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domingo, 8 de maio de 2016

A presença do diretor geral da Globo golpista nos Panama Papers não surpreende, por Paulo Nogueira

Schroder, diretor geral da Globo, tem a cultura sonegadora da empresa
Primeiro, vamos deixar clara uma coisa. Criar contas em paraísos fiscais é apenas uma forma legalizada de sonegar. (Legalizada por enquanto, vistos os esforços de múltiplos países para pôr fim a essa mamata que furta dinheiro que construiria escolas, hospitais, portos, estradas e por aí vai.)

Isto quer dizer: ainda que você declare a conta ou as contas, você continuará a sonegar. Em países com largos contingentes de miseráveis como o Brasil, esta sonegação (ainda) legalizada é ainda moralmente pior. Amplia e perpetua a desigualdade social.

Tudo isso posto, não causa surpresa que o diretor-geral da Globo Carlos Schroder apareça entre os brasileiros dos Panama Papers, os documentos que mapeiam os donos de contas no paraíso fiscal panamenho.

Schroder afirma declarar a conta na Receita Federal, mas isso não torna sua sonegação menos sonegação.

Não há surpresa, como eu disse, porque Schroder vive num ambiente — a Globo — inteiramente contaminado pela cultura da sonegação.

A Globo não vive nem sobrevive sem duas coisas: recursos públicos e sonegação.

Em ambos os casos, a Globo recebeu sempre uma tratamento complacente e absurdamente favorável das autoridades brasileiras, incluídas aí as dos governos Lula e Dilma.

É célebre, morbidamente célebre, o caso da fraude e sonegação da Globo na compra dos direitos da Copa de 2002.

Está tudo documentado na Receita. (Aqui, você pode ver um documentário do DCM sobre o escândalo.)

A Globo mentiu ao comprar os direitos. Disse que estava investindo num negócio fora do país. Com isso, deixaria de pagar o imposto relativo à aquisição.

Os fiscais da Receita detectaram o crime. A Globo foi multada numa quantia que, em dinheiro de hoje, supera os 600 milhões de reais. Num episódio simplesmente inacreditável, uma funcionária da Receita foi apanhada tentando fazerdesaparecerem os documentos do caso.

Esta é a Globo. E este é o Brasil: nunca nenhuma autoridade da Receita ou do governo se pronunciou sobre a fraude e a sonegação. Lá se vão mais de dez anos.

É dentro deste ambiente que vive Schroder.

Convivi com ele nos anos entre 2006 e 2008 em que fiz parte do Conedit, o conselho editorial da Globo.

É um sujeito afável, bem menos espalhafatoso que Merval e Kamel, os dois integrantes do Conedit que mais se batem por concordar com João Roberto Marinho, coordenador do conselho.

Schroder fala relativamente pouco sobre jornalismo e política, e não por acaso. Ele não é do ramo. Ele cresceu na Globo na área de produção: essencialmente, fazer com que os repórteres tenham as coisas necessárias a sua missão.

Uma das lembranças mais vívidas que tenho dele é, com seu forte acento gaúcho, defendendo a ideia de que nas transmissões esportivas a Globo não deve dar o nome de times como Red Bull. A Red Bull que anuncie na Globo.

Não se conhece um texto seu que mereça citação. Seu cargo de diretor geral era ocupado, antes dele, por pessoas da área comercial. Seu antecessor, Octávio Florisbal, era um vendedor de anúncios.

Schroder não é a única figura da Globo com presença nos Panama Papers. Também Paula Marinho, filha de João Roberto, é citada. No caso dela, por causa do infame “Triplex dos Marinhos”, a mansão em Parati construída à margem da legislação de proteção ambiental.

Paula e Schoder representam o espírito Globo nos Panama Papers: fugir sempre dos impostos. Do jeito que for.

Paulo Nogueira
No DCM

segunda-feira, 25 de maio de 2015

O pensador Edgar Morin integra frente de intelectuais franceses contra a 'barbárie da sonegação, do cálculo e dos juros' representado pelo Escândalo HSBC. Enquanto isso, a grande mídia, envolvida ela mesma e seus patrocinadores no escândalo, abafa o caso.





  Ao contrário do que dizem certos Coxinhas golpistas que, no protesto orquestrado do dia 12 de abril apresentaram cartazes dizendo, entre outras pérolas, que "Sonegação não é Crime", pessoas civilizadas dizem exatamente o oposto:  Sonegação é sim CRIME! Aprendam! O Brasil ocupa o 4º lugar entre os sonegadores do HSBC, envolvendo gente de mídia e donos da grande imprensa, além de empresários e políticos, e a mesma grande mídia, comprometida, mantém silêncio obsequioso... Vejamos como agem as pessoas daquele "primeiro mundo" que eles tanto admiram diante de fatos assim:

Edgar Morin integra frente de intelectuais franceses contra a 'barbárie da sonegação'

 'Devemos resistir a uma forma de barbárie que é gelada: a barbárie do cálculo e dos juros. Sou contra a sonegação e os procedimentos do HSBC'


    Antoine Peillon, do La Croix
Paolo Sacchi


  Desde o dia 12 de fevereiro, o inquérito sobre o "furto coletivo" de oito cadeiras da agência do HSBC em Bayonne (na parte francesa do País basco) enfrenta dificuldades aparentemente intransponíveis.

   No dia 18 de fevereiro, três destas cadeiras foram encontradas durante uma ação de busca e apreensão na sede da organização ambientalista Bizi ("Viver" em basco).

  A associação havia realizado, em plena luz do dia e com rostos descobertos, uma "requisição cidadã" de móveis daquela agência em protesto contra o esquema de evasão fiscal organizada pelo banco HSBC, no montante de 180 bilhões de euros – o crime financeiro revelado alguns dias antes, no chamado caso Swissleaks.

  Até hoje, cinco das cadeiras ainda não foram encontradas, apesar dos esforços da polícia: ativistas do Bizi foram intimados, sofreram duros interrogatórios e tiveram que fazer exames de DNA.

  “Recursos inacreditáveis” para encontrar as cadeiras (ou toda a proteção aos bancos)

  Em 31 de março, Txetx Etcheverry, um dos fundadores da associação basca, foi ouvido pela terceira vez pela polícia sobre a ocultação das cinco cadeiras, de que são acusados outros militantes como Thomas Coutrot, co-presidente da associação Attac, Florent Compain, presidente dos Amigos da Terra, Vincent Drezet, secretário-geral do sindicato Solidárias Finanças Públicas (primeiro sindicato da direção geral das finanças públicas) e Patrick Viveret, presidente do Movimento SOL - "por uma apropriação cidadã do dinheiro". 

  No depoimento, o militante basco declarou: 

  "Os inacreditáveis recursos utilizados na busca das cinco cadeiras torna ainda mais cínica e escandalosa a falta de medidas para recuperar os muitos bilhões de euros sonegados a cada ano dos cofres europeus, de acordo com o ex-comissário europeu Michel Barnier”. 

  A partir de então, a causa e a ação da Associação Bizi ganharam o apoio de um grande número de associações. E atraíram a atenção de algumas personalidades, que decidiram declarar publicamente sua "cumplicidade" com os ambientalistas bascos. 

  No dia 8 de abril, Patrick Viveret, filósofo, ex-auditor do Tribunal de Contas e ex-assessor do ex-primeiro ministro Michel Rocard, organizou uma reunião em Paris, na casa do sociólogo Alain Caillé. Estiveram presentes, entre outros, o filósofo e ex-membro da Resistência francesa Edgar Morin, o financista e também antigo resistente Claude Alphandéry e a ensaísta franco-americana Susan George. Todos fizeram questão de se sentar na cadeira do HSBC levada por Patrick Viveret.

  "Resistir contra duas barbáries" 

  Edgar Morin, feliz e cheio de energia aos 93 anos, comentou que tanto ele quanto seu amigo Claude Alphandéry estavam presentes com o mesmo espírito que os levou à Resistência francesa durante a Segunda Guerra, "mas também de outras resistências bem menos perigosas, mas que nos mobilizam da mesma forma".

"Contra o que devemos resistir hoje? Há duas formas de barbárie. Aquela que todos conhecemos, cometida pelo Estado Islâmico e por diversos grupos fanáticos. Mas também há outra barbárie, que é fria, gelada: é a barbárie do cálculo, do dinheiro e dos juros. Devemos resistir a ambas", afirmou, com entusiasmo. 

  Descrevendo sua solidariedade com a associação Bizi de "ato de resistência", Morin completou: "Quando éramos contra a ocupação nazista, era em nome da liberdade. Hoje, pelo bem da França e o bem-estar dos franceses, sou contra a sonegação e os procedimentos de bancos como o HSBC”.

(Tradução de Clarisse Meireles)

Brasil ocupa 4º lugar entre sonegadores do HSBC e a mídia segue em silêncio


Os 8.667 de Pindorama: Brasil detém um honroso quarto lugar no campeonato mundial de potenciais sonegadores clientes do HSBC. Longe de combater a corrupção, a imprensa brasileira é parte dela

Luiz Gonzaga Belluzo, CartaCapital


Bancos como o HSBC criaram um sistema para seu próprio enriquecimento à custa da sociedade, ao promover a evasão fiscal e a lavagem de dinheiro, disse Hervé Falciani, o funcionário que vazou as informações.

No Painel do Leitor de 17 de fevereiro, a Folha de S.Paulo exibiu a opinião de Celso Balotti. O leitor do prestigioso matutino disparou: “Talvez o colunista Ricardo Melo ainda não tenha percebido que a pouca repercussão do escândalo financeiro mundial (as contas secretas no HSBC da Suíça) na imprensa brasileira se deva ao fato de que, longe de combater a corrupção, a imprensa brasileira é parte dela… Quem se surpreenderia se muitos dos sujeitos que aparecem todos os dias gritando ‘pega ladrão’ estivesse na lista do HSBC”. O colunista da Folha Ricardo Melo teve o desassombro de apontar a omissão da mídia diante do escândalo global do HSBC.

O International Consortium of Investigative Journalists (Icij) teve acesso a uma lista de 106 mil clientes de 203 países. Esses cidadãos do mundo descansaram suas patacas de 100 bilhões de dólares nas contas secretas do private bank do HSBC suíço. Entre o total de depósitos, há indícios de uma quantia parruda de grana mal havida ou em esperta manobra para fraudar o Fisco dos países de origem. Certamente, algumas contas são legais.

O Brasil contribuiu com 8.667 depositantes, um honroso quarto lugar no campeonato mundial de potenciais sonegadores. Se o valor total das contas (7 bilhões de dólares) for o critério de classificação, caímos para nono lugar.

O leitor Balotti, imagino, empregou a palavra corrupção em seu sentido amplo, ao atribuir essa prática à imprensa do País do Carnaval. Interpreto as palavras do missivista como uma denúncia de omissão. Omissão regada à cumplicidade com as camadas sociais useiras e vezeiras em sambar ao som das picaretagens financeiras e ao ritmo do descumprimento de suas obrigações com o Fisco. É a mesma turma que proclama O Fim do Brasil. Enquanto fazem das suas, gritam “pega ladrão” diante das patifarias – vou repetir, patifarias – dos vizinhos-adversários.

Não creio, sinceramente, que os senhores da mídia nativa tenham sucumbido às mesmas tentações que levaram o grupo do jornal argentino Clarín, a enfiar a mão na cumbuca, engrossando o ervanário do HSBC. Prefiro entender o silêncio midiático como uma manifestação das muitas obsessões oligárquicas que assolam os senhores de Pindorama: nas sinapses dos patrícios da Pátria, sobrevive a hierarquia “natural” que organiza a sociedade brasileira desde os tempos da escravidão. Nem mesmo os corruptos e a corrupção conseguem escapar da fúria classificatória e classista.

Em meio às folias e algazarras de Momo, entreguei-me à leitura dos documentos do Icij, sem, no entanto, descurar das interessantes opiniões que circulam na página Tendências e Debates da Folha. No mesmo dia e na mesma página, o economista Marcos Cintra sentou a pua na turma do andar de baixo:

“O corporativismo, a cultura do direito conquistado, a demagogia, o populismo e a ditadura do politicamente correto transformaram o Brasil na república dos coitadinhos, onde os que são considerados vulneráveis julgam ser detentores de privilégios a ponto de desafiarem as autoridades constituídas para conquistarem suas metas.”

O senhor Cintra exibe uma visão do mundo elaborada a quatro mãos por Átila, o rei dos hunos, e Al Capone. As engenharias fiscais e cambiais dos amigos da finança antissocial e predatória surripiaram, só no private bank suíço, 7 bilhões de dólares do Tesouro. É justo imaginar que há mais bufunfa circulando em outros paraísos. Sendo assim, diante da resistência dos “vulneráveis”, o ajuste fiscal deveria completar o trabalho, lançando a multidão dos “coitadinhos” penhasco abaixo.

Lembro aqui o fiasco do Fisco nos trabalhos que buscavam investigar os protagonistas da avalanche de grana enviada para paraísos fiscais e contas suíças no caso Banestado. A investigação iniciada pelo procurador federal Celso Três naufragou no “Acordão” costurado na CPI do Banestado e vazou para os subterrâneos, filtrada entre as decisões e acórdãos do “novo” Judiciário brasileiro. Os nomes dos transgressores estavam gravados no então famoso “disco rígido”, cujo acesso foi bloqueado pelo Supremo Tribunal Federal.

Devo relembrar a frase do finado e saudoso Stanislaw Ponte Preta: “Restaure-se a moralidade ou nos locupletemos todos”. Por aqui, a moralidade proclamada por quem se pretende Bom e Bonito perde de goleada para os princípios que regem suas práticas, aquelas dos Feios, Sujos e Malvados. À falta de Stanislaw, o Brasil estaria melhor com Ettore Scola.

SAIBA MAIS: UOL esconde nomes dos brasileiros envolvidos no escândalo do HSBC

VEJA TAMBÉM: Por que o silêncio em torno do escândalo do HSBC?

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Acuada pela Receita Federal e pressionada por patrocinadores de Direita, a Globo politiza minisséries visando as eleições de 2014




Fonte: Brasil 247

Emissora dos três Marinhos aciona máquina de guerra para influir o mais possível nas eleições presidenciais de 2014; minisséries disparam mísseis; no ar, A Mulher do Prefeito mostra político que desviou verbas para construir estádio para a Copa do Mundo sendo substituído por sua esposa; Amores Roubados, em janeiro, promete revelar contradições da região Nordeste a partir do vale do rio São Francisco; O Brado Retumbante, exibido no ano passado, mostrou presidente ético e galanteador; qualquer semelhança com personagens reais não é mera coincidência; Globo foi multada pela Receita Federal em R$ 274 milhões por irregularidades na compra dos direitos da Copa do Mundo de 2002; tudo a ver?
8 DE OUTUBRO DE 2013 ÀS 11:49
Do Brasil 274 – No Jornal Nacional, da Rede Globo, uma matéria considerada grande, em extensão, tem contados três minutos. No sábado 5, a entrada da ex-ministra Marina Silva no PSB teve uma cobertura de nada menos que 4 minutos e 22 segundos. Foi um claro sinal de que a emissora dos três irmãos Marinho entrara de cabeça, e ao seu modo, nas eleições presidenciais de 2014. Mas já há bem mais politização na telinha da Globo do que as escolhas de seu Departamento de Jornalismo.
Depois dar uma no cravo, ano passado, com a minissérie O Brado Retumbante, na qual o presidente da República era mostrado como um homem ético e profundamente sedutor, agora a Globo dá outra na ferradura.
Com a também minissérie A Mulher do Prefeito, no ar neste momento, a emissora testa seu poder de destruição de imagem. O que se tem no roteiro é um prefeito corrupto, que desviou todas as verbas de sua cidade para a construção de um estádio de futebol para a Copa do Mundo. Derrubado do cargo, ele é substuído por sua esposa.
Foi facil enxergar o senador Aécio Neves no presidente fictício de O Brado, assim como é inevitável lembrar o ex-presidente Lula e da presidente Dilma Rousseff nos papéis ocupados por Toni Ramos e Denise Fraga agora. Sem nenhuma discrição, a Globo dos três Marinho vai mostrando de quem gosta e de quem não gosta.
Em janeiro, a emissora vai colocar no ar Amores Roubados, minissérie na qual pretende mostrar as contradições da região Nordeste. O foco estará no vale do rio São Francisco, cuja obra de transposição de águas é talvez o maior fracasso do governo Lula – e um grande abacaxi para a gestão Dilma. A região, de resto, tende a ser o palco principal das eleições de 2014, onde o governo tentará manter e ampliar a diferença de 10 milhões de votos conquistada sobre a oposição nas últimas eleições. Ali, a oposição renovada pelo governador de Pernambuco, Eduardo Campos, e sua neoaliada Marina Silva, do PSB, jogará a mãe de todas as batalhas eleitorais. A Globo, portanto, procura chegar antes.
Ao tratar dos desvios de verbas públicas para a construção de um estádio para a Copa do Mundo, em A Mulher do Prefeito, a Globo nem passa perto, é claro, de discutir um problema que, para ela própria, vem dando muita dor de cabeça – e de caixa. Este ano, a emissora foi multada em R$ 274 milhões pela Receita Federal, em razão de operações consideradas irregulares na compra dos direitos para transmitir a Copa do Mundo de 2002.
SEM LIMITES ÉTICOS - Uma multa dessa expressão financeira – do tamanho de um estádio de futebol de pequeno porte, diga-se – dá argumentos de sobra para qualquer roteirista escrever uma novela sobre os meandros da maior máquina de propaganda política do País, a própria Globo. Mas é claro que não espaço na grade da emissora para qualquer tipo de autocrítica. O que se quer, ali, é jogar problemas no ventilador, dividir os políticos em duas categorias, entre corruptos e honestos, e praticar em escala via satélite ações de latente politização e falsa moralização.

Fazendo pressão com suas brigadas do departamento de jornalismo, de um lado, e seus exércitos na área de produção, de outro, sobre o governo e em benefício da oposição, a Globo mostra que pretende ser um fator de pressão ao eleitor na eleição de 2014.
Em 1982, no famoso caso Proconsult, a Globo fez uma apuração paralela, no Estado do Rio de Janeiro, para tirar a eleição que terminaria sendo vencida por Leonel Brizola para o governo fluminense. Deu errado.
Em 1989, a mesma Globo editou o debate presidencial decisivo entre os candidatos Fernando Collor e Lula de modo a favorecer o primeiro. Deu certo.
Agora, o jogo de influência começou um ano antes e não se sabe até onde poderá ir. Como já se viu, os limites éticos da emissora dos três Marinho na prática não existem.