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quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Por que os médicos cubanos assustam os médicos brasileiros?




Enviado por luisnassif, sab, 11/05/2013 - 12:21

Por JC
Do blog do Porfirio
Pedro Porfirio
Elite corporativista teme que mudança do foco no atendimento abale o sistema mercantil de saúde 
A virulenta reação do CFM (Conselho Federal de Medicina) contra a vinda de 6 mil médicos cubanos para trabalhar em áreas absolutamente carentes do país é muito mais do que uma atitude corporativista: expõe o pavor que uma certa elite da classe médica tem diante dos êxitos inevitáveis do modelo adotado na ilha, que prioriza a prevenção e a educação para a saúde, reduzindo não apenas os índices de enfermidades, mas sobretudo a necessidade de atendimento e os custos com a saúde.
Essa não é a primeira investida radical do CFM e da AMB (Associação Médica Brasileira) contra a prática vitoriosa dos médicos cubanos entre nós. Em 2005, quando o governador de Tocantins não conseguia médicos para a maioria dos seus pequenos e afastados municípios, recorreu a um convênio com Cuba e viu o quadro de saúde mudar rapidamente com a presença de apenas uma centena de profissionais daquele país.
A reação das entidades médicas de Tocantins, comprometidas com a baixa qualidade da medicina pública que favorece o atendimento privado, foi quase de desespero. Elas só descansaram quando obtiveram uma liminar de um juiz de primeira instância determinando em 2007 a imediata “expulsão” dos médicos cubanos.
No Brasil, o apego às grandes cidades

Neste momento, o governo da presidente Dilma Rousseff só está cogitando trazer os médicos cubanos, responsáveis pelos melhores índices de saúde do continente, diante da impossibilidade de assegurar a presença de profissionais brasileiros em mais de um milhar de municípios, mesmo com a oferta de vencimentos bem superiores aos pagos nos grandes centros urbanos.

[Dos 371 mil médicos brasileiros, 260 mil estão nas regiões Sul e Sudeste]
E isso não acontece por acaso. O próprio modelo de formação de profissionais de saúde, com quase 58% de escolas privadas, é voltado para um tipo de atendimento vinculado à indústria de equipamentos de alta tecnologia, aos laboratórios e às vantagens do regime híbrido, em que é possível conciliar plantões de 24 horas no sistema público com seus consultórios e clínicas particulares, alimentados pelos planos de saúde.
Mesmo com consultas e procedimentos pagos segundo a tabela da AMB, o volume de clientes é programado para que possam atender no mínimo dez por turnos de cinco horas. O sistema é tão direcionado que na maioria das especialidades o segurado pode ter de esperar mais de dois meses por uma consulta.
Além disso, dependendo da especialidade e do caráter de cada médico, é possível auferir faturamentos paralelos em comissões pelo direcionamento dos exames pedidos como rotinas em cada consulta.
Sem compromisso em retribuir os cursos públicos
Há no Brasil uma grande “injustiça orçamentária”: a formação de médicos nas faculdades públicas, que custa muito dinheiro a todos os brasileiros, não presume nenhuma retribuição social, pelo menos enquanto não se aprova o projeto do senador Cristóvam Buarque, que obriga os médicos recém-formados que tiveram seus cursos custeados com recursos públicos a exercerem a profissão, por dois anos, em municípios com menos de 30 mil habitantes ou em comunidades carentes de regiões metropolitanas.
Cruzando informações, podemos chegar a um custo de R$ 792 mil para o curso de um aluno de faculdades públicas de Medicina, sem incluir a residência. E se considerarmos o perfil de quem consegue passar em vestibulares que chegam a ter 185 candidatos por vaga (UNESP), vamos nos deparar com estudantes de classe média alta, isso onde não há cotas sociais.
Um levantamento do Ministério da Educação detectou que na medicina os estudantes que vieram de escolas particulares respondem por 88% das matrículas nas universidades bancadas pelo Estado. Na odontologia, eles são 80%.
Em faculdades públicas ou privadas, os quase 13 mil médicos formados anualmente no Brasil não estão nem preparados, nem motivados para atender às populações dos grotões. E não estão por que não se habituaram à rotina da medicina preventiva e não aprenderam como atender sem as parafernálias tecnológicas de que se tornaram dependentes.

Os chanceleres Bruno Parrilla (à esq.), de Cuba, e o brasileiro Antonio Patriota, na coletiva que anunciou o acordo
Concentrados no Sudeste, Sul e grandes cidades
Números oficiais do próprio CFM indicam que 70% dos médicos brasileiros concentram-se nas regiões Sudeste e Sul do país. E em geral trabalham nas grandes cidades. Boa parte da clientela dos hospitais municipais do Rio de Janeiro, por exemplo, é formada por pacientes de municípios do interior.
Segundo pesquisa encomendada pelo Conselho, se a média nacional é de 1,95 médicos para cada mil habitantes, no Distrito Federal esse número chega a 4,02 médicos por mil habitantes, seguido pelos estados do Rio de Janeiro (3,57), São Paulo (2,58) e Rio Grande do Sul (2,31). No extremo oposto, porém, estados como Amapá, Pará e Maranhão registram menos de um médico para mil habitantes.
A pesquisa “Demografia Médica no Brasil” revela que há uma forte tendência de o médico fixar moradia na cidade onde fez graduação ou residência. As que abrigam escolas médicas também concentram maior número de serviços de saúde, públicos ou privados, o que significa mais oportunidade de trabalho. Isso explica, em parte, a concentração de médicos em capitais com mais faculdades de medicina. A cidade de São Paulo, por exemplo, contava, em 2011, com oito escolas médicas, 876 vagas — uma vaga para cada 12.836 habitantes — e uma taxa de 4,33 médicos por mil habitantes na capital.
Mesmo nas áreas de concentração de profissionais, no setor público, o paciente dispõe de quatro vezes menos médicos que no privado. Segundo dados da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), o número de usuários de planos de saúde hoje no Brasil é de 46,6 milhões e o de postos de trabalho em estabelecimentos privados e consultórios particulares, 354 mil.Já o número de habitantes que dependem exclusivamente do SUS (Sistema Único de Saúde) é de 144 milhões de pessoas, e o de postos ocupados por médicos nos estabelecimentos públicos, 281 mil.
A falta de atendimento de saúde nos grotões é um dos fatores de migração. Muitos camponeses preferem ir morar em condições mais precárias nas cidades, pois sabem que, bem ou mal, poderão recorrer a um atendimento em casos de emergência.
A solução dos médicos cubanos é mais transcendental pelas características do seu atendimento, que mudam o seu foco no sentido de evitar o aparecimento da doença. Na Venezuela, os Centros de Diagnósticos Integrais espalhados nas periferias e grotões, que contam com 20 mil médicos cubanos, são responsáveis por uma melhoria radical nos seus índices de saúde.
Cuba é reconhecida por seus êxitos na medicina e na biotecnologia
Em sua nota ameaçadora, o CFM afirma claramente que confiar populações periféricas aos cuidados de médicos cubanos é submetê-las a profissionais não qualificados. E esbanja hipocrisia na defesa dos direitos daquelas pessoas.
Não é isso que consta dos números da OMS (Organização Mundial de Saúde). Cuba, país submetido a um asfixiante bloqueio econômico, mostra que nesse quesito é um exemplo para o mundo e tem resultados melhores do que os do Brasil.
Graças à sua medicina preventiva, a ilha do Caribe tem a taxa de mortalidade infantil mais baixa da América e do Terceiro Mundo — 4,9 por mil (contra 60 por mil em 1959, quando do triunfo da revolução) — inferior à do Canadá e dos Estados Unidos. Da mesma forma, a expectativa de vida dos — 78,8 anos (contra 60 anos em 1959) — é comparável a das nações mais desenvolvidas.
Com um médico para cada 148 habitantes (78.622 no total) distribuídos por todos os seus rincões que registram 100% de cobertura, Cuba é, segundo a OMS, a nação melhor dotada do mundo neste setor.
Segundo a New England Journal of Medicine, “o sistema de saúde cubano parece irreal. Há muitos médicos. Todo mundo tem um médico de família. Tudo é gratuito, totalmente gratuito. Apesar do fato de que Cuba dispõe de recursos limitados, seu sistema de saúde resolveu problemas que o nosso [dos EUA] não conseguiu resolver ainda. Cuba dispõe agora do dobro de médicos por habitante do que os EUA”.
O Brasil forma 13 mil médicos por ano em 200 faculdades: 116 privadas, 48 federais, 29 estaduais e 7 municipais. De 2000 a 2013, foram criadas 94 escolas médicas: 26 públicas e 68 particulares.
Formando médicos de 69 países
Em 2012, Cuba, com cerca de 13 milhões de habitantes, formou em suas 25 faculdades, inclusive uma voltada para estrangeiros, mais de 11 mil novos médicos: 5.315 cubanos e 5.694 de 69 países da América Latina, África, Ásia e inclusive dos Estados Unidos.
Atualmente, 24 mil estudantes de 116 países da América Latina, África, Ásia, Oceania e Estados Unidos (500 por turma) cursam uma faculdade de medicina gratuita em Cuba.
Entre a primeira turma de 2005 e 2010, 8.594 jovens doutores saíram da Elam (Escola Latino-Americana de Medicina). As formaturas de 2011 e 2012 foram excepcionais com cerca de oito mil graduados. No total, cerca de 15 mil médicos se formaram na Elam em 25 especialidades distintas.
Isso se reflete nos avanços em vários tipos de tratamento, inclusive em altos desafios, como vacinas para câncer do pulmão, hepatite B, cura do mal de Parkinson e da dengue. Hoje, a indústria biotecnológica cubana tem registradas 1.200 patentes e comercializa produtos farmacêuticos e vacinas em mais de 50 países.
Presença de médicos cubanos no exterior
Desde 1963, com o envio da primeira missão médica humanitária à Argélia, Cuba trabalha no atendimento de populações pobres no planeta. Nenhuma outra nação do mundo, nem mesmo as mais desenvolvidas, teceu semelhante rede de cooperação humanitária internacional. Desde o seu lançamento, cerca de 132 mil médicos e outros profissionais da saúde trabalharam voluntariamente em 102 países.
No total, os médicos cubanos trataram de 85 milhões de pessoas e salvaram 615 mil vidas. Atualmente, 31 mil colaboradores médicos oferecem seus serviços em 69 nações do Terceiro Mundo.
No âmbito da Alba (Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América), Cuba e Venezuela decidiram lançar em julho de 2004 uma ampla campanha humanitária continental com o nome de Operação Milagre, que consiste em operar gratuitamente latino-americanos pobres, vítimas de cataratas e outras doenças oftalmológicas, que não tenham possibilidade de pagar por uma operação que custa entre cinco e dez mil dólares. Esta missão humanitária se disseminou por outras regiões (África e Ásia). A Operação Milagre dispõe de 49 centros oftalmológicos em 15 países da América Central e do Caribe. Em 2011, mais de dois milhões de pessoas de 35 países recuperaram a plena visão.
Quando se insurge contra a vinda de médicos cubanos, com argumentos pueris, o CFM adota também uma atitude política suspeita: não quer que se desmascare a propaganda contra o regime de Havana, segundo a qual o sonho de todo cubano é fugir para o exterior. Os mais de 30 mil médicos espalhados pelo mundo permanecem fiéis aos compromissos sociais de quem teve todo o ensino pago pelo Estado, desde a pré-escola e de que, mais do que enriquecer, cumpre ao médico salvar vidas e prestar serviços humanitários.


sábado, 27 de julho de 2013

O Cristo socialista e a classe média coxinha



Pois é... Mataram Cristo antes por ter sido considerado  um subversivo, um revolucionário a questionar o status quo, um crítico social.... Imagina agora, com a classe média coxinha frequentadora do templo Shopping? E os médicos elitistas-corporativos? Estes aceitariam a concorrência divina sem revalidação do diploma?

Carlos Antonio Fragoso Guimarães




domingo, 21 de julho de 2013

A hipocrisia fascista da máfia de branco



Nas manifestações dos médicos contra a vinda de estrangeiros, via-se vários jalecos novos, quase nenhuma - ou mesmo nenhuma - pessoa de cor (fora os cabelos tingidos de loiro)... Não é engraçado que boa parte destes tenha se formado em universidades públicas e, mesmo assim, considerem indigno ir ao interior retribuir o que receberam do povo? Aqui, Medicina se transformou em "bem de família" e parte das "capitanias hereditárias" de uma classe restrita e corporativista....





sexta-feira, 20 de abril de 2012

Não ao Ato Médico e à arrogância corporativista dos "doutores"


Médicos mecanicistas, infelizmente uma grande parte da classe, são também corporativistas e como tais, querem mais e mais poder, mais e mais meios de se auto-promover...  Se julgam os reais capacitados para afirmar e desafirmar, autorizar e desautoriza enquanto, para eles, nada resta ao demais senão baixar a cabeça e obedecer.... Afinal, os demais são "leigos" e nada sabem... são "pacientes" e eles os "agentes"... Se acham eles "os" cientistas e detentores do saber.... o único válido, mas para quê, se a tecnologia de que tanto se orgulham, seus imensos aparelhos de diagnósticos são acessíveis apenas a uma minoria? A acupuntura que até anos recentes eles viam com desconfiança querem agora que seja de prática privada deles. Os custos da assistência médica apenas sobem na proporção de quanto mais se fazem associados à técnica quando muitas das principais doenças poderiam ser apenas prevenidas pela educação? E a associação entre médicos e a indústria farmacêutica? Isso lhes dá o direito de serem os expertos para diagnosticas problemas psicológicos, psicossociais, de postura e outros problemas próprios do tratamento fiosioterpêutico e outros profissionais devem ser sempre sublaternos, em seus estudos e competência, à máfia de branco? Pensem nisso.... Assistam os filmes "Óleo de Lorenzo" e "O Jardineiro Fiel"... Busquem a verdade política nesta categoria...  NÃO AO ATO MÉDICO!


quarta-feira, 24 de março de 2010

Vitória de Obama sobre décadas de mercantilização da saúde tem profundo significado...




Carlos Antonio Fragoso Guimarães

A vitória de Barack Obama sobre o cartel famigerado dos planos de saúde, nos EUA, que transformam o atendimento à saúde em privilégio de uma minoria, marca mais um sinal do fim da era do distanciamento do governo ao bem-estar dos cidadãos, iniciado com Reagan, o fantoche financiado e manipulado por Wall Street e que, junto com Margaret Teatcher - a antiga Dama de Ferro hoje quase esquecida e esclerosada -, deu início à era do Neoliberalismo cujos sinais cancerígenos levaram a economia para a UTI em 2008.

Contudo, a resistência anti-progresso para a maiora tem mexido com os dogmas preconceituosos da Direita americana, bem definida no partido Republicado de Nixon, Reagan e dos dois Bushs, sempre enxarcados de membros de Wall Street que desenharam e implementram não só a destruição do Estado de Bem-Estar Social pondo em seu lugar o terrível Neoliberalismo de Mercado (que no Brasil foi amplamente implementado pelo retrocesso dos 80 anos em 8 de FHC), que tem por ideal o "individualismo" e os "lucros", e já agora 13 estados governados por títeres republicanos se movimentam para turvar a vitória de Obama. Em ano de eleições para o Senado americano, a Direita sórdida está apavorada. E se a moda do Bem-Estar Social volta a pegar? Como ficam as grandes clínicas, os lucrativos Planos de Saúde e, com eles, o financimento dos Republicanos? Não são eles que chamam Obama de "Comunista", tentando a todo custo implantar um clima de terror ao estilo Regina Duarte e falsa defesa dos "interesses" do "povo", quando na verdade querem é cuidado do sistema lucrativo de direita das grandes empresas?

Aqui, como lá, os poderosos apelam para a estratégia do Medo se alguém ousa governar para o povo e não para eles mesmos. Como bem escreve o professor Joaqui Falcão, da FGV, no Blog do Noblat:

A oposição pretende deslegitimar o governo. De várias maneiras. Acusações sistemáticas de que Obama é socialista. Obama é antiamericano. Esta a nova forma de racismo político. Acusações que caem no terreno fértil do medo congênito do americano médio. O medo como deslegitimação.

Não é por menos que Obama acabou seu discurso de ontem de madrugada ao povo americano dizendo: “NÓS NÃO TEMEMOS O NOSSO FUTURO, NÓS O CONSTRUÍMOS”. O medo é o tema.

Um instrumento desta estratégia é a aliança entre o partido republicano que vota monoliticamente contra programas de governo e a importante rede de televisão de Rupert Murdoch, a FOX NEWS, que como diz o próprio Obama, não é mais um órgão de imprensa. Mas um ativo partido político em si.

Para ser um órgão de imprensa Fox News teria de ter um mínimo de pluralismo político. Não tem. Não informa, pois o eleitor. Converteu-se num pregador. Pesquisas mostram que quanto mais o telespectador assiste FOX News mais se restringe a assistir somente Fox News. Fica impermeável a outros pontos de vista.

Comporta-se como membro de uma seita cada dia com mais fé e menos diálogo. Quase um processo de crescente fundamentalismo televisivo.


Acaso isso lembra algo parecido no Brasil? Acho que não, afinal, aqui a mídia é humilde e equilibrada, sem setores dominantes e com pleno interesse pela educação e bem-estar das pessoas, especialmente os telespectadores...

Mas, voltando a falar sério, no Brasil, a classe média recorre aos planos de saúde muitas para o desespero de atendimentos adiados e inúmeras queixas de exploração. Alguns médicos (muitos formados em Universidades Públicas) adoram fazer comércio de seus serviços, formando clpinicas elitistas e carteis de planos de saúde, como a Unimed.

Empresas gigantescas são formadas para ajudar, por meio de lobbies junto ao Congresso, a sucatear ainda mais a saúde pública, levando as pessoas a aderirem a planos economicamente vampirescos, chamando a isso de "progresso".

Até arautos do neoliberalismo, como Miam Leitão, da Globo, percebem que o sistema, do jeito que está, é complicado e potencialmente destrutivo. Ela mesma afirma que "hoje, existem no país 54 milhões de segurados, mas destes só 20% são de pessoas físicas. O resto está nos planos das grandes empresas. Destes, alguns como Bradesco e SulAmérica simplesmente abandonaram o segmento pessoa física, expulsando segurados que estavam anos pagando o plano". Esta a é herança dos governos militares e do desgoverno neoliberal de FHC... Tudo para a "livre-iniciativa" e o povo que se exploda!

Mesmo a ultra-direitista Editora Abril, da sujíssima Revista Veja (royalties ao grande jornalista Héliio Fernandes!), teve de encarar os fatos para ter o mínimo de credibilidade, e escreveu:

A lei, depois de sancionada (por Obama), ampliará o número de americanos cobertos por um sistema de saúde, contribuirá para o barateamento da assistência médica e ajudará a impor regras mais rígidas às seguradoras.

Reforma - O presidente Barack Obama defendeu a reforma do sistema de saúde por causa de um dado que não condiz com a posição econômica do país: os Estados Unidos são a única nação desenvolvida que não oferece uma cobertura médica ampla à população. Atualmente, cerca de 50 milhões de americanos não possuem qualquer plano de assistência médica.

Embora o projeto de lei não ofereça cobertura total, a reforma beneficia 95% dos americanos que não têm plano de saúde.