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segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Bob Fernandes: No Debate da Band e no Judiciário, as trevas (do golpe)... Na arte, lucidez, inteligência






"(...) Judiciário, mostra o noticiário, com juízes, procuradores e delegados escancarando: agir fora da lei em nome da lei.

No Ok, Ok, Ok, Gil diz sobre o Brasil:

-Já sei que querem minha opinião, papo reto sobre o que pensei, como interpreto a vil situação...

-...Penúria, fúria, clamor, desencanto. Substantivos duros de roer, enquanto os ratos roem o poder...

-...Os corações da multidão aos prantos. Alguns sugerem que eu saia no grito, outros, que me quede quieto e mudo. E eis que alguém me pede: "Encarne o mito". "Seja nosso herói, resolva tudo".

"Resolver tudo" no Brasil de 64 mil assassinatos e 60 mil estupros ano passado. "Resolver tudo" em debates com loucura, real ou simulada.

Resolver usando a Bíblia para esconder a profunda ignorância.

Ignorância e farsa. Buscam assustar, aterrorizar com inexistente "comunismo"..."

Do Canal do Jornal da TV Gazeta


Existem tempos tão duros, confusos e estúpidos que só a arte consegue traduzir.
Debate na Band. Três ou quatro em busca de luz em meio a trevas: um show de hipocrisia, cinismo, ignorância, loucura... real e simulada.
À mesma hora, no Rio, Gilberto Gil lançava "Amigos, Sons e Palavras".
Do Canal Brasil, série de 12 conversas de Gil com convidados. A primeira, entre Gil e Caetano Veloso.
Enquanto patentes disputavam mediocridade no Debate, por 26 minutos Gil e Caetano conversavam sobre arte, morte, beleza, vida... E Política. Ao jeito deles. Lúcido, inteligente, belo.
Gil lançando também disco. Nele o manifesto Ok, Ok, Ok...Profundamente político ao negar a redução da Política e tudo mais ao curral binário.
Brasil com teto para gastos em saúde, educação, ciência etc. Mas com Judiciário aumentando os próprios salários em 16%. Pendurando mais R$ 4 bilhões nas contas.
Judiciário, mostra o noticiário, com juízes, procuradores e delegados escancarando: agir fora da lei em nome da lei.
No Ok, Ok, Ok, Gil diz sobre o Brasil:
-Já sei que querem minha opinião, papo reto sobre o que pensei, como interpreto a vil situação...
-...Penúria, fúria, clamor, desencanto. Substantivos duros de roer, enquanto os ratos roem o poder...
-...Os corações da multidão aos prantos. Alguns sugerem que eu saia no grito, outros, que me quede quieto e mudo. E eis que alguém me pede: "Encarne o mito". "Seja nosso herói, resolva tudo".
"Resolver tudo" no Brasil de 64 mil assassinatos e 60 mil estupros ano passado. "Resolver tudo" em debates com loucura, real ou simulada.
Resolver usando a Bíblia para esconder a profunda ignorância.
Ignorância e farsa. Buscam assustar, aterrorizar com inexistente "comunismo"...
..."Comunismo" num país com 52 milhões de pobres e 15 milhões de miseráveis...Ridículo...
Conversando com Caetano, Gil conclui o Ok, Ok, Ok:
-Sei que não dei nenhuma opinião. É que eu pensei, pensei, pensei, pensei... Palavras dizem sim, os fatos dizem não.

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Armandinho criticando o Brasil à venda...


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sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Perfomance "Cegos", em Brasília: A arte contra o golpe e a alineação midiática e a favor da Democracia e do Estado de Direito...




Cerca de 50 artistas paulistanos,, artistas cearenses e de outros estados, sujos de lama, vendados com bandeiras do Brasil e carregando panelas, juntaram-se para, através da arte, protestar contra o avanço da onda neofascista, midiota e golpista.

Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=bjMzASRWFP0

terça-feira, 19 de julho de 2016

‘Bem Viver’, o conceito que imagina outros mundos possíveis, anti-consumismo e, portanto, mais solidário, já se espalha pelas nações


A difusão de padrões de consumo já inconcebíveis; as máquinas nos transformando em simples ferramentas, quando a relação deveria ser inversa; a eterna superioridade dos colonizadores, que se sentem legitimados a desqualificar conhecimentos de povos tradicionais. Tudo isto está crescentemente mais criticado, apesar da reação de yuppies e coxinhas contrários....


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Por Amelia Gonzalez, no caderno Nova Ética Social
Como prometi, volto ao tema “Bem Viver”, sobre o qual comentei no último post  após ter mergulhado no livro “O Bem Viver”, de Alberto Acosta (Ed.Autonomia Literária e Elefante) nesse fim de semana. Devo dizer que foi uma ótima leitura, que me possibilitou boas reflexões, mesmo sob os acordes carnavalescos precoces  aqui debaixo da minha janela.  Acosta liga pontos que, na visão de muitos autores citados por ele, colaboraram para que a situação chegasse à tremenda desigualdade social, à tremenda devastação ambiental, à crise econômica e política que vemos hoje no mundo inteiro. E que pavimentaram o caminho que vai da euforia pelo desenvolvimento – fenômeno que começou depois do fim da II Guerra -  para o desencanto pelo mesmo desenvolvimento, que tem alcançado os dias atuais. O desenvolvimento, na visão do conceito “Bem Viver”, ocidentalizou a vida no planeta.
A difusão de padrões de consumo já inconcebíveis; as máquinas nos transformando em simples ferramentas, quando a relação deveria ser inversa; a eterna superioridade dos colonizadores, que se sentem legitimados a desqualificar conhecimentos de povos tradicionais. São questões pensadas no livro.
O “Bem Viver” chama atenção para algumas armadilhas, como o “mercantilismo ambiental exacerbado há várias décadas e que não contribuiu para melhorar a situação”. Entram aí os conceitos de “economia verde”, “desenvolvimento sustentável” que têm sido apenas uma espécie de “maquiagem desimportante e distrativa”. Os indicadores ambientais e sociais, que surgem em profusão, não conseguem chegar a um acordo e, na visão de Acosta, “acabam por cercear ideias inovadoras”.
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É importante, aqui, dizer que Alberto Acosta, o autor que propõe uma ruptura civilizatória e oferece os caminhos para isso, em 2007 pôs os Direitos da Natureza na Constituição do Equador, um feito inédito no mundo. É economista, foi um dos responsáveis pelo plano de governo da Alianza País, partido encabeçado por Rafael Correa, presidente desde então. Acosta foi também Ministro de Energia e Minas do Equador. Mas se distanciou do governo de Correa justamente na fase de implantação da Constituinte.
“É verdade que na Constituição equatoriana se tensionam os dois conceitos – Bem Viver e Desenvolvimento – mas não é menos verdade que os debates na Assembleia Constituinte, que, de alguma maneira, ainda continuam, foram posicionando a tese do Bem Viver como alternativa ao desenvolvimento. No entanto, deve ficar claro que o governo equatoriano utilizou o ‘Buen Vivir’ como um slogan para propiciar uma espécie de retorno ao desenvolvimento”, escreve Acosta.
A base do pensamento do “Bem Viver” é indígena.  Entre as muitas contribuições sobre o tema aceitos pelos organizadores do pensamento, há reflexões da comunidade Sarayaku, na província de Pastaza, Equador, onde se elaborou um “plano de vida” que sintetiza princípios fundamentais do “Bem Viver”.
É difícil resumir a proposta desse conceito porque ele vai de um polo a outro, o que torna a minha tarefa aqui bem complexa. O “Bem Viver”, além de fazer parte da constituição do Equador e da Bolívia, tem sido debatido em outras partes do mundo. Países europeus, como Espanha e Alemanha, já têm seguidores desse conceito. Mas, antes que haja uma confusão, é bom dizer: não se trata de estimular o “dolce far niente”, a arte de não fazer nada. Como está escrito no subtítulo do livro, a questão aqui é imaginar outros mundos possíveis, tarefa que, por sinal, vem sendo tentada pela humanidade desde sempre. Em alguns momentos, lendo o livro de Acosta, recordei trechos do “Nosso Futuro Comum”, relatório final da longuíssima reunião proposta pelas Nações Unidas e conduzida por Gro Brundtland, ex-primeira-ministra da Noruega, de 1984 a 1987.
Sendo assim, em vez de alongar-me em comentários sobre o conceito, passo a descrever algumas das principais propostas do “Bem Viver”.
1) Não é mais uma ideia de desenvolvimento alternativo dentro de uma longa lista de opções:  apresenta-se como uma alternativa a todas elas e se fundamenta na construção de um estado plurinacional e eminentemente participativo. A tarefa, complexa, é aprender desaprendendo, aprender e reaprender ao mesmo tempo.
2) O convite é para se ter clareza, antes de mais nada, sobre o que são os horizontes de um estado plurinacional. Com isso, propõe-se construir uma nova história, uma nova democracia, pensada e sentida a partir do respeito aos povos originários, à diversidade, à natureza .
3) Como se propõe a ser uma alternativa ao desenvolvimento, o “Bem Viver” exige outra economia, sustentada nos princípios de solidariedade e reciprocidade, responsabilidade, integralidade. O objetivo é construir um sistema econômico sobre bases comunitárias, orientadas por princípios diferentes dos que propagam o capitalismo ou o socialismo. Será preciso uma grande transformação, não apenas nos aparatos produtivos, mas nos padrões de consumo, obtendo melhores resultados em termos de qualidade de vida. Uma lógica econômica que não se baseie na ampliação permanente do consumo em função da acumulação do capital. Há que desmontar tanto a economia do crescimento como a sociedade do crescimento. Não é só o decrescimento, ele tem de vir acompanhado de mudanças da economia.
4) Essa nova economia deve permitir a satisfação das necessidades atuais sem comprometer as possibilidades das gerações futuras, em condições que assegurem relações cada vez mais harmoniosas do ser humano consigo mesmo, dos seres humanos com seus congêneres e com a natureza. Nesse sentido, o conceito do “Bem Viver” se aproxima daquele registrado no relatório “Nosso Futuro Comum”: satisfazer as necessidades básicas de todos e estender a todos a oportunidade de satisfazer suas aspirações para uma vida melhor.
5) Os padrões de consumo no “Bem Viver” devem olhar para um prazo longo de sustentabilidade. Os valores vão encorajar padrões de consumo dentro dos limites ecológicos possíveis e aos quais todos possam aspirar.
6)  A descentralização assume papel preponderante. Para construir, por exemplo, a soberania alimentar a partir do mundo camponês, com a participação de consumidores e consumidoras. Aqui emergem com força muitas propostas que querem recuperar a produção local com o consumo dos produtos localmente, chamadas “iniciativa zero quilômetro”. O fundamento básico  é o desenvolvimento das forças produtivas locais, controle da acumulação e centramento dos padrões de consumo.
7) Tudo deve ser acompanhado de um processo político de participação plena, de tal maneira que se construam contrapoderes com crescentes níveis de influência no âmbito local.
8) A ideia não é fomentar uma “burguesia nacional”  e voltar ao modelo de substituição de importações. Mercado interno, aqui, significa mercado de massas e, sobretudo, mercados comunitários onde predominará o “viver com o nosso e para os nossos”, vinculando campo e cidade, rural e urbano. Poderá  ser avaliado, a partir desse modelo, como participar da economia mundial.
9) As necessidades humanas fundamentais podem ser atendidas desde o início e durante todo o processo de construção do “Bem Viver”. Sua realização não seria, então, a meta mas o motor do processo.
10) Pessoas e comunidades podem viver a construção do “Bem Viver” num processo autodependente e participativo. O “Bem viver” se converte em um bem público, com um grande poder integrador, tanto intelectual como político. Fortalece processos de assembleias em espaços comunitários. Repensa profundamente os partidos e organizações políticas tradicionais.
11) O conceito fundamental é: crescimento permanente é impossível. O Lema é “melhor com menos”. Preferível crescer pouco, mas crescer bem, a crescer muito, porém mal. Tem que haver consenso e participação popular.
12) O trabalho é um direito e um dever em uma sociedade que busca o “Bem Viver”. Tem-se que pensar em um processo de redução do tempo de trabalho e redistribuição do emprego. Mas outro fetiche a ser atacado é o mercado: subordinar o estado ao mercado significa subordinar a sociedade às relações mercantis e ao individualismo. Busca-se, então, construir uma economia com mercados, no plural, a serviço da sociedade. O comércio deve se orientar e se regular a partir da lógica social e ambiental, não da lógica da acumulação do capital.
13) No “Bem Viver” os seres humanos são vistos como uma promessa, não uma ameaça. Não há que se esperar que o mundo se transforme para se avançar no campo da migração. Há que agir para provocar essa mudança no mundo.
14) Surge com força o tema dos bens comuns. Podem ser sistemas naturais ou sociais, palpáveis ou intangíveis, distintos entre si, mas comuns , pois foram herdados ou construídos coletivamente. É indispensável proteger as condições existentes para dispor dos bens comuns de forma direta, imediata e sem mediações mercantis. Tem que evitar a privatização dos bens comuns. O que se busca é uma convivência sem miséria, sem discriminação, com um mínimo de coisas necessárias. O que se deve combater é a excessiva concentração de riqueza, não a pobreza.
15) Não há que desenvolver a pessoas, é a pessoa que deve se desenvolver. Para tanto, qualquer pessoa tem que ter as mesmas possibilidades de escolha, ainda que não tenha os mesmos meios.

terça-feira, 14 de junho de 2016

Gregório Duvivier: "Não se mate ainda, não"




Segue texto de Gregório Duvivier publicado na Folha:

O pessimista fica feliz duas vezes: quando acerta e quando erra." Por incrível que pareça, Millôr foi das pessoas mais otimistas que conheci. Nunca me esqueço um dia em que alguém contou um caso bárbaro de violência televisionada, concluindo que "o mundo tá a cada dia mais violento". Ao que o Millôr retrucou: "Você já ouviu falar na técnica de empalamento? Já ouviu falar no genocídio armênio? Já viu fotos de um gulag? O mundo nunca foi tão pouco violento; a gente é que nunca foi tão bem informado."
Não se mate ainda, não. Apesar de tudo de ruim que pode haver no mundo, dos Bolsonaros e Temers e Trumps, é sempre bom lembrar que, salvo exceções, o mundo está progredindo, sim. Devagarinho, claro. Mas está. Claro que está.
Quem acha que a juventude está perdida não frequentou nenhuma escola ocupada. Quem acha que o machismo venceu não está acompanhando a multiplicação de blogs feministas bons. Quem acha que o Rio não tem jeito ainda não deve saber que o Freixo vai para o segundo turno, e vai ganhar.

Quem acha que não se faz mais música boa não ouviu o último disco da Elza Soares. Também não deve ter ouvido o da Clarice, nem o do Tibério, nem o da Teresa Cristina cantando Cartola. Nunca ouviu o piano do Vitor Araújo, o violão do Vinícius Sarmento, a rabeca do Beto Lemos. Tudo com menos de 30 anos, ou um pouquinho mais.

Quem não vê mais graça em poesia não está lendo Alice Sant'Anna, Angélica Freitas, Ana Martins Marques, Corsaletti. Procure ler. Tudo com menos de 40 ou um pouquinho mais.

Quem acha que cinema brasileiro não presta não viu "Que Horas Ela Volta?", "O Som ao Redor", "Tatuagem", "Casa Grande", "Entre Abelhas", filmes feitos no Brasil e nos últimos anos -com recursos públicos, claro. Catchim, catchim (som do dinheiro batendo na minha conta).

Quem acha que não se faz mais teatro que preste não viu "In on It" (em cartaz às quartas e quintas em São Paulo; corra), não viu "Gabriela" (também não vi, mas sei que é lindo, acabou de estrear; corra), não viu "Estamira", "Mamãe", "Incêndios", "Tragédia Latino-Americana" e tanta coisa que não cabe aqui.
Claro. Nem tudo são flores. O mundo nunca foi tão chato -isso sem dúvida, se você não quiser abdicar do direito de ser machista. Nunca foi tão caro, se você quiser ter vários empregadas. Nunca deu tanto trabalho, se você quiser repetir racismos.

A vida do presidente interino, por exemplo, deve estar um inferno. E, quanto a isso, para ele não há otimismo possível. Vai piorar. 

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Estadão pede texto sobre fim do MinC a Wagner Moura, ator fala sobre o golpe (claramente golpista) e jornal não publica

“A extinção do Minc é só a primeira demonstração de obscurantismo e ignorância dada por esse Governo ilegítimo. O pior ainda está por vir”, disse o ator no texto que o Estadão se recusou a publicar. Confira a integra
Por Wagner Moura - Fonte: Revista Fórum
Foto: Youtube
Escrevi essa resposta-texto para jornalistas do Estado e da Zero Hora que queriam minha opinião sobre a extinção do Minc. O Zero Hora vai dar. O Estado se recusou.
A extinção do Minc é só a primeira demonstração de obscurantismo e ignorância dada por esse Governo ilegítimo. O pior ainda está por vir. Vem aí a pacoteira de desmonte de leis trabalhistas, a começar pela mudança de nossa definição de trabalho escravo, para a alegria do sorridente pato da FIESP, que pagou a conta do golpe.
Começaram transformando a Secretaria de Direitos Humanos num puxadinho do Ministério da Justiça. Igualdade Racial e Secretaria da Mulher também: tudo será comandado pelo cara que no Governo Alckmin mandou descer a porrada nos estudantes que ocuparam as escolas e nos manifestantes de 2013. Sob sua gestão, a PM de São Paulo matou 61% a mais. Sabe tudo de direitos humanos o ex-advogado de Eduardo Cunha, o senhor Alexandre de Moraes.
Mas claro, a faxina não estaria completa se não acabassem com o Ministério da Cultura, que segundo o genial entendimento dos golpistas, era um covil de artistas comunistas pagos pelo PT para dar opiniões políticas a seu favor (?!!!). Conseguiram difundir essa imbecilidade e ainda a ideia de que as leis de incentivo tiravam dinheiro de hospitais e escolas e que os impostos de brasileiros honestos sustentavam artistas vagabundos. Os pró-impeachment compraram rapidamente essa falácia conveniente e absurda sem ter a menor noção de como funcionam as leis (criadas no Governo Collor!) e da importância do Minc e do investimento em Cultura para o desenvolvimento de um país. É muito triste tudo. Ontem vi um post em que Silas Malafaia comemorava a extinção “do antro de esquerdopatas”, referindo-se ao Minc. Um negócio tão ignóbil que não dá pra sentir nada além de tristeza. Predominou a desinformação, a desonestidade e o obscurantismo.
Praticamente todos os filmes brasileiros produzidos de 93 para cá foram feitos graças à lei do Audiovisual. Como pensar que isso possa ter sido nocivo para o Brasil?! Como pensar que o país estará melhor sem a complexidade de um Ministério que cuidava de gerir e difundir todas as manifestações culturais brasileiras aqui e no exterior? Bradar contra o Minc e contra as leis (ao invés de contribuir com ideias para melhorá-las) é mais que ignorância, é má fé mesmo. E agora que a ordem é cortar gastos, o presidente que veio livrar o Brasil da corrupção e seu ministério de homens brancos, com sete novos ministros investigados pela Lava Jato, começa seu reinado varrendo a Cultura da esplanada dos Ministérios… Faz sentido. Os artistas foram mesmo das maiores forças de resistência ao golpe. Perdemos feio.
Acabo de ler que vão acabar também com a TV Brasil. Ótimo. Pra que cultura? Posso ouvir os festejos nos gabinetes da Câmara, nos apartamentos chiques dos batedores de panela, na Igreja de Malafaia e na redação da Veja: “Acabamos com esse antro de artistazinhos comprados pelo PT! Estão pensando o que? Acabamos a mamata da esquerda caviar! Chega de frescura! Viva o Brasil!” Trevas amigo… E o pior ainda está por vir.

quarta-feira, 16 de março de 2016

Carta Internacional de Apoio ao ex-Presidente Lula contra o massacre fascista e midiático de sua reputação (apoio de Leonardo Boff, Boaventura de Sousa Santos, Ignacio Ramonet e outros signatários)



Lula, quer gostemos ou não, se tornou um ícone de um político que pensou nos pobres do mundo, primeiro do Brasil e depois da África. No interior da macroeconomia capitalista imposta ao mundo todo conseguiu cavar espaços ou abrir cunhas que permitissem a inclusão de toda uma Argentina na cidadania, tirando-os daquilo que Gandhi chamava de “a forma mais aviltante e assassina que existe que é a fome”. E ainda inaugurou políticas sociais que resgataram a dignidade dos ofendidos e humulhados. Esse dado de puro humanitarismo granjeou-lhe o reconecimento internacional. Esta lista de notáveis do mundo inteiro reconhece esse fato e ao mesmo mostra a estreanheza e até a indignação de grupos que vem da velha ordem, filhos da Casa Grande e seus aliados, que não visam a discutir politicamente projetos,  ideias e visões generosas do mundo, mas destruir a liderança de Lula e destrui-lo como pessoa no intento de voltar ao poder central que nunca se importou com a sorte de milhões de cidadãos relegados à marginalidade, à pobreza e à morte prematura. São inimigos da vida, da justiça sicietária e do povo. Mas  a história não tolera para sempre uma sociedade montade sobre a  insensibilidade, a falta de humanidade e de coração. Ela possui, como pensavam os filósofos gregos, o seu “logos”interno, o sentido sagrado das coisas que mais cedo ou mais tarde acabará por impor-se e condenar à irrisão os seus negadores. É o que esperamos e estamos seguros de que  história não nos defraudará. Lula pertence a esse lado luminoso da realidade, reconhecido pelos notáveis do mundo e que susbcrevem esta carta de apoio. Leonardo Boff

                  Lettera aperta in solidarietà a Luiz Inácio Lula da Silva

Noi firmatari manifestiamo la nosta piena solidarietà all’ex presidente del Brasile Luiz Inácio Lula da Silva, che è sottoposto ad un vero massacro contro la reputazione sua e della sua famiglia; i sui diritti sono calpestati da parte di settori del Sistema Giudizario brasiliano.
Questa caccia è culminata, venerdì 4 marzo 2016, nell’arresto politico e mediatico, con accomagnamento coatto per deporre, di una persona che mai si sottrasse nel rispondere alla Giustizia e la quale non era stata previamente convocata né intimata.

L’arbitrio è sttao addiritura criticato da un coponente della Suprema Corte Brasiliana, il Ministro Marco Aurélio Mello, da giuristi brasiliani di fama internazionale, come Fábio Konder Comparato e Celso Bandeira de Melo, da José Gregori, dall’ex ministro della Gistizia del Governo Fernando Henrique Cardoso e da Giudici membri della Associazione di Giudici per la Democrazia del Brasile, che in Nota Ufficiale hanno affermato:

“Non si combatte la corruzione corrompendo la Costituzione”.

Tutta l’operazione ha beneficiato dell’accompagnamento privilegiato da parte dei mass media conservatori, informati con antecedenza della tempistica della cattura del principale leader popolare brasiliano.

Uno dei più diffuso quotidiani del paese, ‘Folha de São Paulo’, ha esplicitamente informato di essere giunta all’edificio in cui risiede l’ex presidente alle ore 5,15 del mattino di venerdì.

La Polizia Federale è giunta sul luogo alle h. 5,40.
Luiz Inácio Lula da Silva è uno dei più significativi leader mondiali, e durante la sua amministrazione ha contribuito a porre una pietra miliare contro la fame e la miseria; da esse, durante i suoi due mandati conseutivi, 40 milioni di brasiliani sono stati liberati.

I programmi sociali che hanno consentito questo risultato sono stati citati a esempio dall’ Onu e dalla Fao e adottati in diversi paesi.
L’accerchiamento attorno all’ex presidente Luiz Inácio Lula da Silva si integra in un movimento più generale osservabile in questo momento in tutta l’America Latina.

Il lungo procrastinarsi della crisi mondiale ha inasprito la disputa per il profitto in economie colpite duramente dalla contrazione del commercio estero.
Il leader brasiliano disturba in quanto simbolo di una agenda oggi contestata dalle élites mondiale come non funzionale agli interessi dei mercati: lo sviluppo, associato alla universalizzazione dei diritti sociali e alla democratizzazione dei processi decisionali di Stato.
Referenze storiche come Lula sono un patrimonio inestimabile dell’umanità.
Chiediamo alle autorità brasiliane un impegno maggiore per fare cessare la persecuzione che colpisce al momento l’ex presidente inieme alla sua famiglia e ai suoi collaboratori e per porre fine alle violazioni dei diritti, che lo colpiscono.
Seguono le firme:
Alba Carosio (Universidade Central da Venezuela)
Angel Quintero Rivera (Universidad de Puerto Rico)
Aníbal Quijano (Sociólogo, Peru)
Arturo Escobar (Universidade da Carolina do Norte, EUA)
Atilio Borón (sociólogo argentino)
Baltazar Garzón (Juiz aposentado, Espanha)
Boaventura de Sousa Santos (Universidade de Coimbra, Portugal)
Carmen Beramendi (Diretora da FLACSO, Uruguai)
Daniel Filmus (Ex-ministro da Educação, Argentina)
Domênico Losurdo (Filósofo italiano)
Eduardo A. Rueda (Professor da Pontificia Universidad Javeriana, Colômbia)
Eduardo Rinesi (Ex-reitor da Universidade de General Sarmiento, Argentina)
Fernanda Saforcada (Diretora Académica do Clacso, Argentina).
Fernando Mayorga (Universidad Mayor de San Simón, Bolivia)
Florencia Saintout, (Universidade Nacional de La Plata, Argentina)
Gabriela Diker (Reitora da Universidad de General Sarmiento, Argentina)
Gerardo Caetano (Universidad de la República, Uruguai)
Horacio A. López. (Subdiretor Centro Cultural de la Cooperación, Argentina.)
Ignacio Ramonet (Jornalista, França)
Jorge Beinstein (Economista, Argentina)
Juan Carlos Monedero (Universidade Complutense, Espanha)
Julian Rebon (Membro do Comitê Diretivo do Clacso, Argentina)
Leonardo Padura (Escritor Cubano)
Leticia Salomón (Universidad Nacional Autónoma de Honduras)
Luciano Concheiro (Universidad Autónoma de México)
Mario Burkun (Economista, Argentina)
Nicolás Trotta (Reitor da UMET, Argentina)
Pablo Gentili (CLACSO, Argentina)
Pablo González Casanova (Universidad Nacional Autónoma do México)
Partito della Rifondazione Comunista (Partido italiano)
Raúl Zaffaroni (Ex-juiz da Suprema Corte de Justiça, Argentina)
Rita Segato (Intelectual feminista, Argentina)
Suzy Castor (CRESFET, Haití)

segunda-feira, 14 de março de 2016

Aleluia! Uma voz lúcida no meio dos branquinhos egoístas, exclusivistas e golpistas, em um vídeo dos Jornalistas Livres e Mídia Ninja




Da Mídia Ninja e Jornalistas Livres:

No meio da manifestação de hoje uma voz se diferenciou do pensamento dominante, apontando a falta de conhecimento histórico e político de quem esteve na Paulista. "Eu tenho medo de quem pede o retrocesso e só pensa em si mesmo."



#marchadoscorruptosSP  Fonte: Midia Ninja

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Gregório Duvivier sobre os Playboys Ignorantes do Leblon




         "Quando vejo as agressões ao Chico — e não estou falando do bate-boca na calçada, mas da campanha difamatória da qual os ignorantes do Leblon são meros leitores —, para mim é como se chutassem uma santa ou rasgassem a Torá. Como sou a favor da liberdade total de expressão, inclusive quando ela fere o sagrado dos outros, limito-me a torcer para que passem a eternidade ouvindo Lobão e Fábio Jr., intercalados com discursos do Alexandre Frota e Cunha tocando bateria. Uma coisa é certa: a oposição e sua trilha sonora se merecem."

sábado, 26 de setembro de 2015

Papa Francisco, nos EUA: "Sou um socialista. Jesus também era. Essa é a nossa doutrina"



Papa Francisco não poupou em falar das criticas dos conservadores americanos que o chamam de esquerdista, marxista e socialista pela sua agenda progressista frente a Igreja Católica



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Em declaração, Francisco disse: “Se eu sou um socialista, Jesus também era. Eu sigo nossa igreja, essa é a nossa doutrina.”

Fonte: BR29

O papa Francisco celebrou ontem (23) a primeira canonização de um santo nos Estados Unidos. Francisco chegou à Casa Branca em um carro comum, de passeio. Diante de 11 mil convidados, o presidente Barack Obama afirmou que Francisco é um exemplo vivo dos ensinamentos de Jesus. Francisco agradeceu a acolhida.
“Como filho de uma família de imigrantes, estou feliz de ser um hóspede num país construído por famílias assim”, disse Francisco.
E falou da importância de uma sociedade verdadeiramente tolerante e inclusiva. Também elogiou as iniciativas de Obama para combater o aquecimento global, um problema que não pode ser deixado para as gerações futuras.
Depois de uma conversa a portas fechadas com o presidente, o Papa fez um rápido passeio pelos arredores da Casa Branca, onde milhares de pessoas aguardavam desde a madrugada.
O Papa Francisco tem sido recebido com muita afeição, apesar de os católicos não serem maioria nesse país. É uma boa surpresa para quem, em 78 anos de vida, nunca tinha pisado nos Estados Unidos.
Falando em espanhol, Francisco deixou uma mensagem de amor e de esperança para todos.
Como o Papa Francisco chega para sua primeira visita oficial aos Estados Unidos, o pontífice está sob fortes críticas de conservadores para o que alguns chamam de sua agenda “socialista” e que os outros condenam como “marxismo.”
O Papa tem sido muito vocal sobre a interligação entre capitalismo desenfreado e à crescente crise econômica e da mudança climática, para o desgosto de muitos americanos de extrema-direita. Aqueles que estavam esperando apenas discurso sobre questões sociais como o aborto e “liberdade religiosa” são muito desconcertado por sua insistência em discutir questões verdadeiramente importantes, porque, como um dos líderes religiosos mais influentes do mundo, agenda progressiva do Papa destaca um contraste gritante com a prioridades equivocadas dos chamados evangélicos dentro do Partido Republicano.
Com informações do Jornal Nacional e Occupy Democrats

terça-feira, 28 de julho de 2015

Articulista do Portal Fórum discute o raro momento de lucidez e humor de qualidade na tv, no programa Zorra em quadro que satiriza os coxinhas e os saudosistas da Ditadura militar

O dia em que, na Globo, um programa humorístico fez humor político de qualidade


Por Maria Frôjulho 25, 2015 17:17  Portal Fórum ATUALIZADO

Uma grande sacada dos roteiristas do Zorra Total: parodiar os festivais de música popular brasileira fins da década de 1960 criticando os que pedem a volta da Ditadura.
Várias Tvs brasileiras promoveram festivais musicais naquela época, o mais famoso e que bateu recorde de audiência foi o de 1967 da TV Record, feito que entrou para o Guinness Book.
A Globo,  na esteira das emissoras como a Excelsior, Record, Tv Rio, Tv Tupi, passou a produzi-los e adotou o nome dado pela Tv Rio: FIC (Festival Internacional da Canção). 
Na paródia feita pelo programa Zorra (ex- Zorra Total)  que será (foi)  exibido hoje à noite (25/07) e está disponível em seu site, no lugar das músicas de protestos entram canções reacionárias, com apresentadores vestidos em traje de gala, ao estilo dos apresentadores dos clássicos festivais da Record, orquestra no palco, plateia, flores para decoração.
Cheio de pompa e circunstância os apresentadores anunciam a abertura do FICO- Festival Internacional do Coxinha, o primeiro festival musical de apoio à volta da ditadura.
A jovem guarda e suas cantoras estilo ternuninha viram guardas jovens: e no lugar  de “Pare o Casamento” cantado por Wanderléa, jovens atrizes globais aparecem vestidas de guardas e cantam um “Seeeeenhor miliiiiico pare os rolezinhos”.
Disparada de Jair Rodrigues, vira  Disparate, uma paródia pedindo a volta da censura e cantada por “Capitão Rodrigues”.
A banda do Legislativo – Corrupção Urbana- , canta a volta do pau de arara num xote que abomina a classe C, os aeroportos cheios de pobres viajando de avião pós Era Lula. Travestidos como deputados mauricinhos, estilizados como o mais caricato deles, Bolsonaro, eles louvam a ditadura.
Enquanto a plateia de coxinhas vibra com cartazes repletos de frases em prol da ditadura: “o povo não tem cura, volta ditadura” os apresentadores anunciam a próxima atração do FICO: um Chico Buarque às avessas cantando a Banda às avessas, vestido com camisa polo, cardigã amarrado no pescoço, bem coxinha, bem almofadinha, bem mauricinho, a Banda marcial Almeida Prado Melo Franco de Holanda pratica autotrollagem: “dá choque neste coxinha que adora torturador”
Encerrando o festival “Os Paramilitares do Retrocesso” fazem a crítica à truculência das PM brasileiras: “Dou porrada em playboy black bloc e peão, a gente não livra ninguém”
Assistam ao quadro e apreciem a raridade que é o Zorra (ex- Zorra Total) fazer humor político e com qualidade:


PS. Um leitor me informou que toda a direção do Ex Zorra Total, atual Zorra foi trocada e tem outra proposta.
Aleluia, pelo visto ao menos neste programa, a Globo vai abandonar os lixos que andou produzindo nas últimas décadas nos supostos programas de humor, como o lamentável, reacionário e preconceituosoCasseta & Planeta que, infelizmente, substituiu o genial TV Pirata e parece que para compensar o novo Zorraabrirá mão de fazer piadas sem graça atacando grupos estigmatizados na sociedade. Aleluia!
Veja a matéria do Mauricio Stycer sobre o novo programa: “No ‘Zorra’ é proibido piada homofóbica”, conta Marcius Melhem.

quinta-feira, 23 de julho de 2015

O Papa Francisco está incomodando muita gente.... Como estarão os golpistas brasileiros diante disto?



Papa Francisco \ Encontros e Eventos Fonte: Rádio Vaticano

Papa envia mensagem aos moradores de rua de São Paulo


Papa agradeceu os presentes enviados pelos moradores de rua de São Paulo - REUTERS
22/07/2015 12:21

Cidade do Vaticano (RV) – O Papa Francisco ficou comovido ao receber, na manhã desta quarta-feira (22/7), um crucifixo e rosários feitos com materiais recicláveis pelos moradores de rua de São Paulo, cujo acompanhamento pastoral é feito pelo Padre Júlio Lancelotti.
O Pontífice recebeu os presentes das mãos do cura da Catedral da Sé, Padre Luiz Eduardo Baronto, que participou da audiência que o Papa concedeu ao Cardeal Claudio Hummes.
“O Papa ficou muito comovido quando entregamos os presentes. Ele mandou de volta um solidéu dizendo que com esse gesto é como se ele tocasse cada um dos moradores de rua”, contou à RV o Padre Baronto.
Vídeo
O Papa ainda quis que um vídeo fosse gravado e mostrado aos moradores de rua e ao Padre Lancelotti. O vídeo foi feito com um celular pelo Padre Baronto que, muito emocionado, não soube o porquê do vídeo não ter saído com a voz do Papa. “Um problema técnico”, disse.
Contudo, Padre Baronto anotou as palavras do Papa e a nossa redação fez uma dublagem do áudio original em espanhol.
“Caro Padre Júlio Lancelotti,
e demais colaboradores do trabalho com o povo de rua.
Quero lhes dizer que recebi com alegria os presentes que me enviaram. Continuem a amar Jesus e os pobres. É o caminho do Evangelho. Tenho certeza de que rezam por mim e é essa oração que me dá forças. Agora vos deixo a minha bênção. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”.
Moradores de rua
Padre Baronto visitou a redação do Programa Brasileiro e conversou com o colega Silvonei Protz sobre o encontro da manhã desta quarta-feira com o Papa Francisco. Clique abaixo para ouvir