domingo, 18 de agosto de 2013

Os coxinhas de direita querem confundir o fascismo nazista com comunismo. A quem eles pensam que enganam?




Carlos Antonio Fragoso Guimarães

 Para iniciarmos, primeiro um esclarecimento sobre o posicionamento do Nazismo:

O nazismo é frequentemente considerado por estudiosos como uma derivação do fascismo. Mesmo incorporando elementos comuns tanto da direita política quanto da esquerda política, o nazismo é considerado de extrema direita.9 Os nazistas foram um dos vários grupos históricos que utilizaram o termo nacional-socialismo para descrever a si mesmos e, na década de 1920, tornaram-se o maior grupo da Alemanha. Os ideais do Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães (Partido Nazista) são expressos no seu "Programa de 25 Pontos", proclamado em 1920. Entre os elementos-chave do nazismo, há o antiparlamentarismo, o pangermanismo, oracismo, o coletivismo,10 11 a eugenia, o antissemitismo/antijudaísmo, o anticomunismo, o totalitarismo e a oposição ao liberalismo econômico e político.11 12 13 (C.f. Wikipédia).

 Existem, em meio à diversidade das pessoas e de pontos de vista, algumas que conseguem se destacar por sua lucidez, outras pelo brilhantismo da argumentação, outras pela estupidez com ares de superioridade senhorial. Entre estes últimos, ultimamente, alguns "articulistas" e pretensos intelectuais se destacam, em especial, um pseudo-sábio e auto-intiluado Filósofo (e astrólogo, nas horas sempre vagas) chamado Olavo de Carvalho (mas existem outro do mesmo nível ou mais baixo, como Reinaldo Azevedo, da sujíssima Veja, etc.).

Este pseudo-ridículo "filósofo", o astrólogo que se considera uma estrela - ou mesmo A estrela -, Olavo de Carvalho, é reconhecido nos meios acadêmicos como uma espécie de personagem folclórico: o fascista de direita que não perde tempo em falar as maiores asneiras para deturpar a realidade que não seja/esteja de acordo com suas pretensões fascistas. Assim, qualquer um - qualquer um mesmo - que tenha um pensamento de esquerda é vilipendiado com qualquer rótulo possível, e comparado, pasmem, a um seguidor de Hitler ou Mussolini, o que mostra que de História, se o sujeito conhece, faz questão de distorcer.  Mas as falácias passando por cima da História são apenas parte do "brilhantismo intelectual" do ex-astrólogo que  nunca terminou o segundo grau.

Algumas lições básicas de História para as olavettes:

Hitler, Goering e Henry Ford, que foi condecorado pelos regime Nazista e cujo livro 'O Judeu Internacional', anti-judaico e racista, influenciou Hitler, que citou as ideias de Ford até no 'Mein Kampf'. Eram todos, além de anti-semitas, anti-comunistas.

As origens filosóficas do Nazismo estão entre os pensadores de extrema-direita ingleses, alemães e franceses. Entre eles, destacam-se Arthur Gobineau e Houston Chaberlain que adaptou uma forma de darwinismo social com vista a destcar uma suposta supremacia da raça-ariana, o que exerceu um forte impacto em Hitler. Nenhum sequer destes esquecidos "pensadores" era marxista, muito pelo contrário. Eram conservadores e elitistas que viam com antipatia as ideias socialistas.

Hitler persegtiu violentamente os partidos de esquerda da Alemanha, como o Social-Democrata e, especialmente, o Comunista. Até os utilizou como bode-expiatório para explicar o incêndio do Reichstag, o parlamento alemão, provocado pelos próprios nazistas em 1933 para que Hitler passasse a ter poderes plenos.

Comunistas ou socialistas, ou mesmo simpatizantes da esquerda, eram notoriamente enviados a campos de concentração.

Tudo isso e muito mais é desconsiderado pelo desqualificado ex-astrólogo e mentor da direita, Olavo de Carvalho. Mas o pior é que se o "criador" é assim tão claramente um arrogante mentiroso, pior são seus seguidores coxinhas, sempre prontos a defender tanto a este como a expressões de sua visão elitista, incluindo os ilustres membros do PSDB. Não é à toa que entre os defensores de Carvalho e suas "ideais" estejam evangélicos homofóbicos, golpistas e racistas. O mais engraçado, também, é o número de coxinahs classe média em faculdades de Direito e de Medicina (e que em sua maioria estudam em universidades públicas, ou seja, de graça), ao estilo Mayara Petruso, que também aplaudem as sandices de Carvalho e Azevedo, e ainda ajudam a divulgar erros históricos como o que citamos....

Pois bem, como o pessoal da comunidade Falando Verdades, em especial Rosi Santos, bem reflete, por que as olavetes não falam que o nazismo chegou ao poder usando um discurso anti-comunista e que os comunistas foram ferozmente perseguidos após Hitler ter tomado posse como primeiro ministro em 1933? Hitler associava o judaísmo ao comunismo, dois inimigos que pretendia erradicar. Todos os princípios do nazismo se chocam frontalmente com os do marxismo. A autobiografia de Hitler, “Minha Luta” é a prova mais contundente disso. Mas não adianta tentar demonstrar nada para essas pessoas, eles fraudam a história e espalham suas opiniões racistas como vírus pela internet, várias fazendo o curso de Direito e parasitando mentes jovens e algumas até de boa fé, que acreditam em suas palavras por não terem leitura suficiente para perceber o quanto são fraudulentas.

Fica ai alguns pontos para a reflexão dos coxinhas classe média...  Mas se quiserem se aprofundas nas sandíceis fascistas de um Olavo de Carvalho ou um Reinaodo Azeedo, vejam, também, abaixo, links para um texto de Bertone Sousa sobre os seguidores (e que tipo são) de Olavo de Carvalho e um outro, do jornalista Breno Altman, sobre o pseudo-intelectualistmo de Carvalho e Azevedo. Depois, abaixo dos links e do quadro com os dizeres fascistóides de Azevedo, um excelente artigo de Leonardo Boff e Mauro Santayana:

A Confusão Mental dos Seguidores de Olavo de Carvalho
Neoconservadores são vanguarda liberal-fascista




Contra a imbecilidade do atual anticomunismo


Leonardo Boff


  Mauro Santayana é um dos jornalistas mais eruditos do jornalismo brasileiro. Sempre comprometido com causas humanitárias, contundente e dotado de um estilo de grande elegância. Somos colegas como colunistas do Jornal do Brasil-on line. 
  Recentemente, no dia 17/12/2013, publicou um artigo sob o título HAMEUS PAPAM (transcrito abaixo)  com o qual me identifiquei imediatamente. Sofro ataques imbecis de que sou comunista e marxista, como se para um teólogo com 50 anos de atividade, fosse uma banalidade fazer esta acusação. Sou cristão, teólogo e escritor. Marx nunca foi pai nem padrinho da Teologia da Libertação que ajudei a formular. O atual anticomunismo  revela a anemia de espírito e a pobreza de pensamento  que  estão prevalecendo como disfarce para esconder o desastre que significa a economia de mercado, altamente predadora da natureza e agressora de todo tipo de direitos humanos e agora numa crise da qual não sabem como sair. Há tempos o Zürcher Zeitung, o maior jornal suiço e pouco depois o Times diziam que o autor mais lido hoje é Marx. Não só por estudiosos, mas por banqueiros e financistas conscientes que querem saber por que seu sistema foi a falência e por que tem tantas dificuldades em sair dele, se é que encontram uma saída que não signifique mais sacrificio para a natureza (injustiça ecológica) e para a humanidade já sofredora (injustiça social). 
  Hoje mais e mais se percebe que este sistema é anti-vida, anti-democracia e anti-Terra. Se não cuidarmos poderá nos levar a um abismo fatal. É uma reflexão que faço contra meus acusadores gratuitos e faltos de razão. 

  Penso, às vezes, que Einstein tinha razão quando disse: ”Existem dois infinitos:um do universo e outro dos estúpidos; do primeiro tenho dúvidas, do segundo, absoluta certeza”. Estimo que muitos dos anticomunistas atuais se inscrevem nesse segundo infinito. É fácil serrar árvore caída e covardia chutar cachorro morto. 

  Pensemos, antes, no presente com sentido de responsabilidade, unidos face a um feixe de crises que nos poderá levar a uma tragédia ecológico-social. Como fazer tudo para evitá-la e garantir um futuro comum para todos, inclusive para a nossa civilização e para nossa Casa Comum. Essa é a questão maior a ser pensada e sobre ela inaugurar práticas salvadoras e não distrair-se com discutir um comunismo inexistente, morto e sepultado. LBoff
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Habemus Papam
Acusado por um conservador norte-americano de ser marxista, Jorge Mario Bergoglio, o papa Francisco, negou sê-lo, mas disse que não se sentia ofendido, por ter conhecido ao longo de sua vida muitos marxistas que eram boas pessoas.
A declaração do papa, evitando atacar ou demonizar os marxistas, e atribuindo-lhes a condição de comuns mortais, com direito a ter sua visão de mundo e a defendê-la, é extremamente importante, no momento que estamos vivendo agora.
Espalha-se, na internet — e um monte de beócios, uns por ingenuidade, outros por falta de caráter mesmo, ajudam a divulgar isso — que o Golpe Militar de 1964 — apoiado e financiado por uma nação estrangeira, os Estados Unidos — foi uma contrarrevolução preventiva. O país era governado por um rico proprietário rural, João Goulart, que nunca foi comunista. Vivia-se em plena democracia, com imprensa livre e todas as garantias do Estado de Direito, e o povo preparava-se para reeleger Juscelino Kubitscheck presidente da República em 1965.


A ascensão irracional do anticomunismo mais obtuso e retrógrado, em todo o mundo — no Brasil, particularmente, está ficando chique ser de extrema direita — baseia-se em manipulação canalha, com que se tenta, por todos os meios, inverter e distorcer a história, a ponto de se estar criando uma absurda realidade paralela.
Estabelecem-se, financiados com dinheiro da direita fundamentalista, “museus do comunismo”; surgem por todo mundo, como nos piores tempos da Guerra Fria, redes de organizações anticomunistas, com a desculpa de se defender a democracia; atribuem-se, alucinadamente, de forma absolutamente fantasiosa, 100 milhões de mortos ao comunismo.
Busca-se associar, até do ponto de vista iconográfico, o marxismo ao nacional-socialismo, quando, se não fossem a Batalha de Stalingrado, em que os alemães e seus aliados perderam 850 mil homens, e a Batalha de Berlim, vencidas pelas tropas do Exército Vermelho — que cercaram e ocuparam a capital alemã e obrigaram Hitler a se matar, como um rato, em seu covil — a Alemanha nazista teria tido tempo de desenvolver sua própria bomba atômica e não teria sido derrotada.
Quem compara o socialismo ao nazismo, por uma questão de semântica, se esquece de que, sem a heroica resistência, o complexo industrial-militar, e o sacrifício dos povos da União Soviética — que perdeu na Segunda Guerra Mundial 30 milhões de habitantes — boa parte dos anticomunistas de hoje, incluídos católicos não arianos e sionistas, teriam virado sabão nas câmaras de gás e nos fornos crematórios de Auschwitz, Birkenau e outros campos de extermínio.
1964 foi uma aliança de oportunistas. Civis que há anos almejavam chegar à Presidência da República e não tinham votos para isso, segmentos conservadores que estavam alijados dos negócios do governo e oficiais — não todos, graças a Deus — golpistas que odiavam a democracia e não admitiam viver em um país livre.
Em um mundo em que há nações, como o Brasil, em que padres fascistas pregam abertamente, na internet e fora dela, o culto ao ódio, e a mentira da excomunhão automática de comunistas, as declarações do papa Francisco, lembrando que os marxistas são pessoas normais, como quaisquer outras — e não são os monstros apresentados pela extrema-direita fundamentalista e revisionista sob a farsa do “marxismo cultural” — representam um apelo à razão e um alento.
Depois de anos dominada pelo conservadorismo, podemos dizer, pelo menos até agora, que Habemus Papam, com a clareza da fumaça branca saindo, na Praça de São Pedro, em dia de conclave, das veneráveis chaminés do Vaticano.
Um Papa maiúsculo, preparado para fortalecer a Igreja, com o equilíbrio e o exemplo do Evangelho, e a inteligência, o sorriso, a determinação e a energia de um Pastor que merece ser amado e admirado pelo seu rebanho.



5 comentários:

  1. Ótimo texto, finalmente alguém sensato .

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    1. Finge não saber de nada, o "inocente"! O Comunismo e o Nazismo são regimes Socialistas. Apesar de, em certa forma, rivais, aliados ideologicamente. Se você estudar um pouco, saberá que os nazistas eram parceiro dos comunistas. Inclusive visitavam constantemente a União Soviética para aprender como funcionava o extermínio em massa, de populações e como construir campos de concentração. Se quiser debater um pouquinho, tamos aí. Seja homem, não fuja do debate, como todo comuna faz, achando que ainda vive nos anos 40 e que ninguém conhece as mazelas que o marxismo semeou. Vc é um homem ou um rato?. Se remover o comentário saberei o que vc é!

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    2. Suas palavras demonstram, oh iluminado Coxinha Anônimo, a burrície e falta de conhecimento que vc tem, o que não é de surpreender de golpistas formados por uma mídia podre e/ou as sandícies de uma fraude como Olavo de Carvalho. Vá estudar História, oh iluminado anônimo e deixe de vomitar excrementos e ignorância! Ou todos os livros, documentos, historiadores e professores universitários estão errados e vc, smidade, junto com seus amiguinhos fascistas estão certos? Mostre seu dilploma, otário, e seja suficientemente homem para dizer seu nome!

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