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sábado, 1 de agosto de 2015

Rodrigo Viana sobre a movimentação terrorista insuflada por uma mídia tendenciosa



Na história da humanidade foi sempre assim: o ódio das bombas é precedido pelo ódio das palavras.
O Instituto Lula, em São Paulo, acaba de ser atacado por uma bomba caseira, lançada durante a noite. Percebam a gravidade da situação. Imaginem um Instituto Clinton, ou Instituto Chirac, ou ainda o Instituto FHC atacado de forma violenta. Um escândalo. Um ataque à democracia.

O ataque a Lula: o ódio das bombas foi precedido pelo ódio das palavras em revistas e blogs


por Rodrigo Vianna - Portal Fórum
Na história da humanidade foi sempre assim: o ódio das bombas é precedido pelo ódio das palavras.
O Instituto Lula, em São Paulo, acaba de ser atacado por uma bomba caseira, lançada durante a noite. Percebam a gravidade da situação. Imaginem um Instituto Clinton, ou Instituto Chirac, ou ainda o Instituto FHC atacado de forma violenta. Um escândalo. Um ataque à democracia.
No entanto, é preciso colocar o guizo no gato: a bomba demente foi precedida pelo ódio disseminado há anos e anos, por blogueiros, colunistas e revistas que se transformaram em panfletos do ódio e da mentira.
A polícia precisa dizer quem lançou a bomba no prédio, no bairro do Ipiranga. Não sabemos a identidade do criminoso. Mas sabemos bem quem disseminou o ódio que produziu o demente do Ipiranga. São as pessoas sentadas atrás dos teclados, em redações, bem pagas para propagar um clima de confronto e de extermínio de toda uma comunidade política.
Você não precisa gostar do Lula e do PT para entender que algo está errado. Estamos em meio a uma escalada autoritária. Que pode virar, sim, um surto fascista.
A escalada autoritária: querem exterminar todo um campo político
A escalada autoritária: querem exterminar todo um campo político
O demente que lançou a bomba contra o Instituto Lula foi precedido por colunistas, blogueiros e pelo bando de dementes que – nas redes e nas ruas – espalham o ódio, tratam os adversários como “facção criminosa” e alinham-se com o que o mundo produziu de pior no século XX: o fascismo.
Nas manifestações de março de 2015, alguns jovens kataguris chegaram a pedir abertamente que o PT seja cassado, proscrito, proibido. Claro, a lógica é essa: se do outro lado estamos lidando com “uma quadrilha” (como dizem parlamentares tucanos, como o tresloucado Carlos Sampaio), não é mais preciso disputar politicamente. A lógica é destruir o adversário, apagá-lo, exterminá-lo.
O ataque ao Instituto Lula é terrível. Mas deve servir para trazer os tucanos e conservadores mais lúcidos á razão. É preciso frear essa escalada que os serras ajudaram a criar, insuflando blogueiros e jornalistas de longa carreira a disseminar o ódio nas redes sociais.
Pronto, chegamos até aqui. O ódio deu as caras definitivamente.
É preciso dizer: os democratas, a turma da esquerda, dos sindicatos, universidades e organizações populares não vai assistir a isso impassível. Se insistirem na tática do ódio, vai sobrar pra todo mundo.
É preciso isolar a direita fanática, é preciso trazer os centristas para o combate em defesa da democracia.
Colunistas e blogueiros dementes, ligados à revista da marginal e a organizações de comunicação que floresceram na ditadura, produziram gente suficientemente demente para lançar bombas de madrugada.
Chegamos até aqui. Agora está na hora de traçar uma linha no chão.
Quem está do lado de cá vai se defender. Prioritariamente, com palavras, com argumentos e política. Mas, se preciso, também com atos e capacidade de luta.
Não brinquem com a democracia no Brasil!

domingo, 10 de abril de 2011

O racionalismo sem coração, assim como o fanatismo cego, mata....




"Por mais terríveis que sejam as ortodoxias religiosas, as ortodoxias científicas são muito mais terríveis."

Miguel de Unamuno

Nossa civilização se orgulha de sua tecnologia e de seu conhecimento. Não percebe que um e outro perdem a razão de ser se aplicados apenas à exploração e ao domínio, seja do próprio homem, seja da natureza.
A ciência que se financia para o lucro, maquiada de ciência pura, não existe enquanto capacidade de se estar ciente de suas conseqüências... Transforma-se em cientismo ou cientificismo, algo perigoso se não leva em conta as conseqüências sociais de suas pesquisas, de suas produções, em um mecanismo de defesa que racionaliza o negativo destacando o pretensamente positivo.

Nesse sentido, ensina ainda o poeta e filósofo espanho Miguel de Unamuno (1864-1936): "A ciência tira a sabedoria das pessoas e costuma convertê-las em fantasmas carregados de conhecimentos."

A razão puramente instrumental é utilizada muitas vezes como arma, como meio de previsão e controle, como "bem de consumo", como mais um meio de produção (para benefício de alguns), como mercadoria cujos cérebros produtores podem ser comprados. A ela devem-se juntar o pensamento crítico, a educação para a autonomia, a responsabilidade sócio-ambiental e a sensibilidade poética, se quisermos ainda ser gente...

Tanto quanto o excesso de informação - com os quais somos bombardeados pela mídia comercial, estimulando-nos à compra de supérfluos nocivos ou de tranqueiras que poluem, quanto para a modelagem do comportamento político -, o excesso de tecnologia é muitas vezes prejudicial se apenas feito para o mercado, por explorar demais, por poluir de mais, por destruir demais, por isolar demais, por iludir demais...

Pensem um pouco nisso...

Carlos Antonio Fragoso Guimarães