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quinta-feira, 10 de setembro de 2026

#GloboGolpista, Folha, Estadão e variantes... A mídia dos grandes grupos de imprensa hegemônicae hereditária, por motivos econômicos, abraçou o golpe dos Bolsonaros contra a Democracia nas Eleições 2026.... Vídeo de Luis Nassif

 

Da TV GGN:

Neste vídeo, Luis Nassif realiza uma análise criteriosa sobre a cobertura jornalística dos principais veículos da imprensa corporativa (Folha de S.Paulo, O Globo e Estadão) e seus impactos sobre a estabilidade democrática e a soberania do Brasil. Nassif aborda a assimetria no tratamento de escândalos políticos, as decisões no Supremo Tribunal Federal, a atuação de André Mendonça, a flexibilização regulatória do Banco Central durante a gestão Roberto Campos Neto e as conexões entre o mercado financeiro e investigações da Polícia Federal. Uma reflexão profunda sobre o papel dos editores e a memória histórica do jornalismo brasileiro.



quinta-feira, 3 de setembro de 2026

Em áudio, Nikolas Ferreira, bolsonarista, chama Daniel Vorcaro de ‘lindão’ e pede liberação de ativo de minério. Veja aqui a reportagem de Juliana Dal Piva, do ICL

 

Deputado federal bolsonarista Nikolas Ferreira intermediou conversa entre seu ex-assessor e banqueiro do Master

Do ICL:

Em áudio, Nikolas chama Vorcaro de ‘lindão’ e pede liberação de ativo de minério


 

Reportagem de Juliana Dal Piva


O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) pediu que o banqueiro Daniel Vorcaro ajudasse seu advogado e ex-assessor de seu gabinete, Thiago Rodrigues de Faria. Nas palavras do deputado bolsonarista, era necessária ajuda do dono do banco Master para liberar “um ativo de minério”. No áudio, enviado no dia 30 de março de 2025, ao qual a coluna teve acesso com exclusividade, Nikolas chama o banqueiro de “Dani” e de “lindão” e diz que “quer ter mais proximidade” com Vorcaro.

No áudio, Nikolas diz: “Ei Dani, tudo bom? Como você está? Como estão as coisas aí? Desculpa te incomodar num domingo aí, é jogo rápido, também não quero tomar muito seu tempo. É o seguinte, meu amigo, meu advogado, enfim, irmão meu aqui, comentou comigo e falou daqui do seu nome. Eu falei: ‘não conheço o Dani, enfim, não tenho a proximidade assim, até mesmo a que eu queria ter, enfim, de conversar e trocar ideia, mas eu o conheço.’ Ele falou: ‘cara, tô com um ativo minerário lá, inclusive já passou pela ficha técnica, o pessoal técnico dele, enfim, tá pendente lá, tem algumas pessoas que sabem disso lá na empresa.’ E eu falei: ‘não, ué, eu posso dar um toque nele’. Então assim, não sei nem do que se trata, mas enfim é como é uma pessoa, enfim, que eu confio totalmente, tô passando aí pra você, pra se for do teu interesse, passar o contato dele aqui pra vocês tocarem isso, beleza? No mais, qualquer coisa tô aqui à disposição”

Nikolas envia o áudio e Vorcaro responde minutos depois com um áudio de visualização única. Na sequência, Nikolas agradece e envia o contato de Thiago Faria. Vorcaro então responde: “Amém irmão. Estamos na guerra juntos”. Nikolas escreve que vai “dar banho na pequena agora” e completa na sequência: “pra amanhã voltar pra guerra”. A conversa termina com Vorcaro dizendo ao deputado para “Thiago me chamar”.

No dia seguinte, 1 de abril de 2025, Nikolas avisa que Thiago estará em Brasília e “qualquer horário ele estará disponível”. O banqueiro responde um dia depois dizendo: “Deixa comigo”.

Pelo conjunto de mensagens, não é possível saber se Vorcaro ajudou no pedido do assessor de Nikolas. No áudio enviado ao banqueiro, Nikolas também fez questão de se desculpar com Vorcaro por postagens que haviam gerado críticas do dono do Master a ele em abril de 2024 quando o deputado criticou um evento financiado pelo banco em Londres e que contou com a presença de ministros do STJ, STF e TSE.

Na mensagem de áudio, Nikolas também reiterou o arrependimento a Vorcaro: “Troquei ideia lá com o Pastor Valadão naquela época, lá naquela postagem, eu falei: ‘Pastor, eu não fazia ideia que era este o Banco do Dani etc. e tudo, se não, obviamente eu não teria postado, já teria conversado anteriormente’, mas enfim, acabou que a palavra dita não tem como voltar, né? Mas espero que tenha sido esclarecido, enfim, depois vamos marcar da gente se encontrar também, tá bem? Um abraço, lindão.”

A coluna enviou  cinco perguntas para Thiago Faria e Nikolas. Faria disse que Nikolas está em campanha e não iria incomodá-lo. “Essas perguntas são nada a ver”, disse. “O Vorcaro é de Belo Horizonte e eu sou de Belo Horizonte e a gente conhece todo mundo. Uma vez eu, enfim, tinha um ativo minério porque eu trabalho nessa área de mineração e mandei um ativo minerário pra todo mundo de um contrato que todo mundo sabe que já saiu de uma pessoa que teve um problema e ao qual eu nunca fui chamado para depor na PF porque eu não tenho nada a ver com isso”, finalizou Faria, em um áudio enviado para a coluna.

Assessor de Nikolas envolvido na Operação Rejeito

Faria teve seu nome exposto por envolvimento com empresas e investigados que foram presos na Operação Rejeito, deflagrada em setembro de 2025, alguns meses depois da troca de mensagens.

A PF prendeu 22 pessoas preventivamente em meio a uma investigação de um esquema criminoso de extração ilegal de minério de ferro na Serra do Curral, em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Segundo uma reportagem do jornal O Estado de Minas, Thiago Rodrigues de Faria atuou como intermediário, por meio de um contrato de confiabilidade, de uma negociação envolvendo uma lavra de minério e empresas investigadas pela PF nessa operação. Uma delas é a Gmais Ambiental. Pelo trabalho do assessor de Nikolas, os verdadeiros donos não teriam os nomes publicizados.

De acordo com os investigadores, a Thiago Rodrigues Sociedade Individual de Advocacia  tinha um contrato, assinado em janeiro de 2025 com a Gmais, e receberia 25% do lucro total, estimado entre de US$ 30 e US$ 45 milhões, caso a autorização para que uma área pudesse voltar a minerar e uma lavra fosse vendida.

No inquérito da PF, está descrito: “chamaram a atenção os valores prováveis da negociação sobre os quais os apresentantes seriam remunerados. O valor inicial era de US$ 30.000.000,00 podendo ultrapassar os US$ 45M, valor que geraria 20% de comissão aos parceiros Gmais, Estabil escritório contábil e Thiago Rodrigues advocacia”, diz um trecho do inquérito.

Esse contrato entre a Gmais e a empresa do assessor de Nikolas também tinha como sócia a mineração Topázio Imperial, que detém os direitos minerários de uma lavra onde está localizada uma das barragens de maior risco de Minas Gerais, a barragem Água Fria, considerada um dos sete barramentos com maior risco de rompimento no Brasil. Na época, estava sem operação por ação do MPF.

Ainda de acordo com a PF, o grupo queria vender a lavra da Topázio para exploração. No entanto, era necessário liberar a empresa, detentora dos direitos minerários de lavra em Ouro Preto, no Distrito de Rodrigo Silva.

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sexta-feira, 26 de junho de 2026

Alvo da PF, Banco Digimais, do mercador Edir Macedo, dono da Igreja Universal, foi denunciado um mês antes do Master por praticar mesmo tipo de golpe

 


Com rombo de R$ 8,5 bilhões, instituição financeira de Edir Macedo teria inflado patrimônio com ativos podres e contratos falsos

Do Jornal GGN:


O bispo Edir Macedo, líder da Igreja Universal do Reino de Deus, foi alvo de uma operação da Polícia Federal nesta terça-feira (23), em decorrência de investigações sobre irregularidades no Banco Digimais. O caso traz à tona detalhes revelados em reportagem da revista piauí, assinada pela jornalista Consuelo Dieguez em março de 2026, que expõe uma crise profunda na instituição, cujo rombo estimado chega a 8,5 bilhões de reais.

A relação de Edir Macedo com o Digimais começou em 2009, quando ele adquiriu 40% do então Banco Renner, aumentando sua participação até assumir o controle total em 2020, quando a instituição foi rebatizada. Sob sua gestão, o bispo nomeou lideranças ligadas à Igreja Universal, como o bispo João Urbaneja, para comandar o banco, apesar da falta de experiência técnica desses nomes no mercado financeiro.

A reportagem da piauí aponta que o Digimais apresenta conexões estreitas com o escândalo do Banco Master, compartilhando os mesmos tipos de ativos e, em alguns casos, os mesmos gestores e administradores. A ID Corretora, que administra alguns fundos do Digimais, possui em seus quadros ex-executivos do Master, e o mercado suspeita que ela tenha absorvido carteiras da Reag, gestora ligada ao Master que foi liquidada pelo Banco Central.

Um mês antes do caso Master explodir, o Banco Digimais foi denunciado ao Banco Central após o fundo de investimento EXP1 relatar ter sido lesado em uma operação de 650 milhões de reais. Segundo a piauí, o fundo adquiriu carteiras de crédito consignado do banco, mas uma auditoria internacional descobriu que 22 mil contratos, no valor de 500 milhões de reais, eram falsos e não possuíam lastro. O Digimais teria admitido a inexistência dos créditos, que eram compostos por ativos originados justamente pelo Banco Master e pela Reag.

As fraudes praticadas por ambos os bancos, conforme detalhado pela reportagem, consistiam primordialmente na inflação artificial do patrimônio para forjar uma solidez financeira que permitisse a emissão desenfreada de novos títulos de dívida, os CDBs. De forma didática, a piauí explica que as instituições utilizavam “ativos podres” — como títulos da Vale da década de 1920 sem valor real ou terrenos superavaliados em mais de dez vezes o preço de mercado — para “maquiar” os balanços e elevar o patrimônio líquido. Com o balanço inflado artificialmente, os bancos podiam captar mais recursos de investidores, muitas vezes oferecendo taxas de retorno muito acima do mercado e utilizando a garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) como isca para atrair clientes, enquanto negociavam carteiras de crédito fictícias entre si para ocultar rombos bilionários.

Segundo a reportagem, hoje o Digimais é presidido por Aldemir Bendine, ex-presidente da Petrobras e do Banco Central, que foi chamado para tentar reestruturar a instituição, focando em áreas como crédito consignado e financiamento de automóveis. Sua missão principal é “limpar” o balanço do banco para torná-lo atraente para uma possível venda. A piauí aponta que sua nomeação pelo bispo Edir Macedo, que é de extrema-direita, foi vista como um movimento estratégico para negociar a dívida do banco junto ao Banco Central, atualmente presidido por Gabriel Galípolo, que é identificado com a esquerda. Logo após assumir, Bendine tomou a decisão de recusar o estorno de 650 milhões de reais solicitado pelo fundo EXP1, que havia denunciado a compra de carteiras de crédito falsas da instituição.

Outra ligação política feita pela reportagem é com o Partido Republicano, que atua como “braço político da Igreja Universal e de Edir Macedo” no Congresso por meio da bancada evangélica e do Centrão. Sob a presidência do bispo Marcos Pereira, um dos poucos homens de confiança de Macedo, a legenda transforma a crise técnica do Banco Digimais em um complexo dilema para o governo Lula (que busca a reeleição) e o Banco Central, que temem que uma intervenção rigorosa na instituição provoque instabilidade política e prejudique a governabilidade em anos eleitorais. Diante desse cenário, a situação do banco é vista como uma potencial “moeda de troca” política pela revista, uma vez que o apoio do Republicanos – que tem Tarcísio de Freitas em seus quadros – em futuras disputas presidenciais pode ser condicionado ao tratamento dado ao Digimais pelo órgão regulador.

Por fim, o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) é apontado pela reportagem da piauí como o órgão que deve arcar com o prejuízo bilionário caso o Banco Digimais venha a quebrar, uma vez que a instituição utilizou a garantia de depósitos de até 250 mil reais como “isca” para atrair clientes para seus CDBs de alto risco. A preocupação do FGC é imediata porque o rombo estimado em 8,5 bilhões de reais ameaça o patrimônio do próprio fundo, que já foi severamente afetado pelo colapso do Banco Master, custando 52 bilhões de reais aos seus cofres. Segundo a fonte, o FGC já dá o prejuízo como certo e propôs um acordo para assumir 70% da dívida, enquanto os 30% restantes seriam cobertos pelo controlador Edir Macedo, que elevou o risco para o fundo ao retirar 2 bilhões de reais da Record que estavam investidos no banco, deixando um passivo de 1,75 bilhão para o FGC pagar em caso de falência.

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quinta-feira, 14 de maio de 2026

Áudios comprometedores de Flávio "Rachadinha" Bolsonaro para Daniel Vorcaro inspira memes nas redes

 

Reportagem publicada pelo The Intercept Brasil revelou trocas de mensagens entre o senador e Daniel Vorcaro sobre um possível repasse milionário para a produção cinematográfica

Do ICL Notícias:


Áudios de Flávio Bolsonaro para Vorcaro inspira memes nas redes




Após a revelação do áudio do senador Flávio Bolsonaro ao banqueiro Daniel Vorcaro nesta quarta-feira (13), as redes sociais foram tomadas por uma nova onda de memes e piadas. Usuários de plataformas como X, Instagram e TikTok passaram a compartilhar montagens, vídeos irônicos e comentários fazendo referência ao episódio, que rapidamente entrou entre os assuntos mais comentados do dia.

A revelação de que Flávio Bolsonaro pediu dinheiro para financiar o filme “Dark Horse”, inspirado na trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro, provocou uma enxurrada de reações nas redes. A reportagem publicada pelo The Intercept Brasil revelou trocas de mensagens entre o senador e Daniel Vorcaro sobre um possível repasse milionário para a produção cinematográfica.

Além das críticas em tom satírico, muitos usuários aproveitaram o momento para relembrar episódios anteriores envolvendo a família Bolsonaro. A repercussão ampliou ainda mais o alcance do tema nas redes sociais, mantendo o nome de Flávio Bolsonaro entre os assuntos mais comentados do dia e reforçando o uso do humor como ferramenta de crítica política no ambiente digital.

Veja os memes a seguir