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sexta-feira, 10 de junho de 2022

Aporofobia, a fobia das elites plutocráticas e golpista aos pobres...Charge de crítica social de Alexandre Beck

 

Charge de Alexandre Beck:




quarta-feira, 11 de novembro de 2020

sábado, 11 de abril de 2020

Armandinho, o exemplo de Jesus e o absurdo dos "cidadãos de bem" que apoiam quem exalta torturadores....


 Jesus foi preso e torturado pelos "cidadãos de bem" conservadores e ricos, os líderes do Sinédrio em conluio com os interesses estrangeiros de Roma.... Foram esses que se tornaram os antepassados dos atuais "cidadãos de bem" do Brasil, conservadores, elitistas e apoiadores de um apologista da tortura e da ditadura militar....



O personagem Armandinho é uma criação do cartunista Alexandre Beck

sábado, 3 de março de 2018

Advertência das Igrejas cristãs sobre a intervenção militar no Rio



A imagem pode conter: texto




Eis um texto de grande lucidez do Conselho Nacional das Igrejas Cristãs sobre a intervenção militar no Rio de Janeiro. Ele se concentra nas favelas e nas populações pobres, como se apenas lá estivesse o problema da violência e da droga. Os chefes estão em outro lugar, na política, no parlamento e até nos estratos do judiciário. Estes não são investigados, pois de lá se articulam os negócios da droga e junto a ela da violência. Esse chamado à lucidez é importante para não penalizar aqueles que já são penalizados e não impôr a eles mais sofrimento do que aquele que já sofrem. - Leonardo Boff

Nota do CONIC sobre a intervenção federal de natureza militar no Rio de Janeiro

“Ai dos que decretam leis injustas,
dos que escrevem leis de opressão,
para negarem justiça aos pobres,
para arrebatarem o direito aos aflitos do meu povo…”
(Isaías 10:1-2a)

Estamos acompanhando com atenção os desdobramentos da intervenção federal de natureza militar decretada no Rio de Janeiro, no dia 16 de fevereiro de 2018.

Compreendemos que é tarefa do Estado brasileiro e seus dirigentes preocuparem-se com políticas públicas voltadas para a redução da violência, que apresenta números alarmantes no país.

O combate à corrupção na polícia e o esforço para superá-la é outra intencionalidade legítima do Estado brasileiro.

No entanto, o que nos preocupa e provoca interrogações é a forma não planejada e não dialogada com que esta intervenção foi decretada.

A Nota Técnica do Ministério Público Federal emitida em 20/02/2018 destaca que a intervenção é um mecanismo do federalismo e tem amparo na Constituição Federal. De igual modo, ressalta que uma intervenção federal precisa ser sujeitada, desde a sua elaboração até a sua execução, ao controle político, social e judicial. Não é o que se observa no Decreto 9.288/2018. Soma-se a isso, o fato de que as medidas e a maneira como a intervenção irá ocorrer são ambíguas e carecem de maior detalhamento. A Nota Técnica especifica que a intervenção federal no poder executivo estadual é, por definição constitucional, de caráter civil. Não cabe, portanto, instituir via decreto uma intervenção militar.

Ressalvadas as questões de ordem jurídica, o que muito nos preocupa é o fato de que a intervenção militar está voltada para os morros e periferias do Rio de Janeiro, dando-se a entender que o crime organizado, pessoas em conflito com a lei e o tráfico de drogas são realidades presentes apenas junto à população de baixa renda. A pobreza não é crime e também não induz ao crime. O crime organizado é resultado de teias que possuem variáveis amplas e complexas. Os donos do tráfico não moram nas favelas. Deste modo, construir uma estratégia de enfrentamento à violência e ao tráfico de drogas ou de armas tendo como base o recorte geográfico das comunidades pobres, nos parece uma dissimulação. Tal artifício pode criar a impressão de uma segurança aparente e temporária, mas não resolve a questão da violência, do crime organizado, do tráfico, nem da corrupção policial. A intervenção que resolve a questão da violência em comunidades pobres é a social, uma vez que a pobreza é resultado da ineficiência de políticas de redução da miséria, da ausência de educação e trabalho, da falta de investimento na urbanização das favelas e comunidade periféricas.

O marco geográfico da intervenção federal de caráter militar no Rio de Janeiro reflete o racismo institucional dos órgãos de segurança. A população negra e pobre é a que mais tem sido alvo da ação violenta da polícia. Resultado do racismo nunca superado. A intervenção militar tem abordado preferencialmente pessoas negras, como se uma pessoa, pelo fato de ser negra, automaticamente esteja envolvida no mundo do crime.

Sabemos por experiências históricas que ações autoritárias, não dialogadas, não conduzem à resolução da realidade de violência. Um país economicamente desigual, com baixos níveis de educação, com dificuldade de acesso à saúde, entre outras questões, necessita de transformações estruturais e não da criminalização da pobreza.

Há tempos a sociedade civil cobra do Estado um Plano Nacional de Segurança Pública que considere, entre outras questões, a desmilitarização da polícia, melhor capacitação dos profissionais da segurança pública, condições mais adequadas de trabalho, redução das desigualdades, respeito e cumprimento dos direitos humanos, política de desencarceramento, desarmamento da população civil, entre outras questões. Lamentamos que este Plano é ignorado e que a sociedade civil não tem sido chamada para dialogar sobre a violência e suas resoluções.

Ao contrário, as propostas em curso seguem outro itinerário. Um exemplo são as mudanças nas regras de controle de porte de armas nas residências, local de trabalho, caso a pessoa portadora da arma seja dona do estabelecimento ou em propriedades rurais. Essas alterações são contraditórias com as ações que têm como objetivo a redução da violência, como é o caso do Estatuto do Desarmamento, defendido pela sociedade civil.

Cabe-nos destacar a dúvida em relação ao risco de outros estados sofrerem a intervenção militar, considerando que até o momento a população brasileira não foi devidamente informada das intencionalidades reais deste Plano. Não menos importantes são os altos custos de uma operação desta natureza, em um período em que se tem cortado recursos para a educação e a saúde, além de outras políticas públicas relevantes para se garantir um mínimo de dignidade à população de baixa renda.

Neste tempo de quaresma é difícil ignorar a imagem que melhor caracteriza esta intervenção: militares armados revistando crianças pobres e negras na porta das escolas.

O que esperar do futuro?
Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil – CONIC

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

A "máfia Vip" do Congresso na farsa do julgamento enquanto o povo grita "Fora Temer"





Toledo e as pesquisas municpais. Só dá “Fora Temer”, de Note a Sul

toledoibope
“Pulei” a oportunidade de comentar as pesquisas de intenção de voto para prefeito das capitais, divulgadas anteontem e ontem, por terem pouca relevância do ponto de vista do quadro nacional. São eleições despolitizadas e desmobilizadas como poucas vezes vi em minha vida e, ainda por cima, ao menos no Rio e em São Paulo por candidatos de pouca densidade política, Celso Russomano e Marcelo Crivella, exceto pelo fato de ambos terem mostrado uma enorme capacidade de se desfazerem ao longo da campanha.
O mais interessante nelas, feito ontem pelo colega Fernando Molica no Rio de Janeiro, é analisado nacionalmente hoje pelo ótimo José Roberto de Toledo: qual é o quadro da avaliação de Michel Temer nas principais cidades do país.
E o quadro é tão devastador que Toledo “mata a charada” da ausência do presidente interino dos palanques municipais.  Mais fácil que ser excesso de relo com sua base, é ser falta  de convite, mesmo porque espanta votos.

Temer longe da urna

José Roberto de Toledo, no Estadão
Às vésperas de perder o “interino” de seu título, e em tempo de estrear na política internacional em viagem à China, Michel Temer deve manter-se longe da política local – dos palanques, ao menos. O presidente em exercício anunciou que não fará campanha nas eleições municipais. Foi uma decisão esperta. A julgar pelos resultados das pesquisas Ibope em 22 grandes e médias cidades divulgados esta semana, seria, sim, por falta de convite.
Temer tem saldo negativo de popularidade em 22 das 22 cidades pesquisadas. Em todos elas, as taxas de ótimo e bom atribuídas ao seu governo são menores do que as taxas de ruim e péssimo. O tamanho do buraco varia de município para município, de região para região, mas, sem exceção, mais eleitores desaprovam a gestão Temer do que a elogiam. Logo, sua presença em palanques teria mais chance de atrapalhar do que ajudar um candidato.
É improvável que essa impopularidade onipresente mude em tempo de transformar o futuro ex-interino em um cabo eleitoral para candidatos a prefeito. Seria necessária uma reversão relâmpago da recessão e uma melhoria instantânea das expectativas econômicas para que Temer deixasse de ser um peso na urna.
Mesmo nas metrópoles onde seu partido, o PMDB, tem candidato com chances eleitorais palpáveis, Temer deve manter-se longe de comícios e propagandas na TV ou no rádio. Não apenas porque eventualmente assim prefira, mas porque os marqueteiros teriam um enfarte se precisassem inserilo ao lado do cliente.
Tome-se o caso de São Paulo. Marta, que não quer mais ser chamada de Suplicy, é a candidata peemedebista. Largou em segundo lugar, com 17% das intenções de voto estimuladas no Ibope. Tem boas chances de ir ao 2.º turno. Mas o endosso explícito de Temer não ajudaria em nada essa missão: 41% dos paulistanos acham o governo do interino ruim ou péssimo.
Na verdade, Temer tem uma taxa de ótimo e bom entre os paulistanos tão baixa quanto a do impopular prefeito petista Fernando Haddad: 13%. O saldo de popularidade presidencial em São Paulo é de 28 pontos negativos. E está longe de ser a cidade onde o presidente interino é mais mal avaliado.
No Rio de Janeiro, onde Eduardo Paes (PMDB) pena para eleger o candidato Pedro Paulo (tem 6% de intenção de voto e está em quarto lugar), Temer tampouco ajudaria. Sua popularidade está 30 pontos no vermelho. Ou seja, 25 pontos pior do que a de Paes.
Do Nordeste, então, Temer deve manter mais distância ainda. Em Salvador, ACM Neto (DEM) nada em popularidade. Tem 71% de ótimo e bom. Se a eleição fosse hoje, ele se reelegeria já no 1.º turno com 81% dos votos válidos. Para que arriscar um apoio explícito de Temer, que tem 53% de ruim e péssimo na cidade?
Em Feira de Santana (BA) a situação é igual: o candidato do DEM se reelegeria no 1.º turno e Temer amarga 50% de ruim e péssimo contra 10% de ótimo e bom. A maré de impopularidade presidencial também vai alta em outras cidades nordestinas.
No Recife, o presidente interino tem 48% de desaprovação. São 49% de ruim e péssimo em Teresina, 45% em Aracaju, 44% em Natal, 49% em Fortaleza e 46% em Maceió. Na capital de Alagoas, o governador, filho de Renan Calheiros, é mais popular do que Temer: 32% de ótimo/bom e 25% de ruim/péssimo: saldo de 7.
O fenômeno se repete em outras regiões. Em Belo Horizonte, Temer tem 47% de ruim e péssimo contra apenas 13% de ótimo e bom. Em Porto Alegre, onde o PMDB tem candidato a prefeito, Temer só não é mais impopular do que o governador peemedebista José Ivo Sartori. Tem saldo negativo de 32% contra 43% do governador. O cenário se repete no interior paulista, em cidades como Campinas, Ribeirão Preto, São Carlos, Araraquara e Sorocaba. Lá, Temer é mais mal avaliado do que Geraldo Alckmin (PSDB).
Para sorte do presidente, não há eleição municipal em Brasília.