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domingo, 23 de fevereiro de 2020

Sobre a politização bolsonarista milicianista dos policiais (um diálogo com Bruno Torturra), por Luiz Eduardo Soares


A história do Brasil racista e classista tem sido escrita todos os dias, exaltada, celebrada e rememorizada, pela violência policial.

Sobre a politização dos policiais (um diálogo com Bruno Torturra)

por Luiz Eduardo Soares

em seu blog
A politização dos policiais não começou com Bolsonaro, nem se esgota entre os militares. Conheço muitos ultra-direitistas militantes nas polícias civis e federais. E não se trata apenas de afinidades eletivas entre espíritos conservadores e instituições que portam a marca histórica de culturas corporativas conservadoras. Há bem mais que isso e o que há não é óbvio. A rotina policial -e aqui não generalizo a análise, refiro-me apenas aos segmentos (e são numerosíssimos) infectados pelo bolsonarismo, em todo o país- põe em marcha uma vida de militância e ativismo, sem dizer seu nome. A prática policial desses segmentos corresponde a um verdadeiro ativismo político contínuo. Ela se dá sob a forma de reafirmação de um crivo de leitura da história, ideologicamente enviesado, que foi viabilizado (legitimado) pela continuidade institucional e valorativa das polícias, fruto da transição política negociada, sem ruptura, que prevaleceu no Brasil. Trata-se ao mesmo tempo de leitura do passado e construção do presente à sua imagem e semelhança. A história do Brasil racista e classista tem sido escrita todos os dias, exaltada, celebrada e rememorizada, pela violência policial. A história no que ela tem de essencial e inercial, como se fora menos um fluxo e mais uma condição ontológica reposta, reencenada, reinstalada. A prática desses segmentos policiais tem escrito e reescrito a história na pele, no corpo (e no espírito) dos escravos, no dorso da sociedade (dorso pobre e negro) -a imagem eu a devo a Kafka, em seu conto magnífico, Na Colônia Penal.
O que move os agentes policiais bolsonarizados (que já pressentiam Bolsonaro no lusco-fusco da democracia, já ansiavam pela era Bolsonaro, já preparavam o terreno para o advento do messias, já ensaiavam, diariamente, o novo sebastianismo como profetas da barbárie) não é a paixão pela ordem, a lei, nem o ardor corporativo. O que os motiva, essencialmente, embora as questões corporativistas, aliás justíssimas, aqueçam os sentidos e propulsionem as disposições, é outro fenômeno. Não é sequer o cumprimento do dever como vocação, embora também esse impulso esteja eventualmente presente. É, isto sim, a exaltação tribal da guerra. Real ou latente, a iminência da morte pulsa e se manifesta no sangue dos irmãos tombados no cumprimento da missão. Os irmãos abatidos enlaçam os membros da fratria. A iminência da morte confere coloração distinta aos contornos ordinários. Os sentimentos reduzem-se aos imperativos da sobrevivência: medo, ódio, a urgência da solução final. Há até mesmo prazer, a lubricidade da adrenalina, os sentidos fricionados pelo risco à flor da pele. O companheirismo na fratria bélica anula escrúpulos de consciência.
Por outro lado, e esse ponto é crucial, em momentos não bélicos, o que mobiliza é o ódio motivado pelo desafio do civil à autoridade, manifesto ou tácito. Trata-se de reação defensiva (insegurança, senso de inferioridade, impotência) ante a recusa do outro (o civil, o cidadão, o não-policial) a curvar-se face à auto-atribuição de autoridade. A arma e o uniforme, ou a carteira, deveriam bastar (supõem), mas há dúvidas e questionamentos por parte dos cidadãos. A dúvida do cidadão ecoa a dúvida e a insegurança dos agentes que não se reconhecem nas instituições nem nas leis, nem na República, seja como ideia, seja como valor e muito menos como prática -o cinismo mais cáustico prepondera, nenhum respeito à política, o sistema é rechaçado. Só podem crer em si mesmos, em seus colegas, em sua missão tal como a entendem e experimentam, auto-atribuída. É o exercício da força que confere poder aos agentes que só se identificam com o poder auto-conferido, ou seja, que emana da arma, da intimidação, da violência. O grupo é autorreferido, o agente ancora, solipsisticamente, em si mesmo e na fratria a autoridade da qual deriva a justificativa (o valor e a legitimidade) da própria autoridade. Sendo assim tão instável a autoridade, o que resta é a força, sem a qual nem poder esses grupos policiais mobilizariam. Sua patologia é a angústia que resulta do fato de que não se reconhecem, não se identificam, não valorizam nem prestam lealdade a leis, República, democracia, instituições, tampouco se vêem como prestadores de serviço à cidadania. A angústia que resulta do fato de que dependem de si mesmos para fundar sua autoridade, sabendo-se que a autoridade que exercem e que os constitui, subjetiva e objetivamente, apoia-se no constrangimento imposto pela intimidação, a força, a arma. Autoridade autorreferida é violência ilegítima, mesmo uniformizada. Mas deixa de sê-lo, quando as instituições abençoam esse processo de extravio institucional, e a sociedade, parte dela, aplude e enaltece os “heroísmos”.
Uma sociedade que tolera e convive pacificamente com os cantos guerreiros de policiais, entoados nas ruas da cidade, à luz do sol, já aninhou a serpente (“Homem de preto, qual é sua missão? É invadir favela e deixar corpo no chão”). Por isso, pela milionésima vez em décadas dedicadas ao tema, repito: a violência policial contra pobres e negros não é tema lateral. É absolutamente chave para a democracia. Não só por conta de direitos violados e vidas destruídas, mas também porque, na tolerância, na conivência, na cumplicidade prática dos poderes (governos, MP e Justiça) com execuções extra-judiciais perpetradas por policiais, está presente a consolidação gradual de um poder autorreferido que só se deixa guiar ou governar por si mesmo, ou seja, por quem encarna a própria serpente, de modo a ser aceito como sua cabeça. A cabeça é o que põe para fora, no mundo, em palavras e gestos, a brutalidade autorreferida, e esta é a lógica da milícia, esta é a política miliciana que conquistou o poder no Brasil. A cabeça deu alma ao corpo, retirou da sombra a própria abjeção. O poder na lógica miliciana é o que é porque pode, funda-se a si e em si mesmo, em seu exercício autóctone continuamente reproduzido, que não pode deixar de reproduzir-se sob pena de desmanchar no ar. A dinâmica da autorreferência -que exclui o Outro, a sociedade, os poderes plurais, as instituições, as regras e os limites- prescinde de justificativas, fundamentos, pressupostos. Trata a ciência com escárnio e o questionamento como desafio cuja resposta só pode ser a bala ou a difamação. Não há verdade e mentira nesse universo, nem qualquer instância externa à dinâmica da autorreprodução. Hoje, a lógica miliciana reina sobre nós, sob aplausos da FIESP e do mercado. E dos nefelibatas, que repetem como robôs: as instituições estão funcionando. Sim, como o ventilador a pilha que gira depois do apocalipse.

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sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Do El País: Malafaia troca papéis e desce ao inferno do tribunal das redes. Também vídeo do Notícias Comentadas

Foto: Pastor Malafaia é "vítima" de condução coercitiva na Operação Timóteo
Pimenta no dos outros é?

"Essas medidas tomadas por juízes é inconstitucional , porém esse tipo de atitude ajudará a tramitação no senado da lei de abuso de autoridade .
Gostando ou não ele é um líder religioso e os evangélicos tem apoiado as ações do judiciário, com essa medida os juízes que eram enviados de Deus, agora serão perseguidores do povo de Deus "
por +Luciano L Lopes 

Além de criticar o pastor , critique a forma criminosa
que vem sido adotada pelo judiciário brasileiro .

#editado  

Pastor que incendeia seguidores com defesas enérgicas e insultos se indigna com apuração policial


Do El País:




O pastor Silas Malafaia, em 2015. LULA MARQUES/AGÊNCIA PT





O pastor Silas Malafaia (Rio de Janeiro, 1958) acordou cedo nesta sexta-feira e, como é costume, deu bom dia aos mais de 1,3 milhão de pessoas que o acompanham no Twitter. Enquanto a benção virtual era retuitada por centenas de fiéis, a Polícia Federal batia à porta da casa do pastor, no Rio de Janeiro, tornando assim mais uma investigação anticorrupção na fofoca nacional do dia. Ao meio dia, o nome de Malafaia era o terceiro assunto mais comentado na rede social, enquanto ele vociferava em caixa alta alegando sua inocência em vários “twetars” [sic].
Malafaia, que estava em São Paulo para inaugurar um novo templo da sua igreja Vitória em Cristo, foi procurado pelos agentes para declarar coercitivamente sobre seu papel num suposto esquema de corrupção de cobranças judiciais de royalties de exploração mineral. A suspeita é que o pastor apoiou a lavagem do dinheiro do esquema, tendo emprestado contas correntes de uma de suas igrejas para ocultar valores desviados. Ele nega e apenas confirma que recebeu, em 2013, um cheque de 100.000 reais de um dos advogados envolvidos na trama, como “oferta pessoal”, depositada na conta dele e da esposa, e “declarada”. Foi Deus quem teria falado no coração do letrado e motivado a doação ao pastor, segundo ele contou diante 20.000 pessoas na época. “Sou responsável pela bandidagem de outros?!”, questiona "indignado" ele, assíduo das marchas anticorrupção.
São muitos os que comemoraram a menção do pastor, um personagem que, assim como muitos de seus seguidores, cultiva ódio dos setores mais progressistas da sociedade, a quem ele constantemente insulta. Malafaia, declarado em 2013 o terceiro pastor mais rico do Brasil pela revista Forbes, destila maestria em seus discursos que misturam passagens da Bíblia e recortes de autoajuda, assim como fúria contra os “pecadores”. Há mais de 30 anos ele compra espaços na televisão para falar de Deus. É a favor da cura gay, é contra qualquer direito concedido aos homossexuais, e detona petistas, feministas, defensores do aborto, da eutanásia, pastores competidores, comunistas, esquerdopatas... sempre desde sua posição de “homem do bem”, como ele se autodeclara.
Malafaia não é político, Deus não o chamou para isso, mas sua influência nos pleitos eleitorais e na bancada evangélica do Congresso é sempre considerada. Um outro assunto é entender alguma das suas incoerências. Na última eleição municipal, começou criticando o prefeito eleito do Rio, Marcelo Crivella, por ser "petista", "cínico" e umas quantas outras pérolas, e acabou comemorando do seu lado a vitória. "Tchau, esquerdopatas!", "Chora, Freixo", "Chora, capeta", comemorava no seu perfil.
Sua condução coercitiva frustrada – ele mesmo disse que iria se apresentar voluntariamente numa delegacia de São Paulo –, no entanto, reforça o argumento dos críticos de ações policiais espetaculosas e costura sua história a de outros personagens que o fazem cuspir de raiva.
A condução coercitiva é um recurso usado, teoricamente, quando o suspeito, devidamente notificado, não comparece perante a autoridade policial, mas Malafaia, segundo ele, nunca foi intimado. “É necessário isso? Por que eu não recebi uma intimação para prestar depoimento? Condução coercitiva como se eu fosse bandido?! Se tivessem dois, três, quatro, cinco, dez cheques na minha conta dava para se desconfiar. Mas um cheque que eu recebo de uma pessoa, como recebo de inúmeras pessoas e agora estou achincalhado na mídia?!”, grita exaltado num vídeo gravado e postado nos seus perfis para se defender. O discurso é muito parecido ao da defesa do ex-presidente Lula, conduzido coercitivamente a declarar sob os holofotes de meio Brasil, em março. Malafaia, claro, não gostou da comparação, embora já tenha confessado ter votado no ex-sindicalista. “Os esquerdopatas são cínicos e dissimulados, querer comparar a condução coercitiva de lula com a minha. Ñ estou sendo delatado”, metralhou no Twitter.
Não é a primeira vez que as autoridades vasculham as contas de Malafaia, uma poderosa máquina de pedir dinheiro, defensor do “princípio da agricultura” ou “lei da semeadura”: quem quer receber dinheiro deve doar dinheiro. A Receita Federal e o Ministério Público Federal o investigaram várias vezes por suspeita de desvio do dinheiro do dízimo e lesão à crendice popular. Malafaia sustenta que foi um erro de contabilidade. “Quem atira pedra como eu atiro não pode ter telhado de vidro”, disse à revista Piauí em 2011, quando questionado pelas cinco investigações abertas contra ele desde 2007. “Eu sou besta?”. (fonte: El País).

Vídeo: SILAS MALAFAIA INVESTIGADO POR LAVAGEM DE DINHEIRO


Links
Pastor Silas Malafaia é alvo da Operação Timóteo por lavagem de dinheiro
http://politica.estadao.com.br/blogs/...

Silas Malafaia é alvo de mandado de condução coercitiva na Operação Timóteo
http://www.diariodepernambuco.com.br/...

Malafaia é alvo de condução coercitiva por suspeita de lavagem de dinheiro
http://www.cartacapital.com.br/blogs/...

PF desarticula esquema de corrupção na cobrança de royalties de mineração
http://g1.globo.com/distrito-federal/...

Pastor Malafaia é alvo da Operação da PF contra fraude em cobrança de royalties
http://aesquerdavalente.blogspot.de/2...

Silas Malafaia
https://pt.wikipedia.org/wiki/Silas_M...

sábado, 26 de dezembro de 2015

O que a Rede Globo não mostra: Após Macri, o herói da Direita, assumir, Polícia da Argentina desaloja a entidade reguladora dos meios de comunicação


Do El País:


Polícia da Argentina desaloja a entidade reguladora dos meios de comunicação

Ex-chefe kirchnerista do órgão diz que a ordem de despejo implica a suspensão da lei


O ex-chefe kirchnerista do órgão regulador dos meios de comunicação da Argentina, Martín Sabbatella, no despejo policial da entidade, na quinta-feira. REUTERS



A briga pela lei dos meios de comunicação da Argentina, um dos símbolos do Governo de Cristina Kirchner (2007-2015), ficou mais tensa. Na véspera do Natal, agentes da Polícia Federal despejaram o presidente substituído do órgão regulador da imprensa, o kirchnerista Martín Sabbatella. O político opositor ao Governo do liberal Mauricio Macri aceitou a ordem de despejo, mas exigiu que na ata do procedimento policial constasse o fato de a ação prejudicar a lei dos meios de comunicação. O novo Executivo de Macri determinou por decreto que Sabbatella deve ser substituído por um interventor.
O conflito começou em 2008, quando na briga de Kirchner com as patronais agrárias por um aumento tributário, a então presidenta argentina acabou com sua boa relação com o principal grupo da imprensa na Argentina, o Clarín. No ano seguinte, o kirchnerismo, com o apoio de parte dos progressistas, votou uma lei contra a concessão de emissoras de rádio, canais de televisão e operadores de tevê pagas. Essa lei, bandeira política levantada diversas vezes por Kirchner, foi validada pela Suprema Corte da Argentina e obriga o Clarín a vender parte de suas empresas, algo que postergou até 2016 graças à colocação de vários recursos judiciais. Vários políticos progressistas que apoiaram a lei criticam o kirchnerismo por aplicá-la contra grupos econômicos considerados inimigos e fazer vista grossa contra seus amigos.
Macri, que sempre foi um crítico da lei de meios de comunicação, decretou no primeiro dia de seu Governo – dia 10 de dezembro – que o órgão regulador dessa norma, sob o controle de Sabbatella, passa a depender do novo Ministérios das Comunicações, nas mãos de Oscar Aguad. Sabbatella se queixou alegando que a lei de meios estabelecia que seu órgão era “autárquico e descentralizado” e não poderia depender de Aguad. Essa medida bastou para que milhares de militantes kirchneristas saíssem duas vezes às ruas para protestar. O ministro, além disso, prometeu reformar a lei, mas a partir de março, quando acaba o recesso do Congresso.
Mas a briga ficou mais grave na terça-feira. Macri utilizou novamente um decreto para substituir Sabbatella e o presidente do órgão regulador das telecomunicações, Norberto Berner, que tinham mandato por lei até 2017, para nomear em seus lugares interventores por seis meses. O chefe da entidade de controle de meios de comunicação anunciou que continuaria no órgão e apresentou um recurso de amparo contra o novo decreto presidencial. O interventor que o substitui, Agustín Garzón, reagiu denunciando-o por “descumprimento dos deveres de funcionário público e abuso de autoridade”. Um promotor acatou sua acusação e pediu a um juiz que ordenasse o despejo dos escritórios. De modo que os policiais se apresentaram às 15h (16h de Brasília) de quinta-feira no edifício para ordenar a Sabbatella que abandonasse o local. Ele saiu sete horas depois. O político kirchnerista disse que deixou o escritório quando conseguiu “incorporar à ata” do despejo “que o fechamento” do escritório “significa a suspensão da lei” de meios de comunicação, “um verdadeiro atropelo”. Mas o ministro Aguad rebateu: “A intervenção também está prevista na Constituição”.

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Bob Fernandes sobre a comoção da diáspora rumo à Europa e a indiferença ante o genocídio no Brasil



  "Como tantas das nações, o Brasil se fez em meio a uma cultura de violência e extermínio. Que avança, aponta novo relatório da Anistia Internacional. A polícia do Brasil é que mais mata no mundo. A dos Estados Unidos é a terceira." - Bob Fernandes
‘Fazendeiros tiram nossa vida como se fossemos animais’, diz líder guarani-kaiowá (veja a reportagem clicando aqui).

Comoção com a diáspora rumo à Europa e a indiferença ante genocídio no Brasil


O Supremo Tribunal Federal investigará Aloizio Mercadante e Edinho Silva, ministros de Dilma, e do PT, e Aloysio Nunes, do PSDB e vice de Aécio na última eleição.

Se a investigação da Lava Jato chegar a toda documentação apreendida, e a recebida da Suíça, muitos perderão o sono. Inclusive atuais ou ex-governadores, prefeitos etc.

Dia da independência. A oficial do Brasil começou há 193 anos. A História, a oficial, há 515 anos.
Quando chegaram os portugueses, também franceses e espanhóis se escalando, os Tupinambás dominavam a Bahia e boa parte da costa brasileira.

Os Tupinambás haviam derrotado os Tupinaés, que haviam vencido os Tapuias.

Nas últimas semanas, um índio foi assassinado e fazendeiros encurralaram índios que lutam por demarcação e ocuparam terras pelo Mato Grosso do Sul.

Nesse mesmo Mato Grosso, na região de Dourados, cada vez mais confinados, sufocados, mais de 1.100 jovens índios se suicidaram desde meados dos anos 80.

No "Descobrimento", os índios no Brasil eram uns 5 milhões. Há 50 anos eram 100 mil. Agora são quase 900 mil.

Como tantas das nações, o Brasil se fez em meio a uma cultura de violência e extermínio. Que avança, aponta novo relatório da Anistia Internacional.

A polícia do Brasil é que mais mata no mundo. A dos Estados Unidos é a terceira.

Em 2014, segundo a Anistia, 15,6% dos 56 mil homicídios no Brasil (mesma média dos últimos anos) foram cometidos pela polícia. Em especial, as PMs.

No Rio, a Anistia detectou: entre 2010 e 2013, noventa e nove e meio por centos dos assassinados eram homens; 79% deles negros e 3 entre 4 tinham entre 15 e 29 anos... E das periferias.

...E nas manchetes, há uma década... corrupção. Ladrões de ontem, e de sempre, em busca do amanhã apontam dedos para ladrões do hoje.

Duelo hipócrita sobre quem roubou menos ou mais, debate imoral por quantificar, disputar imoralidades. Isso enquanto se deixa de lado a terrível matança.

Simbolizada na foto da trágica morte do menino Alan Kurdi, justa a comoção viral com a diáspora rumo à Europa rica.

Mas brutal, simbólica e reveladora a indiferença diante do genocídio no Brasil. Porque essa carnificina se dá no Brasil NPPI: Negro, Pobre, Periférico, Índio.


sexta-feira, 1 de maio de 2015

Retrato de uma elite golpista e uma educação violentada a mando da mesma elite golpista



Toda a hipocrisia nazi-fascista do PSDB de Beto Richa, Alckmin, Álvaro Dias e Aécio em fatos e fotos


"Você é um dos que sonham com a volta da ditadura militar? Seus problemas acabaram: vire professor e se mude para o Paraná". 
Pablo Villaça



Ação daPM do Paraná do PSDB de Beto Richa contra professores


Texto de Carlos Antonio Fragoso Guimarães

Professores são violentamente agradedidos fisicamente no Paraná de Beto Richa, e moralmente, com ajuda da mídia, na São Paulo de Geraldo Alckmin.

A democracia do PSDB só existe - se podemos dizer que existe - para o usufruto e prazer de uma minoria aquinhoada. É a perpetuação da moral da Casa Grande, das elites, contra todo o resto da população, na prática. Enquanto isso, na Minas Gerais, o estado tenta se reerguer contra os desvios e desmantelamento promovidos por Aécio Neves, enquanto na mesma São Paulo e para os direitistas do resto do país, o playboy do Aeroporto familiar e das ligações com o helicoca é simbolo e imagem dos derrotadas anti-democráticos que usam de toda a hipocrisia possível para desmantelar a nação desde que garantam a volta ao poder.

Nas fotos abaixo, posteriormente zeguida por dois artigos sobre o caso, o tratamento dado por Richa, Alckmin e PSDB através da PM a quem não segue suas regras, especialmente se forem professores:

















Ação da Polícia Militar da era Beto Richa é criticada por especialistas e supera truculência do governo Alvaro Dias, há 27 anos


 Extraído do Brasil Post |  Texto Thiago de Araújo

Mais de 200 feridos e uma série de imagens que viajaram pelo mundo. A ação da Polícia Militar contra professores que protestavam em frente à Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), e que terminou em violência, foi recheada de erros, segundo especialistas. Apesar do governador Beto Richa (PSDB) ter defendido a PM, ele parece estar sozinho, sobretudo diante do farto material que circulou nas redes sociais.

“Nunca vi uma coisa dessas. Mais de 200 feridos, é sinal de alguma coisa muito errada. Aquela área é fácil de conter, fazendo dois ou três cordões de isolamento. Não vejo nenhuma explicação para a tropa correr atrás de manifestantes”, disse Ao Brasil Post o ex-secretário Nacional de Segurança Pública e coronel da reserva da PM de São Paulo, José Vicente da Silva Filho.

Richa disse, em entrevista coletiva após o ataque dos PMs contra os professores, que os policiais ‘apenas reagiram’ depois de terem sido agredidos pelo que chamou de ‘black blocs’. Afirmou ter imagens que comprovam a sua versão – embora não as tenha apresentado até o momento – e tratou o protesto como uma ‘instrumentalização política’, da qual o PT estaria por trás – coincidentemente, o governador Geraldo Alckmin, também do PSDB, usou o mesmo expediente para negar a greve de 46 dias dos professores em São Paulo.

“A polícia estava lá por determinação do Poder Judiciário para proteger a sede do Poder Legislativo, uma instituição democrática que não pode ser afrontada no seu direito”, afirmou Richa. Já o coronel da reserva da PM paulista não vê como defender a ação dos colegas paranaenses. O uso de cães e até um helicóptero para atacar os professores, de acordo com José Vicente da Silva Filho, é um erro básico.

“O policial não pode atirar nada de um helicóptero. Pode machucar alguém, você não tem precisão e essa não é a utilidade da aeronave em uma operação como essa. Cães a PM de SP não usa faz muito tempo, é um equívoco usá-los em ações de contenção”, explicou. Outros especialistas vão pela mesma linha. De achrdo com o coordenador do Centro de Estudos em Segurança Pública e Direitos Humanos da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Pedro Bodê, o comportamento da tropa tem ligação com quem a comanda.

“É reflexo de uma cadeia: um governador que não teve constrangimento em permitir o cerco da Assembleia, um secretário de Segurança conhecido pela truculência”, avaliou, em entrevista ao jornal Gazeta do Povo. Já o ex-coordenador-geral de Defesa Institucional da Polícia Federal, Daniel Sampaio, viu equívocos já desde a concepção da própria operação. “A primeira diretriz é colocar uma equipe de gerenciamento de negociação muito forte. Por que há confronto? Porque houve uma progressão das atitudes, que é mais fácil de ser contida preliminarmente com diálogo”.

Para o secretário-geral do diretório do Paraná da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PR), Eroulths Cortiano Junior, não houve nenhum confronto, conforme tentou argumentar o governo no Estado. "O que vimos foi praticamente um massacre, cenas de abuso da força e um despreparo total para lidar com essa situação".

De acordo com a APP-Sindicato, entidade que representa os professores do Paraná, 14 pessoas foram presas. Nas contas da organização, mais de 400 pessoas ficaram feridas, incluindo crianças.

O ‘novo 30 de agosto’ para os professores

A violência policial contra os professores não é uma novidade para a categoria no Paraná. Em 30 de agosto de 1988, o então governador Alvaro Dias – hoje senador do Estado pelo PSDB – ordenou a ação da PM contra uma manifestação de docentes em frente ao Palácio Iguaçu, sede do governo paranaense. O ataque da PM ficou notório pela presença da cavalaria da corporação.

Para o cientista político da Uninter, Luís Domingos Costa, a ação da PM no dia 29 de abril de 2015 superou em muito a repressão registrada no governo de Alvaro Dias. “É a pior repressão já vivida até hoje no Paraná pela sua simbologia, já que foi ataque contra professores”, comentou, também à Gazeta do Povo.

Além da escalada da violência, a diferença entre as duas ações está nos números: se nesta quarta-feira foram mais de 200 feridos, em 1988 foram registrados apenas dez feridos. “Não é só um erro político, que pode levar ao governador perder a sua maioria no parlamento. É um erro institucional. É uma afronta a todos os critérios de democracia, um problema muito mais sério”, concluiu Costa.

Um protesto em favor dos docentes do Paraná está marcado para as 12h desta quinta-feira (30), no Centro Cívico. Até o momento, mais de 21 mil pessoas confirmaram presença na página criada no Facebook.


 PMs são presos após se recusarem a participar de cerco a professores no PR


Do Brasil Post |  texto de Luciana Sarmento



Ao todo 17 policiais militares foram presos durante a manifestação de professores estaduais do Paraná, nesta quarta-feira (28) após se recusarem a participar do cerco aos docentes. A informação, segundo Broadcast Político, do Estadão Conteúdo, foi confirmada pelo comando da Polícia Militar do Estado.

O Comando da Polícia Militar do Paraná afirma que 17 policiais foram presos por se recusar a participar do cerco aos professores em Curitiba

A violência policial marcou o terceiro dia de protesto dos professores do Paraná, que retomaram greve na segunda-feira (27).

Ao menos 150 pessoas ficaram feridas, algumas delas em estado grave, segundo a prefeitura de Curitiba. Entre os feridos estão o cingrafista Rafael Passos da CATVE, que foi atingido por uma bala de borracha, e um cinegrafista da Band, atacado por cachorros dos policiais.

Cerca de 20 mil manifestantes se reuniram em frente à Assembleia Legislativa do Estado (Alep) nesta quarta-feira (29). O tumulto começou enquanto a reforma da previdência dos funcionários públicos do estado era votada em plenário, e o confronto durou pelo menos 30 minutos ininterruptos. A PM utilizou caminhão com jatos de água, balas de borracha, spray de pimenta e bombas de gás lacrimogênio, inclusive lançadas de helicóptero. Ao menos 150 pessoas ficaram feridas

Após a Justiça recuar na decisão de liberar a entrada dos manifestantes durante a votação, os professores passaram a manhã em manifestação pacífica nas praças do centro Cívico. Os ânimos esquentaram quando a pauta Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovou a pauta e suas alterações em sessão relâmpago. Segundo a PM, os manifestantes tentaram invadir o plenário.