Mostrando postagens com marcador Parapsicologia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Parapsicologia. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 24 de novembro de 2025

Nova possibilidade explicativa teórica da Ciência e da Matemática sobre o universal fenômeno de relatos sobre fantasmas

 

Do Canal Matematizei:

Em praticamente todas as culturas, existem relatos de aparições: figuras que surgem do nada, atravessam paredes ou movem objetos sem contato. Para alguns, isso é sobrenatural. Para outros, apenas imaginação. Mas, neste vídeo, exploramos a terceira e mais inquietante possibilidade : e se esses fenômenos fossem, na verdade, efeitos geométricos de dimensões que não conseguimos perceber? Usamos a matemática e a física para responder a uma pergunta surpreendente: O que aconteceria se um ser de QUATRO dimensões espaciais aparecesse no nosso universo 3D? A resposta geométrica é: ele agiria exatamente como um fantasma.

Assista e descubra:

Por que somos tão limitados quanto o "Quadrado" de Flatland.
Como a Esfera 3D parecia um fantasma para os seres 2D (e como isso se aplica a nós).
A Teoria Kaluza-Klein: o primeiro sinal científico de que o universo pode ter dimensões extras.
Como um ser 4D conseguiria atravessar paredes e mover objetos sem tocar.
Por que a física moderna (Relatividade e Teoria das Cordas) proíbe a existência de "fantasmas interdimensionais".


quinta-feira, 26 de maio de 2022

Vassoler: Quando o ateísmo acaba sendo tão dogmático quanto a religião que dizem combater

 

Do Canal de Flávio Ricardo Vassoler:




"Vassoler responde: O ateísmo é uma religião?": o escritor e professor Flávio Ricardo Vassoler discorre sobre as inusitadas afinidades eletivas entre ateísmo e religião. Site do Núcleo de Pesquisas em Espiritualidade e Saúde (NUPES) da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF): https://www.ufjf.br/nupes/ Canal no YouTube do Núcleo de Pesquisas em Espiritualidade e Saúde (NUPES) da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF): https://bit.ly/3r2Ldbv

terça-feira, 12 de janeiro de 2021

Vida após a morte na Netflix – uma boa pedida para enlutados, por Dora Incontri

 

O luto do Covid é um luto complicado porque os que ficam quase nunca se despedem e não podem cumprir os necessários e confortadores rituais de velório, enterro ou cremação, que simbolizam uma homenagem ao morto e nos fazem entender que de fato a morte se consumou.


Vida após a morte na Netflix – uma boa pedida para enlutados

por Dora Incontri

Para toda a criatura humana e todo o ser vivente, vai chegar a “indesejada das gentes”, como a chama Manuel Bandeira. Mas nós, os seres humanos, sabemos que morremos e pensamos na morte. Para os que ficam, a dor da perda. O luto é um processo natural que toda pessoa saudável atravessa ao perder um ser amado. Pode ser um luto mais ameno ou mais complicado, se a morte tiver sido inesperada, violenta, se for de uma criança ou de um jovem, se não foi possível fazer uma despedida ou se há culpas justificáveis ou imaginárias em quem ficou. O luto do Covid é um luto complicado porque os que ficam quase nunca se despedem e não podem cumprir os necessários e confortadores rituais de velório, enterro ou cremação, que simbolizam uma homenagem ao morto e nos fazem entender que de fato a morte se consumou.

Mas e quem morre? Para onde vai? Como é que fica? Não existe mais? Desde sempre, a humanidade acreditou em alguma forma de vida depois da morte. Os rituais fúnebres consideram essa crença – com o encaminhamento do espírito que foi, com orações e homenagens.

Por outro lado, a invocação dos mortos, através de pitonisas, xamãs, pajés; a aparição de espíritos, as mensagens que chegam do reino dos mortos e outros fenômenos correlatos – estão em todas as culturas e em todas as épocas: entre gregos, hindus e povos africanos, entre os chineses e povos originários das Américas e da Austrália.

Mas, desde o século XIX, essa questão da vida após a morte deixou de ser apenas um tema específico das religiões e de tradições espirituais milenares. Há 170 anos, há uma tentativa científica de investigação sobre as possíveis evidências de que a vida continua depois da vida. Um dos primeiros a investigar os fenômenos mediúnicos foi Allan Kardec, que se tornou muito popular no Brasil, porque a filosofia que fundou conquistou milhões de adeptos entre nós para uma religião espírita – que a princípio não era o Kardec queria.

Inúmeros cientistas desde seu tempo até hoje têm se debruçado sobre os fenômenos que podem trazer evidências da vida pós-morte: recordações espontâneas de crianças de encarnações passadas, com a confirmação de que as informações trazidas são verdadeiras e não poderiam ter chegado até crianças de 2, 3, 4 anos de idade;  experiências de quase morte, em que a pessoa esteve clinicamente morta e viu com os olhos do espírito o que estava acontecendo na sala de cirurgia (depois confirmado) ou se encontrou com entes queridos ou seres espirituais; comunicações mediúnicas de pessoas do outro lado da vida, que trazem fortes evidências de suas identidades, através de médiuns que não as conheceram e nem sabiam nada a respeito dela ou de sua família…

Um terreno fértil, delicado, que tem a hostilidade de muitos setores da ciência mainstream…

A série documental Vida após a morte, que estreou agorinha na Netflix passeia por esses temas, de forma cuidadosa, empática e honesta. Baseada no livro investigativo Surviving Death da jornalista Leslie Kean, o documentário traz o luto complicado de pais enlutados, de pessoas que vão em busca de respostas para mortes trágicas, mas traz também entrevistas preciosas com pesquisadores de porte de algumas universidades do mundo, que se permitiram a abertura para tais estudos.

Com histórias instigantes e precisas discussões sobre um tema tão difícil, a autora do livro, que aparece também na série, conduzindo entrevistas e participando de sessões mediúnicas, acaba trazendo algumas possíveis certezas e algumas evidências robustas, apesar de ficar claro que nesse assunto, não há como separar a subjetividade dos envolvidos. Sempre há coisas que caem o tempo todo no campo da crença e das expectativas pessoais de gente em profunda dor psíquica. Mas há casos em que só cabe mesmo a explicação da sobrevivência da alma e da reencarnação. O último episódio é o mais consistente, nesse sentido. O pesquisador Jim Tucker na Universidade de Virgínia, continuador das pesquisas do psiquiatra Ian Stevenson, esteve no Brasil em 2010 a convite nosso, no I Congresso Internacional de Educação e Espiritualidade, que a Associação Brasileira de Pedagogia Espírita promoveu no Centro de Convenções Rebouças. Também Antonia Mills, da Universidade da Colúmbia Britânica, que faz um relevante trabalho de pesquisa de reencarnação entre povos originários do Canadá, esteve nesse congresso.

Ambos são entrevistados no último episódio. Interessante é que no documentário, aparecem casos de crianças que foram investigadas por eles (cujos relatos fizeram em nosso congresso), enquanto elas eram pequenas e tinham essas lembranças espontâneas, e hoje aparecem já adultas e mostram o impacto que tais recordações tiveram em suas vidas.

Outras pesquisas sérias são trazidas ao longo da busca de Leslie Kean, além de sua prolongada visita a uma curiosa “escola de médiuns” na Holanda. São 6 episódios emocionantes e que podem ser um conforto para quem está enlutado nesse momento e gostaria de ter maior certeza de que a vida continua sempre e de que os mortos queridos permanecem em ligação conosco, pelos laços eternos do amor.

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020

Lançamento do livro de Carlos Antonio Fragoso Guimarães: Carl Gustav Jung e os Fenômenos Psíquicos





Sinopse: Carl Gustav Jung tem um lugar proeminente, figurando ao lado de Freud, nas origens da psicoterapia psicanalítica. O que a maioria ignora são suas relações profundas e diversificadas com o mundo dos fenômenos psíquicos, ditos paranormais, que compareceram em profusão ao longo de toda sua vida, com raízes em sua família, e perpassam suas vivências, pesquisas e reflexões.

Esta obra, de feição biográfica, é um detalhado registro de todas as ligações de Jung, ao longo da vida, com o universo dos fenômenos psi – cuja existência sempre o atraiu e foi um dos dois motivos capitais de sua divergência e afinal distanciamento de Freud, que se negava a admitir sequer a pesquisa deles.

Entre os temas abordados, as ocorrências de fenômenos psíquicos na família Jung, suas experiências com os fenômenos paranormais, sozinho ou com outros psiquiatras, suas relações com os pesquisadores da parapsicologia, como o dr. Joseph B. Rhine, da Universidade de Duke, o dr. Willian James, considerado o pai da psicologia moderna, e os diversificados fenômenos que pontuaram a trajetória de Jung, merecendo-lhe profundas reflexões, orientando a direção de suas pesquisas e comparecendo de variadas formas em sua obra e na construção de suas teorias sobre o mundo da psique humana.

Nenhuma análise da obra e postulados de Jung será completa sem esta visão do universo dos fenômenos psi, que figuram nas raízes de sua visão de mundo, da qual a presente obra faz uma abordagem ampla, detalhada e fascinante, lastreada em sólida documentação.´

Site para compra on-line pela editora:


 https://edconhecimento.lojavirtualfc.com.br/prod,idloja,959,idproduto,6685847,origem=emailmkt



quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

O estranho mundo crepuscular que envolve os vivos em "O Fantasma da Sicília", por Wilson Roberto Vieira Ferreira


Em 1993 um jovem de 14 anos foi sequestrado pela Máfia siciliana como resposta ao seu pai, ex-membro da organização criminosa, que passou a delatar companheiros para a polícia. “O Fantasma da Sicília” (“Sicilian Ghost Story”, 2017) traz ao cinema essa história de uma forma inusitada, misturando a realidade brutal com fantasia onírica: elementos de romance adolescente, psicodrama gótico, fantástico e suspense político. A namorada do jovem estranha porque todos naquele vilarejo (da polícia local aos colegas de escola) são complacentes com o sequestro. Então ela passa a procura-lo não só no mundo físico, mas também com os olhos da mente. “O Fantasma da Sicília” abre para o espectador um estranho mundo crepuscular que envolve o mundo dos vivos: onde o mundo onírico se encontra com o plano astral. 



Há um mundo crepuscular no qual o mundo físico se encontra com o psíquico e com o astral ou espiritual – pós morte, como queiram. Dada uma conjunção de predisposição psíquica, personalidade e adversidades, qualquer um pode contatar essa dimensão repleta de sincronicidades, arquétipos, formas pensamento além de, claro, humanos mortos ou em projeção astral. 
Este Cinegnose já analisou vários filmes ambientados nesse mundo crepuscular: Donnie Darko (2001), Sonhando Acordado (2006), Ink (2009), Branded (2012), a série American Gods (2017-), The Frame (2014), entre outros – veja links ao final dessa postagem.
Mas nada parecido como o filme italiano O Fantasma da Sicília (Sicilian Ghost Story, 2017), uma narrativa que combina elementos de romance adolescente, psicodrama gótico, fantástico e suspense político. 
Uma estória vagamente baseada no caso real ocorrido em 1993 sobre um jovem chamado Giuseppe Di Matteo, cujo pai ex-membro da máfia siciliana, começou a delatar seus antigos colegas à polícia. A Máfia reagiu sequestrando Giuseppe e mantendo-o em cativeiro por quase 800 dias.
Os diretores e roteiristas Fabio Grassadonia e Antonio Piazza contam o drama de Giuseppe sob a perspectiva de uma adolescente, colega do jovem e apaixonada por ele. Ela tem dons artísticos com uma imaginação vívida, um comportamento disfuncional e contestador e uma incorrigível tendência de sonhar acordada.

Em outros termos, O Fantasma de Sicília é o encontro de um Conto Fantástico sobre um primeiro amor com um caso real de crime. Um mix de natural e sobrenatural, fantasia e realidade.
Tudo se passa num bucólico e aparentemente pacífico vilarejo siciliano, Sul da Itália: florestas com árvores frondosas, pacíficos lagos e a presença de animais, como uma onipresente coruja que parece observar a todas atribulações humanas.


Há uma realidade mágica circundante, um crime cometido pela Máfia. Mas também um sombrio pacto tanto da polícia local quando dos moradores com a Máfia – tentam ignorar o sequestro, enquanto a jovem apaixonada pelo seu primeiro amor tenta encontra-lo a todo custo.
Também uma estória de inconformismo tanto político como familiar – o próprio preconceito da sua mãe com o Sul italiano.
O Fantasma da Sicília consegue amarrar todos esses diferentes temas, do plano físico ao plano astral.

O Filme

Luna (Julia Jedilowska) é obcecada pelo seu bonito namorado, o jovem Giuseppe (Gaetano Fernandez) da maneira como todos os adolescentes tendem a ficar obcecados. Ela é atraída pela sua aparência arrojada, hipnotizada pelo seu comportamento encantador.
Os pais de Luna, e principalmente a mãe Loredana (Corinne Musallari), mandam ela se afastar de Giuseppe – há algum problema com a família dele envolvendo violência e assassinatos, embora seja uma família rica e com influência local.
Nas cenas iniciais juntos, Giuseppe parece algo intocável, entre um serafim ou uma fada, ao mesmo tempo perto e inacessível. Diferente da visão tradicional, Sicília no filme é mostrada mística, fria e fabulesca: borboletas voam para as mãos de Giuseppe, animais circundam o jovem casal na floresta. Um interlúdio lírico para algo terrível que está por vir.


Está claro que se criou uma relação onde o amor transcendeu para o espiritual. Por isso, para Luna pouco importa quem Giuseppe realmente é.
De um dia para outro, Giuseppe deixa de frequentar a escola. Preocupada, Luna não recebe respostas satisfatórias da família sobre seu paradeiro. Aos poucos, Luna vai percebendo que há algum tipo de cumplicidade de todo aquele vilarejo - simplesmente os professores, polícia e outros colegas da escola estão pouco preocupados com o sumiço de Giuseppe.
Sem a realidade dar uma resposta satisfatória do desaparecimento, a imaginação de Luna começa a assumir totalmente o controle e ela mergulha em um mundo onírico que mistura a realidade com a fantasia que atormenta mas, ao mesmo tempo, mantém a esperança viva.
Luna percebe que as pessoas criam obstáculos e estratagemas e se vê como a única no local a se importar se Giuseppe está vivo ou morto, a única que ousa entrar na escuridão em busca da mais tênue luz.

Símbolos crepusculares: a Lua e a coruja

O que segue na estória é menos um encadeamento lógico de eventos do que encontros evocativos em algum lugar entre os sonhos e um plano astral – em muitos momentos, Giuseppe no cativeiro vê-se a si próprio, como se o espírito apaixonado ainda tivesse esperanças, enquanto seu corpo enfraquecido jaz inerte na cama do cativeiro.


O filme é hábil em costurar sequências de horror, fantástico e lirismo com momentos de forte comentário social – como a da mãe de Luna obcecada por disciplina, organização e pureza – tranca-se regulamente numa sauna seca no porão da casa para “se purificar”. Na verdade, ela quer pegar sua filha e marido e mudar-se para o Norte do país para fugir daquele lugar infeliz: uma referência ao secular preconceito do Norte italiano industrializado contra o Sul “atrasado”. Como no Brasil, o “Sul maravilha” contra o Nordeste “ignorante”.
A dupla de diretores-roteiristas também explora bastante os simbolismo narrativos. Dois símbolos fazem a mediação entre o mundo físico e o crepuscular: a Lua e a coruja. Luna (Lua) é o nome da jovem protagonista inconformada com a cumplacência de toda aquela comunidade com a Máfia – a polícia é apática e outras crianças da escola acham que Giuseppe recebeu o que merecia. 


Dois símbolos crepusculares. Nesse universo arquetípico a Lua tem um duplo simbolismo: o feminino e da passagem da vida para a morte. Por atravessar fases diferentes, expressa os ritmos biológicos de transformação, crescimento, fecundidade, renovação. 
E também da passagem para a morte como um renascimento: ela parece que desapareceu e está morta. Para depois reaparecer e crescer em brilho.
Conectada com a coruja, a guardiã desse mundo crepuscular. Em O Fantasma da Sicília, as cenas são pontuadas pela onisciente coruja que parece observar as adversidades humanas. Ave noturna conectada com a Lua em diversas culturas, além da associação com a sabedoria. Mas uma sabedoria especial: a clarividência – a capacidade de ver os dois mundos, o físico e o dos mortos.
A grande virtude de O Fantasma da Sicília e conseguir juntar de forma delicada o realismo brutal e a fantasia onírica. Luna não está apenas à procura do garoto desaparecido no mundo físico: está à procura também com os olhos da mente – sonhos, devaneios e vislumbres dessa realidade crepuscular que envolve o nosso mundo.


Ficha Técnica 

Título: O Fantasma da Sicília
Diretor: Fabio Grassadonia e Antonio Piazza
Roteiro: Fabio Grassadonia e Antonio Piazza
Elenco: Julia Jedlikowska, Gaetano Fernandez, Corinne Mussilari, Andrea Falzoni, Lorenzo Curcio
Produção: Cristaldi Pictures, Indigo Film
Distribuição: Pandora Filmes
Ano: 2017
País: Itália, França

Postagens Relacionadas










quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Dr. Gary Schwatz, professor de Psicologia e Neuropíscologia, formado também em Física, fala sobre a sua pesquisa sobre Mediunidade e a sobrevivência post-Mortem



Do Canal Spirit Connecitions (com legendas em Português e apresentação de Luis Sérgio Marotta):


texto de apresentação do Canal Spirit Connections sobre o Dr. Gary Schwartz:

O dr. Gary Schwartz é formado em Harvard. É professor de psicologia, medicina, neurologia, psiquiatria e cirurgia. Ele fala sobre suas pesquisas de ponta em mediunidade. Sua apresentação foi no 4º Congresso Médico Espírita dos Estados Unidos Dr. Gary Shwartz, from Harvard, is a professor of psychology, medicine, neurology, psychiatry, and surgery, and he will speak about his experiments on mediumship. His speech took place at the 4th U.S. Spiritist Medical Congress. Spiritist Network Site: www.spiritistnetwork.com

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Da BBC: CIA libera 13 milhões de documentos secretos que incluem relatos sobre óvnis e experiências psíquicas


BBC:


Símbolo da CIADireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionO arquivo da CIA agora pode ser analisado por qualquer um, e a qualquer hora

A CIA, a agência de inteligência dos Estados Unidos, liberou para o acesso público cerca de 13 milhões de documentos secretos.
Os documentos foram liberados na internet nesta quarta-feira depois de muita pressão de defensores das leis de liberdade de informação e de um processo contra a agência.
Entre os documentos estão comunicados internos, pesquisas, relatos de avistamentos de óvnis e até mesmo experiências psíquicas.
Trata-se de quase 800 mil arquivos, que totalizam 13 milhões de páginas - eles podem ser acessados aqui.
Entre os documentos estão registros de Henry Kissinger, secretário de Estado americano durante os mandatos dos presidentes Richard Nixon e Gerald Ford, além de centenas de milhares de páginas de análises de informações secretas e pesquisas científicas.

Stargate

Entre os registros considerados mais "exóticos" estão os documentos do chamado programa Stargate, que analisava poderes psíquicos e percepções extrassensoriais.
Nesses documentos estão incluídos os testes feitos para analisar as habilidades psíquicas de Uri Geller em 1973, quando ele já era famoso por apresentações demonstrando seus "poderes".

Os testes psíquicos de Uri GellerDireito de imagemCIA
Image captionNos documentos disponibilizados pela CIA estão detalhes dos resultados de testes realizados em Uri Geller, nos quais ele tentou copiar desenhos feitos por pesquisadores em outra sala

Os memorandos detalham como Geller conseguiu reproduzir em parte figuras que foram desenhadas por outras pessoas em uma sala separada de onde ele estava.
Ele reproduziu os desenhos com graus variáveis de precisão - em algumas vezes, replicando o que estava sendo criado por outras pessoas.
Isso levou os pesquisadores a escrever que Geller "demonstrou sua habilidade perceptiva paranormal de uma forma convincente e sem ambiguidade".
Os documentos também incluem uma série de relatos de avistamento de discos voadores e os recibos de compra de tinta invisível.

Acesso difícil

Boa parte das informações liberadas já podia ser acessada pelo público desde o meio da década de 1990, mas de uma forma muito difícil.
Os documentos só estavam disponíveis a partir de computadores localizados nos fundos de uma biblioteca nos Arquivos Nacionais, em Maryland. E a consulta só podia entre as 9h e as 16h30.

Representação de discos voadoresDireito de imagemSCIENCE PHOTO LIBRARY
Image captionRelatos de óvnis também estão inclusos nos documentos divulgados

O grupo sem fins lucrativos MuckRock, defensor da liberdade de informação, processou a CIA para obrigar o serviço secreto a disponibilizar a coleção de documentos online, um procedimento que demorou mais de dois anos.
Ao mesmo tempo, o jornalista Mike Best usou outra estratégia para pressionar a agência.
Por meio de crowdfunding ("vaquinha virtual"), Best conseguiu US$ 15 mil (mais de R$ 48 mil) para visitar o local, imprimir esses arquivos e então divulgá-los para o público, um por um.
Em sua página de crowdfunding, Best explica que o orçamento para o projeto foi relativamente pequeno porque a "CIA está reembolsando os Arquivos Nacionais pelo custo do papel e da tinta - a impressão dos documentos é de graça".
"Ao escanear e imprimir os arquivos às custas da CIA, consegui começar a torná-los disponíveis para o público e dar à agência um incentivo financeiro para simplesmente colocar o banco de dados online", escreveu o jornalista em um blog.

Notícias relacionadas

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Sobre a magia e a quase-profundidade do filme "Doutor Estranho", por Carlos Antonio Fragoso Guimarães




Texto de Carlos Antonio Fragoso Guimarães

 Sim, é verdade: dos filmes de "heróis" dos quadrinhos que vem populando as telas de cinema e vídeo nos últimos tempos, Doutor Estranho é, sem dúvida, o que se destaca por estar acima do padrão de meras pancadas, simulação de videogames e/ou de um discurso pseudo-civilizacional que encobre um convite ao conformismo e à submissão às "autoridades" e governos, alegorias do Império atual a dominar o planeta (não que este convite ao conformismo do "mundo como ele é" e sua "ordem" não esteja presente em "Doutor Estranho", pois está, e bem claramente), mas além disto, bem ou mal - talvez mal em certa forma - apresentam-se alguns elementos de reflexão ou, ao menos, de contato com formas diferentes de pensar que geralmente são desconhecidas do grande público.

 A obra é um misto de entretenimento projetado para um mercado específico, o público jovem, mas, de algum modo, consegue, ao menos em parte, atingir um público mais amplo e menos afeito às produções convencionais do gênero "cinema de ação", tipo heróis da Marvel e DC Comics adaptados ao cinema.

  O próprio personagem, o "Dr Estranho" (interpretado pela revelação Benedict Cumbembacht, o Alan Turing de O Jogo da Imitação), é um híbrido entre o tradicional e o quase-anti-convencional: um médico bem sucedido, rico e arrogante, mas inteligente, sofre um acidente que o impede de fazer cirurgias e o leva, por desespero ante seu status de estrela médica estar ameaçada e ao fracasso das terapias e pesquisas científicas convencionais e já praticamente reduzido à miséria, ao contato com a filosofia espiritualista do oriente, mas também do ocidente (sua mentora nesta jornada, a Anciã interpretada pela competente Tilda Swinton de As Crônicas de Nárnia, é uma mistura de maga celta e monge budista), com referências à parapsicologia (experiências fora do corpo e EQMs - Experiência de Quase Morte são apresentadas no filme), à Cosmologia (Criação, mundos, limites do tempo e do espaço) e da Física moderna (o tempo, a relatividade). Este é o ponto forte e não convencional do filme.

  As cenas de desdobramento do espírito fora do corpo e o impacto na visão mecanicista e materialista do Doutor Strange são as mais interessantes partes do filme, ao menos para mim. Mas é a partir dai que o que poderia ser um filme ainda mais revolucionário pela profundidade cai, apesar de seu enredo envolvente, novamente nos padrões e clichês convencionais de Hollywood: enquanto que filosofias e doutrinas como o budismo e o espiritismo propõe uma evolução do espírito que venha a modificar a humanidade, seu tempo e espaço (escapando da "Roda da Sansara", para o Budismo; evoluindo de um mundo de "Expiação e provas" para um de "Regeneração", para o Espiritismo), o herói do filme vai lutar para manter a "Ordem" e o "tempo atual" na Terra.... Paradoxalmente, quem se propõe a romper com os grilhões do tempo-espaço (ou do status quo) são exatamente os "vilões" do enredo,  chamados de "FANÁTICOS" (referência direita ao atuais "inimigos" da civilização, na ótica americana: os fundamentalistas "de lá"), liderados pelo personagem Kaecilius (o excelente ator sueco-dinamarquês Mads Mikkelsen, de O Amante da Rainha) envolvidos com a - para os criadores do roteiro que parecem ter confundido budismo com escapismo - "Dimensão Negra": em outras palavras, temos aqui a velha máxima do Império de que se deve manter a "Ordem" contra qualquer tipo de questionamento da mesma. Como não poderia deixar de ser, na sociedade americana o espiritual, o sagrado e o profundo se transformam em elementos estilizados de comportamento e consumo.

 Doutor Estranho é um bom filme para entretenimento e, em alguns pontos, chega a ser mais do que isso. A versão em 3D é realmente de encher os olhos, mas ele ficará ainda melhor se devidamente visto a partir de um olhar crítico aos clichês e discurso ideológico implícito em suas cenas e em seu enredo. É um contrapeso a um filme mais inteligente e mais crítico como o excelente e impactante filme Snowden, de Oliver Stone que, claro, entre os jovens e boa parte dos adultos da era do coxismo retumbante não terá a mesma reprercussão

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Panorâmica da História dos fenômenos psíquicos, espíritas e Psi


  Apresentamos aqui alguns dos slides e algumas reflexões a partir de nossa apresentação, em novembro e dezembro de 2015, do histórico (geral) das pesquisas psíquicas e espíritas, apresentado junto à Associação Caminho da Paz, em conjunto com a ASSEPE, Associação de Estudos e Pesquisas Psíquicas da Paraíba. Neste momento, apresentaremos o estudo até o ponto das pesquisas de William Crawford (posteriormente apresentaremos os demais slides com pesquisa de 1880 até os dias atuais). - Carlos Antonio Fragoso Guimarães



  Iniciamos nossa apresentação - que focaria mais os estudos científicos realizados a partir da segunda metade do século XIX - com alguns dos registros históricos de relatos e ocorrências de cunho psíquico ou mediúnico (que alguns hoje denominam "anomalisticos", no sentido de diferente de que escapam ao paradigma dominante, mas que não são necessariamente "anormais". C..f.  Cardeña, Lynn & Kripnner, 2013 e Charles Richet, 2013) que, a rigor, ocorreram em todas as culturas e em todos os tempos. 

   O pesquisador, fisiologista e filósofo Charles Richet (1850-1935), Prêmio Nobel de Medicina em 1913, cita este período como "Mítico" em seu Tratado de Metapsíquica, devido ao fato de não terem esses casos sido objeto de um estudo aprofundado, científico, tal como entendemos hoje. Devido à extensão  do material existente (imenso), fizemos alguns recortes para apresentar apenas alguns casos antigos, à guisa de exemplo. Citamos, portanto, dentre vários possíveis de serem apresentados, os casos da "Pitonisa de En-Dor", citado no Antigo Testamento, e o caso do "gênio", ou "guia", de Sócrates, citado por Platão e Xenofonte em suas obras sobre seu mentor, o filósofo ateniense Sócrates.


 Seguimos nossa panorâmica apresentando, seguindo a classificação de Richet, o chamado período Magnético (dos primórdios do estudo com a hipnose e a sugestão), que vai de 1775 a 1848, e que é calcado no estudo do transe hipnótico, da sugestão hipnótica e seus efeitos, a partir dos trabalhos controversos (ou talvez mal interpretado) do médico austríaco Anton von Mesmer (1734-1815), mais tarde melhor aprofundadas por pesquisadores como Ambroise Liebaut (1823-1904) e Jean-Martin Charcot (1825-1893). 

 Alguns pacientes sonambúlicos (ou seja, pessoas susceptíveis de entrar em sono hipnótico) apresentavam capacidades "estranhas", como a de ver acontecimentos á distância (clarividência ou visão remota) e de ver espíritos. Quase que totalmente no mesmo período, com a maior liberdade das amarras clericais, certos sensitivos notáveis, como o diplomata, filósofo e escritor Emanuel Swendebourg (1688-1772), na Suécia, ou a Vidente de Prevorst, como ficou conhecida Fredericka Hauffe (1801-1829), médium extraordinária, que foi estudada pelo médico e poeta alemão Justinos Kerner (1786-1862), entre outros eventos, começaram a mostrar a existência de uma realidade mais profunda e espiritual que a dada pela vã filosofia e conhecimentos existentes.... Este período corresponde ao inícios de estudos mais sistemáticos e mais controlados de certos fenômenos diferenciais, mas não anormais, envolvendo capacidades psíquicas próprias de certas pessoas (capacidades anímicas ou de Percepção Extra Sensoria, PES), de psicocinese e de percepção e transmissão de mensagens de consciências sem corpos (mortos) (C.f. Guimarães, 2004).


  Seguindo a evolução histórica e os acontecimentos que levariam a um estudo mais sistematizados dos fenômenos Psi, adentramos no chamado Período Espírita (1848-1870), que se inicia com o famoso ( e, como seria de esperar, controvertido ) caso das irmãs Fox, em Hydesville, Nova York, em março de 1848 (para um estudo mais aprofundado do episódio das irmãs Fox e, em particular, da controvérsia no final de suas carreiras, leia o artigo do Prof. Jáder Sampaio intitulado As Irmãs Foz, Conan Doyle e o Espiritismo Brasileiro e também, Richet, 2013, e Conan Doyle, 1996) passando pela importante organização e teorização do Espiritismo e da Mediunidade efetuada por Allan Kardec (1804-1869) até o início das pesquisas de William Crookes, que dão início ao período científico.



 Concomitantemente ao desenvolvimento do Spiritualism, nos Estados Unidos e Inglaterra, e do Espiritismo, na França, um verdadeiro surto de "fenômenos anômalos" varreu o mundo entre 1850 a 1900. O mais popular destes foi o das chamadas Mesas Girantes, ou seja, mesas que se moviam, algumas vezes se erguiam chegando a "flutuar" no ar por alguns instantes, aparentemente sem que ninguém participasse dos mesmos. Fenômenos deste tipo, envolvendo Psicocinese, chamou a atenção de vários pesquisadores. Para um melhor entendimento, antes de prosseguirmos, é aconselhável que se veja o seguinte vídeo, feito pela BBC de Londres, denominado Sciente and Sèances (Ciência e Sessões Espíritas), documentário que faz um levantamento histórico do espiritismo e das pesquisas psíquicas desde as irmãs Foz até os atuais estudos em transcomunicação instrumental.




Fotos de alguns dos maiores médiuns de fins do século XIX e inícios do século XX: Daniel Dunglas Home, as irmãs Fox (Kate, Leah e Margareth), Eusápia Paladino, Kathleen Golingher e Leonora Piper






  Algumas das fotos batidas por Crookes em seu laboratório, e com a presença de colegas da Royal Society, do fantasma materializado de Katie King estão apresentadas abaixo:

 Demos prosseguimento em nossa apresentação panorâmica da História das Pesquisas Psíquicas apresentando, em seguida, os experimentos do astrônome e físico suíço-germânico Johann Friedrich Zöellner (1834-1882) com vários médiuns, destacando o norte-americano Henry Slade (1835-1905):

O testemunho de Gustav Fechner

•  “Estou convencido da realidade dos fatos observados, excluindo-se totalmente o engano e a prestidigitação.”

  O catedrático Fichte, de Stuttgart, e o Professor Ulrici, de Halle, também aprovaram os experimentos, que, depois, foram confirmados em uma declaração jurada de Bellachine, prestidigitador profissional, ente o tribunal de Justiça de Berlim.

A Teoria e uma Quarta Dimensão dos Espíritos empolga dois famosos astrônomos

Sobre a teoria de Zöellner, Giovanni Schiaparelli escreveu uma carta a Camille Flammarion dizendo:


  “É o mais engenhoso que provavelmente poderia ser imaginado. Segundo esta teoria, os fenômenos mediúnicos perderiam o caráter místico que desconcerta e passariam ao dominio da física ordinaria e da filosofia. Eles conduziriam a uma vasta extensão das ciências, uma extensão tal que seu autor mereceria ser colocado ao lado de Galileu e de Newton. Lamentavemente as experiencias de Zöellner foram feitas com médiuns de pobre reputação.”

Pesquisas de Zöellner com outros médiuns

• Depois que Zöellner fizera suas sesões com Slade, teve ele outras experiências mais interessantes com Mme. D’Esperance. Em março de 1880, o Baron von Hoffman contratou o médium William Eglinton para dar 25 sessões a Zöellner.
 Ele estava bastante satisfeito com o resultado e tinha a intenção de escrever outro livro com suas experiências, mas, em parte devido aos ataques que sofreu, ele morreu antes de fazê-lo.

A infame “Seybert Commission


        De acordo com Andrade (2001) e Fodor (1974),

•    Um espiritualista da Filadélfia deixou US$ 60.000,00 à Universidade da Pensilvânia para que esta formasse uma cátedra para os estudos psíquicos. Mas os responsáveis pela “cátedra” eram resistentes aos fenômenos e nas poucas vezes que se voltou para o mesmo, o fez com má fé e descuido, sem nenhum preparo, com preconceitos rigidamente pré-estabelecidos. (Algo parecido ocorreria décadas depois, já no século XX, quando o fundador da Xerox deixou uma pequena fortuna para a Universidade de Virgínia. Só que desta vez, especialmente devido aos esforços do psiquiatra Ian Stevenson, que conseguiu-se coletar, analisar e publicar um número imenso de casos paranormais, especialmente o de crianças que se recordavam espontaneamente de vivências que pareciam ser de uma vida passada, de modo sistematico, imparcial e coerente. Assim, em Virgínia, o dinheiro e as pesquisas estiveram coerentemente associadas)


• Preferiram, de acordo com suas posições à priorísticas, tentar “desmascarar médiuns” a fazer um estudo imparcial dos fenômenos. Partiram, portanto, no encalço de Slade. Na ocasião (1881), Slade já tinha praticamente exaurido suas capacidades mediúnicas e produzia bem menos do que conseguia quatro anos antes.


• Para justificar suas ações, o pessoal da Pensilvânia buscou, a todo custo, justificar o dinheiro deixado fazendo-se de “desmascaradores do espiritismo”.


Slade foi mais uma vez acusado de fraude e, com isto, também a reputação de Zöellner foi atingida. Isto foi o suficiente para que deu os céticos alemães passassem a atacar todo o seu laborioso trabalho. Como relata Nador Fordor, o que houve foi uma “verdadeira caça às bruxas”. Antigos colaboradores de Zöellner, à exceção de Weber, foram habilmente levados a expressarem opiniões dúbias. Fechner foi acusado de estar parcialmente cego na ocasião dos experimentos, o mesmo sendo dito de Schneiber. Já Weber foi tachado de “ancião” e não sabedor da deficiência de seus companheiros.

         Zöellner foi acusado ter “problemas emocionais” no tempo de suas pesquisas. Se isso fosse verdade, ele não teria mantido sua cátedra até a sua morte. Mas parte de seu trabalho acadêmico acabou por ser visto também sob suspeita. Abatido e solitário, o físico teve um derrame fulminante aos 47 anos.

        Henry Slade, desmoralizado e perseguido, acabou seus dias como alcoólatra. Faleceu em um sanatório em 1905.


        Hoje Zöellner vem sendo reabilitado pela comunidade científica. Uma cratera na lua tem o seu nome...

William Jackson Crawford, Kathleen Goligher e a “Mecânica Psíquica”


   
        William Jackson Crawford nasceu na Irlanda, em 1881, e faleceu igualmente na Irlanda, em 30/7/1920. Foi professor de Engenharia Mecânica da Universidade Queen's de Belfast, na Irlanda.

       Contribuiu com à metapsíquica em pesquisas que se destacaram em três aspectos:

       Experimentação com aparelhos sobre os efeitos físicos, sua descrição e representação gráfica; 

       Desenvolvimento de uma hipótese sobre a levitação das mesas e o fenômeno dos “raps”,

       O estabelecimento de uma teoria sobre o ectoplasma.

 Kathleen Goligher


     
       Kathleen Goligher  (1898-?) era a caçula 
      de uma família modesta. Notabilizou-se por fenômenos de efeitos físicos, 
      especialmente ectoplasmias e psicocinesia.



      Crawford, através de experimentos em sessões controladas, demonstrou que ,  durante materializações, o peso do médium pode baixar de vários gramas a mesmo alguns quilos, em concordância com o que a literatura da área já havia demonstrado.   
 
       Afirmou, ainda, que todas as manifestações físicas dos seus médiuns tais como levitação de mesas, movimentação de objetos etc., eram conseguidas através de construções ectoplásmicas.

       No seu livro Psychic Strutures, ele apresenta fotografias do ectoplasma em ação levantando mesas. Segundo Crawford, o ectoplasma é a mais proteica e lipídica das substâncias exteriorizadas por médiuns e pode manifestar-se de muitas maneiras e com propriedades mecânicas variadas.
        Tudo isso foi demonstrado numa importante série de experiências de 1914 a 1920, com a médium Kathleen Goligher.

Bibliografia sugerida:

ANDRADE, Hernani Guimarães (2002): Parapsicologia, Uma visão panorâmica. Editora FE, Bauru, São Paulo.

CARDEÑA, Etzel; LYNN, Steven & KRIPPNER, Stanley (orgs.) (2013): As Variedades da Experiência Anômala. Editora Atheneu, São Paulo.

DOYLE, Sir Arthur Conan (1996). História do Espiritismo.
 Editora Pensamento, São Paulo.

FODOR, Nador (1974): Encyclopaedia of Psychic Science, University Books

GAULD, Alan (1986): Mediunidade e Sobrevivência: Um Século de Investigações. Editora Clutrix/Pensamento. São Paulo.

GUIMARÃES, Carlos Antonio Fragoso (2004): Evidências da Sobrevivência. Editora Madras, São Paulo.