domingo, 6 de setembro de 2026

Portal do José: DOMINGÃO DO VACILÃO! MENDONÇA DESPACHA EM PLENO DOMINGO VISANDO MORAES! VAI QUEBRAR A CARA!

 

Do Portal do José:




NATUZA ACORDA, ENFRENTA NARRATIVA DE MALU GASPAR E FÃS TEMEM POR DEMISSÃO NA GLOBO COMO OCORREU COM DANIELA LIMA.

 

Do Canal Desmascarando:




Reinaldo Azevedo – Não apoio impeachment de ninguém. André Mendonça, onde estava seu Deus, de quem vc se julga enviado, na hora de eleger alvos?

 

Da Rádio BandNews FM:




O "terrivelmente evangélico" e explicitamente bolsonarista se apresenta como "enviado de Deus"

 

 

Do Canal de Samuel Borelli:


SOU ENVIADO DE DEUS



O golpe (bolsonarista) por dentro do Supremo, por Luciana Bauer e Reynaldo Aragon

 

André Mendonça faz de uma investigação sem conclusão judicial o combustível para guerra interna no STF, rompendo o equilíbrio institucional

Do Jornal GGN:

O golpe por dentro do Supremo, por Luciana Bauer e Reynaldo Aragon

    Reprodução redes sociais

André Mendonça abre o maior golpe desferido no STF às vésperas da eleição e transforma a própria instituição em campo de batalha da guerra híbrida contra o Brasil

Por Luciana Bauer e Reynaldo Aragon

Às vésperas da eleição presidencial, André Mendonça transforma elementos de uma investigação ainda sem conclusão judicial em combustível para uma guerra interna no STF, rompendo – de forma brutal e sem arcabouço constitucional que o embase – o equilíbrio institucional da Corte. Uma frente de desestabilização que converge com os interesses da extrema direita brasileira e com a ofensiva dos Estados Unidos contra a soberania política e digital do Brasil.

Quando o Estado é colocado contra o próprio Estado

A pouco mais de um mês da eleição presidencial, o golpe mudou de lugar. Em 8 de janeiro de 2023, foi preciso quebrar vidraças, arrombar portas e invadir o Supremo Tribunal Federal. Agora, a desestabilização avança por dentro da própria institucionalidade. André Mendonça, ministro do STF, vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral e um dos magistrados responsáveis pela condução do processo eleitoral, retirou o sigilo de material ainda submetido à apuração, expôs uma investigação que alcança integrantes das mais altas estruturas do Estado e lançou o Supremo numa guerra interna cujas consequências ultrapassam qualquer disputa pessoal com Alexandre de Moraes.

É preciso dizer desde o início o que está e o que não está em discussão. Não existe, até aqui, conclusão judicial que permita condenar Moraes pelas informações que emergiram do caso Banco Master. Se houver crime, que seja investigado, provado e punido. O problema é precisamente outro. Antes que a Justiça produzisse uma verdade processual, a suspeita foi lançada ao espaço público como fato político. Em poucas horas, Moraes, Paulo Gonet, Andrei Rodrigues, servidores do Banco Central e Gabriel Galípolo passaram a habitar a mesma atmosfera de suspeição de forma centripetra e possivelmente coordenada com a imprensa e vazadores que desde a Lava Jato operam impunes. A extrema direita imediatamente transformou essa matéria bruta em arma eleitoral. O STF deixou de aparecer como instituição capaz de processar uma crise e passou a aparecer como parte da própria crise.

É aqui que o acontecimento revela sua verdadeira dimensão. Um golpe no século XXI não precisa começar com tanques diante do Congresso. Pode começar quando os mecanismos do Estado são utilizados de maneira a destruir a confiança no próprio Estado, quando o procedimento antecede a prova, quando o vazamento produz sentença social antes do contraditório e quando uma instituição é empurrada para a guerra contra si mesma. O que André Mendonça abriu não é apenas uma crise no Supremo. É uma fissura no centro do sistema de contenção democrática brasileiro no momento exato em que esse sistema será colocado à prova pelas eleições de 2026. Mendonça hoje foi mais eficaz que as turbas insandecidas a depredar o Supremo no dia do Golpe.

Se cunha iniciou o golpe de 2016. Mendonça pode ter iniciado o próximo golpe de 2027 dando tons de messianismo constitucional ao que podemos taxar de conduta totalmente inconstitucional para com seus pares.

O supremo é julgado por um plenário e não pela imprensa. Mendonca não operma mais dentro das quatro linhas do estado do direito.

O ministro terrivelmente lavajatista Mendonça não apenas recebeu informações produzidas pela Polícia Federal. Ele movimentou a máquina. Determinou que a PF elaborasse, em 72 horas, um relatório específico sobre referências a Alexandre de Moraes, Paulo Gonet e Andrei Rodrigues, separou esse material em uma nova frente processual, abriu vista à Procuradoria-Geral da República e, antes mesmo de uma manifestação conclusiva do Ministério Público, retirou o sigilo e empurrou o caso para o centro da arena pública. Depois, pediu que o assunto fosse levado a uma sessão presencial do Plenário. A sucessão dos atos importa porque revela algo maior do que uma divergência jurídica: uma investigação ainda em formação foi convertida, por decisão institucional, em acontecimento político nacional.

É nesse ponto que o método se torna tão grave quanto o conteúdo. A direção da Polícia Federal reagiu duramente e passou a questionar se o relator havia ultrapassado a função de supervisionar a investigação para assumir um papel ativo na produção de uma linha investigativa própria. Ministros do Supremo falaram em ruptura das regras internas e em um ambiente de vale-tudo. A PGR foi colocada numa posição ainda mais delicada, porque aparece ao mesmo tempo como instituição responsável por controlar juridicamente a investigação e como uma das estruturas atingidas pelas referências reveladas. O resultado é um curto-circuito institucional: quem investiga passa a ser questionado, quem fiscaliza passa a integrar a crise e quem deveria arbitrar o conflito passa a lutar pela própria legitimidade.

A guerra híbrida opera exatamente nessa zona cinzenta. Ela não precisa fabricar documentos falsos quando pode explorar documentos verdadeiros fora de seu tempo processual. Fora da logica constitucional e dos direitos e garantias fundamentais. Não precisa inventar uma acusação quando pode retirar um fragmento de contexto, lançá-lo na circulação pública e deixar que o ecossistema político produza a condenação. O tempo jurídico exige prova. O tempo informacional exige impacto. Quando esses dois tempos entram em choque, vence primeiro quem controla a percepção.

Por isso, o ato mais poderoso não foi a descoberta de uma mensagem, mas a transformação da investigação em espetáculo antes que a própria investigação pudesse dizer o que aquelas mensagens significavam. A partir desse instante, a Justiça deixou de conduzir sozinha o processo. A opinião pública, as redes, as campanhas eleitorais e os interesses políticos passaram a disputar o sentido do material em tempo real. E quando o sentido é capturado antes da prova, o processo continua aberto nos autos, mas a sentença política já começou a ser executada nas ruas.

As portas de um novo golpe com STF com tudo estão abertas: um novo golpe com o supremo fragilizado e vilipendiado como estamos vendo por um dos seus próprios ministros sera matéria fácil para ser tragado pelo próximo golpista de plantão em eleições.

É aqui que a crise deixa de ser apenas jurídica e revela sua natureza histórica. A guerra híbrida não precisa destruir o Estado de uma vez. Sua forma mais eficiente é fazê-lo perder progressivamente a capacidade de reconhecer quem o ataca, enquanto suas próprias instituições são empurradas umas contra as outras. O conflito passa a utilizar a legalidade, a informação, a economia, a tecnologia e a disputa eleitoral como partes de uma mesma correlação de forças. Tudo continua aparentemente funcionando. Os tribunais julgam, a polícia investiga, a imprensa publica, as plataformas distribuem, os candidatos discursam. Mas, por baixo dessa normalidade, a autoridade que sustenta o conjunto começa a ser corroída.

A contradição é brutal. O STF, que depois de 8 de janeiro se tornou uma das principais barreiras institucionais contra a extrema direita golpista, passa agora a produzir diante do país a imagem de uma Corte dividida, desconfiada de si mesma e incapaz de estabelecer sequer um terreno comum para processar a própria crise. A Polícia Federal contesta o procedimento de um ministro do Supremo. A Procuradoria-Geral da República é chamada a fiscalizar uma investigação na qual seu próprio chefe aparece mencionado. O Banco Central entra no circuito da suspeição. Em vez de uma instituição proteger a estabilidade da outra, forma-se uma cadeia de atritos capaz de consumir a legitimidade de todas.

Essa é uma das formas mais perigosas da guerra política contemporânea porque transforma a força do Estado em matéria-prima de sua própria vulnerabilidade. Não é preciso fechar o Supremo se for possível esvaziar sua autoridade. Não é preciso dissolver a Justiça Eleitoral se for possível fazer milhões de pessoas duvidarem de sua neutralidade antes da votação. Não é necessário impedir formalmente o funcionamento da democracia quando se consegue destruir a confiança coletiva sem a qual suas instituições se tornam apenas edifícios, cargos e ritos.

Para um país do Sul Global, essa dinâmica tem um peso ainda maior. Estados submetidos historicamente à dependência econômica, tecnológica e informacional não enfrentam apenas disputas domésticas. Suas crises internas são atravessadas por interesses externos capazes de explorar cada fissura. É nesse ponto que o conflito brasileiro deixa de ser apenas uma guerra entre ministros e passa a revelar uma disputa pela capacidade do próprio Brasil de decidir seu destino. O golpe híbrido começa exatamente assim: não quando a Constituição desaparece, mas quando as forças que deveriam sustentá-la passam a corroer umas às outras.

A essa altura, a crise já não pertence apenas ao Supremo. Ela entra diretamente na disputa eleitoral e encontra uma estrutura de interesses muito maior do que a briga entre ministros. Mendonça é vice-presidente do TSE e atua na propaganda das eleições de 2026. O primeiro turno está a pouco mais de um mês. No mesmo momento em que o STF se fragmenta, a extrema direita transforma o material do caso Master em arma de campanha, desloca o centro do debate e converte suspeitas ainda não julgadas em certezas políticas prontas para circular nas redes. O que a Justiça ainda precisa investigar, a máquina eleitoral já aprendeu a explorar.

É também nesse ponto que a crise brasileira encontra Washington. O governo dos Estados Unidos já transformou decisões do STF sobre plataformas digitais em questão estratégica, aplicou sanções contra Alexandre de Moraes, utilizou tarifas e instrumentos comerciais como pressão sobre o Brasil e tratou a regulação das Big Techs como conflito de interesse nacional norte-americano. Moraes tornou-se alvo não apenas da extrema direita brasileira, mas de uma estrutura de coerção externa que enxerga nas decisões brasileiras sobre plataformas, dados e soberania digital um obstáculo aos interesses econômicos e políticos dos Estados Unidos.

Não há prova de que André Mendonça receba ordens de Washington. E afirmar isso sem evidência destruiria a força do argumento. O que existe é algo mais concreto e, do ponto de vista do realismo político, suficiente para exigir atenção: uma convergência objetiva de interesses. A extrema direita precisa enfraquecer o STF para reconstruir sua capacidade de ação. As Big Techs precisam reduzir a capacidade regulatória do Estado brasileiro. Washington pressiona as instituições que impõem limites às empresas norte-americanas e à sua projeção política. E, no centro dessa correlação de forças, uma crise interna aberta pelo próprio Supremo atinge exatamente a instituição que vinha funcionando como uma das últimas barreiras contra esses interesses.

É assim que a guerra híbrida amadurece. Ela não exige que todos os atores estejam reunidos na mesma sala. Basta que forças distintas descubram que podem avançar na mesma direção. O capital transnacional quer liberdade para operar. A extrema direita quer recuperar poder. Washington quer disciplinar um Brasil que regula plataformas, fortalece o BRICS e reivindica autonomia estratégica. As redes digitais precisam apenas converter cada fissura em espetáculo, cada dúvida em indignação e cada indignação em comportamento político. O tabuleiro se move sem que seja necessário um comando único.

Para um país periférico, esse é o ponto em que a disputa interna deixa de ser doméstica. O Brasil não enfrenta somente uma eleição. Enfrenta a tentativa permanente de decidir se continuará sendo um Estado capaz de impor regras ao capital, às plataformas e às potências estrangeiras ou se voltará à condição histórica que o sistema internacional reservou ao Sul Global: mercado, território, fonte de dados e espaço político administrado de fora para dentro. Quando a instituição que deveria conter essa pressão começa a se romper internamente, o problema deixa de ser apenas jurídico. Torna-se uma questão de soberania.

É preciso chegar ao fim sem cair na armadilha mais fácil: transformar Alexandre de Moraes em símbolo intocável. Não é disso que se trata. Se houver crime, que se investigue. Se houver prova, que se puna. A defesa da democracia não pode depender da blindagem de pessoas. Ela depende da preservação de regras, procedimentos, instituições e da capacidade coletiva de distinguir investigação de condenação, indício de prova, informação de sentença.

É exatamente essa fronteira que está sendo destruída. A suspeita começou em Moraes, alcançou Gonet, Andrei Rodrigues, servidores do Banco Central e Galípolo, e já produz o ambiente necessário para atingir o próprio governo. Esse é o mecanismo. Não é necessário provar que todo o Estado está corrompido. Basta produzir a percepção de que nenhuma instituição merece confiança. Quando tudo parece contaminado, qualquer ruptura pode ser apresentada como limpeza.

O Brasil conhece esse caminho. Em 2016, a ruptura foi construída por dentro das instituições, legitimada por procedimentos formalmente existentes e alimentada por uma máquina política e midiática que transformou exceção em normalidade. Em 8 de janeiro de 2023, a extrema direita tentou converter a deslegitimação acumulada em força física. Em 2026, o método pode estar atingindo um estágio mais sofisticado: utilizar as próprias contradições do Estado para enfraquecer sua capacidade de resistir.

É isso que precisa ser denunciado agora, antes que a fumaça esconda o incêndio. Golpes não começam no momento em que a Constituição é rasgada. Começam quando a sociedade é preparada para acreditar que ela já não serve, que seus tribunais não merecem confiança, que suas instituições são inimigas e que somente uma força externa ao pacto democrático pode restaurar a ordem.

Desta vez, talvez não precisem invadir o Supremo.

Basta fazê-lo desabar por dentro.

A lava jato mais uma vez, ao nunca ser corretamente enfrentada pelos três poderes, ganhou.

Artigo publicado originalmente em <código aberto>

Luciana Bauer é jurista, pesquisadora e escritora. Pós-doutora em Direito pela Universidade do Vale do Itajaí (Univali), em regime de dupla titulação com a Pace University (Estados Unidos). Doutora em Direito (SJD) pela Widener University Delaware Law School (EUA). Mestre em Ciência Jurídica pela Univali, em dupla titulação com o LL.M. da Widener University Delaware Law School. Graduada em Direito pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Atuou por mais de duas décadas como Juíza Federal do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4).

Reynaldo Aragon é jornalista especializado em geopolítica da informação e da tecnologia, com foco nas relações entre tecnologia, cognição e comportamento. Editor do codigoaberto.net É pesquisador do Núcleo de Estudos Estratégicos em Comunicação, Cognição e Computação (NEECCC – INCT DSI) e integra o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Disputas e Soberania Informacional (INCT DSI), onde investiga os impactos da tecnopolítica sobre os processos cognitivos e as dinâmicas sociais no Sul Global.


A estratégia de André Mendonça e dos jornalões/mídias pró-golpistas, por Luís Nassif

 

A imprensa tratará de ocultar as suspeitas sobre Mendonça enquanto alimenta a fogueira contra Moraes, Gonet e Rodrigues.


Do Jornal GGN:


A estratégia de André Mendonça e dos jornalões, por Luís Nassif


    Reprodução Youtube


O criminalista Daniel Bialski já defendeu Michelle Bolsonaro, Cláudio Castro, Onyx Lorenzoni, Milton Ribeiro e Carla Zambelli. É o advogado preferido pelo bolsonarismo. Ele foi contratado por Vorcaro para reabrir as chances de uma delação premiada.

Em meados de agosto, Bialski realizou uma reunião oficial com o ministro André Mendonça. No mesmo horário em que Vorcaro tinha uma oitiva agendada com a Polícia Federal, a administração da Papudinha — o presídio onde ele se encontra — armou uma arapuca: informou falsamente à PF que o sistema de transmissão não estava funcionando. Simultaneamente, foi prestado depoimento a João Azambuja, juiz auxiliar do gabinete de Mendonça. Nessa oitiva, Vorcaro fez referências a viagens e despesas supostamente pagas em favor de Andrei Rodrigues, chefe da PF, sem apresentar provas.

Há duas estratégias que se completam.

Do lado de Vorcaro, a delação é a única saída. No instituto da delação premiada, só são aceitos acordos de quem aponta responsabilidades no andar de cima, isto é, de seus superiores. Como Vorcaro era o cabeça do esquema, quem seriam esses superiores? A saída encontrada foi implicar o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o ministro Alexandre de Moraes.

A segunda estratégia insere-se na guerra híbrida em curso, promovida com a interferência do Departamento de Estado norte-americano. A jogada de Mendonça ao exigir um relatório da PF sobre Alexandre de Moraes, atropelando os procedimentos praxe para jogar lama no ventilador, visou implodir todo o sistema de Justiça — a última trincheira institucional contra o golpismo. Não é por outro motivo que o acordo foi selado entre Mendonça e um advogado estreitamente ligado ao bolsonarismo – para surpresa dos demais advogados, do escritório Leonardo, banca respeitada em Belo Horizonte.

O papel dos jornalões

A análise da cobertura da imprensa reforça a ideia da subordinação dos grupos de mídia à pressão do Departamento de Estado.

Há dois temas em pauta. De um lado, as denúncias que expõem os encontros de André Mendonça com Daniel Vorcaro na sede do ITER e as suspeitas sobre contratos firmados com empresas do ex-banqueiro. De outro, os escândalos — ainda sem provas — armados por Vorcaro contra altas autoridades.

Tome-se a home dos três principais jornais no final da tarde de ontem

Pouco importa o desfecho desse imbróglio.

O Globo

Uma pequena nota na coluna à direita. Internamente menciona a reportagem de Paulo Motoryn no ICL.

Estadão

Nenhuma nota sobre o encontro,de Vorcaro e Mendonça.

Folha

Nenhuma nota a respeito do encontro.

Desfecho

Pouco importa a procedência das acusações; o objetivo é manter a fogueira acesa até as eleições. A imprensa tratará de ocultar as suspeitas sobre Mendonça enquanto alimenta a fogueira contra Moraes, Gonet e Rodrigues.

Repito o que escrevi ontem: se essas manobras derem a vitória a Flávio Bolsonaro, agosto de 2026 será o mês que entrará na história da imprensa brasileira, como o marco definitivo da traição final à democracia brasileira.


Jurista acusa André Mendonça de interferir diretamente na investigação do caso Master

 

Luciana Bauer afirma que ministro teria determinado passo a passo da persecução penal, incluindo atuação de delegados e delações

Do Jornal GGN:

    A jurista Luciana Bauer em entrevista ao programa TV GGN 20 horas desta sexta-feira. Imagem: Reprodução YouTube

Redação do GGN

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), teria interferido diretamente na condução da investigação relacionada ao Banco Master, determinando etapas da persecução penal e orientando a atuação de delegados.

A afirmação é da jurista Luciana Bauer, em declaração feita durante o programa TV GGN 20 horas desta sexta-feira (05/09), durante debate sobre a crise instalada no Supremo e os conflitos envolvendo Mendonça, Alexandre de Moraes e outros integrantes da Corte.

“O mais grave que saiu hoje (sexta-feira) na imprensa é justamente que ele ordena passo a passo a persecução penal”, afirmou Bauer. Segundo ela, o ministro teria determinado “o que cada delegado vai fazer e não vai fazer” e até mesmo como delações deveriam ser conduzidas.

Na avaliação da jurista, esse tipo de atuação comprometeria o princípio da imparcialidade judicial, uma vez que o magistrado responsável pelo julgamento não deveria assumir o papel de conduzir diretamente a investigação. “Tudo isso é vedado”, disse.

Bauer afirmou ainda que Mendonça teria conhecimento das regras que limitam a atuação de um ministro na condução de uma investigação. Para ela, o problema seria agravado pelo fato de o ministro atuar como relator do procedimento.

Crítica à concentração de funções

A discussão foi retomada posteriormente pelo historiador Valdei Araújo, que apontou a necessidade de uma mudança estrutural no funcionamento do STF.

Araújo defendeu a criação de uma espécie de juiz de garantias dentro do Supremo, de modo que o ministro responsável por acompanhar uma investigação não seja necessariamente o mesmo que posteriormente exercerá a relatoria do processo.

“Não faz sentido que o André Mendonça acompanhe todo o inquérito e ainda seja o relator”, afirmou.Para o historiador, a separação entre quem conduz ou controla a investigação e quem julga o processo poderia funcionar como mecanismo de controle sobre eventuais excessos.

A proposta foi apresentada no contexto de uma crítica mais ampla à concentração de poder nas mãos dos ministros do Supremo. Araújo afirmou que o problema não seria exclusivamente a atuação de Mendonça, mas o próprio modelo institucional que permite que um ministro acumule grande capacidade de intervenção em uma investigação.

Durante o programa, ele também diferenciou a atuação de Alexandre de Moraes durante o período posterior ao 8 de janeiro da atuação atribuída a Mendonça no caso Master.

Na avaliação do historiador, Moraes teria exercido poderes excepcionais em defesa das instituições democráticas, enquanto Mendonça estaria utilizando sua posição de forma política.

Veja mais a respeito do tema na íntegra do programa TV GGN 20 horas.


Daniela Lima, no UOL - PF: André Mendonça direcionou apurações e selecionou alvos nos casos Master e INSS

 

 

Daniela Lima traz as repercussões sobre crise no STF, com Fachin retirando o pedido contra Mendonça do inquérito comandado por Alexandre de Moraes; impeachment de Mendonça após relatórios da PF; pronunciamento de Lula e Flávio Bolsonaro sobre caso Master e muito mais...

Do UOL:



sábado, 5 de setembro de 2026

Juliana Dal Piva: A AJUDA DO BANQUEIRO - O HERDEIRO DE JAIR - NO ALVO

 

Do Instituto Conhecimento Liberta

A jornalista Juliana Dal Piva conta como Flávio Bolsonaro foi pego na mentira de que não conhecia o banqueiro Daniel Vorcaro pelo repórter Paulo Motoryn. Ao longo do episódio, é revelado como o senador pede mais de U$ 20 milhões para supostamente financiar um filme sobre o pai ao mesmo tempo em que Bolsonaro é julgado no STF e Flávio se prepara para disputar a presidência. O destino do dinheiro entregue pelo banqueiro ainda é um mistério que assombra até o ex-deputado Eduardo Bolsonaro.



O QUE A GRANDE MÍDIA (PiG) ESCONDE SOBRE O CASO ANDRÉ MENDONÇA

 

Os interesses da Elite da Faria Lima, dos bancos e dos Estados Unidos contra Lula com a ajuda do fundamentalista bolsonarista André Mendonça, o novo Moro, se fazem explícitas nas narrativas dos Jornalões e da Globo....

Da TV GGN:




Em programa histórico, Reinaldo Azevedo aponta e esclarece as ilegalidades e abusos do bolsonarista "terrivelmente evangélico" André Mendonça e as táticas golpistas de Flávio Bolsonaro e apoiadores (incluindo a Globo, o Estadão e a Folha)

 

Do Programa O É da Coisa, da Rádio BandNews FM:






sexta-feira, 4 de setembro de 2026

Moraes pede investigação de André Mendonça por Abuso de autoridade

 

Da TV GGN:




Paulo Motoryn: “Após tarifaço, segunda interferência eleitoral (explícita) é a atuação de André Mendonça”

 

Jornalista aponta delegados ligados ao bolsonarismo e vazamentos seletivos como fatores de contaminação do pleito


Do Jornal GGN:


Motoryn: “Após tarifaço, segunda interferência eleitoral é a atuação de André Mendonça”




Após o tarifaço imposto pelos Estados Unidos ao Brasil, a atuação do ministro André Mendonça (STF) no caso Master representa, na avaliação do jornalista Paulo Motoryn, uma segunda frente de interferência no processo eleitoral de 2026. Em entrevista à TVGGN nesta quarta [confira abaixo], ele apontou a atuação do ministro, a presença de delegados ligados ao bolsonarismo em seu gabinete e os vazamentos seletivos como fatores que estariam contaminando o debate político às vésperas da disputa.

A avaliação de Motoryn ocorre em meio à determinação de Mendonça para que a Polícia Federal aprofundasse informações envolvendo o ministro Alexandre de Moraes antes de o plenário do Supremo decidir sobre a abertura de uma investigação. “O papel do juiz não é fazer a investigação. A investigação é da Polícia Federal. Juiz entra quando o inquérito está pronto, quando tem a denúncia oferecida pelo Ministério Público, aí sim ele vai fazer o julgamento. Mas o juiz conduzir a investigação é muito problemático”, afirmou.

O jornalista também chamou atenção para a composição do entorno de Mendonça. Segundo ele, delegados que trabalharam com o ministro durante sua passagem pelo Ministério da Justiça e que são identificados com o bolsonarismo passaram a atuar em seu gabinete. “Não é a imprensa alternativa de esquerda, ativista, que está falando isso. O próprio Otávio Guedes estava falando na GloboNews o quanto esses delegados que estão no entorno do Mendonça são identificados com o bolsonarismo e egressos da Operação Lava Jato”, disse.

O episódio se insere em uma disputa maior, na qual instituições e a grande mídia podem influenciar o ambiente eleitoral por meio da divulgação seletiva de informações, em uma espécie de “Lava Jato 2”, como antecipado pelo jornalista Luis Nassif.

Motoryn classificou o cenário como parte de uma “guerra híbrida” e comparou a forma atual de atuação dos Estados Unidos com a interferência norte-americana que antecedeu o golpe de 1964. “O quanto que os Estados Unidos, de alguma maneira, pré-golpe de 64, negavam que interviriam no Brasil, escondiam a ação militar que fizeram na costa brasileira. E aqui é o contrário: é uma Operação Tio Sam em tempo real. E esse debate que a gente traz há algum tempo sobre o papel dos Estados Unidos no Brasil foi tratado nessas últimas décadas como conspiracionismo”, afirmou.

Assista à fala do jornalista:




ANDRÉ MENDONÇA SOB SUPREMA SUSPEITA

 

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), pediu que o ministro André Mendonça seja investigado por abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade na condução do caso Master e INSS (Institutos Nacional do Seguro Social)


Da Folhapress, também diculgado pelo ICL Notícias:

MENDONÇA SOB SUSPEITA

Moraes aponta abuso de autoridade



Por Luísa Martins

(Folhapress) – O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), pediu que o ministro André Mendonça seja investigado por abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade na condução do caso Master e INSS (Institutos Nacional do Seguro Social).

A decisão foi tomada no âmbito do inquérito das fake news. Moraes afirma que Mendonça agiu para direcionar as investigações, “com quebra da imparcialidade judicial e favorecimento a determinados grupos políticos”.

De acordo com Moraes, o colega conduziu irregularmente tratativas de delações premiadas e direcionou determinados alvos para a investigação “por motivos pessoais e políticos, inclusive com a indicação prévia de medidas cautelares” a serem apresentadas pela PF (Polícia Federal).

Esses alvos seriam o próprio Moraes e o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP).

A medida é tomada por Moraes dois dias depois de Mendonça retirar o sigilo de um relatório da PF que aponta Moraes como o interlocutor do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master. Na decisão, Mendonça sinalizou que levará ao plenário a possibilidade de investigar o colega.

Segundo Moraes, há por parte de Mendonça “indícios crescentes de enviesamento da condução da supervisão judicial, manifestados em direcionamento temático de intensidade progressiva quanto a linha investigativa determinada”, além de “quebra da cadeia de custódia das provas apreendidas”.


NASSIF: ANDRÉ MENDONÇA ATROPELOU TODOS OS PROCEDIMENTOS DO SUPREMO (DEMONSTRANDO SUPREMA PARCIALIDADE E SUPREMOS ABUSOS E ISSO AJUDA MUITO O BOLSONARISMO)

 

Da TV GGN:

Neste vídeo, Luis Nassif traz uma análise aprofundada sobre o desmantelamento das instituições democráticas brasileiras. A partir dos desdobramentos do processo de impeachment de 2016 e do "republicanismo ingênuo" adotado nas indicações para a Procuradoria-Geral da República e para o Supremo Tribunal Federal, discutimos como a falta de controle sobre as corporações gerou abusos recorrentes no Judiciário, no Ministério Público e em órgãos de controle como o TCU e a AGU. O auge é a recente atuação do ministro André Mendonça que gerou a crise de desgaste enfrentada por Alexandre de Moraes envolvido no Caso Master.