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segunda-feira, 29 de maio de 2017

Multidão em Copacabana abre o tour nacional das #DiretasJá enfrentando os barões da mídia





No dia em que o usurpador Michel Temer fez mais uma manobra para barrar a Operação
Lava Jato, trocando o ministro da Justiça Osmar Serraglio — definido pelo então presidente
do PSDB, Aécio Neves, como um “bosta” — a multidão tomou a praia de Copacabana
no lançamento da campanha nacional das #DiretasJá.

Serraglio trocou de posição com o ministro da Transparência, Torquato Jardim, que não
descartou mexer na direção da Polícia Federal.

Na conversa gravada pelo delator Joesley Batista, da JBS, Aécio disse que Serraglio era
fraco para implementar o plano de colocar determinados delegados para tocar
determinados inquéritos de políticos investigados por corrupção.

O pleno do Supremo Tribunal Federal deverá decidir pela prisão ou não do senador ]
afastado, um pedido da Procuradoria Geral da República.

Solto, Aécio continua articulando em sua casa em Brasília. A irmã e o primo dele
estão presos em Minas Gerais. 

A campanha das #DiretasJá, organizada por partidos políticos, movimentos sociais,
centrais sindicais e artistas, emocionou quem esteve em Copacabana — organizadores
calcularam o público de todo o dia de atividades em 100 mil pessoas.


Os maiores adversários dela serão os barões da mídia, que de forma unânime defendem a
escolha do sucessor de Temer, se e quando acontecer a queda dele, de forma indireta
e através de um Congresso corrupto.

Os que pregam respeito estrito ao previsto na Constituição são os mesmos que atropelaram a
Carta para derrubar Dilma Rousseff.

Dentre os apoiadores do Fora Temer há divisões entre os que prefeririam anular o
impeachment de Dilma, os que pregam eleições gerais e os que preferem deixar o
governo golpista sangrar ao menos mais alguns meses.

A própria Dilma defende DiretasJá.

Para tentar desqualificar a campanha, políticos da base de Temer se referem a qualquer
PEC para permitir eleições agora como a PEC do Lula, já que o ex-presidente lidera as
pesquisas para as eleições de 2018.

O baronato midiático sabe que qualquer governo eleito agora seria incapaz de levar
adiante as reformas que o rolo compressor corrupto da coalizão PMDB/PSDB/DEM
pretende fazer avançar no Congresso, especialmente as reformas trabalhista
e da Previdência.

A Globo, que já embarcou na derrubada de Temer, vai trabalhar por um governo
“tecnocrático” que dê andamento as reformas sem a sombra da corrupção.

Para a elite rentista que sustenta Temer, as reformas são essenciais para recolocar o
Brasil na divisão internacional do trabalho como mero fornecedor de mão-de-obra barata,
especialmente num momento em que a China planeja um salto adiante através do
qual deixaria de ser a grande produtora mundial de badulaques, investindo na
formação de uma classe média sustentada pela exportação de produtos sofisticados.

A semana promete novas investidas da Lava Jato contra Temer e Aécio Neves, a partir
do resultado das operações de busca e apreensão realizadas em endereços ligados aos dois.

Como resposta, o governo tenta em várias frentes dilapidar a Lava Jato, reduzindo verbas,
questionando as delações da JBS e promovendo ataques indiretos ao relator da operação
no Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin.

Além de Temer e Aécio, o ministro Gilmar Mendes é visto como outro articulador
importante do movimento para salvar o PMDB e o PSDB do escândalo. O objetivo
é repetir o que aconteceu no “mensalão”, com punição severa para os acusados do
PT mas nenhum tucano preso pelos mesmos crimes em Minas Gerais.

Veja no vídeo abaixo um dos momentos mais emocionantes do show de Copacabana,
quando a dupla Caetano Veloso-Milton Nascimento estava no palco.



Fotos e vídeo do Mídia Ninja
No Viomundo

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Wagner Moura: há um holofote Internacional iluminado as trevas do Golpe da direita hipócrita e corrupta brasileira

:

Veja o vídeo e leia os dois artigos abaixo:



Ator agradece declarações de artistas e intelectuais globais como Susan Sarandon, Noam Chomsky e Oliver Stone, que, nesta quarta-feira 24, assinaram um manifesto contra o golpe no Brasil e em apoio à presidente Dilma Rousseff; "Estamos profundamente agradecidos por essas importantes palavras de apoio de nossos colegas na Grã-Bretanha, Estados Unidos, Canadá e Índia. Os políticos corruptos que lideram a articulação para depor Dilma têm de saber que há um holofote internacional iluminando suas ações", disse.


247 - O ator Wagner Moura, crítico do processo de impeachment, agradeceu as declarações divulgadas nesta quarta-feira 24 por artistas e intelectuais globais como Susan Sarandon, Noam Chomsky e Oliver Stone, contra o golpe parlamentar no Brasil e em apoio à presidente Dilma Rousseff. 
"Estamos profundamente agradecidos por essas importantes palavras de apoio de nossos colegas na Grã-Bretanha, Estados Unidos, Canadá e Índia. Os políticos corruptos que lideram a articulação para depor Dilma têm de saber que há um holofote internacional iluminando suas ações", disse Wagner Moura.
"Se eles derem continuidade ao seu plano, serão lembrados pela história como os responsáveis pelo mais sinistro ataque à democracia desde o Golpe de 1964", acrescentou o ator.
Leia aqui o manifesto dos artistas e intelectuais divulgados nesta quarta.

Artistas e intelectuais estrangeiros se manifestam contra golpe de estado no Brasil



Fonte: http://www.otvfoco.com.br/artistas-e-intelectuais-estrangeiros-se-manifestam-contra-golpe-de-estado-no-brasil/#ixzz4ITKXINOA

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Percebendo a situação em que vive o Brasil, que é melhor exposta em jornais internacionais do que na nossa imprensa local, um grupo de artistas e intelectuais estrangeiros lançou nesta quarta (24) um manifesto contra o processo fraudulento de impeachment no Brasil.

Entre eles, nomes de peso do cinema, como o cineasta Oliver Stone, diretor do premiadíssimo “Platoon”; a atriz Susan Sarandon, 5 vezes indicada ao oscar e ganhadora da estatueta em 1995; o ator Viggo Mortensen, o Aragorn de “O Senhor dos Anéis”; Danny Glover, e Noam Chomsky, este considerado um dos maiores intelectuais vivos do mundo.
O texto declara solidariedade com aqueles que lutam pela democracia e questionam a base jurídica e a falta de evidências convincentes mostrando que os principais promotores da campanha do impeachment estão tentando remover a presidente para parar a investigação contra a corrupção.
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Susan Sarandon (Foto: Reprodução)

Além disso, o manifesto fala sobre o quadro de ministros identificados como homens brancos e ricos, em um país onde a maioria são negros, pardos, e mulheres. O texto ainda destaca que esse tipo de situação não pode ocorrer em um país tão importante no cenário mundial como o Brasil, que vinha avançando muito nos últimos anos na diminuição da desigualdade e nos direitos das minorias. Confira na íntegra.
“Nos solidarizamos com nossos colegas artistas e com todos aqueles que lutam pela democracia e justiça em todo o Brasil.
Estamos preocupados com o impeachment de motivação política da presidenta, o qual instalou um governo provisório não eleito. A base jurídica para o impeachment em curso é amplamente questionável e existem evidências convincentes mostrando que os principais promotores da campanha do impeachment estão tentando remover a presidenta com o objetivo de parar investigações de corrupção nas quais eles próprios estão implicados.
Lamentamos que o governo interino no Brasil tenha substituído um ministério diversificado, dirigido pela primeira presidente mulher, por um ministério compostos por homens brancos, em um país onde a maioria se identifica como negros ou pardos. Tal governo também eliminou o Ministério das Mulheres, Igualdade Racial e dos Direitos Humanos. Visto que o Brasil é o quinto país mais populoso do mundo, estes acontecimentos são de grande importância para todos os que se preocupam com igualdade e direitos civis.
Esperamos que os senadores brasileiros respeitem o processo eleitoral de 2014, quando mais de 100 milhões de pessoas votaram. O Brasil emergiu de uma ditadura há apenas 30 anos, e esses eventos podem atrasar o progresso do país em termos de inclusão social e econômica por décadas. O Brasil é uma grande potência regional e tem a maior economia da América Latina. Se este ataque contra suas instituições democráticas for bem sucedido, as ondas de choque negativas irão reverberar em toda a região.”
Tariq Ali – escrtor, jornalista e cineasta
Harry Belafonte – ativista, cantor e ator
Noam Chomsky – linguista
Alan Cumming – ator
Frances de la Tour – atriz
Deborah Eisenberg – escritora, atriz e professora
Brian Eno – compositor, cantor e produtor
Eve Ensler – dramaturga
Stephen Fry – ator e diretor
Danny Glover – ator e diretor
Daniel Hunt – produtor musical e cineasta
Naomi Klein – jornalista e escritora
Ken Loach – cineasta
Tom Morello – músico
Viggo Mortensen – ator
Michael Ondaatje – novelista e poeta
Arundhati Roy – escritor e ativista
Susan Sarandon – atriz
John Sayles – roteirista e director
Wallace Shawn – ator, dramaturgo e comediante
Oliver Stone – cineasta
Vivienne Westwood – estilista

sábado, 19 de março de 2016

O dia em que a babá foi gente na Paulista e a Patroa teve de engolir


Contrastando com a manifestação majoritariamente branca do último domingo, o ato em defesa da democracia que aconteceu na avenida Paulista foi marcado pela diversidade; “Percebam que a Paulista não tem cor. Ela é colorida, multicolor!”, exclamou Chico César no protesto que mais pareceu uma festa pela democracia
Por Ivan Longo
manicapa

As poucas barracas de manifestantes pró-impeachment em frente à Fiesp, que chegaram a bloquear integralmente a avenida Paulista, em São Paulo, por mais de um dia, deram lugar nesta sexta-feira (18) a uma massa de centenas de milhares de pessoas. Diferentemente daquelas que ocupavam a via poucas horas antes, essas não tinham classe social ou cor hegemônica: negros, brancos, ricos, pobres, héteros, gays, patrões, babás, governistas, não governistas, esquerdistas radicais, progressistas e até direitistas (leia a matéria sobre a “resistência direitista” na Paulista) fizeram parte do protesto que mais pareceu uma festa pela democracia.



O cantor Chico César fez questão de dizer que foi de graça, pela democracia. (Foto: Ivan Longo)
O cantor Chico César fez questão de dizer que foi de graça, pela democracia. (Foto: Ivan Longo)

“Percebam que a Paulista não tem cor. Ela é colorida, multicolor!”, disse Chico César, parafraseando a música de Karnak, na apresentação que fez em frente ao Masp.
“Tá lindo de ver que aqui é uma manifestação do povo. E ainda hoje vieram me xingar no Facebook, perguntando quanto eu tinha recebido do PT para tocar aqui. Eu digo em alto e bom som: vim de graça! Vim pela ideologia, vim pela democracia!”, afirmou o artista paraibano pouco antes de dedicar a música “Mand’ela” ao ex-presidente Lula.
“Querem prender o nosso Mandela! Nós não vamos deixar!”, disse.
A diversidade citada por Chico César, de fato, era evidente. Em poucos minutos de caminhada, era incontável a quantidade de pessoas dos mais variados perfis conversando ou caminhando juntas. No meio da avenida, membros do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNRC) cantavam com petroleiros. Sindicalistas da Central Única dos Trabalhadores (CUT) dividiam espaço com advogados e juristas. Do mais pobre ao mais rico era possível ver a determinação em zelar pela democracia e a alegria de ter de volta no governo, agora como ministro, o ex-presidente Lula.
Foto: Ivan Longo



Foto: Ivan Longo

“Ah, mas que sinistro! O Lula virou ministro!”, “Ô, o Lula voltou!” e “Não vai ter golpe!” se tornaram mantras. Isso ainda falando só da parte descontraída. Não faltaram críticas ao juiz Sérgio Moro e à Rede Globo que, desta vez, não cobriu as manifestações ao vivo e teve que se limitar a imagens aéreas, já que os gritos de “o povo não é bobo. Abaixo a Rede Globo” se direcionavam até mesmo aos cinegrafistas da rede Bandeirantes, protegidos por um cordão policial do alto do prédio da Fiesp – a auto-intitulada “casa do impeachment”.
“Abaixo a mídia golpista! A imprensa tem partido e nós sabemos muito bem qual que é!”, provocou, 





ovacionada pelo público, a sambista e deputada estadual pelo PCdoB, Leci Brandão.
“Não vim aqui por legenda partidária. Eu vim até aqui por um projeto. Projeto esse que eles querem destruir. A Lava Jato só é um pretexto para acabar com um projeto de inclusão. À madame que reclama que só tem nordestino em São Paulo: não se esqueça que foram eles quem construíram sua cobertura”, disse a parlamentar reconhecida por sua militância pelos direitos da população negra e das mulheres.
A sensação que ficou, ao final da fala de Lula, foi a de vitória:
“O golpe está iminente mas isso aqui é uma demonstração de força. Independente das manobras e arbitrariedades jurídicas, o povo está na rua mostrando que não vai deixar passar”, disse o advogado Ariel de Castro Alves.
Foto de capa: Christian Braga