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sexta-feira, 25 de setembro de 2026

Nos Estados Unidos, deputados e senadores Democratas acusam Trump de interferência (golpista) nas eleições presidenciais no Brasil

 

Do G1:




No Jornal da Globo, Julia Duailibi analisa a relação entre Flávio Bolsonaro e o vorcariano Willer Tomás envolvido no escândalo do INSS (seguido de um Resumo Gráfico destas relações feito pelo ICL)

 

Do G1:

Do ICL Notícias:




UOL: Flávio Bolsonaro ofereceu ajuda a Vorcaro em Dubai, revela Estadão: 'Precisando de algo?'

 

Sobre o filho do golçista presidário e mentiroso contumaz Flávio Bolsonaro:>

Do UOL:

O jornal Estadão revelou uma troca de conversas entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, em que o senador aparece oferecendo ajuda ao banqueiro. Pulso Político vai ao ar de segunda a sexta, das 12h30 às 14h30, logo após o UOL News 1ª Edição. O programa é sempre ao vivo e traz bastidores e análises exclusivos das campanhas eleitorais.



terça-feira, 15 de setembro de 2026

Flávio Dino, após ações da PF, aponta possíveis conexões de Mendonça com Banco Master, enquanto STF julga Moraes. Leia a reportagem de Patricia Faermann

 

 

O ministro levantou possíveis conexões de André Mendonça - o relator bolsonarista que iniciou a saga persecutória contra Moraes - com o banco Master.


Do Jornal GGN:


Dino aponta possíveis conexões de Mendonça com Banco Master, enquanto STF julga Moraes


    Foto: Gustavo Moreno/STF





Pouco antes do julgamento do STF que decidirá se o ministro Alexandre de Moraes deve ser investigado por ligações com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, o ministro Flávio Dino levantou possíveis conexões de André Mendonça, o relator que iniciou a saga persecutória contra Moraes, com também interesses ligados ao banco.

Na manhã desta terça (15), Dino enviou ao presidente da Corte, Edson Fachin, novos elementos e pediu a apuração de possíveis conexões entre o Banco Master, o Instituto Iter, fundado pelo ministro André Mendonça, e interesses relacionados à concessão dos serviços funerários e cemiteriais de São Paulo.

Na decisão, Dino aponta uma sequência de fatos que exigem o esclarecimento de eventuais relações de Mendonça e o Caso Master. Entre eles, um encontro de Mendonça com o banqueiro Daniel Vorcaro, então controlador do Master; a atuação do irmão do ministro na agência reguladora responsável pelo setor funerário de São Paulo e contratos firmados pelo Instituto Iter com órgãos públicos paulistas.

Encontro com Vorcaro ocorreu antes de julgamento

Um dos principais pontos levantados por Dino é a cronologia entre o encontro de Mendonça com Vorcaro e sua atuação em um processo que tratava da concessão dos serviços funerários de São Paulo.

Em 14 de março de 2025, Mendonça recebeu Vorcaro na sede do Instituto Iter, em São Paulo. No dia seguinte, o ministro pediu vista em um julgamento no STF que discutia medidas relacionadas aos serviços funerários, cemiteriais e de cremação na capital paulista.

Segundo a decisão de Dino, naquele período havia interesses de fundos administrados pelo Banco Master relacionados justamente à privatização dos cemitérios. O julgamento havia sido iniciado após medidas adotadas pelo próprio Dino para limitar preços cobrados pelas concessionárias e ampliar mecanismos de transparência e fiscalização.

Mendonça confirmou posteriormente o encontro. Segundo sua versão, a reunião durou entre 20 e 30 minutos e tratou da Suspensão de Tutela Provisória (STP) 976, relacionada ao pagamento de precatórios decorrentes de prejuízos envolvendo a Agroindustrial Tabu, uma usina do setor sucroalcooleiro.

O encontro foi articulado pelo advogado Ciro Rocha Soares e pelo deputado federal Cezinha de Madureira (PL-SP), alvo de Operação da PF nesta segunda-feira (leia mais aqui). Em declarações anteriores, Mendonça afirmou que não discutiu o Banco Master com Vorcaro e que se limitou a ouvi-lo.

A versão, entretanto, passou a ser questionada após a divulgação de áudios encontrados no celular de Vorcaro. Em uma mensagem enviada antes do encontro, Ciro Soares afirma ao banqueiro que Mendonça queria recebê-lo e menciona que o ministro já teria conhecimento da situação envolvendo o Banco Central. Segundo o áudio, Cezinha de Madureira também teria conversado com Mendonça sobre o assunto.

Mendonça votou contra medida de Dino

Quando o julgamento foi retomado, em 4 de abril de 2025, Mendonça abriu divergência e votou pela não confirmação da medida cautelar concedida anteriormente por Dino. A decisão acabou sendo novamente suspensa após pedido de destaque e, posteriormente, outro pedido de vista, desta vez do ministro Luiz Fux. Outros ministros acompanharam a divergência aberta por Mendonça.

Para Dino, a proximidade temporal entre o encontro com Vorcaro, o pedido de vista e a posterior atuação de Mendonça no processo é um dos elementos que justificam a necessidade de esclarecimento.

O ministro, porém, faz uma ressalva importante: os fatos apresentados não significam, por si só, que tenha ocorrido interferência externa na atuação de Mendonça. Dino afirma também que não está antecipando qualquer juízo sobre responsabilidade penal ou improbidade administrativa. A eventual caracterização de irregularidades dependeria de investigação própria e da comprovação dos elementos necessários.

Irmão de Mendonça atua na agência reguladora

Outro ponto destacado no pedido é a atuação de Alexandre de Almeida Mendonça, irmão do ministro do STF, na SP Regula, agência responsável pela regulação dos serviços públicos municipais de São Paulo.

Alexandre foi nomeado superintendente da agência em julho de 2024 e, em maio de 2026, passou a ocupar o cargo de secretário-executivo. Segundo a decisão de Dino, sua atuação inclui justamente a área funerária e cemiterial.

O ministro também chama atenção para contratos firmados pelo Instituto Iter, instituição fundada por André Mendonça em 2023 e voltada à formação de lideranças e capacitação de profissionais dos setores público e privado.

Em setembro de 2025, o instituto firmou contrato de R$ 380 mil, por contratação direta, com a Prefeitura de São Paulo para oferecer cursos a agentes públicos municipais. Dino cita ainda outro contrato, também sem licitação, de aproximadamente R$ 1,63 milhão com a Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE), vinculada ao governo paulista.

A decisão não estabelece uma relação causal entre esses contratos, o encontro de Mendonça com Vorcaro ou o julgamento sobre os cemitérios. O ministro afirma que a finalidade é justamente permitir que essas conexões sejam investigadas e esclarecidas.

Cortel entra no foco da apuração

O pedido de apuração também mira a Cortel, concessionária responsável pela administração de cemitérios e serviços funerários em São Paulo.

Dino menciona que Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, atuou como conselheiro da empresa entre 2022 e 2025. Segundo informações citadas na apuração, Zettel teria utilizado endereços institucionais do Banco Master em documentos relacionados à companhia. A Prefeitura de São Paulo já apura eventual interferência do banco em empresas concessionárias do setor.

Em seu despacho, o ministro determinou que o município de São Paulo e a SP Regula apresentem, em 10 dias, informações e documentos sobre a concessão dos serviços cemiteriais à empresa Cortel, incluindo sua composição societária e eventuais vínculos econômicos, societários ou financeiros com o Banco Master. Também requisitou informações ao Ministério Público de São Paulo e à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) sobre relações entre fundos de investimento e as concessionárias de cemitérios da capital paulista.

A íntegra da decisão também foi encaminhada por Dino a Fachin para ser anexada aos autos em que já são apuradas condutas relacionadas a André Mendonça. O ministro afirma que os fatos deverão ser analisados com contraditório e ampla defesa e, conforme o caso, após autorização do plenário do STF.

A nova frente de apuração surge no mesmo dia em que o Supremo realiza uma sessão para discutir as relações de Daniel Vorcaro com Alexandre de Moraes, provocando uma crise institucional no STF envolvendo as investigações do caso Master. O Plenário também discutirá, na próxima semana, a condução de Mendonça no caso.


sexta-feira, 11 de setembro de 2026

UOL: Flávio Bolsonaro denunciado pelo mesmo crime de traição que Eduardo não seria surpresa | Sakamoto e Pedro Serrano, jurista

 

Do UOL:

A investigação veio à tona agora, porque Mendonça levantou o sigilo de 15 procedimentos envolvendo o caso do Banco Master que estão sob sua relatoria, após solicitação feita pelo presidente da Corte, ministro Edson Fachin. O caso Dark Horse continua sob sigilo, pois ainda está em caráter preparatório para eventuais diligências investigativas.



Juliana Dal Piva e Paulo Motoryn: Polícia Federal investiga Flávio Bolsonaro por corrupção e lavagem de dinheiro em esquema de Vorcaro

 

Inquérito autorizado por André Mendonça apura atuação do senador na captação de recursos de Daniel Vorcaro para o filme “Dark Horse”


Do ICL Notícias:



Por Cleber Lourenço, Juliana Dal Piva e Paulo Motoryn

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) é investigado pela Polícia Federal em um inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) que apura suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas no financiamento de “Dark Horse”, filme sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. A investigação foi autorizada pelo ministro André Mendonça em 22 de julho, após pedido da PF e parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR).

A apuração mira a participação de Flávio na obtenção e cobrança de recursos junto a Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. A PF encontrou no celular do banqueiro mensagens, ligações e registros de encontros que, segundo os investigadores, mostram o senador atuando diretamente nas tratativas para financiar a produção.

O inquérito específico sobre “Dark Horse” corre sob sigilo. Sua existência e parte dos elementos que levaram à abertura da investigação vieram à tona após Mendonça retirar o sigilo de outros procedimentos relacionados ao caso Master.

A PF pediu formalmente a abertura da apuração em 8 de julho. No documento enviado ao STF, os investigadores afirmaram que pretendiam apurar a eventual prática de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e outros delitos relacionados ao financiamento internacional do filme, com “possível participação” de Flávio.

Paulo Gonet deu aval ao pedido em 21 de julho. O procurador-geral afirmou haver “indícios consistentes” das condutas narradas e considerou necessário aprofundar hipóteses que envolvem potencialmente corrupção passiva, corrupção ativa, evasão de divisas e lavagem de dinheiro.

No dia seguinte, Mendonça autorizou a abertura do inquérito. A investigação foi formalmente aberta pela PF em 23 de julho.

O que a PF investiga

A suspeita de lavagem de dinheiro está relacionada ao possível uso de empresas e de um fundo no exterior para ocultar ou dissimular a origem, a movimentação ou o destino dos valores usados no financiamento.

A hipótese de evasão de divisas será investigada para saber se houve remessas internacionais com declaração falsa, uso de intermediários, falta de identificação adequada dos beneficiários finais ou finalidade econômica diferente daquela declarada.

No caso da corrupção, a questão central é outra: saber se os aportes foram solicitados, oferecidos, prometidos ou recebidos em razão da função pública exercida por algum dos envolvidos ou como forma de vantagem indevida. A PF também mencionou preliminarmente a possibilidade de organização criminosa e outros delitos que possam surgir durante a investigação.

Os enquadramentos são preliminares. A abertura do inquérito não significa que Flávio tenha cometido esses crimes, mas que a PF recebeu autorização do STF para aprofundar os indícios e verificar se as suspeitas se confirmam.

Flávio aparece como interlocutor direto de Vorcaro

A representação da PF dedica um capítulo inteiro aos “indícios de participação” de Flávio na viabilização e cobrança dos aportes para “Dark Horse”.

Os investigadores afirmam que dados extraídos do celular de Vorcaro mostram o senador participando de tratativas relacionadas ao financiamento.

Os contatos remontam a dezembro de 2024. Naquele mês, Thiago Miranda Silva procurou Vorcaro para marcar uma reunião com Flávio e informou que um dos assuntos seria o “filme do presidente”. O encontro foi agendado para 11 de dezembro. Mário Frias (PL-SP) também participaria da reunião por ser apontado como idealizador do projeto.

Em janeiro de 2025, aparecem cobranças pelo primeiro aporte. A partir de agosto, segundo a PF, a comunicação passa a ocorrer diretamente entre Flávio e Vorcaro.

Em 20 de agosto, mensagens indicam um provável encontro presencial. Vorcaro informou o horário e Flávio respondeu que estava “a caminho”.

Ligação coincide com remessa para fundo nos EUA

Em 8 de setembro de 2025, Flávio enviou um áudio a Vorcaro cobrando pagamentos do filme. O senador demonstrou preocupação com o risco de a produção ficar inadimplente com o ator Jim Caviezel e o diretor Cyrus Nowrasteh. Vorcaro pediu desculpas e afirmou que tentaria resolver a situação.

Uma semana depois, Thiago Miranda informou ao banqueiro que Flávio queria encontrá-lo pessoalmente para mostrar o que estava sendo gravado.

No dia seguinte, 16 de setembro, houve uma ligação entre Flávio e Vorcaro. A PF destaca que o contato coincidiu com a última remessa identificada da Entre Investimentos para o Havengate Development Fund, fundo sediado nos Estados Unidos utilizado no financiamento de “Dark Horse”.

A coincidência temporal é apontada pelos investigadores como elemento relevante, mas não demonstra, isoladamente, que a conversa tenha provocado a transferência.

A PF identificou US$ 12,33 milhões enviados pela Entre Investimentos ao Havengate ao longo de 2025. Já o acordo de financiamento localizado nas comunicações de Vorcaro previa um investimento total de US$ 24 milhões. Os valores das parcelas estabelecidas no documento eram semelhantes aos encontrados nas remessas internacionais.

“Estou e estarei contigo sempre”

Os contatos entre Flávio e Vorcaro continuaram.

Em outubro, o senador voltou a cobrar os aportes e disse que a produção estava “no limite”. Flávio afirmou que, se Vorcaro não conseguisse fazer o pagamento, precisaria avisá-lo para que encontrasse outra saída com urgência. Também convidou o banqueiro para jantar com o ator principal e o diretor do filme.

Em 7 de novembro, Flávio enviou um vídeo a Vorcaro e afirmou, segundo a PF, que aquilo somente estaria acontecendo graças à ajuda dele.

O último contato destacado pelos investigadores ocorreu em 16 de novembro de 2025, um dia antes da prisão de Vorcaro. Flávio tentou telefonar para o banqueiro e depois escreveu: “Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente. Só preciso que me dê uma luz! Abs!”.

Ao analisar esse episódio, Gonet afirmou que Vorcaro teria obtido uma possível “promessa de apoio ou interferências do próprio Senador”. O procurador-geral ponderou, porém, que ainda era necessário encontrar eventual ato praticado no exercício do mandato que pudesse estabelecer uma relação entre o financiamento e a atuação parlamentar de Flávio.

A PGR pediu, por isso, que fossem levantadas propostas legislativas apresentadas ou apoiadas pelo senador que pudessem ser de interesse do Banco Master, de empresas vinculadas à instituição ou de Vorcaro. Também sugeriu uma busca completa nos celulares e computadores já apreendidos pela PF no caso Master e em investigações relacionadas para localizar referências a Flávio.
Os documentos conhecidos até agora não apontam um ato parlamentar específico praticado por Flávio em benefício de Vorcaro. Esse é um dos pontos que o inquérito pretende esclarecer.

Para a PF, porém, os elementos já reunidos mostram que Flávio não aparece apenas como alguém mencionado por terceiros. Os investigadores o classificam como “interlocutor direto” de Vorcaro nas tratativas sobre o financiamento, com cobranças de pagamentos, reuniões e acompanhamento das gravações. A investigação pretende esclarecer seu papel na estruturação, cobrança, execução e destinação dos aportes.

Flávio admite que procurou Vorcaro para obter recursos para “Dark Horse”, mas nega irregularidades. O senador afirma que buscava financiamento privado para uma produção privada sobre seu pai, que não houve dinheiro público e que não ofereceu vantagens ao banqueiro em troca dos aportes.

Flávio Dino derruba mentira de Flávio sobre o esquema de corrupção Dark Horse e operação expõe origem do dinheiro

 

Do Canal Mídia Ninja:




quinta-feira, 10 de setembro de 2026

Com Flávio Dino, a investigação se movimenta: DARK HORSE É ALVO DA PF, que faz buscas contra o deputado bolsonarista Mário Frias e Karaina Gama, produtora oficial do filme-propaganda sobre Jair Bolsonaro

 

Do ICL Notícias:

DARK HORSE É ALVO DA PF

Mário Frias e Karina Gama sofrem buscas


Por Cleber Lourenço

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (10) uma operação sobre o financiamento de Dark Horse, filme que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. Entre os alvos de mandados de busca e apreensão estão o deputado federal Mário Frias (PL-SP) e Karina Gama, produtora do longa e responsável por entidades que receberam recursos de emendas parlamentares.

São cumpridos no total 49 mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e no Distrito Federal. Não há mandados de prisão. A investigação está sob relatoria do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), depois de um inquérito que tramitava em São Paulo ter sido avocado para a Corte. A Polícia Federal realiza buscas nas casas de Karina e Mário Frias.

A presença de Frias e Karina entre os alvos coloca no centro da operação dois personagens que já apareciam na investigação sobre a origem dos recursos relacionados ao projeto. Frias não apenas destinou emendas a uma entidade ligada à produtora como também participou da própria produção de Dark Horse.

Duas entidades de propriedade de Karina também têm buscas de agentes da PF: o Instituto Conhecer Brasil (ICB) e a Academia Nacional de Cultura (ANC).

A PF tenta esclarecer o caminho do dinheiro e as relações entre recursos públicos, as entidades investigadas e o financiamento do longa. A operação desta quinta representa uma nova etapa dessa apuração, agora com apreensão de documentos, celulares e outros materiais que poderão ajudar os investigadores a reconstruir as movimentações financeiras.

De acordo com a investigação, agentes públicos e privados teriam integrado uma organização criminosa responsável por direcionar recursos destinados a uma organização da sociedade civil para empresas contratadas de forma irregular. Segundo a apuração, não há comprovação de que os serviços pagos tenham sido efetivamente executados.

A Polícia Federal identificou movimentações de centenas de milhões de reais entre empresas associadas ao suposto esquema. Os investigadores apontam ainda que as tentativas de ocultar os desvios teriam se estendido até julho deste ano.

A investigação apura possíveis crimes de peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e irregularidades em licitações.

“As investigações apontam a existência de uma organização criminosa, formada por agentes públicos e privados, suspeita de direcionar os valores recebidos para empresas subcontratadas de forma irregular, sem comprovação da efetiva prestação dos serviços contratados. As tentativas de dissimular os desvios teriam se estendidos até julho deste ano”, diz a PF.

Durante a operação, a PF apreendeu sete armas de fogo do deputado federal Mario Frias em endereços ligados ao parlamentar.  Também foram levados computador e celular que serão analisados pelos investigadores.

Apesar de registradas em nome de Frias, as armas foram localizadas em um endereço diferente do informado oficialmente e estavam em situação irregular. A Polícia Federal vai investigar o caso por suspeita de posse ilegal de arma de fogo. A informação foi dada inicialmente pelo jornal “O Globo”.

Armas do deputado federal Mario Frias apreendidas pela PF — Foto: Divulgação
Armas do deputado federal Mario Frias apreendidas pela PF. (Foto: Divulgação)

Emendas colocaram Frias no caminho da investigação

Uma das frentes que levaram o caso ao STF envolve recursos destinados pelo próprio Mário Frias ao Instituto Conhecer Brasil (ICB), entidade presidida por Karina Gama.

Frias destinou R$ 2 milhões em emendas ao instituto. A relação chamou a atenção porque Karina também está à frente da Go Up Entertainment, produtora responsável por Dark Horse, e o deputado participou do projeto cinematográfico.

A investigação passou a buscar respostas para uma questão central: saber se recursos públicos destinados às entidades de Karina tiveram alguma relação, direta ou indireta, com o financiamento do filme.

A produção de Dark Horse também apareceu nas investigações sobre o banqueiro Daniel Vorcaro. Mensagens e documentos apreendidos revelaram discussões sobre aportes milionários no longa e colocaram sob escrutínio a estrutura financeira utilizada para bancar o projeto.

As diferentes frentes abertas em torno do filme passaram, assim, a envolver dinheiro privado, entidades que receberam recursos públicos e personagens politicamente ligados a Bolsonaro.

Dino autorizou PF a acessar material apreendido em São Paulo

A operação desta quinta ocorre depois de Dino autorizar a Polícia Federal a aprofundar o rastreamento dessas relações.

Em agosto, o ministro permitiu que a PF tivesse acesso às provas apreendidas pela Polícia Civil de São Paulo em outra investigação envolvendo o Instituto Conhecer Brasil e Karina Gama.

A investigação paulista apurava irregularidades relacionadas a um contrato milionário firmado pelo instituto com a Prefeitura de São Paulo. O compartilhamento permitiu que investigadores federais cruzassem documentos, equipamentos e informações recolhidas em São Paulo com a apuração que tramita no Supremo.

Foi justamente a existência de elementos envolvendo um deputado federal que levou o caso à esfera do STF. Com Frias entre os investigados, a apuração passou a tramitar sob supervisão da Corte.

Agora, a PF avança sobre os próprios personagens ligados ao financiamento do filme. Além de Frias e Karina, outras 20 pessoas são alvo das buscas realizadas nesta quinta-feira.

A relação completa dos alvos e os fundamentos utilizados pela PF para pedir as medidas ainda devem revelar a extensão da investigação e quais movimentações financeiras estão no centro desta etapa.

O material apreendido será analisado pela Polícia Federal e poderá indicar se há novas conexões entre as emendas, as entidades investigadas e os recursos empregados na produção de Dark Horse.

sexta-feira, 22 de maio de 2026

MORO - O EX-JUIZ PARANAENSE DESMORALIZADO - PASSA NOVA VERGONHA AO VIVO AO SER TRITURADO POR OCTAVIO GUEDES NA GLOBO NEWS

 

Da TV Afiada baseado em vídeo da GlobNews:

Octavio Guedes não perdoa! O jornalista detonou a postura de Sergio Moro ao lado de Flávio Bolsonaro: "Virou papagaio de pirata!". O ex-juiz que prometia prender agora serve de escudo? Assista à análise ácida sobre esse vexame político!