segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

Aquias Santarém: "Não existe Messias de Arma na mão".... Quando o Carnaval explica para crente o que é ser crente e o Papa Francisco explica a cristão o que é ser cristão..... Mas os "cristãos" bolsonaristas vêem nisso blasfêmia...


Do Canal Critica Brasil, de Aquias Santarém:



Mangueira
Samba, teu samba é uma reza
Pela força que ele tem
Mangueira
Vão te inventar mil pecados
Mas eu estou do seu lado
E do lado do samba também
Mangueira
Samba, teu samba é uma reza
Pela força que ele tem
Mangueira
Vão te inventar mil pecados
Mas eu estou do seu lado
E do lado do samba também
Eu sou da Estação Primeira de Nazaré
Rosto negro, sangue índio, corpo de mulher
Moleque pelintra do buraco quente
Meu nome é Jesus da gente
Nasci de peito aberto, de punho cerrado
Meu pai carpinteiro desempregado
Minha mãe é Maria das Dores Brasil
Enxugo o suor de quem desce e sobe ladeira
Me encontro no amor que não encontra fronteira
Procura por mim nas fileiras contra a opressão
E no olhar da porta-bandeira pro seu pavilhão
E no olhar da porta-bandeira pro seu pavilhão
Eu 'to que 'to dependurado
Em cordéis e corcovados
Mas será que todo povo entendeu o meu recado?
Porque de novo cravejaram o meu corpo
Os profetas da intolerância
Sem saber que a esperança
Brilha mais que a escuridão
Favela, pega a visão
Não tem futuro sem partilha
Nem messias de arma na mão
Favela, pega a visão
Eu faço fé na minha gente
Que é semente do seu chão
Do céu deu pra ouvir
O desabafo sincopado da cidade
Quarei tambor, da cruz fiz esplendor
E ressurgi pro cordão da liberdade
Mangueira
Samba, teu samba é uma reza
Pela força que ele tem
Mangueira
Vão te inventar mil pecados
Mas eu estou do seu lado
E do lado do samba também
Mangueira
Samba, teu samba é uma reza
Pela força que ele tem
Mangueira
Vão te inventar mil pecados
Mas eu estou do seu lado
E do lado do samba também
Eu sou da Estação Primeira de Nazaré
Rosto negro, sangue índio, corpo de mulher
Moleque pelintra do buraco quente
Meu nome é Jesus da gente
Nasci de peito aberto, de punho cerrado
Meu pai carpinteiro desempregado
Minha mãe é Maria das Dores Brasil
Enxugo o suor de quem desce e sobe ladeira
Me encontro no amor que não encontra fronteira
Procura por mim nas fileiras contra a opressão
E no olhar da porta-bandeira pro seu pavilhão
E no olhar da porta-bandeira pro seu pavilhão
Eu 'to que 'to dependurado
Em cordéis e corcovados
Mas será que todo povo entendeu o meu recado?
Porque de novo cravejaram o meu corpo
Os profetas da intolerância
Sem saber que a esperança
Brilha mais que a escuridão
Favela, pega a visão
Não tem futuro sem partilha
Nem messias de arma na mão
Favela, pega a visão
Eu faço fé na minha gente
Que é semente do seu chão
Do céu deu pra ouvir
O desabafo sincopado da cidade
Quarei tambor, da cruz fiz esplendor
E ressurgi pro cordão da liberdade
Mangueira
Mangueira
Vão te inventar mil pecados
Mas eu estou do seu lado
E do lado do samba também

The Intercept sobre os 25 mais ricos desmatadores reais da Amazônia, longe de serem os pobres acusados por Paulo Guedes


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Bilionários, políticos, paulistas, estrangeiros, reincidentes contumazes: aqui estão os 25 maiores destruidores da Amazônia












“O PIOR INIMIGO DO MEIO AMBIENTE É A POBREZA”, sentenciou o ministro da Economia, Paulo Guedes, durante uma apresentação no Fórum Econômico Mundial em janeiro. “As pessoas destroem o ambiente porque precisam comer”, ele disse, em Davos, na Suíça. É mentira – e a gente pode provar com números. Durante meses, nos debruçamos sobre 284.235 multas por desmatamento nos últimos 25 anos. E descobrimos que os maiores destruidores do meio ambiente – principalmente da Amazônia – não são os pobres. São algumas das pessoas mais ricas e poderosas do Brasil.

Dados públicos do Ibama, o órgão do governo federal responsável pela preservação do meio ambiente, compilados e analisados pelo De Olho nos Ruralistas, mostram que os 25 maiores desmatadores da história recente do país são grandes empresas, estrangeiros, políticos, uma empresa ligada a um banqueiro, frequentadores de colunas sociais no Sudeste e três exploradores de trabalho escravo.
Os 25 maiores desmatadores somaram mais de R$ 50 milhões em multas entre 1995 e 2019. No total, suas centenas de autuações chegam a R$ 3,58 bilhões, praticamente o orçamento do Ministério do Meio Ambiente inteiro para 2020. Corrigido, o valor chegaria a R$ 6,3 bilhões. Sozinhos, os campeões da destruição são responsáveis por quase 10% do total de multas aplicadas por devastação de flora desde 1995 – R$ 34,8 bilhões.
A imensa maioria deles jamais pagou suas multas e acumula outras dívidas com o poder público. Os valores, que são proporcionais à área desmatada, mostram que quem destrói a floresta não são as pessoas pobres, como defende Paulo Guedes, e que o desmatamento não é ‘cultural’, como diz Bolsonaro. A destruição é movida a dinheiro – muito dinheiro – e uma boa dose de impunidade.

DEVO, NÃO PAGO, VOLTO A DESMATAR

Olevantamento, feito a partir das autuações por crimes contra a flora – há outros tipos de multas no Ibama –, abrange dois grandes grupos: as pessoas físicas e jurídicas que participaram de desmatamentos e aquelas que se beneficiaram diretamente de produto vindo de área desmatada, como na compra de madeira sem certificação de origem. A enorme base de dados foi analisada a partir dos infratores que tiveram multas acima de R$ 1 milhão. Somando os valores, chegamos aos maiores multados dos últimos 25 anos.
O valor base da multa na região da Amazônia Legal é de R$ 5 mil por hectare. As multas podem ser maiores quando há no lugar espécies raras ou ameaçadas de extinção ou no caso de áreas de reserva ou proteção permanente. Boa parte das multas recebidas pelos recordistas se encaixa nesses agravantes.
Na lista, chama a atenção a repetição de nomes. Dos 25 campeões de infrações por desmatamento do país, só um – Agropecuária Vitória Régia – recebeu uma única multa. Os outros 24 foram reincidentes. Uma das empresas que aparecem no ranking, a Cosipar, levou multas em nada menos do que 16 anos diferentes. O valor chega a R$ 156,9 milhões – destes, R$ 155 milhões ainda não foram pagos.

GRILEIROS, BILIONÁRIOS E CONDENADOS

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Ilustração: Amanda Miranda/The Intercept Brasil
No ranking, o campeão das multas é o Incra, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária, órgão federal responsável pelo assentamento de camponeses. Mas isso não significa que os assentados tenham sido os responsáveis pelo desmatamento: muitos locais onde foram aplicadas as multas já não são, de fato, assentamentos. Eles são focos de grilagem de terras como São Félix do Xingu, no sul do Pará: das 15 multas milionárias recebidas pelo Incra em 2012, 12 foram aplicadas no município, capital da pecuária em terras do governo federal. Como a terra não tem um dono oficial, a culpa recai sobre o órgão federal que detém sua posse.
Em segundo lugar no ranking está a Agropecuária Santa Bárbara Xinguara, empresa dos fundos de investimentos geridos pelo banco Opportunity, de Daniel Dantas. A empresa, comandada pelo ex-cunhado de Dantas, Carlos Rodenburg, acumula multas de mais de R$ 325 milhões.
Em 2009, a AgroSB, como é conhecida, declarava ser dona de mais de 500 mil hectares de terra, onde eram criadas mais de 500 mil cabeças de gado. À justiça, a empresa disse que não cometia desmatamento, mas que adquiriu áreas já degradadas. O argumento foi rejeitado, e a empresa voltou a ser autuada, em valores milionários, em 2010, 2011 e 2017. Não foi o único problema: em 2012, pessoas em condições análogas à escravidão foram resgatadas na fazenda.
Atualmente, a agropecuária tem dez áreas embargadas pelo Ibama para recuperação da vegetação, em Santana do Araguaia, no Pará, e São Félix do Xingu. A maior delas tem mais de 2,3 mil hectares, um território do tamanho de metade da Floresta da Tijuca, na Amazônia. Em nota ao Intercept, a AgroSB atribui diversas multas à uma “perseguição direcionada à companhia” entre 2008 e 2010. Segundo a empresa, essas multas, em sua maioria, “vêm sendo cancelados pela Justiça e pelo órgão ambiental em razão da falta de fundamentos fáticos ou jurídicos”. Segundo AgroSB, o valor das multas canceladas chega a R$ 20 milhões.
Daniel Dantas também tem mais um nome ligado a ele na lista: o fazendeiro Tarley Helvecio Alves, que ocupa a 18ª posição. Alves foi administrador da fazenda Caracol, de propriedade de Verônica Dantas, irmã e sócia de Daniel no banco Opportunity. Com três áreas embargadas em Cumaru do Norte, também no Pará, as multas dele chegam a R$ 70 milhões.
Antonio José Junqueira Vilela Filho, o terceiro da lista, é conhecido no Intercept. Em 2017, contamos como o pecuarista e sua família, frequentadores de colunas sociais em São Paulo, foram denunciados pelo Ministério Público Federal por grilagem de terras e exploração de trabalho escravo na região de Altamira, no Pará.

ENTRE MULTAS E VOTOS

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Ilustração: Amanda Miranda/The Intercept Brasil
Oranking mostra que as multas não são suficientes para frear os crimes ambientais. Preso em 2014 pela Operação Castanheira, realizada pelo Ministério Público Federal e pela Polícia Federal, o fazendeiro Giovany Marcelino Pascoal foi condenado por desmatamento em 2018. Não adiantou: ele voltou a ser multado pelo Ibama em 2019. Pascoal, o segundo maior reincidente da lista, atua na região de Novo Progresso, onde foi organizado em agosto passado o Dia do Fogo, ação de desmatadores em defesa do governo Bolsonaro. Desde 2010, ele aparece oito vezes nas listas daqueles com multas anuais acima de R$ 1 milhão. Ao Intercept, Pascoal disse por telefone que está recorrendo e que algumas multas não são responsabilidade dele, mas não especificou quais.
Outro nome da lista é velho conhecido no rol dos reincidentes em desmatamento na Amazônia. O fazendeiro Laudelino Delio Fernandes Neto, dono da Agropecuária Vitória Régia (a nona no ranking), chegou a ser acusado de ter facilitado a fuga de Vitalmiro Bastos de Moura, o Bida, apontado como mandante do assassinato da missionária católica Dorothy Stang em Anapu, no Pará, em 2005. Ele ainda foi denunciado pelo Ministério Público Federal por desvios de mais de R$ 7 milhões da Sudam, a Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia.
Vice-prefeito de Anapu, eleito em 2008, e candidato a prefeito no município em 2012, Delio Fernandes declarou ao Tribunal Superior Eleitoral possuir R$ 10,2 milhões em bens, sendo R$ 9 milhões relativos a 9 mil hectares em Anapu e Senador José Porfírio. Seu irmão, Silvério Albano Fernandes, foi vice-prefeito de Altamira e teve seu nome especulado para assumir a chefia do Incra na região no governo Bolsonaro, para o qual fez campanha.
Delio Fernandes não é o único político da lista. Entre os 25 maiores desmatadores, há o ex-deputado federal Antonio Dourado Cavalcanti. Deputado entre as décadas de 1950 e 1970, ele era líder do grupo do qual fazia parte a Destilaria Gameleira, com sede em Mato Grosso. A usina condenada por manter mais de mil escravos – o maior resgate de trabalhadores em condições análogas à escravidão dos últimos anos – também está no ranking. Com R$ 69 milhões em multas, ela ocupa a 19ª posição.
Na lista de políticos, o ranking também tem José de Castro Aguiar Filho, atual prefeito de Flora Rica, no oeste paulista, pelo MDB. Suas multas milionárias em São José do Xingu, no Mato Grosso, não o impediram de ganhar as eleições na pequena cidade com quase 80% dos votos válidos.

SIDERÚRGICAS DESTROEM MAIS DO QUE MADEIREIRAS

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Ilustração: Amanda Miranda/The Intercept Brasil
Entre os 25 maiores destruidores, 13 são empresas. Onze delas têm capital aberto, listadas na Bovespa. Se engana quem pensa que madeireiras e carvoarias são as vilãs: as empresas que mais desmatam são, em sua maioria, ligadas à siderurgia e à agropecuária.
Siderúrgicas são listadas porque se beneficiam diretamente da retirada de madeira para o uso do carvão. Para elas, apesar das multas – que geralmente não são pagas –, sai mais barato comprar madeira oriunda de áreas protegidas do que respeitar os devidos ritos legais de proteção ambiental. A Siderúrgica Norte Brasil S/A e a Sidepar ocupam, respectivamente, a terceira e a quarta posições no ranking, e, juntas, acumulam mais de R$ 500 milhões em multas.
O setor agropecuário é representado não apenas pela pecuária, mas também por causa da produção de soja em larga escala. Também é comum que o mesmo empresário tenha uma madeireira e uma empresa de grãos, ou crie gado e, ao mesmo tempo, tenha uma companhia de outro setor – de bancos a empreiteiras.
Duas das empresas listadas têm capital internacional. Uma é a Ibérica, uma sociedade entre empresários bascos. A outra é a Gethal Amazonas Madeiras Compensadas, controlada pelo milionário sueco Johan Eliasch e que tem uma empresa uruguaia entre seus sócios.
A Gethal é a única do setor de madeiras na lista dos 25 – contrariando o senso comum sobre o desmatamento na Amazônia. Assim como só há uma do setor de carvão, matéria-prima das siderúrgicas, a Líder. A constante alteração de nomes e CNPJs das empresas dos dois setores, com sócios em comum, diminui a reincidência em multas ao longo dos anos.

MAIORES DESTRUIDORES, MAIORES CALOTEIROS

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Ilustração: Amanda Miranda/The Intercept Brasil
Aatual legislação ambiental brasileira, que determina as multas, só foi consolidada no fim dos anos 1990. Na década anterior, só há dez autuações por crimes contra a flora nos registros do Ibama. E os valores eram irrisórios: em 1996, por exemplo, foram aplicadas 22 multas de R$ 0,01. O cenário começou a mudar em 1998, com a lei 9.605, de crimes ambientais, que estipulou regras e valores maiores em multas para destruidores da floresta.
Os números mostram que, ao longo das duas décadas de aplicação da lei, ela afetou principalmente grandes desmatadores. De um total de R$ 34 bilhões em multas por destruição de flora entre 1995 e 2000, R$ 25 bilhões (73,5%) foram aplicados a 4,6 mil pessoas físicas e jurídicas que, em pelo menos um ano do período analisado, tiveram infrações somadas acima de R$ 1 milhão.
As sanções, no entanto, não significam que a punição resolve o problema. O Intercept já mostrou que, do total de R$ 75 billhões em multas ambientais já aplicadas desde os anos 1980, só 3,3% foram efetivamente pagos (e o governo tem tomado medidas para receber ainda menos). O valor poderia sustentar o Ministério do Meio Ambiente inteiro por 21 anos.
Os pequenos infratores – que o governo insiste em culpar pela destruição do meio ambiente – são os que mais pagam multas. Já os maiores, responsáveis pela destruição das partes mais extensas da floresta, deixam os processos prescreverem e continuam desmatando.
O Intercept tentou entrar em contato com os 25 listados por meio do número de telefone listado na Receita Federal. Os dois números da Destilaria Gameleira não funcionam. A página cadastral da empresa de Jeovah Lago Silva, Minuano Sementes, não dispõe de meio de contato. Carlos Alberto Mafra Terra foi contatado por telefone e e-mail, sem sucesso. A Líder Ind e Com de Carvão Vegetal LTDA EPP foi contatada por meio de um e-mail no diretório da Receita Federal, mas a mensagem retornou. Paulo Diniz Cabral da Silva foi contatado por e-mail e WhatsApp, mas não houve resposta. Os telefones de José de Castro Aguiar Filho e Tarley Helvecio Alves, listados na Receita Federal, não funcionam.
Veja a lista completa dos 25 desmatadores mais multados entre 1995 e 2020:
1º – Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária – R$ 421 mi
2º – Agropecuária Santa Bárbara – R$ 323 mi
3º – Antonio Jose Junqueira Vilela Filho – R$ 280 mi
4º – Siderúrgica Norte Brasil S/A – R$ 272 mi
5º – Sidepar Siderúrgica do Pará S.A. – R$ 258 mi
6º – Gethal-Amazonas S.A. Indústria de Madeira Compensada – R$ 231 mi
7º – Gusa Nordeste S.A. – R$ 202 mi
8º – Agropecuária Vitória Régia S/A – R$ 170 mi
9º – Companhia Siderúrgica do Pará – COSIPAR – R$ 157 mi
10º – José Alves de Oliveira – R$ 105 mi
11º – José Carlos Ramos Rodrigues – R$ 101 mi
12º – Fernando Luiz Quagliato – R$ 100 mi
13º – Gilmar Texeira – R$ 99 mi
14º – Hamex Comércio de Produtos Alimentícios Ltda – R$ 94 mi
15º – USIMAR – Usina Siderúrgica de Marabá S/A – R$ 88 mi
16º – Siderurgica Iberica S/A – R$ 87 mi
17º – Giovany Marcelino Pascoal – R$ 86 mi
18º – Tarley Helvecio Alves – R$ 70 mi
19º – Destilaria Gameleira Sociedade Anônima – R$ 69 mi
20º – Carlos Alberto Mafra Terra – R$ 66 mi
21º – Jose de Castro Aguiar Filho – R$ 61,8 mi
22º – Lider Ind. e Com. de Carvão Vegetal Ltda EPP – R$ 61,5 mi
23º – Paulo Diniz Cabral da Silva – R$ 61,1 mi
24º – Siderúrgica Alterosa S/A – R$ 60 mi
25º – Jeovah Lago da Silva – R$ 58 mi
Correção – 31 de janeiro, 11h03
O tamanho de um hectare é 10 mil metros quadrados, e não 1 quilômetro quadrado. O texto foi corrigido.

No neofascismo agora dominante no Brasil, um povo dominado pelo racismo e submetido aos interesses dos EUA... Por Jessé Souza (em vídeo)



Do Canal de Jessé Souza:



Hoje encerro a série temática em que apresentei uma prévia do meu próximo livro “A guerra contra o Brasil”, que, em breve, chega às livrarias pela Estação Brasil/Sextante). Nesses vídeos, falo sobre como os Estados Unidos se uniram a uma organização criminosa para destruir o sonho brasileiro por uma sociedade mais democrática e igualitária. Busquei reconstituir aqui o conceito de identidade nacional forjado pelas elites, e, assim, como a dominação simbólica forneceu os elementos para a dominação política e econômica. Ao mesmo tempo, relacionei o campo doméstico à esfera internacional, em especial, os Estados Unidos e sua doutrina imperialista. Uma das perguntas fundamentais é entender por que a influência norte-americana é tão forte e eficaz em países como o Brasil. Para tratar dessa questão, é necessário retomar o debate sobre o racismo. O racismo vai além da cor da pele, e está relacionado à divisão entre humanos e sub-humanos. Ou seja, quando um segmento da população é associado a uma desumanidade. Quer saber mais sobre o assunto? Assista ao meu vídeo e leia meu próximo livro. O vídeo passou por uma edição para atenuar meus vícios de linguagem. Se você gostou do vídeo, não se esqueça de curtir e compartilhar com os amigos. Isso ajuda na divulgação do canal e no aumento das visualizações. Se ainda não é inscrito, inscreva-se agora e clique no sininho para acompanhar em primeira mão os novos vídeos postados. Conheça meus livros: A Classe Média no Espelho: http://bit.ly/AclasseMediaNoEspelho A Elite do Atraso: http://bit.ly/AeliteDoAtrasoJesseSouza Siga minhas redes sociais: Blog: https://jessesouza.com.br Facebook: https://www.facebook.com/jesse.souza.... Instagram: https://www.instagram.com/jesse_souza... Twitter: https://twitter.com/jessesouzaecht

Contra a violência do sistema do deus Mercado (neoliberalismo), a luta, se possível, sem violência, mas a luta... Por Dora Incontri





Indiscutível que é preciso desmontar esse sistema capitalista neoliberal, que agora, para implantar suas medidas extremas de imperialismo e sujeição, precisa recorrer ao nazi-fascismo

Contra a violência do sistema, a luta sem violência, por Dora Incontri, no GGN

Estamos inseridos numa ordenação social e política, brasileira e internacional, de extrema violência estrutural. Explorados, espoliados, calados, agredidos se saímos em manifestações pacíficas (inconformada até agora com tantos que ficaram cegos no Chile, com os ataques a indígenas que levavam caixões de seus entes queridos em passeatas na Bolívia, com todas as repressões violentas de que qualquer saída às ruas tem sido alvo aqui no Brasil…)
Indiscutível que é preciso desmontar esse sistema capitalista neoliberal, que agora, para implantar suas medidas extremas de imperialismo e sujeição, precisa recorrer ao nazi-fascismo, como estamos presenciando no atual (des)governo brasileiro.
A questão é: por que caminhos poderemos desconstruir esse sistema e como poderemos estabelecer novas formas de relações sociais, econômicas e políticas na sociedade humana, de modo que haja mais justiça, mais fraternidade, mais paz… isso para aqueles que têm a esperança de que assim poderemos fazer. E é preciso ter essa esperança, como um compromisso.
Algumas reflexões despretensiosas aqui: primeiro, não dá para pensar em mudanças apenas dentro de um território, de uma nação. Estamos interligados globalmente, o capital é internacional, o império americano, dirigido por banqueiros e corporações, pelo complexo industrial-militar, intervém em toda parte. E agora, os chineses também estão se expandindo num novo império. Por conta disso, um governo, por exemplo, como o de Evo Morales, que estava colocando a Bolívia num rumo de desenvolvimento e autonomia, beneficiando as classes populares, é simplesmente destituído. Soluções meramente nacionais, portanto, não dão conta do problema.
Segundo, é preciso priorizar a crise climática do planeta. A esquerda brasileira, por exemplo, ainda se aliena majoritariamente dessa questão – essencial, imprescindível – pois não teremos sociedade melhor, sem vida na Terra. Simples assim!
Postas essas duas premissas, como anarquista cristã, falo agora de outros aspectos desses possíveis caminhos de transformação. Pessoalmente não acredito na política tradicional. Perigoso hoje falar nisso, porque é o que o nazifascismo usou e ainda hoje usa como argumento para instalar ditaduras e acabar com a democracia. Entre um sistema totalitário à direita ou à esquerda, preferível sempre uma democracia, por pior que seja. Mas a democracia, como temos visto nos séculos XX e XXI acaba sempre se metamorfoseando em ditatura, porque é falsa, governada pelo poder econômico, sem real participação popular, grudada em interesses de classe e em interesses coorporativos. Quando ela se faz melhor, sobram algumas migalhas de benefícios para o povo. Mas só.
Acredito, ao invés, em caminhos como auto-organização popular, economia solidária, cooperativismo, comunidades e municípios autossustentáveis, com democracia direta, participativa. Poderíamos pensar nisso como meio e como meta. Mas como chegar até lá?
Muita coisa há de ser feita! Aqui recorro a grandes inspirações que são esquecidas hoje: Henry Thoreau, Leon Tolstoi, Gandhi e Martin Luther King. Eles se inspiraram uns nos outros: Gandhi recebeu influência de Thoreau e Tolstoi; e Martin, de Gandhi. Eles indicaram caminhos de desobediência civil, de resistência passiva, de ativismo político não-violento.
Quando se fala de não-violência, muitos podem achar que se trata de uma atitude passiva, apática, descomprometida. Ao contrário, Gandhi dizia que o oposto da não-violência não é a violência, mas a indiferença. Os métodos trilhados por esses líderes são métodos de luta firme, comprometida. Trata-se de não cooperar com o que está aí – é a não colaboração com o mal. Então, não basta sair em passeata nas ruas. As elites e os governantes não estão nem aí para as manifestações populares… continuam tranquilos, fazendo o que querem, retirando direitos, usufruindo de privilégios… São necessárias ações que atinjam o interesse de quem está no poder. Não cooperar com o sistema – o que passa pelo boicote de marcas, de compras, de produtos até a greves gerais, a achar alternativas concretas de autossustentabilidade. A questão é que tais caminhos exigem mudanças pessoais profundas: renunciar ao consumismo, desenvolver empatia com o outro, buscar eliminar ou pelo menos diminuir a carne, acreditar que é possível a união entre as pessoas para ações colaborativas (e não cada um pensar em só salvar o seu), termos iniciativas para mutirões de hortas coletivas, de educação solidária… enfim, é preciso uma mudança radical de mentalidade, para passarmos a nos ajudar mutuamente e não sermos concorrentes uns dos outros; para nos sensibilizarmos com a dor do mundo, com a vida ferida do planeta, para nos mobilizarmos para despertar a consciência de quem ainda dorme, alienado…
Revolução armada para mudar esse mundo? Nunca deu resultado: de Robespierre a Lenin, de Mao a Fidel… Muito sangue corrido e como diria Gandhi: os meios não justificam os fins, os meios já fazem parte dos fins. Não podemos pensar em estabelecer justiça e paz, semeando cadáveres e tortura, prisões e gulags. Não digo que tais revoluções não tenham tido seu valor histórico e necessário em certos contextos, mas como anarquista espírita e cristã, estou pensando aqui num caminho que não exclua os exploradores, mas antes os converta; que não mate os capitalistas, antes consiga ferir seus interesses e os conscientize de que se não houver uma mudança brusca de direção, eles, seus filhos e seus netos não sobreviverão.
Tudo isso pode parecer utópico, inalcançável, romântico… mas é de utopia que podemos e devemos nutrir nossas ações presentes. Lideranças como a do Papa Francisco, que agora em março está convocando um encontro internacional de jovens para o evento Economia de Francisco e Clara, em Assis, é um sinal concreto de que esse pode ser um caminho.
Ou então, a dor extrema do planeta e da humanidade obrigarão à escolha de soluções mais solidárias.

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sábado, 1 de fevereiro de 2020

Papa Francisco confirmou que faz questão de receber Lula no Vaticano



Do Canal Plantão Brasil:


Hoje, sábado, é um grande dia para nós e para Lula. O Papa Francisco confirmou que vai se encontrar com o ex-presidente e o processo de Lula na ONU está andando e próximo de ser julgado.