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quinta-feira, 13 de julho de 2023

Freio de arrumação ante criminosos golpistas, por Ricardo Mezavila, cientista político

 

A sociedade brasileira não pode mais aceitar que líderes de anjos caídos e com chifres de carneiro voltem a protagonizar a barbárie.

A CPMI dos atos golpistas e as investigações de uma Polícia Federal independente, são os freios de arrumação para a reorganização brusca que vai recolocando o país em modo de democracia


Jornal GGN:


Lula Marques – Agência Brasil


Freio de arrumação

por Ricardo Mezavila

Com o ponto de referência cada vez mais distante e desaparecendo nas cinzas do fascismo, apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro buscam nos rescaldos o que pode vir a ser uma ‘nova’ corrente política, afastada da extrema direita e do radicalismo violento dos fanatizados. 

Uma coisa é certa, o antipetismo continuará a ser abastecido nas cartilhas ideológicas e nas narrativas que colocam a corrupção no epicentro de todos os problemas.  

Se a guerra contra o PT continua, o que pode ser diferente? 

A dessemelhança fica por conta da aceitação de que o governo anterior foi um desastre em diversas áreas como saúde e meio-ambiente. Na economia, a responsabilidade pela mediocridade, pesa nos ombros de Paulo Guedes, ex-guru liberal, que agora é visto como um ministro que atuou em causa própria, principalmente nos conflitos de interesses relacionados a suas participações em offshores. 

Para essa gente que ainda tenta escapar da fornalha, que percebeu que não vale a pena ranger os dentes, Bolsonaro agora é um imbecil, desqualificado, um político rastejante que empurrou as Forças Armadas para o descrédito frente à opinião pública. 

Podem acreditar que esses adjetivos estão sendo utilizados para resumir o ex-presidente, pela própria claque que o colocou no altar. A percepção disso pode servir de base para um novo tempo de debates civilizados, como eram no passado entre a direita, o centro e a esquerda. 

Como ninguém sobrevive sozinho na política, Partidos da direita histórica como o PSDB, tendem a ganhar fôlego com os novos rumos e a demanda no desembarque extremista radical. 

A sociedade brasileira não pode mais aceitar que líderes de anjos caídos e com chifres de carneiro voltem a protagonizar a barbárie.  

A CPMI dos atos golpistas e as investigações de uma Polícia Federal independente, são os freios de arrumação para a reorganização brusca que vai recolocando o país em modo de democracia.  

Ricardo Mezavila, cientista político


segunda-feira, 19 de junho de 2023

Diálogos golpistas de militares bolsonaristas são “absolutamente terríveis”, diz Eliziane Gama

 

Em entrevista, senadora e relatora da CPMI do 08 de janeiro destaca cronograma de depoimentos e questiona presença de Do Val

Jornal GGN:

Edilson Rodrigues – Agência Senado


A divulgação dos diálogos em torno da preparação de um golpe de Estado pelo tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, e o coronel Jean Lawand Junior, ex-subchefe do Estado Maior do Exército, são “absolutamente terríveis”, nas palavras da senadora Eliziane Gama (PSD), relatora da CPMI do 08 de janeiro.

Em entrevista ao jornal Correio Braziliense, a senadora lembra que existia uma cobrança muito intensa em torno da “necessidade de implantação de um golpe no Brasil”. Ela mesma encaminhou um requerimento para ouvir os dois militares.

A senadora destaca que pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) o compartilhamento de dados que não estivessem na fase de diligências. “O ministro Alexandre de Moraes deu a informação para o presidente da CPMI que essas diligências finalizam, possivelmente, em 45 dias e, logo após, ele enviará essas informações para a CPMI”, disse.

Quanto às convocações, Eliziane destaca que foi traçado um cronograma a partir do resultado da eleição, uma vez que todas as datas destacadas na investigação envolvem o questionamento do resultado das eleições.

“Por isso, apresentamos um volume de requerimentos voltados para essa cronologia e tivemos a aprovação. Na segunda remessa, vamos ouvir o G. Dias, depois Flávio Dino, depois o interventor, o (Ricardo) Cappelli. Temos uma fase da investigação, não dá para atropelar”, pontua a senadora.

Permanência “temerária”


Eliziane ressalta que a oposição tenta desviar o foco dos trabalhos quando acusa a bancada governista de omitir informações, como a não convocação do ex-ministro Gonçalves Dias, gravado interagindo com invasores no Planalto.

Além disso, a senadora acredita que a permanência do senador bolsonarista Marcos do Val (Podemos) na CPI é temerária e que ele “deveria ter a atitude de pedir a saída da comissão” por faltar com as responsabilidades necessárias para o cargo.