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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Abusos do ex-juíz midiático-tendnecioso -golpista da 13ª Vara de Curitiba: Tony Garcia conta como foi usado por Moro para derrubar Dilma e alerta sobre ataques a Lula

 

"Eles estão repetindo as coisas de antes da prisão do Lula. É o sistema que quer derrubar o governo", dispara Tony Garcia, em entrevista ao GGN


Do Jornal GGN:



Em mais uma entrevista impactante para o canal TV GGN, no Youtube, o empresário e ex-deputado Tony Garcia contou bastidores inéditos da Operação Lava Jato. Ao apresentador Luís Nassif, Garcia detalhou como foi usado por Sergio Moro e procuradores de Curitiba para monitorar figuras como Eduardo Cunha e minar o governo Dilma, que acabou sofrendo um impeachment e deixando o cargo em 2016.

A entrevista exclusiva, veiculada na terça-feira (2), expôs ainda supostas omissões de provas por parte de servidores da 13ª Vara Federal de Curitiba durante operação autorizada pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal. Garcia também falou sobre a relação de agências norte-americanas como CIA e FBI com o ex-juiz Sergio Moro, e das táticas de perseguição política e midiática que foram usadas na Lava Jato e que, agora, se repetem com Lula na esteira do escândalo do Banco Master.

Sob a relatoria de Toffoli, o STF investiga a denúncia de que Moro [hoje senador com foro privilegiado] e procuradores de Curitiba teriam usado Tony Garcia como “agente infiltrado” afim de atingir alvos políticos e empresários influentes e arrastá-los para processos judiciais. Ao GGN, Tony Garcia afirmou que uma de suas missões foi manter conversas com o ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha – com quem tinha um relacionamento político bem próximo – com o objetivo de mapear figuras que pudessem virar alvos da Lava Jato e alimentar a tempestade perfeita criada contra o PT, que levou à queda do governo Dilma Roussef.

“Eles [força-tarefa da Lava Jato] me usaram para o Eduardo Cunha narrar para mim tudo o que eles podiam [usar] para irem atrás do PT. O Eduardo Cunha combinou uma coisa comigo, e eles sabiam. Ele me dava o endereço de um Skype e a gente fazia um Skype na hora. O Eduardo começava a me passar quem era o operador disso, quem era aquele, nomes e caminhos, tudo. Eles me davam um calhamaço para eu fazer perguntas para ele. Naquele momento, a gente fazia aquilo [Skype] para não ser grampeado. E a cada noite eles me passavam o que queriam, eu falava com o Eduardo, e o Eduardo me passava. Eles foram minando, inclusive, a Dilma Rousseff“, relatou Tony Garcia.

Na visão de Tony Garcia, o mesmo método lavajatista de forjar elos entre o presidente de turno e escândalos de corrupção em investigação está sendo usado pela grande mídia novamente, agora para tentar associar Lula ao escândalo do Banco Master. O objetivo final seria o mesmo: causar instabilidade no governo Lula e influenciar as eleições 2026.

“Essa rede, eu conheço o que eles estão fazendo, eu sei como eles funcionam. Está acontecendo tudo Igual. Eles estão repetindo as coisas de antes da prisão do Lula e não há reação possível. É o sistema que quer derrubar o governo”, alertou Garcia. “A rede lavajatista de Moro dentro das instituições é enorme. Esse ano aqui, eles vão de novo carimbar nos governos do PT a corrupção”, complementou.

Obstrução de Justiça

Segundo Tony Garcia, as gravações de conversas que manteve com outros alvos a mando de Moro e do procuradores do Paraná foram encontradas na busca e apreensão feita pela Polícia Federal na 13ª Vara Federal de Curitiba. Ele relatou que soube, nos bastidores, que servidores da Vara, aliados de Moro, teriam tentado dificultar a plena realização da diligência.

“Eu sei o que eles fizeram de desrespeito à Polícia Federal na busca e apreensão e ao ministro Toffoli. O ministro teve de se pronunciar algumas vezes para eles entregarem as coisas para a Polícia Federal, que eles não queriam entregar, porque eles sabem o que está lá. É uma coisa que devasta o TRF-4, devasta o MPF, devasta o Moro, devasta essa gente toda, e vai trazer à baila tudo que eles fizeram. (…) Não posso afirmar ainda, mas soube que foi suprimida alguma coisa. Se isso aconteceu, é obstrução da justiça e isso traz o crime para agora”, afirmou.

Sigilo esconde escândalo internacional

O inquérito que apura as denúncias feitas por Tony Garcia contra Moro e agentes que atuaram na extinta Operação Lava Jato tramita no STF em segredo de Justiça. Para Tony, se o ministro Dias Toffoli decidisse derrubar o sigilo, “viraria um escândalo internacional de uma proporção que você não sabe, porque tem CIA, tem FBI, tem tudo [envolvido]. (…) Me usaram por 20 anos para falar isso daí [perseguir o PT]. (…) Está muito mais explosivo que a Lava Jato, porque pega tudo.”

Assista a entrevista completa abaixo:

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Cintia Alves

Cintia Alves é jornalista especializada em Gestão de Mídias Digitais e editora do GGN.
alvesscintiaa@gmail.com


terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Começam a surgir na grande mídia vídeos reais em que Tony Garcia delata abusos de Sergio Moro a Gabriela Hardt, da 13ª Vara de Curitiba e sua Lava Jato

 

Em 2023, o GGN mostrou que Hardt engavetou o depoimento por dois anos. Juiz Appio descobriu e enviou o caso ao STF...


Da Redação do Jornal GGN:


Começam a surgir na grande mídia vídeos em que Tony Garcia delata Sergio Moro a Gabriela Hardt




A jornalista Daniela Lima, do UOL, divulgou nesta segunda, 2 de fevereiro de 2026, um trecho do depoimento de Tony Garcia à juíza Gabriela Hardt, onde o ex-deputado federal relata que foi “espião” de Sergio Moro e do Ministério Público Federal do Paraná por vários anos, tendo à sua disposição agentes da Polícia Federal para grampear quem quisesse. A mídia independente divulgou o testemunho em primeira mão. Assista abaixo:

Em 2023, o GGN mostrou que esta oitiva de Tony Garcia ficou engavetada por cerca de dois anos. Quando descobriu o depoimento bombástico, o juiz federal Eduardo Appio, então titular da 13ª Vara Federal de Curitiba, não pensou duas vezes: encaminhou o caso para o Supremo Tribunal Federal, já que, à época, tanto Moro quando Deltan Dallagnol já dispunham de foro privilegiado. Deltan, no entanto, acabou tendo o mandato cassado pela Câmara.

No depoimento a Hardt, Tony Garcia, que havia firmado uma acordo de cooperação com o MPF, disse que atuou como “agente infiltrado do Ministério Público”. “Eu trabalhei por dois anos e meio diuturnamente, por 24 horas, tendo um agente da inteligência da Polícia Federal ao meu dispor, para eu pedir segurança e interceptação telefônica”, disparou Garcia no trecho do vídeo revelado nesta segunda pelo UOL.

Ante Hardt, Tony Garcia afirmou que Moro o convocava para debater os passos da investigação após ter acessos aos grampos, e cobrava que o então delator abordasse potenciais investigados e os levasse a cooperar com a Justiça do Paraná. Segundo a coluna de Daniela Lima, Garcia tinha de ajudar Moro a apurar “um suposto esquema de venda de sentenças judiciais”.

Decidido a retirar os esqueletos do armário da chamada República de Curitiba, Appio entendeu que estava diante de uma potencial notícia-crime contra agentes lavajatistas, e remeteu cópias do processo de Tony Garcia ao Supremo em 2023. O caso, hoje, tramita nas mãos do ministro Dias Toffoli, que no final de 2025 autorizou a Polícia Federal a vasculhar o antigo gabinete de Moro na 13ª Vara Federal de Curitiba. Foi lá que as fitas foram encontradas.

Procurado pelo UOL, Moro alegou que os fatos são de 20 anos atrás – ou seja, estariam prescritos. Também disse que, naquela época, a jurisprudência autorizava uso de grampos sem autorização judicial quando a iniciativa partia de um colaborador.

Ao enviar o caso ao STF, Appio sinalizou, com base no depoimento de Tony Garcia a Gabriela Hardt, que entre os alvos dos grampos sem autorização judicial estavam um governador de Estado e ministros do Superior Tribunal de Justiça, todos com foro privilegiado, o que significa que Moro usou de um “colaborador infiltrado sem qualquer formalidade ou observância das leis vigentes no país” para investigar figuras que estavam fora de sua alçada. Há algumas semanas, o UOL mostrou que um ministro do Tribunal de Contas da União estaria entre os grampeados.

Appio ainda transmitiu seu espanto com o fato de Hardt não ter tomado nenhuma providência ao tomar conhecimento das supostas ilegalidades praticadas por Moro e os procuradores de Curitiba. “Ainda que estando presentes em audiência, as autoridades do caso nada fizeram em face do relatado.”

Os autos foram encaminhados por prevenção ao ministro Ricardo Lewandowski, aposentado do STF. Em seu lugar na turma que julga casos da Lava Jato, entrou o ministro Dias Toffoli. Hardt ainda tentou desfazer a decisão de Appio assim que o magistrado foi afastado da 13ª Vara após decisão da Corregedoria do TRF-4. Na sequência, no entanto, Hardt virou alvo de uma ação de suspeição apresentada pela defesa de Tony Garcia, e acabou decidindo, por foro íntimo, se afastar do processo. 

Lançado em janeiro de 2026, o mais novo documentário inédito do GGN“A Caixa-Preta da Lava Jato”, mostra como Eduardo Appio procedeu diante de outros supostos crimes praticados por Sergio Moro. Assista:

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