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quinta-feira, 14 de setembro de 2017

The Intercept - Corruptômetro de setembro: quanto dinheiro é suspeito de ter sido usado para pagar propina


Foto: divulgação Polícia Federal


Gráfico interativo de The Intercept Brasil detalha casos, cujos andamentos serão verificados em setembro de 2018.

Artigo de  

AS IMAGENS DE malas recheadas de dinheiro num apartamento em Salvador que teria sido usado pelo ex-ministro Geddel Vieira Lima, do PMDB, foram a cereja estragada que faltava no amargo bolo da corrupção. Notas e mais notas que demoraram horas para ser contadas deram a impressão de que atingimos em setembro de 2017 o auge de um escárnio que parece não ter fim.
The Intercept Brasil disponibiliza aos leitores um gráfico interativo onde elenca os valores envolvidos em investigações – operações, inquéritos e denúncias – de casos de corrupção divulgadas neste mês emblemático pelo Ministério Público ou pela polícia. Para que se possa ter uma ideia do tamanho do possível estrago, os números foram comparados  aos custos para realizar ações nas áreas de saúde, educação e assistência social.
O levantamento inicial foi feito até esta quarta (13), quando a reportagem foi ao ar, e o “corruptômetro” marcava mais de R$ 2,8 bilhões. Se surgirem novos casos que já envolvam estimativa de valores suspeitos, o gráfico será atualizado. O limite das atualizações é o fim de setembro.
A reportagem com o gráfico poderá ser acessada na página de The Intercept Brasil até setembro de 2018, quando informaremos que fim levaram as investigações; se as suspeitas em torno dos desvios se confirmaram; como estão os acusados; e se algum dinheiro efetivamente retornou aos cofres públicos.
Confira abaixo os gráficos com a soma dos valores e o detalhamento dos casos:


Colaborou com infografia: Raquel Cordeiro

ENTRE EM CONTATO:


Helena Borgeshelena.borges@​theintercept.com@HelenaTIB

Ruben Bertaruben.berta@​theintercept.com@ruben_berta

quinta-feira, 18 de maio de 2017

The Intercept: Denúncias (outras mais) acuam Michel Temer e sociedade esclarecida pede Diretas Já! (enquanto fascistas pedem intervenção militar)



Oposição protocola pedidos de impeachment e pressão por renúncia cresce no Congresso.

Segue artigo de George Marques, publicado no The Intercept:



DENÚNCIAS ACUAM MICHEL TEMER, E SOCIEDADE PEDE DIRETAS JÁ


MENOS DE UMA SEMANA depois de comemorar o aniversário de um ano na Presidência da República, Michel Temer testemunha a ruína de sua gestão. A revelação do jornal O Globo na noite desta quarta-feira (17) de que ele teria encorajado a compra do silêncio do deputado cassado Eduardo Cunha disparou uma corrida de deputados da oposição para protocolar pedidos de impeachment, e foi instalada uma pressão no Congresso para que Temer renuncie ao mandato. Evitando se expor publicamente, a base do governo apenas demonstra perplexidade. Nos bastidores, porém, partidos aliados do Planalto, como PSB na Câmara, falam em romper com o governo em definitivo.
Nas últimas semanas, Temer tentava de tudo para fortalecer sua base de apoio e aprovar as reformas trabalhista e previdenciária. Se as medidas, sem o apoio popular, já tinham um custo amargo para os congressistas, com as denúncias caindo diretamente sobre o Planalto, agora, mais do que nunca, elas estão ameaçadas. Além do Congresso, manifestações já foram convocadas em diversas cidades do país, e a renúncia começa a se formar no horizonte como a saída mais provável. O clima de caos tem motivo e endereço certo: Esplanada dos Ministérios, Praça dos Três Poderes, terceiro andar do Palácio do Planalto, gabinete presidencial.
Assim que o conteúdo das gravações feitas por Joesley Batista, um dos donos do grupo JBS, foi divulgado, panelaços e buzinaços contra o governo voltaram a incomodar os ocupantes temporários do poder. Uma análise feita pelo professor da Universidade Federal do Espírito Santo Fábio Malini sobre os processos de interações nas redes sociais mensurou que o termo #DiretasJá entrou no discurso da população brasileira.
Ainda na noite de ontem, deputados da oposição subiram à tribuna e exigiram que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM/RJ), instalasse imediatamente uma comissão para analisar o impeachment de Temer. Todas as sessões da Câmara e do Senado foram canceladas. Maia, que é o primeiro na linha sucessória presidencial em caso de vacância, evitou a imprensa e saiu às pressas para o Palácio do Planalto.  




Confusão em frente ao Palácio do Planalto. Buzinaços e pedidos de "Fora,Temer"
O primeiro a protocolar na Câmara um pedido de impeachment contra Temer foi o deputado Alessandro Molon (Rede/RJ). Outros partidos de oposição também articulam novos pedidos nesta quinta-feira (18) contra o presidente.

Delações enfraquecem PSDB

As gravações de Joesley também atingiram o coração do tucanato mineiro ao apontarem que o senador Aécio Neves (PSDB/MG) teria pedido ao empresário R$ 2 milhões para custear a sua defesa na Operação Lava Jato. Na manhã desta quinta, o Supremo Tribunal Federal determinou que ele seja afastado do mandato. A irmã de Aécio, Andrea Neves, foi presa, e foram cumpridos mandados de busca e apreensão em propriedades dos dois.
Por ser senador, o pedido de prisão de Aécio deveria ser aprovado pelo STF, e não foi. O ministro Edson Fachin negou a solicitação da Procuradoria-Geral da República e afirmou que não levará pedido a plenário, a não ser que Rodrigo Janot recorra da decisão. O Brasil vive neste dias sua primavera pós-golpe.
No PSDB a percepção majoritária é de que “o governo acabou” e que Aécio será retirado da presidência do partido ainda hoje. O tucano Carlos Sampaio (SP) será o novo presidente da legenda. Políticos do partido avaliam a situação do senador como insustentável e que arranha a imagem do partido.

Eleição direta ou indireta?

Segundo a Constituição Federal, em casos de afastamento ou renúncia de Temer, O Congresso teria 30 dias para convocar uma eleição indireta para a Presidência. Enquanto isso, quem ocuparia o cargo seria o próximo na linha sucessória: o presidente da Câmara. No entanto, Rodrigo Maia é investigado na  Lava-Jato e, caso venha a se tornar réu, não poderia assumir o poder, segundo entendimento do STF. A mesma implicação cai sobre o presidente do Senado, Eunício Oliveira, que seria o segundo na linha de sucessão.
Desenha-se em Brasília que a presidente do Supremo, Cármen Lúcia, a terceira na linha sucessória da Presidência da República, seria a pessoa com autoridade moral e política para conduzir os rumos do país.
Ciente da gravidade da situação e das dúvidas jurídicas sobre o caso, o deputado Chico Alencar (PSOL/RJ) pediu que a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara aprecie uma Proposta de Emenda à Constituição do deputado Miro Teixeira (Rede/RJ) que propõe eleições diretas, mesmo em caso de afastamento do presidente nos dois últimos anos de mandato.




Republica em chamas 🔥: Deputado @depChicoAlencar pede que CCJ da Camada coloque em pauta o quanto antes PEC sobre eleições diretas: 📹

ENTRE EM CONTATO:


George Marquesgeorge.marques@​theintercept.com@georgmarques

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

'The Wall Street Journal': "Situação política para Temer é muito negativa", diz analista


Reportagem fala sobre situação delicado do presidente Michel Temer

Jornal do Brasil
Matéria publicada nesta quarta-feira (14) pelo The Wall Street Journal conta que um assessor do presidente brasileiro, renunciou em meio a diversas reportagens onde comenta-se pagamentos ilegais da construtora Odebrecht SA a ele.
Reportagem diz que este é outro golpe para  Michel Temer, enquanto trabalha para impulsionar reformas econômicas impopulares no Congresso.
Journal acrescenta que José Yunes, que até quarta-feira foi era "conselheiro especial" de Temer, está entre vários funcionários proeminentes que, segundo notícias, foram nomeados em um acordo de barganha por um ex-funcionário da construtora Odebrecht. 
Organizações de notícias locais disseram que parte de um pagamento ilícito de 10 milhões de reais (US $ 3 milhões) ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro de Temer foi entregue ao escritório de Yunes, descreve o texto do WSJ.
Reportagem destaca que a administração de Temer foi abalada no fim de semana por relatos de que o próprio presidente solicitou os 10 milhões de reais da Odebrecht
Reportagem destaca que a administração de Temer foi abalada no fim de semana por relatos de que o próprio presidente solicitou os 10 milhões de reais da Odebrecht
Em sua carta de demissão, Yunes rejeitou os relatos "incriminatórios" e expressou indignação por ter seu nome denegrido. Ele negou qualquer irregularidade, e o escritório do presidente Temer se recusou a comentar a investigação, de acordo com o jornal norte-americano.
O diário destaca que a administração de Temer foi abalada no fim de semana por relatos de que o próprio presidente solicitou os 10 milhões de reais da Odebrecht, uma acusação que o presidente negou, dizendo que as doações feitas a seu partido pelo construtor foram todas realizadas por transferência bancária e registradas com autoridades eleitorais.
A renúncia de Yunes é uma nova complicação para o presidente, assim que conseguiu reformas econômicas por meio do Congresso, disse Rafael Cortez, especialista em ciência política da consultoria Tendencias em São Paulo.
"A situação política para Temer ainda é muito negativa", disse Cortez. 
"Pesquisas recentes mostram que ele tem pouco apoio, o que cria preocupações entre os mercados" sobre sua capacidade de obter uma legislação aprovada.
A lei de limite de gastos "foi o primeiro passo, mas não será suficiente se não for acompanhada pela reforma das pensões", disse Cortez.