terça-feira, 23 de maio de 2023

CPI do MST: deputadas querem colocar frente a frente o "passador de boiada" e apoiador de madeireiras Ricardo Salles e delegado da PF que o denunciou ao STF, Alexandre Saraiva

 

Objetivo é ouvir Alexandre Saraiva para desnudar Ricardo Salles, relator da CPI. Saraiva acusou o ex-ministro de favorecer madeireiros e enviou notícia-crime ao STF

Delegado Alexandre Saraiva e Ricardo Salles

Delegado Alexandre Saraiva e Ricardo Salles (Foto: Reprodução/TV Globo | Lula Marques)

247A deputada federal Talíria Petrone (Psol-RJ), que faz parte da CPI do MST como suplente, pretende apresentar um pedido para convocar o ex-superintendente da Polícia Federal no Amazonas, delegado Alexandre Saraiva, a prestar depoimento perante a comissão, informa Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo.

O objetivo é obter detalhes da sua experiência no combate à grilagem, garimpo, desmatamento e corrupção de agentes públicos na região amazônica. No entanto, o foco principal é o ex-ministro do Meio Ambiente e atual deputado federal Ricardo Salles (PL-SP), que é relator da CPI.

Durante o governo de Jair Bolsonaro (PL), o delegado Saraiva entrou em conflito com o então ministro devido à maior apreensão de madeira ilegal na história do Brasil. Salles afirmava que se tratava de produto legal, enquanto Saraiva acusou o ministro de favorecer madeireiros com cargas apreendidas e enviou uma notícia-crime ao STF (Supremo Tribunal Federal). Esse embate resultou na perda dos cargos tanto de Saraiva quanto de Salles.

O requerimento de convocação, que também conta com a assinatura da deputada Sâmia Bomfim (PSOL-SP), titular da comissão, está previsto para ser votado na próxima quinta-feira (25).

"Não é razoável que o relator da CPI do MST seja o pior ministro do Meio Ambiente que o Brasil já teve. Ricardo Salles coleciona diversas denúncias contra ele, envolvendo medidas que atacam o meio ambiente e que atendem aos interesses de madeireiros, garimpeiros e do agronegócio. Acusado, inclusive, de criar obstáculos a uma investigação federal. (...) Queremos ouvir do delegado Alexandre Saraiva detalhes sobre essas ações ilegais de grilagem, desmatamento e corrupção, que contaram com a conivência de Salles e de outros agentes públicos que compunham o governo Bolsonaro. Estamos nessa CPI reafirmando nosso apoio ao maior movimento social da América Latina e à luta por reforma agrária e por comida sem veneno", afirma Talíria Petrone.

Pai do sócio e genro de Sérgio Moro, Marcelo Malucelli, no TRF-4, afasta juiz Eduardo Appio, que investiga os malfeitos da Lava Jato, da 13a Vara de Curitiba

 

Alegação do TRF4 é que Appio ligou ao meio dia para filho do desembargador Malucelli, para confirmar sua filiação



Publicado em 


O TRF4 (Tribunal Regional Federal da 4a Região) acaba de atravessar o Rubicão estreito, que separa a legalidade do ativismo político. Atendendo a uma representação do desembargador Marcelo Malucelli, afastou de sua jurisdição o juiz Eduardo Appio.

Malucelli é o desembargador da 8a Turma, pai de um sócio do escritório do ex-juiz Sérgio Moro. Tentou impedir o depoimento de Tacla Duran. ordenando a sua prisão com base em processos antigos. Depois de reveladas as ligações familiares, ele se afastou das decisões envolvendo a Lava Jato. Mas continuou atuando em defesa da operação.

Agora, volta à carga e o TRF4 acata sua representação ignorando as decisões judiciais, em um ato claramente político. A alegação é bisonha. O motivo alegado é que Appio teria ligado para o filho de Malucelli, fora do horário de expediente – meio-dia – para saber se era mesmo filho do desembargador.

O episódio compromete mais ainda a atuação do TRF4 perante a opinião pública e suscita indagações maiores: o que se pretende esconder.

segunda-feira, 22 de maio de 2023

Da podridão que emana da Lava Jato de Moro, Dallagnol e da mídia que os exaltou e que age até hoje na sociedade brasileira, por Eduardo Ramos

 

A podridão de que trata o título desse artigo, que afirmamos ter contaminado a sociedade brasileira, tem muitas faces.

AFP

Da podridão que emana da Lava Jato até hoje na sociedade brasileira

por Eduardo Ramos. Publicado no Jornal GGN


Esse artigo foi pensado/sentido no exato momento em que li o texto histórico do Nassif no GGN, “Lava Jato, o mais degradante episódio da história da mídia nacional”. Porque alguns eventos ou processos sociais têm esse poder, essa capacidade: tragicamente, tornam-se um marco, um símbolo, um auge, do que aquele grupo social pôde produzir de pior, de mais vergonhoso e pútrido em sua existência. E, nesse aspecto, dificilmente algo poderá, no futuro, disputar com a Lava Jato e o governo Bolsonaro esse título de grandes campeãs de malignidade e depravação moral: a Lava Jato e o bolsonarismo.

Se em seu artigo Nassif colocou no centro das atenções o papel da mídia, com toda a razão, diga-se, neste eu me recordei ao elaborá-lo em minha mente, do quanto, na verdade, a Lava Jato não foi só um processo político (por motivos óbvios), jurídico (por todas as ações e omissões sórdidas e covardes do Judiciário e MPF), midiático (nem vou comentar, de tão explicado por gente melhor do que eu na área…) mas, também, um processo SOCIAL, onde uma grande maioria das pessoas de todas as classes sociais não só comprou as ideias/ideologias e razões preconizadas no “movimento Lava Jato”, ou “onda Lava Jato”, pior que isso, muito pior, SE DEIXARAM MODIFICAR NA SUA EDUCAÇÃO, CIVILIDADE, VALORES, PRINCÍPIOS DE VIDA, para abraçarem sentimentos de nojo, ódio, fanatismos diversos, que jamais haviam permeado nossa sociedade como ocorreu naquele período – superado logo depois em intensidade e insanidade, é verdade, pelo que hoje conhecemos como “bolsonarismo”.

Mas esse segundo processo social, além de ser “filho” e “fruto” DIRETO da Lava Jato, não pode nos fazer esquecer toda a podridão a nós trazida por Globo, Veja, Folha e assemelhados, Janot, Moro, desembargadores do TRF4 e os procuradores da Lava Jato e sua arrogância doentia, suas mentes tornadas sádicas, enfermas, psicóticas em sonhos de uma grandeza pessoal que jamais pensaram para si e que se mostrou devastadora em suas humanidades, ética, civilidade e até mesmo sanidade, tamanhas as distorções neles percebidas através do que revelaram – para sua vergonha eterna! – as gravações do Vaza Jato.

A podridão de que trata o título desse artigo, que afirmamos ter contaminado a sociedade brasileira, tem muitas faces. Todas elas perversas, um legado maldito de selvagerias pessoais e sociais que, infelizmente, ainda inoculam nossa nação, nosso povo, não é sem motivo que pessoas como Nikolas Ferreira, Zaira Zambelli, Damares, e seus assemelhados, tantos deles, tenham se elegido com o número de votos que conseguiram. Não é sem motivos que São Paulo preferiu Tarcísio à Haddad… Regressões animalescas que nos colocam num nível próximo ao dos primatas, um vexame sem precedentes, cidadãos de países mais bem educados, se conhecessem a fundo esses deputados, senadores, governadores, sentiriam por nós o pior dos sentimentos: um misto de vergonha, horror, compaixão e espanto! TODAS AS REGRESSÕES, TODA A CATATONIA, TODA A DESEDUCAÇÃO, INCIVILIDADE, FANATISMOS, FALTA DE COGNIÇÃO COM A REALIDADE E OS OUTROS MALES EM NÓS PRESENTES, se não inoculados diretamente por esse processo nojento e maldito, a Lava Jato, dele derivam, como os troncos da árvore.

Num assomo de sinceridade, a sra. Rosângela Moro disse certa vez: “Meu marido e o governo Bolsonaro são uma coisa só!”

Não foi só uma afirmação orgulhosa, voluntariosa, vinda da alma. Talvez sem perceber, Rosângela disse uma verdade mais profunda do que podemos perceber a princípio na frase simples: Moro e Bolsonaro são um, TANTO QUANTO O LAVAJATISMO E O BOLSONARISMO SÃO UM! Na essência do mal, das perversidades, no uso das mentiras e distorções da verdade como armas constantes e permanentes, na forma maligna com que criam zumbis fanatizados, nos nojos e ódios que semeiam nas mentes e corações de seus súditos-soldados. É uma doença, uma praga, e como tal ambos devem ser combatidos com todas as nossas forças.

O antídoto? Os de sempre, vistos na história universal nesses casos: ações vigorosas de reconstrução da democracia, da civilidade, dos princípios de vida que nos humanizam, e investimentos MASSACRANTES em Educação, Educação, Educação….

Que a cassação de Dallagnol seja apenas o início, que venham todas as ações necessárias para o fim abjeto que merecem, lavajatismo e bolsonarismo, os ovos de serpente que cegos insensatos permitiram crescer no nosso meio.

Que venham os tempos de civilidade, humanismo e paz!

Lavajatismo em vertigem: a derrocada da República de Curitiba e do império de abusos Moro e Dallagnol em documentário do GGN

 

Da TV GGN:

O jornalista Luis Nassif entrevistóu, na sexta-feira (19 de maio de 2023), Roberto Requião, para comentar a derrocada do lavajastismo. Nassif comenta as principais notícias do dia e relembra as 7 suspeitas que cercam Deltan Dallagnol.




sexta-feira, 19 de maio de 2023

O neoliberalismo rentista de Roberto Campos Neto e a naturalização da miséria, por Alberto Cantalice

 

"Manter esse patamar de juros pode ser considerado como um crime de lesa-pátria. É inadmissível tamanha insensibilidade com a miséria brasileira"

Roberto Campos Neto

Roberto Campos Neto (Foto: Pedro França/Agência Senado)


A insistência do Banco Central em manter em patamares pornográficos a taxa de juros é um acinte com o povo brasileiro. 

O legado deixado pelos desgovernos Temer/Bolsonaro produziu a terrificante cifra de 30 milhões de cidadãos brasileiros em situação de gravíssima insuficiência alimentar. Eufemismo para a proliferação da fome. 

O baronato brasileiro tendo à frente o presidente do BC Roberto Campos Neto, é insensível ao panorama vivido pelas camadas populares. Não enxergam as ruas e avenidas do país cheias de miseráveis e pedintes. O pleno emprego que é uma das missões do BC “independente” é completamente ignorado pela atual gestão, que à despeito de conter a inflação garroteia a economia nacional asfixiando o desenvolvimento. 

O quase consenso construído no Brasil para que se abaixe a taxa Selic além de ignorado é tratado com certo pouco caso por Campos Neto. Afilhado de Paulo Guedes e do candidato derrotado em 2022, o presidente do BC tudo faz para que os esforços da equipe econômica do presidente eleito não tenham êxito e que estes não consigam o estabelecido no programa de governo de Lula. 

É preciso frisar que cada ponto percentual a menos na taxa de juros representa a bagatela de 75 bilhões de reais de economia para o Tesouro Nacional. Esses bilhões que deveriam estar aquecendo o ambiente econômico, gerando empregos e renda, estão sendo drenados para o rentismo e engordando o patrimônio de quem já tem muito. 

Manter esse patamar de juros pode ser considerado como um crime de lesa-pátria. É inadmissível tamanha insensibilidade com a miséria brasileira. 

Não dá mais para achar natural esse estado de coisas. Não foi isso que o povo escolheu nas últimas eleições. Não é só boicote. Tem cara, corpo, jeito e cheiro de má-fé!


O programa Sem Censura da TV Brasil recebeu o advogado Kakay para um debate sobre a Lava Jato e seus abusos e ilegalidades objetivando o poder e os interesses de setores poderosos internos e externos

 

Do Canal TV Brasil:

Sem Censura debate a Operação Lava-Jato e seu principal antagonista: a série de reportagens investigativas conhecida como Vaza Jato. E para isso, o programa recebe Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay. Advogado criminalista, sócio fundador do escritório Almeida Castro, Kakay é conhecido por ter em sua lista de clientes celebridades, empresários e políticos importantes. Kakay é membro do grupo Prerrogativas, que surgiu com o avanço da Operação Lava Jato, para defender as garantias previstas em lei para que advogados possam representar e defender seus clientes sem restrições. Assim como o grupo, Kakay é crítico da força-tarefa. Já declarou que a operação corrompeu o uso da delação premiada. E defende que é necessário reverter o mau uso de práticas jurídicas no Brasil. Participam como debatedores convidados, os jornalistas Paula Bianchi e Leonardo Attuch, com participação especial do também jornalista Leandro Demori.



quinta-feira, 18 de maio de 2023

Lava Jato de Curitiba, o mais degradante episódio da história da dita "grande mídia nacional" (Globo, Estadão, Folha). Por Luís Nassif

 

Do Jornal GGN:


A reprodução de diálogos da Vazajato, com procuradores ironizando a morte de dona Mariza e do próprio neto de Lula é a exposição nua da banalidade do mal.


No dia 20 de dezembro de 2019, uma reportagem, de Ricardo Balthazar, na Folha, deu o melhor raio-x da mais abjeta cobertura da história do jornalismo brasileiro, um episódio que manchou indelevelmente a imagem de veículos, jornalistas, Ministros do Supremo, procuradores, delegados da Polícia Federal mas, especialmente, da mídia.

Segundo a reportagem, em março de 2015 um editor escreveu a Deltan para dizer que o filho de um ministro do Supremo Tribunal Federal estava vendendo facilidades no mercado. O jornalista afirmou que o procurador podia contar sempre com sua colaboração, porque tinham objetivos comuns.

“Na mesma época, três repórteres procuraram o chefe da força-tarefa para contar que assessorias de comunicação que trabalhavam para empreiteiras investigadas pela Lava Jato estavam alimentando as Redações com informações sobre disputas internas na Polícia Federal”, continua a reportagem.

“Outro jornalista relatou a Deltan nessa época conversa que tivera com advogados de uma empresa e o que descobrira sobre a estratégia que eles desenvolveram para enfrentar a operação. O repórter contou que tinha gravado o encontro e disse que poderia mandar uma transcrição”, num exercício abjeto de jornalismo.

Repórteres submetiam a Deltan textos de reportagens, antes da publicação. Outros publicavam entrevistas nas quais o próprio Dallagnol incluía as perguntas – algo que eu não via na imprensa desde os tempos terríveis de José Serra.

Segundo a reportagem, Deltan declarou (e foi registrado na Vazajato): “O repórter deu liberdade para fazer novas perguntas, desconsiderar o que entendesse impertinente, criar”, disse o procurador aos assessores certa vez. “Temos na nossa mão o que queremos para dar o foco em que quisermos… as perguntas que criarmos aparecerão como dele, mas temos que manter é claro sigilo sobre isso rs”.

A Lava Jato não caiu apenas devido à Vazajto, mas ao ato do Procurador Geral da República Rodrigo Janot, atingindo o então presidente Michel Temer – interrompendo todos os negócios que estavam sendo entregues por Temer ao mercado.

Enquanto viver, minhas retinas cansadas jamais de esquecerão das três cenas que mais me chocaram e me envergonharam, como brasileiro.

Um deles, a condução coercitiva de Lula para o Aeroporto de Congonhas, de uma violência simbólica indescritível. Depois, o desespero da militância, correndo até o aeroporto e impedindo o seu sequestro,

O delegado que interrogou Lula foi Luciano Flores, cujo irmão é desembargador da 8a Turma do TRF-4 empenhado em atrapalhar as investigações sobre a Lava Jato.

Outro episódio foi a divulgação da conversa entre Lula e Dilma. Assisti no televisor do aeroporto de Congonhas, onde vi também o atentado das Torres Gêmeas. O impacto foi o mesmo. É como se a cidadania tivesse sido derrubada por bombas incendiárias lançadas por terroristas tresloucados.

O terceiro episódio foi Lula impedido de ir ao velório do irmão Vavá

As indignidades não pararam por aí. A reprodução de diálogos da Vazajato, com procuradores ironizando a morte de dona Mariza e do próprio neto de Lula é a exposição nua da banalidade do mal.

É terrível o processo de desumanização do “inimigo”. Não respeitam morte de parentes, atribui-se qualquer demonstração de humanidade (a dor pela perda) a jogos de cena. É possível que em outros ambientes houvesse demonstrações tão horripilantes de desumanidade e que não foram registradas para a história. Mas a Vazajato fará com que cada personagem dos diálogos abaixo levem para o túmulo a vergonha de um dia terem se comportado dessa maneira. Serão malditos para sempre, a vergonha recobrirá todos seus descendentes, filhos e netos e jamais seus atos serão escondidos pela história.


Portal do José: Fim da farsa fascista se acelera com a cassação de Dallagnol! Gravações mostram mal caráter e covardia! O desespero da direita e a CPI do MST

 

Do Portal do José:



A PERDA DO MANDATO DE DALLAGNOL terá um efeito muito maior do que se imagina. O TSE não está tratando dos processos sob sua jurisdição com a morosidade que sempre pautou a corte. Péssimo para o bolsonarismo não ter filhotes de Aras e Lindora por todos os lados. Isso faz a fila andar mais rápido. Os lacaios de Bolsonaro estão a fazer uma CPI para investigar o MST. Que seja bem assistida pelo povo brasileiro. Tomaremos mais consciência das nossas desigualdades sociais e da concentração de poder e terras nas mãos de poucos. Sigamos.

terça-feira, 16 de maio de 2023

Dois vídeos do Portal do José sobre as falcatruas dos Bolsonaros e de como a grande mídia pouco fez para esclarecer os delitos do clã na época em que estavam no Poder

 

Vídeo 01: Passos para a cadeia de Bolsonaro tem semana decisiva! 4 depoimentos e a mulher que sabe demais... A falha de comunicação do governo Lula diante da avalanche de desinformação bolsonarista...

NÃO É APENAS CARTÃO DE VACINA. O buraco é muito maior. Embora Bolsonaro conte com apoio de estruturas que se corromperam institucionalmente como a PGR, a fila está andando. 4 depoimentos poderão selar o destino do clã! Enquanto isso, o governo Lula segue sem se comunicar com a sociedade.


Vídeo 02: Escândalo do Michellão. Contas no exterior? Campos Neto dos bancos e a grande mídia atacam Lula. Enfrentar ou recuar?




Vídeo do UOL: Exército gasta mais com viúvas e herdeiros de generais do que com soldados

 

Do UOL:

Viúvas e órfãos de generais ganham mais que todos os 90 mil cabos e soldados da ativa juntos. O UOL teve acesso aos dados de pagamentos do Exército nos últimos 4 anos. No ano passado foram pagos 3,8 bilhões de reais em aposentadorias e pensões e para os salários dos generais da ativa, em torno de 100 milhões de reais ao ano



segunda-feira, 15 de maio de 2023

Faroeste digital. Por Ana Cláudia Laurindo

 



Do Repórter Nordeste:

Eles estão com fome, e somos o seu cardápio favorito!

Nós que pensamos, escrevemos, criamos conteúdos para alimentar a big necessidade de likes e vendas das grandes plataformas, estamos catalogados para trabalhar gratuitamente.

Para eles não importa se pelas veias das redes sociais corre nazifascismo.

Eles sempre quiseram apenas o lucro, a qualquer custo.

Não importa para eles quem está nascendo, crescendo e querendo viver!

Para eles somente o algoritmo tem coração, e pulsa mercadologicamente incentivando consumidores.

O coração é uma curtida que torna a miséria humana um largo e frenético esgoto sem ética, que movimenta milhões.

Big matança de valores, assim como sempre foi, urge que seja mais rápido, em tempo real, o controle político do nosso país pelas robotizações desalmadas das notícias falsificadas.

Para eles somos estatísticas, não importa onde a linha figure; se na compra, na venda ou na câmara frigorífica.

É muito pior do que previram os visionários futuristas das décadas revolucionárias. Até os rostos foram roubados, para que nunca mais escorram lágrimas.

Tudo filtro, tudo fake, tudo fatiado entre poucos, diminutos gerentes tecnológicos de comportamentos.

Mas ainda não estamos entregues.

O sol queima de verdade e nossas mãos de escrita ardem.

sexta-feira, 12 de maio de 2023

Portal do José: Bozo comemorando? Torres solto, mas preso. Moraes joga xadrez com a extrema-direita

 

Do Portal do José:



12/05/23 - QUANTA ILUSÃO! O MUNDO PARALELO DE BOLSONARO E EXTREMISTAS COMEMORAM. Mas há motivos para acreditarem numa vitória final? Aliás, o que seria uma vitória final? O QUE DIZ A LEI? O QUE DIZ O CÓDIGO DE PROCESSO PENAL? Xandão ficou bonzinho? Ainda estamos presos nesse passado recente onde é fundamental que a justiça se faça valer. Temos muitas coisas para analisar mas não podemos esquecer o que aconteceu no Brasil. TORRES FOI SOLTO. Mas isso é absolvição? A fila continua a andar. Sigamos.

Do Portal do José: Nas hordas aliadas de Bolsonaro, General milionário constrange! Cid: Delação? Surtos psicóticos de bolsonaristas na câmara...

 


Do Portal do José:

Família de Cid também aprendeu a administrar imóveis com os Bolsonaros. Mas aperfeiçoaram a arte imobiliária. Militares devem estar aprendendo na AMAN a arte de combater o inimigo adquirindo território em seus domínios.


MUITA COISA ACONTECE NO BRASIL. A FILA ANDA. CADA UM COM UMA SENHA DIFERENTE. Família de Cid também aprendeu a administrar imóveis com os Bolsonaros. Mas aperfeiçoaram a arte imobiliária. Militares devem estar aprendendo na AMAN a arte de combater o inimigo adquirindo território em seus domínios. Colegas de farda devem ter grande curiosidade com essa expertise, afinal é algo muito estratégico. Aqui os aliados surtam. Mas desequilíbrio psicótico pode diminuir pena? A Câmara deve possuir algum tipo de atendimento a deputados drogados. Mas alguns devem também estar abusando dos tarjas pretas. A fila continua a andar. Daniel Silveira acreditou em Bolsonaro. Terá 8 anos e meio para se arrepender, em Bangu 8. Sigamos.


quinta-feira, 11 de maio de 2023

Reinaldo Azevedo: Super- Flávio Dino janta Moro, Do Val e Flávio Bolsonaro com eficácia e elegância

 

Da BandNews FM:




A reportagem investigativa extraordinária do Metrópoles: A FORTUNA AMERICANA DA FAMÍLIA CID. Por Arthur Guimarães

 

A mansão está registrada oficialmente como propriedade de um trust de nome sugestivo: “Cid Family Trust”.





  • Irmão do tenente-coronel Mauro Cesar Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, comprou mansão de R$ 8,5 milhões nos EUA
  • Nos últimos anos, ele fez outras aquisições milionárias, incluindo uma casa na Flórida
  • Alguns dos negócios foram registrados em nome de um trust familiar, o “Cid Family Trust”
  • Daniel Cid operou “milícia digital” contra as eleições e disseminou fake news
  • Polícia Federal investiga transações financeiras do clã no exterior

Quando decolou com Jair Bolsonaro rumo aos Estados Unidos, em 30 de dezembro de 2022, o então ajudante de ordens do presidente, tenente-coronel Mauro Cesar Barbosa Cid, já tinha planos de esticar sua temporada em terras americanas para além de Orlando, na Flórida.

Como ele próprio contou à Polícia Federal em 5 de abril, em depoimento ao qual o Metrópoles teve acesso, a partir do último dia de dezembro Cid saiu de férias, cruzou o país e foi visitar familiares na Califórnia.

O tenente-coronel do Exército, hoje preso, precisava descansar. Já investigado em diversas frentes, por distribuição de fake news, vazamento de documentos sigilosos para tumultuar o processo eleitoral e pela suspeita de operar um caixa paralelo no Planalto que servia à família Bolsonaro, ele havia tido um mês de dezembro frenético. Esteve empenhado na tentativa frustrada de resgate das joias presidenciais retidas pela Receita no aeroporto de Guarulhos e no esforço para fraudar comprovantes de vacinas, o que acabaria resultando na operação que o levou à cadeia, meses depois, por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.

O faz-tudo de Bolsonaro não detalhou para os policiais o restante de sua programação nos Estados Unidos, mas seu roteiro lança luz sobre um rol de propriedades milionárias compradas e registradas em nome de sua família nos últimos anos em solo americano.

A começar pelo endereço principal que seria visitado na viagem à Califórnia, uma mansão de US$ 1,7 milhão (nada menos que R$ 8,5 milhões) onde vive seu irmão, Daniel Cid, um outro personagem do clã que também que já caiu na malha da Polícia Federal e do STF por envolvimento na difusão de fake news em favor de interesses bolsonaristas.

A mansão e o “trust”

A mansão está registrada oficialmente como propriedade de um trust de nome sugestivo: “Cid Family Trust”.

A propriedade tem um grande jardim e vista para as colinas que cercam a cidade. A paisagem estonteante foi registrada pela filha de Mauro Cid em um post publicado nas redes sociais em 13 de janeiro deste ano.

No ordenamento jurídico americano, trusts são um instrumento legal que permite a proprietários de bens, sejam eles fundos de investimento ou imóveis, deixarem a tutela do patrimônio a cargo de pessoas de confiança (daí vem o nome, em inglês), que ficam a cargo de administrá-lo.

Trata-se de um modelo bastante usado, por exemplo, para blindar patrimônios de eventuais problemas judiciais e garantir sua transferência futura para quem o proprietário original indicar. Os donos reais, as pessoas físicas, não aparecem nos registros oficiais — foi preciso cruzar os dados com outras fontes para descobrir que Daniel está ligado aos negócios.

Os trusts também são uma forma de obter benefícios fiscais e, ao mesmo tempo, um recurso que figuras conhecidas da política brasileira, como o notório Eduardo Cunha, já utilizaram para garantir mais privacidade — e menos transparência, por óbvio — para suas transações.

No caso em questão, a mansão registrada em nome da Cid Family Trust fica em Temecula, cidade vinícola encravada no sul da Califórnia, a cerca de 130 quilômetros de Los Angeles.

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Cinematográfica, a propriedade (veja acima galeria de fotos) foi registrada em nome do trust em 2019. Tem 438 metros quadrados de área, com cinco quartos, quatro salas e uma confortável área de lazer que inclui piscina e fireplace. Em dois documentos americanos, junto ao nome do trust aparece também o nome do irmão do tenente-coronel que era ajudante de ordens de Jair Bolsonaro.

Mais propriedades

Pelo menos desde o ano de 2019, o trust da família Cid passou a ser dono, ainda, de outra casa, menor, avaliada em R$ 2,2 milhões e localizada na mesma cidade. Antes, o imóvel estava em nome de Daniel, como pessoa física. O irmão do tenente-coronel também aparece ligado a um terceiro imóvel em Temecula, vendido recentemente por ele pelo equivalente a R$ 3,3 milhões.

Segundo os registros oficiais do condado de Riverside, onde fica Temecula, foi no mês de março do primeiro ano do governo Bolsonaro que o principal bem, a mansão, foi posto em nome do trust.

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A propriedade teve uma valorização considerável nos últimos anos. Sites especializados estimam que, atualmente, ela valha mais de US$ 2,2 milhões — algo próximo a R$ 11 milhões.

A aquisição mais recente de Daniel Cid é uma casa em Miami, na Flórida: uma unidade no Doral Isles Martinique. Segundo os serviços de pesquisa imobiliária, o imóvel foi comprado em agosto de 2020. No site oficial do governo de Miami Dade, o bem está avaliado em cerca de R$ 2 milhões e registrado fora do trust, em nome do próprio irmão do ex-ajudante de ordens de Bolsonaro. São quatro quartos, em dois andares, dentro de um condomínio privativo da cidade.

Nos Estados Unidos, o irmão de Mauro Cid fez, nos últimos anos, uma série de movimentações — inclusive financeiras e societárias — que chamam atenção.

Daniel Cid

O irmão “nerd” e a milícia digital

Até o ano passado, Daniel era apenas mais um brasileiro vidrado em tecnologia que fez carreira no setor de segurança digital na Califórnia. Quando começou a lançar mão das habilidades para ajudar Jair Bolsonaro na tentativa de fraudar as eleições e a disseminar mentiras sobre a pandemia de Covid-19, no entanto, ele entrou no radar da polícia e do STF.

Daniel Cid foi o criador e administrador do “brasileiros.social”, uma página virtual hospedada fora dos servidores tradicionais e ilustrada com a bandeira do Brasil. Foi nesse mesmo site que foi parar uma cópia de um inquérito sigiloso da PF alardeado em uma “live” pelo ex-presidente — na companhia do tenente-coronel Cid — para supostamente “provar” a manipulação do sistema eleitoral, segundo a delegada federal Denisse Ribeiro. O caso virou um inquérito que ainda tramita no Supremo.

O irmão de Mauro Cid chegou a ser ouvido pela PF. E confessou, à época, que “já realizou o procedimento de colocar no ar link relacionados a arquivos em formato PDF a pedido do seu irmão Mauro Cid, umas 5 ou 6 vezes”.

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Para quem pesquisa na internet, há inúmeras outras menções relacionando posts de Bolsonaro com documentos publicados no site de Daniel, como em 15 de janeiro de 2021, quando uma corrente virtual do ex-presidente no aplicativo Telegram publicou um arquivo PDF atrelado a um texto: “Estudos clínicos demonstram que o tratamento precoce do Covid funcionam (sic!)”. Ou seja, vários posts bombásticos com possíveis mentiras propagadas por Bolsonaro tinham como fundamento documentos manuseados por Daniel.

Daniel Cid foge do perfil usual de parentes de assessores da família Bolsonaro flagrados pelas autoridades brasileiras em supostos esquemas das chamadas “rachadinhas”. Já trabalhou em grandes empresas de tecnologia. Em 2017, vendeu uma startup chamada Sucuri para a hospedeira e criadora de websites GoDaddy. O valor da negociação não é público.

Empresa em paraíso fiscal

No ano seguinte, em 2018, veio a eleição presidencial brasileira. Ainda na transição, em 28 de novembro, Mauro Cid foi nomeado para o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, o GSI. Pouco depois, em 13 de dezembro, ele já assumia o posto de ajudante de ordens do então futuro mandatário.

Foi logo após esse período que o irmão do então ajudante de ordens fez Daniel outra mudança na engenharia de seus negócios. Em setembro de 2020, ele transferiu uma empresa que tinha na Califórnia, a CleanBrowsing, para Delaware, conhecido como um paraíso fiscal dentro dos Estados Unidos, como mostrou, em novembro do ano passado, o jornalista Lúcio de Castro.

Embora seja regida pela legislação de Delaware, o escritório de administração da firma fica no estado do Texas. Nos sites de busca, no endereço declarado aparece apenas uma agência postal.

Mudanças como essa podem acontecer por questões tributárias, mas, invariavelmente, deixam mais restritas as informações financeiras da companhia, facilitando, eventualmente, a incorporação de dinheiro de fonte incerta nos negócios.

Vinícius Schmidt/Metrópolessede polícia federal brasília

As investigações

Dentre as várias investigações que incluem direta ou indiretamente o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, algumas envolvem lavagem de dinheiro, como o Metrópoles mostrou em janeiro, em reportagem que acabou resultando no cancelamento da nomeação de Mauro Cid para o comando de um batalhão de forças especiais com sede em Goiânia e na queda do então comandante do Exército.

Mensagens encontradas pela PF no celular do tenente-coronel revelam remessas de dinheiro para o exterior. Os investigadores pretendem recorrer a acordos de cooperação com as autoridades americanas para avançar sobre essas transações. Eles também tentarão obter dados sobre a conta bancária que Mauro Cid mantinha na Flórida, de onde podem ter saído os 35 mil dólares encontrados na casa dele em Brasília, na semana passada.

O pai dos irmãos Cid, o general da reserva Mauro Cesar Lourena Cid, é amigo antigo de Bolsonaro e foi nomeado no governo passado para chefiar o escritório da Agência Brasileira de Promoção de Exportação e Investimentos, a Apex, em Miami. Recebia, no posto, um polpudo salário em dólares. Colega de turma de Bolsonaro na academia de formação de oficiais, Lourena Cid perdeu o cargo no início do mandato de Lula.

Metrópoles tentou contato com Daniel Cid e com advogados do tenente-coronel Mauro Cesar Cid, mas até o momento não houve resposta.