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sábado, 22 de março de 2014

Fotos do Fracasso da Marcha da Família Alienada Coxinha pelo Brasil

Algumas fotos do "sucesso" Histórico da Marcha da Família Coxinha, a farsa, 50 anos depois da primeira e com o mesmo propósito antidemocrático de retroceder o Brasil e apelar para a volta da Ditadura Assassina:

1º A Multidão "Marchando" em Floripa (e parando o tráfego):


2º A Imensidão da "Marcha" em Pernambuco (sem o apoio de Deus):


3º Os sete "esclarecidos" que participaram da "Marcha da Família" Alternativa no Ibirapuera, São Paulo, marchando para entregar uma apelo aos militares pela volta do Golpe:


4º Uma Multidão Incalculável de nove pessoas apelando-se enfaticamente pela volta dos Militares em Natal, Rio Grande do Norte:


5º Em Belo Horizonte o número de 50 "iluminados" Machadores  que, praticamente, fizeram tremer o chão :




E, agora, a comparação da Macha da Família  na sua origem, no Centro de São Paulo, com suas, talvez (numa super estimativa), 700 pessoas (sendo a maioria PMs e jornalistas. Segundo o G1, o Centro de Operações da PM contabilizou, entre os manifestantes reais, meros 500 exaltados, sendo quatro deles presos), com os mais de dois mil participantes da Marcha Anti-Fascista, também efetuada em São Paulo e contra a manifestação retrô do das "Famílias" que acham que Deus apoiaria uma nova ditadura, como se as feridas e torturas da anterior ainda não devessem ser tratadas:



Encerrando, o resumo da "Ópera Bufa", ou da Marcha da Família Alienada, na excelente comparação do comentarista político Bob Fernandes. Após a foto, reflexões do jornalista Mauro Donato, que acompanhou a movimentação "esclarecida" e "equilibrada" dos coxinhas no local, sobre o surrealismo da segunda edição da "Marcha":


Vejamos o comentário de Bob Fernandes sobre o fracasso da "Marcha" e, de quebra, a espetacularização da mídia do caso Pasadena-Petrobras para uso político da direita:




 E, agora, avaliação de Mauro Donato sobre a Marcha do fascismo com o nazismo:

A Marcha da Família em São Paulo foi o encontro das senhoras de Santana com os skinheads

"Ou pensa igual a mim ou lhe quebro a cara"
Texto de Mauro Donato



Enfim, não é uma lenda urbana. Eles existem. E não são 500, como emissoras de TV disseram. O final da Marcha da Família com Deus na Praça da Sé tinha cerca de mil integrantes ou mais. O que, se não é muito, também não é pouco.
Trata-se de um pessoal que tem uma visão no mínimo exótica sobre como se toca uma nação. Fiquei a me perguntar se com suas empresas alguns deles agiriam da seguinte maneira: “Bom, os negócios não vão bem. Chamem o pessoal da segurança e vamos colocar a administração nas mãos deles.” É essa a brilhante ideia?
Pois foi unânime o pedido de intervenção militar já. E demais pautas típicas. Contra a corrupção, fora PT, fora Dilma, Lula na cadeia, cadeira elétrica aos mensaleiros.
Que quem é contra deve ir para Cuba ou Venezuela. É o “ame-o ou deixe-o” reeditado.
Senhoras, senhores, representantes da maçonaria, da igreja católica, skinheads e integralistas. Caras pintadas e roupas verde-amarelas. Discursos inflamados a respeito da existência de um grande complô comunista em andamento. Faixas em apoio à manutenção da militarização das polícias. Hino nacional na concentração e durante todo o trajeto.
Mas nem tudo é paz para a família e seus deuses.
Desde o início, na Praça da República, abordagens altamente intimidadoras contra quem estivesse de camiseta vermelha ou preta terminavam em conflito. A polícia precisou agir várias vezes e retirar o “estranho no ninho” que, cercado, ouvia os gritos de “Fala agora que a polícia não protege, comuna filho da puta.”
Conflitos que durante o trajeto ganharam contornos ainda mais sinistros. A família tem tolerância zero. Em frente à faculdade de direito no Largo São Francisco, uma dupla de amigos encenou um apoio à causa gay. Foram agredidos a pontapés e tiveram seus cartazes rasgados. A agressão só não terminou em algo pior devido à proteção da imprensa.
Mas na Sé outras brigas, feridos e pelo menos uma detenção evidenciaram o enorme desrespeito pelas diferenças. “Ou pensa igual a mim ou lhe quebro a cara.” No Anhangabaú, um grupo de fãs do Metallica a caminho do show foi confundido com black blocs (roqueiros vestem-se de preto, filhos de família não). Foi preciso muita gritaria para que não fossem linchados.
Não ocorreu o aguardado confronto entre as duas manifestações (uma antifascista havia saído da mesma Sé, mas rumou em outro sentido). Sorte. A “segurança” da Marcha da Família estava com sangue nos olhos. Os mastros das bandeiras eram de ferro.
A todo instante os carecas criavam uma tensão no ar com boatos sobre o iminente confronto com black blocs que estariam a caminho. Por fim, simularam estar indo embora mas foram acompanhados de perto por 4 ou 5 jornalistas. Dentro do vagão, um contínuo cochichar entre eles deixou passageiros temerosos. Em determinado momento, tomaram conta de todas as portas e saíram apenas durante o sinal sonoro, permanecendo ainda em frente na plataforma para que não mais os acompanhássemos. Estava nítido que não estavam indo embora, a caça aos black blocs iria prosseguir sem a presença da imprensa.
Em 1964, quinhentas mil pessoas fizeram exatamente o mesmo trajeto da praça da República até a Sé e, poucos dias depois, deu no que deu.
Desta vez foi modesto, porém ocorreu em várias cidades do país e tem um agravante para os dias atuais: eles também saíram do Facebook.


A Marcha da Família Coxinha Golpista junto com o Diabo da Alienação



Marcha da Família Primitiva pelo Retrocesso:



Marcha das Elites Conservadoras pela volta da Tradição dos 500 anos de Exploração:






domingo, 16 de março de 2014

A nova e farsante edição da "Marcha da Família com Deus pela Liberdade", tal qual a primeira, revela a faceta hipócrita e autoritária de uma parte pífia da sociedade


Carlos Antonio Fragoso Guimarães


    A primeira "Marcha da Família" foi uma reação de uma elite conservadora que não via com bons olhos as propostas progressistas do Presidente João Goulart, expressas no Comício da Central do Brasil do dia 13 de março de 1964. Instigados por vários setores reacionários e grupos conservadores, entre eles o Ipes (Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais), financiando pelos EUA, a direita se organizou para fazer uma Marcha conservadora de protesto a Jango, embora o grosso da população visse com bons olhos a proposta do presidente.

    Os quarteis, já há anos conspirando contra a democracia e os presidentes Vargas e JK até chegar a Jango, com incentivo e apoio dos Estados Unidos que não viam Jango com bons olhos, viram na tal "Marcha com Deus" o pretexto para lançar um Golpe Militar que lançaria o Brasil em 21 anos de Ditadura, com consequências funestas até hoje.

   Agora, 50 anos depois, embora o mundo e o Brasil tenham mudado, o mesmo ranço autoritário, imbecilizante e elitista que só aceita a democracia quando esta funcione em acordo com seus interesses, com o apoio de uma mídia empresarial golpista, quer reeditar uma nova edição da Marcha, mesmo sabendo que muito mais que metade da população é a favor do governo democrático e legitimamente eleito de Dilma Roussef.

   A proposta de alguns dos extremistas desta segunda edição é de uma nova intervenção militara golpista, e de outros, uma tentativa de enfraquecer a força eleitoral do PT, buscando uma chance de um segundo turno nas eleições de 2014. De qualquer modo, é chocante que a história que, na primeira vez, se transformou em tragédia, agora seja uma farsa perigosa calcado em uma mentalidade tacanha, apoiada pelo pior da sociedade, indo dos fundamentalistas evangélicos pentecostais a ultra-direitistas pró-fascismo.

  É interessante notar que uma das "cabeças" responsáveis pela criação da segunda edição da "Marcha", Bruno Toscano Franco, que a Folha de São Paulo (que apoiou vivamente a primeira Marcha e a derrubada de Jango) destacou em uma matéria publicada ainda hoje, seja reconhecido nas redes sociais pelas ameaças que faz a quem for de esquerda ou simplesmente seja a favor do governo, ameças que vão da morte ao incentivo ao uso de bombas e armas contra o que ele chama de "ditadura comunista" (além de ameaçar igualmente nordestinos, homossexuais, críticos da direita e da ditadura, ou seja, apresentar todos os sintomas, por ignorância, má-fé, deformação ou convicção, que são característicos de sociopatia fascista). Bruno Toscano Franco, o ameaçador da internet alçado a cidadão contrariado pela Folha, responde à processo junto à 1ª Vara Criminal de São Paulo, processo  de nº00006262820148140401 (clique no número para conferir).

  Outro  "exemplo" que também aparece como apoiador da farsa da nova "Marcha" é o já conhecido Maycon Freitas, aquele mesmo dublê da Globo, que a Veja alçou a herói da direita ano passado, nas manifestações de julho, como símbolo da juventude "esclarecida", mas que logo foi desmascarado como um factoide fabricado pela - há muito - não confiável revista dos Civitas.
    
  Veja-se mais sobre os cabeças da "Marcha",  Bruno e Maycon, o artigo esclarecedor de Miguel do Rosário intitulado "O que a Folha não deu sobre os organizadores da nova Marcha da Família". Veja o que a "cabeça organizadora da Marcha" fala dos nordestinos: