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quarta-feira, 13 de março de 2019

Renato Rovai descasca Bolsonaros, Globo, Moro, Bretas, Lava Jato e quetais


Resultado de imagem para jota camelo Marielle

Assista aos melhores momentos do Fórum Onze e Meia de hoje em que o editor da Fórum, Renato Rovai, apresenta uma série de perguntas por conta da prisão dos acusados de assassinar Marielle. Um deles, vizinho do presidente Jair Bolsonaro.


Fonte: Contexto Livre e Revista Fórum

quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Renato Rovai: Recuo de Bolsonaro na questão da base americana mostra que quem manda no governo são os generais quatro estrelas

Este volta-atrás de Bolsonaro na questão da base americana pode significar outros "volta-atrás". Empresas estratégicas para o país, como a Petrobrás e a Eletrobras, não serão entregues da forma como deseja Paulo Guedes.

Do Blog do Rovai

https://www.revistaforum.com.br/blogdorovai/2019/01/08/recuo-na-base-americana-mostra-que-quem-manda-no-governo-sao-os-generais-quatro-estrelas/

Uma nota publicada na Folha de S. Paulo, assinada pelo jornalista Igor Gielow, traz os bastidores do recuo do presidente Bolsonaro em relação à instalação de uma base americana em território nacional.

Bolsonaro depois de eleito havia oferecido publicamente aos EUA esse privilégio estratégico que transformaria o Brasil definitivamente em colônia Miameira.

Além de Bolsonaro, o chanceler Ernesto Araújo, confirmou a intenção na sequência. E o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, que esteve na posse do presidente no dia 1º representando Trump, bateu palmas.

Mas o Alto Comando do Exército, que reúne os generais de quatro estrelas, topo da hierarquia das Forças Armadas, deu um recado direto e reto ao atual ministro da Defesa Fernando Azevedo e Silva, que foi do colegiado e hoje está na reserva, os militares não topam entregar a soberania do país assim de bandeja.

Ato contínuo, o governo anunciou hoje o recuo em abrir o território nacional para a instalação de uma base americana.

Isso deixa claro que a despeito de o governo Bolsonaro parecer um animal invertebrado, ele tem uma coluna. No limite, quem dá as cartas são os milicos.

Eles permitirão todo tipo de sandice em relação a temas ideológicos, até porque concordam com essas bizarrices do tipo Escola Sem Partido, restrições a direitos das mulheres, LGBTs e negros, eliminação de terras indígenas e mesmo que um governo no ano 19 do século XXI tenha um ministério da Família.

Mas em relação a questões estratégicas que digam respeito a perda de poder, inclusive, das Forças Armadas, eles estarão ali para dizer não.

Este volta-atrás de Bolsonaro na questão da base americana pode significar outros “volta-atrás”. Empresas estratégicas para o país, como a Petrobrás e a Eletrobras, não serão entregues da forma como deseja Paulo Guedes.

Em breve, o grupo dos quatro estrelas vai começar a dizer não aos Chicagos Oldies da política econômica. E se vierem a vencer o braço de ferro, como parece natural, o governo pode se tornar mais coeso, mas ao mesmo tempo mais distante do mercado.

Se até lá a Globo já tiver entrado em guerra franca com o Bolsonarismo, o país pode entrar numa crise imprevisível.

Porque os quatro estrelas não estão para brincadeira. E na visão deles, Bolsonaro foi eleito como símbolo de uma intervenção militar. Apenas como símbolo.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

Renato Rovai: Documentário “A Facada no Mito” é impressionante e exige resposta da PF



Ao terminar de assistir “A Facada no Mito” quero dizer que ficou abalada a minha convicção inicial de que era impossível o atentado a Bolsonaro ter sido uma armação



A partir de uma matéria originalmente publicada na Rede Brasil Atual cai no canal do YouTube “True or Not” que foi criado apenas para divulgar o documentário anônimo “A Facada no Mito”. A primeira impressão é de que assistiria a um vídeo amador mal feito e que não mereceria qualquer credibilidade. Vamos dizer que há meia verdade na minha primeira impressão.

O documentário é de fato amador, provavelmente feito por pessoas sem formação em audiovisual ou jornalismo. Não é narrado. É baseado em imagens do dia do atentado a Bolsonaro, acompanhado de música e textos que questionam o que de fato aconteceu.

A questão é que mesmo sendo totalmente amador, o vídeo conduz quem assiste a uma série de dúvidas sobre o tal atentado e merece ser tratado como um novo objeto nas investigações acerca do que ocorreu naquele 6 de setembro.

Sua tese central é de que o atentado foi uma grande armação. Muita gente já achava isso naqueles dias. E o jornalista que escreve nunca deu bola para essa suspeita, entre outras coisas, porque fabricar um atentado envolvendo hospitais não me parece algo possível.

Ainda acho a hipótese muito improvável, mas ao terminar de assistir “A Facada no Mito” quero dizer que minha convicção inicial ficou abalada. E que a partir de agora considero importante que a sociedade tenha respondida uma série de questões realizadas pelo documentário.

Porque entre outras coisas, o vídeo mostra cenas de uma primeira tentativa de ataque de Adélio Bispo que teria sido assistida por vários dos seguranças de Bolsonaro. E que teria ocorrido após uma contagem regressiva de um deles com os dedos de uma das mãos que começa cheia, com cinco dedos e vai diminuindo um a um até chegar no zero. Momento em que Adélio parte para o ataque.

Essas pessoas que estão o tempo todo próximas a Adélio são marcadas em atos suspeitos no vídeo e parecem de fato terem agido em conjunto com ele. No momento da segunda tentativa de agressão, que foi a que teria ferido Bolsonaro, são elas que prendem Adélio e a protegem de ser agredido e morto ali no local da ação.

Além de mostrar um a um esses supostos envolvidos, o vídeo também aponta contradições em relação ao ferimento e à faca que foi apontada como a usada. E defende a tese de que o instrumento utilizado não seria o apresentado, mas sim um “folding Knife”, uma faca dobrável. E que por isso não há sangue no ferimento, já que a facada não teria ocorrido.

Os argumentos e as cenas apresentadas por incrível que possa parecer fazem muito sentido. Mas não explicam algo fundamental, se o evento foi produzido com tanta gente envolvida por que até agora a armação não veio à tona?

De qualquer maneira, há uma outra questão que o documentário chama atenção e que não havia sido tratada com importância devida.

No dia do atentado um fotógrafo do jornal Tribuna de Juiz de Fora, Felipe Couri, estava produzindo imagens. No exato momento em que Bolsonaro é atacado ele teve sua atenção desviada e não conseguiu fazer a foto que provavelmente o levaria a ganhar prêmios de jornalismo, mas mesmo assim foi retirado do local por um segurança de Bolsonaro de forma agressiva.

O jornal Tribuna de Juiz de Fora registrou o fato da seguinte forma:

A matéria pode ser lida neste link.

É imprescindível que a Polícia Federal responda as questões apresentadas no vídeo. E que as pessoas citadas como parte da ação de Adélio Bispo venham a público dizer o que ocorreu naqueles minutos entre o primeiro ataque, o segundo ataque e a prisão do esfaqueador.

Sem essas respostas, o atentado a Bolsonaro entra para o rol daqueles eventos em que a gente nunca sabe direito se ocorreu da forma como se diz.

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Protesto pacífico de 100 mil pessoas na Av. Paulista pela saída de Temer teve final violento por iniciativa da PM de Alckmin PSDB, para alegria da Rede Globo

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O show de horrores da cobertura da Globonews nos atos de hoje

O golpista Michel Temer desafiou a ruas e as manifestações de hoje em todo o Brasil foram imensas. A de São Paulo, segundo relatos dos colegas que lá estiveram, contou com mais de 100 mil pessoas.
Saiu da Avenida Paulista, desceu a Rebouças e foi terminar no Largo da Batata. A GloboNews não cobriu nada do protestos. Deu imagens sempre controladas, mostrando espaços vazios, fachadas de prédios e num dado momento concentrou as cenas num caixão, que segundo o repórter, era o de Temer.
Nada de muita gente, nada de planos abertos, nenhuma entrada com mais de 1 minuto.
De repente, próximo das 21h, soa o toque do Plantão GloboNews. Começava então a verdadeira cobertura, um show de horrores, que ficou no ar por longos e longos minutos.
As primeiras imagens já eram de um pelotão formado para o ataque. E aí, um tal de Gabriel Prado começa a conduzir a narrativa.
Ele caminha por ruas vazias, com alguns socos de lixos revirados, alguns focos de fogo, que foram produzidos provavelmente pelos ataques da PM, e vai falando que os manifestantes vandalizaram comércios, realizaram uma série de depredações e que a polícia teve de agir pra controlar a baderna.
Ou seja, Gabriel Prado vai construindo uma narrativa criminosa da manifestação. A história de vândalos que não aceitam a democracia.
Os jornalistas da Globo, com raríssimas exceções, estão se tornando tão golpistas quanto a empresa para a qual trabalham.
Um dos blogueiros de O Globo, Lauro Jardim, por exemplo, divulgou nesses dias o novo endereço da presidenta Dilma Rousseff. Algo execrável. Mas que ele tratou como jornalismo.
Será que acharia o mesmo se o seu endereço e o do seu chefe Ali Kamel fossem divulgados num dos blogues que eles consideram sujos?
O fato é que a cobertura da GloboNews de hoje à noite foi apenas mais uma pequena amostra grátis do que estamos vivendo. E que faz com que o jornalismo da mídia tradicional acabe produzindo o seu próprio velório.
Mas se isso é verdade, também o é que há profissionais que não se importam de fazer parte desse show de horrores. Acabam levando tão a sério a farsa para a qual são escalados, que às vezes se tornam tão ou mais ridículos do que a cobertura em si.
Foi o que aconteceu hoje com tal Gabriel Prado. E dias desses com Lauro Jardim, o cagueta de endereços alheios.
Veja também:

segunda-feira, 23 de maio de 2016

"Observando hipócritas disfarçados, rondando ao redor". A canção de Gil cabe bem aos coxinhas, Temer, Moro, Serra, Romero Jucá e ao PMDB golpista

Romero Jucá coloca um ponto 

final no "governo" Temer


Texto de Renato Rovai

A mídia, o Congresso, o Supremo e todas as forças que atuaram para derrubar Dilma, segundo Romero Jucá em áudio vazado pela Folha de S. Paulo hoje, podem até tentar matar no peito o que já estava claro e agora se comprova, Dilma só está sofrendo o processo do impeachment porque os corruptos de fato querem se livrar da Lava Jato. Mas mesmo que isso ocorra e Dilma seja cassada no Senado, não há mais qualquer possibilidade de sucesso para o governo Temer.
Romero Jucá é um dos homens de terno preto de Michel Temer. Ele de um lado e Eduardo Cunha de outro foram os grandes articuladores do processo de impeachment.
juca
Quando essa sua conversa com Sérgio Machado vem à tona, o que se revela não é apenas um papo de amigos, mas os intestinos do golpe.
Fica claro que Dilma não foi afastada nem pelos seus erros e muito menos por ter cometido crime de responsabilidade. Mas porque não aceitou participar da máfia da qual, segundo Jucá, fazem parte ministros do Supremo e setores das Forças Armadas, além de Aécio, seu PSDB e a mídia, que segundo Jucá, só pararia de falar na Lava Jato se Dilma sofresse o impeachment.
Essa gravação da conversa de Jucá e Sérgio Machado é muito mais grave do que a delação de Delcídio ou a de Roberto Jefferson. Porque é algo espontâneo, onde tudo que é dito não faz parte de um roteiro. E revela os bastidores do golpe com uma nitidez impressionante.
Não há mais como dizer que o Brasil não vive um golpe de Estado depois da revelação deste áudio. Internacionalmente isso será a prova que muitos órgãos de imprensa precisavam para não ter mais dúvida alguma sobre isso e democratas mundo afora vão se solidarizar com Dilma.
O governo ilegítimo e interino de Temer foi atingido no coração golpista.
É claro que a mídia que participou ativamente do golpe vai buscar salvá-lo, mas essa operação tem chance zero de dar certo.
Esta dada a grande oportunidade para Dilma. Ela precisa sentar com os senadores que não estão diretamente envolvidos no motim, articular uma base ampla na sociedade civil, levando em consideração a força dos movimentos sociais que lhe deram apoio, conversar com grandes empresários que não participaram dessa articulação e pactuar uma nova agenda.
Um novo governo que teria como objetivo tirar o Brasil do impasse, montando, de fato, um ministério de pessoas sérias e respeitadíssimas e que não dialogassem apenas com o Congresso, mas com o país como um todo.
Jucá, o maior dos conspiradores, abriu uma porta imensa para que se possa salvar a democracia brasileira. É preciso aproveitá-la, mas com muita tranquilidade e habilidade.
PS: Prestem bem atenção no que Jucá e Sérgio Machado falam sobre Aécio. Nesta conversa, o tucano, aparece como é. E como todos os políticos o retratam em off.

sábado, 21 de maio de 2016

MinC voltou e fica a lição de como se deve lidar com Temer, por Renato Rovai

O ministro da Educação anunciou pelo Twitter que o Ministério da Cultura será recriado pelo presidente ilegítimo e interino Michel Temer.
É a primeira grande derrota de um governo que está mais do que completamente perdido e cujos ministros já anunciaram diversas coisas pela manhã e tiveram de recuar à tarde.
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Entre elas, a interrupção do Minha Casa Minha Vida, cortes no Bolsa Família e aposentadoria aos 65 anos.
Mas esse recuo não é isolado.
É um volta-atrás do governo como um todo que atinge duas iniciativas que se complementam.
A primeira é a da diminuição do Estado. Quando Temer fecha ministérios, isso aponta para uma desestatização geral. E abre as portas para a privatização de bancos públicos e da Petrobras, por exemplo.
A segunda tem a ver com o que o MinC tem de simbólico. Ao fechá-lo, busca-se interditar o campo da cultura e seus incômodos. É na área da cultura que se elaboram as críticas e as reflexões que tendem a incomodar o establishment.
Há quem vá dizer que o fato de Temer ter recuado no caso do MinC é uma derrota para a resistência ao golpe.
Enganam-se.
O mundo da cultura ganhou e mostrou ao Brasil que o presidente interino, além de ilegítimo, é fraco.
E isso é tudo o que Temer não queria mostrar ao Brasil.
Porque, com a volta do MinC, cresce o ânimo de quem quer a volta de Dilma e da democracia.
As lutas ficam mais fortes quando contabilizam vitórias. A vitória do MinC é de quem lutou e não de quem recuou.

Fonte do Texto: Blog do Rovai
Foto de capa: Jornalistas Livres

sábado, 19 de março de 2016

Esqueçam o PiG (Partido da imprensa Golpista): 500 mil pessoas na Paulista e não vai ter golpe, por Renato Rovai

Não vai ter golpe e não vai ter golpe.
Eles vão tentar esconder a grande vitória das manifestações de hoje de você.
Eles vão querer te dizer que a Globo, o Moro e o Gilmar Mendes é que mandam no país.
Eles vão querer te dizer que o Brasil é só branco e que todo mundo tem babá.
Eles vão querer fazer de conta que na Paulista não tinha nem 100 mil pessoas hoje (kkkk).
Eles vão ignorar o Recife, Fortaleza, Salvador, Belém e todas as outras grandes cidades brasileiras.
Eles vão querer te convencer que o Brasil é só de brancos e classe média.
Ele vão querer fazer de você um idiota.
Mas não é assim que as coisas funcionam.
Hoje tinha negros, operários, professores, muitos e muitos estudantes, gays, lésbicas e até brancos classe média.
O Brasil profundo estava nas ruas hoje.
E por isso, do lado deles tem um monte de gente fazendo contas.
Aqueles que não são brucutus e estão do lado de lá pararam para pensar.
Se eles atropelarem a democracia, o país vai entrar numa guerra civil. Vai virar um inferno.
Algo que não interessa a ampla maioria da população.
E que não deveria ser o objetivo daqueles que tem um pingo de responsabilidade política.
Já escrevi aqui e repito, O futuro do Brasil não se decidia no dia 13, mas no dia 18.
E hoje houve resistência. Houve luta. Houve povo.
É preciso pensar no que aconteceu hoje,
É preciso refletir na quantidade de pessoas que foi às ruas depois do massacre midiático dos últimos meses.
Até porque, depois do golpe sempre tem o dia seguinte.
E esses que hoje parecem fortes, serão expurgados e derrotados em dois meses pela direita raivosa.
Porque só ela, com seus instrumentos de força terá capacidade de enfrentar as ruas.
Moro não aguenta esse país por 15 dias.
Esse país é muito maior do que República de Curitiba.
E se quiserem transformá-lo num quintal de abutres, vão se dar mal.
Hoje o povo mostrou que o golpe é só a loucura daqueles que não conhecem o Brasil.
Eles estão loucos, mas terão de se curar.
PS: Pra pensar, Lula foi ovacionado hoje na Paulista. Aécio e Alckmin foram expulsos no domingo.
Texto: Renato Rovai
Foto: Ricardo Stuckert/ Instituto Lula

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Juiz midiático promove Acarajé para esconder escândalos de FHC e da Globo e ainda insuflar o Golpe




Operação esconde FHC e Globo


Hoje foi deflagrada uma nova etapa da Operação Lava Jato, denominada Acarajé. Entre as medidas, está a expedição do mandado de prisão do publicitário João Santana, responsável, entre outras campanhas, pela de Dilma Roussef à presidência.

Como de praxe, a operação teve todo suporte midiático que costuma ter. E com um personagem que chama a atenção. Assim, o caso envolvendo FHC e Globo já passa praticamente a segundo plano, sem ter sido tratado de forma decente pela mídia tradicional.

Na capa de Veja, mais uma vez Lula; de novo um factoide. Em outras semanais, nem um pio sobre o ex-presidente tucano. Ou sobre a Brasif. Ou, ainda, sobre a Globo, seu triplex, e o elo que a liga ao imbróglio FHC-Mirian Dutra.

Não é nenhuma novidade que a Lava Jato e mídia tradicional jogam juntas. Uma depende da outra. A primeira usa os vazamentos seletivos para conseguir seus objetivos de curto e longo prazo. A segunda tem seus alvos desde sempre (lembrem-se da confissão da presidenta da ANJ de que a mídia tradicional era a real “oposição” no Brasil).

Nada novo. Porém, agora a nova fase da Lava Jato também ajuda a tirar do noticiário um caso que envolve um ex-presidente da República e a poderosa Rede Globo, parceira de primeira hora de Sergio Moro, a quem já premiou como personalidade do ano.

Enquanto isso, diversas questões continuam sem resposta. Por que FHC usou a Brasif para fazer pagamentos a Mirian Dutra? Que tipo de relações a empresa, que foi concessionária do governo federal, tinha com sua gestão ou com governos tucanos?

A Globo também tem muito a explicar. Até porque pagou por quase 20 anos uma funcionária, segundo a mesma, para exilá-la. E para proteger o então presidente da República.

No momento em que isso deveria ser discutido, surge mais um episódio da Lava Jato. Cujo nome oficial é Acarajé, se bem que poderia ser denominada de Operação Esconde FHC ou Esconde Globo. Mas claro que isso é bobagem. O fato de o juiz Sergio Moro ganhar prêmio da Globo é algo absolutamente natural. Em qualquer lugar do mundo isso seria considerado natural…

domingo, 15 de março de 2015

A foto mais representativa do "Pacifismo" dos manifestantes da Direita neste dia 15 de março



Segue texto de Renato Rovai, extraído da Revista Forum:


  A Globo iniciou logo cedo a mobilização para bombar as manifestações de hoje. Desde às 8h da manhã as imagens alternavam planos fechados com imagens aéreas. E a palavra multidão era a mais repetida, juntando-se ao registro de que as manifestações eram pacíficas.

  A imagem que o leitor Luiz Carlos Cruz Fabiano postou no seu Facebook de uma ação em Jundiaí, no entanto, dá a ideia clara do que uma parte dos que protestaram hoje querem: sangue.

  Dilma e Lula enforcados e pendurados num viaduto são de um simbolismo indiscutível. Há uma boa parte da população que não suporta a democracia e que quer eliminar aqueles que têm posições diferentes das suas.

  Ali, enforcados, não estão apenas os dos dois presidentes, mas de alguma forma de todos aqueles que neles votaram.

 As faixas pedindo a volta da ditadura já são duras de ver, mas dizem muito menos do que essa imagem. Ela é límpida e clara. A volta da barbárie é o que buscam muitos dos que odeiam qualquer coisa que lhes pareça de esquerda ou que seja vermelho.

 Pode-se falar em manifestação pacífica, mas é impossível esconder o ódio que escapa nas imagens e das palavras de ordem que vazam quando o repórter entra ao vivo na cobertura desses atos.


Na foto ao lado, a sede do PT, também em Jundiaí, foi atacada com uma bomba caseira.