a eleição indireta do Presidente pelo Congresso.

Das ruas e de todos os estratos vem a grita: que legitimidade possui um congresso, quando grande parte dele é constituída por denunciados por crimes de corrução? Cresce dia a dia o reclamo por eleições diretas já, não só do Presidente mas também de todos os parlamentares. Portanto eleições diretas gerais e já.

Quando vigora um caos politico e sem lideranças com capacidade de mostrar uma direção, a solução mais sensata é voltar ao primeiro artigo da constituição que reza:”todo poder emana do povo”. Ele constitui o sujeito legítimo do poder político, o detentor da verdadeira soberania. Todos os eleitos são representantes legitimados por este poder. Como diz o conhecido jurista Nicola Matteucci da Universidade Bolonha:”A soberania é um poder constituinte, o verdadeiro poder último, supremo, originário… que se manifesta somente quando é quebrada a unidade e coesão social”(Dicionário de Política, Brasília 1986, p.1185).

Ora, nós estamos diante da quebra da unidade e da coesão social. Não há mais nada que nos una, nem nos partidos, nem na sociedade. Tudo pode ocorrer como uma exploção social violenta, não excluida uma intervenção militar, já ensaiada nas manifestações populares de Brasília no dia 25 de maio.

Quando ocorre tal caos social, é a soberania popular que deve ser invocada e fazer-se valer. Esta esta é prévia à constiuição que prevê eleições apenas em 2018. Aqui está a base para se convocar eleições diretas já. Nossa constituição está coberta de band-aids, tantas foram as emendas que equivalem quase a metade de seu texto. Uma nova emenda constitucional está sendo preparada que prevê a antecipação das eleições gerais ainda para este ano. Estas não poderiam ser apenas do Presidente, mas de todos os representantes politicos.

Que autoridade teria um Presidente, eleito indiretamente, ou mesmo, diretamente, mantido o atual Parlamento, eivado de má vontade e desmoralizado pelas acusações de corrupção? Junto a esta eleição direta, viria uma reforma política mínima que introduzisse a cláusula de barreira partidária e regulasse as coligações para evitar um presidencialismo de coalizão que favoreceu a lógica das negociatas e da corrupção e por isso não é mais recomendável. Esse caminho seria o mais viável e precisamos apoiá-lo.

Leonardo Boff é teólogo e filósofo e articulista do JB on line

Fonte do Texto: Leonardo Boff Wordpress

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Multidão em Copacabana abre o tour nacional das #DiretasJá enfrentando os barões da mídia





No dia em que o usurpador Michel Temer fez mais uma manobra para barrar a Operação
Lava Jato, trocando o ministro da Justiça Osmar Serraglio — definido pelo então presidente
do PSDB, Aécio Neves, como um “bosta” — a multidão tomou a praia de Copacabana
no lançamento da campanha nacional das #DiretasJá.

Serraglio trocou de posição com o ministro da Transparência, Torquato Jardim, que não
descartou mexer na direção da Polícia Federal.

Na conversa gravada pelo delator Joesley Batista, da JBS, Aécio disse que Serraglio era
fraco para implementar o plano de colocar determinados delegados para tocar
determinados inquéritos de políticos investigados por corrupção.

O pleno do Supremo Tribunal Federal deverá decidir pela prisão ou não do senador ]
afastado, um pedido da Procuradoria Geral da República.

Solto, Aécio continua articulando em sua casa em Brasília. A irmã e o primo dele
estão presos em Minas Gerais. 

A campanha das #DiretasJá, organizada por partidos políticos, movimentos sociais,
centrais sindicais e artistas, emocionou quem esteve em Copacabana — organizadores
calcularam o público de todo o dia de atividades em 100 mil pessoas.


Os maiores adversários dela serão os barões da mídia, que de forma unânime defendem a
escolha do sucessor de Temer, se e quando acontecer a queda dele, de forma indireta
e através de um Congresso corrupto.

Os que pregam respeito estrito ao previsto na Constituição são os mesmos que atropelaram a
Carta para derrubar Dilma Rousseff.

Dentre os apoiadores do Fora Temer há divisões entre os que prefeririam anular o
impeachment de Dilma, os que pregam eleições gerais e os que preferem deixar o
governo golpista sangrar ao menos mais alguns meses.

A própria Dilma defende DiretasJá.

Para tentar desqualificar a campanha, políticos da base de Temer se referem a qualquer
PEC para permitir eleições agora como a PEC do Lula, já que o ex-presidente lidera as
pesquisas para as eleições de 2018.

O baronato midiático sabe que qualquer governo eleito agora seria incapaz de levar
adiante as reformas que o rolo compressor corrupto da coalizão PMDB/PSDB/DEM
pretende fazer avançar no Congresso, especialmente as reformas trabalhista
e da Previdência.

A Globo, que já embarcou na derrubada de Temer, vai trabalhar por um governo
“tecnocrático” que dê andamento as reformas sem a sombra da corrupção.

Para a elite rentista que sustenta Temer, as reformas são essenciais para recolocar o
Brasil na divisão internacional do trabalho como mero fornecedor de mão-de-obra barata,
especialmente num momento em que a China planeja um salto adiante através do
qual deixaria de ser a grande produtora mundial de badulaques, investindo na
formação de uma classe média sustentada pela exportação de produtos sofisticados.

A semana promete novas investidas da Lava Jato contra Temer e Aécio Neves, a partir
do resultado das operações de busca e apreensão realizadas em endereços ligados aos dois.

Como resposta, o governo tenta em várias frentes dilapidar a Lava Jato, reduzindo verbas,
questionando as delações da JBS e promovendo ataques indiretos ao relator da operação
no Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin.

Além de Temer e Aécio, o ministro Gilmar Mendes é visto como outro articulador
importante do movimento para salvar o PMDB e o PSDB do escândalo. O objetivo
é repetir o que aconteceu no “mensalão”, com punição severa para os acusados do
PT mas nenhum tucano preso pelos mesmos crimes em Minas Gerais.

Veja no vídeo abaixo um dos momentos mais emocionantes do show de Copacabana,
quando a dupla Caetano Veloso-Milton Nascimento estava no palco.



Fotos e vídeo do Mídia Ninja
No Viomundo

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Do jornal El País nos vem algumas fotos das manifestações deste domingo


Protesto contra Temer leva milhares às ruas de São Paulo

Organizadores falaram em 100.000 pessoas. No final houve repressão da Polícia Militar - Fonte: El País


Subir
  • Milhares foram às ruas pedir a saída de Michel Temer em São Paulo.
    1Milhares foram às ruas pedir a saída de Michel Temer em São Paulo. REUTERS
  • A avenida Paulista ficou lotada durante ato contra Temer.
    2A avenida Paulista ficou lotada durante ato contra Temer. REUTERS
  • Manifestante brinca com frase de Temer de que protestos desta semana eram "40 pessoas quebrando carros"
    3Manifestante brinca com frase de Temer de que protestos desta semana eram "40 pessoas quebrando carros" AFP
  • Os manifestantes levaram faixas pedindo a saída do peemedebista do Governo.
    4Os manifestantes levaram faixas pedindo a saída do peemedebista do Governo. REUTERS
  • Os manifestantes saíram da avenida Paulista e foram até o Largo da Batata, onde a polícia reprimiu o ato que começava a se dispersar.
    5Os manifestantes saíram da avenida Paulista e foram até o Largo da Batata, onde a polícia reprimiu o ato que começava a se dispersar. AFP
  • Criança segura cartaz durante ato contra Michel Temer.
    6Criança segura cartaz durante ato contra Michel Temer. AFP
  • No final, quando o ato já se dispersava, a polícia atirou bombas de gás nos manifestantes.
    7No final, quando o ato já se dispersava, a polícia atirou bombas de gás nos manifestantes. EFE
  • No final do ato, no Largo da Batata, manifestantes queimaram um cartaz simbolizando a democracia.
    8No final do ato, no Largo da Batata, manifestantes queimaram um cartaz simbolizando a democracia. AFP