Segue análise política de Bob Fernandes, da TV Gazeta, sobre a hipocrisia da Direita no cuso político e histérico da corrupção da Petrobrás sem falar de seus próprios mal-feitos para uso político. O video foi ao ar no dia 24 de novembro de 2014 e está transcrito logo abaixo:
No rastro das revelações da roubalheira na Petrobras, de variadas formas o Brasil vai sendo posto a nu.
Recente largada oral foi dada por Mario Oliveira Filho, advogado do lobista Fernando Baiano. Disse ele para simulação de espanto geral:
-No Brasil, se não fizer acerto (com políticos) não se coloca um paralelepípedo no chão.
Diante do paralelepípedo, enquanto fustigava a grandeza das quantias no caso Petrobras, Gilmar Mendes buscou delimitar alvos:
-Acho que esse tipo de situação é excepcional...
Autor do best seller "Virando a Própria Mesa", o empresário Ricardo Semler chutou mesa, balde e alvos em artigo na Folha.
Lembrando ser tucano e ter votado contra Dilma, Semler disse ser "impossível vender para a Petrobras" desde "os anos 70".
Foi assim também "nos anos 80, 90 e até recentemente", afirmou o empresário. Para Semler, o que mudou, e para menos, foram ospercentuais na roubalheira:
-...os porquinhos -como eram conhecidos em Paris- cobravam 10% na importação de petróleo em décadas passadas.
Semler ironiza as passeatas recentes pela "volta da ditadura" e, palavras dele, "a elite escandalizada com os desvios na Petrobras".
O empresário provoca: "Onde estavam os envergonhados do país nas décadas em que houve evasão de R$ 1 trilhão por parte dos empresários?".
Segundo Semler, "há dezenas de outras estatais com esqueletos parecidos nos armários". Para ele, a "onda de prisões" é um "passo histórico para o país".
Para desconsolo dos que usam o discurso moral apenas como arma política e, para tanto, buscam somente alvos dos "outros" enquanto escondem os seus, Semler foi para além da Política:
-É igualmente muito difícil vender para muitas montadoras e incontáveis multinacionais sem antes dar propina para o diretor de compras.
Depois do empresário por a nu a Corte toda, ranger de dentes e tentativas de desqualificação por parte de servos e penduricalhos.
Conclusão do empresário Semler: "Deixemos de cinismo (...) Santa hipocrisia".
Segue o video de mais uma excelente análise do comentarista político da TV Gazeta, Bob Fernandes, sobre a reação inflamada das elites e reacionários sobre o resultado das Eleições Presidenciais de 2014, e que foi ao ar no dia 05 de novembro. Ao vídeo, segue-se a transcrição textual da análise de Fernandes.
O Brasil saiu do armário, exibiu suas vísceras e alma. Autopsia da eleição a ser realizada por sociólogos, antropólogos, politólogos...
O profundo estudo exige, sobretudo, psicanalistas. E jornalistas certamente, mas o jornalismo, a mídia, também está no divã.
Em nome de se buscar a verdade redentora mentiu-se muito. Corações e mentes manipulados, pouco importando o custo para a psique coletiva. O custo está aí, altíssimo.
Há anos tratamos aqui das ondas de ódio induzidas, do estímulo ao ressentimento, da aposta na ignorância... que, como vimos, desconhece classe social e nível escolar.
O Brasil chegou e saiu das urnas com milhões negando a existência das razões e votos de mais de 54 milhões de cidadãos.
O Brasil chegou e saiu das urnas com milhões negando as razões e votos de mais de 51 milhões de cidadãos. Uns negando os "Outros".
Os indivíduos todos, de cada bando de "Outros", encarnando a revelia, representados em uma só figura bastando escolher lado e local: bolivariano ou coxinha. Miami ou Cuba.
Pelas ruas, redes e mídias, chiliques, histeria, agressões verbais, morais, até físicas. E uma burrice astronômica insuflada por espertalhões.
Mais ainda, muito mais, de onde menos seria de se esperar por absoluta ausência de necessidades.
Uma porção da mídia poderá deixar o divã quando retomar sua função. Quando revelar em detalhes articulações midiáticas das horas finais.
Revelar quem e onde escreveu o que e para quem. E por quê. Quem cobrou, quase exigiu o que e de quem. E por quê.
E o Brasil tem uma toga que fala. Quando fala em público soa, e cobra, como se estivesse revelando.
Mas a cada rompante está é escondendo o que disse e tentou operar nas sombras, por exemplo nas horas finais.
No mais, o Lobão não se foi. E agora, junto com a família Bolsonaro, lidera revolução em que alguns pedem... a volta da ditadura. Pra quem gosta... é um prato cheio.
Segue esclarecedor texto de Eduardo Guimarães extraído do Blog da Cidadania:
Por volta das 19 horas de domingo, faltando uma hora para o TSE divulgar o resultado da eleição presidencial devido ao fuso horário que fez o Norte do país continuar votando enquanto as outras regiões já tinham encerrado a votação, sintonizei a Globo News. O semblante dos comentaristas já indicava que Dilma Rousseff fora reeleita.
Comentei com a esposa que o semblante sobretudo de Merval Pereira era escandaloso. Mais escandaloso do que os dos colegas de bancada. Renata Lo Prete, Cristiana Lobo e Gerson Camarotti ainda tentavam disfarçar o abatimento, pois, tal qual este que escreve, já sabiam que Dilma derrotara Aécio Neves. Merval, não. Exibia, despudoramente, sua tristeza.
Este blogueiro, àquela altura, também já sabia que Dilma estava reeleita. E bem antes das 19 horas. Às 18 horas em ponto, postei no Twitter a mensagem abaixo.
Faltando 2 minutos para as 19 horas, pouco antes de sintonizar a Globo News, postei na mesma rede social a confirmação que recebi de uma fonte palaciana de que Dilma Rousseff já era a presidente reeleita do Brasil.
Sintonizei a tevê na Globo News devido a um lado obscuro da alma que me fez querer ver justamente o que encontrei: os semblantes combalidos dos comentaristas tucanos daquela concessão pública, que não apenas não disfarçavam a dor pela vitória de Dilma, mas tratavam de criticar a presidente e exaltar o que pareceram querer insinuar que fora uma espécie de “vitória moral” de Aécio.
Quem tiver estômago, confira aqui a lenga-lenga partidarizada daqueles que deveriam oferecer análises ao espectador, não a doutrinação política que praticam naquela emissora dia após dia. Inclusive de forma ilegal, pois a faixa do espectro radioelétrico que ocupa a Globo News é concedida à família Marinho, mas não pertence a ela.
Mais tarde, ainda na mesma Globo News, minha sala-de-estar é invadida por um crime de discriminação. Diogo Mainardi, ex-colunista da Veja, insultador profissional da família Marinho insulta impunemente o povo nordestino tanto quanto qualquer um dos energúmenos que, em todas as quatro eleições presidenciais que o PSDB perdeu para o PT desde 2002, vão às redes sociais dizer a mesma coisa que o comentarista do programa Manhattan Connection.
Palavras de Mainardi:
“O Nordeste sempre foi retrógrado, sempre foi governista, sempre foi bovino, sempre foi subalterno, em relação ao poder”
Assista, abaixo, ao crime de discriminação que Diogo Mainardi cometeu no último domingo, direto de Nova Iorque. Ao vivo.
O canal Globo News foi transformado, pois, em um mero diretório do PSDB. Ilegalmente. É como se eu ou você chegássemos a uma grande avenida, interrompêssemos o trânsito e lá instalássemos uma mesa de bilhar para nos divertirmos com meia dúzia de amigos, apesar de não sermos donos da rua – ou, no caso, da avenida.
Pior do que tudo isso é que tanto na bancada de comentaristas da Globo News supracitada quanto no programa que a sucedeu, inúmeras vezes os funcionários da família Marinho pregaram o golpe. Ou, no dizer deles, o “impeachment” da presidente da República.
Ou seja: independentemente de ser verdade ou não a matéria criminosa da Veja que levou o TSE a punir a revista com direito de resposta e multa de 500 mil reais por cada hora que o site dessa mesma revista descumpriu a decisão da corte e não deu o devido destaque àquele direito de resposta, os funcionários da Globo News já haviam condenado Dilma.
Por que tudo isso? Tenha um pouco mais de paciência, leitor, que você já vai entender.
Em outras eleições que o PT surrou o PSDB, a postura escandalosa desses “jornalistas” não foi igual. A tropa da família Marinho manteve um mínimo de compostura e fingiu (mal) não estar tão abalada pela derrota.
Para melhor entendimento da tese desta página, avancemos cerca de 24 horas no tempo.
Dilma escolheu a TV Record para dar sua primeira entrevista como presidente reeleita. A entrevista, porém, foi um tanto quanto tumultuada. A repórter Adriana Araújo quis saber de Dilma quem seria o novo ministro da Fazenda e a presidente, por óbvio, irritou-se. Afinal, uma decisão dessa magnitude envolve muita coisa e por certo não poderia ser anunciada daquela forma.
Alguns minutos depois, ao contrário da Record, que enviou uma repórter ao Palácio da Alvorada para entrevistar Dilma, a Globo preferiu um “link” do Palácio para o Jornal Nacional. Com ar de deboche estampado nos rostos, William Bonner e Patrícia Poeta começaram a inquirir Dilma quando ela provocou em seus rostos a expressão que você pode conferir no alto da página.
Palavras de Dilma a Bonner:
“Você pode ter certeza: eu não falei contra a corrupção e impunidade só durante a eleição. Eu não só falei durante a eleição, como você pode ter certeza que eu farei o possível e o impossível para colocar às claras o que aconteceu. Neste caso da Petrobrás e em qualquer outro que apareça. Não vou deixar pedra sobre pedra. Não vou investigar divulgando, apenas, seletivamente informações. Eu vou fazer questão que a sociedade brasileira saiba de tudo”
Muitos podem imaginar que Dilma tenha feito apenas um exercício de retórica para convencer o público de que vai investigar TUDO. Bem, tanto quanto William Bonner, Patrícia Poeta, os zumbis da Globo News e o mercado financeiro – que, quando Dilma subia nas pesquisas, caía – este blogueiro sabe que a presidente reeleita falou MUITO sério.
Por isso o mercado caía e, por isso, os teleguiados da Globo, da Veja etc. a atacam com tanta fúria. Quando digo que é “por isso”, refiro-me ao que você poderá deduzir, estimado leitor, nas matérias da Folha de São Paulo reproduzidas abaixo. A primeira é do dia 2 de outubro e a segunda, do dia 17.
Quero afiançar ao leitor, pois, o que William Bonner, Patrícia Poeta, a tchurma da Globo News, a família Marinho, a Veja e seus pitbulls, entre outros, já sabem: Dilma vai para cima de TODOS. Inclusive dos corruptores – como a Odebrecht, por exemplo. E não vai deixar que a banda tucana da PF, do MP, do Judiciário e da mídia acobertem os tucanos.
Por isso, essa turma chegou ao absurdo de inventar aquela matéria criminosa da Veja e a divulgar no Jornal Nacional a poucas horas do início da eleição presidencial em segundo turno. Por isso, gente com os mesmos interesses chegou ao ponto de falsificar a notícia da “morte” do doleiro Alberto Yousseff.
O segundo mandato de Dilma (se deixarem e tudo der certo) dará o maior golpe na corrupção que já foi visto no Brasil. Aqueles que sempre ficaram confortavelmente vendo políticos que compraram sendo presos, vão para o centro do palco. Por isso querem implicar Dilma e derrubá-la – antes que ela os pegue. Por conta disso, seria bom que ela reforçasse sua segurança.
Segue video e transcrição da fala do comentarista político Bob Fernandes sobre o uso bastante conveniente das denúncias de Paulo Roberto Costa, sem maiores provas e de forma selecionada apra atacar apenas a candidata Dilma, sobre a Petrobrás e pergunta se a teoria do domínio de fato se aplicaria, e da mesma forma, em empreiteiras e bancos privadas, todos sabidamente envolvidos em corrupção....
Petrobras: Teoria do Domínio do Fato valeria para empreiteiras e bancos?
Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef são, segundo confessam, ladrões no escândalo da Petrobras.
Dezenas de parlamentares, PT, PMDB, PP, PSB – e outros partidos vem aí-, 13 empreiteiras e dois bancos já foram citados como cúmplices.
Se tudo ou parte for verdade, e se existirem provas, é crime em larguíssima escala.
Se não for verdade, ou não existirem provas, terá sido crime em larguíssima escala.
Note-se que depois do bombástico ato da quinta-feira – que se tornou peça fundamental no processo eleitoral- houve um refluxo nos dias seguintes.
Algo assim como uma onda de cautela por parte dos grandes reverberadores. Por quê?
Porque o escândalo bate também em 13 grandes empreiteiras e em dois poderosos bancos.
Como, e com que compromissos, são financiadas campanhas de tantos dos vereadores, deputados, prefeitos, governadores e senadores?
De todos os grandes partidos. Afinal, 40 de 108 deputados federais e senadores mais votados agora são investigados pela Justiça.
Se a delação premiada chegar às empreiteiras e bancos, quantos jovens diretores resistirão diante da ameaça de 50 anos na cadeia?
Por isso, e por ora, a obsequiosa cautela depois do barulho com o bis da dupla Roberto & Yuossef.
Digamos que passada a temporada eleitoral a investigação siga, se amplie e venham as perguntas.
Quem, em dois grandes bancos, autorizou remessas de R$ 26 milhões sem identificar quem enviava o dinheiro, se a lei exige identificação de quem deposite mais de R$ 10 mil?
Aonde se chegará se nos bancos forem seguidos todos os rastros das empreiteiras investigadas?
E se país, governos estaduais e municipais adentro, forem cruzadas doações de empreiteiras com o DNA de parlamentares, executivos e obras?
Por fim, uma dúvida não menos importante, que certamente ministros do Supremo estão habilitados a responder.
Se avançarem investigações e processos contra grandes empreiteiras e grandes bancos valerá a Teoria do Domínio do Fato?
Sempre em nome do "desenvolvimento econômico" e do "progresso" - nunca benéfico à maioria, mas sumamente vantajoso a uma minoria - , a especulação imobiliária avança sobre o verde, impede a circulação do ar, estimula o consumismo padronizado, compromete a qualidade de vida dos moradores anteriores, dizima a historia e ajuda a destruir a cultura de uma cidade.
Grandes construturas enriquecem fabulosamente especulando, comprando políticos, controlando a propaganda e enfeiando a paisagem com espigões frios de concreto e vidro, ruas com o preto asfalto e a valorização do poder econômico em detrimento da qualidade de vida para todos....
Enquanto a sociedade não se mobilizar, o poder das empreiteiras, igualmente aos industriais, irá mecanizar e desvirtuar a democracia pela facilidade em lucrar, pelo enorme poder econômico a impor lobbies, e a qualidade de vida, destruindo o verde, os nichos ecológicos e ajudando a aumentar a temperatura nas cidades....
Preços de imóveis - algumas vezes, surreais - nas cidades do Brasil, em especial no litoral do Nordeste, tiveram um acréscimo absurdo nos últimos anos, muitas vezes separados da realidade do poder aquisitivo da população local - o que indica não só a especulação em si, mas também a lavagem de dinheiro do crime e da corrupção política, como no caso do massacre de Pinheirinho, em São Paulo, ou do ataque destrutivo de um prefeito ridículo ao terreno do Aeroclube da Paraíba em favor dos espigões -, juntamente com uma pressão publicitária constante, levam muitos a se endividarem comprando seus "apartamentos dos sonhos" e as mais discretas casas, com seus espaços familiares, são profundamente atacadas para serem destruidas dando espaço à construção de novos espigões padronizados... O foco é o máximo de lucros imediatos em cima da exploração do individualismo sem levar em conta as repercussões sócio-ambientais dos projetos imobiliários especulativos. É o paradigma plutocrático neoliberal expresso na Selva de Pedra, que atualmente destrói mais que ergue coisas belas... Como nos desenhos críticos apresentados logo mais, abaixo
Cada vez mais a coisificação e alienação humana, levando ao estresse, à violência e à mecanização, se expressa na homogenização, verticalização e artificialismo das construções impessoais e frias das cidades sem vida, poluídas e caóticas de hoje.