segunda-feira, 24 de junho de 2013

A Globo e os Protestos: quando o foco pulverizado vira objeto de manobra



Segue abaixo vídeo que vem irritando os infiltrados de Direita nas justas manifestações por um Brasil melhor:





domingo, 23 de junho de 2013

Os Anonymous do Brasil não são contra Wall Street


Os Anonymous originais eram contra Wall Street e contra o neoliberalismo, contra o capitalismo e em favor das pessoas.... Os daqui usam as pessoas em favor da direita fascista, elitista e privatista se apropriando de insatisfações legítimas.... 

Aqui agora se tornou fácil tomar os movimentos sempre defendidos pela esquerda modificando-as em favor da direita mascarada.... 

Agora o lobo se faz de cordeiro usando mal o rosto Guy Fawkes e à favor do sistema neoliberal, invertendo completamente a ideia original...

Carlos Antonio Fragoso Guimarães

sábado, 22 de junho de 2013

Entre a Democracia e o fascismo, texto de Paulo Moreira Leite

Da Istoé
Paulo Moreira Leite



O movimento de caráter semi-insurrecional que vemos no país de hoje exige uma reflexão cuidadosa.
Começou como uma luta justíssima pela redução de tarifas de ônibus.
Auxiliada pela postura irredutível das autoridades e pela brutalidade policial, esta mobilização transformou-se numa luta nacional pela democracia.
Se a redução da tarifa foi vitoriosa, a defesa dos direitos democráticos também deu resultado na medida em que o Estado deixou de empregar a violência como método preferencial para impor suas políticas.
Mas hoje a mobilização assumiu outra fisionomia.
Seu traços anti-democráticos acentuados. Até o MPL, entidade que havia organizado o movimento em sua primeira fase, decidiu retirar-se das mobilizações.
Os manifestantes combatem os partidos políticos, que são a forma mais democrática de participação no Estado.
Seu argumento é típico do fascismo: “povo unido não precisa de partido.”
Claro que precisa. Não há saída na sociedade moderna. Às vezes, uma pessoa escolhe entrar num partido. Outras vezes, é massa de manobra e nem sabe.  
A criação de partidos políticos é a forma democrática de uma sociedade debater e negociar interesses diferentes, que não nascem na política, como se tenta acreditar, mas da própria vida social, das classes sociais.
Em São Paulo, em Brasília, os protestos exibiram faixa com caráter golpista. 
“Chega de políticos incompetentes!!! Intervenção Militar Já!!!”
No mesmo movimento, militantes de esquerda, com bandeiras de esquerda, foram forçados a deixar uma passeata na porrada. Uma bandeira do movimento negro foi rasgada.
A baderna cumpre um papel essencial na conjuntura atual. Reforça a sensação de desordem, cria o ambiente favorável a medidas de força – tão convenientes  para quem tem precisa desgastar de qualquer maneira um bloco político que ocupa o Planalto após três eleições consecutivas.  
A baderna é uma provocação que procura emparedar o governo Dilma criando uma situação sem saída.
Se reprime, é autoritária. Se cruza os braços, é omissa.
Outro efeito é embaralhar a situação política do país, confundir quem fala pela maioria e quem apenas pretende representá-la.
É bom recordar que a maioria escolhe seu governo pelo voto, o critério mais democrático que existe.
Nenhum brasileiro chegou perto do paraíso e todos nós temos reivindicações legítimas que precisam de uma resposta.
Também sabemos das mazelas de um sistema político criado para defender a ordem vigente – e que, com muita dificuldade, através de brechas sempre estreitas, criou benefícios para a maioria.
Olhando para a maioria dos brasileiros, aqueles que foram excluídos da história ao longo de séculos, cabe perguntar, porém: os políticos atuais são incompetentes para quem, mascarados?
Para a empregada doméstica, que emancipou-se das últimas heranças da escravidão?
Para 40 milhões que recebem o bolsa-família?
Para os milhões de jovens pobres que nunca puderam entrar numa faculdade? Para os negros? Quem vive do mínimo?
Ou para quem vai ao mercado de trabalho e encontra um índice de desemprego invejado no resto do mundo?
Mascarados que arrebentam vidraças, incendeiam ônibus e invadem edifícios trabalham contra a ordem democrática, onde os partidos são legítimos, as pessoas têm direitos iguais  – e  o poder, que emana do povo, não se resolve na arruaça, pelo sangue, mas pelo voto.
É óbvio que a baderna, em sua fase atual, não quer objetivos claros nem reivindicações específicas. Não quer negociações, não quer o funcionamento da democracia. Quer travá-la.  
Enquanto não avançar pela violência direta, fará o possível para criar pedidos difusos, que não sejam possíveis de avaliar nem responder.
O objetivo é manter a raiva, a febre, a multidão eletrizada.
É delírio enxergar o que está acontecendo no país como um conflito entre direita e esquerda. É uma luta muito maior, como aprenderam todas as pessoas que vivenciaram e estudaram as trevas de uma ditadura.
A questão colocada é a defesa da democracia, este regime insubstituível para a criação do bem-estar social e do progresso econômico.
O conflito é este: democracia ou fascismo. Não há alternativa no horizonte.
Quem não perceber isso está condenado a travar a luta errada, com métodos errados e chegar a um desfecho errado. 

Quais os interesses do bem-produzido #ChangeBrazil? Quem o financia?



Bons textos, divulgados por Luis Nassif, mostrando como setores empresariais e elitistas estão por trás da infiltração  nos atuais acontecimentos das manifestações,  após o dia 13 de junho.

~ Obs.: Leia também "Tentei sujar o governo do Brasil no mundo" "Curso básico de manipulação midiática pelo facebook" ~

1 - Observação de Rogério Martins

Um dos videos mais contundentes que vimos durante os protestos e que me chamou muito a atenção foi o produzido pela Charge Brazil. Estranho também quando saltou na minha time line de Rede Social, uma  propagando PAGA de um vídeo postado pelo que estamos conhecendo como Anonymous Brasil. E não foi só uma vez e nem um assunto apenas. Vi vários, mas a ficha caiu com o video do mascarado. O Vi o Mundo levantou a bola so tal anuncio. Daí eu fui ver e percebi claramente que há um direcionamento dos jogadores e quase uma explicita vontade de mostrar o banner da Charge Brazil. Chega um momento que o jogador até confere se está no lugar certo. Isso logo depois de um gol! Por duas vezes jogadores se dirigem até um grande banner da Charge Brazil, que a produtora do vídeo abaixo.

A publicidade num site de rede social não é caro. Em tese. Mas, um banner dentro do campo num jogo da Copa da Confederações e ainda com indícios de jabá com direito a pose de jogadores pra foto em explita divulgação da Charge Brasil deve ter custado um bom dinheiro! Alguém tem idéia de quando saiu esse publicidade? E qual a motivação? 


2 - Texto de Tony, Do Tijolaço

Recebi e copio aqui um texto da maior importância, de Fernando Brito, que deve ser lido por todos os que ainda duvidam da presença de grupos organizados de provocadores e por gente contrária ao Brasil que se aproveita dos desejos generosos que movem os jovens que estão se manifestando em todo o Brasil.
Tem boi (e boy) na linha. #changebrazil?  Qual seus interesses?
“Quanto mais pessoas colocarem pressão sobre o Brasil, mais rápido o Brasil terá que se dobrar”  Diz porta-voz anônimo do movimento ChangeBrazil
Nem tudo que está acontecendo parece ser espontâneo. Qualquer pessoa que já tenha trabalhado com planejamento de campanha publicitária, especialmente online, sabe que algo assim é possível. Não é tão diferente de planejar o lançamento de um filme ou turnê para o público jovem.
Há um movimento na internet, que surgiu no dia 14 de junho, voltado principalmente para jovens, chamado #changebrazil (surgiu assim mesmo, em inglês). Em português o nome do movimento é Muda Brasil. Esse movimento postou vídeos, aparentemente espontâneos, que foram vistos por mais de 1 milhão de pessoas, a maioria deles jovens (muitos secundaristas) que estão indo para as manifestações em clima de festa e máscara V de Vingança.
Na quinta-feira, dia 13 de junho a polícia de Geraldo Alckmin (PSDB)  reprimiu de forma violenta manifestantes do Movimento Passe Livre, cidadãos e jornalistas. Logo no dia seguinte a grande imprensa passou a defender o movimento e surgiu um vídeo, em inglês, com legendas em inglês, que se intitulava “Please Help us” (Por favor, nos ajude). O vídeo, com um narrador com visual rebelde (alguém sabe quem ele é?) que já foi visto por mais de 1 milhão e 300 mil pessoas, passa rapidamente sobre tarifa de ônibus, critica a mídia e estimula aos jovens o ódio contras os políticos, enaltece o STF e estimula quem ver o vídeo a espalhá-lo e debater o assunto na internet. Sugiro que quem não entende o clima da juventude no protesto ou que tem ilusões de que eles são de esquerda, que o assista. http://youtu.be/AIBYEXLGdSg
O vídeo parece simples, mas a iluminação e fundo é profissional, foi feito em estúdio, e se prestar atenção, verá que o manifestantes (alguém o conhece?) de inglês perfeito, está lendo um teleprompter. O vídeo é feito em inglês, mas a maioria dos comentários é de brasileiros. Não há acessos a estatísticas. O vídeo foi feito e visto provavelmente por brasileiros, jovens, de classe média e alta que falam inglês. Fala da Copa do Mundo (preste atenção: todos falarão). E termina dizendo que “o povo é mais forte que aqueles eleitos para governá-los”.
Que movimento pelo Passe Livre faria um vídeo em inglês ? Que é esse sujeito? Quem pagou essa produção, feita em estúdio com teleprompter? http://youtu.be/AIBYEXLGdSg
As dicas sobre quem ele é o que as pessoas que estão por trás disso querem estão no segundo vídeo, postado durante as manifestações de segunda-feira.  Este fala em português. Carregado de sotaque, celebra a tomada do Congresso Nacional por “protestantes” (sic). Esse vídeo foi menos visto, mas não pouco visto, são 66 mil pessoas. http://youtu.be/z-naoGBSX9Y Ele dá parabéns pela manifestação, pelas pessoas mostrarem que “amam” seu país. E segue para dar instruções. Cita as hashtags #changebrazil e o #brazilacordou. Diz que o público não pode se desconcentrar nisso pelo gol do Neymar, ou pelo BBB. Diz que não devem falar de outros assuntos. Mas ao mesmo tempo a mensagem é vazia além de “Muda Brasil”. Ele se refere sempre sobre o que acontece como isso. E no minuto 2:06 ele diz para as pessoas fazerem o material para o exterior porque “quanto mais pessoas colocarem pressão sobre o Brasil, mais rápido o Brasil terá que se dobrar”.
Que movimento é esse que quer mudar o Brasil fazendo ele se dobrar?
Ele mistura nas pautas do seu “movimento coisas que todos defendem, como contra a corrupção, e mais verbas para saúde e educação. Talvez por “coincidência” as mesmas pautas centrais, com a mesma linha de discurso foi postada em um vídeo suspostamente feito pelo grupo Anonymous, justamente quando as tarifas iam baixar para propor novas causas. Ele já foi visto por 1 milhão e 400 mil pessoas http://youtu.be/v5iSn76I2xs Importante lembrar que como os vídeos do Anonymous usam imagem padrão e voz falada por digitada pelo Google, e são postadas em contas do Youtube aleatórias qualquer um pode fazer um vídeo se dizendo Anonymous.
O nosso amigo de sotaque não é o único vídeo que veio de fora. Já ficou famoso o vídeo de uma menina bonitinha, Carla Dauden, uma brasileira que mora em Los Angeles, falando contra a Copa do Mundo. Na descrição do vídeo ela diz que tinha feito o vídeo antes dos protestos (talvez para justificar a produção apurada), mas postou no dia 17 de junho . Carla diz Mais de 2 milhões de pessoas o viram. De novo, em inglês com legendas. Pretensamente para o exterior, mas de novo a maioria dos comentários é brasileiro. Ou seja, são para jovens que falam inglês. Diz mentiras como que os custos do evento teriam sido 30 bilhões de dólares, o que parece que os estádios custaram isso. Quando na verdade os custos reais são 28 bilhões de dólares, a maior parte em obras de mobilidade urbana, não estádios – veja o vídeo aqui http://youtu.be/ZApBgNQgKPU Mas quem está checando acusações?
Prestem atenção. A soma de apenas esses 3 vídeos somente deu 5 milhões de visualizações no Youtube.
Dê uma busca por changebrazil ou Muda Brasil, o nome dos vídeos em português do “movimento” que quer dobrar o Brasil no Youtube, e descubra você mesmo. Será que está acontecendo um 1964 2.0?
“Quanto mais pessoas colocarem pressão sobre o Brasil, mais rápido o Brasil terá que se dobrar”  Diz porta-voz anônimo do movimento ChangeBrazil
Nem tudo que está acontecendo parece ser espontâneo. Qualquer pessoa que já tenha trabalhado com planejamento de campanha publicitária, especialmente online, sabe que algo assim é possível. Não é tão diferente de planejar o lançamento de um filme ou turnê para o público jovem.
Há um movimento na internet, que surgiu no dia 14 de junho, voltado principalmente para jovens, chamado #changebrazil (surgiu assim mesmo, em inglês). Em português o nome do movimento é Muda Brasil. Esse movimento postou vídeos, aparentemente espontâneos, que foram vistos por mais de 1 milhão de pessoas, a maioria deles jovens (muitos secundaristas) que estão indo para as manifestações em clima de festa e máscara V de Vingança.
Na quinta-feira, dia 13 de junho a polícia de Geraldo Alckmin (PSDB)  reprimiu de forma violenta manifestantes do Movimento Passe Livre, cidadãos e jornalistas. Logo no dia seguinte a grande imprensa passou a defender o movimento e surgiu um vídeo, em inglês, com legendas em inglês, que se intitulava “Please Help us” (Por favor, nos ajude). O vídeo, com um narrador com visual rebelde (alguém sabe quem ele é?) que já foi visto por mais de 1 milhão e 300 mil pessoas, passa rapidamente sobre tarifa de ônibus, critica a mídia e estimula aos jovens o ódio contras os políticos, enaltece o STF e estimula quem ver o vídeo a espalhá-lo e debater o assunto na internet. Sugiro que quem não entende o clima da juventude no protesto ou que tem ilusões de que eles são de esquerda, o assista. http://youtu.be/AIBYEXLGdSg
O vídeo parece simples, mas a iluminação e fundo é profissional, foi feito em estúdio, e se prestar atenção, verá que o manifestantes (alguém o conhece?) de inglês perfeito, está lendo um teleprompter. O vídeo é feito em inglês, mas a maioria dos comentários é de brasileiros. Não há acessos a estatísticas. O vídeo foi feito e visto provavelmente por brasileiros, jovens, de classe média e alta que falam inglês. Fala da Copa do Mundo (preste atenção: todos falarão). E termina dizendo que “o povo é mais forte que aqueles eleitos para governá-los”.
Que movimento pelo Passe Livre faria um vídeo em inglês ? Que é esse sujeito? Quem pagou essa produção, feita em estúdio com teleprompter? http://youtu.be/AIBYEXLGdSg
As dicas sobre quem ele é o que as pessoas que estão por trás disso querem estão no segundo vídeo, postado durante as manifestações de segunda-feira.  Este fala em português. Carregado de sotaque, celebra a tomada do Congresso Nacional por “protestantes” (sic). Esse vídeo foi menos visto, mas não pouco visto, são 66 mil pessoas. http://youtu.be/z-naoGBSX9Y Ele dá parabéns pela manifestação, pelas pessoas mostrarem que “amam” seu país. E segue para dar instruções. Cita as hashtags #changebrazil e o #brazilacordou. Diz que o público não pode se desconcentrar nisso pelo gol do Neymar, ou pelo BBB. Diz que não devem falar de outros assuntos. Mas ao mesmo tempo a mensagem é vazia além de “Muda Brasil”. Ele se refere sempre sobre o que acontece como isso. E no minuto 2:06 ele diz para as pessoas fazerem o material para o exterior porque “quanto mais pessoas colocarem pressão sobre o Brasil, mais rápido o Brasil terá que se dobrar”.
Que movimento é esse que quer mudar o Brasil fazendo ele se dobrar?
Ele mistura nas pautas do seu “movimento coisas que todos defendem, como contra a corrupção, e mais verbas para saúde e educação. Talvez por “coincidência” as mesmas pautas centrais, com a mesma linha de discurso foi postada em um vídeo suspostamente feito pelo grupo Anonymous justamente quando as tarifas iam baixar para propor novas causas. Ele já foi visto por 1 milhão e 400 mil pessoas http://youtu.be/v5iSn76I2xs Importante lembrar que como os vídeos do Anonymous usam imagem padrão e voz falada por digitada pelo Google, e são postadas em contas do Youtube aleatórias qualquer um pode fazer um vídeo se dizendo Anonymous.
O nosso amigo de sotaque não é o único vídeo que veio de fora. Já ficou famoso o vídeo de uma menina bonitinha, Carla Dauden, uma brasileira que mora em Los Angeles, falando contra a Copa do Mundo. Na descrição do vídeo ela diz que tinha feito o vídeo antes dos protestos (talvez para justificar a produção apurada), mas postou no dia 17 de junho . Carla diz Mais de 2 milhões de pessoas o viram. De novo, em inglês com legendas. Pretensamente para o exterior, mas de novo a maioria dos comentários é brasileiro. Ou seja, são para jovens que falam inglês. Diz mentiras como que os custos do evento teriam sido 30 bilhões de dólares, o que parece que os estádios custaram isso. Quando na verdade os custos reais são 28 bilhões de dólares, a maior parte em obras de mobilidade urbana, não estádios – veja o vídeo aqui http://youtu.be/ZApBgNQgKPU Mas quem está checando acusações?
Prestem atenção. A soma de apenas esses 3 vídeos somente deu 5 milhões de visualizações no Youtube.
Dê uma busca por changebrazil ou Muda Brasil, o nome dos vídeos em português do “movimento” que quer dobrar o Brasil no Youtube, e descubra você mesmo. Será que está acontecendo um 1964 2.0?

Obs.: Leia também "Tentei sujar o governo do Brasil no mundo" e "Curso básico de manipulação midiática pelo facebook"



Globo usa jovens como massa de manobra, afirma jornalista

Adilson Filho: Globo usa jovens como massa de manobra

publicado em 21 de junho de 2013 às 12:34

texto de
Adilson Filho



Hoje é um dia triste para a História do nosso país. Não foram em um ou dois pontos isolados. O que se viu nas ruas de todo o país (principalmente Rio e SP) foram jovens ensandecidos partindo pra violência contra pessoas que carregavam suas bandeiras da luta social.

Não foram só os partidos políticos (importantes numa democracia) os atacados, mas queimaram bandeiras do MST, da Central Única dos Trabalhadores, bandeiras de outros sindicatos, e baixaram a porrada sem perdão em quem se atrevia a levantá-las.

Por favor, é preciso ter equilíbrio também para separar as coisas nesse momento. Há uma massa de jovens desiludidos com a política, pois não encontram nesse modelo arcaico uma representatividade à altura de seus novos sonhos e anseios. Esses  são a maioria, e isso é legítimo. Foi dessa turma bem intencionada que surgiu o MPL. Mas aonde que está o nó disso tudo? Aonde a coisa esquenta e fica incontrolável?

Esses mesmos jovens cresceram bombardeados pela mídia e sua demonização sistemática da atividade da politica. Essa mesma mídia que protege o Daniel Dantas, o Gilmar Mendes, o Gurgel, os empreiteiros, banqueiros, os barões do transporte público, todos os trilhardários corruptos e corruptores que sugam o país há séculos, assim como os seus próprios pares, os donos desse oligopólio nefasto dos meios da comunicação brasileira.

São esses jovens, de coração puro e novas ideias, que têm seus sonhos sequestrados por essa gente reacionária, manjados colunistas de GloboVeja etc. que ditam há anos a toada da opinião publica, escondendo seus pares, e colocando na linha de frente da população a ira contra a classe política, que é, como sabemos, apenas a ponta disso tudo…

Mal comparando, Renans, Sarneys, Severinos, Felicianos e Jorginhos do Posto da vida, são como o menino negro que vende droga na favela, é gente  que mal sabe se expressar, são gangsters-fantoches nas mãos de peixes muito maiores…

Mas existe uma diferença fundamental: estes são provisórios, descartáveis pelo sistema representativo democrático (com todas as suas falhas!) —  assim como o garoto segurando um fuzil maior que ele na favela –,  enquanto as famílias de Cavendishs, Jacobs, Dantas e outros barões serão barões para sempre, como foram seus pais e avós!

Portanto, atacar essa gente é tudo que o que a direita midiática conservadora quer…
Mirar o foco no Agripino, no Cafeteira, no Severino, no Tiririca, é tudo o que eles querem, pois além de ocultar da população quem são os verdadeiros estupradores da Nação (pergunte a 95% dos que estão nas ruas quem é Daniel Dantas; agora, perguntem quem é a Inês Pandeló lá de Barra Mansa), promovem aquilo que mais faz mal a uma democracia, que é a despolitização do cidadão. Cidadão despolitizado é presa facilmente manipulável. E é aí que eles entram como ninguém.

Col0cando a turma na rua pra gritar contra a PEC 37, contra o fulano e o beltrano, pedindo o impeachment da presidenta, eles zombam do movimento social na TV (teve repórter com sorriso irônico ao ver a bandeira do MST queimada).

Pergunte, novamente, a 95% desses jovens se eles sabem o que significa PEC 37, do perigo enorme pra democracia dar plenos poderes a um Ministério Publico prevaricador e seletivo, que só investiga uma parte da atividade política e esquece, por exemplo, as condições desumanas de nossos presos, amontoados em verdadeiras masmorras medievais. Imaginem inchar de poder essa caixa-preta, que precisa hoje muito mais de uma reforma rigorosa do que de superpoderes.

Mas isso pouco importa: eles querem é usar os jovens como massa de manobra dessa droga de informação manipulada, que empurram dia e noite goela abaixo e fazem rolar essa e outras pautas reacionárias pelos Facebooks da vida.

Assim, a Globo , Veja etc. deram a sua enorme contribuição ao país, ajudando, durante esses anos, a criar (parte de) uma geração pronta para o combate e a partir até pra violência (como vimos) contra instituições democráticas, que muitos não tem nem a mais vaga ideia do que significaram na História do Brasil.
Quem está nas ruas há anos sabe como funciona.

Muitas vezes basta um palito de fósforo para botar fogo em Roma! Como pudemos presenciar ontem aqui no Rio.

Um grupo vem com suas bandeiras, pacificamente exercendo seu direito e alguns “inocentes” começam a gritar “sem partido, sem partido, sem partido”!

Log,o dois ou três mais exaltados correm, pegam uma bandeira, tocam fogo e pronto: começa a gritaria, já se juntam dez, quinze , cinquenta pra bater, tacar pedra e agredir sem nem saber porque, muitos apenas porque ouviram dizer — meu Deus do céu  – que aquelas bandeiras ali são dos “inimigos”!

Eu vou parar de falar, fico um pouco emocionado ao ver isso acontecendo. Jamais imaginei viver no Brasil — depois das Diretas de 92, de tantas e tantas marchas e lutas históricas –, no mesmo chão, ao mesmo tempo o perigo das forças policiais de governadores psicopatas ou do do “colega” que está ao meu lado!

Eles conseguiram, essa mídia doente e assassina! Agora, é tentar seguir na luta do dia a dia, mostrando pra essa galera nova aí o quanto de perigo pode existir quando atacamos nossos movimentos, partidos etc., que deram a vida toda seu quinhão para que hoje pudéssemos pisar e protestar naquele mesmo solo.

Por fim, um pedido de paz:
Um viva a você que acordou; mas, por favor, respeite quem nunca dormiu!




sexta-feira, 21 de junho de 2013

Quem realmente tem uma causa mostra a cara




Quem luta de verdade não costuma esconder o rosto... Já quem é fascista, até dos símbolos contra o neoliberalismo cinicamente se utilizam, escondendo-se e distorcendo os fatos....


quarta-feira, 19 de junho de 2013

Nós, humanos: seres que fazemos e somos parte da História


Transcrevo recente texto de Leonardo Boff, filósofo e ecologista social, que cai muito bem com o atual momento nacional:

O ser humano como nó de relações totais





LEONARDO BOFF


Em 1845 Karl Marx escreveu suas famosas 11 teses sobre Feurbach, publicadas somente em 1888 por Engels. Na sexta tese Marx afirma algo verdadeiro, mas reducionista: "A essência humana é o conjunto das relações sociais”. Efetivamente não se pode pensar a essência  humana fora das relações sociais. Mas ela é muito mais que isso pois resulta do conjunto de suas relações totais.

Descritivamente, sem querer definir a essência humana, ela emerge como um nó de relações voltadas para todas as direções: para baixo, para cima, para dentro e para fora. É como um rizoma, aquele bulbo com raízes em todas as direções. O ser humano se constrói na medida em que ativa este complexo de relações, não somente as sociais.
Em outros termos, o ser humano se caracteriza por surgir como  uma abertura ilimitada: para si mesmo, para o mundo, para o outro e para a totalidade. Sente em si uma pulsão infinita, embora encontre somente objetos finitos. Daí a sua permanente implenitude e insatisfação. Não se trata de um problema psicológico que um psicanalista ou um psiquiatra possa curar. É sua marca distintiva, ontologógica, e não um defeito.
Mas aceitando a indicação de Marx, boa parte da construção  do humano se realiza, efetivamente, na sociedade. Daí a importância de considerarmos qual seja a formação social que melhor cria as condições para ele poder desabrochar mais plenamente nas mais variadas relações.
Sem oferecer as devidas mediações, diria que a melhor formação social é a democracia: comunitária, social, representativa, participativa, debaixo para cima e que inclua a todos sem exceção. Na formulação de Boaventura de Souza Santos, a democracia deve ser ser sem fim. Temos a ver com um projeto aberto, sempre em construção que começa nas relações dentro da família, da escola, da comunidade, das associações, dos movimentos, das igrejas e culmina na organização do estado.
Como numa mesa, vejo quatro pernas que sustentam uma democracia mínima e verdadeira, como tanto acentuava em sua vida Herbert de Souza (o Betinho) e que juntos em conferências e debates, procurávamos difundir entre prefeitos e lideranças populares.
A primeiro perna reside na participação: o ser humano, inteligente e livre, não quer ser apenas beneficiário  de um processo mas ator e participante. Só assim se faz sujeito e cidadão. Esta participação deve vir de baixo para não excluir ninguém.
A segunda perna consiste na igualdade. Vivemos num mundo de desigualdades de toda ordem. Cada um é singular e diferente. Mas a participação crescente em tudo impede que a diferença se transforme em desigualdade e permite a igualdade crescer. É a igualdade no reconhecimento da dignidade de cada pessoa e no respeito a seus direitos que sustenta a justiça social. Junto com a igualdade vem a equidade: a proporção adequada que cada um recebe por sua colaboração na construção do todo social.

A terceira perna é a diferença. Ela é dada pela natureza. Cada ser, especialmente, o ser humano, homem e mulher, é diferente. Esta deve ser acolhida e respeitada como manifestação das potencialidades próprias das pessoas, dos grupos e das culturas. São as diferenças que nos revelam que podemos ser humanos de muitas formas, todas elas humanas e por isso merecedoras de respeito e de acolhida.
A quarta perna se dá na comunhão: o ser humano possui subjetividade, capacidade de comunicação com sua interioridade e com a subjetividade dos outros; é um  portador de valores como  solidariedade, compaixão, defesa dos mais vulneráveis e de diálogo com a natureza e com a divindade. Aqui aparece a espiritualidade como aquela dimensão da consciência que nos faz sentir parte de um Todo e como aquele conjunto de valores intangíveis que dão sentido à nossa vida pessoal e social e também a todo o universo.
Estas quatro pernas  vem sempre juntas e equilibram a mesa, vale dizer, sustentam uma democracia real. Ela nos educa a sermos co-autores da construção do bem comum; em nome dele aprendemos a limitar nossos desejos por amor à satisfação dos desejos coletivos.
Esta mesa de quatro pernas não existiria se não estivesse apoiada no chão e na terra. Assim a democracia não seria completa se não  incluísse a natureza que tudo possibilita. Ela fornece a base físico-química-ecológica que sustenta a vida e a cada um de nós.  Pelo fato de terem valor em si mesmos, independente do uso que fizermos deles, todos os seres são portadores de direitos. Merecem continuar a existir e a nós cabe respeitá-los e entendê-los como concidadãos. Serão incluídos numa democracia sem fim sócio-cósmica. Esparramado em todas estas dimensões realiza-se o ser humano na história, num processo ilimitado e sem fim.

O perigo de uma apropriação indébita da manifestação popular pela infiltração da direita reacionária



  Então vejamos...

  Arnaldo Jabor, conhecido e histriônico defensor do reacionarismo liberal, mudou seu discurso, dizendo agora que as manifestações são atos democráticos de gente que - parece para ele - "subitamente" despertou... Isso não é de se estranhar? Até a noite anterior, toda a direita estava vendo "estarrecida" os "vândalos" a depredarem o patrimônio público, torcendo para que levassem cacetadas "bem merecidas", e agora, descobriram que podem usar o movimento em proveito próprio...

 O fato é que agora o discurso da mídia - sim, da mesma Globo e Veja vaiadas pelos manifestantes - está cada vez mais sendo "modelado" para pintar os manifestantes de "caras pintadas"... Será mesmo? Ou nesse roteiro tem o tom do lobo pintando quadros de cordeiros? Ou melhor, parece que existem oportunistas burgueses suficientemente cínicos para se esconderem atrás da máscara de Guy Fawkes (o do V de Vingança, adotada pelo Anonymous e que agora está servindo para mascarar alguns infiltrados golpistas oportunistas de direita)

 Nós não estamos numa ditadura, nem há aqui  um louco ao estilo do primeiro ministro Turco, mas a Direita, cuja mídia tradicional sempre procurou um meio de movimentar o povo contra um governo que, em aluma medida, representa aquilo que vai contra seus interesses, está contente em poder pegar os atuais atos e maquiá-los - como sempre o faz - em proveito próprio. Que história é essa de Impeachment? O que se quer, com o movimento, não é questionar erros, corrupção e desacertos de que toda a política nacional está encharcada de anos? Temos é de perceber que nós fazemos a história e o atual governo, se não é perfeito, é muito melhor que outros, neoliberais e entreguistas, voltados para o interesse de uma minoria exploradora. Então, que tal cair na real de que a Direita quer se imiscuir nos atos para dar um outro Golpe antes que seja tarde demais? Manifestações a favor do Brasil sim, a favor de golpistas oportunistas, nunca!

 Vejam que um descuido dos manifestantes permitiu a um fascista como Feliciano agir, bem como o corporativismo médico aprovar uma lei que destrói o espaço de atuação de outros profissionais de saúde. Então, amigos, ajamos com os olhos abertos e protegidos da manipulação de elites!

Carlos Antonio Fragoso Guimarães




segunda-feira, 17 de junho de 2013

Sobre as Manifestações Legítimas nas Ruas e as Vaias na abertura da Copa das Confederações



Diante do encanto do despertar do povo, protestando como se deve contra a exploração a que é sujeito, nas ruas de São Paulo, Rio, Porto Alegre, Belo Horizonte e outros locais, e o seu oposto, a manifestação ocorrida na abertura da Copa das Confederações, onde a burguesia que podia comprar ingressos a mais de 300,00, que foi de carro, que aproveitou o estádio, que tem todo o jeitão de ter a cabeça feita pela Globo e pela Veja, só posso dizer: quem tem algo na cabeça vai às ruas enquanto os outros permanecem repetindo à distância os velhos discursos fascistas da mídia e do PSDB, como bem prova a foto abaixo.


sábado, 15 de junho de 2013

Três vídeos em homenagem aos estudantes e a todos os que tiveram a coragem de enfrentar os interesses dos poderosos e da mídia

Aos que lutam por igualdade (enquanto a direita não se imiscuir e solapar o movimento, como já parece acontecer). Do Musical Les Misèrables (Os Miseráveis), baseado no romance libertário, sensível e socialista de Victor Hugo: