sábado, 5 de dezembro de 2015

Quem apoia a tentativa de golpe? Veja as reflexões de Silvio Caccia Bava, editor do Le Monde, e do cineasta Jorge Furtado






   "Você pode concordar ou discordar de suas decisões, da maneira como se expressa ou conduz seu governo, das alianças que fez em nome da tal “governabilidade” (que se revelou ingovernável), mas não há contra ela qualquer acusação de malfeito ou crime, ou sinal de qualquer favorecimento pessoal no exercício do cargo.
   "Eduardo Cunha tem em seu currículo uma longa lista de malfeitorias. Em todos os lugares onde passou, deixou um rastro de imoralidades e ilegalidades. Que ele tenha sido eleito presidente do Congresso Nacional revela a indigência mental e moral da maioria dos nossos congressistas, no momento. Eduardo Cunha começou a carreira de homem público como assessor de P.C. Farias, o tesoureiro do Collor, o que dispensa comentários. Passou pela Telerj de onde foi defenestrado por grossa roubalheira." - Jorge Furtado, cineasta e cronista

   Assista ao video abaixo, onde Silvio Caccia Bava, editor do Le Monde, aponta, em entrevista para o R7, a quadrilha capEtalista que quer e está financiando o golpe contra Dilma. Depois, leia o texto do cineasta Jore Furtado sobre o mesmo tema...

video



Segue textp de Jorge Futado, extraído de seu texto divulgado no Facebook:

Dilma Rousseff é uma pessoa honesta, trabalha muito e quer o melhor para o Brasil. Desde o início de sua carreira, Dilma é conhecida por sua capacidade de trabalho, sua honestidade e seriedade. Ela sempre lutou pela democracia, à custa de sua saúde e segurança. Você pode concordar ou discordar de suas decisões, da maneira como se expressa ou conduz seu governo, das alianças que fez em nome da tal “governabilidade” (que se revelou ingovernável), mas não há contra ela qualquer acusação de malfeito ou crime, ou sinal de qualquer favorecimento pessoal no exercício do cargo.

Dilma foi eleita e reeleita pela maioria dos brasileiros, venceu os dois turnos de duas eleições, e sancionou leis que estão ajudando a revelar as entranhas repugnantes da política brasileira, atividade que foi tomada de assalto por uma quadrilha de malfeitores, e faz tempo. Foram as leis sancionadas por Dilma, a da delação premiada e a que pune também os corruptores — além das inéditas autonomia e atividade, em seu governo, da Polícia Federal, do Ministério Público, da Procuradoria Geral da República, e também da fiscalização da imprensa e das redes sociais —, que milionários e políticos corruptos, algumas quadrilhas que atuavam no governo pelo menos desde a década 90 do século passado, foram parar na cadeia e estão sendo investigados. Esperamos que eles paguem por seus crimes e devolvam o dinheiro que roubaram. Entre estes políticos corruptos, investigados pela Polícia Federal no governo Dilma, destaca-se a figura de Eduardo Cunha.

Eduardo Cunha tem em seu currículo uma longa lista de malfeitorias. Em todos os lugares onde passou, deixou um rastro de imoralidades e ilegalidades. Que ele tenha sido eleito presidente do Congresso Nacional revela a indigência mental e moral da maioria dos nossos congressistas, no momento. Eduardo Cunha começou a carreira de homem público como assessor de P.C. Farias, o tesoureiro do Collor, o que dispensa comentários. Passou pela Telerj de onde foi defenestrado por grossa roubalheira.

Cunha defende todas as causas atrasadas — a que dificulta o atendimento médico às mulheres estupradas, a que facilita o porte de armas, a que isenta de impostos pastores que arregimentam fiéis —, tudo que leva o país de volta a idade média tem o seu apoio. Cunha registrou em seu nome, na internet, duas centenas de endereços que envolvem o nome de Jesus, perto dele os vendilhões expulsos do templo eram amadores. Cunha diz-se fiel proprietário de uma igreja, dona de várias rádios que, como muitas outras igrejas, explora a ignorância de pessoas carentes e necessitadas, extorquindo-lhes dinheiro não tributável em troca de lugares no paraíso, igreja que — segunda a denúncia da Policia Federal — serve de lavagem do dinheiro do suborno, aleluia!

Cunha mentiu a todos, ao vivo, dizendo que não tinha contas não declaradas, e tinha, e muitas, milhões de dólares em contas na Suíça, fruto de vários subornos, dinheiro roubado dos cofres públicos — e dos hospitais públicos, e da segurança pública, e da educação pública — que Cunha usou em benefício próprio, para sustentar seus luxos vulgares.

Cunha é, antes de tudo, um chantagista, que prometeu derrubar Dilma se os deputados do PT não ajudassem a salvar o seu pescoço. O PT preferiu salvar o próprio pescoço, sabe que o partido deixaria de existir se apoiasse Cunha, e fez o que devia ter feito, o que sempre deveria ter feito: não se curvar aos corruptos. Para tentar se manter no poder o PT aliou-se a tipos com Roberto Jeferson, Collor e Eduardo Cunha. Quem se curva a chantagistas está perdido.

Agora é um bom momento para saber quem apoia o golpe e quem defende a democracia, quem é cúmplice de Eduardo Cunha e quem quer que os ladrões sejam presos e devolvam o dinheiro que roubaram.

Se não tivermos, entre 513 deputados federais, 171 deputados que não estejam dispostos a lançar no país numa aventura, entregando o governo a Eduardo Cunha e seus cúmplices, é sinal de que os canalhas venceram. Eu duvido. Acho que não passarão.

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