quarta-feira, 18 de janeiro de 2023

Bob Fernandes: GOLPE, O ENSAIO: ou Exército não detectou criminosos acampados com golpistas diante de quartéis ou…

 

Do Canal de Bob Fernandes:

"Na noite daquele domingo o Exército não permitiu que a PM fizesse prisões no acampamento.

"Segundo N publicações, sem desmentidos, para que uns 600 familiares de militares pudessem escafeder-se.

"Também sem desmentido, até porque filmes e fotos são difíceis de desmentir, Maria Aparecida, Dona Cida, mulher do general Villas Bôas, visitou o QG de golpistas."


GOLPE, O ENSAIO: OU EXÉRCITO NÃO DETECTOU CRIMINOSOS ACAMPADOS COM GOLPISTAS DIANTE DE QUARTÉIS OU…

Wellington Macedo de Souza, 47 anos, seguia foragido neste início de semana.

Wellington é um dos milhares que tocaram o terror contra os Três Poderes em Brasília.

No final de semana do 8 de janeiro Wellington esteve no acampamento.

Acampamento em frente ao QG do Exército na capital.

Acampamento que lá permaneceu por mais de dois meses.

Até pouco antes Wellington usava tornozeleira eletrônica.

Que arrancou e jogou fora.

Ele cumpria prisão domiciliar por incentivo a atos antidemocráticos.

Inclusive naquele 7 de setembro de 2021.

Antes, Wellington trabalhou no ministério da Damares. Aquela que viu Jesus na goiabeira.

Wellington, dito blogueiro, piolho de redes sociais, tem contra si dezenas de investigações.

A penúltima, por ser um dos três golpistas acusados de tentar explodir um caminhão em Brasília.

Caminhão com 60 mil litros de querosene. E uma bomba cuja detonação supostamente falhou depois de ativada.

Bomba essa que seria detonada às vésperas do Natal para impedir a posse de Lula.

Pois esse mesmo Wellington esteve no acampamento diante do Quartel General do Exército.

A 300 metros de onde opera a Inteligência do Exército.

Diante do QG do Exército, relatou o Fantástico no domingo, estiveram ao menos 23 homens e mulheres investigados ou acusados por crimes.

Um deles, Antônio Geovane, acusado, ou suspeito, de assassinato.

Outra, aquela senhora que defecou no Supremo. Ela já cumpriu três anos de cadeia por tráfico de crack.

É a senhora Maria de Fátima, de Santa Catarina. Portanto, triplamente Santa. Ainda foragida.

Enésimo exemplar de cidadão, cidadã de bem, cristã e defensora da família, moral e bons costumes.

Wellington. Se a detonação próxima ao aeroporto de Brasília tramada por ele e cúmplices não tivesse falhado, a mistura de bomba e 60 mil litros de querosene faria vítimas. E não poucas.

E Wellington, com tornozeleira, frequentou o acampamento nas barbas da Inteligência do Exército.

Anna Reis é produtora da Globo. Ela se infiltrou no acampamento de golpistas no QG.

Fotografou, registrou, filmou.

Mas a Inteligência do Exército não conseguiu detectar criminosos como Wellington à sua porta.

Conclusões possíveis: ou a Inteligência do Exército não tem inteligência, ou tem a certeza de que todos somos burros. Estúpidos.

Ou ainda. Embutida em uma porção da Inteligência do Exército estaria a real Inteligência da Operação.

Na noite daquele domingo o Exército não permitiu que a PM fizesse prisões no acampamento.

Segundo N publicações, sem desmentidos, para que uns 600 familiares de militares pudessem escafeder-se.

Também sem desmentido, até porque filmes e fotos são difíceis de desmentir, Maria Aparecida, Dona Cida, mulher do general Villas Bôas, visitou o QG de golpistas.

Ex-comandante quando seu Alto Comando avalizou pressão sobre o Supremo Tribunal Federal para prender Lula em 2018, Villas Bôas, quando Comandante, criou algo chamado “Família Militar”.

Algo que, na prática, permitiu a militares, inativos ou não, e suas famílias, a participarem. Desde convescotes às reuniões golpistas nas portas dos quartéis.

Quando não dentro. O governo do Amazonas informa. O Comando Militar da Amazônia, em Manaus, não apenas cedeu seu prédio como depósito.

Lá manifestantes guardavam seus pertences. Segundo Carlos Madeiro, no UOL, além de abrigar pertences, o Comando recebeu individualmente os golpistas.

Relatos, fotos e filmes abundam. Expressão essa, adequada nos casos.

Um autodesignado coronel do exército filmado tentando impedir prisões dentro do Palácio do Planalto.

Outro Coronel, este da reserva: Adriano Camargo Testoni.

Aquele que, esposa ao lado, não gostando da ingestão de gases – pimenta e lacrimogêneo – babando ódio, ofendeu até a última geração de companheiros e seus superiores da caserna.

- Bando de generais filhos da puta!

Note-se que, ao ofender, ia entregando nomes. Dando a impressão de por eles se sentir traído.

O coronel e Senhora não estavam na Esplanada a passeio, uma vez que ali ocorriam atos de terror.

Ali um mix de massa de manobra e gente de Inteligência anunciava a queda dos Poderes.

Um ensaio ou uma encenação de um golpe. Porque um exército, quando quer dar golpe, dá.

E o Coronel Testoni foi indiciado por… injúria.

Caso enviado ao ministério público… militar. Militares julgam a si mesmos.

Outro. Capitão da Marinha Vilmar José Fortuna. Ele e também senhora presentes ao convescote golpista.

Lotado no Ministério da Defesa, foi demitido. Mas segue na reserva da Marinha.

Por que Fortuna faltaria ao convescote golpista?

Afinal, seu ex-ministro, Almirante Almir Garnier, em protesto contra a eleição de Lula, se recusou a dar posse ao seu sucessor no Comando da Marinha.

Como e por que militares inativos ou na ativa faltariam à encenação golpista com terror?

Ex-comandante da PM do DF, o coronel Fábio Augusto Vieira disse ao Washington Post. O Exército defendeu a manutenção dos acampamentos golpistas em Brasília.

E por todo o país, é óbvio.

Do terror golpista pra cá, tendo as mídias como cenário, um espetáculo de luz e sombras.

Generais e que tais, reais ou supostos, falam ocultando nomes e rostos.

As famosas fontes em off.

Um diz que Lula perdeu “capital político” ao dizer que militares foram parte do ensaio golpista.

Nas sombras, mexem as peças no tabuleiro.

Enquanto Lula e governo se obrigam a responder às claras, publicamente.

Militares da Casta algo perplexos. Porque erros foram cometidos.

Um erro foi atacar os Três Poderes e não só um, o do Palácio do Planalto.

O ataque restrito ao Palácio isolaria o governo de Lula.

Que errou ao indicar o que queriam os militares para o Ministério da Defesa.

Um político que, por consequência, mantivesse para além dos quartéis a importância, a elevada dimensão política buscada pelos militares.

Se atacado só o Palácio, Lula teria que buscar apoio do Judiciário e do Congresso.

Outro erro foi subestimar a capacidade política do jogador Lula.

Sabendo e confiando na inexistência de um Sistema de Inteligência eficaz e preparado no novo governo, o erro da blitz total, contra os Três Poderes.

Lula não tinha e não tem armas e armados.

Mas, na noite seguinte ao golpe, reuniu governadores no Palácio.

E arrastou os Poderes na caminhada noturna entre palácios e a reunião no STF depredado na véspera.

93% da população condenaram os ataques, constatou o DataFolha.

Com capital político acumulado no contragolpe à encenação, com imagens e fatos, Lula rompeu o lacre do silêncio.

Silêncio sobre o escancarado golpismo militar que se arrasta há anos.

Silêncio com reprodução dos fatos sem expor devidamente e diretamente a paternidade.

Silêncio que há anos perdurava em grande parte das mídias.

Não se ouvia, não se lia o óbvio sobre a responsabilidade política, moral, e não apenas da Casta militar nesta encenação, neste ensaio golpista.

Uma forma de manter a negociação. E assim sempre a Tutela.

Em grande parte das mídias, mera reprodução dos fatos sem expor a paternidade, a responsabilidade dos operadores nas sombras: os militares.

Lula começou a dizer com todas as palavras.

E Lula ainda diria:

- As Forças Armadas não são poder moderador, como pensam que são.

E desde então se lê, se ouve e se vê o que até os cadarços dos coturnos já sabiam. Há anos.

Sobre como uma Casta do Exército, das Forças Armadas – as oficiais e auxiliares como as PMs – são, uns, e se sentem, outros, O Poder. Os tutores do Poder.

O que buscam mesmo é a secular Tutela.

A historiadores, ou arqueólogos, bastará ir ao Twitter, às manchetes e notas oficiais para ver, ler a ruma de ameaças e mesmo exposição solar de desejos golpistas dessa Casta Militar.

É só buscar. Generais e que tais. Matraquear golpista incessante desde o final da Comissão da Verdade.

Que elencou militares acusados de sequestro, tortura e/ou assassinatos durante a última das ditaduras militares brasileiras.

Não por acaso, em sua fuga para os EUA, Bolsonaro levou o Coronel Marcelo Ustra.

Primo do torturador Carlos Alberto Brilhante Ustra. Sempre homenageado, saudado por Jair e pares.

(Hamilton Mourão em vídeo)

- Heróis matam.

Heróis matam, torturando e enfiando ratos na vagina de presas?

Heróis, como Mandela, De Gaulle ou Marighella, matam ou comandam quem mata numa guerra.

Ou enfrentando ditaduras, como as últimas do Brasil, Argentina, Chile.

Porque ditaduras, sejam quais e onde forem, são regimes ilegais.

Se torturam e matam em nome de um Estado ilegal, não são heróis. São criminosos.

Ustra comandava tortura e mandava filhos de presas e presos assistirem.

Esse é o herói deste grande pensador, Mourão.

General e destacado representante do exército brasileiro.

O mais graúdo preso até esta terça-feira é Anderson Torres.

Delegado e ex-diretor da Polícia Federal da família Bolsonaro.

E afastado da SSP do DF depois do ensaio golpista.

Na sua casa, encontrada a tal minuta para instalação de um Estado de Defesa.

Fosse qual fosse a intenção embutida naquele documento, pra valer ou pra intimidar quando exposto, é claríssimo o que significaria Estado de Defesa neste caso.

Outra grotesca, ridícula e criminosa ditadura militar.

Durante o ensaio golpista, tentaram empurrar em Lula a assinatura de uma GLO.

Garantia da Lei e da Ordem.

Na prática, entregar o comando às Forças Armadas.

Lula respondeu: “Não assino isso”.

Optou pela Intervenção Civil no DF.

O governo tem outro sério problema. Montar rapidamente comunicação moderna e eficaz.

Durante a campanha conseguiu até virar o jogo nas redes sociais.

Mas provas de 100 metros são diferentes de maratonas. Na tática e na estratégia.

Se a midiona tivesse a lucidez e uma grandeza real, entenderia. Estão quase todos falidos ou a caminho de falir.

Exceções são a Globo, que tem mais de 12 bilhões em caixa, e a Record, que vive dos fundos dos fiéis.

Os grandes adversários do negócio Mídias são multinacionais, as chamadas Big Techs.

Amazon, Google/YouTube, Twitter, Netflix etc e os Telegram e WhatsApp da vida.

Europeus e mesmo EUA já trabalham para regulamentar esse incomensurável poder.

Os donos da Verdade no mundo.

Um mínimo de juízo, e a midiona aceitaria a modernização do setor necessária no e ao Brasil.

E com o peso do governo se juntaria aos que, no mundo, já trabalham para romper esse ciclo que cada vez mais alimenta a distopia. O caos.

Sendo quem são, somados aos chefes e chefetes políticos, pastores, pastoras e bispos sendo donos de Mídias em concessões que pertencem ao Estado, e Estado dito laico, é evidente que tal aliança para modernizar, soa a sonho de noites de verão.

Soa a utopia. Como segue sendo utopia o desejar que a Casta Militar volte de vez para os quartéis.

Que deixe de fingir, por exemplo, desconhecer por que indevidos 413 sigilos de 100 anos entre os 1.108 sigilos de um século, impostos pelo governo que eles, da Casta Militar, tutelaram.

Que deixem maus hábitos e formação próprios dos séculos 19 ou 20 e, enfim, cheguem ao século 21.

Utopia…

3 comentários:

  1. Falou tudo servi o exército durante a ditadura sei perfeitamente o que está se passando terroristas golpistas não passaram

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  2. Os militares que participaram do golpe dos generais insubordinados (1964/1985) precisam ser punidos. Mesmo os que já morreram. Enquanto isso não acontecer o Brasil viverá com essa mancha de impunidade na sua história

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