quinta-feira, 3 de setembro de 2015

O menino Aylan Kurdi, três anos, afogado: o retrato da hipocrisia da Europa sobre os mais fracos e explorados... A questão humanista na tragédia dos refugiados e imigrantes da Síria e outros países árabes e africanos em conflito



Texto de Carlos Antonio Fragoso Guimarães

  A criança refugiada apareceu morta na praia.... O menino não teve a mesma "sorte" de nascer em meio a família de banqueiros, do especulador da Bolsa, do político a decidir a nova intervenção militar em um outro país. O menino, a quem foi negado um futuro, porém conhece uma parte da vida que estas crianças de "sorte" talvez só venham a conhecer - e de forma indireta - muito mais tarde: Aylan Kurdi, o pequeno sírio, sem entender o porquê (se é que existe uma lógica coerente que justifique tudo isso) conheceu a dor do medo, do desespero, da angústia com apenas 3 aninhos.... Conheceu esse todo horror como resultado direto da ganância e desumanidade de engravatados que governam segundo os interesses financeiros de uma minoria de plutocratas insaciáveis.... 

 Aylan era o nome do pequenino de três anos encontrado morto na praia. Também mortos foram o seu irmão de cinco anos, Galip e sua mamãe, Rihan.... Todos estavam fugindo da guerra na Síria, correndo do caos (uma negação de vida) oriundo da mistura de uma guerra civil que, entre outros atores (e interesses de dentro e de fora da Síria), envolve as ações de um ditador que já foi apoiado por ocidentais, e que, na ação para derrubá-lo, encontrou o foco de um núcleo de fundamentalistas inicialmente tolerados e ajudados por países do coidente, núcleo este que transformou-se num tumor formado por fundamentalistas imbecilizados do ISIS... 

 A família de Aylan, destroçada, é uma entre tantas (que não nos tocam por não aparecem nas efemeridades descartáveis da mídia)  Todos inocientes encontrando a frieza de uma Europa que deixou de ser humana... Dorme em paz, pequenos Aylan e Galip.... Não serão mais vítimas da maldade humana...

  Que malditos sejam todos aqueles que, financiando guerras e grupos em prol de seus interesses econômicos - como foi o caso do treinamento e financimento de Bin Ladin pelos americanos em fins dos anos 80, como foi o caso da Invasão do Iraque, como foi o caso do treinamento a fundamentalistas pelo ocidente, incluindo EUA e Europa, que deu início e lastro ao que hoje é a ISIS no Oriente Médio - reduzem homens, mulheres e crianças a menos que nada, a menos que lixo, a menos que bichos! Malditos os que fazem em um lado do mundo, do mercado um deus e o utiliza para inflar, no outro lado, o fundamentalismo religioso na mesma proporção e radicalidade, como reação...

   Malditos seja os historiadores tendenciosos, que usam de pesos e medidas diferentes de acordo com a ótica de seus financiadores e de sua xenofobia....




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