Algumas fotos do "sucesso" Histórico da Marcha da Família Coxinha, a farsa, 50 anos depois da primeira e com o mesmo propósito antidemocrático de retroceder o Brasil e apelar para a volta da Ditadura Assassina:
1º A Multidão "Marchando" em Floripa (e parando o tráfego):
2º A Imensidão da "Marcha" em Pernambuco (sem o apoio de Deus):
3º Os sete "esclarecidos" que participaram da "Marcha da Família" Alternativa no Ibirapuera, São Paulo, marchando para entregar uma apelo aos militares pela volta do Golpe:
4º Uma Multidão Incalculável de nove pessoas apelando-se enfaticamente pela volta dos Militares em Natal, Rio Grande do Norte:
5º Em Belo Horizonte o número de 50 "iluminados" Machadores que, praticamente, fizeram tremer o chão :
6º No Rio de Janeiro, cerca de 100 "instruídos" pelo astrólogo (e nunca formado em filosofia, já que largou a escola no final do primeiro grau) Olavo de Carvalho e estimulados pela sumidade Jair Bolsonaro insultam as pessoas que não "pensam como eles":
E, agora, a comparação da Macha da Família na sua origem, no Centro de São Paulo, com suas, talvez (numa super estimativa), 700 pessoas (sendo a maioria PMs e jornalistas. Segundo o G1, o Centro de Operações da PM contabilizou, entre os manifestantes reais, meros 500 exaltados, sendo quatro deles presos), com os mais de dois mil participantes da Marcha Anti-Fascista, também efetuada em São Paulo e contra a manifestação retrô do das "Famílias" que acham que Deus apoiaria uma nova ditadura, como se as feridas e torturas da anterior ainda não devessem ser tratadas:
Encerrando, o resumo da "Ópera Bufa", ou da Marcha da Família Alienada, na excelente comparação do comentarista político Bob Fernandes. Após a foto, reflexões do jornalista Mauro Donato, que acompanhou a movimentação "esclarecida" e "equilibrada" dos coxinhas no local, sobre o surrealismo da segunda edição da "Marcha":
Vejamos o comentário de Bob Fernandes sobre o fracasso da "Marcha" e, de quebra, a espetacularização da mídia do caso Pasadena-Petrobras para uso político da direita:
E, agora, avaliação de Mauro Donato sobre a Marcha do fascismo com o nazismo:
A Marcha da Família em São Paulo foi o encontro das senhoras de Santana com os skinheads
"Ou pensa igual a mim ou lhe quebro a cara"
Texto de Mauro Donato
Fonte: Diário do Centro do Mundo
Enfim, não é uma lenda urbana. Eles existem. E não são 500, como emissoras de TV disseram. O final da Marcha da Família com Deus na Praça da Sé tinha cerca de mil integrantes ou mais. O que, se não é muito, também não é pouco.
Trata-se de um pessoal que tem uma visão no mínimo exótica sobre como se toca uma nação. Fiquei a me perguntar se com suas empresas alguns deles agiriam da seguinte maneira: “Bom, os negócios não vão bem. Chamem o pessoal da segurança e vamos colocar a administração nas mãos deles.” É essa a brilhante ideia?
Pois foi unânime o pedido de intervenção militar já. E demais pautas típicas. Contra a corrupção, fora PT, fora Dilma, Lula na cadeia, cadeira elétrica aos mensaleiros.
Que quem é contra deve ir para Cuba ou Venezuela. É o “ame-o ou deixe-o” reeditado.
Senhoras, senhores, representantes da maçonaria, da igreja católica, skinheads e integralistas. Caras pintadas e roupas verde-amarelas. Discursos inflamados a respeito da existência de um grande complô comunista em andamento. Faixas em apoio à manutenção da militarização das polícias. Hino nacional na concentração e durante todo o trajeto.
Mas nem tudo é paz para a família e seus deuses.
Desde o início, na Praça da República, abordagens altamente intimidadoras contra quem estivesse de camiseta vermelha ou preta terminavam em conflito. A polícia precisou agir várias vezes e retirar o “estranho no ninho” que, cercado, ouvia os gritos de “Fala agora que a polícia não protege, comuna filho da puta.”
Conflitos que durante o trajeto ganharam contornos ainda mais sinistros. A família tem tolerância zero. Em frente à faculdade de direito no Largo São Francisco, uma dupla de amigos encenou um apoio à causa gay. Foram agredidos a pontapés e tiveram seus cartazes rasgados. A agressão só não terminou em algo pior devido à proteção da imprensa.
Mas na Sé outras brigas, feridos e pelo menos uma detenção evidenciaram o enorme desrespeito pelas diferenças. “Ou pensa igual a mim ou lhe quebro a cara.” No Anhangabaú, um grupo de fãs do Metallica a caminho do show foi confundido com black blocs (roqueiros vestem-se de preto, filhos de família não). Foi preciso muita gritaria para que não fossem linchados.
Não ocorreu o aguardado confronto entre as duas manifestações (uma antifascista havia saído da mesma Sé, mas rumou em outro sentido). Sorte. A “segurança” da Marcha da Família estava com sangue nos olhos. Os mastros das bandeiras eram de ferro.
A todo instante os carecas criavam uma tensão no ar com boatos sobre o iminente confronto com black blocs que estariam a caminho. Por fim, simularam estar indo embora mas foram acompanhados de perto por 4 ou 5 jornalistas. Dentro do vagão, um contínuo cochichar entre eles deixou passageiros temerosos. Em determinado momento, tomaram conta de todas as portas e saíram apenas durante o sinal sonoro, permanecendo ainda em frente na plataforma para que não mais os acompanhássemos. Estava nítido que não estavam indo embora, a caça aos black blocs iria prosseguir sem a presença da imprensa.
Em 1964, quinhentas mil pessoas fizeram exatamente o mesmo trajeto da praça da República até a Sé e, poucos dias depois, deu no que deu.
Desta vez foi modesto, porém ocorreu em várias cidades do país e tem um agravante para os dias atuais: eles também saíram do Facebook.












