segunda-feira, 28 de setembro de 2026

Ante a ameaça trumpista-bolsonarista nas Eelições 2026, surge o Manifesto do temor e da esperança, por Aldo Fornazieri

 

O Brasil encontra-se numa encruzilhada. A mais temível e ameaçadora encruzilhada desde a redemocratização. Nem a vitória de Jair Bolsonaro e nem a tentativa de golpe do 8 de janeiro de 2023 foram tão ameaçadoras quanto o perigo que nos olha com os olhos ameaçadores neste momento. As instituições democráticas, mal ou bem, estavam aparelhadas, tanto para absorver a vitória da extrema-direita em 2018, quanto para resistir e repudiar a tentativa de golpe em 2023.


Do Jornal GGN:

Manifesto do temor e da esperança, por Aldo Fornazieri

Os soldados que experimentaram os mais terríveis temores nas trincheiras, foram os que se lançaram com maior coragem e ousadia nos combates.


    Lula em foto de Ricardo Stuckert

O Brasil encontra-se numa encruzilhada. A mais temível e ameaçadora encruzilhada desde a redemocratização. Nem a vitória de Jair Bolsonaro e nem a tentativa de golpe do 8 de janeiro de 2023 foram tão ameaçadoras quanto o perigo que nos olha com os olhos ameaçadores neste momento. As instituições democráticas, mal ou bem, estavam aparelhadas, tanto para absorver a vitória da extrema-direita em 2018, quanto para resistir e repudiar a tentativa de golpe em 2023.

Agora não. Uma vitória de Flávio Bolsonaro implicará que ele subirá a rampa do Planalto com a legitimidade eleitoral. Implicará que ele será acompanhado pela maioria de um Congresso mais conservador na próxima legislatura. Encontrará um Supremo Tribunal Federal, que foi o sustentáculo da democracia nos últimos tempos, completamente cindido, dilacerado pela crise interna.

Mais do que isso: poderá indicar de 4 a 5 novos ministros do STF, estabelecendo um domínio tanto no Congresso, quanto na Corte Constitucional. Não terá os freios e contrapesos em nenhum lugar. Poderá mudar a Constituição de acordo com a sua vontade arbitrária. Não precisará apelar para os militares para implantar um regime de exceção. Terá condições de estabelecer uma longa hegemonia, de 15 ou 20 anos, da extrema-direita.

Se vencer, o bolsonarismo terá condições de arrasar direitos, de sacrificar a liberdade, de escavar mais fundo o foço das desigualdades, de pisotear a soberania, de instituir a violência e a bukelização da repressão contra a juventude, os movimentos sociais e a oposição.

Se vencer, a extrema-direita terá condições de fazer, no Brasil e na América Latina, com o apoio do trumpismo, a experimentação das novas formas de dominação, calcadas no estrangulamento da democracia, na supressão de direito, na destruição de políticas públicas, na predação do meio ambiente, na violência associada às novas tecnologias e à inteligência artificial, no domínio tecnocrático dos super ricos, no racismo, na teocratização do Estado e sua utilização como instrumento da corrupção e do crime organizado, na degradação moral da sociedade, na guerra como solução dos conflitos geopolíticos e no fascismo apocalíptico do fim dos tempos.

Uma vitória da extrema-direita no Brasil terá um impacto enorme na Amárica Latina, no Ocidente e no Mundo. Será um marco crucial para definir as linhas civilizatórias do futuro. A ameaça que paira sobre o Brasil é medonha. Somente os apascentados burocratas da política, os eternos enamorados da arrogância e da incompetência, talvez não a considerarão. Precisamos ter consciência dela, temê-la, para gerar as forças e as virtudes necessárias para enfrentá-la e derrotá-la.

A linha que separa o abismo e um mínimo de normalidade democrática é muito tênue. Olhar para o mundo hoje com senso crítico é experimentar sobressaltos no coração, tantos são os riscos e desafios. As poucas certezas são cada vez mais destroçadas pelos golpes de ameaças implacáveis. Somos cada vez mais o resultado do embate entre o que nos assusta e o que nos move, com a redução crescente sobre a nossa capacidade de incidir sobre o curso dos acontecimentos.

Não podemos confundir temor com covardia. Ao longo dos séculos, os soldados que experimentaram os mais terríveis temores nas trincheiras, foram os que se lançaram com maior coragem e ousadia nos combates. Tinham consciência do perigo.

A falta de consciência dos riscos e ameaças gera a indolência, porque quando as pessoas não percebem a gravidade do perigo se entregam a arrogância, geradora de acomodação, da apatia e da negligência. O temor das ameaças deve ser o sinal de alerta, a sentinela em prontidão, que nos move para a ação.

 Não podemos assistir inertes a apatia, o desânimo, a falta de engajamento dos democratas e progressistas diante dos imensos riscos que representa a não reeleição de Lula. É urgente a necessidade de mobilizar todas as forças possíveis para se engajem na campanha, pois a derrota da extrema-direita depende de todos nós. Precisamos colocar em marcha a nossa imensa força coletiva. Força capaz de evitar a tragédia e construir a vitória.

Não podemos aceitar que a dignidade da política seja destruída, que o interesse público seja pisoteado pelos criminosos interesses particulares, que os direitos sejam esmagados pelo assalto das elites aos recursos públicos.

Não podemos aceitar que a mentira destrua a verdade, que o cinismo, a hipocrisia e o crime institucionalizado tomem de assalto os Três Poderes, que o obscurantismo religioso destroce a razão e a ciência, que a liberdade seja sacrificada no altar da intolerância fascista.

Tudo o que foi conquistado com a redemocratização e com os governos progressistas é obra de milhões de pessoas, frutos de suas lutas. Neste momento de grandes riscos e incertezas precisamos prestar contas a todas e todos os que lutaram. Precisamos honrar a abnegação dos que se sacrificaram anonimamente. A responsabilidade é de todos nós. Mas ela pesa mais sobre os líderes políticos, a começar pelo presidente Lula, pelos dirigentes dos partidos, pelos candidatos.

Se o temor não pode nos paralisar, a esperança não pode ser a passividade, otimismo ingênuo. A campanha não pode ser conduzida com a marca da negligência acerca das ameaças que pairam sobre o Brasil, seu futuro, sobre as novas gerações.

Todos sabemos que o Brasil não vive um momento glorioso; que o governo ficou aquém do que esperávamos. Mas só a vitória permitirá reparar erros, inovar, fazer melhor.

Temos poucas horas, poucos dias para definir esse jogo. Precisamos medir o nosso temor pela dimensão da nossa esperança. Precisamos acreditar na capacidade dos progressistas e das esquerdas de reinventarem caminhos mais prolíficos, mobilizadores, apaixonantes. Não podemos deixar que a luz das lamparinas que carregamos seja engolfada pela trevosa noite da extrema-direita e do bolsonarismo.

Precisamos decidir que legado vamos deixar para as gerações futuras. Precisamos dizer se queremos que a solidariedade triunfe sobre o egoísmo. Se a liberdade e a igualdade são inseparáveis para que todos possam ter escolhas atraentes e significativas em suas vidas.

Precisamos querer que as mães das favelas não chorem mais porque seus filhos choram de fome. Precisamos vencer para que a violência não destroce famílias e que pais e mães não enterrem seus filhos. Precisamos dar um basta à violência que brutaliza as mulheres e ao racismo que dilacera a alma dos negros e negras.

Tudo isso depende de nós. Mas repetimos: A responsabilidade maior recai sobre os líderes. Resta pouco tempo para decidir se somos capazes de rejuvenescer a esperança para que ela possa produzir novas flores e novos frutos.

Aldo Fornazieri – Professor da Escola de Sociologia e Política e autor de Liderança e Poder.


O periódico brtânico Financial Times sobre o extremista clã Bolsonaro

 




'Um clã tão radical quanto disfuncional': o que diz a reportagem de capa do Financial Times sobre a família Bolsonaro




Revista do Financial Times dedica capa a disputas e escândalos da família Bolsonaro
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Tempo de leitura: 6 min

A família Bolsonaro é o tema de reportagem de capa da revista de fim de semana do Financial Times, um dos jornais de economia mais influentes do mundo. Com o título "Escândalo e sucessão na Casa dos Bolsonaro", o texto, assinado pelo chefe do escritório do jornal no Brasil, Michael Pooler, descreve o clã como uma família "tão radical quanto disfuncional", que pode estar à beira de um retorno ao poder com a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência.

Segundo o FT, os Bolsonaro oscilam entre o conservadorismo e o caos e praticam um estilo paranoico de política. O jornal os compara à família Trump, afirmando que ambas encarnam o espírito político dos anos 2020, com a fusão entre celebridade, redes sociais e busca pelo poder.

A briga com Michelle

A reportagem abre com um episódio de junho, pouco antes de um jogo da seleção brasileira na Copa do Mundo. Em um vídeo no Instagram, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro acusou o enteado Flávio de humilhá-la em uma disputa interna do partido, e chamou a atitude dele de "uma facada nas costas".

Para o FT, os detalhes da briga, sobre alianças e candidaturas regionais, importavam pouco. O que chamou atenção foi a hostilidade aberta, que expôs uma fissura no centro da principal família da direita brasileira justamente quando ela planejava voltar ao poder.

Segundo um assessor da campanha ouvido pelo jornal, naquele momento a equipe de Flávio chegou a achar que estava tudo acabado.

Madrasta e enteado só fizeram as pazes publicamente em meados de agosto, depois de semanas de mediação de aliados. O jornal registra que a reconciliação, com orações e abraços, não convenceu todo mundo.

O pastor Silas Malafaia, aliado próximo da família e que celebrou o casamento de Jair e Michelle, disse ao FT que a disputa é sobre herança política. "A briga é sobre quem vai carregar o nome", afirmou.

O patriarca e os filhos

O ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro, acompanhado de seus filhos Eduardo Bolsonaro (E) e Flávio Bolsonaro, acena para seus apoiadores durante um ato na praia de Copacabana em 21 de abril de 2024, no Rio de Janeiro, Brasil.
Legenda da foto,O ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro, acompanhado de seus filhos Eduardo Bolsonaro (E) e Flávio Bolsonaro, acena para seus apoiadores durante um ato na praia de Copacabana em 21 de abril de 2024, no Rio de Janeiro, Brasil.

O jornal descreve Jair Bolsonaro como um "rei-sol em declínio", em torno do qual orbitam a mulher e os três filhos mais velhos. Condenado a 27 anos de prisão por tramar a permanência ilegal no poder, ele cumpre prisão domiciliar em Brasília, com visitas restritas e proibido de se comunicar publicamente.

Bispo católico critica Flávio Bolsonaro por ataque à CNBB; entidade reage ao candidato: ‘Mentira’

 

A nota afirma que "a CNBB não produziu, autorizou ou participou da elaboração ou divulgação de informações falsas" (ao contráio do que faz Bolsonaro)

Do ICL Notícias:

Bispo católico critica Flávio Bolsonaro por ataque à CNBB; entidade reage ao candidato: ‘Mentira’

A nota afirma que "a CNBB não produziu, autorizou ou participou da elaboração ou divulgação de informações falsas"


“A mentira não se combate com outra mentira.”

Assim termina a nota da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) em resposta à acusação de Flávio Bolsonaro de que a entidade contribuiu para a disseminação de publicações que atribuíam a ele a intenção de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil.

“O PT, eu sei hoje, já estava havia alguns dias tentando levantar essa fake news, conseguiu com a ajuda de gente de dentro da CNBB, infelizmente essa realidade”, disse Flávio, durante uma carreata em Goiânia, neste domingo 27.

A nota afirma que “a CNBB não produziu, autorizou ou participou da elaboração ou divulgação de informações falsas relacionadas ao atual processo eleitoral” e  diz que a entidade “não integra qualquer estrutura político-partidária, de partido ou candidatura”.

O texto defende que as manifestações da conferência sobre as eleições “decorrem de sua missão pastoral e de princípios públicos expressos em seus documentos, orientados pela dignidade humana, pelo bem comum, pela democracia e pela liberdade de consciência”.

Em uma postagem feita na manhã desta segunda-feira (28),  Dom Vicente Ferreira, bispo da Diocese de Livramento de Nossa Senhora, na Bahia, e membro da Comissão de Ecologia Integral e Mineração da CNBB criticou Flávio:.

“O pai disse que a CNBB é a parte podre da Igreja Católica. Inclusive, vigiou bispos. Agora, o filho declara que ajudamos a divulgar Fake News. Valei-nos, Mãe Aparecida! Nossa rainha e padroeira. Que ninguém roube de nós a vontade de lutar sempre pela justiça e paz. Rogai por nós!”, escreveu.

Leia abaixo a íntegra da nota da CNBB:

“Diante de informações e manifestações que circulam nas redes sociais envolvendo o nome da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), esclarecemos:

A CNBB não produziu, autorizou ou participou da elaboração ou divulgação de informações falsas relacionadas ao atual processo eleitoral.

A Conferência repudia a produção e a utilização de informações falsas, independentemente de sua origem ou de quem possam beneficiar ou prejudicar.

A CNBB não integra qualquer estrutura político-partidária, de partido ou candidatura.

Suas manifestações sobre as eleições decorrem de sua missão pastoral e de princípios públicos expressos em seus documentos, orientados pela dignidade humana, pelo bem comum, pela democracia e pela liberdade de consciência.

Atribuir à CNBB participação em estruturas de produção ou disseminação de desinformação, sem fatos e provas que sustentem tal afirmação, atinge injustamente a instituição e não contribui para a serenidade e a responsabilidade que devem caracterizar o processo eleitoral. A mentira não se combate com outra mentira.

A CNBB reafirma seu compromisso com a verdade, o diálogo e a paz.

Assessoria de Comunicação
Conferência Nacional dos Bispos do Brasil”

Vídeo de Pietra Viana: ATAQUES, INSULTOS E BLASFÊMIA COM A FÉ DO POVO BRASILEIRO

 

Do Canal de Pietra Viana:




Reinaldo Azevedo– Nossa Senhora! Decisão de Dino contra CENSURA praticada por André Mendonça é legal e impecável

 

Da Rádio BandNews FM:




domingo, 27 de setembro de 2026

O "terrivelmente evangélico" e notoriamente bolsonarista André Mendonça CENSURA até posts de perfis dedicados ao Santuário de Nossa Senhora. Leia a reportagem de Juliana Dal Piva sobre isso

 

Lista de links a remover, pedida pela campanha, inclui posts de perfis religiosos dedicados ao Santuário, Leonardo Boff e Erika Hilton

Do ICL Notícias:

Após pedido de Flávio, Mendonça censura até posts de perfis dedicados ao Santuário de Nossa Senhora


Por Juliana Dal Piva

Após um pedido dos advogados do candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou que X, Facebook, Instagram, TikTok e YouTube removam publicações, sem necessidade de nova decisão judicial, que tragam como conteúdo textos dizendo que o candidato do PL teria um plano para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil . A ordem vale inclusive para conteúdos futuros.

O ministro escreve que estariam fora desse alcance textos jornalísticos ou de sátira e humor. No entanto, uma série de postagens que apenas mencionam o tema sem reproduzir o suposto plano também foram removidos. O ICL Notícias verificou que posts da conta “santuarionacional”, dedicada a posts religiosos sobre Nossa Senhora e a Basílica, entrou na lista. O perfil não contém nenhum conteúdo político.

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Além disso, um post do advogado Lucas Mourão que simplesmente informou que o ex-presidente Jair Bolsonaro teve entre seus assessores na Presidência um ex-deputado que foi o autor do projeto de lei já arquivado que realmente propôs a retirada do título de padroeira para Nossa Senhora.

 

O tema que voltou a circular nos últimos dias foi alvo do PL 2.623/2007, já arquivado. Ele propunha substituir a expressão “Padroeira do Brasil” por “Padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos” e foi rejeitado e arquivado pela Câmara em agosto de 2008. O autor é o ex-deputado Victório Galli Filho, que, após se aproximar do bolsonarismo, foi nomeado assessor especial da Presidência por Jair Bolsonaro em 2019. Flávio negou publicamente ter feito qualquer proposta nesse sentido.

Decisão de Mendonça

A ordem quer censurar a informação de que “Flavio Nantes Bolsonaro ou sua família propôs, articulou, apoiou, está comprometido com ou pretende promover a retirada de Nossa Senhora Aparecida da condição ou do título de Padroeira do Brasil”. Segundo a decisão, devem ser removidas também publicações “substancialmente equivalentes”, definidas como aquelas que, “embora empreguem redação, imagem, áudio, vídeo, meme ou formato diverso, transmitam esse mesmo núcleo factual”.

No entanto, quem fará a distinção são as empresas de tecnologia. Na prática, caberá às plataformas decidir o que se enquadra nessa definição. A decisão determina que os provedores, “uma vez cientes desta decisão”, removam essas publicações “independentemente de nova ordem judicial específica”.

O ministro acrescenta que novos posts poderão ser notificados diretamente às empresas pela campanha, “sem necessidade de nova decisão judicial específica”. O descumprimento gera multa de R$ 50 mil por dia para cada plataforma, que tem 48 horas para informar ao tribunal as providências adotadas e quantos conteúdos derrubou.

No texto, o ministro afirma que a atuação preventiva das plataformas “não pode converter-se em delegação genérica às plataformas para suprimir manifestações politicamente desfavoráveis ao candidato”. Não há na decisão, porém, previsão de controle judicial sobre o que as empresas efetivamente irão remover.

Quem está na lista

Além da regra geral para conteúdos futuros, Mendonça mandou remover uma extensa lista de endereços apresentada pela campanha. Entre os endereços aparecem publicações dos perfis do teólogo Leonardo Boff, da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), dos deputados federais Rogério Correia (PT-MG) e Ivan Valente (PSOL-SP), do ex-deputado Jean Wyllys e do MST. Constam também posts no Facebook de parlamentares petistas, como Tadeu Veneri e Jonas Reis, um vídeo do perfil de TikTok do frei carmelita Gilvander Moreira e um vídeo da conta @santuarionacional no TikTok, nome usado pelo Santuário Nacional de Aparecida.

Segundo o levantamento apresentado pela campanha de Flávio Bolsonaro e reproduzido na decisão, a narrativa circulou em 2.086 publicações de 1.674 contas. Esses posts somaram mais de 21 milhões de visualizações, cerca de 1,49 milhão de curtidas e 312 mil compartilhamentos, e 1.301 novas publicações surgiram depois do desmentido público.

Para Mendonça, a nova decisão se dá porque a remoção pontual de links não se mostrou suficiente. As plataformas também deverão usar ferramentas de correspondência de imagem para derrubar cópias idênticas de um card com o título “Para agradar evangélicos, Flávio Bolsonaro articula retirada de Nossa Senhora Aparecida como Padroeira do Brasil”.

sábado, 26 de setembro de 2026

Eleições 2026: Perfil da CNBB no X é derrubado pela rede social americana de Elon Musk pró-Trump e pró-Flavio Bolsonaro enquanto bispos se mobilizam 'por democracia'

 

Do UOL:

O perfil da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil no X é derrubado enquanto bispos e padres se mobilizam por 'votos em candidatos que defendam a democracia e a soberania nacional', informa a colunista Daniela Lima.





ICL Eleições 25/09/2026: AS POLÊMICAS RELIGIOSAS QUE COLOCAM FLÁVIO NO ALVO E PODEM ALAVANCAR LULA

 

Do Canal ICL:




Portal do José: GOLPE FATAL! SAIBA O QUE DERROTARÁ FLAVIO! CATÓLICOS NÃO ACREDITAM NELE! DELEGADO DA PF SOBRE O CLÃ BOLSONARO E ALIADOS: É ORCRIM"!

 

Do Portal do José:




Reinaldo Azevedo – Lula: fim das bets. Grana para comida. Lembre-se, Flávio: seu pai permitiu esculhambação

 

Da Rádio BandNews FM:




Do UOL: André Mendonça considera Bolsonaro 'clã miliciano' ao censurar Tabet | Sakamoto

 

Do UOL:

André Mendonça, ministro do STF, acabou assumindo que "família miliciana" se refere a Flávio Bolsonaro (PL) ao mandar retirar uma postagem do ator e humorista Antônio Tabet, avaliou o colunista Leonardo Sakamoto no UOL News - 2ª edição, do Canal UOL



O maior tiro no pé da campanha trumpista-fundamentalista de Flávio Bolsonaro

 

Do Canal de Samuel Borelli:




sexta-feira, 25 de setembro de 2026

Católicos entram em cena para pregar voto contra o trumpista pró-fundamentalistas teocráticos - e suas pretensões de poder - Flávio Bolsonaro

 

Candidato tende a implementar teologia do domínio de pastores "cristãos" caso vire presidente


Do site JOTA:

    O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro / Crédito: Divulgação/PL





A Igreja Católica Apostólica Romana parece ter mergulhado de cabeça na tentativa de impedir a eleição do senador Flávio Bolsonaro (PL) como presidente do Brasil. Não, diferentemente do que nos querem fazer crer alguns posts de redes sociais, lideranças do grupo religioso ainda predominante no Brasil — aproximadamente 56% da população — não têm como candidato o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas tendem a perder bastante com aquele que seria o primeiro presidente evangélico brasileiro.

Isso porque o filho do golpista Jair Bolsonaro e “irmão” do ex-banqueiro Daniel Vorcaro tende, uma vez no poder, a apoiar a teologia do domínio tão apregoada por pastores e bispos protestantes, a qual feriria de morte os interesses materiais e espirituais do catolicismo no país.

Vários vídeos de prelados, como bispos e arcebispos, viralizaram nas redes nas últimas semanas. Cartilhas distribuídas em igrejas também vêm indicando o voto em quem defende a soberania e o compromisso com os mais pobres, bandeiras que automaticamente estão alinhadas com a única candidatura de centro-esquerda deste pleito: a chapa Lula-Alckmin.

O vídeo mais contundente apresenta o arcebispo emérito de Aparecida, Dom Orlando Brandes, numa homilia na Basílica Nacional erguida em homenagem à Padroeira do Brasil. Ao falar sobre as eleições, Brandes pediu aos fiéis que escolham seus candidatos de acordo com a consciência, mas pensando no bem comum. O religioso ainda afirmou que nenhum poder estrangeiro deve interferir no país, numa clara referência à defesa da soberania nacional, ameaçada sobretudo por Donald Trump e sua aliança com líderes de direita na América Latina.

O sermão de Brandes torna-se ainda mais simbólico haja vista rumores de que, caso eleito presidente, Flávio Bolsonaro possa vir a atender uma reivindicação de setores evangélicos e retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. O ideal seria que vivêssemos em um Estado de fato laico, mas a religião tem forte apelo popular, sendo ilusório crer que ela não vai se projetar, de alguma maneira, no espaço público.

No caso de continuidade da expansão da proporção de evangélicos entre os brasileiros, cabe também perguntar se o país não consolidará uma transição cultural rumo a um conservadorismo ainda mais rígido em relação aos costumes. Não falo isso fazendo um juízo de valor a priori, qualificando tal fenômeno como bom ou ruim, mas é inevitável pensar se o Brasil continuará a ser “Brasil” caso a maioria religiosa do país deixe de ser católica.

Por exemplo, o Carnaval, não obstante as contribuições africanas para a festa-símbolo do país, é originário dos países onde a Igreja de Roma tem predominância. Não à toa, candidatos evangélicos no Rio de Janeiro criticam o uso de recursos públicos para os desfiles de escolas de samba e até mesmo a própria realização deles embora sejam inegáveis os ganhos para o turismo e, portanto, para a cidade e o estado.

A julgar pelo fato de que há também segmentos conservadores no catolicismo, pode-se esperar uma aliança desses segmentos com os evangélicos em prol de Flávio. Mas, em regiões mais pobres do país, a tendência é que o catolicismo ainda seja um bastião contra as injustiças perpetradas pela sociedade, que, ironicamente, surgiram com a colonização que trouxe justamente o cristianismo para o coração da formação do país.

Os eventuais interesses da Santa Sé no pleito brasileiro também se relacionam ao embate global que Leão XIV tem com Donald Trump. As críticas ao tratamento dispensado pelo principal nome da extrema direita global a migrantes, feitas pelo americano Robert Francis Prevost, que ocupa desde 2025 o trono de São Pedro, revelam uma oposição ideológica entre o Vaticano e a Casa Branca.

Por consequência, um domínio trumpista sobre a América Latina, região de maioria católica, também vai de encontro aos interesses da Igreja. O Brasil é o último pilar de resistência a Trump numa parte do mundo cuja potência principal — os Estados Unidos — são de maioria protestante em contraponto ao catolicismo exercido em boa parte dos territórios governados outrora por Portugal e Espanha. Se incluirmos o Hemisfério Ocidental como um todo, também fica claro o confronto religioso-ideológico no Canadá, que tem no Québec, sua maior província francófona, um bastião do catolicismo.

A aliança entre os direitistas latino-americanos e Trump não passa apenas por questões materiais, como o combate — ou suposto combate — ao crime organizado, que escamoteia ambições de tomar recursos naturais no âmbito de um novo imperialismo que quer transformar a América Latina em um protetorado dos EUA. Também temos aqui uma aliança cultural fundamentada na expansão evangélica pela América Latina, principalmente no Brasil, que ainda assim desfruta do status de maior país católico do mundo.

Dos estados mais desenvolvidos do país, aquele que possui maior concentração de católicos é Minas Gerais, uma síntese nacional em sua diversidade geográfica, cultural e econômica. Lula venceu Jair Bolsonaro por margem estreita em 2022. Se voltar a lograr isso contra o filho do golpista, será em grande parte devido aos católicos, que ainda são maioria absoluta em Minas.

Se a instituição, que já perdura há dois milênios — um quarto deles presente no Brasil —, vai derrotar Flávio Bolsonaro, não sabemos. Mas é uma reação que merece ser observada e que pode ser crucial, em uma eleição altamente disputada, para assegurar a vitória de Lula seja no primeiro turno, seja numa segunda volta cujo vencedor tende a ter margem mais estreita que os cerca de 2 milhões de votos que definiram o acirrado pleito de 2022.logo-jota

Os artigos publicados pelo JOTA não refletem necessariamente a opinião do site. Os textos buscam estimular o debate sobre temas importantes para o país, sempre prestigiando a pluralidade de ideias.

As Relações do PCC com Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro (e toda a extrema direita cínica Brasileira)

 

Do ICL:



Nos Estados Unidos, deputados e senadores Democratas acusam Trump de interferência (golpista) nas eleições presidenciais no Brasil

 

Do G1:




No Jornal da Globo, Julia Duailibi analisa a relação entre Flávio Bolsonaro e o vorcariano Willer Tomás envolvido no escândalo do INSS (seguido de um Resumo Gráfico destas relações feito pelo ICL)

 

Do G1:

Do ICL Notícias:




Dani Lima, no UOL: Flávio Bolsonaro tentou ligar para Vorcaro nos 4 dias anteriores à prisão do banqueiro, diz Estadão. Programa Pulso Político

 

Do UOL:

O jornal Estadão revelou que Flávio Bolsonaro tentou ligar para Daniel Vorcaro nos quatro dias que antecederam a prisão do ex-dono do Master. Pulso Político vai ao ar de segunda a sexta, das 12h30 às 14h30, logo após o UOL News 1ª Edição. O programa é sempre ao vivo e traz bastidores e análises exclusivos das campanhas eleitorais.



UOL: Flávio Bolsonaro ofereceu ajuda a Vorcaro em Dubai, revela Estadão: 'Precisando de algo?'

 

Sobre o filho do golçista presidário e mentiroso contumaz Flávio Bolsonaro:>

Do UOL:

O jornal Estadão revelou uma troca de conversas entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, em que o senador aparece oferecendo ajuda ao banqueiro. Pulso Político vai ao ar de segunda a sexta, das 12h30 às 14h30, logo após o UOL News 1ª Edição. O programa é sempre ao vivo e traz bastidores e análises exclusivos das campanhas eleitorais.



Reinaldo Azevedo – Datafolha: “tese do Rachadinha no 1º turno” é só torcida; Quaest no DF e 5 Estados: Lula na frente

 

Da Radio BandNews FM:




quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Reinaldo Azevedo – Flávio BNolsonaro, o hipócrita no jatinho de Daniel Vorcaro. Eleição já no 1º turno? Então vamos fazer contas

 

Do Canal da Rádio BandNews FM:


 

Luis Nassif discute todos os escândalos de Flávio Bolsonaro, o traidor trumpista entreguista

 

Do Canal TV GGN:




As claras conexões dentre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro - Do ICL

 

Do ICL Notícias:










Fábio Porchat revela claramente as ligações mafiosas da extrema direita com tipos como Vorcaro, Willer Tomaz, Fabiano Zettel, André Valadão, Igreja Batista da Lagoinha e Flávio Bolsonaro. Vídeo do canal Revelando

 

Do Canal Revelando:

O que une uma das maiores igrejas do país ao maior escândalo bancário da história recente? Neste episódio do Revelando, Fábio Porchat segue os laços entre a Igreja Batista da Lagoinha e o Banco Master. É uma rede de família, fé, dinheiro e poder que ajuda a explicar como um banco quebrado virou um gigante bilionário e desabou em menos de dez anos. O episódio começa num casamento de luxo, com André Valadão no altar e Daniel Vorcaro na primeira fila. A partir dele, reconstrói quase 30 anos de doações da família Vorcaro à Lagoinha. Explica também como o pastor Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, foi apontado pela Polícia Federal como operador financeiro de "a turma". O caminho passa por CDBs a 140% do CDI, carteiras de crédito sem lastro, um grupo de intimidação, R$ 5 milhões em doações para Bolsonaro e Tarcísio e os áudios em que Flávio Bolsonaro pede a Vorcaro US$ 24 milhões para um filme sobre o pai. As prisões de Vorcaro e Zettel são preventivas, e nenhum dos dois havia sido condenado até a publicação deste vídeo. Revelando é uma série de reportagens especiais sobre temas urgentes e decisivos para entender o Brasil. Um projeto especial do Calma Urgente, com apoio de distribuição do ICL, Mídia Ninja e 342 Artes. Toda segunda-feira, 20h.



Os Escândalos que ligam Willer Tomaz a Flávio Bolsonaro

 

 Do ICL:




terça-feira, 22 de setembro de 2026

Portal do José: No ONU, LULA ENFRENTA DIREITA GLOBAL E DENUNCIA MANOBRAS DE TRUMP! FLAVIO BANDIDO: MUNDO JÁ SABE

 

Do Portal do José:




Análise de Bob Fernandes, em vídeo: “Brasil não cabe no quintal de ninguém”. Na ONU, Lula responde a ameaças de Trump e Flávio Bolsonaro com ajuda de André Mendonça e "grande" mídia

 

Do Canal do Analista Político Bob Fernandes:




Xadrez do caso Marielle e do pacto golpista de Braga Netto com Bolsonaro, por Luís Nassif

 

Do Jornal GGN:

Xadrez do caso Marielle e do pacto de Braga Netto com Bolsonaro, por Luís Nassif

Aqui se mostra como o general Braga Netto negociou seu cargo no governo Bolsonaro

    Valter Campanato - Agência Brasil

O vazamento de uma investigação da Polícia Federal, mostrando o senador Flávio Bolsonaro pagando uma emenda parlamentar ao miliciano Robson Calixto, o “Peixe”, envolvido na morte de Marielle, traz de volta o tema que não pode morrer: o envolvimento dos Bolsonaro, dos milicianos com a morte de Marielle, e o pacto de silêncio selado pelo general Villas Boas, general Braga Neto e Bolsonaro.

Capítulo do livro “A Conspiração Lava Jato – o jogo político que comprometeu o futuro do país“

“General Villas Bôas, o que já conversamos ficará entre nós. O senhor é um dos responsáveis por eu estar aqui”, disse Bolsonaro ao comandante do Exército durante evento no Ministério da Defesa

No dia 2 de janeiro de 2019, durante cerimônia de posse do novo Ministro da Defesa, general Fernando Azevedo e Silva, em seu primeiro dia como Presidente, Jair Bolsonaro soltou uma frase enigmática para o general Villas Bôas, cujo mandato se encerrava ali.

Qual o teor da conversa? Provavelmente passou pelo caso Marielle Franco. E pode explicar porque, até hoje, não foi desvendado o crime contra Marielle Franco.

Foi um crime de repercussão internacional, em que o provável assassino foi detido quase um ano depois, já encerradas as eleições e Jair Bolsonaro empossado presidente, mantido isolado de qualquer contato com o mundo, criando o mais relevante segredo político dos tempos modernos: quem foi o mandante? Como se prende o assassino e não se identifica o mandante?

O próprio Ministro da Justiça do governo Temer, Raul Jungmann, declarou, certa vez, ter certeza da existência de “poderosos” por trás da morte de Marielle.

Uma cronologia ajudará, se não a elucidar, pelo menos a entender melhor a conspiração que levou Bolsonaro ao poder.

No dia 5 de janeiro de 2018[1] Bolsonaro lançou-se candidato à presidência,

Doze dias depois, no dia 17 de janeiro de 2018[2], o comandante do Exército, general Villas Bôas, dava o nihil obstat da força a Bolsonaro, garantindo que não haveria mais restrições a ele.

Em pouco tempo, Bolsonaro deixou de ser uma sombra e se tornou possibilidade concreta de vencer as eleições. No dia 31 de janeiro[3], o Datafolha já sustentava que o único candidato capaz de vencê-lo seria Lula.

No dia 16 de fevereiro de 2018[4], o governo Michel Temer promulga o decreto de intervenção militar no Rio de Janeiro e nomeia como interventor o general Braga Netto. Bolsonaro critica a forma branda da intervenção[5], mas vota a favor.

No dia 13 de março de 2018[6], Braga Netto muda o comando da Polícia, tornando-se o responsável direto pela segurança no estado.

No dia 14 de março de 2018 ocorre o assassinato de Marielle. As investigações ficam sob responsabilidade de Braga Netto, o interventor.

Nos dias seguintes, Braga Netto repudia os assassinatos[7] e promete punir os assassinos[8].

No dia 7 de junho de 2018[9], Bolsonaro visita o general Villas Bôas, no primeiro encontro formal entre ambos.

No dia 14 de junho de 2018[10], Braga Netto informa ao Ministro Jungman possuir indícios claros sobre o assassino e os mandantes.

No dia 31 de agosto de 2018[11], Braga Netto garante que o crime será solucionado antes do final da intervenção.

No dia 28 de outubro de 2018 Bolsonaro é eleito presidente no 2º turno.

No dia 23 de novembro de 2018[12], Jungman fala da certeza de “poderosos” por trás da morte de Marielle.

No dia 31 de dezembro de 2018 termina a intervenção no Rio de Janeiro.

No dia 11 de janeiro de 2019[13], ainda cumprindo funções burocráticas finais do período da intervenção, Braga Netto diz saber quem matou Marielle, em uma declaração inacreditável.

Lógico que eu gostaria de ter entregado o caso, mas o próprio novo chefe de Homicídios (delegado do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa) deu uma entrevista dizendo que já tomou conhecimento e viu que está muito adiantado (o trabalho de investigação). Nós fizemos todo um trabalho. Nós não procuramos protagonismo. Eu poderia ter anunciado quem a gente acha que foi, dito ao Richard (Nunes, ex-secretário de Segurança) para anunciar. Mas a gente quis fazer um trabalho profissional. Tenho confiança que se mantiver as equipes que estavam na investigação vão chegar a um resultado em breve”, disse o general de Exército.

No mesmo dia, disse que a intervenção evitou “achismos”[14] sobre a morte de Marielle.

Na cerimônia de troca do comando do Exército, em 11 de janeiro de 2019[15], o general Villas Bôas saúda Bolsonaro, diz que sua eleição trouxe “renovação e liberação das amarras ideológicas”.

E diz que Bolsonaro, Sérgio Moro e Braga Netto “fizeram história”.

Não agradece ao Ministro Luis Roberto Barroso que, tirando Lula da disputa, pavimentou a vitória de Bolsonaro. Provavelmente, por considerá-lo apenas um inocente útil.

Moro asssumiu o cargo de Ministro da Justiça e, menos de um mês depois[16], Bolsonaro nomeou Braga Netto para o mais importante cargo do governo, o de Ministro-Chefe da Casa Civil, responsável por toda a interlocução do Presidente com demais Ministérios e com o Congresso. Era um general recém-saído da ativa, sem nenhuma experiência política, que não fazia parte do círculo de amizades ou alianças de Bolsonaro. Mas era integrante do trio de salvação nacional, os afilhados do general Villas Bôas, os novos condestáveis de uma república chamada de Brasil.

Além disso, desde meados de 2018 havia uma disputa surda entre olavistas e militares, por cargos no governo Bolsonaro. A escolha de Braga Netto para a Casa Civil faz o pêndulo virar definitivamente para a ala militar.

No dia 13 de março de 2019[17], é preso Ronnie Lessa, como provável assassino de Marielle. Fica-se sabendo que morava no mesmo condomínio de Bolsonaro, a poucos metros de sua casa, era contrabandista de armas. Ao mesmo tempo, descobrem-se as ligações do vereador Carlos Bolsonaro com o Escritório do Crime, empregando parentes de Adriano da Nóbrega, o chefe do Escritório.

Aceitou-se como normal que Bolsonaro, ligado ao submundo do Exército e das milícias, com ligações diretas com os principais responsáveis pelo Escritório do Crime, morando a algumas dezenas de metros da casa de Ronnie Lessa, sustentasse não ter relações maiores de conhecimento com ele.

Nos meses seguintes, houve um jogo de varrer a sujeira para baixo do tapete, do qual participaram o Ministro da Justiça Sérgio Moro e procuradoras do Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro.

O jogo culminou com a informação de que, horas antes do assassinato de Marielle, houve uma reunião na casa de Ronnie Lessa, no próprio condomínio de Bolsonaro, do qual saiu o carro conduzindo o assassino.

Seguiu-se um jogo de apagar-pistas, com Carlos Bolsonaro confiscando o sistema de telefonia do condomínio, Sérgio Moro, colocando a Polícia Federal no encalço do porteiro – que sustentava que o motorista pediu, primeiro, para ir à casa de Bolsonaro, as procuradoras do MPE simulando uma perícia no sistema. E a mídia inteira engolindo o álibi de Bolsonaro de que, na hora, da ligação, estava em Brasilia.

Nem a informação de que o PABX do condomínio estava ligado nos telefones fixos e celulares dos moradores comoveu a imprensa.

Junto com Marielle, o jornalismo corporativo também havia sido assassinado.


[1] https://qrcd.org/49KW

[2] https://qrcd.org/49KX

[3] https://qrcd.org/49KZ

[4] https://qrcd.org/49Kc

[5] https://qrcd.org/49Kd

[6] https://qrcd.org/49Kg

[7] https://qrcd.org/49Kj

[8] https://qrcd.org/49Kl

[9] https://qrcd.org/49Km

[10] https://qrcd.org/49Kn

[11] https://qrcd.org/49Kq

[12] https://qrcd.org/49Ks

[13] https://qrcd.org/49Kt

[14] https://qrcd.org/49Ku

[15] https://qrcd.org/49Kv

[16] https://qrcd.org/49Kz

[17] https://qrcd.org/49Ky