Mostrando postagens com marcador Bolsonaro denunciado mais uma vez ao Tribunal Penal Internacional de Haia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Bolsonaro denunciado mais uma vez ao Tribunal Penal Internacional de Haia. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 9 de agosto de 2021

Bolsonaro será formamente denunciado hoje no Tribunal Penal Internacional de Haia por ecocídio


     O presidente da República Jair Bolsonaro será denunciado nesta segunda-feira (9) ao Tribunal Penal Internacional, também conhecido como Corte de Haia, pelo crime de ecocídio.


Foto: Correio Braziliense/Reprodução

Jornal GGN O presidente da República Jair Bolsonaro será denunciado nesta segunda-feira (9) ao Tribunal Penal Internacional, também conhecido como Corte de Haia, pelo crime de ecocídio. A iniciativa é da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil, a APIB. No documento de mais de 100 páginas, a frente afirma que por omissão ou ação, Bolsonaro atua para dizimar povos tradicionais em meio à maior pandemia do século.

O crime de ecocídio é uma nota tipificação de crime contra a humanidade, envolvendo o planeta e o meio ambiente. Em Haia, Bolsonaro já responde por outra ação envolvendo os povos indígenas, mas com foco nas violações aos direitos humanos. Ela foi encaminhada em 2019, em parceria com a Comissão Arns, e é uma das mais promissoras contra o genocídio perpetrado por Bolsonaro. A partir do recebimento da denúncia, a Procuradoria do Tribunal vai avaliar se abrirá ou não uma investigação contra o líder brasileiro.

De acordo com dados da Apib, 1.162 indígenas de 163 povos diferentes morreram durante a pandemia de Covid-19. Os povos tradicionais, por meio da Apib e seus advogados indígenas, tiveram de recorrer ao Supremo Tribunal Federal para obrigar o governo Bolsonaro a criar um plano para garantir a segurança e a vida durante a pandemia do novo coronavírus. Ainda hoje há comunidades lutando para serem vacinas com prioridades em alguns estados.

Além da questão indígena, a nova denúncia aborda “o desmantelamento das estruturas públicas de proteção socioambiental”, que “desencadeou invasões a terras indígenas, desmatamento e incêndios nos biomas”, apontou o jornal O Globo, que teve acesso exclusivo ao documento.

Leia também: