sexta-feira, 31 de julho de 2026

Entre a teoria e a prática, o duro desafio de encarar a guerra híbrida dos EUA, por Luis Nassif

 

Não se trata mais de ameaças pontuais, mas de uma estratégia geopolítica, sancionada pelo próprio Departamento de Estado dos EUA.


Do Jornal GGN:

    Reprodução

Ontem, mencionamos alguns dos instrumentos que serão utilizados pelos Estados Unidos para desestabilização do governo e do país.

Em linhas gerais:

  • Taxação do comércio.
  • Desestabilização financeira, através de movimentos de indução de fuga de capitais.
  • Represálias às autoridades, criando clima generalizado de desconforto.
  • Lei antiterrorismo, como álibi para incursões sobre o território brasileiro que, embora de curto alcance, possam ter enorme impacto político.
  • Guerra política nas redes. Ontem foi noticiado que o Consulado norte-americano está organizando encontros fechados com influenciadores de direita.
  • Infiltração eletrônica nos sistemas públicos, especialmente do TSE.
  • Episódios que possam provocar tumulto público.

Não se trata mais de ameaças pontuais, mas de uma estratégia geopolítica, sancionada pelo próprio Departamento de Estado, visando avançar sobre a mais relevante cidadela da América Latina.

A estratégia de disputa se dará sobre 4 grupos básicos. Em países com relações sociais e políticas menos deteriorados, a estratégia seria clara:

Frente 1 – Forças Políticas

Convocação de um pacto suprapartidário mínimo, ancorado na integridade institucional 

  1. Pacto suprapartidário mínimo, incluindo oposição, sobre a integridade das instituições (Judiciário, TSE, Banco Central) como linha vermelha comum — não um pacto sobre o governo. 
  2. Uso do Congresso como arena de resposta formal: projetos de lei de reciprocidade comercial e de proteção a autoridades sancionadas, convertendo indignação difusa em instrumento jurídico. 

Frente 2 – Opinião Pública

Disputar o enquadramento antes de disputar o fato

  1. Nomear publicamente a ação como “guerra híbrida”, com repetição consistente, para que cada novo evento (tarifa, sanção, tumulto) seja interpretado dentro desse quadro. 
  2. Pedagogia de soberania como contraponto ao efeito manada: demonstrar que ceder a um vetor específico não resolve, pois a pressão migra para o vetor seguinte. 

Frente 3 – Empresariado

  1. Segmentação por interesse objetivo: setores exportadores diretamente atingidos pela tarifa têm interesse imediato em lobby ativo por reciprocidade, não em acomodação bilateral silenciosa. 
  2. Ruptura da lógica de que soberania é “problema do governo” — evidenciar o custo direto ao balanço das próprias empresas.

Frente 4 – Forças de segurança

  1. Blindagem técnica da infraestrutura eleitoral e das redes públicas como resposta binária e apolítica (segurança cibernética).
  2. Protocolo de contenção de tumulto que evite o padrão provocação → resposta desproporcional → deslegitimação do Estado.

Os obstáculos

Obviamente, a teoria é infinitamente mais fácil de desenhar do que sua implementação.

No mundo real, tem-se um Congresso tomado por interesses setoriais e pelo avanço do crime organizado. Na política, há setores quinta-coluna, como o bolsonarismo e setores ligados ao Centrão. No meio empresarial, há uma enorme ausência de interlocutores, os grandes líderes empresariais de outras épocas. E, na opinião pública, uma contaminação extrema com os algoritmos das redes sociais.

A grande bandeira mobilizadora seria a soberania, dos valores nacionais. Mas, historicamente, as chamadas forças democráticas – esquerda, centro-esquerda – abandonaram essas bandeiras, que sempre foram manobradas pela direita, desde a ditadura até o bolsonarismo.

É só conferir a facilidade com que o golpe do impeachment destruiu a Lei do Petróleo, desmontou as políticas sociais, destruiu setores empresariais inteiros, desmontou ganhos sociais.

De qualquer modo, mesmo enfrentando o dilema de Sísifo – condenado a um castigo eterno: empurrar uma pedra enorme morro acima, e, toda vez que estava perto do topo, a pedra rolava de volta ao chão, obrigando-o a recomeçar para sempre – nada é mais brasileiro do que “a esperança é a última que morre”.

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Os choques mais relevantes virão através das redes sociais — e, nesse terreno, a estratégia da direita tem sido certeira.

Do Jornal GGN:

    Javier Milei discursa em convenção do Partido Liberal, no Brasil | Crédito: Reprodução

Um dos aspectos mais ostensivos da guerra híbrida é a tentativa de desestabilizar as autoridades brasileiras por meio de gestos e atitudes calculadas.

A simples ameaça de aplicação da Lei Magnitsky contra uma autoridade brasileira já produz efeitos instantâneos sobre o sistema bancário, sobre a diplomacia e sobre o comportamento das próprias autoridades — o simples fato de cogitá-la já quebra um paradigma.

O mesmo vale para o carnaval fora de época de Javier Milei — com direito a fralda geriátrica em cena pública — que não foi apenas uma extravagância pessoal, mas parece se encaixar numa ação combinada com Donald Trump para conturbar o ambiente político brasileiro, assim como a manifestação do premiê israelense Benjamin Netanyahu.

Essas são apenas pedras jogadas no lago. Os choques mais relevantes virão através das redes sociais — e, nesse terreno, a estratégia da direita tem sido certeira. Numa ponta, Kassio Nunes Marques e André Mendonça à frente do TSE, justamente no ano eleitoral. Na outra, o mesmo Andr Mendonça conduzindo, como relator no STF, a Operação Master.

Os riscos maiores ainda não são plenamente perceptíveis. Há uma vinculação estreita entre as grandes empresas de inteligência artificial e o Pentágono. As versões mais recentes de alguns modelos foram recolhidas ou restringidas justamente por sua capacidade de romper barreiras de segurança de sistemas — um indicativo do quanto essa tecnologia já opera no limiar do uso militar e de inteligência.

A essas frentes, somam-se outras que merecem ser monitoradas:

  • Pressão sobre o sistema financeiro e de pagamentos — sanções, restrições de correspondência bancária e ameaças a instituições que operem com autoridades ou empresas brasileiras específicas, um instrumento que já vinha sendo usado em outros países antes de chegar ao Brasil.
  • Tarifas e barreiras comerciais usadas como instrumento de pressão política, não apenas econômica.
  • Campanhas de desinformação em massa nas redes sociais, amplificadas por perfis automatizados e por figuras políticas alinhadas, com potencial de interferência direta no processo eleitoral de outubro.
  • Dependência tecnológica e de infraestrutura digital (nuvem, IA, cabos submarinos) como vetor de vulnerabilidade estratégica.
  • Uso seletivo de vistos e sanções individuais contra ministros, magistrados e autoridades, como forma de constranger decisões internas.

Diante desse quadro, há a necessidade urgente de atrair técnicos qualificados e revigorar a ABIN, para construir barreiras adicionais em relação a essas novas ameaças — que não são mais hipotéticas, mas já operam no dia a dia da política brasileira.

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UOL: Trump e Milei têm atitude de desespero contra o Brasil e não por cálculo político, analisa Leonardo Trevisan

 

Do UOL:

O professor Leonardo Trevisan analisa o comportamento recente de Javier Milei e Donald Trump, apontando sinais de desespero em suas estratégias políticas e econômicas ao atacarem o Brasil.



Do Canadá Diário: Senadores dos EUA DENUNCIAM PLANO GOLPISTA de Trump CONTRA O BRASIL e encontro com Flávio vem à tona

 

 

Do Canal Canadá Diário:

Senadores dos Estados Unidos denunciaram o governo Donald Trump por espalhar teorias conspiratórias sobre a eleição brasileira de 2026. Ao mesmo tempo, veio à tona que a missão de dois enviados do governo Trump, barrados pelo Brasil, previa um encontro com Flávio Bolsonaro.

Neste vídeo, o Canadá Diário investiga a missão de Riley Barnes e Samuel Samson, integrantes do Departamento de Estado dos Estados Unidos que solicitaram vistos para viajar ao Brasil durante a campanha presidencial.


A agenda oficial falava em democracia, liberdade religiosa, liberdade de expressão e integridade eleitoral. Porém, a programação também incluía uma reunião com Flávio Bolsonaro, candidato que tenta transformar Donald Trump em seu principal aliado internacional.

O governo brasileiro negou os vistos por considerar que a missão poderia servir para questionar a credibilidade das urnas eletrônicas e interferir na eleição brasileira. O Departamento de Estado negou qualquer intenção de interferência e declarou que a viagem seria uma atividade diplomática rotineira.

A reação mais forte veio dos próprios Estados Unidos.

Senadores democratas da Comissão de Relações Exteriores do Senado acusaram o governo Trump de propagar teorias conspiratórias eleitorais, enfraquecer a confiança na democracia e afastar aliados dos Estados Unidos.

A denúncia ocorre enquanto Donald Trump amplia sua pressão sobre o Brasil, impõe tarifas contra produtos brasileiros e transforma a eleição presidencial brasileira em uma prioridade de sua política externa.

A crise também envolve Daniel Perez, indicado por Trump para assumir a Embaixada dos Estados Unidos em Brasília. O governo brasileiro ainda não concedeu a autorização diplomática necessária para que Perez assuma o cargo. Durante sua passagem pelo Senado, ele declarou que a eleição brasileira estaria entre suas primeiras prioridades.

Por que uma missão estadunidense pretendia discutir a confiabilidade da eleição brasileira justamente durante a campanha?

Qual seria o objetivo do encontro com Flávio Bolsonaro?

Por que Donald Trump demonstra tanto interesse na disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro? E por que políticos que afirmam defender a soberania brasileira procuram constantemente apoio, pressão e proteção em Washington?

Esta reportagem analisa a conexão política entre Donald Trump, Flávio Bolsonaro, Jair Bolsonaro e a extrema direita internacional. Também mostra como discursos sobre liberdade e integridade eleitoral podem ser utilizados para fabricar desconfiança, enfraquecer instituições e preparar eleitores para rejeitar resultados inconvenientes.

Fontes citadas e consultadas incluem Reuters, The Guardian, declarações públicas de integrantes da Comissão de Relações Exteriores do Senado dos Estados Unidos e informações oficiais relacionadas ao Departamento de Estado.

Assista até o final e deixe sua opinião nos comentários. Você considera essa missão uma atividade diplomática legítima ou uma tentativa de interferência na eleição brasileira? O Brasil agiu corretamente ao negar os vistos? Compartilhe este vídeo com outras pessoas interessadas em política brasileira, Donald Trump, Jair Bolsonaro, Flávio Bolsonaro, Lula, eleições 2026, democracia, geopolítica e política internacional. Inscreva se no Canadá Diário e ative as notificações para acompanhar nossas análises, investigações e notícias internacionais relacionadas ao Brasil.


sexta-feira, 17 de julho de 2026

Reinaldo Azevedo – Eleição nos coloca diante de dois caminhos: soberania ou submissão total aos EUA

 

Da Rádio BandNews FM:




Portal do José: FLAVIO, O ENTREGUISTA: PESADAS REVELAÇÕES SURGEM! A "NOITADA DOS DOLARES"! MICHELLE: ENTEADO COLADO COM CRIMINOSOS

 

Do Portal do José:




O neo-imperador de extrema-direita norte-americana Donald Trump ressuscita a acusação de fraude de 2020, mira China e amplia tensão às vésperas das eleições legislativas

 

 

Em discurso na Casa Branca, presidente pressiona Congresso, ataca imprensa e reacende  fraude eleitoral ao estilo Bolsonaro às vésperas da votação de meio de mandato

Do Jornal GGN:


Trump ressuscita fraude de 2020, mira China e amplia tensão às vésperas das eleições legislativas


    Donald Trump em foto de Gage Skidmore - Flickr - Reprodução

A menos de quatro meses das eleições legislativas de novembro, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, utilizou um pronunciamento em horário nobre na Casa Branca para retomar acusações, sem apresentar provas, sobre a integridade do sistema eleitoral americano. Em fala de cerca de 25 minutos, o republicano acusou a China de hackear dados de 220 milhões de eleitores na votação de 2020, quando foi derrotado por Joe Biden.

O movimento ocorre em um momento em que as pesquisas indicam dificuldades para o Partido Republicano manter o controle do Congresso. A oposição democrata acusa o presidente de tentar deslegitimar o próximo pleito e preparar o terreno para contestar eventuais derrotas em novembro.

Ofensiva contra Pequim e agências

Durante o discurso, Trump anunciou a liberação de documentos sigilosos que, segundo ele, demonstrariam a vulnerabilidade da infraestrutura eleitoral dos EUA a potências estrangeiras. Ele ordenou que órgãos como o FBI e a CIA investiguem um suposto acobertamento dessas informações por integrantes do próprio governo.

“Não há como um país ser grande sem eleições justas e honestas”, declarou Trump. “Se não houver confiança, não pode haver grandeza. Infelizmente, o sistema que temos está catastroficamente aquém desse padrão.”

As afirmações do mandatário colidem com relatórios da própria comunidade de inteligência dos EUA. Em 2021, uma avaliação oficial concluiu que a eleição de 2020 foi a mais segura da história do país e que nenhum ator estrangeiro, incluindo a China, alterou aspectos técnicos da votação. Em nota, a embaixada chinesa em Washington negou as acusações e afirmou que “sempre respeitou o princípio da não interferência nos assuntos internos de outros Estados“.

Boicote na TV e retaliação

A estratégia da Casa Branca de usar o pronunciamento oficial para fins políticos gerou forte reação dos principais veículos de comunicação. Grandes emissoras de TV aberta, como ABC, NBC e CNN, decidiram não transmitir a fala ao vivo, exibindo o conteúdo apenas em suas plataformas digitais por considerarem o discurso inflamatório.

A decisão irritou o presidente, que atacou as empresas e defendeu punições administrativas. “Eles e outros na mídia fazem parte de uma conspiração. Uma fraude como essa deveria significar a revogação de suas licenças. Eles usam nossas ondas públicas, avaliadas em bilhões de dólares, absolutamente de graça. Não pagam nada“, afirmou Trump.

Apenas a Fox News exibiu a transmissão na íntegra, mantendo um tom cauteloso devido a processos judiciais recentes envolvendo a disseminação de teorias falsas sobre urnas eletrônicas.

Pressão e desgaste político

Analistas apontam que a insistência na pauta eleitoral reflete o pragmatismo de Trump para desviar o foco de problemas centrais de seu segundo mandato, iniciado em 2025. O governo enfrenta desgaste devido à inflação persistente e aos impactos econômicos da guerra com o Irã, iniciada após a “Operação Fúria Épica”. Pesquisas de opinião recentes mostram que a desaprovação ao presidente atinge 61%.

No encerramento do pronunciamento, Trump fez um apelo para que o Congresso aprove o SAVE America Act, projeto de lei que restringe o voto por correio e exige comprovante de cidadania para o registro de eleitores. A oposição e defensores dos direitos civis argumentam que a proposta, sem chances reais de aprovação antes de novembro, serve apenas para dificultar o acesso de minorias às urnas.

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quinta-feira, 16 de julho de 2026

Planalto parte para o confronto após intervenção descarada de Trump e Rubio nas Eleições pelas tarifas dos EUA contra o Brasil e anuncia retaliação

 

Governo acusa Washington de agir por motivação política, responsabiliza família Bolsonaro pela escalada e diz que recorrerá à OMC

Do Jornal GGN:


    Lula em foto de Marcelo Camargo - Agência Brasil

A confirmação de que os Estados Unidos vão impor uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros gerou uma reação imediata e contundente do Palácio do Planalto. Em nota oficial, o governo Lula (PT) classificou a decisão unilateral de Washington como um “marco lastimável” na história das relações bilaterais e anunciou que acionará a Lei de Reciprocidade e a Organização Mundial do Comércio (OMC).

A barreira alfandegária, decorrente de uma investigação comercial baseada na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, entrará em vigor no dia 22 de julho. O Palácio do Planalto rechaçou os argumentos técnicos apresentados pela Casa Branca, apontando que a medida tem caráter político e ideológico.

Nos bastidores, interlocutores da Presidência avaliam que o governo de Donald Trump agiu de má-fé e utilizou justificativas frágeis para atender a interesses eleitorais da oposição brasileira.

Retaliação legal e comercial

A principal linha de defesa de Brasília será a aplicação da Lei de Reciprocidade Econômica. Sancionada em 2025, a legislação permite ao Executivo adotar contra medidas tarifárias e suspender concessões comerciais, de investimentos e de propriedade intelectual contra países que impuserem barreiras unilaterais ao comércio nacional.

O governo do Brasil seguirá adotando medidas para reduzir os danos causados à economia e à renda dos brasileiros“, informou a Secretaria de Comunicação Social (Secom) em nota. “O Brasil iniciará imediatamente os trâmites para acionar os instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade, aprovada por unanimidade pelo Congresso Nacional, e retomará o tema no âmbito do mecanismo de solução de controvérsias da OMC“, diz outro trecho da nota.

A diplomacia brasileira argumenta que não há justificativa econômica para a sanção. O Itamaraty destaca que, nos últimos 15 anos, os EUA acumularam um superávit comercial de US$ 424,5 bilhões com o Brasil. Além disso, em 2025, 76% das importações vindas dos EUA entraram no mercado brasileiro livres de impostos.

Defesa do Pix e soberania jurídica

O governo brasileiro também saiu em defesa das políticas públicas e das decisões do Judiciário que foram atacadas pelo relatório norte-americano. A Casa Branca argumenta que o Pix prejudica as bandeiras americanas de cartão de crédito e que as decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) contra desinformação em plataformas digitais configuram censura comercial.

O PIX é um patrimônio do nosso povo e referência internacional de infraestrutura pública digital. No Brasil, não vamos abdicar de proteger nossas famílias e nossas crianças contra a ganância de um punhado de tecno-oligarcas“, rebateu o Planalto. A nota acrescenta que “são descabidas as alegações contra o PIX e a regulação de plataformas digitais, bem como são absurdas as acusações sobre desmatamento“.

Politização e racha interno

A imposição das tarifas aprofundou a polarização política no Brasil. O governo federal acusou abertamente a oposição e, nominalmente, a família de Jair Bolsonaro (PL) de colaborar de forma ativa para a construção do tarifaço com o objetivo de desgastar a gestão atual.

É triste constatar que o lamentável desfecho das investigações baseadas na Seção 301 faz parte do enredo construído com a ativa colaboração da família Bolsonaro. São falsos patriotas que arquitetaram e defenderam publicamente ações contra o nosso país, movidos por objetivos eleitoreiros“, diz o texto divulgado pela Secom.

Em contrapartida, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, usou as redes sociais para culpar a gestão petista pela falta de acordo. “O presidente Lula e seu governo não negociaram com os EUA de boa-fé. […] No último ano, Lula colocou seu próprio ego à frente de fazer um acordo pelo bem-estar do povo brasileiro, e essas tarifas são o preço por isso“, publicou Rubio.

Enquanto o Planalto prepara a ofensiva jurídica e comercial, técnicos do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) analisam a lista de exceções publicada pelos EUA. O mercado prevê prejuízos bilionários à indústria nacional de manufaturados, como calçados, máquinas agrícolas e equipamentos elétricos, que não foram poupados do imposto de 25%.

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Ana Gabriela Sales