Do UOL:
No UOL News 1ª Edição desta terça-feira (8), o jurista Pedro Serrano avaliou a decisão de Mendonça de afastar Andrei Rodrigues do comando da PF.
Do UOL:
No UOL News 1ª Edição desta terça-feira (8), o jurista Pedro Serrano avaliou a decisão de Mendonça de afastar Andrei Rodrigues do comando da PF.
Do UOL:
Um organograma que aparece no inquérito de Dark Horse da Polícia Civil de São Paulo identifica uma pessoa chamada Mario como sócia da produtora do longa sobre Jair Bolsonaro (PL), a Go Up, nos Estados Unidos.
Do Canal 247:
Documentos revelados pelo Intercept Brasil apontam que o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, participou de uma operação financeira para enviar recursos aos Estados Unidos destinados ao financiamento de Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro (PL). O nome "Vaza Flávio" é referente às negociações feitas pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com o ex-banqueiro.
O USTR vai adotar medidas contra empresas brasileiras, criando um clima de instabilidade e tentando vender Flávio Bolsonaro como a âncora.
Do Jornal GGN:
Donald Trump e Marco Rubio - Flickr White House
Cantei, desde o começo do caso Master, a tentativa de transformá-lo em uma Lava Jato 2. A parceria entre peritos da Polícia Federal e jornalistas lavajatistas deixava claro o roteiro. Primeiro, desqualificar o Supremo Tribunal Federal (STF). Essa estratégia só diluiu quando não dava mais para esconder as relações de Daniel Vorcaro com Flávio Bolsonaro, com o Banco Regional de Brasilia e Ciro Nogueira
A intenção era anular o STF e o Tribunal Superior Eleitoral para permitir o passo seguinte: a plena liberdade ao partido digital, dominado pela ultradireita bolsonarista.
Depois, um conjunto de medidas agressivas dos Estados Unidos em relação ao país, para vender o peixe de que a única saída seria a eleição de um candidato alinhado com Donald Trump. Obviamente, o controle das redes sociais seria essencial para a venda dessa versão.
Primeira tentativa, o tarifaço de Trump foi um tiro no pé. Primeiro, pelos efeitos sobre a própria economia norte-americana. Depois, pela reação de Lula, erigido imediatamente na condição de grande liderança global contra Donald Trump. A reação de Trump foi a de sempre, recuou, descobriu uma afinidade com Lula, aproximou-se formalmente.
Agora, retoma a ofensiva em base mais institucional, mas com o mesmo objetivo de desestabilizar o governo.
1. Comércio digital e pagamentos eletrônicos
Como Queríamos Demonstrar (CQD), uma das alegações da USTR (United States Trade Representative) é que as cortes brasileiras emitiram ordens secretas mandando plataformas dos EUA derrubarem conteúdo político e suspenderem perfis de residentes americanos, às vezes globalmente, proibindo as plataformas de revelar essas ordens, além de impor multas pesadas, restringir acesso a ativos e contas, e em ao menos um caso derrubar um site inteiro.
O que isso tem a ver com acordos comerciais? Só ao final é que aparece pagamentos: o Brasil teria desfavorecido empresas americanas de pagamento eletrônico, inclusive com políticas que favorecem seu “national champion”. Ou seja, a ofensiva contra o PIX.
Agora, cada vez que o TSE ou o STF derrubar um influenciador ligado aos Bolsonaro, terá que enfrentar a represália do USTR.
2. Tarifas preferenciais (Mercosul–México/Índia)
O USTR alega que, via acordos de escopo parcial com México e Índia — em setores em que esses países são produtores globalmente competitivos —, o Brasil dá tratamento tarifário preferencial a centenas de produtos mexicanos e indianos. A Secom contra-argumenta que esses acordos não restringem o acesso de produtos americanos e que insumos de origem americana incorporados a produtos brasileiros se beneficiam dos acordos do Mercosul.
3. Aplicação de leis anticorrupção
O USTR é lacônico e duro: o Brasil falharia em tomar ação suficiente para combater suborno e corrupção. A Secom responde com densidade factual: adesão aos instrumentos internacionais, +30 acordos de leniência desde 2017, e uma proposta de abril/2026 ao Departamento de Estado contra crime organizado e corrupção. Aqui o Brasil tem o argumento mais documentado e o USTR, a alegação mais vaga — vale notar que “anti-corruption enforcement” é o item mais politicamente sensível, dado o histórico Lava Jato e o pano de fundo Bolsonaro.
4. Propriedade intelectual
O USTR detalha: falha em aplicar leis penais e aduaneiras contra produtos falsificados; demora excessiva no exame de patentes, em especial biofarmacêuticas; e falta de medidas antipirataria consistentes. Nada sobre o contrabando de armas, dos EUA para o Brasil.
A Secom não responde ponto a ponto — não trata do backlog de patentes do INPI nem da pirataria. Ela vira o argumento: os EUA são os maiores beneficiários do sistema brasileiro (≈30% dos pedidos de patente, US$ 1,38 bi em royalties em 2024). O ponto do USTR sobre lentidão do INPI fica sem resposta direta. E nem se levanta o escândalo do acordo Trips – a manobra de José Serra para conceder patente até a medicamentos sem direito a patentes em seus países, e que foi preservado graças à gaveta da relatora Carmen Lúcia, que escondeu o inquérito até o final.
5. Etanol
O USTR alega que em 2017 o Brasil descontinuou abruptamente o tratamento tarifário equilibrado do etanol e desde então não dá reciprocidade às exportações americanas. A Secom confirma a assimetria mas a relativiza e contra-ataca no açúcar: tarifa de 18% do Brasil contra 12,5% dos EUA (“diferença relativamente pequena”), enquanto o açúcar brasileiro enfrenta cota ínfima (~150 mil t) e tarifa equivalente a 80% acima da cota. Este é o item em que a Secom muda o eixo da conversa: aceita a queixa do etanol e abre uma frente nova (açúcar) que o USTR não tratou.
6. Desmatamento
O USTR reconhece que o Brasil tem arcabouço legal, mas alega que historicamente falhou em aplicá-lo e que o desmatamento ilegal persiste. A Secom responde com a série recente: meta de desmatamento zero até 2030, queda de ~50% na Amazônia Legal vs. 2022, área queimada -40% em 2025, e dados do MapBiomas (menor nível em 7 anos). Note o jogo temporal: o USTR usa “historicamente”; a Secom usa o período Lula pós-2023. A hipocrisia da história é que Donald Trump tirou os EUA do acordo de Paris, de preservação ambiental.
Consequências
As peças estão na mesa. Durante o ano, o USTR vai adotar uma série de medidas contra empresas brasileiras, criando um clima de instabilidade e tentando vender Flávio Bolsonaro como a âncora.
Do outro lado da ponte, no entanto, tem as terras raras, os datacenters e uma parceria cada vez mais estreita com a China e os BRICS.
LEIA TAMBÉM:

Do Brasil de Fato divulgado também pelo ICL:
Banqueiro reclamou da publicação de uma reportagem sobre o longa bolsonarista no 'Portal Leo Dias', que foi excluída posteriormente
Por Brasil de Fato
Mensagens obtidas pelo The Intercept Brasil mostram que o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, atuou em decisões sobre a divulgação do filme “Dark Horse”, produção sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em conversa com o empresário Thiago Miranda, CEO do Portal Leo Dias, Vorcaro reclamou da publicação de uma reportagem sobre o longa no site, em 1º de agosto de 2025. Cerca de uma hora depois, o texto foi apagado.
Como mostrou o Intercept em outra reportagem, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, negociou com Vorcaro R$ 134 milhões para financiar o filme. Desse total, R$ 61 milhões já teriam sido pagos em seis operações.
Segundo a apuração recente do Intercept, Vorcaro financiou o filme e também acompanhou a repercussão pública do projeto. Às 12h07 daquele dia, o banqueiro enviou uma mensagem a Miranda pelo WhatsApp. “Opa tudo bem? Achei que divulgar que ta fazendo o filme muito ruim, nao acha?”, escreveu.
Miranda respondeu às 12h40 e afirmou que a divulgação contrariava um acordo interno. “Acho muito!! Tínhamos combinado de não divulgar nada. Vou entender agora com o Mário”, disse. A referência seria ao deputado federal Mário Frias, produtor-executivo do filme, que também estava em contato com Vorcaro.
Na sequência, Vorcaro voltou a reclamar. “Mas soltou no Leo. Mto ruim”, afirmou. Às 12h46, Miranda respondeu que pediria a exclusão da reportagem. “Acabei de ver. Vou pedir pra apagar”, disse. Logo depois, voltou a concordar com o banqueiro. “Vc tá certo. Como ninguém sabe de nada, eles fizeram e não passou por mim. Foi erro meu. Mas já mandei apagar”. Às 13h06, ele informou que o conteúdo havia sido removido.
Embora o texto não esteja mais disponível no Portal Leo Dias, o Intercept localizou uma cópia arquivada no Internet Archive a partir de um link compartilhado pelo jornalista Leo Dias no X.
Com o título “História de Bolsonaro vira filme nos EUA; ex-presidente será retratado como herói”, a reportagem antecipava detalhes da produção e da sinopse de “Dark Horse”. O texto dizia que Bolsonaro seria retratado como “um homem corajoso e determinado, impulsionado pela carreira política após a decepção com os rumos do seu amado país”.
A matéria citava o diretor Cyrus Nowrasteh, o produtor Michael Davis e a diretora de elenco Ricki G. Maslar. Também informava que já haviam sido escolhidos atores para interpretar Flávio, Carlos, Eduardo e Michelle Bolsonaro. O ator Jim Caviezel, que interpretaria Bolsonaro, não era mencionado.
O texto afirmava ainda que o filme reduziria as “polêmicas e controvérsias que rondam o ex-presidente” e incluiria o atentado sofrido por Bolsonaro em Juiz de Fora, em Minas Gerais. A reportagem não citava valores nem os responsáveis pelo financiamento do longa.
Mesmo após a exclusão da matéria, outros veículos reproduziram as informações publicadas pelo Portal Leo Dias. A existência do filme passou então a ser noticiada por veículos como Veja, Estadão, Folha de S.Paulo, O Globo, UOL e Metrópoles.
Por meio da advogada Hallyne Marques, o Portal Leo Dias afirmou que a reportagem foi removida após dúvidas internas sobre a apuração. “Recebemos o material de uma fonte e, como não estávamos 100% convictos da apuração, acabamos por retirar do ar. A decisão passou por Thiago Miranda, então CEO do portal”, informou em nota.
Thiago Miranda e a defesa de Daniel Vorcaro foram procurados pelo Intercept para comentar a troca de mensagens, mas não responderam até a publicação da reportagem.
O Portal Leo Dias voltou a abordar o filme apenas em dezembro de 2025, quando a crise do Banco Master já havia levado à prisão de Vorcaro. Na ocasião, imagens das gravações vazaram nas redes sociais. Um dia depois, Leo Dias publicou um vídeo com Jim Caviezel caracterizado como Bolsonaro e afirmou que o portal havia mostrado “em primeira mão” os bastidores da produção.
Em nota, o portal disse que retomou a cobertura porque as informações sobre o longa estavam mais consolidadas. “As informações sobre o filme eram mais concretas, inclusive com fotos e vídeos das gravações. Além disso, no mês de dezembro recebemos para uma entrevista ao vivo na Leo Dias TV o Flávio Bolsonaro, que falou oficialmente sobre o filme”, afirmou.