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sexta-feira, 17 de agosto de 2018

ONU: Lula tem o direito de falar e de ser candidato


Do Tijolaço:




Comentário de Fernando Brito:

A confirmar-se o teor da decisão do Comitê de Direitos Humanos da ONU, divulgada agora há pouco pela defesa do ex-presidente Lula, a Justiça brasileira está de parabéns: conseguiu nivelar o Brasil a republiquetas que tomam “puxões de orelha” jurídicos da comunidade internacional.
Conseguiram levar o Brasil a uma humilhação que, na minha vida adulta, não lembro de ter assistido.
É gravíssima a cautelar da ONU se, de fato, como está na nota de seus advogados, determinou-se que o Estado Brasileiro “tome todas as medidas necessárias para que para permitir que o autor [Lula] desfrute e exercite seus direitos políticos da prisão como candidato nas eleições presidenciais de 2018, incluindo acesso apropriado à imprensa e a membros de seu partido politico” e, também, para “não impedir que o autor [Lula] concorra nas eleições presidenciais de 2018 até que todos os recursos pendentes de revisão contra sua condenação sejam completados em um procedimento justo e que a condenação seja final”.
Claro que, tal como anda a nossa Justiça, nada garante que isso seja observado, como determinaria o fato de que sejam direitos garantidos pelo Pacto Internacional Sobre Direitos Civis, aprovado pelo Congresso em 1991 e cuja adesão formalizou-se com um decreto presidencial (o de n° 592) em 1992, que diz no item 3 de seu Artigo 2°:
3. Os Estados Partes do presente Pacto comprometem-se a:
a) Garantir que toda pessoa, cujos direitos e liberdades reconhecidos no presente Pacto tenham sido violados, possa apresentar um recurso efetivo, mesmo que a violência tenha sido perpetrada por pessoas que agiam no exercício de funções oficiais;
b) Garantir que toda pessoa que interpuser tal recurso terá seu direito determinado pela competente autoridade judicial, administrativa ou legislativa ou por qualquer outra autoridade competente prevista no ordenamento jurídico do Estado em questão; e a desenvolver as possibilidades de recurso judicial;
Embora sejam medidas provisórias, como a ONU esclareceu à BBC Brasil, trata-se de um tipo de manifestação que o colegiado jamais tomaria se não tivesse encontrado fortes indícios do cerceamento dos direitos políticos de Lula, porque estes órgãos plurinacionais costumam ser imensamente econômicos em suas decisões, pela implicação que elas trazem.
Aliás, de passagem, é curioso como os que vendem o Brasil e os que aplaudem um candidato a presidente bater continência para a bandeira norte-americana venham agora proclamar uma “soberania” do país diante de um órgão das Nações Unidas.


quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Em missa de 7º dia de Reitor Luiz Carlos Cancellier, padre pede luta contra o Estado de Exceção



Do 247:

Reprodução


Missa de sétimo dia da morte do reitor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Luiz Carlos Cancellier, realizada na última segunda-feira (9), em Florianópolis, foi marcada por um pedido feito pelo padre Vilson Groh para que a população lute contra o "estado de exceção" que vem sendo implantado no Brasil; segundo ele, é preciso lutar para manter a "garantia dos direitos humanos constitucionais construídos historicamente com muito sangue e luta de muita gente"; assista


247 - A missa de sétimo dia da morte do reitor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Luiz Carlos Cancellier, realizada na última segunda-feira (9), em Florianópolis, foi marcada por um pedido feito pelo padre Vilson Groh para que a população lute contra o "estado de exceção" que vem sendo implantado no Brasil.
"Que a gente não vá para casa e fique no divã. Nós fomos convocados a lutar e a romper com esse estado de exceção", disse o pároco. Segundo ele, é preciso lutar para manter a "garantia dos direitos humanos constitucionais construídos historicamente com muito sangue e luta de muita gente".
O padre pediu, ainda, que a população lute por uma universidade cada vez mais pública, aberta aos mais pobres, e não-privatizada, além de pedir que as pessoas não deem trégua a todos os processos de injustiça. "Façam uma resistência gentil, mas firme contra o Estado de Exceção instaurado no país", destacou.
Veja a íntegra da fala do padre Vilson Groh, em vídeo divulgado pelos Jornalistas Livres:

terça-feira, 10 de outubro de 2017

Justiça dura; justiça branda. Só mais uma forma de ser política. Por Fernando Brito


Do Tijolaço:

doispduasm
O relator do pedido de denúncia contra Michel Temer pediu seu arquivamento.
Moreira Franco e Eliseu Padilha, de carona, ficam fora do processo.
O Supremo rejeitou a denúncia contra Renan Calheiros. Também lá, Edson Fachin mandou arquivar o inquéritos das gravações do mesmo Renan, de José Sarney e Romero Jucá.
O habeas-corpus do pessoal da Fetransporte foi concedido a Jacob Barata.
Paulo Maluf, condenado em segunda instância, vai aguardar em liberdade. contrariando decisões recentes do STF que manda prender logo após sentença de órgão colegiado.
E Eike Batista volta a ter liberdade, bastando que se recolha à noite, como Aécio Neves.
Tudo isso em um único dia.
Não se trata, aqui, de ser “a favor ou contra” uma, várias ou todas as decisões.
O fato é que existe um evidente, flagrante, chocante descompasso entre o que ocorre nas instâncias supremas  e o que se passa em Curitiba.
Dizer que a lei é aplicada lá e “aliviada” em Brasília não responde a tudo.
Porque Brasília nunca ou quase nunca “alivia” as pesadas decisões tomadas lá quando os alvos são petistas.
Porque existe um ponto comum entre Brasília e Curitiba, e este ponto é a amputação do processo eleitoral brasileira pela via judicial.
O que representa uma usurpação que, com ela, arrasta também a Polícia Federal e, com isso, entrega a sociedade a um meganhismo insano.
A prisão preventiva deixou de ser um recurso contra a “periculosidade” ou o “risco de fuga” e passou a ser uma antecipação de pena. Prende-se, de cara”, “por merecimento” (merecimento subjetivo do juiz e da mídia, claro) mesmo antes do sujeito ser chamado a depor, que dirá ser condenado.
O Estado de Direito foi arruinado no Brasil e se engana quem acha que disso vai resultar alguma “moralidade”.
As ditaduras, militares, judiciais ou midiáticas são sempre, invariavelmente, regimes de injustiças e privilégios.

Bob Fernandes: Doria e MBL postos a nu. E o suicídio do Reitor Cancellier expõe o fascismo

(,..)
"Na revista Piauí, outra péssima notícia para Dória. Bruno Abbud acompanhou, no WattsApp, 685 conversas do MBL no grupo chamado "MBL Mercado". E contou...

O MBL apoia Dória. Parasita o PSDB para "destruir" Alckmin, Serra, Aécio...

No impeachment o MBL tinha financiamento também do PMDB, já revelou um dos seus.

Relata Bruno Abbud: o MBL recebe dinheiro do famoso, onipresente "O Mercado"; 158 funcionários de bancos e corretoras estão metidos nisso aí.

Nomes de grupos do MBL para arrecadação: "Mão Invisível", "Agentes da CIA", "Exterminador de Pelegos" e "Privatiza Tudo".

No WattsApp, Mbélicos propõe aliança com Mercado "agronegócio, PMDB, DEM e evangélicos".

Nas pesquisas, Dória e Bolsonaro disputam fatias em comum do eleitorado. Em Belém, Bolsonaro prometeu "armas para todos".

Supor que tais ações e discursos são inócuos é não enxergar o que vive o Brasil.

É não lembrar resultantes do que Felicianos & Bolsonaros & semelhantes pregam há anos.

É não prestar atenção nos motivos para o suicídio do Reitor da Universidade Federal de Santa Catarina."

(...)


Do Canal da TV Gazeta


O prefeito Dória atacou Alberto Goldman. Via vídeo, que viralizou, Dória disse ser o ex-governador um "improdutivo, fracassado" que "vive de pijama".

Goldman também viralizou nas redes sociais ao responder. Disse:

-Dória é raivoso, prepotente, arrogante, preconceituoso. Sou velho, mas não sou velhaco...candidato a presidente, o prefeito só viaja, e a cidade está jogada às traças.

O Datafolha trouxe péssimas notícias para Dória. Sua aprovação em São Paulo caiu de 41% para 32%. E 55% não votariam nele para presidente.
.
Na revista Piauí, outra péssima notícia para Dória. Bruno Abbud acompanhou, no WattsApp, 685 conversas do MBL no grupo chamado "MBL Mercado". E contou...

O MBL apoia Dória. Parasita o PSDB para "destruir" Alckmin, Serra, Aécio...

No impeachment o MBL tinha financiamento também do PMDB, já revelou um dos seus.

Relata Bruno Abbud: o MBL recebe dinheiro do famoso, onipresente "O Mercado"; 158 funcionários de bancos e corretoras estão metidos nisso aí.

Nomes de grupos do MBL para arrecadação: "Mão Invisível", "Agentes da CIA", "Exterminador de Pelegos" e "Privatiza Tudo".

No WattsApp, Mbélicos propõe aliança com Mercado "agronegócio, PMDB, DEM e evangélicos".

Nas pesquisas, Dória e Bolsonaro disputam fatias em comum do eleitorado. Em Belém, Bolsonaro prometeu "armas para todos".

Supor que tais ações e discursos são inócuos é não enxergar o que vive o Brasil.

É não lembrar resultantes do que Felicianos & Bolsonaros & semelhantes pregam há anos.

É não prestar atenção nos motivos para o suicídio do Reitor da Universidade Federal de Santa Catarina.

Luiz Carlos Cancellier era ... suspeito de ter tentado obstruir uma investigação. De um caso de 10 anos antes dele se tornar Reitor.

Cancellier passou por dezenas de agentes do Estado sem ser ouvido pela Universidade ou Justiça.

Preso por um dia, foi posto nu e submetido à revista íntima. Proibido de entrar na Universidade, o Reitor, depois de solto, se matou.

Na sessão fúnebre, o desembargador e professor Lédio de Andrade alertou:

-Os ditadores de espírito nunca morrem (...) os neofascistas estão aí, aqui ...esperando a hora de voltar...