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segunda-feira, 19 de junho de 2023

E - ao contrário do que profetizaram os pastores de Bolsonaro e seus militares e políticos de extrema-direita - o tal do mundo não se acabou, por Luís Nassif

 

    O mercado de opinião não os trata como bons ou maus dirigentes, mas como baratos ou caros. Se uma administração é superavaliada, chega o momento em que o mercado se dá conta de que não é tão boa assim. Começa então um ajuste de preços para baixo, com ênfase a qualquer notícia negativa. E vice-versa.



Segue o artigo de Luis Nassif (publicado no Jornal GGN):

São curiosos os movimentos de aprovação e desaprovação de governantes ou dirigentes em geral. O mercado de opinião não os trata como bons ou maus dirigentes, mas como baratos ou caros. Se uma administração é superavaliada, chega o momento em que o mercado se dá conta de que não é tão boa assim. Começa então um ajuste de preços para baixo, com ênfase a qualquer notícia negativa. E vice-versa. Se se percebe que o governo (ou a empresa) está muito barato, há um processo de melhora na avaliação, até o momento em que passa a ser considerado novamente caro.

O governo Lula estava muito barato, com intensa cobrança por resultados imediatos. Começou uma reavaliação que veio de fora e, agora, começa a se espalhar pelo mercado. Pregadores do fim do mundo foram desmoralizados, houve um notável avanço na entrada de capitais, há melhora nas estimativas do PIB e boas perspectivas de aprovação da reforma fiscal. A ponto de parte do mercado apostar em revisão da taxa Selic para agosto.

Em breve, o governo vai ficar caro de novo, porque nem a economia estava tão ruim como se pregava no início do ano, nem está tão boa como pressupõem as novas avaliações.

O fator Roberto Campos Neto continua vivo, com uma insistência tal na Selic a 13,75% que fortalece as hipóteses de boicote ao governo Lula, para permitir a volta do ultraliberalismo de Paulo Guedes. Há uma quebradeira em curso, pegando pequenas, médias e grandes empresas. E uma inadimplência que, mesmo se negociada, não devolverá de imediato poder de compra ao brasileiro. Ao menos enquanto prosseguir essa taxa Selic em dois dígitos.

A partir do segundo semestre, no entanto, é possível que haja o deslanche de uma série de projetos, criando um horizonte mais confortável para a economia. Um deles será a retomada de obras públicas paralisadas. Outro, os investimentos em novas energia, especialmente de capitais chineses. Também serão colhidos os primeiros frutos das viagens internacionais de Lula.

Espera-se um detalhamento maior do novo plano industrial, esboçado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, assim como o deslanche dos financiamentos à agricultura de alimentos e o novo plano de investimentos da Petrobras.

Mais importante, é a noção de que caiu a ficha de Lula sobre a relevância de administrar a política no dia-a-dia e de conferir uniformidade de comando ao seu Ministério. Mesmo sendo integrado por Ministros de diversas orientações, trata-se do Ministério de um presidente único. A freada de arrumação, por enquanto, resume-se à disciplina no anúncio de novas políticas. Falta ainda bastante para se chegar à engrenagem do governo Lula 2, no qual ministérios tocavam por música, agindo de forma interativa.

Ponto importante é que o negativismo entranhado da mídia, um vício terrível, potencializado pela era dos likes de redes sociais, começa a cansar e a ser revisto por algumas redações. Em breve, o movimento de alta do governo Lula atingirá os veículos mais envolvidos com a retórica do caos.

De qualquer modo, como dizia Assis Valente, anunciaram e garantiram que o mundo ia se acabar. E o tal do mundo não se acabou.


segunda-feira, 28 de fevereiro de 2022

O jornalista e analista geopolítico internacional Pepe Escobar discute o contexto que levou à crise atual entre OTAN-EUA e Rússia no conflito da Ucrânia naquilo que a Globo, alinhada com a narrativa os primeiros, não mostra

 


O jornalista Leonardo Attuch entrevista o analista geopolítico Pepe Escobar sobre a nova ordem internacional e os movimentos da Rússia na Ucrânia. Minutagem (seleção) dos principais temas da entrevista abaixo do vídeo.

Do canal 247:

0:00 Boas vindas 1:30 A ficha do Zelensky caiu tarde demais 15:00 "Zelensky vai cair e a questão é como será articulado um novo governo ucraniano", diz Pepe Escobar. "Economia ucraniana foi devastada" 18:00 "Foi um ataque de precisão, sem vítimas colaterais" 26:00 Povo ucraniano será abandonado pelo Ocidente 29:00 Rússia negocia a rendição da Ucrânia 33:30 Moscou abrirá tribunal dos crimes de guerra ucranianos 40:00 O sistema do Partido Democrata sai desmoralizado 48:00 Pepe fala sobre a superioridade militar russa 51:30 "A guerra do Império consiste em destruir a Rússia", diz Pepe Escobar. "O objetivo número um, muito mais do que a China, é a destruição dos russos" 1:02:00 "A nova doutrina Putin e as declarações da China apontam o que será o mundo multipolar" 1:04:00 Nada do que a mídia ocidental fala é real. Tudo é ficção 1:14:00 Derrota do imperialismo abre espaço para processos de libertação nacional? 1:26:00 "A Ucrânia é a Rússia" 1:37:00 Pepe fala sobre China e Taiwan 1:52:00 "O urso falou exatamente o que iria fazer", diz Pepe Escobar. "O urso acordou, deu um urro apenas e todos os roedores saíram correndo". 1:54:00 "A credibilidade do Império foi enterrada hoje"

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Uma mensagem do Papa Francisco aos urubus e terroristas da "grande" mídia

A MENSAGEM DO PAPA AOS URUBUS DA MÍDIA

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Em mensagem declarada na tradicional cerimônia da véspera de fim de ano na Basílica de São Pedro, nesta quinta-feira 31, o papa Francisco defendeu que os meios de comunicação precisam abrir mais espaço para histórias inspiradoras e positivas para contrabalançar a preponderância do mal, da violência e ódio no mundo; segundo o pontífice, a mídia não deveria permitir que "grandes gestos de bondade" para ajudar os necessitados sejam "ofuscados pela arrogância do mal"; no primeiro dia do ano, a Folha de S. Paulo produziu a capa mais depressiva para um Ano Novo ao anunciar que 2,2 milhões de brasileiros perderão seus empregos em 2016; jornal publicou ainda um editorial intitulado "Poucas esperanças".
1 DE JANEIRO DE 2016
247 Em sua terceira cerimônia pelo Ano Novo, o papa Francisco defendeu, nesta quinta-feira 31, que os meios de comunicação precisam abrir mais espaço para histórias inspiradoras e positivas para contrabalançar a preponderância do mal, da violência e ódio no mundo.
A mensagem foi dada a cerca de 10 mil fiéis em uma solene cerimônia tradicional às vésperas do fim de ano, o "Te Deum" de ação de graças, na Basílica de São Pedro, no Vaticano. Para o pontífice, a mídia não deveria permitir que "grandes gestos de bondade" para ajudar os necessitados sejam "ofuscados pela arrogância do mal".
Um dia depois do discurso do papa, a Folha de S. Paulo produziu a capa mais depressiva para um Ano Novo, neste 1º de janeiro de 2016, ao prever que 2,2 milhões de brasileiros deverão perder seus empregos em 2016 e anunciar que o "mercado de trabalho só deve começar a se recuperar em 2018", segundo especialistas.
O jornal da família Frias também assina um editorial intitulado "Poucas esperanças", no qual afirma que "pelo menos no que diz respeito à economia, o ano que ora começa carrega poucas esperanças de renovação" e que "a crise de 2015, infelizmente, continuará presente em 2016".
Leia abaixo reportagem da Reuters sobre a mensagem do papa:
Mídia precisa dar mais espaço para boas notícias, diz papa após ano sombrio

Por Philip Pullella
CIDADE DO VATICANO (Reuters) - Os meios de comunicação precisam abrir mais espaço para histórias inspiradoras e positivas para contrabalançar a preponderância do mal, da violência e ódio no mundo, disse o papa Francisco nesta quinta-feira em sua mensagem de fim de ano.
Francisco recebeu cerca de 10 mil fiéis em uma solene cerimônia tradicional às vésperas do fim de ano, o "Te Deum" de ação de graças, na Basílica de São Pedro, no Vaticano.
Em sua breve homilia, Francisco disse que o ano encerrado foi marcado por muitas tragédias.
"Violência, morte, sofrimento indizível de tantas pessoas inocentes, os refugiados forçados a deixar seus países, homens, mulheres e crianças sem lar, alimentos ou meios de subsistência", afirmou.
Mas ele disse que também houve "muitos grandes gestos de bondade" para ajudar os necessitados "mesmo que eles não apareçam em programas noticiosos da televisão (porque) as coisas boas não fazem notícia".
Ele disse que a mídia não deveria permitir que tais gestos de solidariedade sejam "ofuscados pela arrogância do mal".
O papa argentino, em sua terceira cerimônia pelo ano-novo desde sua eleição em 2013, condenou a "sede insaciável de poder e a violência gratuita que o mundo viu em 2015".