terça-feira, 12 de outubro de 2021

Grande mídia, dos barões e suas famílias igualmente envolvidas, esconde o escândalo dos paraísos fiscais de Paulo Guedes e Roberto Campos Neto. Vídeo com o jornalista Rodrigo Vianna

 

Do Brasil de Fato e Rede TVT:

Na edição do Tempero da Notícia desta semana, Rodrigo Vianna traz a análise sobre as revelações do projeto Pandora Papers, do Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos, que apontam, entre mais de 300 figuras públicas, o ministro da Economia Paulo Guedes, e o presidente do Banco Central Roberto Campos Neto, como mantenedores de recursos em contas offshore no exterior. Ambos terão que prestar explicações na Câmara e no Senado.


A TVT e a Rádio Brasil Atual, em parceria com Brasil de Fato, exibem o programa Tempero da Notícia com Rodrigo Vianna. O jornalista faz a análise dos principais fatos políticos e econômicos da semana.

sábado, 9 de outubro de 2021

Corda arrebentou! Quem vai pagar? Bolsonaro e Guedes na cadeia? Jornalismo cínico lamentará as vítimas mas poupará os responsáveis pela destruição social e econômico-ambiental!

 



A corda arrebentou em várias áreas. Como essa gente que comanda ou "descomanda" o Brasil pensa em escapar? Como conseguem uma blindagem espetacular e cínica?


Existe jornalismo nos grandes veículos de comunicação ou são todos membros de uma gangue? Muita coisa hoje para debatermos e mostrarmos no Portal. Sigamos.


sexta-feira, 8 de outubro de 2021

Offshores, Paraísos fiscais e o modelo neoliberal chileno/Pinochet de Paulo Guedes para vampirizar a América Latina, por Rodrigo Medeiros e Luiz Henrique Faria

 

Para o cientista político francês Alain Rouquié, em seu livro “A la sombra de las dictaduras”, editado pela Fondo de Cultura Económica, em 2011, as democracias na América Latina são herdeiras das ditaduras na região, quando não são suas prisioneiras.

Paraísos fiscais e o modelo chileno para a América Latina

por Rodrigo Medeiros e Luiz Henrique Faria

A divulgação recente dos Pandora Papers, uma investigação do Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ, em inglês) sobre recursos financeiros em paraísos fiscais, expôs a hipocrisia do (neo)liberalismo regressivo em relação aos reais privilégios no Brasil. Tornou-se público que um número expressivo de empresários brasileiros com offshores, em paraísos fiscais, devem à União R$ 16 bilhões em tributos. A falta de transparência desses paraísos fiscais é histórica e se presta a diversos fins, inclusive ilícitos.

Considerando-se a legislação brasileira, não é crime ter uma offshore, desde que ela seja declarada formalmente nos termos das leis vigentes. Entretanto, cabem duas questões. Quem precisa ter dinheiro em paraísos fiscais? Qual é a origem desse dinheiro nos paraísos fiscais? Em tempos de agenda regressiva, dificilmente podemos esperar que uma reforma tributária incomode essa gente no Brasil. Os Pandora Papers revelaram, no âmbito de suas investigações, que Paulo Guedes, ministro da Economia, e que Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central do Brasil, possuem ou possuíam, até bem pouco tempo, contas em paraíso fiscal.

De acordo com o artigo 5 do Código de Conduta da Alta Administração Federal, instituído em 2000, é proibido que funcionários do alto escalão mantenham aplicações financeiras, no Brasil ou no exterior, passíveis de serem afetadas por políticas governamentais. Empresários brasileiros que influenciam a agenda pública também constam nessa investigação. Todos esses fatos, demonstram que há, no mínimo, um conflito de interesses, além do constrangimento causado quando é exposto o envolvimento de autoridades influentes com a obscuridade dos paraísos fiscais.

Nesse sentido, acreditamos que um exemplo merecedor de atenção e reflexão é o caso do Chile. O ditador chileno Augusto Pinochet, já falecido, também tinha recursos financeiros em paraíso fiscal. Pinochet tinha uma rede de empresas nas Ilhas Virgens Britânicas, criada pelo advogado Óscar Custodio Aitken Lavanchy com a ajuda panamenha de Alemán, Cordero, Galindo & Lee (Alcogal). Em síntese, Alcogal criou seis empresas nas Ilhas Virgens Britânicas para o advogado Óscar Aitken, que as usou para esconder os bens do general Augusto Pinochet e receber pagamentos como intermediário na venda de armas. Em julho de 2004, o Senado dos EUA divulgou um relatório no qual informava que Pinochet tinha contas secretas no banco Riggs, no Panamá, sugerindo que ele havia se apropriado de recursos públicos durante os seus 17 anos como ditador.

Para o cientista político francês Alain Rouquié, em seu livro “A la sombra de las dictaduras”, editado pela Fondo de Cultura Económica, em 2011, as democracias na América Latina são herdeiras das ditaduras na região, quando não são suas prisioneiras. Sobre essas democracias, ponderou o cientista político, “os jogos de coerções que os autoritarismos imprimem à cultura política não as afetam menos do que os arranjos institucionais que foram instalados”. A permanência de espaços autoritários, o déficit de poder público democrático e a precariedade institucional são onipresentes na região. O risco do populismo, à direita ou à esquerda, integra o quadro de desigualdades sociais extremas e de grande concentração de rendas e patrimônios no topo.

O caráter regressivo da tributação nos países da América Latina, suas desigualdades sociais extremas e a evasão fiscal são ressaltados por Rouquié. Suas estruturas sociais não igualitárias e hierárquicas não são favoráveis à efetiva prática democrática, apesar de certas formas de liberalismo fazerem parte da ideologia hegemônica de suas elites. O darwinismo social é bem conhecido no Brasil desde a República Velha (1889-1930), oligárquica e antissocial.

A investigação dos Pandora Papers também demonstrou que os negócios de Sebastián Piñera, o atual presidente chileno, envolvem várias empresas nas Ilhas Virgens Britânicas. Os documentos revelam que o presidente é o beneficiário, junto com familiares, de duas empresas no Panamá, ambas criadas antes de ele assumir o cargo e que, até 2018, as ações dessas empresas eram atribuídas “ao portador”, fórmula utilizada para ocultar os beneficiários das companhias.

Quais seriam os interesses públicos e privados das gestões e reformas promovidas pelo arco ideológico ultraliberal na América Latina? Há uma agenda regressiva de reformas na América Latina concebida a partir do modelo ultraliberal chileno executado pelo general Augusto Pinochet e os Chicago Boys? Informações divulgadas nos Pandora Papers apontam no sentido de correlação entre as reformas regressivas e as concentrações estruturais de rendas e riquezas na região, que privatizam os patrimônios públicos, precarizam os mercados de trabalho e mantêm países em um estado permanente de subdesenvolvimento “neocolonial”.  

O que podemos aprender efetivamente sobre os traumas históricos do caso chileno? Exilado na cidade de Santiago, a partir de novembro de 1969, o cientista social brasileiro Ruy Mauro Marini iria testemunhar o golpe que derrubou o governo de Salvador Allende, em 11 de setembro de 1973. No Centro de Estudos Socioeconômicos da Universidade do Chile, Marini somou esforços intelectuais com Vânia Bambirra, Theotonio dos Santos e André Gunder Frank para formular a teoria da dependência, ainda muito incompreendida.

Destacaremos o seu livro “O reformismo e a contrarrevolução”, que foi editado em 2019 pela Expressão Popular no Brasil. Escritos entre 1970 e 1973, os textos de estudos sobre o Chile que compõem o livro refletem o calor do momento histórico e nos fazem pensar sobre os desafios do tempo presente, inclusive no Brasil. O governo Allende sofreu boicote financeiro, não reinvestimento de lucros empresariais e sabotagem, relatou Marini.

Em meados de 1972, o país viveu uma onda inflacionária que golpeou as rendas da população. A posterior crise de outubro tem origem no fracasso da gestão dos ministros Orlando Millas (Fazenda) e Carlos Matos (Economia), que apostaram nos mecanismos de mercado para equilibrar oferta e demanda na economia chilena, de acordo com Marini. A gestão de uma espécie de “economia de guerra” foi discutida no arco da coalização governista, mas não foi adotada. Na medida em que o desabastecimento se tornava grave, os lucros cresciam inclusive para as pequenas e médias burguesias, que também começaram a se beneficiar da escassez generalizada de bens de consumo.

A greve patronal foi um evento que marcou a radicalização golpista. Uma de suas consequências foi a entrada das Forças Armadas no governo para acalmar temores. Para o governo da Unidade Popular, “a formação do gabinete civil-militar de novembro continha aspectos contraditórios”, observou Marini. Tal fato favorecia a politização dos militares e a hegemonia dos setores golpistas. Ainda assim, em 1973, a coalização governante atingiu 44% da votação nas eleições parlamentares. No entanto, entre julho e agosto de 1973, destacou Marini, entregou-se “a cabeça do allendista general Prats, então ministro da Defesa, à reação direitista, substituindo-o pelo general Augusto Pinochet, considerado um constitucionalista”.    

Segundo Marini, o golpe ocorreu “porque somente ele permitiria resolver a crise do sistema de dominação em benefício do grande capital nacional e estrangeiro”. Como consequência, seriam desorganizados os movimentos populares, as suas organizações e os seus partidos políticos. O regime militar de então foi, na avaliação de Marini, “a expressão mais pura da hegemonia do grande capital nacional e estrangeiro sobre a sociedade chilena”. A brutal violência decorrente não pode ser esquecida, conforme ressaltaram as grandes manifestações sociais de outubro de 2019 e que provocaram a necessidade de uma nova constituinte naquele país.

Quando o caso chileno foi comparado ao Brasil, Marini foi enfático na época ao afirmar que “o regime chileno não se diferencia, no fundamental, dos regimes semelhantes que, desde 1964, a partir do golpe de Estado brasileiro, e em ampla medida como consequência deste, estão sendo impostos na América Latina”. Para essa região, o autor citou que o grande capital esteve em aliança com os militares como resposta dos Estados Unidos à Revolução Cubana.

Marini mostrou que a participação relativa do investimento estrangeiro na indústria manufatureira sofreu uma aceleração a partir dos anos 1950 na América Latina. Nesse processo histórico, decisiva foi a participação estadunidense. A “via chilena ao socialismo” expressou, na visão de Marini, as contradições intrínsecas à pretensão de transformar estruturalmente a sociedade burguesa sem ultrapassar os seus limites e, portanto, ela acabou “prisioneira das estruturas criadas pela burguesia para funcionarem de acordo com os interesses do capital”. Guardadas as devidas proporções e distâncias históricas, trata-se de um instigante livro que nos faz refletir ainda hoje, sob o efeito das divulgações dos Pandora Papers.  

Desde 2016, as reformas regressivas brasileiras, sob inspiração chilena, têm passado no Congresso Nacional. A primeira grande reforma se consolidou na Emenda Constitucional 95/2016, que versa sobre o teto dos gastos primários para 20 anos. Em relação ao que foi prometido pelo apoio organizado às reformas, os resultados são ruins. Para citar dados recentes, destacamos a matéria de Fernando Canzian, na Folha de S.Paulo, de 7 de outubro, que mostrou como o “ritmo na criação de empregos informais dobrou no Brasil em cinco anos e tem sido a principal marca da medíocre recuperação econômica desde 2017. De um total de 89 milhões de ocupados, 36,3 milhões são informais”. Com a pandemia de Covid-19, piorou o que já estava ruim antes. Notícias na imprensa sobre os avanços da fome e da insegurança alimentar revelam um quadro distópico e regressivo no Brasil.

Rodrigo Medeiros e Luiz Henrique Faria são professores do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes)

Fontes:

[1] https://www.metropoles.com/materias-especiais/pandorapapers

[2] https://www.ciperchile.cl/2021/10/05/pandora-papers-aitken-y-pinochet-los-incomodos-clientes-offshore-del-bufete-panameno-alcogal/

[3] https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2021/10/emprego-informal-dobra-e-ioio-na-renda-empobrece-brasileiro.shtml

Este texto não expressa necessariamente a opinião do Jornal GGN

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TV GGN 20hs: A fritura de Guedes, enquanto a boiada destrutiva da natureza passa mais velozmente na Amazônia

 Lourdes Nassif e Marcelo Auler conversam com Manuel do Carmo da Silva Campos, representante da Comissão Pastoral da Terra da Arquidiocese de Manaus, e o economista Luiz Carlos Bresser-Pereira

Do Jornal GGN:


Jornal GGN – Lourdes Nassif e Marcelo Auler conversam com Manuel do Carmo da Silva Campos, da Comissão Pastoral da Terra da Arquidiocese de Manaus, e o economista Luiz Carlos Bresser-Pereira

O programa começa com Lourdes e Marcelo trocando impressões sobre a CPI da Pandemia, que ouviu Tadeu Frederico Andrade, que passou 120 dias internado e quase morreu de covid-19 em hospital da Prevent Senior , e o ex-médico da operadora Walter Correa de Souza Neto

Lourdes afirma que “o apelo emocional foi pesado na hora que se ouve o relato da Prevent Senior (Tadeu Frederico Andrade, 65 anos). Isso foi bem pesado (…) E dá para a Prevent Senior mais peso no pé para afundar”.

“Então, não sabemos bem o que vai sair em termos de documento desse depoimento, mas que foi muito pesado, foi”, disse Lourdes. “E depois o médico corroborando todo o relato do paciente ali”

“A verdade é que queriam matar o paciente. Iam promover um homicídio”, diz Auler. “Primeiro ele começou a ter os sintomas em dezembro, procurou a Prevent Senior, mandaram o kit cloroquina, ele tomou inadvertidamente. Em janeiro ele (Tadeu Frederico) foi para o hospital, foi internado, tomou novamente, acabou tendo que ser entubado, ficou até o final de janeiro quando comunicaram a família dele que ele sairia da UTI e iria para o tratamento paliativo”.

Auler ressalta que o hospital daria morfina para o paciente e tirariam os tubos, deixando-o para morrer. “Se não fossem as duas filhas dele irem para o hospital, ameaçarem não apenas com ação judicial – mas eu acho que o que pesou foi de colocarem a boca no trombone na mídia – teriam feito isso”.

“Aí elas descobriram que os médicos estavam olhando um prontuário errado – de uma senhora, de 75 anos. Para ver como é que eram tratadas as questões ali dentro”, diz Auler. “Eles tiveram que contratar um médico particular para ficar fiscalizando isso tudo. É uma coisa aterrorizante”.

A boiada ambiental desce os rios do Amazonas

Lourdes e Marcelo conversam com Manuel do Carmo da Silva Campos, representante da Comissão Pastoral da Terra da Arquidiocese de Manaus, que está denunciando que, apesar do ministro Ricardo Salles ter saído do governo, a ‘boiada’ continua passando, descendo pelos rios

De acordo com Auler, uma comunidade ribeirinha na divisa do Amazonas com o Pará filmou o tráfego de balsas com madeira extraída ilegalmente da Amazônia – de quarta-feira passada até a última segunda-feira, foram de quatro a cinco balsas.

Contudo, Manuel diz que esse número já deve ter chegado a 10 balsas. “Estamos desde segunda-feira entrando em contato com o Ministério Público Federal, com a Defensoria Pública da União e eles ainda não conseguiram um retorno”.

“O processo que nós encaminhamos está com um procurador de Tefé, e nós não estamos conseguindo ter acesso. É o procurador federal que responde pelo MPF da Amazônia, em Roraima, só que ele está naquela região de Tefé”, diz Manuel do Carmo

Segundo Auler, a madeira apreendida em novembro pertencia ao empresário Darlling Ribeiro Lira – e existe a suspeita de que essa madeira descendo o rio agora é do mesmo proprietário. “Tranquilo, é dele mesmo”, diz Manoel do Carmo

Sobre a atuação do Ibama, Manuel do Carmo diz que “o grande problema do Ibama é que essa madeira vem licenciada do PA (…) Eles devastaram a floresta, desrespeitaram a terra indígena e o Ibama tentou várias vezes se aproximar deles, mas eles apresentam documento legal”.

Manuel do Carmo diz que existe a suspeita, nos bastidores, de mancomunação política, com grandes políticos. “Não sabemos como as influências estão permeando essa situação, mas por sinal eles fazem até licitação para fazer esse manejo”.

Pressão sobre Paulo Guedes

“Enquanto a boiada passa no Amazonas, em Brasília a pressão está sobre Paulo Guedes”, diz Auler. Para discutir a pressão sobre a área econômica, Lourdes e Marcelo conversam com o economista Luiz Carlos Bresser-Pereira.

“A coisa da offshore não deve incomodá-lo muito. Ele (Guedes) está realmente se esvaziando porque a política dele é um desastre. E isso os deputados percebem”, diz Bresser-Pereira.

“O que está em todos os jornais, jornais mais conservadores, deixa claríssimo: a situação da economia brasileira piorou bastante, aquelas perspectivas de uma certa retomada do crescimento depois da pandemia aconteceriam agora em meados do ano. E não aconteceu”

“E todo mundo explicou que não aconteceu porque ninguém confia no governo e, portanto, ninguém investe. E, portanto, não há economia que funcione”, afirma Bresser-Pereira.

“É uma crise curiosa por que, além da crise geral, dos problemas todos que nós temos, e de repente a atuação do governo se torna genericamente ruim”, afirma Luiz Carlos Bresser-Pereira. “Isso é reconhecido por todo mundo. Aí está, é uma tragédia que o Brasil vive nas mãos dessa gente”.

Confira as entrevistas completas com Manuel do Carmo da Silva Campos e Luiz Carlos Bresser-Pereira logo abaixo, na íntegra da TV GGN 20 horas desta quinta-feira

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Bob Fernandes: Barões de Mídias do Brasil nos paraísos fiscais. E como os EUA financiam a “Intervenção Imperial” em prol de seus próprios interesses...

 

Do Canal do analista e jornalista político Bob Fernandes:



CRÉDITOS Direção Geral: Bob Fernandes Direção Executiva: Antonio Prada Produção: Eliano Jorge Edição: Yuri Rosat Arte e Vinhetas: Lorota Música de abertura e encerramento: Gabriel Edé Este é um vídeo do canal de Bob Fernandes. Vídeos novos todas terças e quintas, sempre, e demais postagens a qualquer momento necessário.

A CPI da Covid ouve o paciente que o plano de saúde privado e bolsonarista Prevent Senior (do lema da SS, da banda que canta canção nazista e que efetuou "pesquisas" com remédios ineficazes com apoio do governo Bolsonaro) não conseguiu mantar.... Resumo em vídeo do canal Meteoro Brasil

 

Do Canal Meteoro Brasil:

É macabro, mas é real: um plano de saúde realizava experimentos clandestinos com pacientes idosos e depois os largava para morrer, economizando gastos com leitos de UTI. Tadeu sobreviveu para contar a história e fez isso na CPI da Covid





quinta-feira, 7 de outubro de 2021

A grande Mídia financeira & jornalistas de cativeiro, portanto, de direita, no esconderijo fiscal do Pandora Papers

 O jornalista Roberto Moraes denuncia a omissão da mídia corporativa no caso Pandora Papers. “A mídia corporativa ainda tenta posar de árbitro de falsa neutralidade, numa disputa que tem lado. É jogador e agente escancarado do mercado, na captura tanto de dinheiro quanto de poder”, destacou

Paulo Guedes e Campos Neto

Paulo Guedes e Campos Neto (Foto: Alan Santos/PR | Isac Nóbrega/PR)

O caso das offshore do Pandora Papers em que as duas maiores autoridades econômicas do Brasil são partes que escandalizam o mundo, traz evidências bem para além da mistura entre o público e o privado que derrubou a porta giratória da ética e da moral entre o Estado e a sociedade no país.

O esforço para esconder (ou escantear) o grave assunto por parte das mídias corporativas, demonstra o modus-operandi dessas “corporações verbo-verba”. Há muito elas se afastaram daquilo que antes se vangloriavam de ser: instrumentos de intermediação entre o Estado e a esfera pública para formar a opinião.

O que se vê - cada vez mais - é a compra escancarada do imaginário de que a política é um estorvo e a elite econômica é virtuosa. Nesta toada, a mídia corporativa ainda tenta posar de árbitro de falsa neutralidade, numa disputa que tem lado. É jogador e agente escancarado do mercado, na captura tanto de dinheiro quanto de poder. Com o primeiro obtém mais poder, a partir de onde amplia os controles e os fluxos de informação e dinheiro em seu benefício.

Assim a mídia corporativa quer Estado para si e para os seus interesses e, desta forma, vai definindo pautas cada vez mais distantes do compromisso com a sociedade, escondendo o que atrapalha e marketeando os negócios financeiros que banca os seus crescentes lucros.

Difícil falar em democracia num cenário como este em que a esfera é privada e a opinião comprada com a riqueza vampirizada e capturada daqueles que a geram. A Hildegard Angel mandou bem ao se referir a “jornalistas de cativeiro” estes que sofrem a ditadura dos donos dessa mídia corporativa-financeira.

terça-feira, 5 de outubro de 2021

Bob Fernandes: Os Chefões da Economia, como Paulo Guedes e Campos Neto, do Brasil não acreditam no Brasil. Lucram com seus milhões no exterior

 

Do Canal do analista político Bob Fernandes:



CRÉDITOS Direção Geral: Bob Fernandes Direção Executiva: Antonio Prada Produção: Eliano Jorge Edição: Yuri Rosat Arte e Vinhetas: Lorota Música de abertura e encerramento: Gabriel Edé Este é um vídeo do canal de Bob Fernandes. Vídeos novos todas terças e quintas, sempre, e demais postagens a qualquer momento necessário.

Bolsonaro reduz o tamanho e importância do Brasil no mundo, afirma Kennedy Alencar, após chanceler brasileiro não ser recebido na França

 

Do Canal UOL:

O chanceler brasileiro Carlos França desembarcou nesta semana em Paris para a reunião ministerial da OCDE. Mas não será recebido pelo ministro de Relações Exteriores da França, Jean-Yves Le Drian. A coluna de Jamil Chade no UOL apurou que o Itamaraty solicitou um encontro com o representante do governo de Emmanuel Macron. Não houve, porém, uma resposta positiva por parte dos europeus



Do Portal do José: Escândalo sem fim! Hoje Guedes faturou 703.800,00! Bolsonaristas mudos! Isso sim é que é rachadinha!

 

Do Canal Portal do José:

Você anda meio sem grana e atrás de ossos para sua sopa? Seus problemas se acabaram! Consulte Paulo Guedes e saiba como ganhar dinheiro sem fazer nada! Retorno garantido! E se a inflação for alta, você ganha ainda mais! Diesel aumentou? Luz? Comida? Durma feliz! pergunte ao ministro que odeia criaturas do pântano como devemos fazer! Haja picaretagem! Sigamos!



UOL: Bolsonaro é criticado por Cômite da ONU por uso de criança fardada (em gesto fascistóide) | Jamil Chade

 


Do Canal UOL:

No UOL News, o colunista Jamil Chade fala sobre critica do Comitê da ONU (Organização das Nações Unidas) dos Direitos da Criança pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ter usado criança com farda em ato em Belo Horizonte. Para o colunista, trata-se do "Estado usando uma criança para promover uma ilegalidade"




Paulo Guedes, seus investimentos e o pedido de sacrifício ao povo brasileiro para o crescimento do paraíso neoliberal e bolsonarista no Brasil....

 

Isso é coerência na extrema direita, realçada pelo economista de Pinochet ontem e de Bolsonaro hoje:




segunda-feira, 4 de outubro de 2021

O Seráfico Pai São Francisco: o último cristão. Texto de Leonardo Boff

 

"São os sem poder. É com esses que Francisco vai viver e conviver", diz o teólogo Leonardo Boff. "Junta-se aos hansenianos, come da mesma escudela deles, limpa-lhes as chagas e os abraça como a irmãos e a irmãs. Renega todo o poder. Sabe que no poder consiste na maior tentação humana, pois, nos faz parecer 'pequenos deuses' que detém o destino dos outros"

São Francisco de Assis

São Francisco de Assis (Foto: Reprodução)

Do 247:

Hoje, 4 de outubro, é o dia do Seráfico Pai São Francisco como os frades costumam afetivamente chamá-lo. Foi alguém que levou tão longe o projeto de Jesus que acabou se identificando com ele. Em razão disso é chamado o Primeiro depois do Único, Jesus Cristo ou também o Último cristão. A Tradição de Jesus gerou incontáveis seguidores, entre homens e mulheres. Mas ninguém foi tão radical como ele: o último cristão de verdade.

Segundo o historiador Arnold Toynbee, e o filósofo Max Scheler, professor de Martin Heidegger, Francisco foi o maior homem que o Ocidente produziu. Ele desborda a Ordem Franciscana e já não pertence mais à Igreja Católica mas à humanidade. Tornou-se o irmão universal. Inspirou o Papa Francisco a escrever as duas encíclicas de ecologia integral: “Sobre o cuidado da Casa Comum” (2015) e “Todos irmãos e irmãs” (2020). Diz, comovedoramente, Francisco “é o exemplo pelo cuidado pelo que é frágil; qualquer criatura era uma irmã, unida a ele por laços de carinho, pois, se sentida chamado a cuidar de tudo o que existe”(n.10 e 11).

Francisco é chamado também de o Poverello o pobrezinho de Assis ou também de Fratello, o irmãozinho de toda criatura.

Entre outras, três características marcam sua pessoa: a pobreza, a fraternidade e a minoridade. 

pobreza para Francisco não é um exercício ascético. É um modo de vida. Consiste em remover tudo o que possa me distanciar do outro: os bens, os saberes e principalmente os interesses. Como a palavra – interesse – sugere é aquilo que fica entre (intter) mim e outro. Quis despojar-se disso tudo. Colocar-se de joelhos, à altura do outro, para estar olho a olho e rosto a rosto. Sem distância, você sente o outro como seu irmão ou sua irmã, sua pele, seu olhar e o pulsar de seus corações.

fraternidade resulta desta pobreza. Ser pobre para ser mais irmão e irmã e formar uma comunidade humana e também cósmica. Com profunda humildade acolheu o húmus escuro de onde todos nos originamos em suas palavras, “a mãe e irmã Terra”, também os seres todos da natureza. A minhoca que forceja por cavar um buraco no chão duro do caminho, ele cuidadosamente a afasta e a leva a um lugar úmido. Vê um ramo quebrado e corre a enfaixá-lo para que possa reviver. Escuta as cotias cantando e pede-lhes licença para unir-se a elas com seus salmos. Buscou a unidade da criação entre os seres humanos e todo criado. Em plena cruzada contra os muçulmanos, atravessa o front e vai conversar com o sultão do Egito. Não foi para convertê-lo. Foi para se confraternizar com ele e juntos rezarem. Ficam grandes amigos. Até o feroz lobo de Gubbio é feito irmão e faz com que se reconcilie com toda a cidade,

minoridade nasce da pobreza e da fraternidade universal. Havia, em seu tempo, os “maiores” toda a hierarquia eclesiástica tendo o Papa como cabeça, os ricos comerciantes das Comunas, como seu pai, que estavam se formando e deixando para trás as hierarquias feudais. E havia os “menores”, os servos da gleba, os empregados das fabriquetas de tingir os tecidos, vivendo em condições miseráveis. E havia ainda os hansenianos (os leprosos), rejeitados e isolados fora da cidade.

São os sem poder. É com esses que Francisco vai viver e conviver. Junta-se aos hansenianos, come da mesma escudela deles, limpa-lhes as chagas e os abraça como a irmãos e a irmãs. Renega todo o poder. Sabe que no poder consiste na maior tentação humana, pois, nos faz parecer “pequenos deuses” que detém o destino dos outros. Bem observava Hobbes em seu Leviatã: “o poder para se assegurar busca cada vez mais poder e isso cessa apenas com a morte”. Os sábios de todas as tradições nos advertem: onde impera o poder, aí desaparece o amor e some a ternura; impera a concorrência, surge a tensão, irrompe o conflito e pode ocorrer até o assassinato do outro. Ser “menor” para Francisco é unir-se aos sem-poder, participar de sua marginalização e decididamente recusar-se a todo o poder. Não elaborou nenhuma instituição que os auxiliasse. Fez mais. Foi viver com eles e participar de sua sorte.

Por fim cabe referir o seu profundo amor a Clara. Poucas vezes na história cristã se verificou tanta sintonia entre o animus e a anima. Não fugiram da experiência mais gratificante e profunda do amor humano nem de suas argúcias. No amor real e verdadeiro entre ambos encontravam o Amor Maior que os unia mais profundamente e também com todas as criaturas.

Em louvor do Seráfico Pai Francisco, meu irmão e seguidor que em sua homenagem escreveu: Francisco de Assis: o homem do paraíso, ilustrado por Nelson Porto, Vozes, Petrópolis 1986.

quinta-feira, 30 de setembro de 2021

Vídeo do UOL: Dinheiro de dívida de igrejas com impostos poderia ser usado em outras áreas, diz advogada

 

Do Canal UOL:

Um grupo de 16 entidades religiosas deve R$ 1,6 bilhão em impostos, segundo levantamento da PGFN (Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional) obtido pelo UOL por meio da Lei de Acesso à Informação. Em entrevista ao UOL News, a advogada tributária Tathiane Piscitelli, professora da FGV Direito, fala sobre o caso e os direitos e deveres legais das igrejas