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domingo, 3 de novembro de 2024

Cali: a biodiversidade e a natureza reduzidas a mercadorias

 

Outro sinal de fracasso da ordem mundial: submissa ao mercado, COP-16 é incapaz de adotar medidas eficazes para proteger biomas ameaçados. Falta financiamento, projetos aprovados são pífios e, pior: nova tentativa de mercantilizar a vida natural

Foto: Brandon Güell/concurso Wildlife Photographer of the Year (WPY) do Museu de História Natural de Londres

Por Fiore Longo, da Survival International | Tradução: Antonio Martins

Cerca de 31 anos após a Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB) entrar em vigor, a mais recente Conferência das Partes – como são conhecidos os encontros regulares de governos, ONGs e outros envolvidos nessas convenções – realizou-se esta semana na movimentada cidade colombiana de Cali.

Esta, a COP16, era particularmente importante, pois deveria resolver alguns temas vitais, mas inacabados, sobre o novo “plano de ação” global para a biodiversidade, conhecido como o Quadro Global de Biodiversidade Kunming-Montreal.


Não se deixe enganar pelo título aparentemente simples: o que está em jogo aqui pode afetar dramaticamente milhões de pessoas ao redor do mundo, especialmente comunidades indígenas e locais, porque o Quadro apresenta uma série de falhas fatais.

Em conjunto, essas falhas apontam: o que poderia, e deveria, ter sido uma iniciativa transformadora está, ao invés disso, repetindo a mesma abordagem antiga de “proteção da biodiversidade” – promovendo um modelo colonial de cima para baixo, dirigido por governos e agências internacionais, que enraíza-se no racismo e foi completamente desacreditado, mas persiste.

Um sintoma de como o novo plano de ação foi cooptado desde o início foi a decisão de financiar sua implementação não através de um fundo global inovador, como queriam muitas nações do Sul Global, mas sob os auspícios do Fundo para o Meio Ambiente Mundial (GEF), uma colaboração de longa data entre o Banco Mundial, várias agências da ONU e governos.

A escolha do Fundo para o Meio Ambiente Mundial (GEF) foi altamente problemática, pois a organização não exige que os povos indígenas tenham o direito de Consentimento Livre, Prévio e Informado sobre quaisquer projetos que financia e que possam afetar suas vidas, terras e direitos.

E como o novo fundo, conhecido como Fundo para o Quadro Global de Biodiversidade (GBFF), é, em certo sentido, subsidiário do GEF, ele adotou suas regras. O resultado é que só aceitará propostas para financiar novos projetos de biodiversidade de uma das “Agências do GEF” designadas.

Trata-se de um grupo de 18 instituições, todas elas bancos de desenvolvimento multinacionais ou grandes corporações de conservação, como o WWF ou a Conservation International, que têm longas histórias de cumplicidade em violações de direitos humanos.

Seguindo o dinheiro

A Survival analisou a documentação de todos os 22 projetos que foram aprovados até agora. O que encontramos sugere que os piores temores dos críticos do GBFF estavam amplamente justificados:

Apenas um dos 22 projetos aprovados até agora provavelmente beneficiará os povos indígenas e é claramente direcionado a eles.

As remunerações totais a serem pagas às agências proponentes – ou seja, além dos custos reais das atividades dos projetos – somam 24% dos fundos totais disponíveis. A proporção dos fundos dos projetos que permanecerá dentro dessas agências provavelmente será ainda maior.

Das agências proponentes (e executoras), o capítulo dos EUA do WWF foi o mais bem-sucedido em captar fundos. Seus cinco projetos ou conceitos aprovados (incluindo subsídios para preparação) somam US$ 36 milhões, quase um terço do financiamento total.

Os próximos mais bem-sucedidos da lista – o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e a Conservation International (CI), que têm nove e dois projetos respectivamente – representam cerca de um quarto do total dos fundos cada. Juntamente com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), essas agências receberão 85% dos primeiros US$ 110 milhões em financiamento.

Um dos projetos financiará (por meio do WWF) Áreas Protegidas na África que possuem longas histórias de expropriação dos povos indígenas de suas terras e de brutalidade contra eles por parte de eco-guardas.

Uma grande parte do financiamento está sendo direcionada para a meta “30×30” de aumentar a extensão das Áreas Protegidas para 30% das terras e mares do planeta até 2030. Isso é particularmente preocupante, pois os Parques Nacionais, reservas de vida selvagem e outras áreas de conservação já representam uma das maiores ameaças aos povos indígenas.

Esses parques quase sempre envolveram despejos e exclusões brutais, violência e destruição dos meios de subsistência dos povos indígenas. Esses problemas continuam hoje, como na aterrorizante expulsão de milhares de pessoas Maasai da Área de Conservação de Ngorongoro, na Tanzânia.

A Survival International acredita que a estrutura e a operação de todo esse modelo de financiamento são fundamentalmente falhas. Ele é fortemente inclinado em favor de projetos de conservação “business as usual” (negócios como de costume), de cima para baixo, em vez de promover uma nova e necessária abordagem de proteção da biodiversidade baseada em direitos. E ele é quase totalmente inacessível aos próprios povos indígenas.

Acreditamos que todo o mecanismo de financiamento deve ser reconsiderado. O GBFF precisa receber uma direção completamente nova, em que o financiamento seja direcionado principalmente aos povos indígenas e às comunidades locais. O financiamento de novos projetos de “conservação de fortalezas” ou sua expansão deve ser proibido.

Mais amplamente, as somas extraordinariamente grandes (como US$ 700 bilhões anuais) supostamente necessárias para a proteção da biodiversidade estão sendo propostas por corporações de conservação com um interesse específico em criar essas metas. Muito menos financiamento seria realmente necessário para a proteção da biodiversidade se a ênfase fosse dada ao reconhecimento mais amplo das terras e direitos dos povos indígenas, em vez da abordagem cara, colonial, de cima para baixo e militarizada, que continua sendo o alicerce econômico da indústria de conservação.

Créditos de biodiversidade: uma nova ameaça

Como se tudo isso já não fosse preocupante o suficiente, a reunião da COP16 verá o lançamento de uma série de iniciativas para criar créditos de biodiversidade.

O conceito de créditos de biodiversidade é semelhante ao dos mercados de carbono, onde empresas ou organizações podem supostamente “compensar” sua poluição causadora de mudanças climáticas comprando créditos de carbono de projetos em outros lugares – o que supostamente preveniria emissões de carbono ou removeria ativamente carbono da atmosfera.

Na realidade, tanto a ideia quanto a prática são profundamente falhas: tais projetos colocam um preço na natureza, tratando as terras das comunidades indígenas e locais como um estoque de carbono a ser trocado no mercado para que os poluidores continuem poluindo, enquanto a indústria de conservação se beneficia em bilhões de dólares. Os povos indígenas e as comunidades locais, por outro lado, acabam desapropriados e despojados de seus meios de subsistência.

Os créditos de biodiversidade, assim como os créditos de carbono, são parte de um novo impulso pela mercantilização da natureza. Uma declaração recente de mais de 250 organizações ambientais, de direitos humanos, de desenvolvimento e comunitárias em todo o mundo exige a suspensão imediata do desenvolvimento de esquemas de biocreditação.

Além dos problemas técnicos, morais, filosóficos e práticos de colocar um preço na conservação de espécies ou ecossistemas inteiros e trocá-los por destruição em outros lugares, a ideia representa uma ameaça séria aos povos indígenas.

Eles enfrentariam uma pressão crescente de apropriações de terras, à medida que projetos de compensação biológica buscam lucrar com a biodiversidade frequentemente rica dos locais onde os povos indígenas vivem e que gerenciam há gerações.

Problemas semelhantes já ocorreram muitas vezes com esquemas de compensação de carbono. Muitos líderes indígenas sustentam que a mercantilização da natureza implícita na biocreditação e comercialização vai contra suas cosmovisões e valores.

Então, quanta esperança há para esta COP? A resposta honesta é: não muita. Todo o processo de proteção da biodiversidade foi capturado quase imediatamente por aquelas mesmas instituições que se enriqueceram às custas dos povos indígenas – os guardiões de grande parte da biodiversidade mundial – há décadas.

No mínimo, o direito dos povos indígenas de dar – ou recusar – seu Consentimento Livre, Prévio e Informado a qualquer projeto que os afete deve ser respeitado. Organizações indígenas, juntamente com seus aliados, farão tudo o que estiver ao seu alcance para garantir isso.

A resposta sobre como proteger a biodiversidade mundial é bastante direta: respeite os direitos territoriais dos povos indígenas e enfrente as causas subjacentes da destruição da biodiversidade – a saber, a exploração dos recursos mundiais em prol do lucro. Seria muito alentador se isso estivesse no topo da agenda da COP.

Fiore Longo é pesquisadora e ativista da Survival International, o movimento global pelos povos indígenas. Também é diretora da Survival International França e Espanha e coordena a campanha Descolonize a Conservação da Survival.


sábado, 28 de novembro de 2020

A vida como centro: a necessária biocivilização e o cuidado necessário na pós–pandemia, por Leonardo Boff

 

 "O conhecido cosmólogo da Califórnia Brian Swimme junto com o antropólogo das culturas e teólogo Thomas Berry afirma em seu livro The Universe Story (1999): Somos incapazes de nos libertar da convicção de que, como humanos, nós somos a glória e a coroa da comunidade terrestre e perceber que somos, isso sim, o componente mais destrutivo e perigoso dessa comunidade”. Esta constatação aponta para a atual crise ecológica generalizada afetando o inteiro planeta, a Terra." - Leonardo Boff



Na compreensão dos grandes cosmólogos que estudam o processo da cosmogênese e da biogênese, a culminância desse processo não se realiza no ser humano. A grande emergência é a vida em sua imensa diversidade e àquilo que lhe pertence essencialmente que é o cuidado. Sem o cuidado necessário nenhuma forma de vida subsistirá (cf. Boff, L., O cuidado necessário, Vozes, Petrópolis 2012).

É imperioso enfatizar: a culminância do processo cosmogênico não se dá no antropocentrismo, como se o ser humano fosse o centro de tudo e os demais seres só ganhariam singificado quando ordenados a ele e ao seu uso e desfrute. O maior evento da evolução é a irrupção da vida em todas as suas formas, também na forma humana consciente e livre.

O conhecido cosmólogo da Califórnia Brian Swimme junto com o antropólogo das culturas e teólogo Thomas Berry afirma em seu livro The Universe Story (1999): Somos incapazes de nos libertar da convicção de que, como humanos, nós somos a glória e a coroa da comunidade terrestre e perceber que somos, isso sim, o componente mais destrutivo e perigoso dessa comunidade”. Esta constatação aponta para a atual crise ecológica generalizada afetando o inteiro planeta, a Terra.

Biólogos (Maturana, Wilson, de Duve, Capra, Prigogine) descrevem as condições dentro das quais a vida surgiu, a partir de um alto grau de complexidade e quando esta complexidade se encontrava fora de seu equilíbrio, em situação de  caos. Mas o caos não é apenas caótico. É também generativo. Esconde dentro de si novas ordens em gestação e várias outras complexidades, entre elas a vida humana.

Os cientistas evitam definir o que seja a vida. Constatam que representa a emergência mais surpreendente e misteriosa de todo o processo cosmogênico. Tentar definir a vida, reconhecia Max Plank, é tentar definir a nós mesmos, realidade que, em último termo, não sabemos definitivamente o que e quem somos. 

O que podemos afirmar seguramente é que a vida humana é um sub-capítulo do capítulo da vida. Vale enfatizar: a centralidade cabe à vida. A ela se ordena a infra-estrutura físico-química e ecológica da evolução que permitiu a imensa diversidade de vidas e  dentro delas, a vida humana, consciente, falante e cuidante.

De mais a mais, somente 5% da vida é visível, os restantes 95% é invisível, compondo o universo dos micro-organismos (bactérias, fungos e virus) que operam no solo e no subsolo, garantindo as condições de emergência e manutenção da fertilidade e vitaldade da Mãe Terra.

Tenta-se entender a vida como auto-organização da matéria em altíssimo grau de interação com o universo, com a teia incomensurável de relações de todos com todos e com  tudo o mais que está emergindo em todas as partes do universo.  

Cosmólogos e biólogos sustentam: a vida comparece como a suprema expressão  da “Fonte Originária de todo o ser” ou “Daquele Ser que faz ser todos os seres”, o que  para a teologia representa a metáfora, talvez a mais adequada, para Deus. Deus é tudo isso e mundo mais. É Mistério em sua essência e também é mistério para nós. A vida  não vem de fora mas emerge do bojo do processo cosmogênico ao atingir um altíssimo grau de complexidade.

O prêmo Nobel de biologia, Christian de Duve, chega a afirmar que em qualquer lugar do universo quando ocorre tal nível de complexidade, a vida emerge como imperativo cósmico (Poiera vital:  a vida como imperativo cósmico,Rio de Janeiro 1997). Nesse sentido o universo estaria repleto de vida não somente na Terra.

A vida mostra uma unidade sagrada na diversidade de suas manifestações pois todos os seres vivos carregam o mesmo código genético de base que são os 20 aminoácidos e as quatro bases nitrogenadas, o que nos torna a todos parentes e irmãos e irmãs uns dos outros como o afirma a Carta da Terra e a Laudato Si do Papa Francisco. Cada ser possui um valor em si mesmo.

Cuidar da vida, fazer expandir a vida, entrar em comunhão e sinergia com toda a cadeia de vida,  celebrar a vida e acolher, agradecidos, a Fonte originária de toda a vida: eis  a missão singular e específica e o sentido do viver dos seres humanos sobre a Terra. Não é o chimpanzé, nosso primata mais próximo, nem o cavalo ou o colibri que cumprem esta missão consciente, mas é o ser humano. Isso não o faz o centro de tudo. Ele é a expressão da vida, dotada de consciência, capaz de captar o todo, sem deixar de sentir-se parte dele. Ele continua a ser Terra (Laudato Si,n.2), não fora e acima dos outros mas no meio dos outros e junto com os outros como irmão e irmã dentro da grande comunidade de vida. Assim prefere chamar o “meio ambiente” a Carta da Terra.

Esta, a Terra, vem entendida como  Gaia, super-organism0 vivo que sistemicamente organiza todos os elementos e fatores para continuar e se reproduzir como viva e gerar a imensa diversidade de vidas. Nós humanos emergimos  como a porção de Gaia que no momento mais avançado de sua evolução/complexificação começou a sentir, a pensar, a amar, a  falar  e a venerar. Então irrompeu no processo evolucionário quando 99,99% estava tudo pronto, o ser humano, homem e mulher. Em outras palavras, a Terra não precisou do ser humano para gestar a imensa biodiversidade. Ao contrário foi ela que o gerou como expressão maior de si mesma.

A centralidade da vida implica uma biocivilização que,por sua vez, comporta concretamente assegurar os meios de vida para todos os organismos vivos e, no caso dos seres humano: alimentação, saúde, trabalho,  moradia,  segurança, educação e lazer. Se estandartisássemos para  toda a humanidade os avanços da tecnociência já alcançados, teríamos os meios para  todos gozarem dos serviços com qualidade que hoje somente setores privilegiados e opulentos têm acesso.

Na modernidade, o saber foi entendido como poder (Francis Bacon) a serviço da dominação de todos os demais seres, inclusive dos humanos e da acumulação de bens materiais de indivíduos ou de grupos com a exclusão de seus semelhantes, gestando assim um mundo de desigualdades, injusto e desumano.

Postulamos um poder a serviço da vida e das mudanças necessárias e exigidas pela vida. Por que não fazer uma moratória de investigação e de invenção em favor da democratização do saber e das invenções já acumuladas pela civilização para beneficiar a todos os seres humanos, começando pelos milhões e milhões destituídos da humanidade? São muitos que sugerem esta medida, a ser assumida por todos e, entre nós, proposta palo economista-ecologista Ladislau Dowbor da PUC0-SP.

Enquanto isso não ocorrer, viveremos tempos de grande barbárie e de sacrificação do sistema-vida, seja na natureza seja na sociedade humana mundial.

Este constitui o grande desafio para o século XXI, construir uma civilização cujo centro seja a vida. A economia e a política a serviço da vida em toda a sua diversidade. Ou optamos por esta via ou podemos nos autodestruir, pois construímos já os meios para isso ou podemos também começar, finalmente, a criar uma sociedade verdadeiramente justa e fraternal junto com toda a comunidade de vida, conscientes de nosso lugar no meio dos demais seres e da missão singular de cuidar e de guardar a herança sagrada recebida do universo ou de Deus (Gn 2,15).

                                             ADENDO

O ano cósmico, o universo, a Terra e o ser humano

Tentemos imaginar que os 13.7 bilhões de anos,  idade do universo, sejam um único ano (apud Carl Sagan). Veremos como ao longo dos meses desse ano imaginário foram surgindo todos os seres até os últimos segundos do último minuto do último dia do ano.Qual é o lugar que nós ocupamos?

         A primeiro de janeiro ocorreu a Grande Explosão.

         A primeiro de março       surgiram  as estrelas      vermelhas

         A 8 de maio, a Via Láctea

         A 9 setembro, o Sol

         A 1 de outubro, a Terra

         A 29 de outubro, a vida

         A 21 de dezembro, os peixes

         A 28 de dezembro  às 8.00 horas, os mamíferos

         A 28 de dezembro às 18,00 horas, os pássaros

         A 31dezembro  às  17.00   horas   nasceram os                             antepassados pre-humanos

         A 31 de dezembro às 22.00 horas entra em cena            o ser                          humano primitivo, antropoide.

        A 31dezembro  às  23  horas,   58          minutos    e               10            segundos   surgiu   o  homem       sapiens            sapiens.

        A 31 de dezembro às 23.00 horas, 59 minutos e                   56                 segundos nasceu Jesus Cristo

        A 31 de dezembro às 23.00 horas 59 minutos e                                  59,segundos  Cabral chegou ao Brasil

       A 31 de dezembro às 23 horas, 59 minutos e     59,54                   segundos,  se fez a Independência   do Brasil.

      A 31 de dezembro às 23  minutos e     59.59   segundos  nós            nascemos.

Somos quase nada. Mas por ínfimos que sejamos é através de nós, de nossos olhos,ouvidos, inteligênci a Terra contempla  a grandeur do universo, seus irmãos e irmãs cósmicos. Para isso todos os elementos durante todo o processo da evolução  se articularam de tal forma que a vida pudesse surgir  e nós pudéssemos estar aqui e falar disso tudo. Se tivesse havido alguma pequena modificação as estrelas ou não se teriam formado ou, formadas, não teriam explodido e assim  não teria havido o Sol, a Terra nem os 20 aminoácidos e as quatro bases nitrogenadas e nós não estaríamos aqui escrevendo sobre estas coisas.

Por esta razão testemunha o conhecido físico da Grã-Bretanha Freeman Dyson:” Quanto mais examino o universo e estudo os detalhes de sua arquitetura, tanto mais evidências encontro de que o universo, de alguma maneira, devia ter sabido que estávamos a caminho” (1979).

Leonardo Boff é ecoteólogo, filósofo e escritor e escreveu Covid-19:a Mãe Terra contra-ataca a humanidade, Vozes, 2020.




sexta-feira, 27 de abril de 2012

Código Florestal: para o bem de todos e da Natureza ou para a riqueza dos ruralistas?