terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Chico Buarque, junto a Leonardo Boff, entra na Luta contra o Golpe

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O cantor, compositor e escritor Chico Buarque é mais um reforço de peso na luta contra o golpe; o artista, um dos mais renomados do País, assinou um manifesto que condena o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, deflagrado na semana passada pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB); organizado por Leonardo Boff, o manifesto contará com dezenas de intelectuais; Dilma já conta com a imensa maioria dos juristas brasileiros (à direita e à esquerda), com a quase totalidade dos governadores, pois apenas Pedro Taques assumiu a defesa do impeachment, e também com um movimento pela legalidade que vem sendo liderado por Flávio Dino, governador do Maranhão, e Ciro Gomes

247 - O cantor, compositor e escritor Chico Buarque é mais um reforço de peso na luta contra o golpe. O artista, um dos mais renomados do País, assinou um manifesto que condena o processo de impeachment da presidente, deflagrado na semana passada pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB). 

O manifesto contra o golpe está sendo organizado pelo teólogo e escrito Leonardo Boff e contará, ainda, com adesões de dezenas de intelectuais.

Nesta segunda-feira, a presidente Dilma Rousseff recebeu um grupo de 30 juristas que também se posicionaram contra o golpe. Entre os professores de Direito que condenam o impechment, estão nomes ligados à esquerda, como Dalmo Dallari e Celso Bandeira de Mello, e à direita, como Claudio Lembo.

Além disso, dos 27 governadores, 15 já se posicionaram contra o golpe, enquanto apenas um, Pedro Taques, de Mato Grosso, assumiu a defesa do impeachment. Os demais estão em silêncio. Dilma conta ainda com a nova campanha pela legalidade, que vem sendo liderada por Flávio Dino, governador do Maranhão, e por Ciro Gomes, candidato à presidência em 2018 pelo PDT.

Embora o impeachment seja um recurso previsto na Constituição, o pedido acolhido por Cunha representa uma tentativa de golpe porque nele não há nenhum crime de responsabilidade ocorrido no atual mandato – as chamadas 'pedaladas' de 2015 deixaram de existir quando o Congresso aprovou a nova meta fiscal. E pedido de impeachment sem crime de responsabilidade não merece outro nome, a não ser golpe.

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