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terça-feira, 31 de janeiro de 2023

Sobral Pinto, o homem de coragem que desafiou os ditadores militares brasileiros

 

A cineasta Paula Fiúza teve acesso aos arquivos do STM, palco de atuação frequente de Sobral Pinto, bem como nas Auditorias Militares.


Acervo Paula

O documentário sobre Sobral Pinto, Sobral: O Homem que Não Tinha Preço, conta a trajetória do advogado que foi atuante em vários momentos políticos brasileiros, da ditadura à constituinte. O documentário é fruto da vivência e pesquisa de Paula Fiúza, cineasta e neta de Sobral Pinto.

O filme foi feito a partir da descoberta de arquivos secretos de áudio do Superior Tribunal Militar com registros de defesas de presos políticos durante a ditadura. No documentário é evidenciada a luta incansável de Sobral Pinto por justiça.

Paula Fiúza teve acesso aos arquivos do STM, palco de atuação frequente de Sobral Pinto, bem como nas Auditorias Militares. “O STM é o melhor tribunal do país. Nesta hora em que há um medo generalizado, e medo justificado porque ninguém está garantido quando agentes de segurança podem apanhar qualquer um e sumir o cidadão, este STM não tem medo”, afirmou Sobral Pinto.

Sobral Pinto nasceu em 5 de novembro de 1893, em Barbacena (MG) e morreu aos 98 anos em 30 de novembro de 1991. Formou-se em Direito pela Faculdade de Ciências Jurídicas e Sociais do Rio de Janeiro, que hoje é a Faculdade Nacional de Direito, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

O documentário traz depoimentos importantes de Luís Carlos Prestes e sua filha Anita Leocádia, de Zuenir Ventura e do próprio Sobral Pinto.

É o resgate da história do advogado que nunca se dobrou, colocou a justiça acima de qualquer ideologia e desafiou os ditadores brasileiros.

Veja o documentário no link abaixo.

terça-feira, 7 de janeiro de 2020

O papel de dom Eugenio Salles e Sobral Pinto na resistência aos crimes da ditadura militar





Eis o relato da advogada Eny Moreira, figura chave na defesa dos presos políticos da ditadura militar.


Criticado pela esquerda, visto como insensível ante os abusos contra direitos humanos pela ditadura, na verdade o cardeal dom Eugênio Salles teve papel relevante na defesa dos perseguidos.
Quem afirma isso é a advogada Eny Moreira, figura chave na defesa dos presos políticos da ditadura militar. Assistente de Sobral Pinto, figura maior na defesa dos perseguidos, Eny testemunhou vários episódios em que a atuação de dom Eugênio foi crucial para salvar pessoas.
O cardeal tinha uma vasta rede de contatos junto ao poder. E era respeitado, em um período em que a Igreja Católica ainda gozava de muita influência.
Conta também que Sobral Pinto apoiou inicialmente o golpe de 64. Foi procurador por um grupo de militares, entre os quais Castello Branco, pedindo orientação para tirar Jango sem desrespeitar a Constituição. Sobral os orientou e colocou como ponto central a convocação de eleições gerais, assim que Jango fosse impichado.
Depois de chegar ao poder, os militares não quiseram mais largar.
Eny conta também histórias de advogados perseguidos, presos e torturados pelo regime militar.

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