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segunda-feira, 13 de julho de 2015

Bob Fernandes: Contra o monopóio midiático (Globo e afins) e Renan e Eduardo Cunha.... O Papa Francisco




    Segue o comentário do analista político Bob Fernandes (em vídeo e transcrição textual) sobre o posicionamento do Papa Francisco sobre as aberrações da direita pelo mundo e no Brasil, e a crítica do Papa Francisco ao capitalismo e ao monopólio da mídia por grupos de empresários com interesses em sua maior parte a favor de si e de sua elite patrocinadora.



Tem personagens, maiores ou menores, que de repente ganham significado para além de suas fronteiras em fatos que protagonizam.
Isso, claro, depende das escolhas de quem olha...
Na segunda-feira, 6, uma morte em São Luís expôs DNA dos 350 anos de escravidão e barbárie no Brasil.
Detido por populares ao tentar assaltar um bar, Cledenilson Pereira da Silva, 29 anos, negro, foi amarrado a um poste e espancado até morrer.
Como nos antigos Pelourinhos... Filmado por um PM, que se limitou a assistir a cena, esse foi o 30º linchamento no Maranhão em dois anos e meio.
Na quarta-feira, 8, em Bruxelas, Bélgica, outro personagem... Tsipras, 1º ministro da Grécia, recebido como pop star no parlamento europeu.
Beijos, abraços, aplausos de pé, e também vaias e críticas para Tsipras. À parte acertos ou erros da Grécia, Tsipras encarnava ali 7 anos de História desde a crise de 2008.
Crise que já torrou mais de US$ 15 trilhões para salvar o sistema financeiro...
Crise que significou desemprego para 61 milhões de humanos no atual contingente de 201 milhões sem trabalho, segundo a OIT (Organização Internacional do Trabalho).
Nessa mesma quarta, já em Brasília, Renan Calheiros tornou-se réu. Acusado de receber propina da construtora Mendes Júnior.
No dia seguinte, em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, o Papa Francisco fez História.
Abaixo dos Andes, Francisco atacou a "ditadura sutil" do capitalismo e defendeu "mudança de estruturas no mundo". O Papa disse mais, ainda mais:
-A concentração monopolista dos meios de comunicação pretende impor pautas alienantes de consumo e certa uniformidade cultural.
Para o Papa, o monopólio da Mídia significa um novo "colonialismo ideológico".
A propósito desse embate, Monopólio Midiático versus Regulação Econômica da Indústria de Mídia, lembremos o mesmo Renan Calheiros logo após ser eleito presidente do Senado.
Em artigo na Folha de S.Paulo, Renan invocou suposta ameaça à "liberdade de expressão" e prometeu ser "trincheira sólida" contra "o inverno andino".
Também no dia seguinte à sua eleição, essa para a presidência da Câmara, Eduardo Cunha ofereceu a mesmíssima, e primeiríssima, aliança.
Disse que Regulação Econômica da Mídia, assim como a do aborto, só será feita "por cima" do seu "cadáver".

domingo, 4 de maio de 2014

Liberdade de Imprensa ou Monopólio de Famílias Comprometidas com seus próprios Interesses Político-Elitistas?



Segue texto de Hugo Lapa sobre as seis grandes famílias que moldam as notícias na grande mídia de acordo com seus interesses:

  No Brasil não há liberdade de imprensa, o que há é um monopólio de grandes corporações midiáticas que visam o lucro irrestrito.

  Poucas famílias dominam 80% das comunicações no Brasil, os Marinho (Globo), os Civita (Editora Abril e Revista Veja), os Saad (Band), os Frias (Folha de SP), dentre outros poucos. Esses magnatas da mídia há muito controlam o Brasil, pautam as discussões, formam opiniões, influenciam em eleições e decisões políticas, tiram ministros e já depuseram até um presidente.

   No entanto, eles têm seus interesses e preferências políticas. Ninguém é tão ingênuo a ponto de crer que eles sejam imparciais e respeitem a liberdade do povo brasileiro de exercer sua cidadania de forma livre e democrática. Eles têm seus partidos e candidatos prediletos e procuram de todas as formas transmitir informações, exaltando seus candidatos e políticos quando necessário e os protegendo de informações nocivas a imagem destes políticos aliados omitindo informações negativas sobre eles. Fazem uma cobertura intensa criticando seus desafetos e abafam as críticas e os erros de seus políticos preferidos. Os magnatas da mídia divulgam aquilo que querem e omitem aquilo que não querem que ninguém saiba. Caso um jornalista escreva algo em seu veículo de mídia que os desagrade, esse jornalista é demitido e outro (mais afeito aos ideais dos donos do veículo) entra em sua vaga.

  Como boa parte da população só consegue informações sobre a política nacional lendo seus veículos (jornais impressos e eletrônicos; canais de TV e rádio), eles tem poder de induzir as pessoas e acreditarem nas ideias deles mesmos (dos donos da mídia).

  Grandes veículos recebem verdadeiras fortunas de mega corporações brasileiras e estrangeiras, e por esse motivo, fazem de tudo para não sujar a imagem dessas empresas na mídia. Além disso, a grande imprensa tem a missão de proteger os interesses dessas mesmas empresas, que visam tão somente o lucro e o poder. 
  
  
  Grandes corporações tem muito mais voz na mídia e na imprensa do que o povo em geral, os movimentos sociais, as ONGs, os sindicatos, as associações populares, as lideranças de base, ou qualquer movimento que represente a população. A diversidade das forças sociais, em suas diferentes camadas, não está representada nos grandes veículos. Boa parte da população não encontra nessas mídias nenhum tipo de participação. Apenas os interesses patronais dessas megacorporações milionárias tem voz na grande imprensa.

  Então, por que eles defendem tanto a liberdade de imprensa? Eles desejam assegurar seu monopólio, seu poder de influenciar a população. Mas todos precisam saber que liberdade de imprensa é apenas a liberdade do dono da imprensa. O proprietário do meio de comunicação tem toda a liberdade de expor as suas ideias nas matérias jornalísticas. Mas e aqueles que não são donos de nenhum veículo, que liberdade eles têm? Será que sua voz e suas ideias estão ali expressas nos grandes veículos? Não estão.

  O que chamam de liberdade de imprensa é tão somente a liberdade de poucos em detrimento da liberdade de muitos. O todo poderoso é o dono da mídia, o ricaço que está no topo e que define toda a linha editorial a ser seguida por toda a empresa de comunicação. Se algum jornalista escreve algo que se desvia dessa linha editorial, ele pode ser advertido ou demitido. Um jornalista que trabalha, por exemplo, na Rede Globo, sabe que não pode propagar ideias em sua coluna que estejam em desacordo com a linha editorial previamente determinada pelo dono da Globo, no caso a família Marinho.

  A Rede Globo é o maior exemplo disso: já participou de fraude em eleições, já produziu edições jornalísticas tendenciosas que mudaram os rumos de candidaturas presidenciais, já conseguiram colocar e retirar presidentes eleitos e ministros de Estado mobilizando a opinião pública contra eles.

  É isso que desejamos para o Brasil, um monopólio de apenas algumas famílias que mandam e desmandam em nosso país? O povo brasileiro pode mudar esse estado de coisas, mas para isso precisa se mobilizar contra o poder e o monopólio dessas famílias, e lutar pela democratização da mídia e contra esses monopólios, que já dominam o Brasil há décadas.

Observação: 
A Sugestão Subliminar da Rede Globo: Veja-se que o Brasil ai abaixo está escrito de forma que o cérebro pode interpretar o "S" como um "5", logo o "4" no lugar do "a" forma o 45.... E todos sabem qual é o partido da Rede Globo...


Segue, agora um video onde o Professor e jornalista Igor Fuser discute o papel de uma imprensa que se transforma em veículo de manipulação mercantil e político: