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terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Vídeo documentário: Como a Mídia brasileira sufoca e manipula a liberdade de expressão


Um video especialmente esclarecedor sobre o poder da Mídia, em especial, da Televisão e do Rádio, em prol dos interesses de uma minoria de famílias detentoras da "concessão pública" de radiodifusão...


segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Collor volta a denunciar a participação do Ministério Público Federal, especialmente de Roberto Gurgel, em ceder informações sigilosas para a Revista Veja

Reproduzimos, em vídeo posto no Youtube, discurso do Senador Fernando Collor feito nesta segunda feira, da tribuna do Senado Federal, no dia 12 de novembro de 2012.

Por que a mídia poderosa e comnercial, conhecida pela sua preferência à Direita, como a Globo dos Marinhos e a Veja dos Civitas não se manifesta aqui? Fosse o discurso de Collor denunciado algo muito menor, mas sendo sobre o PT, a mídia não iria começar a exigir uma ação de investigação?





Cópia transcrita do PRONUNCIAMENTO: 


Sr. Presidente, Sras. e Srs. Senadores,


A avalanche de informações que se confirmam, além de novas descobertas que aparecem sobre o conluio criminoso entre o Procurador Geral da República, Roberto Gurgel Santos e a revista Veja, obrigam-me, mais uma vez, a retornar a esta tribuna para tratar desse infausto tema.


Grande parte da mídia, entre jornais, revistas e blogs de articulistas, tem confirmado, nos últimos dias, que o publicitário Marcos Valério prestou em setembro depoimento ao Ministério Público Federal. Na oportunidade, além de ele solicitar sua inclusão no programa de proteção às testemunhas, o depoente teria feito novos relatos a respeito de fatos e autoridades supostamente envolvidas nos atos que culminaram na Ação Penal que está sob julgamento do Supremo Tribunal Federal, além de acontecimentos outros. Dias depois, Marcos Valério formalizou o mesmo pedido de proteção enviando fax àquela Corte, o qual foi confirmado no último dia 30 de outubro pelo próprio presidente do STF, Ministro Carlos Ayres Britto. 


Em meu último pronunciamento sobre a CPMI que investiga as atividades do Sr. Carlos Cachoeira, trouxe uma série de informações e dados que comprovam a participação de alguns membros do Ministério Público, conhecidos como ‘tuiuius’, no vazamento dos autos dos inquéritos das operações Vegas e Monte Carlo a dois chumbetas da revista Veja. Provei, inclusive, com dados e registros oficiais enviados pelo próprio Ministério Público, os dias, horários e locais em que um desses chumbetas, Rodrigo Rangel Costa, esteve, por três vezes – e em cada uma dessas vezes, por mais de uma hora em cada uma – durante a semana do vazamento, na Associação Nacional dos Procuradores da República, presidida pelo procurador Alexandre Camanho de Assis, e que tem assento dentro da Procuradoria Geral da República.


Pois bem, Sr. Presidente, o modus operandi dessa autêntica quadrilha composta pelos núcleos Gurgel/Camanho e Civita/Policarpo, vem agora à tona com mais um exemplo típico do envolvimento direto do chefe maior do Ministério Público Federal, o prevaricador Roberto Gurgel Santos e, claro, sempre ela, a Veja.  


Sra. Presidente, Sras. e Srs. Senadores, como deixei entendido em meu último pronunciamento, a suposta entrevista de Marcos Valério nunca existiu – apesar da afirmação contrária do diretor da Veja Eurípedes Alcântara –, simplesmente porque as informações colhidas para a reportagem falaciosa foram repassadas, ou melhor, foram vazadas por ninguém menos do que o Sr. Roberto Gurgel Santos, Procurador-Geral da República e chefe maior do Ministério Público Federal. E isso se viabilizou exatamente em função do depoimento de Marcos Valério, em setembro – diga-se, no mesmo mês da reportagem de capa ou das reportagens de capa da Veja – ao prevaricador Roberto Gurgel Santos. Por isso mesmo, Sr. Presidente, apresentei no último dia 7 de novembro, com base na Lei de Acesso à Informação, novo requerimento de informações ao Procurador-Geral da República, no sentido de que sejam fornecidos esclarecimentos exatos quanto a esse depoimento prestado pelo referido publicitário. 


Vale dizer, Sr. Presidente – e o fato é de máxima gravidade – que o depoimento do publicitário ao Ministério Público constitui documento em segredo de justiça, ainda mais por tratar de assuntos como ameaças de morte, pedido de proteção a testemunha e delação premiada. Tanto é assim, que o presidente do Supremo Tribunal Federal, ao ser questionado pela imprensa sobre o fax enviado a ele por Marcos Valério, negou peremptoriamente qualquer possibilidade de falar sobre o teor do documento. Disse textualmente o Ministro Carlos Ayres Britto: “Chegou um fax. Não posso dizer o conteúdo porque está sob sigilo”, antes de encaminhar esse fax às autoridades de direito.  


Infelizmente, Sra. Presidente, o Procurador-Geral da República, chefe maior da instituição responsável pela defesa dos interesses da sociedade, não agiu e não sabe agir dessa forma. Pelo contrário, sua conduta cada vez mais o revela como mais um membro pernicioso de uma quadrilha arraigada com a imprensa marrom, especialmente pela preferência e acertos escusos dele com chumbetas de Veja,….sempre ela.


Não é à toa, Sra. Presidente, que até agora a referida revista não divulgou, não revelou e nem mostrou as ditas gravações da suposta entrevista, mesmo sabendo da quebra de acordo por parte de Marcos Valério, quando seu advogado Marcelo Leonardo, no dia seguinte à edição da matéria, negou as declarações de seu cliente. Por esse acordo, vale lembrar, a Veja estaria desimpedida de ocultar as provas das gravações caso ele negasse as declarações dadas para a matéria. Agora sabemos o real motivo do silêncio e da inércia da Veja perante a repercussão da falácia que publicou e do crime cometido contra os leitores ao vender uma entrevista bombástica que, simplesmente, nunca existiu. Foi baseada no vazamento de informações por parte do Sr. Procurador-Geral da República, informações essas prestadas pelo Sr. Marcos Valério a ele, Roberto Gurgel Santos, que por sua vez repassou aos “chumbetas” desse folhetim chamado Veja. Seu acordo, na verdade, é com o prevaricador-geral da República Roberto Gurgel Santos. Prevaricador-geral. O vazamento de informações sigilosas, isso a revista não pode assumir, muito menos de quem partiu. Por isso, prefere continuar mentindo, blefando e chantageando, como é de seu costume.


Sr. Presidente, Sras. e Srs. Senadores, confirmado de vez o vazamento à imprensa do conteúdo de um depoimento sigiloso por parte do chefe maior do Ministério Público, concluímos que, definitivamente, a máscara caiu. Não só a máscara de Roberto Gurgel Santos e de seus tuiuiús, mas também a máscara do chumbeta Eurípedes Alcântara e de seus policarpinhos. 


O art. 325 do Código Penal, Sr. Presidente, prevê que constitui Crime contra a Administração Pública, tipificado como Violação de Sigilo Funcional, “revelar fato de que tem ciência em razão do cargo e que deva permanecer em segredo, ou facilitar-lhe a revelação”. A pena prevista é de detenção de 6 meses a 2 anos. E mais, o §2º deste artigo reza também que, se da ação ou omissão resultar dano à Administração Pública ou a outrem, a pena passa para de 2 a 6 anos de reclusão. 


A gravidade desse tipo de crime é de tal ordem, Sr. Presidente, que em 2011 o Conselho Nacional do Ministério Público, nos autos do Processo Administrativo nº 981/2011-56, condenou com a pena de demissão, depois convertida em suspensão por 90 dias, um procurador da República do Ministério Público de São Paulo, pelo cometimento de infração funcional consistente em divulgar informações protegidas por sigilo em entrevista coletiva. Segundo o relator do processo no CNMP, o procurador – palavras dele a partir de agora – “violou segredo sobre assunto de caráter sigiloso que conhecia em razão do cargo, não desempenhando com zelo e probidade as suas funções, uma vez que inobservou o segredo de justiça decretado nos autos do processo judicial.” Consta, ainda, que “a infração é considerada ato de improbidade administrativa, cuja pena prevista na Lei Orgânica do Ministério Público é a demissão.” 

O caso é tão grave, que a decisão do CNMP foi repercutida nos veículos de comunicação do Ministério Público com o intuito de alertar seus integrantes sobre as consequências administrativas, cíveis e criminais que advém de descuidos no trato de informações protegidas por sigilo, principalmente em entrevistas para a imprensa. Mas parece, Sr. Presidente, que o chefe maior do próprio Ministério Público não aprendeu a lição ou esqueceram de alertá-lo. A semelhança dos casos é de tal ordem, que fica difícil imaginar que o CNMP não tomará as devidas providências. Ou será que terei que apresentar nova representação contra o Procurador-Geral da República, Sr. Roberto Gurgel Santos?


Observem, Sr. Presidente, Sras. e Srs. Senadores – como os próprios meios estão divulgando e investigando esse infeliz acontecimento –, a gravidade da situação para o Estado Democrático de Direito. Ainda mais quando envolve a autoridade máxima do Ministério Público Federal que, infelizmente, além de cometedor de crimes de responsabilidade, improbidade administrativa, prevaricação, entre tantos outros ilícitos no trato das Operações Vegas e Monte Carlos, tornou-se agora, ele, Roberto Gurgel Santos, fonte jornalística direta de informações protegidas por segredo de justiça. Ou seja, não satisfeito de se utilizar de colegas como seus factótum – no caso do procurador Alexandre Camanho – e manus longa – a Sra.  Subprocuradora Claudia Sampaio Marques – o Procurador-Geral da República executa agora, ele mesmo, pessoalmente, a parte mais abjeta desse enorme desrespeito à lei e ao Direito.  


Não bastasse esse lamaçal que encobre o Ministério Público Federal, Sr. Presidente, o seu chefe, que se recusa a ser investigado pelo Conselho Nacional do Ministério Público – mas haverá de ser investigado –, tenta agora, de todas as formas, impedir a recondução do Conselheiro Luiz Moreira àquele Conselho. Aliás, não é de agora, pois há 6 meses – exatamente no dia 25 de maio – denunciei deste Plenário exatamente essa mesma perseguição encampada pelo Sr. Roberto Gurgel, inclusive com o uso de dossiês falsos e documentos apócrifos destratando o conselheiro, porque o considera seu desafeto. A que ponto chegamos… 


Indicado pela Câmara dos Deputados, onde seu nome foi aprovado por 359 votos, o prof. Luiz Moreira desfalca o Conselho desde julho deste ano em razão das manobras políticas e de bastidores do Sr. Roberto Gurgel Santos para que o Senado Federal não delibere a indicação da Câmara. Isso é inadmissível, Sr. Presidente! O Senado Federal não pode e não deve se submeter aos interesses de nenhum outro órgão, menos ainda aos caprichos e ações políticas do chefete daquela cafua, cujo principal objetivo é, tão somente, não ser investigado pelo controle interno do próprio Ministério Público. Trata-se de uma afronta à independência do Poder Legislativo. Como pode o representante de um órgão externo querer interferir de forma maléfica, com base apenas em seus humores de ocasião, no curso normal dos trabalhos do Congresso Nacional? Até quando vai a ousadia do Ministério Público querendo agora pautar ou, no caso, despautar o Parlamento? Isso chega a ser muito grave, muito grave. São pequenas atitudes, são pequenos gestos que, no seu conjunto, levam àquilo que eu chamei, no meu último pronunciamento, no dia 1º deste mês, de esfacelamento institucional. São atitudes rasteiras como esta que, juntamente com outras, abalam os poderes republicanos e agravam ainda mais a crise por que passam nossas instituições democráticas; medidas tomadas aqui e acolá pelo Executivo, prejudicando tremendamente o Pacto Federativo, deixando os nossos Municípios inteiramente à mercê de itens da lei que desfalcam as nossas prefeituras e tornam os nossos prefeitos vítimas dessa própria lei. Por isso, o Senado Federal não pode se encolher, postergando – e muito menos obstruindo – a recondução do nome indicado e aprovado pela Câmara dos Deputados. Faço um apelo às Srªas e Srs. Senadores: que façamos esforços no sentido de incluir na pauta do Plenário, o quanto antes, a indicação do prof. Luiz Moreira para ser reconduzido ao Conselho Nacional do Ministério Público.


Por tudo isso, Sr. Presidente, Sras. e Srs. Senadores, não há como deixar de perguntar: até quando suportaremos tamanho desrespeito à lei por parte do chefe maior da instituição que deveria defender os interesses da população? Ao contrário, comete crime de responsabilidade, crime de prevaricação, crime de improbidade administrativa, crime de vazamento de documentos, crime de perseguição política, crime de falsidade ideológica, chantagem, etc, etc e etc. E é este cidadão que lá está sentado na Procuradoria Geral da República, apenando pessoas, quando deveria ser ele o apenado. 


Até quando o Sr. Roberto Gurgel Santos e seus asseclas continuarão agindo dessa forma, vazando informações em segredo de justiça por meio de um conluio criminoso com jornalistas e veículos da imprensa marrom? E o principal: que interesses estão por trás desse modus operandi do Procurador-Geral da República? Até quando, Sr. Presidente, permaneceremos inertes perante essa abominável conduta? A verdade, Sr. Presidente, Sras. e Srs. Senadores, é que não é mais possível, não é mais tolerável nossa República conviver com esse tipo de pessoa ocupando um cargo de tão alto relevo e, ao mesmo tempo, cometendo crimes de toda ordem.

Era o que tinha a dizer, por enquanto, Sr. Presidente – agradecendo a V. Exª o tempo que me foi dispensado – , Sras. e Srs. Senadores. Muito obrigado.    


Sala das Sessões, em 12 de novembro de 2012.

terça-feira, 17 de julho de 2012

Vídeo-Cronologia de uma Revista Suja: a Veja de Roberto "Murdoch" e Carlinhos Cachoeira

Impressionante este vídeo, embora muitos poucos hoje consigam perceber sobre o que ele explicita: mostra toda a cronologia da tática da sujíssima revista veja em manipular fatos, com ajuda de Carlinhos Cachoeira, tática seguida muito de perto pela Rede Globo. Vejam a "Veja" e tirem suas conclusões...


quinta-feira, 22 de abril de 2010

A Super Parcialidade da Superinteressante sobre Chico Xavier



Carlos Antonio Fragoso Guimarães, Jáder Sampaio e Alexandre Moreira-Almeida


Que a indústria da imprensa, ao menos em seus setores mais poderosos, é um comércio que busca o lucro, por vezes em cima de polêmicas, por vezes em cima de deturpações, não chega a ser novidade. Na TV, por exemplo, o triste caso da Escola Base, ocorrido em 1994, bem ilustra tal fato. Na ocasião, professores e propietários da referida escola foram acusados injustamente pela Globo - e como geralmente ocorre em tais casos, o que a Globo fala é logo copiado pela maioria dos veículos de comunicação - de terem abusado sexualmente de uma aluna. Apesar de ter sido provado que os acusados nada tinham a ver com o que foi publicado, o descrédito, a desconfiança e danos morais e profissionais se abateram sobre aquelas pessoas, transformadas, de fato, em vítimas, e nada foi feito contra a poderosa denunciante e demais redes que seguiram a falsa acusação que, contudo, auferiram os lucros das vendas de jornais e das audiências de TV.

A parcialidade classista e preconceituosa de certos repórteres e "âncoras" de veículos de comunicação também teve uma ilustração patética no último dia do ano de 2009 quando Boris Casoy - o apresentador que por tantas vezes se auto-intitula de ético - fez um ácido e preconceituoso comentário assim que terminou de repassar os quadros das matérias a serem transmitidas àquela noite, em que apresentou-se os desejos de feliz ano novo que dois garis, por sinal muito simpáticos - sendo um deles já um senhor de certa idade -, gravaram para o Jornal da Band a pedido da própria emissora. O pronto comentário de Casoy, que não sabia que o áudio estava aberto após a chamada da reportagem, foi: "Que m... "Dois lixeiros desejando felicidades do alto das suas vassouras. Dois lixeiros! O mais baixo da escala do trabalho" (clique aqui para ver o ocorrido em video no Youtube). A polêmica geral levou Casoy a pedir desculpas no outro dia, mas de forma visivelmente contrariada, como também se pode ver em video do Youtube. Muito mais nobre e sensível foram as declarações posteriores dos próprios garis ridicularizados por Casoy, que pode ser vista clicando aqui.

Cabe, então, a dúvida se o citado apresentador teria expresso apenas a sua opinião pessoal ou esta seria reflexo do pensamento geral dominante nos meios de comunicação... Se for este o caso - e não faltam para isso indícios -, fica comprovado que não existe parcialidade jornalistica nas principais empresas de comunicação de massa, mas sim formas de repassar assuntos e comentários de modo a modelar o pensamento dos ouvintes, leitores e telespectadores de acordo com os critérios da ideologia e da visão de mundo de uma minoria economicamente dominante, com maquiagens de tolerância de democracia, como se pudessem cobrir lobos com peles de cordeiro.


O mesmo processo de tendenciosidade, de modo geral, pode se dizer que é encontrado no império gráfico da família Civita, dona do conglomerado Abril que edita - a agora já conhecida como mui-parcial - Revista Veja, que por tantas vezes já causou diversas polêmicas por, à guisa de ex-articulistas como Diogo Maynard e outros, promover matérias em prol de tal orientação política ou, super-financiada que é por empresários do Brasil e do exterior, para canalizar comportamentos de consumo, etc. (Veja também o seguinte link: http://www.consciencia.net/midia/revistaveja.html). Aliás, retomando o comentário do jornalista Luís Nassif, em seu blog sobre a mesma, de que "nos últimos tempos, Veja passou a praticar o jornalismo mais escabroso", parece servir também às outras publicações da Editora Abril, que têm assumido uma atitude superficial e tendenciosa em suas publicações, incluindo-se a revista que serviu de ponto de partido para este artigo, a Superinteressante. Cabe aqui uma frase célebre do jornalista Joseph Pulitzer (1847-1911), que daria nome a um dos prêmios mais cobiçados por jornalistas e escritores na mídia americana:

"Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma."


O mais recente caso de "surf" oportunista das revistas da editora Abril se deu por ocasião do lançamento do filme sobre Chico Xavier, em dois de abril do corrente mês. Claro, uma boa reportagem se baseia, por lógica, na apresentação clara dos posicionamentos pró e contra determinado assunto, no caso, a polêmica da mediunidade do médium mineiro. Contudo, a reportagem escrita pela repórter Gisela Blanco pecou, para dizer o mínimo, pelo primarismo do que deveria ser uma "investigação" - se é que houve este espírito -, e não um pinçamento de opiniões das quais a parte destacada na estrutura da repórtagem impressa pareceu ter sido montada em um mosáico já previamente traçado pela repórter, talvez por ter já sua idéia preconcebida sobre a questão em pauta. Seja como for, a tal reportagem apresentou com inúmeras falhas e uma visível parcialidade que não escapou a quem, por mais cético que seja mas mantendo o senso crítico equilibrado, tenha suficiente equilíbrio para analisar e pesar uma escrito que se diz sério.

A falta de base em pesquisas psíquicas salta aos olhos, bem como a parcialidade e a ironia, com em se destacar mais os dizeres de outros quando pareciam confirmar a suspeita "naturalista" de fraude enquanto as opiniões opostas eram resumidas e reinterpretadas, quando não ironizadas, pelo discurso da repórter. Um simples exemplo: por que a jornalista Giesela Blanco não procurou seu colega de profissão mais experiente, Marcel Souto Maior, responsável pela pesquisa que deu origem ao filme? Não seria isso ao menos uma base reconhecida de pesquisa? Ele não teria nada a dizer sobre as questões de fraude que a repórter ventila? É por essas e outras que a mim ficou a má impressão de que todo o texto da "investigação" foi um arranjo do tipo "ouvi dizer que" seletivo, muito mais do que no confronto isento de referências. O "ouvi dizer que", especialmente quando catados para dar sustentação a preconceitos a priori adotados por quem os escolhe, pode bem servir para boataria e difamação, dando certo embalo a achismos, mas certamente não são provas de nada, muito menos fundamentos ou evidências sérias de uma reportagem que se pretente ser investigativa.


No caso, contudo, é visível que a reportagem de capa foi efetuada oportunisticamente e, parece, meio às pressas, já que a citada revista, para aproveitar a "onda" claramente esperada para a estréia do filme sobre Chico Xavier, resolveu aproveitar um tema popular e que, já se sabe, vende, e vende muito bem: o Espiritismo e, mais especificamente, a figura de Chico Xavier. Contudo, a imersão no paradigma de mercado claramente adotada pela Editora Abril não parece ter levado em conta a qualidade da pesquisa da matéria, talvez por supor, a priori, que o ponto de vista ultrapassado do modelo biomédico do tempo de Charcot, Freud e Janet, que viam nos "Médiuns" ou qualquer sujeito que aparente ter qualquer capacidade psíquica, incluindo a PES (perceção extra-sensorial, incluindo traços de telepatia ou precognição, etc.) como pessoas com sinais de desequilíbrio e/ou fraudadores mais ou menos hábeis, o que, segundo a revista citada, em uma forçada maquiagem cientificista resolveria o "mistério" que a mesma diz ter "descoberto", subrepticiamente postulando queas premissas do espiritismo é uma impossibilidade ante à comunidade científica, o que deixa claro o desconhecimento total da repórter pelos pesquisas mais básicas da área Psi, já que autores como o Prêmio Nobel Charles Richet (Traité de Metapsychique) e, mais recentemente, o parapsicólogo Joseph Banks Rhine (Fenômenos Psi e Psiquiatria), bem como outros pesquisadores, como Guy Lyon Playfair e o astrônomo britâncio Archie Roy, ambos membros atuantes da Society for Psychical Research, e todo o Departamento de Estudos da Personalidade da Universidade de Virgínia, EUA, cujas pesquisas e coleta de dados, especialmente as efetuados pelos Drs. Ian Stevenson e Jim Tucker (http://wwww.healthsystem.virginia.edu/personalitystudies), afirmam exatamente o oposto.

Josph Rhine, pai da moderna parasicologia, citando pesquisas de colegas em universidades, é taxativo ao afirmar que

"em todas as direções mencionadas é completa a ausência de qualquer conexão entre o sucesso em PES com aspectos neurôticos ou tendências psicóticas. Até hoje nada indicou qualquer elo especial entre funções psicopatológicas e parapsicológicas" (Fenômenos Psi e Psiquiatria, Hemus Editora, São Paulo, 1966, p. 40).


Tal tese associativa entre PES e psicopatologia, por mais esdrúxula que saibamos ser hoje, é, por motivos tendenciosos a-científicos, amplamente defendida por falsos ou pretensos auto-intitulados parapsicólogos, especialmente os de batina, como o folclórico Pe. Quevedo (que não é membro da Parapsychological Association de Nova York, embora diga que tenha seus livros validado por tal instituição. Estas e outras afirmações muito mais graves de Quevedo foram por várias vezes desmentido por pesquisadores autênticos da área, como podemos ver aqui) e seus diletos discípulos, Juarez da Silva Farias e o não menos virtualmente conhecido - posto que histriônico polmeista de sites da internet, contudo sem grandes recursos a não ser de repetir superficiais e já muitas vezes desmentidos chavões quevedianos -, o "fenômeno" Luiz Roberto Turatti.

Também existe uma impressão forte de que a repórter tivesse suprepticiamente expondo suas próprias idiossincrasias e preconceitos em uma repórtagem que deveria primar ao máximo pela imparcialidade, ainda mais por a repórter não ser nem psicóloga, nem cientista, mas alguém que tenta apresentar um assunto com base - ou ao menos deveria ser assim - em pesquisas bem fundamentadas, a menos que desde o início, até por uma questão de honestidade, a pessoa que levantou as informações já antemão esclarecesse que possuia uma visão definida, ainda que negativa, do caso Chico Xavier. Deste modo, ficaria claro para o leitor que o material, tal como foi a presentado, seguiria os critérios desta visão prévia, ou a priori, do assunto e por que assim o fez. Seja como for, pela estruturação e apresentação da matéria da Superinteressante, ficou claro que, nela, o Espiritismo é basicamente atacado em cima, como bem apontou Ricardo Alves da Silva, não por uma análise investigativa que procurasse uma dinâmica de pontos de vistas dípares, mas por ação "das falhas de um jornalismo realizado para atender interesses próprios (que gera e/ou justifica a pressa no levantamento das informações e conclusões da matéria)." (veja seu comentário integral no blog do Dr. Jader Sampaio, professor da UFMG, do qual extraimos um ensaio apresentado mais adiante).

Ao que tudo indica, das entrevistas feitas pela repórter da Superinteressante com as pessoas sobre Chico Xavier (muitas das quais forneceram materais que acabaram ou ficando de fora, ou sendo truncadas de acordo com a linha já anteriormente formatada pela revista antes mesmo das entrevistas, como ficou claro no testemundo do Dr. Alexandre Moreira-Almeida, da Universidade Federal de Juiz de Fora, que teve sua entrevista estranhamente reduzida e "adaptada" na reportagem citada, descontextualizando e retirando muito do que foi dito pelo citado psiquiatra) foram pinçadas ou não dependendo do acordo que exibiam com a aproximação referencial já de antemão tomada pela repórter: a de que Chico é uma fraude. Veja-se, para tanto, que boa parte da reportagem parece se ter fundamentado nos trabalhos de Vitor Moura, que, ao estilo dos antigos pesquisadores de gabinete, também pínça qualquer texto que pareça dar margem à sua percepção pessoal de fraude, fazendo pouco de quem pensa (com base) o contrário de sua tese. Veja-se, de Moura, seu blog em http://obraspsicografadas.haaan.com

Sobre esta reportagem típica do império Civita pós-morte do seu fundador, Victor Civita, vejamos o que escreveu o professor do departamento de Psicologia da UFMG, Dr. Jader Sampaio em seu artigo "SUPERENVIESADO":

O difícil trabalho do jornalista


O trabalho do jornalista exige que ele apresente prós e contras de um ponto polêmico sobre o qual está escrevendo, aponte diferentes pontos de vista, favoreça o diálogo entre os atores sociais. Nem sempre o que ele escreve é afim à nossa forma de pensar, e o jornalista competente sabe traduzir os contraditos com qualidade e de forma bem embasada.

O mercantilismo da mídia e o jornalismo inescrupuloso

Ao lado da nobre profissão, temos o uso dos meios de comunicação como investimento, altas tiragens, vendas elevadas, etc. Ao transformar o jornalismo em produto mercantil, há quem não se incomode com o sensacionalismo e até mesmo com o direcionamento do que escreve para uma finalidade instrumental.

O Jornalismo Manipulador

Quem não se recorda da lamentável matéria televisiva veiculada por uma grande emissora após o debate entre os candidatos Lula e Collor? Eu havia assistido o debate na véspera e fiquei atônito ao ver que um órgão de comunicação havia escolhido os piores momentos de Lula e os melhores momentos de Collor no dia seguinte. (E olha que não votei em Lula na última eleição).


Eu conheço jornalistas sérios e notáveis. Recordo-me de um que após a entrevista que concedi, desabafou: não vou escrever a matéria, não tenho a clareza necessária sobre o tema.

Recordo-me de outro de uma revista de circulação nacional, que me telefonou, sedutor, dizendo que queria saber o que eu fazia de espírita na Universidade para dar visibilidade ao Espiritismo. Eu desconfiei do tom amigável e sedutor e não lhe disse nada. Ele insistiu, queria saber se eu ensinava Espiritismo em minhas aulas de Psicologia do Trabalho (!!!!) e se adotava outras atitudes claramente sem ética. Na semana seguinte vinha a matéria, que tinha por interesse vilipendiar um funcionário de alto escalão do governo Fernando Henrique, apenas por ser espírita confesso e atuante. Conversei com alguns dos entrevistados e eles me disseram que o repórter chegou com uma pauta e perguntou outras coisas sem qualquer conexão com o objetivo expresso, que publicou, pontual e maldosamente no artigo, visando desacreditar o Espiritismo, para com isto atacar sua vítima. Não preciso dizer que não houve qualquer menção à minha entrevista e à de outros que responderam de forma semelhante.
É inesquecível, em meus tempos de estudante de graduação, o trabalho de um jornalista que colheu entrevistas visando identificar irregularidades no ensino público superior. Suas informações ficaram guardadas por meses e vieram à luz na semana em que o congresso constituinte votava a gratuidade do ensino superior público. Não preciso dizer que não se publicou nada de bom das universidades públicas. Pergunto ao meu leitor: havia ou não intenção de interferir parcialmente no trabalho dos constituintes, na defesa da opinião dos donos do jornal?

O Jornalismo de Superinteressante

Não me surpreende, portanto, que a Super, adote eventualmente esta linha sensacionalista. Aparentemente o trabalho sobre o Chico Xavier quer mostrar dois lados de um debate sobre a mediunidade. Seria excelente se fosse apenas isso, mas as entrelinhas e insinuações da repórter denunciam sua intenção (será mesmo dela ou da revista?): a de gerar descrédito e até ridículo na imagem pública do Chico.

1. Para fazer o contradito eles procuraram especialistas que estudaram o Chico ou sua obra? Não.

2. Estudaram o trabalho do Chico em profundidade? Não.

3. Apresentaram os autores que pesquisam mediunidade? Sim e não (Ficou isolada e descontextualizada a entrevista com o Dr. Alexander Almeida).

4. Usaram material de blogueiro, sem formação científica adequada? Sim.

5. Usaram termos da metapsíquica, há muito abandonados pela parapsicologia, como hipótese alternativa à mediunidade? Sim.

6. Usaram epistemologia positivista do século XIX? Sim (comprovação de hipóteses como sinônimo de verdade, em lugar de teste, corroboração ou falsificação de hipóteses).

7. Sugeriram a explicação da mediunidade a partir dos sintomas das crises de epilepsia? Surpreendentemente, sim.

8. Apresentaram hipóteses físicas sobre materialização como se fossem conhecimento científico? Curiosamente sim. (Eles calculam a energia necessária para "surgir uma massa do nada", o que não é hipótese espírita para a explicação de fenômenos de materialização).

9. Ocultaram o conteúdo do episódio envolvendo David Nasser, seu colega de profissão, mesmo falando da matéria de O Cruzeiro? Sim

10. Inventaram uma nova explicação para a mudança do Chico para Uberaba, sem qualquer evidência? Sim.

11. Criaram uma imagem pública depreciativa para o Chico ao alcunhá-lo como piadista? Sim. (Ao que me consta, ele não escreveu nenhum livro de piadas, e o próprio Simonetti indignou-se ao ver como usaram o título de um de seus livros)
12. Alegaram fraude para as mensagens psicografadas pelo Chico com base em boatos? Sim.

13. Fizeram um ataque ao filho de Chico Xavier, Eurípedes Higino, sem lhe dar o direito do contradito? Sim, e ficou insinuado que ele usa os direitos autorais do pai adotivo em benefício próprio.

14. Sugeriram com base em um depoimento de um repórter que todos os fenômenos de odores no ambiente de materializações são fraudes? Sim.

15. Omitiram as conclusões do trabalho do Marcel Souto Maior, que estudou o Chico e outros médiuns durante muito tempo para escrever seus livros? Sim.

16. Afirmaram a existência de uma indústria com o nome do Chico Xavier? Sim, e se esqueceram de afirmar que eles também estão auferindo lucros, ao publicarem esta matéria agora e não há um ano.

Concluindo

Depois disso tudo, devem ter vendido muitas revistas. Parabéns ao administrador financeiro da Abril, meus pêsames ao editor. Não vou ficar argumentando contra um trabalho tão pueril e maldoso. Se o leitor quiser, acesse o link do site de Richard Simonetti. Ele está indignado e escreveu de forma incisiva, mas apresentou muitas evidências em contrário do que publicou a Superinteressante (ou será Superenviesada?)

http://www.richardsimonetti.com.br/artigos/superinteressante.html

Posteriormente, o autor, Jader Sampaio, acrescetou ao seu blog:

Publiquei o seguinte comentário na SUPER:

Que tal a super fazer uma nova matéria consultando pesquisadores da obra do Chico? Recomendo o Dr. Alexandre Caroli Rocha - UNICAMP (mestrado e doutorado na obra de Humberto de Campos), dar um espaço maior ao Dr. Alexander Almeida, o Dr. Raul Teixeira - UFF, Benedito Fernando Pereira (Bacharel em Letras com monografia sobre Olavo Bilac) Franklin Santana Santos (USP), Ubiratan Machado, Carlos Augusto Perandréa entre outros. Acho que seria muito decente dar direito de resposta ao Eurípedes Higino.

Por que não entrevistam direito o Marcel Souto Maior, que ficou anos estudando a mediunidade do Chico antes de publicar os livros? Por que não listam todos os autores que escreveram através do Chico para podermos cotejar com a suposta biblioteca que afirmam que ele teria (com base no estudo da Magali?)?

Porque não descrevem o dia a dia do Chico antes e depois da aposentadoria, para vermos o tempo que ele tinha para o estudo? Por que não apresentam as conclusões do estudo de Alan Gauld sobre mediunidade (SPR - Inglaterra)?

Por que não apresentaram os resultados do trabalho de grafoscopia do Perandréa? Uma coisa é certa, voces continuam na linha crítica da mediunidade, como já tive a oportunidade de comentar em artigo escrito para a matéria médiuns de sua revista e em outros trabalhos que escrevi discutindo outras publicações da editora Abril sobre o tema. http://espiritismocomentado.blogspot.com/search?q=superinteressante.

Uma sugestão: saiam da suposta neutralidade jornalística e admitam que são críticos da mediunidade. É mais honesto.


E o Dr. Alexandre Moreira-Almeida, psiquiatra e pesquisador da Universidade Federal de Juiz de Fora com vários estudos sobre mediunidade publicados, escreveu:

Abaixo, o e-mail que enviei ao editor da Superinteressante, Sérgio Gwercman

(...) No seu editorial da SUPER deste mês, você fala que uma boa reportagem deve ter respeito e não reverencia, que o jornalismo exige a coragem de fazer perguntas. Concordo plenamente, mas se um bom repórter deve ter a coragem de fazer perguntas incômodas, deve também ter a coragem ainda maior de ouvir e levar seriamente em consideração as respostas, mesmo que não estejam de acordo com a opinião do repórter. Caso contrário, infelizmente, se confirmará o que o meu supervisor de pós-doutorado na Duke Univeristy nos EUA, uma vez me disse:

"quando um repórter vai te entrevistar, ele geralmente já tem a matéria e as conclusões na cabeça dele, ele apenas vai buscar na sua entrevista algumas frases que dêem autoridade ao que ele quer escrever". E veja que esta opinião vem de um pesquisador líder no mundo e que já deu centenas de entrevistas aos mais importantes órgãos de imprensa do mundo.
(..)

Não vou me deter em aspectos gerais da matéria e que deveriam ser evitados em qualquer matéria de jornalismo científico respeitável, como evitar ironias, adjetivos e lançar suspeitas sem uma sustentação sólida. Me deterei apenas na parte que me diz respeito. (...) expliquei para a repórter as possíveis explicações para o fenomenos que têm sido levantadas por cientistas, inclusive indiquei para ela uma biblioteca virtual (www.hoje.org.br/bves) onde ela poderia ver artigos cientíticos nesta área. Algumas considerações:

- Embora ela tenha publicado que, para cientistas, a explicação não seria nem fraude, nem "palavras do outro mundo", eu incluí estas duas possibilidades nas minhas explicações. Possibilidades que são exploradas, por exemplo, nos artigos em anexo e em de vários outros pesquisadores de todo o mundo nos artigos da referida biblioteca virtual. Quem conhece pesquisas na área, sabe que estas são duas hipóteses que devem sempre ser consideradas.

- Sobre psicose, ela omitiu que a hipótese de psicose foi uma hipótese muito comum no início do século passado, mas que está desacreditada

- sobre o eletroencefalograma, enviei para a repóter dados da Liga Brasileira de Epilepsia e de vários pesquisadores enfatizando que não é possível fazer um diagnóstico de epilepsia com base apenas neste exame e ainda menos com base em um fragmento muito pequeno e sem descrição das condições em que ele foi realizado. A matéria ignorou todas estas informações para apresentar apenas o que foi publicado em uma matéria jornalistica dos anos 70, de que seria epilepsia.

Com relação às poesias psicografadas por Chico Xavier e atribuídas a poetas falecidos, indiquei que ela entrasse em contato com a maior autoridade academica na área: o prof. Alexandre Caroli Rocha que defendeu mestrado e doutorado em Literatura na Unicamp com base nos poemas e outros textos psicografados por Chico Xavier. Tive o prazer de fazer parte de sua banca de doutorado. Ela de fato o entrevistou, mas para minha surpresa ele ou as conclusões do trabalho dele não foram citados na matéria, que continha apenas um trecho em que afirma que eram "obras razoavelmente fiéis ao estilo dos autores que as assinavam", sem citar as fontes para tal afirmação.

Naturalmente que um repórter deve ter a liberdade de escrever suas opiniões, mas, principalmente em uma publicação de divulgação científica que se preze, não deve ocultar deliberadamente as informações que não condigam com suas opiniões pessoais. Todo o fruto da investigação jornalística deve ser exposto para que o leitor faça seu julgamento. Espero que estas considerações sejam úteis à Superinteressante no apimoramento de sua missão de bem informar a população brasileira realiando um jornalismo científico criterioso e responsável.


Alexander Moreira-Almeida

- da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Juiz de Fora - UFJF
- Diretor do NUPES - Núcleo de Pesquisas em Espiritualidade e Saúde da UFJF www.ufjf.br/nupes