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terça-feira, 7 de fevereiro de 2023

Portal do José: Lula enfrenta fascistas golpistas, garimpeiros ilegais e seus financiadores e a máfia dos banqueiros que dominam o Banco Central

 

Do Portal do José:

LULA EM MENOS DE 40 DIAS ENFRENTA SITUAÇÕES NEVRÁUGICAS PARA O DESTINO DE SEU GOVERNO E DO BRASIL. TERCEIRO GRANDE CONFLITO SE APROXIMA. Recados de Lula na posse de Mercadante no BNDES irão sofrer ataques em várias frentes. Aguardemos os telejornais e colunistas mas já sabemos o que dirão sobre a autonomia do BC. Eles são contra o governo ditar normas monetárias, afinal, os bancos nunca querem perder NADA! Sigamos.



quinta-feira, 26 de janeiro de 2023

Yanomamis: Crise humanitária em Roraima será enviada ao Tribunal Penal Internacional em Haia. Professora da FGV explica denúncia para o UOL

 

Do UOL:

Informações do colunista do UOL Jamil Chade: A situação de crise humanitária do povo yanomami será levada ao Tribunal Penal Internacional. O UOL obteve a confirmação de que as informações começam a ser preparadas para o envio para a corte em Haia, num processo que pode ainda levar algumas semanas para ser completado e que tem como foco o ex-presidente Jair Bolsonaro. No UOL News, a professora de Direito Eloísa Machado fala sobre o assunto.



segunda-feira, 23 de janeiro de 2023

Qual é a vida que tanto se defende? (Sobre a proteção incondicional da vida já existente)

 "É inconcebível que, no Século XXI, agrupamentos populacionais estejam relegados ao descaso, ao abandono, à iniciativa sistemática de dizimação de pessoas e suas culturas. E, mais ainda, que isto seja patrocinado por um governo, cujas missões e responsabilidades se acham delimitadas na Constituição Federal e nas leis pertinentes. A gestão de Bolsonaro legou mais este tétrico episódio – sistemático – calcado na retirada dos elementos relativos à proteção e salvaguarda das comunidades, bem como dos mínimos direitos de saúde, saneamento, educação, alimentação suplementar, moradia e dignidade."

Do Espiritismo com Kardec


Conselho de Gestão ECK

 Foto: Ricardo Stuckert/ Palácio do Planalto

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“O forte deve trabalhar para o fraco”
(Resposta parcial ao item 685-a, de “O livro dos Espíritos”, de Allan Kardec).
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Atônitos. Estarrecidos. Indignados. Eis como nos sentimos desde que a mídia local (e internacional) noticiou, ontem, o descaso para com os índios Yanomamis em território da Amazônia brasileira. As cenas são fortes, lamentáveis, entristecedoras. Obviamente, qualquer cidadão brasileiro, de todos os cantos do país, recebeu em choque as imagens dos povos indígenas Yanomami de Roraima.

É inconcebível que, no Século XXI, agrupamentos populacionais estejam relegados ao descaso, ao abandono, à iniciativa sistemática de dizimação de pessoas e suas culturas. E, mais ainda, que isto seja patrocinado por um governo, cujas missões e responsabilidades se acham delimitadas na Constituição Federal e nas leis pertinentes. A gestão de Bolsonaro legou mais este tétrico episódio – sistemático – calcado na retirada dos elementos relativos à proteção e salvaguarda das comunidades, bem como dos mínimos direitos de saúde, saneamento, educação, alimentação suplementar, moradia e dignidade.

O “mote” para tal política (tanto ativa como comissiva, porque ações e omissões governamentais foram registradas e estão sendo apuradas). Já se constatou que a gestão Bolsonaro utilizou o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI) para a liberação de garimpos ilegais, o que ocasionou a contaminação das terras e das águas por mercúrio e isto ocasiona diretamente na disponibilidade de alimento nas comunidades. Vale relembrar que, em 2022, O Ministério Público Federal (MPF), em 2022, já havia pedido a retomada das ações de proteção assim como as operações policiais de desmonte do garimpo ilegal no local.

Em paralelo, Bolsonaro também desmontou ações do Ministério da Saúde, tanto as preventivas quanto as corretivas, bem como às associadas ao saneamento básico. Em novembro do ano passado, o mesmo MPF apresentou solicitação de intervenção, ao Ministério da Saúde, em um dos distritos sanitários locais, tendo em vista a má gestão e a suspeita de desvios de recursos públicos.

Resultado: uma crise sanitária sem precedentes com os indígenas vítimas de desnutrição e outras doenças, como malária e pneumonia. O quadro já ocasionou a morte de 570 crianças nos últimos anos, das quais 505 com idade inferior a um ano e foram documentados 11.530 casos de malária na terra Yanomami, em Roraima, considerada a maior área de terras indígenas do país. A desassistência é tanta que foram suspensos os veículos de transporte dos indígenas de suas aldeias para os postos de saúde e locais de assistência, inclusive alimentar.

As autoridades governamentais, em especial o Ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, já determinou a abertura de inquérito para a apuração de supostos crimes ambientais e de genocídio, na premissa de que o tratamento dado pelas autoridades públicas é distante daquilo que se considera necessário e fundamental aos seres humanos, e inexistem dúvidas de que o povo indígena estava em completo abandono, diante do descaso e da indiferença do mandatário e suas equipes de governo.

Numa ação conjunta com a Ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, está sendo construído um hospital de campanha, em parceria com as Forças Armadas, objetivando a melhora das condições de atendimento aos povos indígenas.

O descaso para as comunidades indígenas não é um “privilégio” do (des)governo Bolsonaro. Também os negros, os pardos, os lgbts, os pobres, os socialmente marginalizados também foram desprezados pela gestão federal e, especialmente, pelo então presidente, inclusive com suas piadinhas e declarações preconceituosas e infames. Felizmente, esta página já foi virada e é hora de retomar a proteção e o cuidado, sobretudo com os mais carentes. É o que se depreende, inclusive, do excerto de “O livro dos Espíritos” que abre este nosso Editorial: o fraco sendo assistido e atendido pelo forte, independente de sua etnia, escolaridade, faixa etária e condição social.

A partir desta premissa, nos perguntamos: onde está o meio espírita, institucionalizado, figurativamente nas grandes instituições locais e nacionais, para se manifestar diante deste horrendo e hediondo quadro envolvendo nossos irmãos indígenas? Em especial, todo aquele “vigor” demonstrado por entidades e lideranças espíritas ao falar da temática do aborto, com a costumeira “bandeira” do “não ao aborto” e da “proteção incondicional ao direito à vida”, onde foi parar?

Nos parece que a cruzada dos espíritas pela defesa do viver está limitada, infelizmente, a dois quadrantes da existência corporal, humana: a da concepção e a da fase terminal da vida. Ou seja, aos espíritas “em geral” importa a defesa (militante) da vida contra o aborto e a eutanásia. Dizem, eles: “a vida é dom divino”. Sim, de fato, é uma prerrogativa divina ou universal a existência corporal, que tem a finalidade de propiciar o progresso aos Espíritos, como prescrevem as obras de Allan Kardec, em vários títulos e capítulos.

Mas, senhoras e senhores, QUAL vida? E a vida com dignidade? E a vida dos Yanomamis? E as dos demais povos indígenas? E a dos negros, pardos, cafuzos, mamelucos, amarelos, brancos? Sobretudo os que estão na marginalidade, os que vivem nas ruas, ou em favelas e regiões desprovidas de qualquer estrutura? E as populações lgbts? E os transexuais? E os portadores de deficiência? E os pobres, miseráveis, de qualquer etnia?

Estes não possuem, igualmente o tal “direito à vida”, incondicionalmente? Eles não merecem políticas protetivas e de salvaguarda? Não carecem de que os “fortes” provenham suas necessidades e, principalmente, do alto das tribunas ou no âmbito de portais, sítios eletrônicos e periódicos espíritas, se levantem vozes e tintas para a DEFESA INCONDICIONAL DA VIDA dos marginalizados?

Alguém viu uma linha sequer de tais “palestrantes renomados”, “dirigentes aclamados”, “médiuns reconhecidos”, “instituições relevantes” acerca do dantesco episódio vivenciado pelos nossos irmãos Yanomamis? Não! E, talvez, a partir deste nosso Editorial, resolvam se manifestar… Ou não! Podem continuar preferindo tratar de temas mais convenientes, ou, então, como vimos há pouco, tratar estas questões apenas do ponto de vista religioso e, nas entrelinhas, combater a gestão do governo entrante e a já demonizada política – tratando-a como “assunto irritante e polêmico”. Políticas sociais, políticas públicas, políticas inclusivas, políticas governamentais devem ser, sempre, objeto de análise e posicionamento dos espíritas. Isto é da vida em sociedade (“O livro dos Espíritos”, parte terceira, capítulo VII) e do progresso dos indivíduos e povos (idem, capítulo VIII) e, ainda mais, de solidariedade, fraternidade, justiça, amor e caridade (ibidem, capítulo XI).

Espírita que não se indigna, na verve e na escrita, contra as malfadadas ações do recém-findo governo Bolsonaro, ou, pior, que se manifesta, ainda, em “apoio” ao que o mesmo representou e representa, certamente não aprendeu as lições da Espiritualidade Superior, transcritas nas diversas obras do Professor francês.

Veja-se, algumas.

No item 54, de “O livro dos Espíritos” tem-se que as diversas etnias que caracterizam a espécie humana, em várias partes da Terra são, entre si, irmãs, “porque são animados pelo espírito e tendem para o mesmo alvo”. É de se perguntar: os espíritas em geral consideram, na verve e, sobretudo, na prática, como irmãos aqueles que descrevemos linhas atrás?

Em “O evangelho segundo o Espiritismo”, no Capítulo III, “Há muitas moradas na casa de meu Pai”, itens 13 a 15 ao enfocar os Mundos de Expiações e Provas, como a Terra, Agostinho menciona a existência de raças selvagens, formadas, segundo ele, em sua maioria, de “Espíritos que apenas saíram da infância”, cujo objetivo é se desenvolverem a partir do contato com os mais adiantados. É de se perguntar: os espíritas em geral se consideram mais adiantado, com os que foram mencionados antes, a ponto de contribuírem efetivamente com o aperfeiçoamento deles?

Já em “A Gênese”, Capítulo XI, “Gênese espiritual. Raça adâmica”, novamente é mencionada a condição de certos agrupamentos humanos que estão, ainda, na “infância espiritual”, e que necessitam do amparo daqueles que já se encontram em melhores condições de civilização e progresso. É de se perguntar: os espíritas em geral, por suas instituições e lideranças, quando e o que fizeram em benefício das coletividades antes referidas?

É preciso, então, que, na vanguarda destes novos dias, em pleno terceiro milênio e no curso, já, da terceira década do Século XXI, outros espíritas assumam o protagonismo de orientações e práticas. O período religioso, calcado na ideia exclusiva da adoração e veneração aos Espíritos Superiores e da premente preocupação com o porvir (pós-morte, vida espiritual) precisa ser substituído por outras ações e discursos, implementando a fase intermediária que nos levará ao período de regeneração social. Note-se, bem: regeneração, que importa a modificação dos atuais parâmetros de vida em sociedade, substituindo um conjunto de práticas sociais para permitir avanços individuais e coletivos.

No que concerne ao tema deste Editorial, os indígenas de nosso território, em especial os da Amazônia brasileira, é preciso salientar que o bioma Amazônia não existe sem gente, sem humanidade, que é marcante nos indígenas, quilombolas e nos brancos que escolheram residir em tais agrupamentos humanos. E que este contexto requer a mais ampla proteção, para resistir às explorações extrativistas: especulação imobiliária, mineradoras, grileiros, latifundiários, monocultores e, também, o crime organizado, como para permitir que a existência (humana) dos Espíritos que ali se encontram, permita-lhes o alcance do progresso (intelecto-moral), para o natural avanço proporcionado pela encarnação.

Por isso, que o silêncio e a omissão dos espíritas diante de tais questões possa ser substituído pela indignação escrita e pela efetiva ação social espírita, seja nos ambientes mais próximos de nós como na Amazônia. A vida que se defende não pode ser somente nem a intrauterina nem a terminal, mas ela em todos os quadrantes e contextos: vida, e vida com qualidade!

Portal do José sobre as atrocidades genocidas de Bolsonaro e Damares contra indígenas e "indesejados pelos sistema"... O mundo está vendo estarrecido as atrocidades

 

Do Portal do José:

Crimes contra a humanidade não podem passar impunes. Bolsonaro e Damares têm contas a acertar com o Brasil.







quinta-feira, 13 de maio de 2021

Yanomamis sob ataque de garimpeiros ilegais e o risco de uma nova chacina

 

Yanomamis sob ataque e o risco de nova chacina

Ontem, tiroteio em território indígena de Roraima deixou cinco feridos – e elevou a tensão entre aldeias e garimpeiros. Lideranças alertam órgãos públicos e pedem proteção. Áudios apontam uso de “facção armada” para atacar aldeias

No ISA

Tiroteio na manhã desta segunda-feira (10/5) deixa cinco pessoas feridas e garimpeiros ameaçam retaliação. Hutukara pede às autoridades que atuem “com urgência para impedir a espiral de violência contra a comunidade Yanomami de Palimiu”

Uma série de áudios transmitidos nesta segunda-feira 10/5 em grupos de WhatsApp de garimpeiros, que atuam dentro da Terra Indígena Yanomami, indica a escalada da tensão entre os invasores e as comunidades indígenas. As conversas apontam para a movimentação de uma “facção” fortemente armada com “fuzis e metralhadoras” no Rio Uraricoera, região mais invadida por garimpeiros em toda a Terra Indígena, localizada entre os estados de Roraima e Amazonas.

Garimpo conhecido como “Tatuzão do Mutum”, no rio Uraricoera, TI Yanomami. Crédito Divulgação

A Hutukara Associação Yanomami denunciou um tiroteio ocorrido na manhã desta mesma segunda-feira 10/5, quando sete embarcações de garimpeiros atracaram na comunidade do Palimiú e deram início ao ataque contra os indígenas. A ação deixou ao menos cinco pessoas feridas na comunidade. Quatro garimpeiros e um indígena, de raspão, foram baleados. Os áudios do grupo de garimpeiros, contudo, dão conta ainda de um grande número de vítimas (leia transcrição abaixo) que, felizmente, não foram confirmados. “A informação de oito mortos não procede, falei agora por radiofonia com a liderança do Palimiu e os parentes estão protegidos”, relata Dário Kopenawa Yanomami, diretor da Hutukara Associação Yanomami.

De acordo com Dario, houve tiroteio em conflito aberto “por cerca de meia hora”. As embarcações dos garimpeiros saíram rio acima e ameaçaram voltar para vingança, diz a liderança indígena. Em ofício enviado ao Exército, à Polícia Federal, à Funai e ao Ministério Público Federal, a Hutukara pede aos órgãos que atuem “com urgência para impedir a continuidade da espiral de violência local e garantir a segurança para a comunidade Yanomami de Palimiu”.

As comunidades Yanomami do Palimiu, no médio curso do Rio Uraricoera, estão situadas nas proximidades das estruturas da Missão construída em 1966 pela equipe da Missão Evangélica da Amazônia (MEVA). Atualmente a região abriga 937 pessoas, distribuídas em cerca de quinze comunidades.

O Rio Uraricoera é uma das mais afetadas pelo garimpo ilegal de ouro na TI, e não é de hoje. Entre 1987 e 1989, estima-se que mais de 2 mil balsas de garimpo trafegavam por esse rio. A primeira grande invasão garimpeira aconteceu entre o fim dos anos 1980 e 1990, afetando enormemente a vida dos Yanomami e Ye’kwana que viviam ali. Com a retomada das invasões, especialmente após 2019, o rio se consolidou como uma das principais rotas de entrada e abastecimento dos garimpos ilegais da TIY. Hoje, as comunidades indígenas estão cercadas pelos garimpeiros.

A logística do garimpo no Rio Uraricoera tem se tornado, cada vez mais, dependente do acesso fluvial, razão pela qual os Yanomami do Palimiu assistiram nos últimos anos os seus portos serem invadidos ilegalmente por milhares de garimpeiros, que trafegam livremente pelo curso do rio, com o objetivo de levar insumos e combustível para as áreas de exploração ilegal rio acima.

Histórico recente de conflitos

Há 10 dias, em 30 de abril de 2021, a Hutukara encaminhou carta para a PF, Funai e MPF, informando a essas instituições de um conflito armado ocorrido entre Yanomami e garimpeiros na comunidade de Palimiu. No ocorrido, os indígenas pedem apoio dos órgãos públicos para que ações fossem tomadas de modo a garantir sua segurança. Na carta, a Hutukara alerta para a possibilidade da violência escalar, com consequências graves. Leia aqui

Dois meses antes, em 1º de março de 2021, a Hutukara já havia encaminhado outra carta para a PF informando sobre um conflito ocorrido na comunidade de Helepe, também às margens do Rio Uraricoera, em que um grupo de oito garimpeiros teria abordado a comunidade e atirado contra um indígena, iniciando um conflito que resultou na morte de um garimpeiro e em um indígena ferido. Na ocasião, os garimpeiros em retirada já ameaçavam retaliações.

Leia abaixo a transcrição dos áudios transmitidos nesta segunda-feira 10 de maio em grupo de garimpeiros dentro da Terra Indígena Yanomami:

Áudio 1
“Fala aí meus amigo. Pois é, meus amigo. Alguém me informa aí o que tá acontecendo no [Rio] Uraricoera?”

Áudio 2
“Rapaz, o negócio aqui vai pegar. Tá descendo uma canoa aqui da Facção. Mais de vinte homens armados, lá para os Americano [apelido de Missão Evangélica na Terra Indígena Yanomami], que tomaram os óleo deles aí. Tá os [motores] 75 [HP] aqui. Bem perto do flutuante. Vai descer agora, tudo com metralhadora, fuzil, os caralho aí. Vão descendo pros Americano lá. O negócio vai pegar. Se eles matarem 10, 15 índios, o negócio pega aqui dentro. E a gente tem de ficar pila, cabreiro por aqui. Eles estão descendo, estão bem aqui pertinho, onde era o barraco da Roseli, bem aqui do Piuí. Daqui a pouco, eles descem aí.”

Áudio 3
“Rapaz, Patrick, aqui deu BO, dos cabra desceram lá… Chegaram nos Americano [apelido de Missão Evangélica na Terra Indígena Yanomami] lá, foi atirando. Tem gente baleada para todo lado. Chegou aqui dois baleado já. E lá diz que tem um bocado de índio baleado […]”

Áudio 4
“Desceu hoje foi duas canoa, duas canoa com home tudo armado. Chegaram num contaram a história, metendo fogo. Já chegou gente baleado pra todo lado. Diz que lá o negócio tá feio. Lá o tiroteio tá grande.”

Áudio 5
“Mas eu ia descer amanhã. Tô arrumado… Já tô arrumado para descer, esperando a canoa. Mas agora como é que desce? Tá vindo meio mundo de homem aí, tudo armado lá, […], terminar de matar os índio. Aí, quem é que desce? Ninguém desce mais.”

Áudio 6
“É mais de 500 índio. Tudo encapuzado, tudo armado. É uma guerra. Vai ser um tiroteio monstro.”

Áudio 7
“Inda agora, parou uma canoa aqui. Nós vamo pensar que é dos índio. Já ia correndo… O negócio vai ficar feio.”

Áudio 8
“Alguém tem informação das pessoas que desceram para confrontar com os índios, e os índios lá, o que que houve?”

Áudio 9
“[…] É mais certeza que amanhã ou hoje mesmo o aviaozão roda aí.”

Áudio 10
“Hein, foi a galera da Facção todinha. Morreu um… Informação que tá tendo aqui… que morreu um, da Facção. E tem dois baleado. E lá morreu parece que oito índios. E tem pra mais de dez baleado.”

Áudio 11
“Ó, tô falando com dois meninos que tava na canoa lá. Ele tá pedindo, para espalhar aí, pros canoeira não passar hoje lá não. Porque não sabe o que os índio vão querer aprontar. Quem tiver subindo com carga é para avisar, no Estreitinho, entendeu? No Korekorema. É para canoeiro não passar lá não. Pra ninguém confiar nesses índio lá, não. Dois menino da canoa, lá, [carinha] da canoa. Mandou [recado] para mim, pedindo: para avisar isso aí.”