O Espiritualismo Ocidental
Textos de Filosofia e ensaios sobre temas atuais
sexta-feira, 6 de novembro de 2026
quinta-feira, 5 de novembro de 2026
Reinaldo Azevedo – O pronunciamento de Lula, a questão fiscal, as aberrações do BC dito "indepedente" mas que é controlado por banqueiros privados da Faria Lima e a chantagem terrorista “do mercado”
Atendendo o terrorismo e desejos dos banqueiros da Faria Lima contra o bem-estar do povo brasileiro, Banco Central "independente" mantém juros altos apesar da desaceleração da economia e amplia risco de estagnação
Copom interrompe cortes após vitória de Lula; economistas questionam peso dos juros sobre a dívida e pressão do mercado por austeridade.
Banqueiros da Faria Lima são golpistas e se tuilizam do Banco Central como sindicado de seus interesses para manter altíssima taxa de jurols para roubar dinheiro público
Do ICL:
BC mantém juros altos apesar da desaceleração da economia e amplia risco de estagnação
Por Cleber Lourenço
O Banco Central (BC) manteve nesta quarta-feira (4) a taxa básica de juros em 13,75% ao ano, apesar de reconhecer uma desaceleração mais acentuada da economia brasileira. A decisão unânime do Comitê de Política Monetária (Copom), com o voto de Gabriel Galípolo, indicado por Lula para presidir a instituição, interrompe cinco cortes consecutivos da Selic e prolonga uma política que encarece o crédito, restringe o consumo e desestimula investimentos.
A decisão ocorreu dez dias depois da reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, em meio a uma mudança nas expectativas do mercado financeiro. Antes do segundo turno, investidores projetavam nova redução da Selic. Após a derrota de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), ganharam força as apostas na interrupção dos cortes.
O próprio Copom reconheceu o enfraquecimento da atividade, especialmente nos setores mais sensíveis aos juros, mas manteve uma política monetária classificada como “substancialmente contracionista”. Em setembro, o BC projetava crescimento de apenas 1,8% em 2026 e 1,4% em 2027, depois de uma expansão de 3,4% em 2024.
Mercado pressionou câmbio e juros após derrota de Flávio
Levantamento do ICL Notícias mostrou que investidores estrangeiros ampliaram em US$ 6,84 bilhões sua exposição ao dólar no mercado de derivativos da B3 no primeiro pregão após a vitória de Lula. Naquele dia, o Ibovespa caiu 13,88%, o dólar subiu 9,19% e os juros futuros para janeiro de 2031 chegaram a 15,19% ao ano.
A turbulência levou o Tesouro Nacional a cancelar leilões de títulos públicos previstos para 27 e 29 de outubro.
A reação ocorreu após a frustração das expectativas de investidores que apostavam na vitória de Flávio e em cortes expressivos de despesas públicas. Outra reportagem do ICL mostrou que o candidato prometia um ajuste fiscal de R$ 200 bilhões a R$ 250 bilhões sem detalhar de onde retiraria os recursos.
Entre as medidas discutidas por integrantes de sua equipe estavam mudanças previdenciárias e assistenciais, alterações nos pisos de saúde e educação e restrições à valorização de benefícios sociais. A campanha afirmava que essas propostas não representavam compromissos oficiais do candidato.
Projeções do Focus já superestimaram a inflação
A deterioração das expectativas de inflação foi um dos argumentos utilizados pelo Banco Central para manter os juros. Essas expectativas são acompanhadas pelo Boletim Focus, relatório divulgado semanalmente pelo próprio BC com projeções de bancos, gestoras, consultorias e outras instituições para inflação, juros, câmbio e crescimento econômico.
O Focus não apresenta previsões produzidas pelo Banco Central, mas reúne estimativas de participantes do mercado. Sua principal utilidade é mostrar o que esses agentes esperam para a economia nos meses e anos seguintes. O Copom acompanha essas expectativas porque elas podem influenciar reajustes de preços, negociações salariais e decisões de investimento, afetando a inflação futura.
O problema é que essas estimativas também podem estar erradas. Um estudo da Universidade Federal de Juiz de Fora, publicado em 2023, identificou tendência de superestimação da inflação nas projeções do Focus entre 2015 e 2022. A pesquisa também constatou erros maiores nas previsões feitas com mais antecedência.
Em janeiro de 2025, por exemplo, o mercado projetava inflação de 4,99% para aquele ano. O IPCA efetivo ficou em 4,26%, diferença de 0,73 ponto percentual. O histórico evidencia as limitações de expectativas financeiras utilizadas como referência para decisões que afetam toda a economia.
Lara Resende acusa BC de agravar desequilíbrio fiscal
Levantamento publicado pelo ICL Notícias revelou que bancos e fundos concentram aproximadamente R$ 3,37 trilhões em títulos públicos vinculados à Selic, quase 70% desse estoque. Cada ponto percentual adicional na taxa representa cerca de R$ 48,4 bilhões em remuneração anualizada sobre esses papéis, mantidas as demais condições.
O economista André Lara Resende, um dos formuladores do Plano Real, questiona a lógica de combater o endividamento público por meio de cortes de despesas enquanto os juros continuam pressionando a dívida.
“Acuso o Banco Central de sustentar, em nome de uma teoria anacrônica, a taxa de juros que é a principal causa do desequilíbrio fiscal que diz combater”, escreveu em artigo publicado em setembro.
Lara Resende argumenta que as contas públicas estão próximas do equilíbrio quando excluídos os juros da dívida. Nos 12 meses encerrados em setembro, as despesas com juros do setor público alcançaram aproximadamente R$ 1,2 trilhão, enquanto o déficit primário ficou em R$ 70,1 bilhões.
O economista propõe reduzir gradualmente a Selic para 7,5% em 12 meses e estabelecer uma coordenação entre metas fiscais e monetárias. Sua avaliação é que cortes de gastos, isoladamente, não conseguem estabilizar a dívida enquanto o custo dos juros supera o crescimento nominal da economia.
A economista Carla Beni, professora da Fundação Getulio Vargas (FGV), também defendeu nesta quarta-feira que o impacto da política monetária sobre o endividamento público seja incorporado às análises do Copom.
O debate expõe uma contradição: enquanto juros elevados ampliam as despesas financeiras do Estado, setores do mercado cobram maior austeridade, inclusive por meio de restrições a investimentos, serviços públicos e benefícios sociais.
Lindbergh questiona independência do Banco Central
O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) acusou o Banco Central de interromper os cortes por causa da vitória de Lula.
“Vergonha!!!! BC interrompe queda de juros porque o Lula ganhou. Simples assim!”, escreveu nas redes sociais.
Segundo o parlamentar, até a sexta-feira anterior às eleições, o mercado projetava uma redução de 0,25 ponto percentual na Selic, mas mudou suas expectativas após a derrota de Flávio.
“O povo vota, mas, quem manda são os barões da Faria Lima?”, questionou.
A reação reacende o debate sobre a autonomia do Banco Central. Criada para proteger a política monetária de pressões do governo eleito, essa independência não elimina a influência do mercado financeiro, cujas expectativas ajudam a orientar as decisões da instituição.
Para os críticos, o BC conquistou independência em relação ao governo escolhido nas urnas, mas não demonstra a mesma distância dos interesses financeiros. A autonomia institucional, argumentam, não deveria significar isolamento das consequências sociais de decisões que afetam o emprego, a produção e a capacidade de investimento do país.
A ata da reunião, prevista para terça-feira (10), deverá detalhar os argumentos utilizados pelo Copom para interromper os cortes em um momento de enfraquecimento da atividade econômica.
A resposta das urnas nos EUA confirma: a derrocada de Trump começou com a derrota de Flávio Bolsonaro no Brasil
Mobilização “vote como os brasileiros” e a marca do “L” consolidam o Brasil como referência de resistência democrática
Do Jornal GGN:

A derrota de Donald Trump nas eleições legislativas dos Estados Unidos, com a conquista da maioria da Câmara dos Representantes e do Senado pelos democratas, representa um revés para o projeto político da extrema-direita internacional. Uma reação que, na avaliação dos entrevistados pela TVGGN, teve no Brasil um de seus primeiros pontos de inflexão, com a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva, no dia 25 de outubro.
O tema foi discutido pelo cientista político Pedro Costa Jr. e pela ex-juíza Luciana Bauer, fundadora do JusClima, em entrevista ao programa TVGGN 20H desta terça-feira (3), quando os resultados americanos ainda eram contabilizados. Os dois analisaram o impacto da derrota de Trump, a insatisfação do eleitorado com as condições econômicas e a influência da experiência brasileira sobre movimentos de resistência democrática nos Estados Unidos e em outros países.
Para Costa Jr., a extrema-direita construiu uma articulação internacional a partir dos Estados Unidos, mas começa a enfrentar uma reação que também ultrapassa fronteiras. O cientista político lembrou que Trump chegou a apresentar a eleição de governos aliados na América Latina como uma onda de vitórias de seu campo político.
“Ô, Nassif, a onda azul chegou lá. Eles queriam trazer a onda azul para cá, mas a onda azul chegou lá às avessas. Porque a onda azul do Trump aqui para a América Latina, ele disse lá atrás, nessas eleições do Brasil: ‘Nós vencemos nove eleições na América Latina’, colocando os aliados do Trump lá, como Milei, na Argentina, Bukele, em El Salvador. Ele chamou isso de onda azul. E o presidente Lula, o Brasil, o povo brasileiro freou esse tsunami azul na América Latina. Agora a onda azul acontece nos Estados Unidos”, afirmou.
A expressão ‘onda azul’ faz referência à cor dos democratas, que conquistaram o controle das duas casas do Congresso. Para Pedro, a dimensão do resultado vai além de uma derrota eleitoral: representa uma humilhação política para Trump, especialmente diante das vitórias democratas em estados tradicionalmente republicanos, como Texas e Kansas.
A economia cobra a conta de Trump
Na avaliação de Costa Jr., a principal explicação para o resultado está no custo de vida. Trump chegou à Casa Branca prometendo controlar a inflação e reduzir o preço dos combustíveis, mas não entregou o que havia anunciado. “A grande pergunta é entender essa derrota tão grande do Trump. E a resposta direta é, como diria o assessor do Clinton lá atrás: é a economia, estúpido”, afirmou.
O cientista político lembrou que o republicano havia usado a inflação e o custo de vida como argumentos contra o governo de Joe Biden. Depois de assumir a Presidência, porém, não conseguiu reverter o cenário.
“Quando ele assumiu, o preço do galão da gasolina era US$ 3,10 no governo Biden. Ele disse que ia reduzir, mas está mais de US$ 4, está US$ 4,15. Então, o que ele prometeu, ele não entregou. Esse era o principal ponto da campanha dele contra os democratas. E agora as urnas vão cobrar”, disse.
Luciana Bauer acrescentou que a insatisfação também está ligada à perda de perspectivas da juventude americana. Segundo ela, muitos jovens já não têm acesso às mesmas condições de vida que seus pais tiveram e passaram a apoiar candidatos com propostas de ampliação de direitos sociais.
“Querem saúde, querem SUS, querem universidade gratuita ou pelo menos uma universidade muito barata, como a da Europa, em que você paga 500 euros por semestre. Então, o americano médio, e mais ainda esta juventude, não tem mais acesso aos bens da classe média dos seus pais”, afirmou.
Para a ex-juíza, a mobilização expressa uma rejeição mais ampla ao projeto de Trump. “As pessoas percebem que esse mundo não é mais sustentável e vão às ruas eleger um mundo diferente, candidatos diferentes”, disse. “Esta é a eleição da rejeição total aos ideais de Trump, que não trouxeram a América Grande de novo.”
Lula é referência internacional de resistência
A projeção internacional de Lula foi outro ponto central da entrevista. Para Luciana, o presidente brasileiro se tornou uma referência na defesa da democracia e um contraponto ao avanço da extrema-direita.
“Lula é o contraponto ao fascismo no mundo”, afirmou. Ela contou que, durante encontros internacionais ligados à Semana do Clima e à ONU, ouviu repetidamente a expectativa de que o presidente brasileiro pudesse fazer frente a Trump, com a frase “Lula vai derrotar Trump?”.
Essa influência também aparece nas mobilizações populares nos Estados Unidos. Bauer relatou a circulação da expressão “vote like Brazilians” — vote como os brasileiros — nas redes sociais americanas, como forma de incentivar a participação eleitoral.
A ex-juíza também citou a mobilização de estudantes da Universidade da Carolina do Norte que, impedidos de votar no próprio campus, algo similar ao que ocorreu na Bahia nas eleições deste ano, organizaram uma passeata para chegar a outro local de votação. Para ela, a reação e o maior engajamento dos eleitores democratas nas primárias já indicavam a força da mobilização contra Trump.
O “L” de Lula atravessa fronteiras
Outro tema abordado durante a conversa foi o significado do “L”, símbolo associado à vitória de Lula em 2026. Na avaliação do entrevistado, a letra ultrapassou as fronteiras da política brasileira e passou a representar, em diferentes países, a resistência ao trumpismo e à articulação internacional da extrema direita.
“O maior signo de tudo isso, mais do que o Janones ou qualquer outra coisa, é o L. O L se tornou, o mundo fez o L. Se tornou a vitória do Lula contra o Trump, não a vitória do Lula contra o Flávio Bolsonaro, que lá fora ninguém sabe quem é, mas a vitória do Lula contra o Trump”, afirmou.
O cientista político citou a atuação do deputado André Janones na articulação de grupos políticos na Argentina, onde foi criado um grupo de WhatsApp chamado “exército peronista”, com mais de 100 mil participantes. Janones também teria sido convidado a compartilhar a experiência brasileira com movimentos no México, na Colômbia e em países europeus.
Para Costa Jr., a novidade é que o campo progressista começa a construir uma articulação internacional capaz de responder à rede criada pela extrema direita. “A extrema direita se internacionalizou com Trump e Bannon. Mas o curioso é que nós estamos vendo, pela primeira vez, a esquerda, o campo democrático e mais progressista se internacionalizar como não tinha feito antes”, avaliou.
O cientista político vê na vitória de Lula o início dessa reação, que agora alcança o centro do poder político mundial.
“Essa resposta não começou pelos democratas, não começou pela Câmara, nem pelo Biden, nem pelo Obama. Ela começou no Brasil, no Sul Global, na América Latina, no que eles chamam de quintal. (…) Saiu da periferia, tomou o Sul Global e chegou ao centro. Acho que esse é o maior fato que nós temos em muitos anos de política internacional”, concluiu.
Assista a um trecho da entrevista, na TV GGN, pelo link abaixo:
Onda democrata conquista Congresso dos EUA e impõe revés histórico ao autocrático Donald Trump
Rejeição a Trump garante maioria na Câmara e no Senado; Lula vê chance de frear sanções e investigar ida de Flávio Bolsonaro aos EUA
Do Jornal GGN:
Onda democrata conquista Congresso dos EUA e impõe revés histórico a Trump
Donald Trump - The Official White House Flickr - Reprodução

O Partido Democrata assegurou, na madrugada desta quarta-feira (4), a maioria nas duas casas do Congresso dos Estados Unidos. O resultado das eleições de meio de mandato, realizadas na terça (3), consolida um revés histórico para o presidente republicano Donald Trump. A oposição não apenas retomou a Câmara dos Representantes, como ampliou sua força no Senado com vitórias inéditas em redutos conservadores.
Até a manhã de quarta, os democratas contabilizavam 54 das 100 cadeiras no Senado. Na Câmara, a sigla virou 25 assentos antes ocupados por republicanos, atingindo 228 parlamentares eleitos, 10 a mais que os 218 necessários para garantir a maioria absoluta.
Economia e imigração pesam nas urnas
A derrota republicana reflete a insatisfação do eleitorado com o atual cenário econômico e diplomático americano. Embora o PIB mantenha um ritmo de crescimento próximo a 3%, a alta inflação e o aumento no custo de vida pesam sobre a população. A situação foi agravada por juros elevados, guerras comerciais e o fechamento do Estreito de Ormuz após o início do conflito com o Irã.
Esses fatores somaram-se à rejeição da comunidade latina à política migratória da Casa Branca. As operações agressivas de deportação conduzidas peloServiço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE) causaram retração no apoio hispânico. Em estados como Kansas e Texas, condados com maioria latina registraram deslocamentos drásticos de votos em direção à esquerda.
Reação da Casa Branca e embate com bilionários
Diante da perda da maioria legislativa, Trump indicou um recuo em sua retórica de confronto. Em entrevista ao jornal The New York Times, o presidente declarou: “Estou absolutamente disposto a aceitar esses resultados“. Ele indicou a necessidade de alianças para governar: “Vamos trabalhar com os democratas e esperamos colaborar com eles. Provavelmente chegaremos a algum entendimento“.
A moderação contrasta com declarações feitas dias antes do pleito. Em um podcast, Trump havia prometido bloquear a agenda opositora. “Acho que vou me tornar o Sr. Veto“, afirmou na ocasião. “Eles vão enviar algumas coisas. Você veta. E, eventualmente, depois de um ou dois meses sendo vetados, eles só estão perdendo tempo, vêm até nós e fazemos um acordo“.
A vitória democrata também superou o volume de doações de bilionários aliados a Trump, como Elon Musk, que investiu milhões em campanhas republicanas. O democrata James Talarico, que quebrou um jejum histórico ao ser eleito senador pelo Texas, celebrou o resultado: “Acabamos de provar que todo o dinheiro do mundo não é páreo para o povo do Texas”.
Em Iowa, o senador eleito Josh Turek reforçou a mensagem após sua vitória: “Provamos que o impossível era possível. Superamos os bilionários na votação”.
O líder da minoria no Senado, Chuck Schumer, traduziu o otimismo do partido. “Uau! Uau! Agora, contra todas as expectativas, nós, democratas, conquistamos o Senado”, disse em Washington. “Temos cinco palavras para o povo americano: o alívio está a caminho.”
Renovação demográfica no poder
As eleições de 2026 também marcaram uma diversificação no perfil político do país, com vitórias pioneiras. Abdul El-Sayed (Michigan) e Chris Pappas (New Hampshire) assumem cadeiras no Senado, tornando-se, respectivamente, os primeiros senadores declaradamente muçulmano e homossexual.
Nos governos estaduais, Deb Haaland (Novo México) será a primeira mulher indígena no cargo; Gina Hinojosa (Texas), a primeira hispânica; e David Crowly (Wisconsin), o primeiro negro a governar o estado. Na Geórgia, Keisha Lance Bottoms fará história como a primeira governadora negra dos EUA.
Reflexos no Brasil e pauta diplomática
A nova correlação de forças no Capitólio altera as perspectivas para o governo brasileiro. A gestão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) projeta que o Congresso sob controle democrata atuará como um freio à política externa de Trump, dificultando o avanço de tarifas punitivas sobre bens brasileiros e reduzindo atritos diplomáticos na América Latina.
A mudança também fortalece as cobranças sobre a atuação do governo americano em relação à permanência do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nos Estados Unidos. Dias antes das eleições, um grupo de quase 30 deputados democratas enviou um ofício ao secretário de Estado, Marco Rubio, exigindo esclarecimentos sobre uma suposta facilitação na entrada do parlamentar brasileiro no país. Com poderes de maioria, a bancada democrata avalia a possibilidade de abrir uma comissão de inquérito sobre o caso.
terça-feira, 3 de novembro de 2026
segunda-feira, 2 de novembro de 2026
Mercado, ó o Mercado - o horrendo "deus" dos vampiros rentistas - , por Celso P. de Melo
O "inquestionável" Mercado tem uma vida emocional surpreendentemente rica para alguém que ninguém jamais viu. Também possui opiniões que são sacralizadas pela grande mídia oligárquica empresarial que ele, ó o Mercado, alimentada.
Do Jornal GGN:
Imagem gerada por IA
Mercado, ó o Mercado

Ele se inquieta, perde a confiança, aprova ministros e cobra governos. Depois de apostar na eleição e perder, o personagem mais poderoso da economia brasileira já apresenta suas condições ao vencedor. Mas, afinal, quem é o Mercado?
“O inimigo da sabedoria convencional não são as ideias,
mas o curso dos acontecimentos.”
John Kenneth Galbraith, A sociedade afluente (1958).
O dia seguinte
O Mercado acordou nervoso.
Não sabemos exatamente onde dormiu, nem quantas pessoas foram consultadas para estabelecer seu estado de espírito. Sabemos apenas que estava nervoso. Nos dias seguintes, ficou também preocupado, cauteloso, decepcionado e, em certos momentos, esperançoso. O Mercado tem uma vida emocional surpreendentemente rica para alguém que ninguém jamais viu.
Também possui opiniões. Cobra responsabilidade fiscal, exige sinais, recomenda moderação, avalia ministros, recupera ou perde a confiança. Na semana passada, tinha ainda preferências eleitorais. Parte dos investidores havia montado suas posições e carteiras apostando em uma vitória de Flávio Bolsonaro, antecipando uma política econômica mais próxima daquela que consideravam desejável. O eleitor decidiu de outra maneira.
O Mercado perdeu a eleição no domingo. Na segunda-feira, começou a apresentar seu programa de governo.
Uma banca examinadora chamada Mercado
Entre as primeiras preocupações surgiu, naturalmente, o Ministério da Fazenda. E um nome começou a circular com insistência: Rafael Fonteles.
A escolha teria méritos difíceis de contestar. Fonteles é matemático, mestre em Economia Matemática pelo Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA), foi premiado nas Olimpíadas Internacionais de Química, Física e Matemática, comandou durante anos a Secretaria da Fazenda do Piauí, presidiu o Comitê Nacional dos Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz) e acaba de ser reeleito governador com ampla maioria.
É um currículo respeitável.
Ainda assim, parece faltar uma qualificação: Rafael Fonteles precisa conquistar a confiança do Mercado.
Não deixa de ser curioso. Um governador eleito precisa demonstrar ao Mercado que merece sua confiança, mas raramente ocorre a alguém perguntar se o Mercado precisa demonstrar ao governador que merece a dele.
A situação se torna ainda mais interessante porque nem sequer está claro que exista essa entidade coletiva capaz de aprová-lo. Alguns gestores receberam seu nome com entusiasmo; outros disseram conhecê-lo pouco. Surge então uma pergunta elementar: se nem o Mercado sabe exatamente o que o Mercado pensa, quem fala quando o Mercado fala?
O próprio Fonteles ofereceu uma pista ao comentar a reação dos investidores à eleição. Lula, lembrou ele, “não é presidente apenas para quem atua nos mercados”; é presidente pensando no conjunto do país.
Parece uma obviedade. Talvez por isso precise ser lembrada.
A confiança tem memória curta
Não seria a primeira vez que um presidente eleito se defrontaria, antes mesmo de iniciar o mandato, com a necessidade de conquistar outra espécie de sufrágio.
Dilma Rousseff conhece a experiência. Reeleita em 2014, começou o segundo mandato promovendo uma forte inflexão na política econômica. Chamou Joaquim Levy para a Fazenda e adotou um ajuste destinado, entre outras coisas, a recuperar a credibilidade fiscal e a confiança dos agentes econômicos.
Seria simplista atribuir àquela escolha a crise que terminaria no impeachment. Mas também seria imprudente esquecer que a guinada não produziu a tranquilidade econômica prometida nem protegeu o governo da deterioração política que se seguiu.
A confiança do Mercado revelou então uma propriedade peculiar: pode custar caro para ser conquistada e, mesmo depois de conquistada, não vem acompanhada de garantia.
Lula talvez tenha alguma razão para se lembrar disso.
Há gastos e há “serviços”
A cobrança atual tem um centro conhecido: responsabilidade fiscal. A preocupação é legítima. Nenhum governo pode tratar indefinidamente receitas, despesas e dívida como variáveis independentes. A trajetória da dívida brasileira merece atenção, e juros elevados tornam seu financiamento particularmente oneroso.
O curioso começa quando procuramos descobrir onde se concentra o olhar.
Há despesas que aparecem no debate público acompanhadas de adjetivos. O gasto social pode ser excessivo; o reajuste do salário mínimo, dispendioso; a Previdência, insustentável; o investimento público precisa caber no orçamento. Saúde, educação, universidades, infraestrutura e programas de transferência de renda entram rapidamente na planilha quando chega a hora do ajuste.
Os juros da dívida pertencem a outra categoria linguística. Constituem o “serviço da dívida”.
E o serviço não é pequeno. Para 2026, o Fundo Monetário Internacional (FMI) projeta uma despesa federal líquida com juros equivalente a cerca de 8,4% do Produto Interno Bruto (PIB). No mesmo quadro fiscal, as despesas federais de capital aparecem em torno de 0,6% do PIB.
Não se trata, evidentemente, de comparar mecanicamente rubricas de natureza diferente. Os juros remuneram quem financiou o Estado, e sem financiamento não existe Estado moderno. Mas a diferença de escala deveria ao menos suscitar uma pergunta que raramente abre os debates sobre austeridade: por que custa tanto ao Brasil financiar sua dívida?
Porque existe também uma diferença muito concreta entre os destinos do dinheiro. O investimento público pode ampliar a infraestrutura, a produção e a capacidade tecnológica do país. O crédito agrícola pode gerar uma safra; a política industrial, ampliar a capacidade produtiva; o investimento em ciência, criar uma tecnologia que ainda não existia.
O pagamento de juros cumpre uma função econômica necessária: remunera o capital que financiou o Estado. Mas não deixa diretamente um novo pé de milho no campo, outro parafuso na fábrica, mais um quilômetro de ferrovia – nem uma escola, um porto ou um laboratório.
Talvez por isso seja tão curioso que, quando chega a hora de procurar o responsável pelo desequilíbrio, a lupa costume pousar primeiro sobre as despesas primárias.
Há o salário do professor, o benefício do aposentado, o Bolsa Família destinado à família pobre – e os juros pagos ao credor.
Mas, no debate sobre o gasto público, quase sempre são os três primeiros que acabam sentados no banco dos réus.
Noventa por cento de quê?
Nesse momento costuma surgir o número capaz de encerrar a conversa: pela metodologia brasileira, a dívida bruta do governo geral caminha para perto de 90% do PIB; pela metodologia internacional utilizada pelo FMI, a projeção para 2026 é de aproximadamente 98%.
É muito. E sua trajetória deve preocupar.
Mas números também viajam. Pela mesma metodologia, a dívida dos Estados Unidos está perto de 127% do PIB; a da França, de 119%; a da Itália, de 138%.
Isso não torna a dívida brasileira pequena, muito menos autoriza comparações mecânicas entre países cujas moedas, mercados financeiros e condições de financiamento ocupam posições muito diferentes no sistema internacional. Mostra apenas que a relação dívida/PIB, sozinha, não traz uma política econômica escondida dentro dela.
Importam os juros, os prazos, a moeda, os credores, a capacidade tributária do Estado e o crescimento da economia. Importa ainda uma pergunta quase sempre esquecida: o que um país constrói enquanto se endivida?
Os Estados Unidos saíram da Segunda Guerra Mundial com dívida pública equivalente a 106% do PIB. Em 1974, a relação havia caído para 23%. Superávits primários, inflação inesperada e juros nominais mantidos baixos durante parte do período tiveram papel importante nessa redução, ao lado do crescimento econômico. Enquanto a dívida encolhia em relação ao produto, porém, o país expandia universidades, infraestrutura, pesquisa científica, habitação, rodovias, energia e tecnologias que ajudariam a definir a economia do pós-guerra.
A dívida não registra apenas quanto um país deve. A história econômica também pergunta o que ele construiu enquanto devia.
Há, afinal, duas maneiras de melhorar uma fração: diminuir o numerador ou aumentar o denominador.
Na relação dívida/PIB, o denominador tem um nome. Chama-se economia.
Os intérpretes do invisível
O Mercado, naturalmente, precisa de intérpretes.
Todas as noites eles aparecem nos jornais, nos canais de notícias e nas páginas de economia. São economistas de bancos, gestores de fundos, analistas de consultorias, operadores e especialistas que conhecem profundamente os mecanismos financeiros e têm todo o direito de apresentar suas avaliações.
Seria absurdo não os ouvir.
Há, porém, algo curioso nessa mediação. Como certas entidades que não se manifestam diretamente e precisam de médiuns para ganhar voz, o Mercado só se torna audível quando alguém fala por ele. E seus intérpretes, embora numerosos, parecem muitas vezes captar mensagens surpreendentemente semelhantes.
É aí que começa o problema. Uma escolha entre políticas possíveis adquire lentamente a aparência de consenso técnico. A preferência vira recomendação; a recomendação, necessidade; a necessidade, realidade. Ao final do percurso, já não sabemos muito bem onde terminou a análise e começou a vontade da entidade interpretada.
Talvez Galbraith reconhecesse aí uma velha conhecida. A “sabedoria convencional” não precisa ser falsa para adquirir poder; basta que determinadas ideias, de tão repetidas, passem a parecer menos escolhas do que descrições inevitáveis da realidade. Até que, como lembrava a epígrafe, o curso dos acontecimentos resolva submetê-las a novo exame.
E a própria linguagem ajuda.
Quando trabalhadores querem alguma coisa, sindicatos reivindicam. Movimentos sociais pressionam. Empresários defendem interesses. Partidos propõem. Professores pedem recursos. A indústria solicita incentivos.
O Mercado não faz nada disso. Ele reage.
A diferença é pequena apenas na gramática.
Quem reivindica possui interesses. Quem reage parece obedecer às leis da natureza.
A temperatura cai. A chuva aumenta. O dólar sobe.
O Mercado reage.
E quase nunca perguntamos quem estava do outro lado da frase.
Quando o plural desaparece
Por trás do singular há, naturalmente, um plural. Existem bancos, fundos de investimento, seguradoras, corretoras, gestores de patrimônio, investidores estrangeiros, empresas, credores e milhões de pessoas que aplicam suas economias. Seus interesses não são necessariamente iguais e, algumas vezes, são abertamente contraditórios.
Todos são legítimos.
O truque acontece quando o plural desaparece.
Um conjunto de interesses econômicos identificáveis deixa de aparecer como uma das forças que disputam escolhas numa democracia e passa a falar como entidade única, sem rosto e aparentemente sem interesses próprios. Suas preferências tornam-se “sinais”; suas demandas, “condições”; sua aprovação recebe o nome de “confiança”.
Lula terá de ouvir o Mercado. Seria irresponsável não fazê-lo. Um governo precisa preservar a estabilidade da moeda, financiar sua dívida, atrair investimentos, estimular empresas e manter contas públicas sustentáveis.
Mas talvez o Mercado também pudesse experimentar uma inovação: ouvir o país.
Na segunda-feira
No domingo da eleição, banqueiros, gestores de fundos, credores, empresários, professores, trabalhadores, aposentados e desempregados foram chamados a decidir quem deveria governar o Brasil pelos próximos quatro anos.
Cada um recebeu exatamente um voto.
O resultado desagradou a muitos e alegrou a muitos outros. É assim que funcionam eleições.
Na segunda-feira, os jornais informaram que o Mercado estava nervoso. Logo soubemos que cobrava responsabilidade fiscal, queria sinais, examinava candidatos ao Ministério da Fazenda e aguardava garantias de que o novo governo compreenderia suas preocupações.
Talvez não seja necessário combater o Mercado. Nem o ignorar. Muito menos silenciá-lo.
Bastaria apresentá-lo.
Dizer quem está falando, em nome de quem, representando quais interesses e defendendo quais escolhas. Interesses legítimos não precisam ser transformados em forças da natureza.
Porque no domingo o Mercado ainda era feito de cidadãos.
Cada um com seu voto.
Foi somente na segunda-feira que voltou a ser uma entidade.
Celso P. de Melo – Professor Titular Aposentado da UFPE, Pesquisador 1A do CNPq, Membro da Academia Brasileira de Ciências
domingo, 1 de novembro de 2026
Boaventura Sousa Santos: Lula já supera Mandela
Do Canal TV 247:
Os jornalistas Sara Goes, Andrea Trus e Joaquim de Carvalho recebem convidados especiais e debatem as principais notícias do Brasil e do mundo. No painel, Florestan Fernandes Júnior, Jeferson Miola, Mario Vitor Santos e Tereza Cruvinel analisam os grandes fatos da política e da economia. Paulo Moreira Leite também comentam sobre os grandes fatos do dia. Pedro Paiva e Marcia Carmo fazem a cobertura a partir de Nova Iorque e Buenos Aires.
Reinaldo Azevedo - Flávio fugiu para buscar impunidade, enquanto o mundo reconhece Lula como líder
Do Canal Metrópoles:
Jason Miller, assessor de comunicação da Casa Branca, confirmou que providenciou o jato utilizado por Flávio Bolsonaro na fuga para os Estados Unidos. Donald Trump também autorizou a entrada temporária do senador e de seus familiares no país. Segundo o New York Times, Flávio poderá solicitar residência permanente. Enquanto isso, o governo Lula avalia que Trump está isolado e sem argumentos para contestar o resultado das eleições brasileiras. Ao menos 107 países já parabenizaram Lula pela vitória, enquanto Estados Unidos e Argentina seguem sem reconhecimento expresso entre os integrantes do G20. Reinaldo Azevedo comenta:
Pepe Escobar sobre o signficado da vitória de Lula para o mundo e da derrota de Trump pela derrota de Flávio
Do Canal Pepe Café:
60 ainda milhões votaram em um fugitivo, mas 64, 25 milhões votaram em um líder mundial
Brasil agora está no centro do Grande Jogo.
sábado, 31 de outubro de 2026
Analista dos EUA afima: Brasil Nunca Perdeu Uma Luta, Não Seria Agora Que Perderia. Brasil Soberano
Do Canal de Julien Jubert:
Analistas dos EUA deixam claro: Brasil é um país pacífico porem não pipoca pra ninguém. O povo brasileiro enfrentou o Trumpismo e venceu. Brasil no topo do mundo!!! Tv dos EUA falando do Brasil
Brasil e Estados Unidos: a leitura histórica de Luis Nassif sobre o refluxo da extrema-direita neofascista frente às manifestações progressistas ao redor do mundo
Da TV GGN:
Luis Nassif analisa a Lava Jato como parte de uma estratégia de influência dos Estados Unidos sobre o Brasil. Em sua leitura, o exercício desse poder passou dos golpes militares à aproximação com instituições policiais, jurídicas e do Ministério Público. O comentário percorre o papel de Nelson Rockefeller na América Latina e apresenta a interpretação de Nassif sobre os efeitos da Lava Jato na construção civil e na política brasileira. Ao final, o jornalista aborda as dificuldades de retomada do país e o peso das big techs.
Reinaldo Azevedo – Estudantes do Brasil foram a centelha, ou “Iskra”, como diria Lênin, da vitória de Lula
Estudantes se mobilizaram contra o fascismo da elite e da imprensa em conluio com Flávio Bolsonaro nas Eleições 2026 acedendo a centelha da movimentação popular que deu a vitória histórica de virada a Lula no 2º turno.
sexta-feira, 30 de outubro de 2026
Estudantes convocam ato na Paulista no domingo (dia 1º de novembro) em defesa da Democracia e contra as ameaças de Flávio Bolsonaro (porque extrema-direita fascista não se discute, se combate!)
Secretária-geral da UNE afirma que mobilização de massa vai responder a tentativas de desestabilização democrática do golpismo continuado do bolsonarismo
Do Brasil de Fato (e ICL Notícias):
Estudantes convocam ato na Paulista no domingo (1º) contra ameaças de Flávio Bolsonaro
Por Brasil de Fato
Entidades estudantis e movimentos populares convocaram uma manifestação para o próximo domingo (1º), na avenida Paulista, em São Paulo (SP), em defesa da democracia e em resposta às recentes declarações da oposição da extrema direita puxada pelo candidato derrotado Flávio Bolsonaro (PL) após o segundo turno das eleições.
A mobilização busca marcar a presença popular nas ruas e contrapor tentativas de contestação do resultado eleitoral.
“O sentido dessa mobilização permanece vivo na sociedade brasileira. A gente segue mobilizado e organizado para combater qualquer tentativa golpista no nosso país. Não adianta correr para os Estados Unidos nem esbravejar na internet”, disse a secretária-geral da União Nacional dos Estudantes (UNE), Camila Moraes em entrevista ao programa É de Manhã, da Rádio Brasil de Fato.
De acordo com a dirigente, a juventude e os movimentos sociais seguirão organizados para assegurar o respeito às urnas. “Ameaças de Flávio Bolsonaro vão bater de frente com as mobilizações de massa”, destacou Moraes.
“Não pense o Flávio Bolsonaro que ele vai escrever uma carta com um brasão que a gente não usa mais, alterar o texto a depender da repercussão e correr pedindo abrigo para o [presidente dos Estados Unidos] Donald Trump que a gente vai recuar, esmorecer ou temer. As suas ameaças e os seus ataques vão bater de frente com um povo brasileiro mobilizado e organizado”, disse a secretária-geral da UNE.
A dirigente de UNE e ativista do movimento Levante Popular da Juventude destaca ainda que o papel do movimento estudantil foi decisivo para virar votos e garantir a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno.
Moraes também rejeitou a narrativa de que membros da família Bolsonaro estejam sofrendo perseguição política. Para a ativista, a busca por apoio no exterior e a divulgação de cartas com tom de ameaça visam apenas evitar a responsabilização por atos investigados pela Justiça.
“Não há perseguição a ninguém da família Bolsonaro. A família Bolsonaro é envolvida em muitos crimes e, nos governos progressistas e democráticos, esses crimes são investigados. Eles tentam criar essa narrativa de perseguição política que não existe para não responderem pelos crimes que cometeram”, disse.
A concentração do ato na avenida Paulista está agendada para as 10h do próximo domingo no MASP (Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand), e deve reunir estudantes, centrais sindicais e frentes populares.




