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terça-feira, 19 de novembro de 2024

Operação da PF mira Kids Pretos que planejaram emboscada contra Moraes, Lula e Alckmin

 

PF prendeu o general Mário Fernandes, ex chefe-substituto da Secretária-geral da Presidência no governo Bolsonaro


Polícia Federal no Distrito Federal. | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Jornal GGN:

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta terça-feira (19), uma operação de busca e apreensão contra militares do grupo “Kids Pretos”, investigados por um plano de emboscada orquestrado contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Conforme noticiado pelo GGN, Moraes foi minuciosamente monitorado pelo grupo como parte dos preparativos para a tentativa de golpe de Estado após a derrota de Jair Bolsonaro (PL) nas urnas em 2022. 

Ao todo, a “Operação Contragolpe” cumpre cinco mandados de prisão preventiva, três de busca e apreensão, além de outras 15 medidas cautelares nos estados do Rio de Janeiro, Goiás, Amazonas e também no Distrito Federal.

Detalhes da investigação


Segundo a PF, o tal plano dos Kids Pretos, apelido dado aos militares que se formam no curso de Operações Especiais do Exército Brasileiro, foi batizado como “Punhal Verde e Amarelo”. Além das ações contra Moraes, o plano ainda incluía a execução do presidente Lula (PT) e do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSDB).

Em novembro de 2022, os militares teriam feito uma reunião em Brasília para discutir os detalhes do tal plano, desde os recursos bélicos e de pessoal necessários para executar as ações, até a criação de um “Gabinete Institucional de Gestão de Crise” para lidar com as possíveis repercussões institucionais dos crimes.

Todas essas informações e provas foram recolhidas em computadores e celulares apreendidos pela PF durante e após a Operação Tempus Veritatis. Mensagens também foram recuperadas no celular do tenente-coronel Mauro Cid, que fez um acordo de delação premiada com a corporação. 

Alvos da PF

Hoje, um dos alvos dos mandados de prisão foi o general Mário Fernandes, ex chefe-substituto da Secretária-geral da Presidência, durante o governo Bolsonaro. Atualmente ele estava lotado como assessor no gabinete de Eduardo Pazuello (PL-RJ), ex-ministro da Saúde.

Fernandes seria a peça-central da atuação dos Kids Pretos no plano. Isso porque, antes de assumir o cargo no governo Bolsonaro, ele chefiava o Comando de Operações Especiais, em Goiânia, uma das unidades em que os Kids Pretos atuam. 

Um dos indícios sobre o papel de Fernandes no plano de emboscada é um áudio. A gravação foi encaminhada pelo coronel Hélcio Franco ao ex-militar Ailton Barros, ambos envolvidos no caso.

Quem tem a tropa na mão é o comandante de Operações Especiais. Por exemplo: o comandante deu a ordem, né? Tem que ver esse fenômeno aí do que é a tropa na mão, né? De qualquer forma, eu acho melhor coordenar esse assunto com o Mário, tá? Eu já falei pro Borges que eu não tenho contato com o Mário, e acho que o Borges deve encaminhar esse assunto pro Mário, que é a minha sugestão”, diz o áudio.

Também são alvos dos pedidos de prisão o tenente-coronel Hélio Ferreira Lima, os majores Rafael Martins de Oliveira e Rodrigo Bezerra de Azevedo, além do policial federal Wladimir Matos Soares.

Leia também:

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2024

Em vídeo encontrado em computador de Mauro Cid, o ex-presidente, hoje inelegível, Jair Bolsonaro exige reação golpista antes das eleições de 2022

 

Do Cortes 247:

Uma reunião ministerial realizada em 5 de julho de 2022, comandada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, veio à tona como evidência de uma ação golpista, conforme revela um vídeo obtido pela Polícia Federal. No encontro, o então presidente instou seus ministros a agirem antes das eleições, alertando que se esperassem para reagir, o Brasil enfrentaria um caos. As imagens, que captam mais de uma hora do encontro, destacam Bolsonaro em um estado visivelmente alterado, lançando ataques a seu então adversário Luiz Inácio Lula da Silva e a membros do Supremo Tribunal Federal, incluindo Alexandre de Moraes, Edson Fachin e Luís Roberto Barroso. Confira.



Tempus Veritatis: Investigação de golpe chega, com provas, a Bolsonaro e militares conspiradores

 

A atuação dos militares contra as urnas eletrônicas e articulação com ministros e membros do governo Bolsonaro foram antecipadas pelo GGN


Do Jornal GGN:


Foto: Marcos Corrêa/PR

Publicado em 


A Operação Tempus Veritatis, deflagrada nesta quinta-feira (08), mira Jair Bolsonaro, ex-membros do governo, aliados e militares por tentativa de golpe de Estado para manter o ex-presidente no poder.

Jair Bolsonaro também foi alvo da Operação. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), mandou o ex-presidente entregar o passaporte em até 24h e sua casa em Angra dos Reis foi alvo de busca e apreensão.

A Operação de hoje é a que investiga núcleos de atuação para disseminar fraudes nas urnas, antes mesmo das eleições presidenciais, para inviabilizar o pleito de 2022. O GGN antecipou a atuação militar e dos membros do governo Bolsonaro em reportagens do especial Xadrez da Ultradireita.

Relembre algumas das reportagens que antecipavam as descobertas da PF:

Os alvos desta Operação

A Operação deflagrada hoje tem como base a delação premiada do ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, Mauro Cid, que trouxe informações sobre as articulações do governo anterior para anular as eleições ou tentativa de golpe.

Nesta manhã, Bolsonaro estava na casa de veraneio em Mambucaba, Angra, quando os mandados foram cumpridos. Dois ex-assessores diretos de Bolsonaro foram presos: Filipe Martins, que era assessor seu especial, e Marcelo Câmara, coronel do Exército e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.

Além deles, foram emitidos mais dois mandados de prisão: contra Rafael Martins, major das Forças Especiais do Exército, e Bernardo Romão Corrêa Netto, coronel do Exército.

Também foram cumpridos 33 mandados de busca e apreensão e 48 medidas cautelares.

Foram alvos destes mandados o próprio ex-presidente; o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, o ex-ministro da Defesa Braga Netto; o ex-ministro do GSI Augusto Heleno; o ex-ministro da Justiça Anderson Torres; o ex-comandante do Exército Paulo Sérgio Nogueira, entre outros.

Também foram alvos os bolsonaristas Tércio Arnaud Thomaz, ex-assessor de Bolsonaro e que deve o celular apreendido; Amauri Feres Saad, advogado citado como “mentor” da minuta de golpe encontrada na casa de Anderson Torres; Eder Lindsay Magalhães Balbino, que teria montado o falso dossiê de fraude nas urnas.

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2024

Um dos alvos da PF, padre bolsonarista ultrareacionário e contra o Papa Francisco seria integrante do núcleo jurídico da tentativa de golpe

 

Investigações apontam que José Eduardo de Oliveira e Silva participou, em novembro de 2022, de reunião no Palácio do Planalto

Do iclnoticias.com.br

    Foto: reprodução redes sociais

O padre José Eduardo de Oliveira e Silva, da Diocese de Osasco, na Grande São Paulo, foi um dos alvos da Operação Tempus Veritatis, deflagrada na manhã desta quinta-feira (8) pela Polícia Federal. Segundo as investigações da PF, o religioso seria um dos cinco integrantes do núcleo jurídico do esquema que teria atuado na tentativa de um golpe de Estado.

De acordo com o G1, na decisão do ministro Alexandre de Moraes, do SFT, que autorizou a megaoperação, José Eduardo de Oliveira e Silva atuaria no “assessoramento e elaboração de minutas de decretos com fundamentação jurídica e doutrinária que atendessem aos interesses golpistas do grupo investigado”.

As investigações da PF apontaram que o padre participaria do núcleo jurídico, juntamente com Filipe Martins, ex-assessor especial de Bolsonaro; Anderson Torres, ex-ministro da Justiça; Amauri Feres Saad, advogado citado na CPI dos Atos Golpistas como “mentor intelectual” da minuta do golpe encontrada com Anderson Torres; e Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente.

Segundo a PF, o padre participou de uma reunião, no dia 19 de novembro de 2022, com Filipe Martins e Amauri Feres Saad, conforme indicam os controles de entrada e saída do Palácio do Planalto.

“Como apontado pela autoridade policial, ‘José Eduardo possui um site com seu nome no qual foi possível verificar diversos vínculos com pessoas e empresas já investigados em inquéritos correlacionados à produção e divulgação de notícias falsas’”, diz a decisão de Alexandre de Moraes.

José Eduardo de Oliveira e Silva foi alvo de mandado de busca e apreensão e terá que cumprir medidas cautelares. Segundo a decisão do ministro Alexandre de Moraes, o padre está proibido de manter contato com os demais investigados e de se ausentar do país. Também foi determinada a entrega, em 24 horas, de todos os passaportes — nacionais e estrangeiros — do religioso.

Procurada, a Diocese de Osasco informou que não possui informações oficiais e ainda aguarda a conclusão do caso. Em nota, a entidade afirmou que “se colocará sempre ao lado da Justiça, colaborando com as autoridades na elucidação do caso”.