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quinta-feira, 30 de julho de 2015

Paradigmas, modelagem de mentalidades, capitalismo e a possibilidade de uma mudança de tudo isso em um excelente vídeo crítico.




Segue um vídeo (com a narração transcrita textualmente abaixo) para a reflexão sobre a questão de como o sistema ocidental levou a humanidade a uma sinuca e ao perigo do extermínio em prol do bem de uma minoria. Veja, pense, reflita e tire suas próprias conclusões. A ficha técnica do vídeo está ao fim do texto.




A Mentira em que vivemos e a Revolução do Amor.
Neste momento você poderia estar em qualquer lugar, fazendo qualquer coisa. Em vez disso está sentado sozinho diante de uma tela.
Então o que está nos impedindo de fazer o que queremos, estar onde queremos estar?
Cada dia acordamos no mesmo quarto e seguimos o mesmo caminho, para viver o mesmo dia que vivemos ontem.
Antes nossos dias eram atemporais, agora nossos dias são programados.
É isso que significa ser evoluído?
Ser livre?
Mas nós somos realmente livres?
Você pode escolher esculpir o seu próprio caminho ou seguir a estrada que inúmeros outros já seguiram.
A vida não é um filme.
O roteiro ainda não foi escrito.
Nós somos os escritores.
A humanidade está prestes a sofrer uma revolução surpreendente.
Muitos foram chamados para essa revolução, mas poucos entendem o que realmente significa.
Esta revolução que está vindo é parte de uma grande progressão para um despertar de proporções assustadoras.
O que a humanidade está prestes a tornar-se é inconcebível para você agora, mas estamos aqui para ajudar a fazer essa transição um pouco mais fácil.
Quando você liberar as energias conscientes de amor, então, pela segunda vez na história do mundo, a humanidade terá descoberto o fogo.
É A REVOLUÇÃO DO AMOR!
O amor que alimenta essa revolução começa com você.
Seja a mudança que você quer ver!

"A verdadeira revolução não é revolução violenta, mas a que se realiza pelo cultivo da integração e da inteligência de entes humanos, os quais, pela influência de suas vidas, promoverão gradualmente radicais transformações na sociedade"
( Jiddu Krishnamurti )

CRÉDITOS
The Lie We Live - Spencer Cathcart
We Are From the Future - Garret LoPorto
Onde Está o Amor – Trecho – Deivison Pedroza
NARRAÇÃO
Dilson Campos
MÚSICAS
Alliance - Iron Dragon
Dynasty - Initiative CMX
Above All - Petteri Sainio
Overcome Anything - Immediate Music
Paradise Lost - Confidential Music
Heart of the Rebellion - Fan Boys CMX
Freur Doot - Cover
EDIÇÃO
Photo Amaral

quinta-feira, 28 de abril de 2011

A verdade que os militares do Brasil não gostam....



Carlos Antonio Fragoso Guimarães

Diferentemente da Argentina, que fez filmes e peças maravilhosas revelando a crueldade da ditadura militar ocorrida lá no lado portenho - o que no final logou por na cadeia criminosos tais quais o General Videla -, ou no Chile cujos autores, como Isabell Allende, fez dos seus romances armas de esclarecimento mundial e que ganharam as telas (A Casa dos Espíritos, De Amor e de Sombras), no Brasil falar sobre os crimes de militares e de canalhas sádicos atuantes no DOPS e no DOI-CODI causa "chiliques" em culpados e é ainda tabu, apesar da Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA já ter dito duas vezes que a tal "Lei" da Anistia, que protege esses criminosos, não tem validade contra crimes contra a humanidade (torturas e assassinados oficiosos em um estado de excessão) e o Brasil deve sim abrir os arquivos da Ditadura.

Foi só uma novela aparecer com o tema ("Amor e Revolução", do SBT) para que algumas de suas excelências da caserna se sentissem agredidos. Ora, agredidos foram os estudantes, os intelectuais, a democracia e a inteligência nacional com o golpe,cujas más-consequencias e rios de sangue ainda repercutem em nosso país. Quem não sente vergonha ao tratamento dados pelos ditadores a um Paulo Freire, a um Darcy Ribeiro, a um Hélio Fernandes, a um Geraldo Vandré ou a um Dom Hélder Câmara? Por que, ao contrário da Argentina, do Chile, do Uruguai, do Paraguai, o Brasil não pode enfrentar a verdade dessa "pagina infeliz de nossa História"?

Os porões da ditatura, com seus "paus-de-arara" e suas "cadeiras do dragão" já eram conhecidos e comentados na Europa, como prova o excelente filme (francês) de Costa-Gavras, "Estado de Sítio", de 1973, que fala muito sobre as torturas correntes no Brasil, mostrando mesmo militares assistindo a um "show" de tortura, sob instrução de agentes dos EUA, tendo por trás a bandeira do Brasil.

Na verdade, seria mesmo um resgate e um serviço às Forças Armadas mostrar e provar que não eram todos os militares que concordaram com o Golpe e seus métodos, tendo alguns deles mesmo sido "afastados" das três armas por serem oposicionistas tanto ao Golpe Militar quanto das tortura, senão diretamente praticadas, estimuladas pela linha-dura fardada de extrema direita, contra civis.

Sobre a celeuma causada em alguns pela novela Amor e Revolução, enfim, segue trecho de uma reflexão do escritor Walcyr Carrasco, autor de novelas da Globo, extraído de seu blog:

Que mania temos de esconder tudo embaixo do tapete!

A novela “Amor e Revolução”, de Tiago Santiago (SBT), mal estreou e já causou apreensão entre os militares. O Judiciário não aceitou o questionamento da novela. Mas houve uma tentativa de tirar a novela do ar. Eu me pergunto: qual o problema? Já se sabe que houve tortura durante o governo militar. Temos uma presidente que foi, ela própria, vítima da tortura. Então, por que a oposição dos militares a uma novela que quer, simplesmente, retratar um momento da História?

Os governos militares e a guerrilha produziram obras de arte de alto nível em países próximos. O filme argentino “A História Oficial” ganhou o Oscar de melhor filme estrangeiro. A chilena Isabel Allende escreveu livros de reconhecimento internacional, como “A Casa dos Espíritos” e “De Amor e de Sombras”. E nós? Basta alguém tocar no tema e lá vem uma minicrise. Mas como projetar o futuro sem avaliar o passado?

Eu conheço jovens que não tem a menor idéia do que foi a Ditadura Militar. Pessoas sem consciência do que foi o país é que votam num palhaço para parlamentar, como se isso fosse engraçado. Não sabem valorizar a Democracia, que, com todos os seus problemas, ainda é a Democracia.