Mostrando postagens com marcador Carmem Lúcia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Carmem Lúcia. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Bob Fernandes sobre Moro, Bretas, Dallagnol, Barroso e a arrogância da Lava Jato: A Moralidade Elástica e o o Judiciário das Celebridades


Do Canal do Jornal da TV Gazeta:



O juiz Moro diz que a eleição pode pôr a Lava Jato "em risco". No "Valor Econômico" o repórter Ricardo Mendonça informa: . -Moro não registrou no sistema de transparência da Justiça Federal sua participação como palestrante em Nova York; num evento do Lide, empresa da família de João Doria. . Palestra em 16 de Maio. Segundo o Valor o registro deveria ter sido feito em até 30 dias. . Em maio Moro foi a Nova York também para ser homenageado como "Homem do Ano". Então, na Folha, Daniela Lima informou... . ...Ao menos 7 bancos, brasileiros e estrangeiros, patrocinaram a homenagem a Moro. A Petrobras também. Cada um pagando US$ 26 mil por mesa do evento. . O juiz Bretas disse temer que a eleição presidencial interfira na Lava Jato. . Disse isso estrelando evento paralelo da Flip, em Paraty. Bretas numa Feira Literária... Deve ser por já ter citado trechos da Bíblia em sentenças. . Por que Bretas e a mulher, Simone, também juíza, recebem auxílio-moradia mesmo morando no Rio? Na Flip Bretas explicou: defasagem salarial. . Dallagnol é procurador da República. Dallagnol anda aconselhando contra votos nulo e branco. . Dallagnol também recebe auxílio-moradia. Como Moro. Mesmo ambos morando na Curitiba onde trabalham. . Luís Roberto Barroso é ministro no Supremo. Tribunal onde andam se engalfinhando por conta de decorrências da prisão de Lula... . ...Mas Barroso disse ainda não ter lido a decisão ou o acórdão sobre a sentença...de Lula. Barroso também brilhou na Flip. . Carmen Lúcia é juíza. Preside o Supremo. Ela não foi à Flip. Mas disse que o Brasil tem que "voltar a ser uma Pátria mãe gentil para todos". . O Brasil, essa "Pátria mãe gentil", escravizou mais de 3,5 milhões de humanos por 350 anos. Os nativos indígenas eram 5 milhões. Hoje não passam de 900 mil. . Nos últimos 37 anos 1,5 milhão de pessoas foram assassinadas na "Pátria mãe-gentil"... . ...Que tem 52 milhões de pobres e 15 milhões de miseráveis...

segunda-feira, 25 de junho de 2018

Bob Fernandes: Em Lisboa, Marco Aurélio diz ser claramente "ilegal" a prisão de Lula. No Brasil, a imprensa conivente se cala....




"Na sexta, nas mídias, especulações: a 2ª Turma do Supremo já teria maioria para libertar Lula.

"Na mesma sexta o TRF-4 agiu: negou a Lula recorrer ao Supremo e admitiu ao STJ. Fachin agiu rápido: uma hora depois arquivou no Supremo o pedido de liberdade.

"Em Lisboa, também na sexta, Marco Aurélio Mello, também ministro do Supremo, também agiu.

"À (RTP) Rádio e Televisão de Portugal o ministro declarou: a prisão de Lula é ilegal. Por não ter condenação na última Instância, como determina a Constituição."

Do Canal do Jornal da TV Gazeta:



O ministro Fachin pediu e a 2ª Turma do Supremo atendeu. Estava marcada para esta terça-feira, 26, sessão que analisaria suspensão da prisão de Lula.
Lula teria prisão domiciliar até que Supremo e STJ julgassem os recursos finais.
Mas antes o TRF-4, Tribunal que confirmou a sentença de Moro, teria que admitir os recursos da defesa.
Os recursos da defesa de Lula estavam nesse Tribunal, TRF-4, desde abril.
Na sexta, nas mídias, especulações: a 2ª Turma do Supremo já teria maioria para libertar Lula.
Na mesma sexta o TRF-4 agiu: negou a Lula recorrer ao Supremo e admitiu ao STJ. Fachin agiu rápido: uma hora depois arquivou no Supremo o pedido de liberdade.
Em Lisboa, também na sexta, Marco Aurélio Mello, também ministro do Supremo, também agiu.
À (RTP) Rádio e Televisão de Portugal o ministro declarou: a prisão de Lula é ilegal. Por não ter condenação na última Instância, como determina a Constituição.
Disse também que Lula, mesmo livre, não pode ser candidato. Porque, já condenado em 2ª instância, não é mais ficha limpa.
Marco Aurélio responsabilizou a presidente do Supremo, Carmen Lúcia. Afirmou:
-Liberei declaratórias dessa inconstitucionalidade (da prisão de Lula) em dezembro e a presidente, muito poderosa, não designa o dia e ficamos por isso mesmo.
Quatro dias depois,as declarações de Marco Aurélio seguiam inéditas em grandes Meios de Comunicação... do Brasil.
Nesta mesma sexta, Gebran Neto, relator da Lava Jato no TRF-4, homologou, topou delação de Palocci para a Polícia Federal.
Do que Palocci disse a Moro há um ano e dois meses sabe-se do que já foi "esquecido".
Palocci, então, citou o "meio financeiro" e mais. Deu uma pista sobre socorro dado a Mídias. Contou:
-Empresas de comunicação tiveram sérios problemas neste período, inclusive com algumas empresas declarando default nos seus compromissos externos.
Palocci ofereceu a Moro: "Fico à disposição para dizer o que o senhor achar adequado".
Moro e procuradores da Lava Jato não aceitaram a delação do ex-ministro.
O que Palocci disse e o que deixou de dizer à Policia Federal? Veremos...

quinta-feira, 31 de maio de 2018

Francisco das Chagas Leite Filho: Globo e golpistas querem parlamentarismo para evitar que o povo decida escolher o Presidente





     "Uma manobra sórdida toma força nas hostes golpistas para suspender a eleição presidencial de 7 de outubro e instituir o Parlamentarismo, regime pelo qual o governo será exercido diretamente pelo Parlamento, ou seja, o Congresso Nacional. O ponta-pé já foi dado pela presidente do Supremo, Carmen Lúcia. Ela desenterrou uma ação que lá dormitava há 21 anos e que indaga se o Congresso pode instituir um novo regime, já que a Constituição é clara: isto só pode ser feito por uma Assembleia Constituinte."

terça-feira, 13 de março de 2018

Bob Fernandes sobre Temer, Carmem Lúcia, militares.. o que é legal, ilegal, hipócrita, trágico...


"É dever das Mídias investigar ilegalidades a Temer & Cia.
Mas é bom lembrar: antes, mesmo já sabendo, omitiram quem eram Temer. E quem eram Eduardo Cunha & bandos...
"...Quando, em nome da legalidade, apoiaram ilegalidades fantasiadas de legalidade.
"Não é bom quem se esgoelava contra a corrupção agora esconder-se, calado.
"É hipocrisia e cinismo os que instigaram fascistas agora fingirem nada ter a ver com isso e com aquilo. E ainda buscarem re-faturar agora criticando fascistas.
"Não é legal ver militar, de novo, defendendo ditadura. Não é legal militar esquecer: militares da ditadura argentina foram condenados. E presos.
"É preciso lembrar: Mandela, De Gaulle, Menachen Beguin, por exemplo, foram chamados de e tratados como "terroristas" e "guerrilheiros".
"Depois seriam reverenciados pelos como Estadistas, ou heróis."

Do Canal do Jornal da Gazeta:



É bom lembrar: a Constituição impede responsabilizar presidente da República por atos anteriores ao mandato.
Temer é investigado por dois supostos crimes de antes do mandato. É bom lembrar: Temer é presidente por conta de impeachment forjado com gambiarras.
Não é ilegal presidentes da República e do Supremo se encontrarem, como fizeram Temer e Carmen Lucia...
...Mas isso não é bom quando, apesar de obstáculo legal, o Supremo está investigando o presidente.
É dever das Mídias investigar ilegalidades a Temer & Cia.
Mas é bom lembrar: antes, mesmo já sabendo, omitiram quem eram Temer. E quem eram Eduardo Cunha & bandos...
...Quando, em nome da legalidade, apoiaram ilegalidades fantasiadas de legalidade.
Não é bom quem se esgoelava contra a corrupção agora esconder-se, calado.
É hipocrisia e cinismo os que instigaram fascistas agora fingirem nada ter a ver com isso e com aquilo. E ainda buscarem re-faturar agora criticando fascistas.
Não é legal ver militar, de novo, defendendo ditadura. Não é legal militar esquecer: militares da ditadura argentina foram condenados. E presos.
É preciso lembrar: Mandela, De Gaulle, Menachen Beguin, por exemplo, foram chamados de e tratados como "terroristas" e "guerrilheiros".
Depois seriam reverenciados pelos como Estadistas, ou heróis.
Assim como, entre tantos outros, os partisans, partigianos, republicanos ou anti-stalinistas. Na França, Itália, Espanha, União Soviética...
...Por quê? Porque enfrentaram forças ou Estados nascidos ou tornados fora-da-lei. Mesmo quando fantasiados de legais.
Vivemos uma ditadura de 21 anos para impedir o quê? Uma ditadura que supostamente viria...
Uma ditadura para evitar uma ditadura!!! Imprescindível pensar a respeito dessa lógica e fato.
É péssimo ver a ONU, de novo, advertindo o Brasil por conta de militarização.
É trágico uma sociedade produzir 60 mil homicídios ao ano, 1,5 milhão em três décadas e meia. E como se tanta matança fosse produto do nada.
Indica muito a pregação "O Mercado, "O Mercado", "O Mercado"...como se fossem papagaios. E em meio a tanto morticínio no entorno.
Matança, fome, miséria, militares de volta, cada vez mais humanos morando nas ruas... Nada disso é legal.

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Luis Nassif, no GGN: Carmen Lucia adia votação que seguraria a selvageria da PF (hoje, ilustrada pela invasão da UFMG)


"Seria injustiça cobrar de todo o Supremo. A responsável direta é da presidente Carmen Lúcia, que trancou duas ações essenciais para colocar um cabresto no ativismo animalesco da PF.
A primeira, é a ADPF (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental), proposta pela OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e pela AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros) contra o abuso do CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público), um mero conselho administrativo, de se autoconferir a procuradores o direito de definir conduções coercitivas e outros poderes próprios da magistratura." - Luis Nassif


Nesta 4ª feira, policiais da Policia Federal esperaram bater as 6 horas da manhã e invadiram a casa do reitor Jaime Artur Ramirez, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). O reitor saía do banho, envolto em uma toalha. Pediu um minuto para se trocar.
Resposta do policial:
- Você não tem mais direito à privacidade.
Essa selvageria solta, muito similar à da República de Weimar, tem como principal responsável o STF (Supremo Tribunal Federal), quem tem pelo menos cinco Ministros egressos da universidade pública: Ricardo Lewandowski e Alexandre Moraes, da Universidade de São Paulo (USP), Carmen Lúcia, da UFMG, Luís Roberto Barroso da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e Luiz Edson Fachin, da Universidade Federal do Paraná (UFPR)
Seria injustiça cobrar de todo o Supremo. A responsável direta é da presidente Carmen Lúcia, que trancou duas ações essenciais para colocar um cabresto no ativismo animalesco da PF.
A primeira, é a ADPF (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental), proposta pela OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e pela AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros) contra o abuso do CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público), um mero conselho administrativo, de se autoconferir a procuradores o direito de definir conduções coercitivas e outros poderes próprios da magistratura.
O caso foi pautada no dia 11 de maio de 2017. Relator, o Ministro Gilmar Mendes apresentou seu voto. E o caso nunca mais voltou ao Supremo, por receio de Carmen Lúcia.
A votação teria impedido o prosseguimento das arbitrariedades cometidas pela PF, especialmente nos locais onde ela é mais partidarizada, como em Minas Gerais.
A segunda votação é o da prisão após sentença em segunda instância. Há confusão sobre a primeira decisão do Supremo – a favor da prisão. Foi uma decisão liminar, que não obrigava ninguém a segui-la.
O Ministro Marco Aurélio já entregou seu voto. Está nas mãos de Carmen Lúcia levar a questão a plenário.
Um terceiro ponto importante é a tentativa de se acabar com o foro privilegiado. Seria o caos, a implantação definitiva do fascismo, com legiões de juízes de primeira instância podendo parar a República ou, então, tribunais estaduais sendo manobrados pelos coronéis locais.
Imagine-se o Comandante do Exército sendo julgado por um jovem juiz de 1ª instância. Ou um Ministro do Supremo. Ou então, outro juiz sendo julgado pelo próprio colega, em uma realidade em que o sonho de grande parte dos juízes é conseguir seu lugar ao sol do noticiário da Globo? É só conferir o sentimento de onipotência que acomete juízes que têm, diante de si, a possibilidade de mostrar seu poder ante autoridades maiores.
Há uma lógica para o foro privilegiado, que é não expor autoridades federais a um juiz de 1ª instância. E é bobagem achar que todo foro privilegiado significa privilégio. Em muitos casos, é a maneira de expor o réu a um tribunal superior, infenso às pressões estaduais e aos compadrios municipais.
Aliás, a juíza Raquel Vasconcelos Alves de Lima que autorizou as conduções coercitivas, é a mesma que em 2013 fugiu da raia no julgamento da Chacina de Unaí. O que levou a subprocuradora da República Raquel Dodge, coordenadora da Câmara Criminal do MPF, a criticar a demora da juíza em apreciar o caso e, depois, em tirar o corpo transferindo o caso para Unaí.
A subprocuradora geral da República Raquel Dodge, coordenadora da Câmara Criminal do MPF, afirmou na ocasião que a decisão da juíza era um retrocesso. “Estamos convictos de que esse julgamento já poderia ter acontecido há bastante tempo, em Belo Horizonte, no âmbito da 9ª Vara Federal”, declarou.
Não esperava admitir isso, mas a derradeira esperança contra a selvageria avassaladora que vem por aí é o Ministro Gilmar Mendes.

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Dois juízes, manifestações opostas sobre o impeachment: por que um é investigado e o outro não. Por Joaquim de Carvalho




A decisão do Conselho Nacional de Justiça de investigar quatro juízes que se manifestaram contra o impeachment de Dilma Rousseff abre a discussão: e o que aconteceu com os (muitos) juízes que defenderam a retirada da então presidente do Palácio do Planalto?
Um deles, Itagiba Catta Preta, usou as redes sociais para convidar manifestantes a irem para a rua, foi para a rua, postou no facebook e não escondia que tinha sido eleitor de Aécio Neves. Não um simples eleitor, o eleitor que faz campanha, com direito a exibir fotos com adesivo no peito.
Itagiba fez mais do que isso.
Juiz federal em Brasília, ele, como magistrado, agiu como se fosse manifestante: proibiu a posse de Lula no ministério de Dilma Rousseff, no auge da crise política.
Quando se descobriu, na época, que o facebook dele era igual a de qualquer manifestante que seguiam patos amarelos na avenida, retirou a página do ar. Mas os registros foram copiados e divulgados, para desmoralização da Justiça.
Procure-se nos registros do CNJ se houve algum tipo de punição (ou investigação) para ele e nada se encontrará. Outra pesquisa interessante é sobre as manifestações nas redes sociais dos juízes agora investigados.
Na página do juiz André Nicolitt, por exemplo, juiz do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, não há nenhuma manifestação partidárias, não há menção a nome.
O que se vê é a manifestação a favor de teses, idéias, não nomes.
Por isso, é preciso, certeiro, o argumento do advogado Leonardo Isaac Yarochewsky, doutor em Ciências Penais, expressa em artigo no site Justificando, de que a manifestação dos quatro juízes agora investigados pelo CNJ foi em defesa do Estado Democrático de Direito, da Constituição, não de Dilma Rousseff.
Há algo mais nobre do que defender idéias, teses?
Os fatos que se sucederam (e estão em curso) mostram que a tese que esses quatro juízes abraçaram estava certa.
O Brasil viveu em 2016 uma violência institucional — o ministro Ricardo Lewandwiki, que presidiu a sessão do Senado que cassou Dilma, chamou de “tropeço da democracia” —, e o mínimo que um cidadão consciente (juiz ou não) pode fazer é denunciar.
Não é uma manifestação política no sentido partidário.
É a defesa de algo muito maior – a democracia – e, em certos momentos, na defesa desse bem intangível, silenciar é que seria uma falha grave.
.x.x.x.x.
PS:
Acima, a foto do juiz que se manifestou contra o golpe, André Nicolitt; ao lado, a foto do juiz que se manifestou (e agiu) a favor, Itagiba Catta Preta. Um está sendo investigado e pode ser punido, o outro não. Notou a diferença? Se você não soubesse, precisaria dizer quem é quem?