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O Banco Master e a Refit utilizaram dinheiro do crime organizado para patrocinar um evento do Valor Econômico (do grupo Globo) em NY
Reprodução
A manchete emula apenas o padrão do Jornal Nacional, copiando a manchete do Estadão em relação a Fábio Luís Lula da Silva.
Se fosse aplicado aos regabofes da Globo, patrocinados por Daniel Vorcaro, o sentido da manchete poderia ter sido o mesmo.
Os jornais repetem, passo a passo, a escandalosa campanha da Lava Jato. Na época, a revista Veja, dirigida por Eurípides Alcântara, soltava o lixo. E o Jornal Nacional repetia, achando que, assim, não sujaria suas mãos. Agora a parceria é entre o Estadão – dirigido pelo mesmo Eurípides – e o Jornal Nacional.
O padrão Veja está nítido nessa manchete.

A matéria diz que a Polícia Federal está investigando se o tal careca do INSS teve como beneficiário final uma agência de viagens que emitiu passagens para Lulinha. Não confirma o pagamento para a agência, não estabelece uma relação sequer com Lulinha – a não ser o fato de Roberta Luchinger ter pago uma passagem para ele.
Uma não-notícia, vazada pela Polícia Federal. Apesar do discurso indignado do diretor geral da PF, de que a organização não vaza informações, ela vaza não apenas informações, mas boatos e desconfianças antes de sua comprovação. Pelo visto, Andrei Rodrigues é o último a saber.
Primeiro, a matéria não diz que a tal agência é beneficiária. Diz que a PF ainda investiga. Depois, não estabelece qualquer relação com Lulinha. Apenas informa que Roberta Luchsinger – apresentada como “amiga do Lulinha” – vale-se dos serviços de tal agência e andou pagando viagens para Lulinha através da agência.
O lance seguinte é a informação – mais que conhecida, já divulgada pelos próprios advogados de Lulinha – que o careca do INSS pagou uma viagem de Roberta e Lulinha a Portugal, para conhecer uma fábrica de cannabis, cuja produção ele teria interesse em vender no Brasil.
Por que o careca e sua lobista, Roberta Luchsinger, envolveram Lulinha? Pela mesma razão que o Master patrocinou evento da Globo, contratou escritórios de Ricardo Lewandowski e Alexandre Moraes: demonstração de prestígio. Lulinha é o filho do homem.
O Banco Master e a Refit utilizaram dinheiro do crime organizado para patrocinar um evento do Valor Econômico (do grupo Globo) em Nova York, merecendo elogios de dirigentes da Globo. E suas ligações com o submundo já eram amplamente conhecidas, ainda mais pelos analistas da Globo.
Os jornalões já provocaram uma tragédia política no país, com a ignominiosa cobertura da Operação Lava Jato. Sua repetição é uma ameaça ao Brasil formal. E, se a ignorância não fosse tão crassa, saberiam que seu reinado só acontece no Brasil formal, não na selvageria terraplanista que sucederá em caso de vitória de seu candidato Flávio Bolsonaro.
Assim como no período do Jair, serão os primeiros a pagar a conta.
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Quando diferentes vozes dizem essencialmente a mesma coisa, o debate deixa de ser debate — e passa a ser reafirmação planejada.
Do Jornal GGN:
Freepik
O texto abaixo foi construído pelo ChatGPT, de acordo com prompts que preparei e com conceitos que eu utilizei em várias matérias.
O poder da grande mídia nunca esteve apenas no que publicava.
Esteve, sobretudo, no que decidia não publicar — e em como decidia.
As redações brasileiras, especialmente nos grandes conglomerados, sempre cultivaram uma imagem pública de pluralismo interno, debate editorial e compromisso com a informação. Mas, nos momentos decisivos, o funcionamento real era muito mais simples — e muito mais concentrado.
A linha não era construída na base.
Era definida no topo.
Não existe uma sala formal onde se decide “a linha do jornal”. Não há ata, votação ou registro. Mas existe, sim, um núcleo decisório.
Historicamente, ele se organizou em torno de três polos:
Nos momentos críticos, esses polos convergem rapidamente.
A pauta do dia pode nascer na reunião de editores.
Mas o enquadramento nasce acima deles.
Não se trata, na maioria das vezes, de ordens explícitas. O mecanismo é mais sofisticado: um sistema de incentivos e limites implícitos, conhecido por qualquer jornalista experiente.
Todo mundo sabe até onde pode ir.
E, mais importante, até onde não deve ir.
2. O processo de filtragem
A construção de uma narrativa passa por etapas invisíveis:
1. Seleção
=> Aqui já ocorre a primeira distorção estrutural.
2. Hierarquização
=> A importância do fato é construída editorialmente.
3. Enquadramento
=> Um mesmo fato pode gerar narrativas opostas.
4. Repetição
=> É aqui que nasce o senso comum.
Esse processo não exige conspiração. Exige consistência.
3. As campanhas silenciosas
Os momentos mais reveladores não são os escândalos. São as campanhas.
Campanhas não declaradas, mas facilmente identificáveis para quem acompanha o fluxo contínuo da cobertura.
Elas têm características claras:
Foi assim em diferentes momentos da história recente.
Na década de 2010, por exemplo, a cobertura da Operação Lava Jato ultrapassou o registro factual e se transformou em narrativa estruturante da política brasileira.
O noticiário deixou de ser episódico. Tornou-se permanente.
E, nesse ambiente, a distinção entre informar e conduzir começou a desaparecer.
4. O circuito fechado de legitimação
Um dos mecanismos mais poderosos da grande mídia sempre foi o que se poderia chamar de “circuito fechado de validação”.
Funciona assim:
Resultado: o que começou como narrativa torna-se “fato institucional”.
Esse circuito foi fundamental, por exemplo, na construção do ambiente que levou ao impeachment de Dilma Rousseff.
A legalidade foi sustentada.
Mas a legitimidade foi construída.
5. O papel das fontes — quem fala e quem não fala
Outro bastidor crucial está na escolha das fontes.
A pluralidade formal muitas vezes esconde uma homogeneidade real.
Economistas ouvidos? Frequentemente do mesmo campo.
Juristas? Os mesmos nomes recorrentes.
Analistas políticos? Inseridos no mesmo universo ideológico.
Isso cria um efeito poderoso:
=> a aparência de consenso
Quando diferentes vozes dizem essencialmente a mesma coisa, o debate deixa de ser debate — e passa a ser reafirmação.
6. Publicidade: o filtro invisível
Nenhum grande grupo de mídia opera desconectado de sua base econômica.
A dependência de grandes anunciantes — bancos, montadoras, varejo, telecom — nunca precisou se traduzir em censura direta. Ela opera de forma mais sutil:
É um tipo de autocontenção estrutural.
Não é preciso mandar calar.
Basta criar um ambiente onde falar custa caro.
7. A relação com o poder institucional
Os bastidores da mídia também passam pelos corredores do poder.
Relações com:
Essas relações não são necessariamente ilegítimas. Em muitos casos, são parte do jogo institucional.
Mas tornam-se problemáticas quando passam a influenciar:
Na fase mais intensa da Lava Jato, o fluxo de vazamentos foi um exemplo claro dessa engrenagem.
8. Quando o controle escapa
O modelo funcionou por décadas porque era centralizado.
Mas ele começou a ruir quando a informação deixou de depender exclusivamente da mídia tradicional.
Redes sociais, plataformas digitais e comunicação direta quebraram o monopólio.
E, com isso, expuseram os bastidores.
A ascensão de Jair Bolsonaro foi, em grande medida, produto dessa ruptura.
Pela primeira vez, um projeto político relevante se construiu contra a mediação tradicional — e venceu.
Foi um choque estrutural.
9. O novo bastidor: o algoritmo
Com o declínio da mídia tradicional, os bastidores não desapareceram.
Eles mudaram de lugar.
Hoje, o poder de filtragem está cada vez mais nas mãos de plataformas como Google e Meta.
Mas com uma diferença crucial:
=> antes, era possível identificar quem decidia
=> agora, a decisão está embutida em sistemas opacos
O editor virou código.
E o critério virou engajamento.
10. Epílogo — o poder que não se vê
Os bastidores da grande mídia nunca foram uma conspiração clássica.
Foram algo mais eficiente:
um sistema de poder internalizado, reproduzido diariamente por rotinas, incentivos e limites.
Um sistema que:
Sem precisar aparecer.
Agora, esse sistema perde força.
Mas o aprendizado que ele deixa é essencial:
=> o poder mais eficaz não é o que grita.
=> é o que define, silenciosamente, o que pode ser dito.
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Se o mote do Power Point foram apenas os contatos, porque não entrou o logotipo da Globo?
Do Jornal GGN:

A desonestidade jornalística exige um mínimo de arte para não esbarrar no ridículo. Até pode sensibilizar a parte mais desinformada da opinião pública. Mas para o público que pensa, vale uma adadptação do refrão de Gonzaguinha: “é ridículo, é ridículo e é ridículo”.
Se o mote do Power Point foram apenas os contatos, porque não entrou o logotipo da Globo?
O foco deveria ter sido os governadores que autorizaram aplicações dos fundos de pensão dos funcionários no Master; políticos que tentaram aumentar os limites do FGC; a estrutura de alianças que ele consolidou junto ao Centrão. Mas o jornalismo da Globo decidiu optar por um apanhado geral dos encontros dele com autoridades, sem se dar ao trabalho, jornalisticamente honesto, de identificar quem cometeu atos ilícitos em favor de Vorcaro.
No Summit Valor Econômico Brazil-USA (Nova York, maio de 2024), organizado pelo jornal Valor Econômico (Grupo Globo), teve Daniel Vorcaro como patrocinador e palestrante de abertura.
O evento foi aberto por Frederic Kachar, diretor da Editora Globo. Em sua fala, agradeceu ao Banco Master, “na figura de Daniel Vorcaro” e mencionou uma “relação pessoal” com ele.
“A gente tem alegria de ter patrocinadores de empresas que a gente admira e que eu tenho privilégio de ser amigo. Muito obrigado ao Banco Master [sorri e aponta para a plateia, onde estava o então banqueiro] na figura de seu presidente Daniel Vorcaro, que apresenta o seminário de hoje”.
“Relação pessoal” é mais do que um contato fortuito ou agendado.
Houve o pedido de uma reunião com Lula, intermediado por Guido Mantega. Para a reunião, Lula convocou uma série de autoridades para não dar espaço a nenhuma insinuação da parte de Vorcaro.
E com a Globo, qual o teor das conversas? O segundo patrocinador do evento foi Eduardo Magro, o maior sonegador da história do país, sobejamente conhecido há décadas.
Naquela data, o Master já despertava suspeitas no mercado. Mas foi tratado pela Globo como ator relevante, legítimo e amigo. Entre outras coisas, porque o Will Bank era um forte patrocinador de programas da Globo.
A Lava Jato foi um desastre para a imprensa. A repetição da fraude jornalística será o fim.
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Do Portal do José:
21/03/26 - ORGANIZAÇÕES GLOBO MOSTRAM SUA NATUREZA BANDIDA. AO APRESENTAREM UM POWER POINT LIGANDO VORCARO A LULA A EMPRESA DOS MARINHO MOSTRA A QUEM ESTÃO APOIANDO PARA AS ELEIÇÕES DE 2026. SÃO OS ESCORPIÕES BANDIDOS. ENQUANTO ISSO...MORAES PEDE A PGR PARECER SOBRE PRISÃO DOMICILIAR DE BOZO. EM TODO CASO...ELE NÃO DEIXARÁ DE SER PRESIDIÁRIO
Do Portal do José:
21/03/26 - BOLSONARISTAS ANDAM MUITO EMOCIONADOS ULTIMAMENTE... TUDO POR UMA POSSIBILIDADE DE VORCARO COMPROMETER ALGUMAS AUTORIDADES. SABEMOS QUE ELES TORCEM PARA QUE O MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES ESTEJA IMPLICADO EM ALGUM CRIME... A QUEDA DO CAVALO PARECE SER CERTA PRA ESSAS CRIATURAS... SIGAMOS... ORGANIZAÇÕES GLOBO MOSTRAM SUA NATUREZA BANDIDA. AO APRESENTAREM UM POWER POINT LIGANDO VORCARO A LULA A EMPRESA DOS MARINHO MOSTRA A QUEM ESTÃO APOIANDO PARA AS ELEIÇÕES DE 2026.
De um simples Gol 1.0 a mansões de luxo e uma polêmica loja de chocolates. Como o "Filho 01" e hoje Senador da República construiu um patrimônio milionário vivendo exclusivamente da política?
Do Canal Congresso Exposto:
Neste primeiro episódio do nosso Dossiê Especial, o canal Congresso Exposto faz um raio-x detalhado na evolução patrimonial de Flávio Bolsonaro até 2016. Cruzamos dados oficiais, relatórios do COAF e as revelações explosivas de seu ex-sócio, Alexandre Santini, para entender como o "doce sabor do sucesso" pode esconder contas muito amargas.
🔍 O que você vai descobrir nesta Parte 1: A Onipresença: Como ele conciliava a vida em Brasília com estágios e estudos no Rio de Janeiro? O Salto Imobiliário: A estratégia por trás de transações que desafiaram a lógica do mercado. A Franquia de Ouro: Por que o Ministério Público acredita que uma loja de chocolates foi a peça-central no esquema das "Rachadinhas". O Elo Queiroz: O fluxo financeiro que conectou o gabinete ao submundo carioca. O QUE VEM NA PARTE 2: Este é apenas o começo da nossa investigação. A Parte 2, abaixo, mergulhará nas sombras. Vamos explorar as origens, as relações perigosas com as milícias e como o poder foi consolidado no estilo "O Poderoso Chefão". Não perca a conclusão desta série.
Esta é uma guerra de desgaste estruturada. E o roteiro foi escrito em Teerã.
A Defesa Mosaica Descentralizada do Irã – a denominação oficial – está sendo constantemente ajustada: essa é a estratégia de longo prazo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), uma morte por mil cortes, projetada para exaurir o Império do Caos.
Vamos navegar pelos canais interligados que permeiam o pântano inconstitucional, invencível e estrategicamente catastrófico construído pelo Império do Caos.
A resiliência multifacetada e a estratégia de longo prazo do Irã; a tentação daquele culto da morte horripilante no Oriente Médio de recorrer ao nuclear; o iminente e inexorável inferno dos interceptores; o ímpeto implacável da China de abandonar a velha ordem (acumulando ouro, despejando dólares); o progresso dos BRICS na criação de um sistema financeiro paralelo; o colapso dos vassalos americanos em diversas latitudes: tudo isso está acelerando uma reinicialização radical do sistema.
E então, surge Vladimir Putin, de forma casual, quase como um pensamento tardio, anunciando que talvez não haja gás russo para ser vendido à UE, afinal:
“Talvez fizesse mais sentido para nós pararmos de fornecer gás para a UE e migrarmos para esses novos mercados, estabelecendo-nos lá (…) Novamente, quero enfatizar: não há nenhuma motivação política aqui. Mas se eles vão fechar o mercado para nós em um ou dois meses de qualquer maneira, talvez seja melhor sair agora e focar em países que sejam parceiros confiáveis. Dito isso, esta não é uma decisão. Estou apenas refletindo em voz alta. Vou pedir ao governo que analise isso juntamente com nossas empresas.”
O patético Chanceler Bratwurst pediu permissão ao neo-Calígula para a Alemanha comprar petróleo russo. Ele conseguiu. Mas pode ser que não haja nada para comprar. Esta é uma guerra energética, e a UE, mais uma vez, não se qualifica nem mesmo como um mendigo sem-teto. Nada de gás do Catar, nada de petróleo e gás russo. Agora volte para a sua Guerra Eterna obcecada pela OTAN.
O bombardeio do oleoduto do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) que transporta petróleo.
Imediatamente após o ataque que decapitou o Líder Supremo Aiatolá Kahamenei no último sábado, o Irã adotou um sistema de comando e controle descentralizado, com células e um plano de sucessão em quatro níveis, lançando rajadas implacáveis de mísseis mais antigos e lentos, além de drones descartáveis, para consumir baterias de mísseis Patriot e sistemas THAAD em escala industrial. Com essa manobra, o Irã mudou as regras do jogo já no primeiro dia da guerra.
Qualquer pessoa com um QI acima da temperatura ambiente sabe que usar 3 mísseis Patriot – com um custo combinado de US$ 9,6 milhões – para se defender de um único míssil balístico sacrificial iraniano é completamente insustentável.
Não é de admirar, portanto, que bastaram apenas 4 dias da guerra do sindicato Epstein contra o Irã para que o sistema financeiro global enlouquecesse completamente. US$ 3,2 trilhões evaporaram em questão de 4 dias – e a contagem continua.
O Estreito de Ormuz está praticamente fechado, exceto para navios russos e chineses. Pelo menos 20% da demanda global de petróleo está paralisada. Toda a produção de GNL do Catar está paralisada, sem previsão de retomada. O segundo maior campo de petróleo do Iraque foi desativado.
E ainda assim, o volátil neo-Calígula vocifera que sua guerra, que deveria durar apenas um fim de semana, pode se arrastar por cinco semanas, e outros palhaços do Pentágono industrial-militar estão falando em prolongá-la até setembro.
Ao apontar os interesses dos EUA em todo o Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) como alvos legítimos – e não apenas bases militares – o Irã acionou uma bomba-relógio. Trata-se de um ataque direto ao petrodólar (para o deleite silencioso de Pequim). Teerã certamente previu que a reação em cadeia seria instantânea – chegando ao pânico como prelúdio de uma nova Grande Depressão generalizada.
Sem petróleo, e sem uma defesa significativa do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) contra os mísseis/drones do Irã, não haverá mais torrentes de dinheiro falso de Wall Street. Afinal, a bolha da inteligência artificial está sendo financiada por “investimentos” do CCG. O novo bombardeio do Pipeineistan não é do tipo Nord Stream: é o bombardeio do gasoduto financiado pelo CCG e financiado por petrodólares.
Tudo isso está acontecendo em tempo recorde, à medida que o mosaico descentralizado do Irã é aprimorado. Por exemplo, uma série de mísseis antinavio letais – que ainda não foram usados – está sendo coordenada pela Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), pela Marinha, pelo Exército e pelas Forças Aeroespaciais. O mesmo se aplica aos drones.
Mesmo que os ataques com mísseis balísticos não estejam acompanhando o ritmo frenético inicial, eles são mais do que suficientes para continuar bombardeando de forma constante as bases militares americanas (cujas defesas aéreas já estão amplamente debilitadas); mergulhar o culto da morte no Oriente Médio e nos países do Conselho de Cooperação do Golfo em um inferno econômico total; e aterrorizar cada recanto dos “mercados globais”.
E apesar de toda a fanfarronice em Washington por parte do secretário de Estado para as Guerras Eternas, um sujeito ardiloso e caricato, dezenas de fortalezas militares subterrâneas iranianas, carregadas com dezenas de milhares de mísseis e equipamentos, permanecem invisíveis – e intocáveis.
Falindo o modelo de negócios do Império do Caos
Esta é uma guerra desesperada para salvar o petrodólar. Uma potência energética como o Irã negociar fora da moeda do petrodólar é o cúmulo da incompetência, especialmente porque o processo está atrelado à iniciativa dos BRICS de estabelecer sistemas de pagamento independentes.
A imensa fragilidade estrutural do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) – os vizinhos do Irã – os torna uma presa ideal. Afinal, todo o seu modelo de negócios é baseado no petrodólar em troca de uma “proteção” mafiosa dos EUA, que desapareceu como fumaça nos primeiros quatro dias da guerra.
Prepare-se para ver a Máquina de Guerra Assimétrica do Irã levando o modelo de negócios do Império do Caos à falência em tempo real.
A prova definitiva é a implosão do sonho ostentoso de Dubai – muito mais do que a devastação imposta aos interesses da 5ª Frota dos EUA no Bahrein e até mesmo um míssil balístico destruindo o radar de varredura eletrônica AN/FPS-132 de US$ 1,1 bilhão na Base Aérea de Al Udeid, no Catar.
Uma ruptura coordenada e em curso no Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), já inevitável, significará eventualmente o fim da reciclagem do petrodólar, abrindo caminho para o petroyuan ou para o comércio de energia em uma cesta de moedas dos BRICS.
“Xeque-mate” vem do persa “Shah Mat”, que significa “o rei está indefeso”. Bem, o imperador neocalígula pode não saber que está nu, porque é incapaz de jogar xadrez. Mas está apavorado o suficiente para começar a procurar desesperadamente uma saída.
Corredor aéreo Astrakhan-Teerã
Agora, vamos ao papel da Rússia. O foco deve ser no corredor aéreo Astrakhan-Teerã, repleto de voos secretos de carga. O aeródromo militar de Chkalovsk, perto de Astrakhan, é o principal centro logístico do corredor: cargas como o Il-76MD, o An-124 e o Tu-0204-300C são transportadas de um lado para o outro cobertas com um material especial que reduz a visibilidade do radar e as esconde dos sistemas de rastreamento civis.
A carga chega ao aeroporto de Mehrabad, em Teerã (não é de admirar que tenha sido bombardeado por Israel), e aos terminais Pyam e Shahid Behesthi, em Isfahan. A logística multimodal também é utilizada, já que parte da carga é entregue pelo Mar Cáspio.
Tudo é coordenado pela 988ª Brigada de Logística Militar de Astrakhan. A carga inclui componentes para sistemas de defesa aérea; módulos de orientação por radar; sistemas hidráulicos para lançadores de mísseis; módulos de radar de detecção de longo alcance.
Além disso, sob um protocolo secreto, a Rússia está fornecendo ao Irã tecnologia de ponta em guerra eletrônica, incluindo uma versão de exportação do Krasukha-4IR, capaz de interferir nos sistemas de radar de drones americanos.
A isso se soma o fato de que o Irã em breve implantará baterias completas do sistema S-400, o que lhe permitirá controlar até 70% do espaço aéreo iraniano.
Como a tensão econômico-política se tornará insuportável
E agora, quanto ao papel da Turquia.
Há apenas dois meses, o MIT – o serviço de inteligência turco – alertou diretamente a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) de que combatentes curdos estavam tentando cruzar do Iraque para o Irã. Pense nisso: um membro pleno da OTAN repassando informações operacionais urgentes para a IRGC justamente quando o grupo Epstein se preparava para a guerra.
Há pelo menos 15 milhões de curdos vivendo dentro do Irã. A última coisa que Ancara deseja é um maior poder para os curdos no país. Apesar de toda a cautela insaciável do Sultão Erdogan, ele sabe que não pode antagonizar Teerã frontalmente. Ele precisa equilibrar uma miríade de interesses que misturam a OTAN; o corredor energético com a Rússia – mas também o corredor energético para o Ocidente através do gasoduto BTC; e o papel de âncora ocidental no Corredor Médio para a China.
Por isso, o suposto míssil balístico iraniano, supostamente apontado para a Turquia e disparado pela OTAN, não foi considerado um grande problema: os ministros das Relações Exteriores, Fidan (Turquia) e Aragchi (Irã), discutiram o assunto com naturalidade. Há uma névoa de guerra impenetrável em torno disso: o míssil pode ter sido enviado para paralisar o terminal petrolífero do BTC e os drones subsequentes lançados contra a Geórgia visavam atingir o ponto mais vulnerável do BTC.
Nada disso está confirmado – e será impossível confirmar. Isso poderia muito bem ter sido uma operação de falsa bandeira – embora Teerã possa estar bastante interessada em cortar 30% do fornecimento de petróleo de Israel.
O oleoduto BTC continuará em jogo, atravessando a Geórgia e transportando petróleo bruto do Azerbaijão através do Cáucaso até a costa mediterrânea da Turquia. Bombardear o BTC estaria em consonância com a estratégia iraniana de cortar todos os corredores energéticos que alimentam o grupo Epstein e seus aliados no Golfo Pérsico, no Cáucaso e em todo o Mediterrâneo.
Ao longo da Rota da Seda, outras ações lógicas do Irã seriam atacar o oleoduto leste-oeste da Arábia Saudita (que contorna o Estreito de Ormuz); as plataformas de carregamento offshore do Iraque em águas territoriais iranianas, que movimentam 3,5 milhões de barris por dia; e o centro de processamento de Abqaiq, que processa a maior parte do petróleo bruto saudita antes de chegar aos terminais de exportação.
Se o Irã, sob extrema pressão, for forçado a atingir todos os objetivos acima, não existe nenhuma reserva estratégica de petróleo no planeta capaz de suprir essa demanda.
Nessa interconexão infernal de corredores energéticos, rotas marítimas, cadeias de suprimentos globais, segurança marítima e com o preço do petróleo fora de controle, só os palhaços do Pentágono poderiam querer prolongar a guerra até setembro. Ásia, Europa e todos os importadores de energia no tabuleiro de xadrez exercerão pressão máxima por qualquer medida de desescalada.
A estratégia assimétrica do Irã, no entanto, permanece inabalável: expandir a guerra horizontalmente e prolongar o cronograma ao máximo para tornar a tensão econômico-política insuportável.
Tradução: isto não é uma manobra relâmpago para mudança de regime orquestrada por um bando de psicopatas. Trata-se de uma Guerra de Atrito Estruturada. E o roteiro foi escrito em Teerã.
Pepe Escobar – Analista geopolítico independente, escritor e jornalista.
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