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domingo, 11 de dezembro de 2016

Está mais que provado: Dilma era honesta e foi golpeada em uma farsa parlamentar por corruptos. A manchete de O Globo (que participou ativamente do golpe de abril e agora prepara um novo para trazer FHC) do dia 10 de dezembro de 2016 prova isto


Do Brasil 247:



A capa deste sábado do jornal O Globo desmoraliza o golpe de 2016 e todas as forças que o apoiaram – incluindo a própria Globo; a manchete é a prova de que Dilma foi afastada "por uma assembleia de bandidos, presidida por um bandido", como definiu o escritor português Miguel Sousa Tavares; os personagens que feriram a democracia brasileira para sempre e hoje aparecem delatados por corrupção nem cabem na primeira página do jornal: Temer, Renan, Maia, Padilha, Moreira, Alckmin, Serra; e agora: vão pedir desculpas e devolver o poder a quem o conquistou pelo voto? Ou o Brasil será governador por réus e candidatos a réus?


A primeira página do jornal O Globo é pequena para listar a quantidade de golpistas que hoje aparecem listados na delação premiada da Odebrecht. Mas ela também confirma como foi precisa a definição do golpe de 2016 pelo escritor português Miguel Sousa Tavares.
"Dilma foi afastada por uma assembleia de bandidos presidida por um bandido", disse ele, referindo-se aos parlamentares que a afastaram e ao ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), hoje preso em Curitiba.
O Globo cita seis nomes delatados pela Odebrecht: Temer, Renan, Maia, Padilha, Moreira, Alckmin e Serra.
Temer é acusado de receber propinas por meio do amigo e parceiro Jorge Yunes (leia aqui).
Padilha e Moreira Franco, dois integrantes do núcleo duro de Temer, também receberiam propinas em troca de favores à empreiteira.
Alckmin, por sua vez, é acusado de levar R$ 2 milhões por meio do cunhado e Serra de ganhar uma bolada de R$ 23 milhões na Suíça.
E agora: vão pedir desculpas e devolver o poder a quem o conquistou pelo voto? Ou o Brasil será governador por réus e candidatos a réus?
Abaixo, a entrevista recente de Dilma ao 247:

terça-feira, 21 de junho de 2016

Bob Fernandes: A Lava Jato, suas escolhas, efeitos e defeitos, e o Sistema corrupto bem como a seletividade hipócrita dos golpistas de verdade e amarelo

"E milhões foram às ruas. Muitos, com justas razões. Muitos, não tendo como saber, ignorando o beabá. Muitos, comandados por "Movimentos" que são o que há de pior.Outros, sabendo de tudo. Insuflando ódios para desviar atenções e esconder intenções.Enquanto se elegia PT & Cia como única e grande quadrilha, réus e suspeitos agiam à luz do dia. Ocupavam manchetes, votavam o que queriam... e tomaram o Poder."





Segue mais uma esclarecedora análise do comentarista político Bob Fernandes, da TV Gazeta (enquanto Temer, o conspirador vingativo, permitir):



Nas manchetes, mais quatro ministros e escândalos ou tramoias: Padilha, Mendoncinha, Torquato e Kassab.
Temer, Sarney e Jucá, já delatados por Sergio Machado. Eduardo Cunha e Renan, réus. Agripino Maia e Paulinho da Força, réus.
Serra, citado na OAS. Aécio, delatado. Campanha de Marina, citada. Governo FHC citado, delatado...
O problema da Lava Jato não é o que a Operação pegou. Ótimo que pegou. Problema, grave, é o que deixou de pegar no tempo adequado.
A tomografia do Sistema político apodrecido, a empreiteiragem como propinoduto do Sistema todo, sempre esteve ao alcance, nas mãos da Lava Jato.
Quase tudo, cansamos de dizer aqui, tinha, tem DNA inscrito nos computadores e/ou documentos das empreiteiras. Que não operavam apenas na Petrobras, óbvio.
Dezenas de delatores sabem muito mais do que entregaram. Se cobrados, se permitido que revelassem, o que agora explode estaria exposto há dois, três anos.
Cerveró denunciando "o escândalo Braskem no governo Fernando Henrique", e seu espanto ao ser convidado a mudar de assunto, já é um clássico destas "escolhas".
A estratégia da Lava Jato foi clara. Pegar inicialmente PT, governo e aliados. Perfeito, do ponto de vista dos envolvidos na Operação, mas muito pouco...
Os fatos demonstram isso claramente...
Essa estratégia produziu defeito sociopolítico brutal: retardou a percepção da expansão da podridão. Maquiou, mascarou a dimensão do Sistema.
E milhões foram às ruas. Muitos, com justas razões. Muitos, não tendo como saber, ignorando o beabá. Muitos, comandados por "Movimentos" que são o que há de pior.
Outros, sabendo de tudo. Insuflando ódios para desviar atenções e esconder intenções.
Enquanto se elegia PT & Cia como única e grande quadrilha, réus e suspeitos agiam à luz do dia. Ocupavam manchetes, votavam o que queriam... e tomaram o Poder.
Frágil o argumento do "não investigar porque já prescreveu". Saber o que prescreveu ou não exigiria perguntar, ouvir, encaminhar para novas investigações.
E, em tempos de tanto vazamento, nunca é demais lembrar: para a imprensa, para a Mídia, a História não prescreve.

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Luis Fernando Veríssimo sobre as gravações de Machado com Jucá, Renan, Sarney e Temer, além de Obama e as Voltas que o mundo dá


Sérgio Machado pode concorrer a um prêmio Grammy este ano: todas as suas gravações são sucesso!

Não entendi, as gravações do Machado são grampos telefônicos ou ele anda com um gravador no bolso para qualquer eventualidade?

– Sérgio, você tem um microfone na testa, com um fio que contorna a orelha, desce pela lapela e entra no bolso da sua camisa, que tem o que parece ser um volume retangular. O que é isso?

– Não sei, mas vou procurar um dermatologista imediatamente.

* * *

Da série o mundo dá voltas demais. Barack Obama fez uma espécie de tour de reconciliação, visitando velhos inimigos dos Estados Unidos: Cuba, o Vietnã e o Japão. Em Cuba, prometeu uma reaproximação, depois de anos de implicância mútua, e ouviu Raúl Castro dizer que não existem prisioneiros políticos em Cuba, esquecendo-se dos presos sem julgamento em Guantánamo. No Vietnã, Barack tratou do comércio de armas e ninguém comentou que a história se repetia ao contrário, as bombas despejadas sobre o Vietnã pelos americanos durante a guerra, voltando na forma de mercadoria. No Japão, Barack visitou Hiroshima, mas não pediu perdão pela barbaridade. Quem deveria pedir perdão, se estivesse vivo, seria Harry S.Truman, presidente dos Estados Unidos na época, que deu a ordem para usarem a bomba em Hiroshima e Nagasaki. Truman foi um daqueles homens que a História escolhe para momentos épicos sem nenhuma vocação para isso. Era um ex-camiseiro e um político medíocre, o vice-presidente que substituiu Franklin Roosevelt na morte desse. Havia várias opções para o uso das bombas. Elas poderiam ter sido lançadas sobre ilhas desertas com o mesmo resultado, a rendição do Japão, e poupado a vida de milhares de inocentes. Não se sabe qual teria sido a decisão de Roosevelt. O camiseiro não pensou duas vezes.

* * *

Dois ministros do Temer já caíram por culpa da Lava Jato. Sobram três ministros do Temer sendo investigados pela Lava Jato. Estes podem cair a qualquer momento, dependendo do rumo das investigações, de alguma delação premiada irrespondível ou do que o Sérgio Machado ainda tiver gravado. Não é um emprego seguro.

Luís Fernando Veríssimo
Fonte: Contexto Livre