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sábado, 29 de fevereiro de 2020

18 de Março: pós-graduandos voltam às ruas em defesa da ciência e do Brasil e contra o fascismo, o militarismo e o milicianismo bolsonarista que está desmontando o Brasil para entregar aos interesses das elites, por Flávia Calé



Nossa agenda estará centrada na recomposição de todas as bolsas de estudo cortadas e na campanha nacional pelo reajuste das bolsas de estudo.

18 de Março: pós-graduandos voltam às ruas em defesa da ciência e do Brasil

por Flávia Calé, no GGN

O fomento à pesquisa científica e à pós graduação é um dos principais gargalos do país, fruto da política de desmonte da educação operada pelo MEC tendo à frente o ministro Weintraub. Entre os cortes feitos em 2019 e a luta empreendida pelos jovens pesquisadores brasileiros para revertê-los, ainda resta um déficit de 7.590 bolsas, que foram suprimidas do sistema de pós graduação brasileiro. 
Os dados divulgados pela Folha de São Paulo (17/02), em matéria do jornalista Paulo Saldaña, escancaram os reais impactos da política de desinvestimento na educação e na ciência e revelam a contradição, ou melhor dizendo, a farsa do discurso que o MEC tem feito para justificar tais medidas.
A primeira incoerência diz respeito à falsa contradição sobre os montantes de recursos destinados às áreas de humanidades ou exatas. Apesar de o ministério alegar que a realocação de bolsas deve privilegiar as áreas duras, na prática isso não se verifica, já que foram as engenharias que sofreram as maiores baixa. Nós acreditamos que todas as áreas do conhecimento são fundamentais para o desenvolvimento de qualquer nação, devendo os investimentos serem distribuídos de forma equilibrada e coerente com um projeto nacional.
A segunda se encontra no âmbito dos critérios utilizados para se promover esses cortes. Conforme alertamos, a política de extinção linear e sumária das bolsas dos programas 3, 4 e 5 afetou principalmente as regiões em que a pós graduação é menos consolidada, mas possui grande impacto local, o que ampliará as tão nefastas assimetrias regionais. O Nordeste foi o mais afetado, proporcionalmente, pelos cortes de bolsas de estudo, com uma redução de 12%. 
Do ponto de vista do tipo de bolsas cortadas, 64% estão no mestrado e 30% no doutorado. Esse dado pode evidenciar também um outro objetivo subterrâneo: o gradativo corte no financiamento dos mestrados, sob a falaciosa alegação de que o Brasil tem muitos mestres e tais cursos não são mais necessários. Podem estar mirando, portanto, o seu fim.
Além de cumprir um papel importante na formação do pesquisador, de maturação de pesquisas e levantamento e coleta de dados nas distintas áreas, os mestrados também cumprem papel para o fortalecimento e qualificação de profissionais dos serviços públicos brasileiros, com destaque para as áreas de educação e saúde. O desmonte dos metrados seria trágico para o país. 
O ano de 2020 se inicia com uma dramática marca. Completamos 7 anos sem reajuste das bolsas de estudo no país. Isso tem levado a uma queda na procura pela pós-graduação e um desestímulo aos jovens que buscam na ciência uma possibilidade de carreira. É cada vez maior o número de pesquisadores que deixam o país para exercerem suas vocações em outros locais, assim como é crescente o número de pessoas de alta qualificação que só conseguem alocação em trabalhos precários. 
Nossa agenda estará centrada na recomposição de todas as bolsas de estudo cortadas e na campanha nacional pelo reajuste das bolsas de estudo. Além disso, estaremos firmes e vigilantes em defesa do sistema nacional de ciência e tecnologia, combatendo os intentos de fusão da Capes e CNPq, assim como a nefasta PEC 186, que revoga os fundos estabelecidos em lei, entre eles o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Ciência e Tecnologia. 
A mobilização da sociedade também será necessária para impedir mais retrocessos sociais, como a desvinculação de recursos para a educação e a saúde e a perda de direitos dos servidores públicos, ataques que o governo levou ao Congresso através de outras emendas constitucionais e do chamado projeto da reforma administrativa. 
Dia 18 de março reiniciamos nossa jornada nas ruas pela mudança desse cenário de desmonte conduzido por um governo obscurantista e lesa pátria. Apenas unidos conseguiremos mudar a rota da desesperança e reconstruir o Brasil dos nossos sonhos, com desenvolvimento e felicidade para nossa gente. Fora Weintraub!
Flávia Calé é mestranda em História Econômica na USP e presidenta da ANPG

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domingo, 20 de março de 2016

Brasileiros no exterior protestam em defesa do governo e da democracia


Protestos ocorreram em ao menos 4 cidades na Europa e em Nova York.
Faixa exibida em Paris dizia 'Golpe não! Ditadura nunca mais'.


18/03/2016 18h46 - Atualizado em 19/03/2016 12h46

Brasileiros no exterior protestam em defesa do governo e da democracia

Protestos ocorreram em ao menos 4 cidades na Europa e em Nova York.
Faixa exibida em Paris dizia 'Golpe não! Ditadura nunca mais'.

Do G1, em São Paulo
Manifestantes pela democracia em Nova York (Foto: Lívia Sá/Divulgação)Manifestantes pela democracia em Nova York (Foto: Lívia Sá/Divulgação)
Em pelo menos quatro cidades da Europa e em Nova York, nos Estados Unidos, brasileiros se manifestaram nesta sexta-feira (18) em defesa da democracia no Brasil, em meio à crise política que abala o segundo mandato de Dilma Rousseff. Nas redes sociais, brasileiros postaram fotos de protestos realizados em LisboaParisLondres e Berlim e na cidade norte-americana.
Em Nova York, cerca de cem pessoas foram para Union Square protestar empunhando cartazes com frases como "nós amamos a democracia" "1964 nunca mais" e "cultura contra o golpe". Um jovem também serviu pão com mortadela para ironizar os grupos pró-impeachment que criticam os manifestantes de classe baixa.
"Discursamos contra um possível retrocesso e contra um possível golpe. O próximo passo é começar grupos de estudos por aqui para termos um debate mais profundo sobre tudo que está acontecendo aí", disse a fotógrafa e cineasta Lívia Sá.
A brasileira Nina Santos, doutoranda em Paris, na França, conta ao G1 que um grupo de cerca de 100 pessoas se reuniu em uma praça ao lado coonsulado geral do Brasil em Paris para o protesto. O evento foi organizado pelas redes sociais e defendeu a democracia, a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Na capital francesa, uma grande faixa foi exibida com os dizeres "Golpe não! Ditadura nunca mais".

Em Lisboa, Portugal, cerca de 70 pessoas se reuniram no Largo de Camões com faixas em defesa da democria. Os manifestantes defenderam que Dilma termine seu mandato, mas o protesto não teve viés partidário.
Manifestantes protestam nesta sexta em defesa da democracia no Brasil no Largo Camões, em Lisboa (Foto: Rafael Madeira)Manifestantes protestam nesta sexta em defesa da democracia no Brasil no Largo Camões, em Lisboa (Foto: Rafael Madeira)
A cineasta Julia Medeiros, que participou do evento, diz que alguns portugueses e angolanos se juntaram ao protesto, que foi organizado pelas redes sociais. Entre os brasileiros, participaram futuros doutores bolsistas do programa Ciências sem Fronteiras, segundo ela.
"Apareceram algumas pessoas gritando palavras de ofensas para nós. Um deles era um brasileiro que mora aqui e outros eram turistas", afirma. "Mas no geral foi bem tranquilo o clima, porque ninguém aceitou provocação", diz.

De Londres, no Reino Unido, o brasileiro Maurício Moraes conta que algumas pessoas que estavam na embaixada do Brasil resolveram se manifestar, em um protesto que não foi combinado previamente. Os cartazes diziam "Londres não quer golpe no Brasil" e "Democracia e Legalidade, #GolpeNuncaMais".
O jornalista André Lobato que também participou do protesto espontâneo diz que está assustado com os últimos acontecimentos da crise política. "Acho que para quem tá aqui, onde mal ou bem as forças políticas se respeitam e tem uma televisão pública que preza - com críticas ou elogios - o debate público, fica muito difícil ver o que está acontecendo com o Brasil e não se assustar", afirmou.
Manifestantes pela democracia em Nova York (Foto: Lívia Sá/Divulgação)Manifestantes pela democracia em Nova York (Foto: Lívia Sá/Divulgação)
Manifestante serve pão com mortadela em protesto pela democracia em NY (Foto: Lívia Sá/Divulgação)Manifestante serve pão com mortadela em protesto pela democracia em NY (Foto: Lívia Sá/Divulgação)
Mauricio Moraes (esquerda) e outras pessoas que estavam na embaixada no Brasil nesta sexta protestam em Londres em defesa da democracia no Brasil (Foto: Mauricio Moraes)Mauricio Moraes (esquerda) e outras pessoas que estavam na embaixada no Brasil nesta sexta protestam em Londres em defesa da democracia no Brasil (Foto: Mauricio Moraes)

Manifestações no Brasil
No Brasil, 24 estados e o Distrito Federal realizam atos a favor do governo Dilma, de Lula e do PT. Até às 18h50 desta sexta, as manifestações pró-governo no Brasil reuniram 667 mil pessoas, segundo organizações.

Os atos desta sexta acontecem depois que milhões de pessoas foram às ruas de diversas cidades na últimas quarta e quinta-feira para protestar contra o governo, a nomeação do ex-presidente Lula como chefe da Casa Civil e a favor do impeachment de Dilma.

Os protestos contra o governo foram convocados, segundo os organizadores, após o anúncio de que Lula assumiria a Casa Civil e da divulgação dos grampos telefônicos de conversas do ex-presidente Lula com aliados - entre eles, um diálogo com a presidente, que provocou reação imediata nos meios políticos e nas ruas.

Dilma classificou de 'grampo ilegal' a interceptação telefônica e criticou ainda o que chamou de "vazamentos seletivos".

sábado, 19 de março de 2016

Esqueçam o PiG (Partido da imprensa Golpista): 500 mil pessoas na Paulista e não vai ter golpe, por Renato Rovai

Não vai ter golpe e não vai ter golpe.
Eles vão tentar esconder a grande vitória das manifestações de hoje de você.
Eles vão querer te dizer que a Globo, o Moro e o Gilmar Mendes é que mandam no país.
Eles vão querer te dizer que o Brasil é só branco e que todo mundo tem babá.
Eles vão querer fazer de conta que na Paulista não tinha nem 100 mil pessoas hoje (kkkk).
Eles vão ignorar o Recife, Fortaleza, Salvador, Belém e todas as outras grandes cidades brasileiras.
Eles vão querer te convencer que o Brasil é só de brancos e classe média.
Ele vão querer fazer de você um idiota.
Mas não é assim que as coisas funcionam.
Hoje tinha negros, operários, professores, muitos e muitos estudantes, gays, lésbicas e até brancos classe média.
O Brasil profundo estava nas ruas hoje.
E por isso, do lado deles tem um monte de gente fazendo contas.
Aqueles que não são brucutus e estão do lado de lá pararam para pensar.
Se eles atropelarem a democracia, o país vai entrar numa guerra civil. Vai virar um inferno.
Algo que não interessa a ampla maioria da população.
E que não deveria ser o objetivo daqueles que tem um pingo de responsabilidade política.
Já escrevi aqui e repito, O futuro do Brasil não se decidia no dia 13, mas no dia 18.
E hoje houve resistência. Houve luta. Houve povo.
É preciso pensar no que aconteceu hoje,
É preciso refletir na quantidade de pessoas que foi às ruas depois do massacre midiático dos últimos meses.
Até porque, depois do golpe sempre tem o dia seguinte.
E esses que hoje parecem fortes, serão expurgados e derrotados em dois meses pela direita raivosa.
Porque só ela, com seus instrumentos de força terá capacidade de enfrentar as ruas.
Moro não aguenta esse país por 15 dias.
Esse país é muito maior do que República de Curitiba.
E se quiserem transformá-lo num quintal de abutres, vão se dar mal.
Hoje o povo mostrou que o golpe é só a loucura daqueles que não conhecem o Brasil.
Eles estão loucos, mas terão de se curar.
PS: Pra pensar, Lula foi ovacionado hoje na Paulista. Aécio e Alckmin foram expulsos no domingo.
Texto: Renato Rovai
Foto: Ricardo Stuckert/ Instituto Lula

Luis Nassif faz, em vídeo, uma análise da conjuntura do Golpe elitista e das passeatas e manifestações populares do dia 18 de março


Segue-se vídeo onde o jornalista e comentarista político Luis Nassif faz uma análise do jogo politico e dos acontecimentos do dia 18 de março (a análise, em si brilhante, começa após algum tempo de teste do autor com os testes na gravação do vídeo, no tempo 1:14):