sexta-feira, 23 de outubro de 2026

UOL: Bispos católicos afirmam que Flávio Bolsonaro representa ameaça à democracia

 


Do UOL:

Um grupo de bispos católicos divulgou uma carta aberta em que manifesta preocupação com uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro (PL) na eleição presidencial. No documento, os religiosos afirmam que a candidatura representa uma ameaça à democracia, à soberania nacional e a princípios defendidos pela Doutrina Social da Igreja. A carta também faz críticas a posições relacionadas a direitos trabalhistas, meio ambiente, armamento da população e relações internacionais.



G1: Polícia Federal encontra sala secreta usada por advogado Willer Tomáz - muito amigo de Flávio Bolsonaro - para guardar dinheiro em Brasília

 

Do G1:




Xadrez da grande maratona entre a mídia oligáquia alimentada por banqueiros e em empresários e Lula, por Luís Nassif

 

Vitória de Lula seria a sinalização do início da reversão do autoritarismo no mundo. E a eleição vem sendo acompanhada por todos os países.

Do Jornal GGN:

Xadrez da grande maratona entre a mídia e Lula, por Luís Nassif


Lula em foto de Lula Marques - Agência Brasil

Peça 1 – o tiro de partida

O século 21 é o tiro de partida para dois corredores disputarem o poder no país. 

De um lado, Lula, ganhando envergadura depois da maxidesvalorização de 1999 e do esgotamento do modelo Fernando Henrique Cardoso. Especialmente o aumento do nível de miséria foi o grande impulsionador de sua candidatura.

De outro, os grupos de mídia. Eles emergiram na década de 1990 como a maior força política do país. Derrubaram Fernando Collor, ameaçaram derrubar FHC e, até a maxidesvalorização, tiveram a década mais rentável da história. Tinham, ao mesmo tempo, o controle da publicidade nacional, da local e dos classificados. Com o uso de sorteios e outros expedientes, a edição dominical da Folha, por exemplo, chegou a superar 1 milhão de exemplares.

A maxidesvalorização de 1999 foi o ponto de recorte. De um lado, determinou o fim do ciclo FHC e acentuou ainda mais a miséria, perceptível nas ruas e nos cruzamentos das grandes cidades. De outro, viabilizou uma candidatura alternativa. E a única com consistência, com um líder de dimensão nacional, era o PT de Lula.

Nos meses seguintes, a Internet avançou, quebrando as barreiras de entrada para novos grupos de mídia. Os grupos brasileiros enfrentavam o duplo problema: financeiramente quebrados e vendo o desmantelamento de seu modelo de negócios.

Ali teve a corrida entre os dois personagens.

A saída encontrada pelos jornais foi seguir o modelo Rupert Murdoch – o Roberto Marinho australiano que saiu pelo mundo captando financiamento e adquirindo veículos em vários países. A partir de agora, não vamos apoiar Partido A ou B. Seremos a verdadeira oposição, como proclamou a presidente da Associação Nacional dos Jornais.

Seguiu-se a pior etapa do jornalismo brasileiro, o chamado jornalismo de esgoto, puxado pela revista Veja e seguido pelos demais veículos. A importação do modelo Murdoch por Roberto Civita acabou, definitivamente, com a muralha da China que separava a área comercial da redação.

O grande negócio da imprensa sempre foi a construção ou destruição de reputações. Mas, antes, havia um certo pudor nos acordos comerciais.

O quadro começou a desandar com os acordos de Daniel Dantas com a revista Veja, na qual a publicação, além de reportagens contratadas, entregou a Dantas o controle de um de seus colunistas, Diogo Mainardi. As incursões de Daniel Vorcaro, que se tornaram públicas devido à quebra do seu sigilo, são outro exemplo prático desse jogo.

Peça 2 – O modelo tradicional e a segmentação do público

Mas, enquanto a imprensa se esmerava na fabricação do antilulismo, nascia uma nova etapa na economia, que acabaria de vez com o modelo de negócios da imprensa.

Historicamente, o grande negócio da mídia sempre foi a venda da construção ou destruição de reputações, para fins políticos ou de disputas empresariais. Mas, mesmo na venda da opinião, havia um cuidado, uma muralha chinesa entre o departamento comercial e a redação, para que a extrapolação dos negócios não afetasse a imagem do produto – o que, em última instância, comprometeria os próprios negócios.

Havia, também, uma precificação da publicidade, que era calculada em função da tiragem do veículo e do perfil do seu leitor. Jornais de opinião cobravam mais; jornais populares, menos. As agências de publicidade tinham a métrica da análise técnica sobre o perfil dos leitores. E os diretores de mídia dos grandes anunciantes tinham suas predileções, mas sempre respaldados por uma suposta análise técnica.

Digo suposta porque, em seu último sopro de vida, a revista Veja manipulava até as medições de tiragem. O Instituto Verificador de Circulação limitava-se a comparar a tiragem com o encalhe.  Veja passou a distribuir edições a torto e a direito, mesmo para quem não as solicitava, mascarando seus números reais.

Peça 3 – O novo modelo e a nova segmentação

Com a Internet, gradativamente as análises técnicas escaparam das agências de publicidade para as plataformas. 

No início, os algoritmos passaram a fornecer a audiência de cada post. O novo modelo viabilizou o aparecimento de blogs e, depois, portais jornalísticos. Estavam todos democraticamente igualados na contagem de leitores. Mas a estratégia de comercialização ainda era das agências.

Naquele início, Veja planejou um golpe pesado. Encomendou uma pesquisa a Pablo Ortellado — um pesquisador que surgiu defendendo os black blocs e depois se converteu ao jogo da mídia. Na pesquisa, Ortellado analisava os chamados blogs tóxicos. Pela direita, selecionou vários que se notabilizaram pelo uso de fake news. Pela esquerda, incluiu portais que competiam com o jornalismo tradicional no mercado de opinião. A pesquisa foi apresentada em um seminário para o mercado publicitário bancado pela Editora Abril, proprietária da Veja, fechando as portas das agências de publicidade para o jornalismo alternativo.

No momento seguinte, porém, os algoritmos evoluíram, a ponto de definir o perfil do público em cada momento e para cada veículo digital, com uma precisão muito maior.

No modelo de organização de notícias, os jornais dividiam as páginas entre Opinião, Nacional, Internacional, Cidades, Saúde, Esportes e Ilustrada. O leitor de Esportes não era necessariamente o mesmo de Economia.

Com os algoritmos, a segmentação se dava de forma muito mais aperfeiçoada. Em pouco tempo, os modelos de publicidade programática conquistaram o mercado. Publicidade programática é a compra e venda de espaço publicitário digital feita de forma automatizada, por meio de software e algoritmos, em vez de negociação direta entre pessoas. O anunciante define quem quer atingir (perfil, interesses, localização, comportamento) e o sistema decide, em milissegundos, qual anúncio exibir para cada usuário, em cada página ou aplicativo.

  1. O usuário abre uma página ou app que tem espaço publicitário.
  2. O site aciona uma plataforma de venda (SSP), que oferece essa “impressão” ao mercado junto com dados sobre o usuário.
  3. Em um leilão em tempo real (RTB, real-time bidding), plataformas de compra (DSPs) fazem lances em nome dos anunciantes.
  4. Vence o lance mais alto que atenda aos critérios, e o anúncio aparece na tela. Tudo isso ocorre antes de a página terminar de carregar.

Assim, a publicidade direta tornou-se residual ou como ferramenta de negociar a opinião do veículo. Disparou o controle da publicidade pelas plataformas.

Em 2016, Google e Facebook detinham 20% da publicidade global (em 2012, esse número era de 10%). A projeção para 2027 é que Alphabet, Meta e Amazon cheguem a 58,8% do mercado global, sem contar a China (Warc).

Peça 4 – os influenciadores e as plataformas

O novo modelo – de medir audiência – em um primeiro momento viabilizou o aparecimento de veículos alternativos, no mesmo formato e mesmo modelo de negócio dos jornais.

Com o tempo, surgiram os influenciadores oferecendo diretamente os produtos e criando uma relação muito mais umbilical com seu público. Tornaram-se, ao mesmo tempo, a mídia e os garotos propaganda dos produtos. Não eram mais modelos impessoais oferecendo roupas, eletrodomésticos. Eram pessoas, com personalidade definida e com empatia explícita com seu público.

Por outro lado, surgiu a competição vigorosa das plataformas de e-commerce. Passaram a operar de forma digital, vendendo espaços no portal da mesma maneira que os supermercados tradicionais vendem espaço nas suas prateleiras: o produtor tem que pagar para conseguir mais visibilidade. Mas, aí, disputando as verbas publicitárias com a mídia tradicional.

O modelo funciona por diferentes mecanismos:
Produtos patrocinados: o fornecedor paga para aparecer nas primeiras posições das buscas.
Destaque nas vitrines: marcas compram espaços privilegiados nas páginas comerciais.
Publicidade direcionada: as plataformas utilizam dados de navegação e compras para oferecer anúncios segmentados.
Campanhas promocionais: fornecedores investem em publicidade para ampliar sua presença em grandes eventos de vendas.

Os maiores anunciantes gastam proporcionalmente menos, e as plataformas absorvem esse crescimento. No Brasil, o que mais pesa sobre a mídia tradicional é o varejo e a indústria farmacêutica (além das bets), somados ao dinheiro público, que é expressivo em valor absoluto e concentrado em poucas agências.

No mesmo período, houve um crescimento exponencial do mercado financeiro e o aparecimento de um novo tipo de competição, com bancos de investimento adquirindo veículos voltados ao mercado para comandar diretamente sua opinião. E os veículos tradicionais foram atrás, conforme atestou Daniel Vorcaro. A muralha chinesa entre redação e comercial foi definitivamente rompida.

Peça 5 – o fim da maratona

Agora, a grande maratona iniciada no pós FHC vai chegando ao final. 

A mídia conseguiu o feito de incutir em parte do país o antilulismo mais selvagem. É um desserviço imenso que impediu, em vários momentos, a montagem de pactos nacionais em defesa de um projeto nacional – e da democracia – entre centro-esquerda, centro-direita, direita civilizada.

Hoje em dia, a mídia respira por aparelhos. Até o fim não conseguiu entender quem era seu público. Não o público das redes sociais e suas matérias caça likes, mas a elite pensante, as lideranças empresariais mais lúcidas, as lideranças populares, a classe jurídica, a área acadêmica. Ficou órfã de todas elas. E a democracia ficou órfã da mídia.

Por outro lado, todo o desafio de garantir a democracia restou nas costas de Lula. Foi preso, em uma conspirata da mídia, do Supremo Tribunal Federal e do Centrão, para impedi-lo de concorrer em 2018. Depois foi solto, como única arma para salvar a democracia brasileira nas eleições de 2022.

Agora, volta como a tábua de salvação não apenas a democracia brasileira, mas a mundial. Uma vitória de Lula seria a sinalização do início da reversão do autoritarismo no mundo. Não por outro motivo, essa eleição vem sendo acompanhada por todos os países.

Vive-se, nesses dias, um momento histórico único na vida do país. E a consagração final de Lula como a grande liderança democrática de um país forjado a golpes de estado e a imediatismo.

Bispos católicos divulgam carta ao "povo brasileiro" sobre 2º turno das Eleições 2026 e criticam ameaças à Democracia, à Constituição e à Soberania Nacional

 



Reinaldo Azevedo: Reinaldo Azevedo: 50X50 nas pesquisas anima PT e os democratas; Kássio joga à favor de Flávio (e de si mesmo) e faz mira no Exército de Lula; Nikolas, o moleque da Meta desonesta

 

Da Rádio BandNews FM:




quinta-feira, 22 de outubro de 2026

O patriota Flávio Bolsonaro: Covid, lancha, Rolex e garotas de programa...corrupção das maiores em plena pandemia

 

Do Canal Metrópoles:

Uma reportagem da revista piauí revela detalhes de um passeio de lancha de Flávio Bolsonaro no Lago Paranoá, em julho de 2020, em plena pandemia de Covid-19. O encontro foi organizado por empresários que buscavam fechar um negócio com o governo Jair Bolsonaro para a produção da vacina Covaxin no Brasil. A embarcação reuniu o senador, seu amigo Alexandre Santini, os empresários Francisco Maximiano e Danilo Trento e três garotas de programa. Ao final do passeio, Flávio recebeu um relógio Rolex de presente. Meses depois, o senador intermediou uma reunião de Maximiano com o então presidente do BNDES, Gustavo Montezano, em busca de financiamento público. O negócio da Covaxin acabou envolvido em denúncias de irregularidades e foi investigado pela CPI da Covid, que indiciou Flávio e os empresários. Outra reportagem, publicada pelo PlatôBR, já havia revelado encontros de Flávio com garotas de programa promovidos por Santini e o recebimento de outro Rolex, avaliado em R$ 305 mil, comprado por um advogado que representava interesses privados em Brasília. Reinaldo Azevedo comenta.




Pulso Político, com Daniela Lima, no UOL: Flávio Bolsonaro fez festa com lobistas da Covaxin e prostitutas na pandemia, diz piauí; veja o caso

 Playboy Flávio Bolsonaro em orgia e fresta da propina pela inexistente vacina indiana no Lago Paranoá em plena pandemia, como mostrado na Revista Piauí

Do UOL:

O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) participou de uma festa em uma lancha com lobistas e prostitutas durante a pandemia de Covid-19. A informação foi publicada pela revista piauí. Daniela Lima explica o caso e conta apuração complementar no Pulso Político desta quinta-feira (22).



Reinaldo Azevedo – Revista “Piauí”: A festa de Flávio Bolsonaro em lancha com garotas de programa e lobistas. Propinas para Vacina Covaxin inexistente e Rolex como presente

 

Da Rádio BandNews FM:




Quem é Flávio Bolsonaro: acusações de corrupções milionárias e histórico sombrio com milicianos. Reportagem de Patrícia Faermann

 


Banco Master, Dark Horse, Rachadinhas e Plataforma de Apostas até seu histórico sombrio com milicianos no Rio de Janeiro.


Do Jornal GGN:

    Histórico sombrio de Flávio Bolsonaro tem relação com milícias do Rio de Janeiro - Foto: Reprodução de redes sociais


Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, é investigado por lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção. Somente no Supremo Tribunal Federal (STF), ele chega ao pleito eleitoral alvo de dois inquéritos com movimentações bilionárias em esquemas criminosos. Nas investigações, o nome Flávio Bolsonaro aparece ao lado do advogado Willer Tomaz, já publicamente seu amigo, em uma rede de empresas e apostas que movimentou cerca de R$ 1,4 bilhão. 

No caso Dark Horse, as investigações mostram que Flávio Bolsonaro não recebeu do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, os R$ 62,9 milhões para financiar de forma oficial e privada o filme de seu pai, mas os repasses foram escondidos, sem contratos ou valores declarados. Outros episódios suspeitos, como a compra de uma mansão de R$ 6 milhões quitando o financiamento integral em 3 anos, com supostas parcelas de R$ 20 mil mensais, que quase totalizavam a sua remuneração foram integrados à investigação. O senador ainda carrega um passado sombrio, acusado de desvios de salários na Alerj, no esquema “Rachadinhas”, e fortes vínculos públicos com milicianos, que são grupos armados criminosos do Rio de Janeiro.

Confira, abaixo, um compilado organizado pelo GGN dos inquéritos e suspeitas contra o candidato Flávio Bolsonaro (PL):

Dark Horse

  • Acusações: Suspeita de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção.
  • Relator no STF: Ministro André Mendonça.
  • Entenda o caso: A Polícia Federal investiga irregularidades no financiamento do filme Dark Horse, obra audiovisual que retrata seu pai, Jair Bolsonaro. A investigação foi aberta após vir a público um áudio em que Flávio negociava um repasse milionário com o então banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. O financiamento do filme de Flávio Bolsonaro envolve, ainda, outros personagens e transações suspeitos. Paulo Calixto é o administrador e representante legal de um fundo internacional, o Havengate Development Fund LP, com sede no Texas, EUA, que recebeu as transferências de cerca de R$ 60 milhões de Vorcaro para financiar a produção, transferidos em seis operações entre fevereiro e maio de 2025. Calixto é também advogado que atua na defesa de Eduardo Bolsonaro. Nas investigações também aparece Fabiano Zettel, cunhado e operador financeiro de Vorcaro e amigo de Flávio Bolsonaro, como elo de conexão.
  • Defesa e desdobramentos: Flávio Bolsonaro nega irregularidade e sustenta que os recursos arrecadados para o filme vieram exclusivamente de patrocínio privado legal. Mas a PF apura se os valores declarados como patrocínio privado ocultavam o uso ilegal de verbas públicas (como emendas parlamentares) ou benefícios indevidos em razão de seu mandato. Além disso, informações entregues pelo liquidante da massa falida do Master, Eduardo Bianchini, comprovam que não há qualquer documento, contrato ou comprovação de financiamento privado pelo banco ao filme e que os valores, portanto, foram entregues pelo ex-banqueiro “debaixo do tapete”. O GGN revelou em reportagem recente que, sob a relatoria de André Mendonça, a investigação contou com irregularidades e pouco avançou.

Mansão Milionária

  • Investigação: Flávio Bolsonaro levantou suspeitas da Polícia Federal dentro do Caso do Banco Master com a compra de uma casa de luxo avaliada em R$ 6 milhões, localizada em região nobre do Lago Sul, em Brasília.
  • Entenda o caso: A investigação faz parte do inquérito da Operação Compliance Zero, que investiga o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o Banco Master e o BRB, apontando suspeitas de favorecimento. Na compra, realizada em 2021, Flávio Bolsonaro e sua esposa deram uma entrada de R$ 2,87 milhões e financiaram os R$ 3,1 milhões restantes pelo banco estatal BRB, à época sob a presidência de Paulo Henrique Costa, posteriormente preso no caso Master. A principal suspeita da compra da mansão é a incompatibilidade de renda de Flávio: a parcela do financiamento era de R$ 18 a 20 mil mensais, que equivalia a quase 80% do salário líquido de senador na época, que era de aproximadamente R$ 24,9 mil. O senador justificava o complemento orçamentário por meio de ganhos de seu escritório privado de advocacia e uso de recursos da venda de um imóvel.
  • Quitação Relâmpago: Além disso, apesar de ter contraído uma dívida estruturada para durar 30 anos, Flávio Bolsonaro quitou integralmente os R$ 3,1 milhões do empréstimo em apenas três anos, o que acelerou o interesse da PF em rastrear a origem exata do dinheiro utilizado para encerrar o saldo devedor. Até hoje, Flávio não explica completamente como pagou a mansão milionária, apenas que foi “dentro da legalidade”.

Willer Tomaz

  • Acusações: Suspeita de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção.
  • Relator no STF: Ministro Alexandre de Moraes.
  • Entenda o caso: A investigação nasceu de uma apuração da PF no Rio Grande do Sul sobre crimes financeiros de plataformas de apostas e sistemas digitais de pagamento. O foco é o advogado Willer Tomaz, amigo pessoal de Flávio Bolsonaro, e as movimentações realizadas por suas empresas e contas bancárias, no montante de R$ 1,4 bilhão. Ao investigar os dados na nuvem de Tomaz, os investigadores encontraram e-mails, documentos pessoais e registros financeiros de que Flávio Bolsonaro figurava como “usuário master”, o que concede a ele acesso operacional, de uma conta bancária da Alcazar Holdings, empresa do advogado e sediada na Ilha da Madeira, em Portugal. A empresa é uma das envolvidas no crime financeiro. Ainda, em polêmica recente, uma funcionária de Willer Tomaz encaminhou um pedido ao banco Santander, em 2025, para desvincular Flávio da conta empresarial, buscando retirar as suspeitas contra o senador. Segundo a investigação, e-mails e registros apreendidos pela PF mostram também viagens conjuntas de Flávio e Willer ao exterior, incluindo deslocamentos entre Portugal e França, em 2025, custeadas pelas empresas do advogado. A PF também examina a disponibilização de imóveis e estruturas por Willer Tomaz para atividades da campanha de Flávio em São Paulo.
  • Defesa: A assessoria do senador declarou que as acusações são infundadas e que sua relação com o advogado restringe-se à esfera da amizade pessoal, alegando também que o vazamento do inquérito tem motivação político-eleitoral. O advogado também nega que tenha movimentado R$ 1,4 bilhão com a Blaze ou realizado saques em plataformas de apostas no exterior.

Escândalo das Rachadinhas

  • Acusações: Lavagem de dinheiro, peculato (desvio de dinheiro público) e organização criminosa. O caso foi arquivado.
  • Entenda o caso: O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) acusou Flávio Bolsonaro de liderar um esquema de recolhimento ilegal de parte dos salários de assessores de seu gabinete na época em que era deputado estadual (ALERJ), utilizando uma franquia de uma loja de chocolates da Kopenhagen e transações imobiliárias para lavar os recursos. A investigação e testemunhas revelaram que o atual candidato à Presidência contratava funcionários de sua confiança, incluindo familiares do miliciano Adriano da Nóbrega, como assessores da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), para receber parte dos salários deles. O dinheiro em espécie, vivo, era desviado e colocado na loja de chocolates para dar aparência legal ao dinheiro. Entre 2015 e 2018, os investigadores constataram que a loja recebeu 1.512 depósitos em dinheiro vivo. Auditorias apontaram que a chocolataria registrava lucros extraordinariamente lineares e regulares ao longo de todo o ano. Em 2020, Fabrício Queiroz, ex-policial militar e amigo de Flávio Bolsonaro foi preso, acusado de operar o esquema. Queiroz movimentou cerca de R$ 1,2 milhão em operações consideradas atípicas pelo Coaf.
  • Quem é Mariana: Mas as informações do inquérito das “Rachadinhas” revelam que Fabrício não era o centro do esquema, que acontecia já antes de sua presença. A chefe de gabinete de Flávio anterior a Fabrício Queiroz, Mariana Lúcia da Silva Ramos Mota, já arrecadava os valores repassados pelos assessores de Flávio Bolsonaro até março de 2008. Somente entre janeiro de 2007 e março de 2008, ou seja, em menos de um ano, Mariana recebeu 15 transferências bancárias originadas da conta de um ex-assessor do gabinete. O montante somou R$ 39,4 mil, o que equivalia a cerca de 45% dos vencimentos dele. Além disso, a filha de Mariana, Catarina Ramos Mota, que era sócia em uma empresa de Ana Cristina Valle, ex-mulher de Jair Bolsonaro, foi nomeada assessora na Alerj.
  • Desfecho judicial: A defesa de Flávio Bolsonaro trabalhou para que os tribunais superiores anulassem as principais bases da investigação por erros formais e técnicos, conseguindo arquivar o processo. Os advogados alegaram que a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Flávio Bolsonaro e dos demais investigados não foi devidamente fundamentada e a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) concordou, esvaziando legalmente a acusação. Na prática, a Justiça considerou que as provas não foram obtidas de maneira correta, mas não que eram inverídicas. Flávio Bolsonaro não foi condenado por esse episódio, mas o arquivamento não significou a sua inocência.

Passado sombrio e vínculo com miliciano Adriano da Nóbrega

A acusação mais emblemática dentro do caso das Rachadinhas envolveu o ex-capitão do Bope Adriano da Nóbrega, apontado como chefe do Escritório do Crime, uma das milícias mais violentas do Rio de Janeiro.

  • Emprego de familiares: Flávio Bolsonaro empregou em seu gabinete na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) a mãe de Adriano (Raimunda Magalhães) e a então esposa do miliciano (Danielle Mendonça da Costa). Segundo a denúncia do MP-RJ (posteriormente arquivada), as duas familiares de Adriano participavam do esquema de “rachadinha” e teriam repassado cerca de R$ 400 mil para as contas administradas pelo operador Fabrício Queiroz.
  • Financiamento de prédios da milícia: Relatórios de inteligência financeira indicaram que parte dos valores recolhidos na “Rachadinha” do gabinete de Flávio teria sido usada para financiar e lucrar com construções ilegais de edifícios controlados pela milícia nas regiões de Rio das Pedras e Muzema.
  • Homenagens oficiais: Além disso, enquanto exercia mandato na Alerj, Flávio concedeu a Medalha Tiradentes, a maior honraria da casa, a Adriano da Nóbrega quando este se encontrava preso sob acusação de ser um dos maiores matadores do Rio de Janeiro.

“Nosso senador”: Emendas parlamentas a milicianos

A Polícia Federal investiga o repasse de verbas públicas por meio de emendas parlamentares pelo senador Flávio Bolsonaro a figuras ligadas a milícias:

  • O caso “Peixe”: Já como senador, a PF apura a destinação de uma emenda parlamentar no valor de R$ 200 mil enviada pelo gabinete de Flávio Bolsonaro a pedido de Robson Calisto, conhecido como “Peixe”. Peixe foi condenado por integrar a milícia armada dos irmãos Brazão e no envolvimento logístico no assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. A investigação analisa se houve desvio na aplicação desse recurso público. Flávio Bolsonaro repassou o dinheiro supostamente para a organização de futebol infantil em uma região de influência política dos Brazão, mas a PF e o TCU identificaram que o dinheiro público teria sido integralmente desviado para um escritório de advocacia. Em mensagens apreendidas, os milicianos chamavam Flávio Bolsonaro de “nosso senador”. A defesa afirma que as emendas seguiram a legislação e que a fiscalização dos recursos cabe aos órgãos executores e aos ministérios competentes.
  • Outras entidades: Relatórios investigativos apontaram que outras emendas apresentadas pelo senador abasteceram contratos com institutos indicados por lideranças regionais suspeitas de serem de domínio de milícias e ONGs consideradas “inexistentes” pela Receita Federal.

Os criminosos no entorno de Flávio

O histórico público do senador e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), reúne conexões com diversas pessoas investigadas ou condenadas por corrupção, lavagem de dinheiro e milicianos. Abaixo, listamos especificamente estes nomes e a relação de Flávio Bolsonaro com cada um:

Núcleo das Milícias e do Caso Marielle Franco

  1. Adriano da Nóbrega: Ex-capitão do BOPE e chefe do Escritório do Crime (grupo de extermínio da milícia fluminense), morto na Bahia em 2020. Flávio Bolsonaro empregou a mãe (Raimunda Magalhães) e a ex-esposa de Adriano (Danielle Mendonça) em seu gabinete na Alerj. Investigações apontaram que as duas repassavam salários para o operador do gabinete e que a verba retroalimentava a construção de prédios ilegais da milícia em Rio das Pedras. Flávio também condecorou Adriano duas vezes na Alerj. A defesa alega que as nomeações foram de responsabilidade de Fabrício Queiroz e que Adriano era um policial sem máculas na época.
  2. Robson Calisto Fonseca (“Peixe”): Ex-policial militar condenado por integrar a milícia armada liderada pelos irmãos Chiquinho e Domingos Brazão (mandantes do assassinato de Marielle Franco). Investigações da PF de 2026 revelaram que, a pedido de “Peixe”, Flávio Bolsonaro assinou uma emenda parlamentar de R$ 200 mil direcionada a uma ONG de futebol infantil na Zona Sudoeste do Rio, reduto dos Brazão. A PF e o TCU detectaram que os fundos públicos foram integralmente desviados para um escritório de advocacia. Nas mensagens de áudio interceptadas, os criminosos referiam-se a Flávio como “nosso senador”. Flávio alega que o envio de emendas segue critérios técnicos e que ele não possui gerência sobre desvios posteriores.
  3. Irmãos Brazão (Chiquinho e Domingos): Políticos condenados como mandantes do atentado contra Marielle Franco. Embora não haja acusação de autoria intelectual contra o senador, o grupo político de Flávio Bolsonaro mantinha amplas alianças territoriais com os Brazão na Zona Oeste do Rio.
  4. Discursos de blindagem às milícias: No início dos anos 2000, Flávio Bolsonaro utilizou a tribuna da Alerj em diversas ocasiões para defender a atuação das chamadas “milícias autodefesas”, classificando-as como movimentos espontâneos de policiais para garantir a segurança de comunidades contra o tráfico, dissociando-as de grupos criminosos.
  5. Voto contra a CPI das Milícias: Flávio Bolsonaro foi um dos parlamentares que se posicionou de forma contrária à instalação da histórica CPI das Milícias na Alerj em 2008, coordenada pelo então deputado Marcelo Freixo, que acabou por indiciar mais de 200 políticos, policiais e criminosos envolvidos com o controle de taxas ilegais de gás, TV a cabo e transporte.
  6. PMs seguranças: os policiais militares gêmeos Alan e Alex Rodrigues de Oliveira, que atuaram na segurança de Flávio Bolsonaro em agendas públicas durante a campanha eleitoral ao Senado de 2018, foram presos na Operação Quarto Elemento, do MP-RJ, por organização criminosa de PMs. Eles eram irmãos de uma assessora próxima de Flávio, que também atuava como tesoureira de seu partido à época.
  7. Legislação sobre munições: Já no Senado, o parlamentar manteve pautas de segurança que geram forte controvérsia e oposição. Flávio é autor e defensor de um projeto de lei que extingue a obrigatoriedade da marcação e rastreamento de lotes de cápsulas de munição adquiridas por órgãos de segurança pública. Partidos como o PT acusam o senador de “legislar a favor do crime organizado” com a proposta, uma vez que o fim do rastreamento inviabiliza que a perícia identifique se munições desviadas de arsenais oficiais foram usadas por milícias em homicídios. Flávio Bolsonaro defende-se afirmando que as regras atuais engessam o trabalho policial e que a alteração é apenas um “detalhe técnico” desvirtuado pela oposição.

Escândalo Master e Dark Horse

  1. Daniel Vorcaro: Ex-controlador do extinto Banco Master, Vorcaro foi preso sob acusação de fraudar bilhões no sistema financeiro. Mensagens reveladas pela imprensa apontam que Flávio Bolsonaro (que chamava o banqueiro de “irmão” em áudios) negociou com ele um repasse de R$ 134 milhões (US$ 24 milhões à época) para custear o longa-metragem. Metade do valor foi transferida por fundos no Texas. Flávio sustenta que se tratou de um acordo puramente privado de patrocínio e que a verba é lícita.
  2. Willer Tomaz: Advogado e amigo pessoal do senador, tornou-se alvo de outro inquérito no STF em outubro de 2026, sob a relatoria do ministro Alexandre de Moraes. Ao cruzar dados de Tomaz com um esquema de apostas e plataformas de pagamento, a PF indicou Flávio Bolsonaro como “usuário master” de contas bancárias da empresa Alcazar Holdings, pertencente ao advogado, além de apontar que as firmas de Tomaz pagaram passagens aéreas e cederam imóveis de campanha ao senador.
  3. Fabiano Zettel: Cunhado e apontado pela PF como principal operador financeiro de Daniel Vorcaro no mercado. O apartamento cedido por Willer Tomaz para a campanha de Flávio Bolsonaro em São Paulo pertencia originalmente a Zettel antes de ser transferido ao advogado. Diversas conexões apontam amizade entre Zettel e Flávio Bolsonaro.
  4. Paulo Calixto: Advogado que atua na defesa de Eduardo Bolsonaro, Calixto aparece nos registros como administrador e representante legal do fundo internacional Havengate Development Fund (com sede no Texas), que recebeu o dinheiro de Vorcaro, solicitado por Flávio, para o filme Dark Horse.

Leia mais:

Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile. Coordenadora de Projetos. Repórter e documentarista de Política, Justiça e América Latina do GGN desde 2013.

Flávio Bolsonaro é suspeito de sociedade em bet de Willer Tomaz, maior apostador do país em 2025

 

Advogado movimentou R$ 5 bilhões na Blaze em 2025; PF investiga estrutura offshore em Portugal e conexões financeiras com o senador

Reportagem de Ana Gabriela Sales, no Jornal GGN :

    O advogado Willer Tomaz e o senador Flávio Bolsonaro (PL) Imagem: Reprodução / WillerTomaz via X


A Polícia Federal e o Ministério da Fazenda fecharam o cerco sobre uma rede de movimentações financeiras bilionárias que liga o advogado Willer Tomaz, o maior apostador do Brasil, ao senador e candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL). Documentos cruzados pelas autoridades apontam indícios de lavagem de dinheiro, uso de empresas de fachada no exterior e a possível participação do parlamentar como sócio oculto de uma casa de apostas.

O caso, que motivou a abertura de um inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) em outubro de 2026, amalgama duas frentes de investigação que vieram a público recentemente. primeira, revelada pelo UOL, mostra que Tomaz movimentou R$ 5 bilhões em apostas na plataforma Blaze ao longo de um ano. A segunda, fruto de um furo da Revista Piauí, delineia como o advogado montou uma estrutura societária na Ilha da Madeira, em Portugal, para operar a Best Bet, empresa de jogos licenciada no Brasil.

A teia offshore e o elo político

Segundo informações reveladas pela Piauí, a estrutura societária sob investigação começou a ser montada em janeiro de 2023, . Com capital de 50 mil euros, Tomaz abriu a Cathedral Holdings em uma pequena sala de edifício na Ilha da Madeira, em Portugal, território que oferece benefícios fiscais. No mês seguinte, o grupo criou no Brasil a Rede Loto Ltda, operadora da casa de jogos Best Bet.

A empresa rapidamente conseguiu autorização da Loteria do Estado do Rio de Janeiro (Loterj) para atuar, a partir da articulação de Cláudio Castro (PL-RJ). O documento foi assinado pelo presidente do órgão, Hazenclever Cançado, indicado ao cargo por Flávio Bolsonaro.

Na mesma sala da Cathedral, em Portugal, o advogado registrou outra empresa, a Alcazar Holdings. O elo direto com o senador ocorre na gestão financeira da companhia. Um relatório revelado pelo UOL aponta que Flávio figurava como “usuário máster” da conta da Alcazar no banco Santander. O acesso permitia consulta de saldos e autorização de transferências. A Polícia Federal encontrou indícios de fluxo financeiro cruzado entre a Alcazar e a Cathedral e trabalha com a hipótese de que as contas do advogado funcionassem para a circulação de recursos em favor de terceiros.

O escritório de advocacia do senador faturou R$ 14 milhões de 2023 a 2026, com parte dos repasses circulando pela conta bancária em que constava como usuário com amplos poderes. A exclusão de Flávio desse controle ocorreu em maio de 2025. Naquele momento, o governo federal iniciava a regulamentação das apostas esportivas e a Best Bet acabara de perder na Justiça a autorização que possuía para atuar nacionalmente por meio da Loterj.

Bilhões em apostas e alerta da Fazenda

Enquanto operava sua própria casa de jogos, Willer se consolidou como o maior apostador do país. Uma nota técnica da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda identificou que ele movimentou R$ 5 bilhões na plataforma Blaze no ano passado. Somente em 2025, o advogado depositou R$ 258 milhões e sacou cerca de R$ 200 milhões, quase o dobro do volume do segundo colocado no ranking nacional.

A Fazenda apontou padrões que configuram risco máximo para lavagem de dinheiro. Em um único dia de outubro de 2025, Tomaz realizou depósitos fracionados que somaram R$ 7 milhões. No dia seguinte, efetuou 12 saques de R$ 500 mil em um intervalo de 18 minutos.

O Ministério criticou a Blaze por ignorar o fluxo atípico e manter a conta do advogado classificada apenas como de risco médio, falhando na comunicação obrigatória aos órgãos de controle financeiro.

O que dizem os citados

Por meio de nota, Willer Tomaz classificou as informações sobre as empresas portuguesas como “ilações” e “acusações falsas“. O advogado declarou que “chamar de ‘fachada’ empresas sediadas na Ilha da Madeira, território da União Europeia, sem apresentar provas de irregularidade, é desinformação“.

Willer afirmou que Flávio “jamais foi sócio da Best Bet, direta ou indiretamente“, que os dois “jamais compartilharam conta bancária“.

Sobre o dinheiro movimentado em jogos, o advogado disse que “os recursos têm origem lícita, são compatíveis com seus rendimentos e constam de sua declaração à Receita Federal“. Justificou o alto montante argumentando que “as cifras apresentadas não correspondem à realidade: o chamado volume apostado soma reapostas sucessivas de um mesmo montante e, por isso, não representa dinheiro novo“.

A Foggo Entertainment, controladora da Blaze, comunicou que obedece à regulamentação vigente e possui políticas ativas de prevenção à lavagem de dinheiro e comunicação de movimentações atípicas.

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.